terça-feira, 25 de julho de 2017

Vendas para PcD disparam no país

O mercado de carros novos no Brasil encolheu quase a metade nos últimos quatro anos. Enquanto isso, na contramão da crise, a venda de veículos para Pessoas

com Deficiência (PcD) vem sendo a “salvação da lavoura” para as montadoras, com registro de números cada vez mais positivos.

Só para se ter uma ideia, nos últimos dois anos, a modalidade de vendas diretas de carros zero-quilômetro com isenções fiscais cresceu 58%, com um total

de 139 mil unidades emplacadas em 2016. Com a queda vertiginosa nas vendas, as fabricantes têm criado versões exclusivas para o público PcD. Por lei, esses

modelos têm que ser fabricados no Brasil ou no Mercosul e custar, no máximo, R$ 70 mil.

Pessoas com deficiências ou patologias que dificultem ou impeçam a mobilidade têm direito a adquirir esses veículos com isenção de até quatro impostos:

IPI, ICMS, IPVA e IOF. A redução no preço final do carro varia de 20% a 30%. Na prática, um modelo que custa na faixa de R$ 69 mil pode sair, no regime

de venda especial, por R$ 54 mil.

“As isenções fiscais, em si, para as pessoas com deficiência não são novas. A lei existe desde 1991. Mas a crise gerou essa oportunidade tanto para as

montadoras como para esse consumidor, que, até então, era marginalizado”, comemora Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e

Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef).

Potencial de consumo

Segundo o presidente da Abridef, há no país 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência física, visual ou mental, e, ao contrário do que se possa

imaginar, a grande maioria pertence às classe A e B (42%) e C (44%). “As montadoras perceberam esse potencial de consumo enorme e estão investindo não

só em versões como também em treinamentos das concessionárias”, afirma Rosso.

Conselho importante

Desde 2013, é permitido que representantes legais de pessoas com deficiência possam comprar veículos zero-quilômetro com direito às isenções fiscais. No

entanto, segundo a Abridef, o processo costuma ser burocrático, oneroso e demorado.

“O passo a passo é complicado. O nosso conselho é que a pessoa que acha ter direito de comprar o carro com as isenções contrate um despachante ou vá diretamente

ao setor de vendas especiais da concessionária para ser auxiliado em todo o processo. São exigidos uma série de documentos, laudo médico, assinaturas.

Resolver por conta própria pode sair mais caro e tomar muito tempo”, aconselha Rosso.

Mitos

Apesar de a legislação considerar também deficiências físicas não aparentes como elegíveis aos benefícios fiscais na compra de veículos, a falta de conhecimento

e as inúmeras informações falsas espalhadas pelas redes sociais levam muitas pessoas a acreditar, erroneamente, que têm o direito às isenções.

“Existe uma série de patologias que podem dar o direito aos benefícios, mas ter a doença em si não lhe garante isso. É preciso que ela tenha causado, comprovadamente,

alguma sequela motora ou limitação física que impeça a pessoa de dirigir. E isso quem vai atestar é só o médico, após a perícia. Não adianta querer se

aproveitar da doença, porque a lei não trata disso”, esclarece o presidente da Abridef.

Regras

Condutores. Para ter o direito a isenções fiscais, a pessoa com necessidade específica ou mobilidade reduzida precisa possuir a Carteira Nacional de Habilitação

(CNH) Especial, que começa pelo processo de perícia junto às clínicas credenciadas ao Detran.

Não condutores. Pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, e autistas, ainda que menores de idade e que não dirijam, podem adquirir

um veículo diretamente ou por intermédio de seu representante legal.

SUVs e sedãs são os mais indicados

Com tantas opções de modelos no segmento de vendas PcD, o consumidor pode ficar até meio perdido sobre qual modelo escolher. Nem sempre é preciso que o

carro tenha câmbio automático ou automatizado. Se o cliente for cego, por exemplo, quem for dirigir para ele pode comprar um hatch com câmbio manual, mais

barato.

Para cadeirantes ou pessoas que usam andadores, muletas ou bengalas, por exemplo, o ideal é que, além de câmbio automático, o carro seja um SUV ou um sedã.

“Ele precisa de um porta-malas amplo para guardar tudo. No caso do utilitário, é mais fácil de ele entrar e sair do carro”, explica o presidente da Abridef.


Fonte: site do jornal O Tempo por Igor Vieira.

Deficientes visuais recebem aulas de Padaria Artesanal

caue
Centros comunitários também já tiveram curso

Os atendidos pela Escola João Fischer – área deficiência visual – estão participando de atividades diferenciadas com as aulas de Padaria Artesanal, realizadas

pelo Fundo Social de Solidariedade, em parceria com o Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal).
Um grupo formado por dez homens participou da terceira aula do curso nesta terça-feira (18). “Tive aula na semana passada, aprendi a fazer pão com goiabada

e já fiz a receita em casa. Fiz duas formas e tudo acabou em dois dias. Então, acho que gostaram, né?”, comentou um dos alunos, Carlos Giovani da Silva.

Agora, ele pensa em vender os pães para ter uma renda extra.
A presidente do Fundo Social, Roberta Franceschi Botion explica que, em pouco tempo, foi promovido o Desfile de Moda Inclusiva e agora, o curso de Padaria

Artesanal para o João Fischer pela primeira vez. “Isso reflete o comprometimento do nosso trabalho, do Fundo Social e do governo Mário Botion, em promover

a inclusão social”, contou . Ela acompanhou as aulas e conversou com os alunos.
Para a terapeuta ocupacional da escola, Cláudia Lygia Massaro Guidi, as aulas desenvolvem a autoestima e autonomia dos atendidos. “Para eles é muito importante

esse curso. É mais uma atividade que eles aprendem a desenvolver sozinhos”, afirmou.
Este ano, o curso de Padaria Artesanal já foi levado nos centros comunitários do Parque Hipólito, do Parque Nossa Senhora das Dores, no Jardim Glória,

no Cras (Centro de Referência da Assistência Social) Victor D´Ándrea, além das igrejas São Paulo Apóstolo e Nossa Senhora de Lurdes e na sede do Ceprosom.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3404-6267. (Da redação Portal Notícia de Limeira)
fonte noticias de limeira

Deficientes visuais recebem aulas de Padaria Artesanal

caue
Centros comunitários também já tiveram curso

Os atendidos pela Escola João Fischer – área deficiência visual – estão participando de atividades diferenciadas com as aulas de Padaria Artesanal, realizadas

pelo Fundo Social de Solidariedade, em parceria com o Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal).
Um grupo formado por dez homens participou da terceira aula do curso nesta terça-feira (18). “Tive aula na semana passada, aprendi a fazer pão com goiabada

e já fiz a receita em casa. Fiz duas formas e tudo acabou em dois dias. Então, acho que gostaram, né?”, comentou um dos alunos, Carlos Giovani da Silva.

Agora, ele pensa em vender os pães para ter uma renda extra.
A presidente do Fundo Social, Roberta Franceschi Botion explica que, em pouco tempo, foi promovido o Desfile de Moda Inclusiva e agora, o curso de Padaria

Artesanal para o João Fischer pela primeira vez. “Isso reflete o comprometimento do nosso trabalho, do Fundo Social e do governo Mário Botion, em promover

a inclusão social”, contou . Ela acompanhou as aulas e conversou com os alunos.
Para a terapeuta ocupacional da escola, Cláudia Lygia Massaro Guidi, as aulas desenvolvem a autoestima e autonomia dos atendidos. “Para eles é muito importante

esse curso. É mais uma atividade que eles aprendem a desenvolver sozinhos”, afirmou.
Este ano, o curso de Padaria Artesanal já foi levado nos centros comunitários do Parque Hipólito, do Parque Nossa Senhora das Dores, no Jardim Glória,

no Cras (Centro de Referência da Assistência Social) Victor D´Ándrea, além das igrejas São Paulo Apóstolo e Nossa Senhora de Lurdes e na sede do Ceprosom.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3404-6267. (Da redação Portal Notícia de Limeira)
fonte noticias de limeira

SRT aponta benefícios na contratação de PCDs

A contratação de pessoas com deficiência (PCDs) no mercado de trabalho pode trazer muitos benefícios à equipe, mas, até hoje, é um desafio mesmo sendo

uma exigência legal. Como toda medida afirmativa, a lei ainda não é uma realidade para a maior parte das empresas. Apesar disso, dados da Relação Anual

de Informações Sociais (Rais) de 2015 apontam que 403.255 novas vagas foram criadas para PCDs.

Desde 1991 existe a Lei 8.213, conhecida como lei de cotas, que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas portadoras de deficiências.

A lei prevê que uma determinada quantidade de vagas, que varia de 2% a 5% do número total de funcionários, deve ser reservada para pessoas com deficiência.

O objetivo é dar oportunidade para que estas pessoas voltem a fazer parte da sociedade.

Mesmo realizando diversas ações para fazer com que as empresas cumpram a legislação, o Ministério do Trabalho revela que, se todas obedecessem o que determina

a lei, pelo menos 764 mil postos de trabalho estariam disponíveis para pessoas com deficiência.

Diversidade

Segundo o coordenador-geral da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), Antonio Artequilino, a questão da inclusão de PCDs é uma oportunidade incrível

para as empresas e organizações. Estudos mostram que promover a diversidade no mercado de trabalho traz muitos benefícios. A heterogeneidade enriquece

a dinâmica grupal. “As pessoas são diferentes, seja como pensam, reagem ou por suas limitações. Mas existe uma barreira promovida pelo preconceito que

só será superada por meio da educação”, revelou.

Para receber uma pessoa com deficiência, a empresa precisa fazer algumas adaptações, como instalações de rampas, de banheiros adaptados para cadeiras de

rodas, de sinais sonoros e instruções em braille para deficientes visuais, entre outras. As maiores adaptações, no entanto, estão relacionadas a questões

comportamentais. Os empregados não sabem lidar com as diferenças, a maioria não tiveram oportunidades de conviver com pessoas com deficiência. Por isso,

a sensibilização de gestores e funcionários é fundamental.

A pessoa com deficiência pode trazer muitos benefícios para a organização. Seu potencial de produtividade pode ser igual ou superior à média dos outros

trabalhadores. Além disso, a equipe terá muitos aprendizados sobre inclusão e cooperação. “É importante deixar claro que a pessoa com deficiência tem de

ser vista como um ser humano capaz de desempenhar funções, desenvolver suas habilidades. A aceitação das limitações nos humaniza”, disse Artequilino.

Do ponto de vista de desempenho profissional, os funcionários deficientes deverão ser avaliados da mesma maneira que qualquer outro funcionário. O que

será preciso avaliar permanentemente é o programa de inclusão em si: devem ser revistas periodicamente as fontes de recrutamento, os métodos de seleção

e treinamento e as ações de sensibilização e integração, visando melhorar continuamente o programa. De acordo com Artequilino, é importante saber que a

experiência exigida de um empregado “dito normal” não pode ser a mesma exigida de um trabalhador com deficiência.

Ano após ano, as políticas de inclusão procuram eliminar preconceitos, estereótipos e atitudes de gestores, entrevistadores ou colegas de trabalho que

desvalorizam o direito das pessoas com deficiência de terem um trabalho de igual importância com os demais trabalhadores sem deficiência. Investir em informações

que desmistifiquem tais preconceitos ainda é um ponto fundamental para garantir a existência de um ambiente de trabalho justo e inclusivo para os profissionais

com deficiência ou usuários reabilitados pela Previdência Social.

Fonte:
D24am Site externo

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cão-guia 'funcionária' do Banco do Brasil acompanha dono em palestra no DF

Mellie ‘trabalha’ há três meses em uma agência bancária; animal tem uniforme e até crachá. Dono tem 5% da visão, e está em Brasília para palestra sobre

motivação e acessibilidade.
Por Marília Marques, G1 DF
Thiago e a cão-guia Mellie após atravessarem a rua. (Foto: Marília Marques/G1)
Escriturário de uma agência do Banco do Brasil, Thiago Figueiredo conta com a ajuda de uma "funcionária" especial para as funções do dia a dia. Thiago

é deficiente visual e, há três meses, é assessorado pela golden retriever Mellie – um cão-guia de 1 ano e 9 meses que tem dupla jornada de trabalho.

Pela simpatia e pelo bom desempenho no trabalho, o animal recebeu uniforme e até crachá, que ela carrega junto à guia. Na identificação, uma foto e o nome

estampados. Mellie acompanha o dono em todos os momentos no banco.

citação
“Em todo lugar que eu vou, seja no banheiro, na cozinha ou na bateria de caixa, a Mellie vai comigo. Todos na agência têm o maior carinho com ela.”
fim da citação

De acordo com Thiago, durante o expediente, a companheira leva o trabalho a sério. “Quando está com a guia, ela fica muito compenetrada e sabe que está

em ‘serviço’."

Na agência, a cachorrinha ganhou um espaço só pra ela. “Eu coloquei um colchonete ao lado da minha mesa de trabalho, ela deita e fica lá, tranquilona.

Tem até um ossinho”.

Nos intervalos, os dois saem para uma caminhada – e o dono já sabe identificar os sinais de que está na hora da Mellie fazer as necessidades, de duas a

quatro vezes por dia. Por ser cão-guia para pessoas cegas, o animal é treinado para respeitar comandos de voz e evitar situações de perigo. "Ela me desvia

de todos os obstáculos, buracos, placas e pessoas", explica.

citação
"Para atravessar a rua, a prerrogativa é minha, mas se está perigoso a Mellie não atravessa. É uma autonomia fantástica.”
fim da citação

Thiago Figueiredo atravessa a rua com a ajuda da cão-guia, Mallie.

No caso do Thiago e da Mellie, os comandos são emitidos em inglês porque a golden retriever foi treinada nos Estados Unidos. A escolha de procurar um animal

fora do país, segundo o escriturário, foi tomada após aguardar por 10 anos na fila de espera de instituições brasileiras e, mesmo após este tempo, não

ter previsão para receber a doação.

De acordo com Thiago, a instituição americana treina em média 160 animais por ano. No Distrito Federal, segundo os dados repassados pela Associação Brasiliense

de Ações Humanitárias (ABA), em 11 anos, 49 animais foram entregues a pessoas com deficiência visual.

Motivação

Com apenas 5% da visão, o escriturário do Banco do Brasil, Thiago Figueiredo, trabalha em uma agência em Minas Gerais. Neste fim de semana, ele veio a

Brasília para uma palestra sobre motivação e acessibilidade para funcionários do banco que atuam na capital federal.

Ao G1, ele contou que ainda na infância foi diagnosticado com astigmatismo, hipermetropia e uma doença degenerativa, identificada aos 5 anos, conhecida

como retinose pigmentar, uma condição capaz de causar a degeneração da retina.

Aos funcionários do banco, ele vai contar sua história de vida, o dia-a-dia com a Mellie e sobre o uso de um aplicativo para leitura da tela do computador.

O servidor, de 33 anos, foi aprovado em concurso em 2015.

A tecnologia, segundo o diretor-executivo de Gestão de Pessoas da instituição, João Batista Gimenez, é uma aliada no ambiente de trabalho e facilita a

vida de mais de 1,5 mil pessoas com deficiência que atuam no Banco do Brasil.

A cachorrinha Mellie é a primeira cão-guia "funcionária" do banco.

Mellie posando com o uniforme e crachá do banco. (Foto: Marília Marques/G1)
Serviço:

Em Brasília, a Associação Brasiliense de Ações Humanitárias realiza o treinamento de cães-guias e, há 11 anos, doa animais para pessoas com deficiência

em todo Brasil. Em mais de uma década de trabalho, 49 pessoas cegas já receberam ao menos um cachorro. Ainda neste mês, outros 10 devem finalizar o treinamento

para serem guias.

Para entrar na lista de espera, é preciso
entrar em contato, por e-mail, com a associação.
Atualmente, 300 pessoas aguardam por um animal guia da instituição.
fontte g1

Acordo entre editoras e MPF vai disponibilizar livros em formato acessível para deficientes visuais

O Ministério Público Federal, através da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), anunciou um acordo com o Sindicato Nacional de Editoras de
Livros (SNEL) para garantir a disponibilização de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual.

O sindicato representa mais de 30 editoras de livros, quase metade do mercado editorial, e a medida deverá beneficiar mais de 6 milhões de brasileiros
com deficiência  visual e também pessoas com paralisia e amputação de membros superiores.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Procuradoria e as editoras prevê que o livro em formato acessível estará disponível para compra
em uma plataforma online administrada pelo sindicato e que deve estar funcionando no prazo de 180 dias.

Os leitores poderão solicitar títulos que não estão disponíveis no mercado em formato acessível diretamente para as editoras sem o intermédio de instituições,
e o atendimento das solicitações pode variar de cinco a 60 dias. Além disso, o valor não poderá ser superior ao cobrado no formato impresso.

“O termo de ajustamento busca concretizar a garantia de todos ao pleno exercício de direitos, sem qualquer forma de discriminação – conforme determina
a Constituição Federal e também a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência”, diz a PFDC.

Fabiano de Moraes, procurador que coordena o Grupo de Trabalho Inclusão para Pessoas com Deficiência da Procuradoria, ressalta que há uma obrigação legal,
reforçada  pela Lei de Inclusão, que nunca foi cumprida pelas editoras. “Antes, a pessoa interessada em adquirir o livro em formato acessível precisava
solicitar a obra diretamente à editora – que ficava livre de qualquer reclamação. Com a nova plataforma, isso muda. Haverá um portal onde o consumidor
acessa, solicita o livro e a editora terá a obrigação de disponibilizar a obra”, explica Moraes.

O acordo ainda possui uma cláusula que estabelece que o Sindicato Nacional de Editoras deve realizar campanhas de esclarecimento junto a essas empresas
até que 50% das mais
de 500 associadas ao SNEL assumam o compromisso da oferta de obras acessíveis.

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão, são considerados como formato acessível os arquivos digitais que possam ser reconhecidos e acessados por softwares
leitores de telas ou outras tecnologias assistivas que vierem a substituí-los, permitindo a leitura de voz sintetizada, ampliação de caracteres, diferentes
contrastes e
impressão em braile.

A lei também diz que todos os livros publicados pelas editoras em formato físico também devem estar disponíveis em formato acessível, sendo que a negativa
não justificada no fornecimento do material pode  ser considerado prática de discriminação de pessoa em razão de sua deficiência,  crime com pena de reclusão
de um a três anos e multa, conforme o art. 88 da Lei.

Além de Fabiano de Moraes, assinaram o acordo o presidente do Sindicato Nacional de Editoras, Marcos da Veiga Pereira; a procuradora federal dos Direitos
do Cidadão, Deborah Duprat; e o procurador Felipe Fritz, que também integra o GT Inclusão para Pessoas com Deficiência.

Antes, existia uma tentativa de vincular o fornecimento do livro acessível por intermédio de instituições ligadas à deficiência visual, o que agora deixa
de existir a partir deste documento, deixando o interessado livre para adquirir livros diretamente das editoras, o que diminui a burocracia, simplificando
a relação de consumo e dando mais liberdade e autonomia às pessoas com deficiência visual.

Abaixo encontra-se o texto completo do Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público e o Sindicato Nacional das Editoras de Livros,
cuja imagem do documento assinado encontra-se no link
http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/temas-de-atuacao/inclusao-para-pessoas-com-deficiencia/acessibilidade/atuacao-do-mpf/tac-livro-acessivel

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO PROCURADORIA REGIONAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO - RS

PGR-00222999/2017 IC 1.29.000.002586/2016-49

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTAS

Pelo presente instrumento, na forma do § 6o, do artigo 5o, da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, alterado pelo artigo 113, da Lei n° 8.078, de 11 de
setembro de 1990, de um lado, como compromitente, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão e pelo Procurador Regional
dos Direitos do Cidadão, denominado neste ato MPF, e de outro lado, como compromissários, o SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS ¦ SNEL, doravante
denominado SNEL, com sede na Rua da Ajuda, 35-18° andar - CEP 20040-000 - Centro - Rio de Janeiro - RJ, neste ato representado por seu Presidente, e as
Editoras aderentes, constantes no anexo I, celebram este TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTAS, nos seguintes termos:

I.    CONSIDERANDO:

1.    a relevância dos livros para a formação intelectual do indivíduo e como fonte de acesso à informação, conhecimento e cultura;

2.    que a Constituição da República Federativa do Brasil estabelece em seu art. 5° que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza
e no art. 215 que cumpre ao Estado a garantia a todos o pleno exercício dos direitos culturais;

3.    que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência - CDPcD (aprovada nos termos do § 3°, art. 5° da CF, através do Decreto Legislativo
n° 186/2008 e promulgada pelo Decreto n° 6,949/2009) considera discriminação por motivo de deficiência qualquer diferenciação, exclusão ou restrição baseada
em deficiência, inclusive a recusa de adaptação razoável (Artigo 2);

4.    que a CDPcD determina aos Estados Partes que adotem as medidas apropriadas para assegurai; às pessoas com deficiência o direito a buscar, receber
e compartilhar informações e ideias, em igualdade p oportunidades com as demais pessoas, entre as quais, ter acesso, sem custo adicional, a todad as informações
destinadas ao público em geral, em formatos acessíveis e tecnologias apropriadas é\ps diferentes tipos de deficiência (Artigo 21);    ^

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5.    que a Lei Brasileira de Inclusão - LBI (Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015) garante à pessoa com deficiência o direito à cultura em igualdade de
oportunidades com as demais pessoas, sendo que seu art. 42, § 1o estabelece que “é vedada a recusa de obra intelectual em formato acessível, sob qualquer
argumento, inclusive sob a alegação de proteção dos direitos de propriedade intelectual (art. 42, § 1o);

6.    que a Lei Brasileira de Inclusão - LBI considera como formato acessível os arquivos digitais que possam ser reconhecidos e acessados por softwares
leitores de telas ou outras tecnologias assistivas que vierem a substituí-los, permitindo a leitura de voz sintetizada, ampliação de caracteres, diferentes
contrastes e impressão em braile;

7.    que a negativa não justificada no fornecimento de livros em formato acessível pode constituir prática de discriminação de pessoa em razão de sua
deficiência, crime com pena de reclusão de um a três anos e multa (art. 88, da LBI);

8.    que a partir da vigência da Lei Brasileira de Inclusão, em janeiro de 2016, todos os livros publicados pelas editoras em formato físico, também devem
estar disponíveis em formato acessível;

9.    ainda que exista a obrigação da disponibilidade de livro em formato acessível em relação a qualquer edição de livros, faz-se necessário a criação
de instrumentos e ferramentas que auxiliem às pessoas com deficiência na busca e aquisição dos livros em formato acessível, em prazo razoável, de acordo
com as peculiaridades necessárias para a adaptação de cada edição;

II. RESOLVEM:

CLÁUSULA PRIMEIRA. No presente TERMO DE AJUSTAMENTO DE COND' expressões abaixo indicados terão os seguintes significados:

S, os termos e

CDPcD - Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência

Editoras Aderentes - Editoras e congêneres, associadas à SNEL, que aderiren; TAC

LBI - Lei Brasileira de Inclusão MPF - Ministério Público Federal

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SNEL — Sindicato Nacional dos Editores de Livros________________

TAC - Termo de Ajustamento de Condutas__________________________

CLÁUSULA SEGUNDA. 0 presente TAC tratará, nas cláusulas seguintes, sobre condições gerais de acessibilidade, atendimento e fornecimento de livros acessíveis,
direta e individualmente, às pessoas com deficiência.

CLÁUSULA TERCEIRA. O SNEL assume neste TAC as obrigações que lhe forem atribuídas diretamente, respondendo as Editoras Aderentes, direta e individualmente,
pelo cumprimento das obrigações assumidas.

CLÁUSULA QUARTA. A qualquer momento poderão ser admitidas novas editoras ao TAC, associadas ao SNEL, mediante a assinatura do termo de adesão, com idênticas
obrigações aos demais aderentes.

CLÁUSULA QUINTA. Caberá ao SNEL, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da assinatura do TAC, visando facilitar o acesso aos livros em formato acessível
o desenvolvimento de plataforma online acessível, funcionando de forma contínua e permanente, para o direcionamento das requisições de pessoas com deficiência
aos editores das obras, sem prejuízo das editoras aderentes criarem mecanismos próprios em seus sítios eletrônicos.

Parágrafo Primeiro. Deverá ser inserido link de acesso a Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF (
www.cidadao.mpf.mp.br)
para eventuais reclamações referentes ao não cumprimento das disposições previstas no TAC na plataforma online referida no caput.

Parágrafo Segundo. Em caso de inadimplência das obrigações referidas no caput, ficará o SNEL ao pagamento de multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais)
por dia de atraso.

CLÁUSULA SEXTA. Caberá ao SNEL, pelo prazo de dois anos, realizar campanha de aos editores associados, sobre as obrigações constantes do presente TAC e
orientando os cumprimento de suas disposições ou até a adesão de 50% (cinquenta por cento) de todos os

CLÁUSULA SÉTIMA. Caberá ao SNEL a criação de um ícone para solicitações dos livros

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acessível, o qual deverá ser adotado também pelas Editoras Aderentes em suas páginas da internet, de forma a facilitar a solicitação de títulos que eventualmente
não estejam disponíveis diretamente para a venda.

CLÁUSULA OITAVA. 0 prazo máximo para o atendimento das solicitações de livros em formato acessível aos solicitantes, pelas Editoras Aderentes, não deverá
ser superior a:

a)    5 (cinco) dias úteis, para os livros de obras gerais com tiragem inicial igual ou superior a 10.000 exemplares;

b)    15 (quinze) dias úteis, para os demais livros de texto;

c)    30 (trinta) dias, para os livros em que imagens correspondam a menos de 30% (trinta por cento) do conteúdo; e

d)    60 (sessenta) dias, para os livros em que imagens correspondam a mais de 30% (trinta por cento) do conteúdo).

Parágrafo Primeiro: Para fins de entendimento dos itens c e d desta cláusula, o cálculo percentual será obtido dividindo-se o número de páginas que contém
imagens pelo número total de páginas da obra.

Parágrafo Segundo. Não poderá ser exigido pelas editoras para o fornecimento do livro acessível valor superior ao exigido pela edição em formato físico.

Parágrafo Terceiro. O prazo referido na presente cláusula será exigido das Editoras Aderentes a partir de 180 (cento e oitenta) dias da assinatura do TAC,
independente da data de adesão pela editora.

Parágrafo Quarto. Em caso de inadimplência, ficará sujeita a Editora Aderente ao pagamento de multa no valor equivalente a 50 (cinquenta) vezes ao do item
não adaptado, sem prejuízo da ação individual do requerente e da apuração da responsabilidade por crime de discriminação à pessoa conWíficiência.

CLÁUSULA NONA. Não se aplicam as obrigações previstas no presente TAC para as obras que não estejam mais sendo comercializadas pelas Editoras Aderentes
(fora de catálogo), que terhajr) sido editadas pelas Editoras Aderentes, mas os direitos de edição estejam esgotados ou tenham sid,)) ou obras que estejam
descontinuadas, com novas versões em circulação no mercado;

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Parágrafo Único. Não são objeto do TAC também as obras estrangeiras traduzidas para o português que preencham os seguintes requisitos, concomitantemente:
(a) os contratos sejam anteriores à vigência da Lei Brasileira de Inclusão; (b) possuam tais contratos expressa vedação acerca da publicação ou transformação
em formato acessivel; e (c) o contrato regente preveja a aplicação de legislação estrangeira.

CLÁUSULA DÉCIMA. As multas previstas neste TAC têm natureza cominatória e não substituem as respectivas obrigações.

Parágrafo Primeiro. As multas previstas neste TAC ficarão sujeitas à correção monetária, calculada com base na variação do IGP-M/FGV, a contar da data
da assinatura deste compromisso, bem como juros de mora de 6% ao ano, a contar da data prevista para a incidência da multa, fluindo ambos até o efetivo
pagamento.

Parágrafo Segundo. Todas as multas previstas neste TAC serão revertidas para o Fundo Nacional de Direitos Difusos, previsto no art. 13, da Lei n.° 7.347/85.

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA. O SNEL providenciará a divulgação, entre seus associados, do conteúdo do presente TAC, veiculando sua cópia integral, e apresentará
relatório anual sobre o cumprimento das medidas adotadas para concretização deste, inclusive relatório estatístico contendo o número de pedidos e o prazo
médio de atendimento das demandas.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA. A ocorrência de hipótese de força maior ou caso fortuito, devidamente justificada pelo SNEL ou pelas Editoras Aderentes e reconhecida
pelo compromitente, afasta quaisquer das penalidades previstas neste TAC.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA. O presente TAC terá eficácia de título executivo extrajudicial, de acordo com o artigo 5o, parágrafo 6o, da Lei n° 7.347/85 c/c
o artigo 585, inciso VII, do Cócjic/o de Processo Civil.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA. As eventuais comunicações a serem realizadas pelo SNEL devir!

encaminhadas à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio Grande do Sul.

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CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA. As obrigações assumidas neste TAC terão validade pelo prazo de 5 (cinco) anos, ocasião em que será analisada sua efetividade no
atendimento de livros acessíveis às pessoas com deficiência e poderá ser revisto seus termos entre as partes, e não prejudicarão o cumprimento de outras
obrigações anteriormente firmadas ou exigidas por legislação que seja mais favorável ao direito das pessoas com deficiência.

E, por estarem de acordo, firmam o presente para todos os fins de direito.

5 de julho de 2017.

Pelo MPF:

Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão

J

FABIANO DE MÓRAES Procurador da República

Coordenador do Grupo de Trabalho Inclusão de Pessoas com Deficiência/PFDC

FELIPE FRITZ BRAGA Procurador da República

Membro do Grupo de Trabalho Inclusão de Pessoas com Deficiência/PFDC

Pelo SNEL:

Sindicato Nacional dos Editores de Livros - SNEL

6
MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL

PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO

PROCURADORIA REGIONAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO - RS

Anexo I

RELAÇÃO DAS EDITORAS ADERENTES POR OCASIÃO DA ASSINATURA DO TAC

1.    Editora Manole Ltda

2.    Editora Rocco Ltda

3.    Sociedade Literária Edições e Empreendimentos Ltda.

4.    Editora Prumo Ltda

5.    Editora Lendo e Aprendendo

6.    Editora JPA Ltda

7.    Distribuidora Record de Serviços de Imprensa

8.    Editora Record Ltda

9.    Editora José Olympio Ltda

10.    Editora Bertrand Brasil Ltda

11.    Editora Best Seller Ltda

12.    Verus Editora Ltda

13.    Editora Paz e Terra Ltda

14.    GMT Editores Ltda (Sextante)

15.    Editora Arqueiro Ltda

16.    Editora Intrínseca Ltda

17.    Elsevier Editora Ltda

18.    Publibook Livros e Papéis Ltda (L&PM)

19.    J E Solomon Editores Ltda

20.    Imago Editora Importação e Exportação Ltda

21.    Editora Schwarcz S/A (Companhia das Letras)

22.    Editora Claro Enigma Ltda

23.    Editora Reviravolta Ltda

24.    GEN - Grupo Editorial Nacional Participações Ltda

CNPJ 62.351.341/0001-69 CNPJ 42.444.703/0001-59 CNPJ 27.900.414/0001-23 CNPJ 09.323.431/0001-63 CNPJ 05.136.963/0001-30 CNPJ 00.298.600/0001-88 CNPJ 33.495.771/0001-56
CNPJ 07.115.047/0001-40 CNPJ 33.038.696/0001-02 CNPJ 61.353.579/0001-60 CNPJ 04.839.149/0001-10 CNPJ 03.679.715/0001-00 CNPJ 33.451.279/0001-89 CNPJ 02.310.771/0001-00
CNPJ 06.985.027/0001-67 CNPJ 05.660.045/0001-06 CNPJ 42.546.531/0001-24 CNPJ 87.932.463/0001-70 CNPJ 13.531.697/0001-79 CNPJ 33.766.764/0001-35 CNPJ 55.789.390/0001-12
CNPJ 07.427.434/0001-11 CNPJ 15.406.723/0001-62 CNPJ 08.914.167/0001-70
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL  PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO PROCURADORIA REGIONAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO - RS   
25. Editora Forense Ltda    CNPJ 33.111.584/0001-21
26. Editora Guanabara Koogan Ltda    CNPJ 42.581.280/0001-19
27. LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda    CNPJ 33.829.698/0001-01
28. Editora Atlas Ltda    CNPJ 61.080.370/0001-70
29. Brinque Book Editora de Livros Ltda    CNPJ 36.222.156/0001-64
30. Jorge Zahar Editor Ltda    CNPJ 28.997.872/0001-95
31. Editora Pequena Zahar Ltda    CNPJ 17.629.943/0001-80
32. Associação Religiosa Editora Mundo Cristão    CNPJ 60.663.341/0001-79
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO

PROCURADORIA REGIONAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO - RS

Anexo II

TERMO DE ADESÃO AO TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTAS

A Editora...............(nome e qualificação), neste ato representada na forma de seu estatuto social, a

seguir designada como Editora Aderente, em consonância com o disposto na Cláusula Nona e seus parágrafos, do Termo de Ajustamento de Condutas, a seguir
designado simplesmente TAC Livro Acessível, em que são partes como o Ministério Público Federal, como compromitente, e o Sindicato Nacional dos Editores
de Livros, como compromissado, manifesta a sua expressa adesão a todos os seus termos.

Para fins de recebimento das comunicações oriundas do TAC Livro Acessível, a Editora Aderente indica o endereço acima e o e-mail....

Os signatários declaram que possuem os poderes e as autorizações necessárias para aderir ao TAC Livro Acessível.

E, por estarem de acordo firmam o presente para todos os fins de direito, em 3 (três) vias de igual teor.

....XX de.....de 2017.

Pela Editora....

9

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Para entrar em contato conosco, ou caso tenha interesse de receber nossos informativos, escreva um e-mail para contato@deficienciavisual.com.br

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Brasil encerra participação no Mundial de Atletismo em 9º no quadro de medalhas

Por CPB
Terminou neste domingo, 23, o Mundial de Atletismo Paralímpico, em Londres. A equipe composta por 25 atletas fechou o evento com 21 medalhas, sendo oito

de ouro, sete de prata e seis de bronze. A performance colocou o país no 9º lugar do quadro geral, que foi liderado pela China. Os asiáticos somaram 65

medalhas (30 de ouro) e foram seguidos pelos Estados Unidos, com 59 medalhas (20 de ouro) e pela Grã-Bretanha, que obtiveram 39 pódios (18 de ouro).

Dos convocados, vinte e quatro atletas foram finalistas em pelo menos uma prova. De olho nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, o Brasil contou com medalhista

de ouro de jovens como Petrúcio Ferreira, 20 anos, que triunfou duas duas vezes; Mateus Evangelista, 23, dono de três pódios e Daniel Martins, 21. Ao mesmo

tempo, atletas de maior experiência, como Yohansson Nascimento, 29, e Alessandro Rodrigo, 32, mantiveram-se entre os melhores do planeta.

"O balanço que fazemos da participação brasileira é bastante positivo. Foi uma performance extremamente importante e nos mostrou que estamos no caminho

certo, porque visamos sobretudo à melhor participação possível em Tóquio 2020. Estou bastante satisfeito e vejo que, em algumas situações, nós já vemos

evolução e, em outras, diagnosticamos ações necessárias para o desenvolvimento da modalidade", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.


"Nós estabelecemos uma estratégia diferente para este início do ciclo. Criamos índices extremamente fortes e desafiadores e todos os atletas que vieram

a Londres tinham, ao menos, a terceira marca do ranking mundial, o que os colocava em posição de ganhar medalhas. Certamente este evento norteará o início

deste ciclo e a participação até Tóquio", completou Mizael.

Outro ponto positivo da participação brasileira foi a manutenção dos bons resultados nas provas de campo. Mesmo com a aposentadoria de ícones do campo,

como a bicampeã paralímpica Shirlene Coelho, o Brasil conseguiu sete medalhas destas disciplinas. Foram quatro ouros, duas pratas e um bronze.

Esta foi a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Cerca de 1.300 atletas de 85 países disputam as 202 medalhas, todas no Estádio Olímpico de

Londres. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil havia levado 40 atletas e ficado com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento. Foram oito

medalhas de ouro, 14 de prata e mais 13 de bronze.

De volta ao Brasil
A Seleção Brasileira de atletismo paralímpico retorna ao país nesta quarta-feira, 26. Todos os atletas e a comissão técnica chegam ao Aeroporto Internacional

de Guarulhos, em São Paulo, no voo JJ8071, da Latam, com previsão para as 4h50 (horário de Brasília).

Confira todos os medalhistas do Brasil no Mundial Paralímpico de Atletismo de Londres
OURO
Mateus Evangelista - 100m, classe T36
Petrúcio Ferreira - 100m, classe T47
Petrúcio Ferreira - 200m, classe T47
Daniel Tavares – 400m, classe T20
Alessandro Silva - Lançamento de disco, classe F11
André Rocha - Lançamento de disco, classe F52
Thiago Paulino - Lançamento de disco, classe F57
Thiago Paulino - Arremesso de peso, classe F57

PRATA
Yohansson Nascimento - 100m, classe T47
Yohansson Nascimento - 200m, classe T47
Mateus Evangelista - 200m, classe T37
Mateus Evangelista - Salto em distância, classe T37
Jonas Licurgo - Lançamento de dardo, classe F55
Rodrigo Parreira - Salto em distância, classe T36
Izabela Campos - Lançamento de dardo, classe F11

BRONZE
Rodrigo Parreira - 100m, classe T36
Rodrigo Parreira - 200m, classe T36
Edson Pinheiro - 100m, classe T38
Fábio Bordignon - 200m, classe T35
Ricardo Costa - Salto em distância, classe T11
Izabela Campos - Lançamento de disco, classe F11

Patrocínio
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias da Caixa e da Braskem.

Time São Paulo
Os atletas Alessandro Silva, Daniel Mendes, Edson Pinheiro, Gustavo Araújo, Mateus Evangelista, Ricardo Costa e Yohansson Nascimento são integrantes do

Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia

de 10 modalidades.

Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

domingo, 23 de julho de 2017

Imbatível: Petrúcio Ferreira é ouro e quebra recorde dos 200m no Mundial de Londres

Por CPB
Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Imagem

Petrúcio Ferreira conquistou nesse sábado, 22, a sua segunda medalha de ouro no Mundial de Atletismo Paralímpico de Londres. O velocista paraibano faturou

o título dos 200m T47 (amputados de braço) e estabeleceu um novo recorde mundial para a prova.

É a sétima láurea dourada do país, que totaliza 18 medalhas na competição até o começo da tarde (no Brasil) deste sábado, 22, no Estádio Olímpico. O evento

se encerra neste domingo, 23.

Aos 20 anos, Petrúcio baixou seu próprio recorde mundial para 21s21 - a antiga marca era de 21s49, estabelecida por ele em abril de 2015. A exemplo do

que ocorreu nos 100m, ele teve companhia de outro brasileiro no pódio. Yohansson Nascimento ficou com a prata, ao cruzar a linha de chegada em 21s96. A

terceira posição da prova ficou com o polonês Michael Derus, que registrou 22s08.

O paraibano de São José do Brejo do Cruz, no sertão do Estado, não teve uma boa largada, mas teve uma recuperação incrivel ainda na curva e já chegou nos

últimos 100m com sobras para bater o recorde mundial. A tranquilidade foi tamanha que ele cruzou a linha de chegada olhando e apontando para o crônometro

do estádio.

O relógio oficial da competição registrou, inicialmente, a marca de 21s22. Petrúcio chegou até a posar ao lado do cronômtro com este tempo, no entanto,

foi logo corrigido para 21s21. Nenhum atleta foi mais rápido que o paraibano neste Mundial de Atletismo Paralímpico, na já mítica pista do Estádio Olímpico

de Londres, sede dos Jogos Paralímpicos de 2012.

Foi a terceira prova que Petrúcio participou neste Mundial. No sábado, 14, segundo dia de disputas, ele teve performance idêntica nos 100m. Foi campeão

e estabeleceu recorde mundial na classe T47 com 10s53 - superando a antiga marca, dele mesmo, de setembro de 2016, que era 10s57. Já na quinta-feira, ele

teve um dissabor na prova dos 400m, ao ser eliminado após queimar a largada.

Em ambas as vezes que foi ao pódio neste Mundial, Petrúcio teve a companhia inseparável do alagoano Yohansson Nascimento. Diferentemente do paraibano,

Yohansson disputou duas provas - medalhou em ambas (100m e 200m). sempre em segundo lugar, desbancando o polonês Michal Derus, uma verdadeira pedra no

sapato de Yohansson até os Jogos do Rio 2016.

Agora, em Londres, Yohansson não deu chances para o atleta da Polônia e o superou nas duas oportunidades que o encontrou.

Assim, a dupla brasileira da classe T47 volta para casa com quatro medalhas, de cinco disputas: dois ouros para Petrúcio e duas pratas para Yohansson.


Patrocínio
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias da Caixa e da Braskem.

Time São Paulo
O atleta Yohansson Nascimento é integrante do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São

Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

sábado, 22 de julho de 2017

Com apoio da Prefeitura de SP, primeira companhia de ballet profissional formada por bailarinas cegas se apresenta pela primeira vez no Theatro

vai ser dia 23 agora domingo
Toda renda arrecadada na apresentação será revertida para a Associação Fernanda Bianchini

No dia 23 de julho, às 12h, um sonho alimentado há anos será realizado: a Companhia de Ballet de Cegos da Associação Fernanda Bianchini, considerada uma

das melhores companhias de ballet formada por deficientes visuais do mundo, fará sua estreia no Theatro Municipal de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, apoia a apresentação, que terá como madrinha a artista Bia Doria.

“Durante anos a Associação, em vão, tentou trazer o espetáculo ao Theatro Municipal. Agora, temos a honra de ajudar a realizar esse sonho. Um espetáculo

como esse desconstrói a ideia errônea de que as pessoas com deficiência são incapazes e mostra que elas apenas necessitam de um olhar sensível, que enxergue

seus potenciais, para desenvolver seus talentos”, ressalta o secretário da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Uma história de persistência, amor e inclusão será apresentada ao público através do espetáculo “Sonhos”, composto por 12 números que misturam trechos

de clássicos como “La Bayadere” e “Carnaval em Veneza”, a Broadway com “Chorus Line” e coreografias próprias como “Olhando Pras Estrelas”.

Em 1995, uma bailarina com 15 anos de idade – e hoje fisioterapeuta – chamada Fernanda Bianchini disse “sim” ao convite para ensinar, voluntariamente,

passos de ballet para algumas alunas do Instituto de Cegos Padre Chico; assim foi concebido o embrião da associação que carrega seu nome. A inclusão social

por meio da dança é a principal missão da entidade. Ao dançar e interagir, os alunos melhoram a postura, aprimoram seus sentidos, ganham autoestima e autoconfiança,

além de desconstruir preconceitos.

No decorrer desses 22 anos, a instituição se desenvolveu e passou a ser reconhecida mundialmente por um método pioneiro de ensino da técnica do Ballet

Clássico à pessoas com deficiência visual. O aprendizado, caracterizado pela sensibilidade artística, acontece por meio do toque e da repetição de movimentos.

“O trabalho que fazemos é por amor. É por isso que estamos plantando semente nessas meninas ou talvez em novas outras, para que, com nossos cuidados e

aprendizado, elas se tornem as pupilas da nova geração de bailarinas. Quem sabe, agarrem esta arte como profissão”, idealiza Fernanda Bianchini.

Hoje, a associação é sediada na Vila Mariana e atende 340 alunos. As vagas são distribuídas da seguinte maneira: 60% para pessoas cegas ou com deficiência

visual, 30% para aquelas que possuem outras deficiências e 10% à alunos sem deficiência, a fim de exercitar “a inclusão às avessas”. São desde crianças

com três anos até idosas que já fazem parte da terceira idade. Além do ballet clássico, elas podem aprender, gratuitamente, sapateado, dança de salão,

expressão corporal, dança do ventre, pilates, dança contemporânea, coral e teatro.

Os ingressos estão à venda no site:
http://compreingressos.com/espetaculos/8789-sonhos?origem=theatromunicipaldesaopaulo,

e a renda será revertida para a instituição.

Passageiros relatam "caos" e descaso até com deficientes em voo cancelado de NY a SP

Matheus Collaço
Colaboração para o UOL
Garoto dorme no chão do aeroporto após voo de NY para SP ser cancelado; ele passou mal devido ao calor dentro da aeronave e descansou no chão até os passageiros

serem deslocados para hotel
fim da lista

Caos, atrasos e desrespeito. Estes foram apenas alguns dos problemas que passageiros relataram ao tentar retornar ao Brasil na última terça-feira (18)

em voo da companhia aérea LATAM. O voo partiria do aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, nos Estados Unidos, às 19h, com destino ao aeroporto

internacional de Guarulhos, em São Paulo, mas só decolou na manhã do dia seguinte, resultando em uma série de problemas.

Tudo começou bem, com a entrada dos cerca de 300 passageiros na aeronave. Porém, os problemas começaram rapidamente. Cerca de uma hora após o embarque,

o avião ainda não havia partido, obrigado às pessoas a permanecerem sentadas mesmo com o ar-condicionado desligado. Quando a situação já não era mais suportável,

os integrantes da equipe de bordo autorizaram o desembarque, afirmando que a nave precisaria passar por manutenção.

De volta ao saguão, teve início o 'show de horror', de acordo com os relatos de passageiros. Falta de comunicação, dificuldade na obtenção de alimentos,

cansaço e descaso com deficientes físicos foram acontecendo em sequência, até que o grupo fosse levado para um hotel, a cerca de 72km do aeroporto.

"Estava com meu filho de oito anos, que já estava começando a passar mal dentro do avião, e minha mãe, que tem artrose", revela Adriana Souza Campos, umas

das passageiras do voo. Ele chegou a dormir no chão do aeroporto. "A temperatura estava muito alta lá dentro, com o ar condicionado desligado. Eles não

deixavam a gente desembarcar, o que aconteceu só depois de uma hora. No saguão, disseram que resolveriam o problema mecânico e voltaríamos para o avião.

Após isso, não tivemos mais informação nenhuma e só fomos receber alguma ajuda por volta das 23h, que foi o momento em que nos deram um voucher para alimentação".


 fonte  uol

Dicas de espetáculos acessíveis em São Paulo

Publicado por Marina Yonashiro
Quem está em São Paulo vai poder aproveitar dois espetáculos de dança acessíveis! Confira e se programe.
Descrição da imagem: foto de uma mulher dançando. Ela é retratada do peito pra cima, sorrindo, com os braços levantados e as palmas das mãos voltadas pra

cima. A mulher é negra, usa um colar de concha, brincos, pulseiras, um lenço amarelo no cabelo e uma bata amarela. Ao fundo há diversas outras pessoas

fazendo o mesmo movimento. Fim da descrição.

Nesse final de semana a previsão é de temperaturas um pouco mais altas, então aproveite para curtir a vida cultural d a cidade!
Uma das atrações é inspirada na arte da Guiné. O espetáculo LANGNIFAN possui audiodescrição e interpretação em Libras.

LANGNIFAN ÁFRICA – A UNIÃO DÁ A FORÇA

Datas: 22 e 23 de julho (sábado e domingo).
Horário: 16h.
Duração: 60 minutos.
Local: Itaú Cultural, Sala Itaú Cultural (piso térreo).
Endereço: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo, SP (próximo ao Metrô Brigadeiro).
Preço: gratuito – distribuição de ingressos a partir das 14h.
Para confirmar sua presença ou tirar duvidas, mande e-mail para
marina@vercompalavras.com.br.

Descrição da imagem: foto do dançarino Eduardo Fukushima. Ele está retratado dos joelhos pra cima, com os braços levantados e olhos fechados. Fukushima

usa camiseta roxa e calça preta. Ao fundo há a sombra do dançarino projetada numa parede branca. Fim da descrição.
A performance “COMO SUPERAR O GRANDE CANSAÇO?” também terá audiodescrição. A dança contemporânea é elaborada pelo coreógrafo, dançarino e professor Eduardo

Fukushima.
Data: 22 de julho (sábado).
Horário: 21h.
Local: Instituto Tomie Ohtake – no hall.
Endereço: Av. Faria Lima, 201 Pinheiros, SP (próximo ao metrô Faria Lima).
Classificação: livre.
Preço: Gratuito.
Para confirmar sua presença ou tirar duvidas, mande e-mail para
marina@vercompalavras.com.br.

A Fundação Dorina não se responsabiliza pelos eventos e encontros aqui apresentados. Questões sobre eles devem ser tratadas diretamente com os organizadores.

A Fundação Dorina só pretende facilitar o acesso ao roteiro cultural acessível do país.
fonte blog dorina

Mateus Evangelista é prata no salto e chega a três medalhas no Mundial de Atletismo

Por CPB
Marcio Rodrigues/CPB/MPIX
Imagem

Mateus Evangelista retornou ao Estádio Olímpico de Londres nesta sexta-feira, 21, e conquistou novamente uma medalha para o Brasil no Campeonato Mundial

de Atletismo Paralímpico. O atleta da classe T37 (paralisados cerebrais) voltou a ser a estrela da participação brasileira, agora com o vice-campeonato

no salto em distância. Assim, o país acumula seis ouros, seis pratas e cinco bronzes - 17 medalhas ao todo. O evento se encerrará neste domingo, 23.

O rondoniense de 23 anos já havia garantido um ouro nos 100m e uma prata nos 200m na capital britânica. Nesta sexta, foi superado apenas pelo chinês Guangxu

Shang, que também havia lhe tirado a vitória no salto em distância nos Jogos do Rio 2016. Mateus ficou com a prata com o salto de 6,10m, obtido em sua

quarta tentativa. A primeira posição ficou com o asiático (6,58m - novo recorde do campeonato). Completou o pódio o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, com

5,95m.

"Eu demorei bastante para conseguir entrar na prova, mas fui crescendo a cada salto. O chinês começou bem logo de cara. Saio muito satisfeito desse Mundial,

porque conquistei medalha nos 100m, nos 200m e aqui no salto em distância. Esperava dois pódios e conquistei três, então não tenho do que reclamar", disse

Mateus que, por falta de oxigênio na hora do nascimento, teve uma paralisia cerebral que prejudicou os movimentos do seu lado direito do corpo.

Edson Pinheiro também subiu ao pódio. O acreano foi terceiro colocado nos 100m da T38, também para paralisados cerebrais. Ele cumpriu a prova em 11s30,

atrás apenas do australiano Evan O'Hanlon, que venceu a disputa com 11s07 - mesmo tempo do chinês Jianwen Wu, atual campeão paralímpico, que ficou com

o segundo lugar. Edson repete o resultado dos Jogos do Rio 2016, atrás justamente dos mesmos atletas que o superaram há um ano.

Elizabeth Gomes ficou com a oitava posição no lançamento de disco F55 (15,41m). Petrúcio Ferreira (22s17) e Yohansson Nascimento (22s43) passaram com o

primeiro e o terceiro melhores tempos, respectivamente, à final dos 200m T47 (amputados de braço). A decisão será disputada neste sábado, 22, às 15h40

(de Brasília). Vale ressaltar que os dois já foram medalhas de ouro e prata em Londres, respectivamente, nos 100m da mesma classe. Por fim, Daniel Martins

completou os 800m T20 (deficientes intelectuais) em 2min05s53 - não suficientes para ir à briga pelo pódio.

Confira, abaixo, a participação dos brasileiros neste sábado, 22, penúltimo dia do Mundial de Londres. O SporTV anuncia a transmissão das provas a partir

das 6h e das 15h45. O perfil do CPB no Facebook também exibirá, via streaming, ao vivo, toda a programação do dia.

Esta é a oitava edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Cerca de 1.300 atletas de 100 países disputam as 213 medalhas, todas no Estádio Olímpico de

Londres. Em 2015, em Doha, no Catar, o Brasil ficou com a sétima colocação no quadro geral de medalhas do evento. Foram oito medalhas de ouro, 14 de prata

e mais 13 de bronze.

Programação dos brasileiros - sábado (22/7)*
8h20 - Rodrigo Parreira (semifinal dos 100m T36)
15h06 - Thiago Paulino (final do lançamento de disco F57)
15h40 - Yohansson Nascimento e Petrúcio Ferreira (final dos 200m T47)
16h10 - Rodrigo Parreira (final dos 100m T36) - caso avance
16h30 - Daniel Martins (final dos 800m T20)
*Horário de Brasília

Acompanhe a transmissão ao vivo pelo Facebook (facebook.com/comiteparalimpico), e a cobertura nos perfis no Twitter (@cpboficial) e no Instagram (ocpboficial)


Patrocínio
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias da Caixa e da Braskem.

Time São Paulo
Os atletas Mateus Evangelista e Yohansson Nascimento são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa

com Deficiência de São Paulo que beneficia 56 atletas e nove atletas-guia de 10 modalidades.

Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Sporting lança uniforme com lemas em braile 

Torcedores deficientes visuais poderão ler 'Esforço, Dedicação, Devoção
e Glória' em caractere especial

Por Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) em 19 de Julho de 2017 às 09:45
Novos uniformes do Sporting feitos pela Macron

A Macron lançou o uniforme do Sporting para a próxima temporada com uma
novidade para os torcedores do clube que sejam deficientes visuais. Os
lemas da
equipe (“Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”) estarão escritos em braile.

O uniforme principal mantém as tradicionais listras horizontais nas
cores verde a branca.

A camisa 2, porém, é mais chamativa, com detalhes em amarelo e preto.

Para ocasiões especiais também há um terceiro uniforme em verde e
branco, mas com divisória vertical.

fonte maquinadoesporte

Estudante cego propõe aplicativo para melhorar acessibilidade em Socorro e estado analisa projeto

Tecnologia é baseada na implementada no metrô de Londres, na Inglaterra. Verba é esperada ainda para este ano.
Por Ivan Lopes, G1 Campinas e Região
A locomoção de deficientes visuais em Socorro (SP) ficará mais fácil, em breve, por meio de um aplicativo. Seguindo o mesmo método de um projeto testado

recentemente no metrô de Londres, na Inglaterra, a ideia, apresentada por um cidadão cego, está em análise na Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.

A verba para a implementação é esperada ainda para este ano.

A tecnologia combina a união de transmissores bluetooth ao princípio do GPS. Isso faz com que o cego saiba por meio de um software de celular exatamente

o ponto em que está numa rua, dentro de um prédio ou um restaurante.

O sistema testado na capital inglesa é chamado Wayfindr e usa dados de localização dos beacons (antenas), via bluetooth, para encontrar a pessoa e fornecendo

instruções por áudio.

A busca pela tecnologia foi impulsionada pelo estudante de análise de sistemas e servidor público de Socorro Jerônimo Ramon Mariano, de 25 anos.

citação
“Há uns dois anos, eu estava em um hotel na cidade e caminhava para tomar um café e percebi que a placa de sinalização em braile estava suja. Ela fica

na parte externa, mas me irritei e pensei que não é o equipamento ideal. Precisamos avançar”, explica.
fim da citação

Ele nasceu sem 100% da visão e, mesmo Socorro sendo considerada referência no Brasil em acessibilidade - segundo a Prefeitura - trava uma batalha diária

para encontrar mecanismos em busca da melhora da qualidade de vida de quem tem qualquer tipo de deficiência.

'Compramos a ideia'

Mariano, que é aluno da Faculdade Federal de São Paulo, discutiu com o orientador de seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) a possibilidade de desenvolver

uma pesquisa e criar uma tecnologia. Logo percebeu que seria um investimento caro, fora de seu alcance.

citação
“Foi assim expondo minha ideia e andanças que alguém me chamou a atenção do método desenvolvido em Londres. Para encurtar, apresentei à Prefeitura, entramos

em contato e recebemos o posicionamento com orientações. Enfim, compramos a ideia”, comenta.
fim da citação

O sistema foi apresentado à Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e por meio do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos

(Dadetur) o processo foi iniciado. A expectativa é que a verba que financie a implantação, algo em torno de R$ 63 mil para a fase inicial do projeto, saia

ainda este ano.

“Depois vamos fazer estudos por qual ponto da cidade começar”, diz Mariano, que ajuda à Prefeitura e hotéis particulares a aperfeiçoarem todos os sistemas

existentes em Socorro ligados à acessibilidade.

Cristo Redentor de Socorro tem elevador (Foto: Daniel Rosa)
Estância é exemplo

Os investimentos em equipamentos, obras e treinamento de pessoal na área de acessibilidade e inclusão começou por volta de 2007, em Socorro. Primeiro foram

hotéis e clubes que trabalham com o esporte de aventura que deram início ao processo para fazer com que deficientes pudessem praticar com segurança as

modalidades.

Depois, a sociedade abraçou a causa. Atualmente, locais públicos, como biblioteca, museus, centro de exposições e eventos, oferecem condições que permitam

a mobilidade.

Calçada acessíveis, rampas, sinalização em braile, piso tátil são encontrados na área central. O Horto Florestal, por exemplo, conta com jardim sensorial

e o Cristo Redentor é equipado com elevador.

citação
“Hoje toda a cidade de Socorro comprou a ideia de que acessibilidade é essencial. Somos referência não no esporte de aventura acessível, mas também em

prédios públicos. Cada vez buscamos aperfeiçoar”, diz o secretário de Turismo, Acácio Zavanella.
fim da citação
Todo o investimento rendeu a Socorro o Prêmio Rainha Sofia de Acessibilidade Universal de Município em 2014. A cidade foi a vencedora da categoria para

até 100 mil habitantes.

No mês passado, a estância do Circuito das Águas Paulista foi destaque do turismo no World Company Award (Woca), edição 2017, realizado em Lisboa, Portugal.


Prática de atividades esportivas em Socorro tem acessibilidade para cadeirantes (Foto: Daniel Rosa)
Cultura envolvida

Além de ser considerada capital da aventura, a cultura sempre esteve atrelada à história de Socorro. É por isso que o multiartista (cantor e ator) Fabrício

Zava resolveu dar sua contribuição à inclusão.

Natural de Socorro, ele faz na cidade, dia 30 de julho, o pré-lançamento do álbum "Intersecções". É o primeiro a ser disponibilizado gratuitamente e traduzido

integralmente para Libras (Língua Brasileira de Sinais).

citação
“Quando se fala em acessibilidade, logo imaginamos algo estrutural e os prêmios já refletem isso. E a cultura? Se alguém não tem acesso, é excluído. Então,

pensei no álbum também em libras”, comenta.
fim da citação

De acordo com Zava, dois intérpretes se revezarão no palco durante os shows. O lançamento oficial de "Intersecções"erá em agosto, em São Paulo.

fonte g1

Deficientes continuam sem acessibilidade nos ônibus rodoviários

Adiado mais uma vez prazo para ônibus rodoviários acessíveis saírem de fábrica. Desde 2015, normas estão para entrar em vigor, o que é barrado por empresas

e fabricantes
Pela quarta vez foi adiado o prazo para que os ônibus rodoviários saiam de fábrica com plataformas elevatórias para pessoas portadoras de deficiência,

em vez das desconfortáveis atuais cadeiras de transbordo, pelas quais o passageiro é retirado da cadeira de rodas, colocado no assento e levado no colo

com a cadeira de transbordo por funcionários da empresa de ônibus até o interior do veículo.

Portaria 205, publicada hoje pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, no Diário Oficial da União, prorroga o último prazo

que era 1º de julho deste ano para 1° de julho de 2018. A primeira previsão era de que os ônibus já saíssem com os dispositivos mais confortáveis e seguros

de fábrica a partir de 2015.

Como das outras vezes, a justificativa foi a falta de tempo para as adaptações e regulamentações necessárias para fabricação das plataformas elevatórias

nos ônibus. Também são estudadas outras alternativas além dos elevadores.

Considerando a possibilidade de utilização de dispositivos e outros equipamentos alternativos à plataforma elevatória veicular, conforme previsto no art.

10 da Portaria Inmetro n.° 151/2016, bem como o tempo necessário para as suas avaliações quanto aos requisitos de desempenho e segurança e qualidade, visando

as suas certificações; Considerando que os requisitos técnicos necessários para a certificação dos dispositivos e outros equipamentos alternativos à plataforma

elevatória veicular, ainda não foram estabelecidos, resolve baixar as seguintes disposições: Art. 1º O art. 1º da Portaria Inmetro n.º 269/2015 passa a

viger com a seguinte redação: “Art. 1º A partir de 01 de julho de 2018, ficará proibida a utilização da cadeira de transbordo para embarque e desembarque

de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, na fabricação de veículos acessíveis, de características rodoviárias, destinados ao transporte coletivo

de passageiros.”

A obrigatoriedade anteriormente era para entrar em vigor no dia 2 de junho de 2015, depois foi para 1º de julho de 2016, 1º de julho de 2017 e agora 01

de julho de 2018.

Ônibus de dois andares poderão ter rampas de acesso ao primeiro piso.

A portaria vale para ônibus 0 km, não afetando os fabricados até 30 de junho de 2018
fonte ABCdoABC - Site de Notícias

Projeto de lei facilita informações a pessoas com deficiência visual

Ass etiquetas deverão estar expostas em local de fácil acesso ao portador de deficiência visual, ou de seu acompanhante
A deputada Jananina Riva (PMDB) apresentou um projeto de lei que visa a facilitar a vida do deficiente visual, com a fixação de informações, em braile,

nas gôndolas de padarias, supermercados, estabelecimentos comerciais e similares no Estado de Mato Grosso.

Caso seja sancionado pelo Executivo, as etiquetas deverão estar expostas em local de fácil acesso ao portador de deficiência visual, ou de seu acompanhante,

contendo o nome dos produtos, quantidade e seu respectivo preço, grafados em braile.

A ideia agradou o deficiente visual Jair de Souza, de 27 anos, universitário.

Vitima de um acidente de trânsito aos 16 anos, teve como sequela a perda da visão. Após o ocorrido, teve que se adaptar a nova condição - ainda na adolescência.


Privado de enxergar, Jair lembrou que os primeiros cinco anos foram os mais difíceis, o que hoje ele atribui grande parte dos problemas que enfrentou à

falta de estrutura do comércio.

“Há quase 12 anos, não enxergo. Foi uma fase muito difícil, a gente só dá valor às coisas quando as perde. Eu nunca dei valor antes do acidente a minha

visão, por exemplo. Na época, como adolescente, foi muito difícil. Mas mais difícil mesmo foi perceber que o mundo não está preparado para os que necessitam

de amparo seja da natureza que for”, declarou.

Jair hoje é independente, utiliza transporte coletivo, mora sozinho, cozinha e faz compras.

Segundo ele, o que mais o limita não é sua cegueira e sim a falta de "visão social" em prol da acessibilidade.

“A gente não pode sair sem contar com a ajuda das pessoas. Por exemplo, se vou ao supermercado tenho que perguntar a sessão dos produtos. Alguns a gente

sabe o que é pegando, pela embalagem, mas em relação aos preços temos que perguntar para as pessoas ou funcionários. Tudo que vem para facilitar nossa

vida é de grande valia. Tomara que essa lei seja aprovada e outras iniciativas como esss sejam apresentadas”, afirmou.
fonte MidiaNews

quinta-feira, 20 de julho de 2017

ContrataSP: Mais de 500 vagas de emprego são disponibilizadas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS, na 1ª edição do programa

Profissionais de diversas áreas de atuação, níveis de escolaridade e locais de habitação terão oportunidades no mercado

Atenção, pessoas com deficiência que estão procurando uma vaga no mercado de trabalho: Vem aí a primeira edição do ‘ContrataSP’!

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE), por meio do Centro

de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe), realizará no dia 7 de julho, das 9h às 16h, o ‘ContrataSP’, programa que tem como objetivo incentivar a

inclusão social e profissional dos munícipes com deficiência e beneficiários reabilitados do INSS.

Aqueles que são o foco do ‘Contrata SP’ poderão obter informações sobre a legislação que lhes assegure vagas no mercado e, efetivamente, conquistá-las.

Empresas de diversos setores participarão da ação, dentre elas: Coca-Cola, Claro, Amil e Fast Shop. Ao todo, 531 vagas de emprego estarão disponíveis para

profissionais de diversas áreas de atuação, níveis de escolaridade e locais de habitação - embora a maioria dos postos seja na capital, existem vagas até

na Região Metropolitana de São Paulo.

Além disso, será possível realizar inscrição para cursos de capacitação, vagas de estágio e aprendiz e conhecer serviços municipais focados na inclusão.

O programa surgiu da dificuldade apontada por diversas empresas para realizar o recrutamento e a seleção de profissionais com deficiência, a fim de cumprir

a Lei de Cotas (8.213/91). A iniciativa fará com que cada um exerça seu direito ao trabalho e, consequentemente, aumente a produtividade das empresas.


A ação propiciará o fortalecimento das políticas de empregabilidade para as pessoas com deficiência, a aproximação entre contratantes e futuros contratados

e ampliará o número de pessoas inseridas no mercado de trabalho formal. “Mais do que independência financeira e autonomia, o trabalho significa dignidade

e autoestima para as pessoas com deficiência, pois a partir da inserção no mercado de trabalho elas enxergam que são cidadãos plenamente capazes de exercer

uma função no ambiente corporativo e na sociedade. Por isso, o respeito à lei de cotas, impulsionado a partir dessa iniciativa, precisa ser praxe em todas

as empresas, públicas ou privadas”, defende o secretário da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Para o secretário de Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel, essa iniciativa é mais uma ação de inclusão e de respeito às diferenças. “A SMTE, por

meio do CATe, irá aproximar as pessoas com deficiência das vagas nas empresas, intermediando mão de obra para o cumprimento da lei e, acima de tudo, para

a valorização do cidadão”.

Dentre os parceiros do programa estão: Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD), Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Câmara Paulista

para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal, Instituto Rumo Inclusão, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios

do Estado de São Paulo (Sincovaga) e Catho Online Ltda.

fonte s m p e d

NYC & Company lança ferramenta para deficientes conhecerem NY

Nova York abre-se para que todas as pessoas conheçam seus atrativos.

A organização oficial de promoção turística da cidade de Nova York, NYC Company, anunciou um novo dispositivo que deve facilitar as viagens dos turistas

da cidade. O Accessible NYC é uma novidade que permite que os turistas experimentem as atrações oferecidas em Nova York, tornando o destino acessível a

todos. Segundo Victor Calise, comissário do gabinete do prefeito para pessoas com deficiência, o grande objetivo é oferecer acesso a tudo que a cidade

tem a oferecer, independente de qualquer deficiência ou impossibilidade que a pessoa possa ter para conhecer o destino.

Além de proporcionar essa experiências, o Accessible NYC fornece matérias inspiradoras para uma visita, cita teatros acessíveis na Broadway e informa o
calendário
acessível de arte e cultura. Além disso, os que usarem a ferramenta podem encontrar hotéis, restaurantes, atrações e outras atividades ordenados por especificidades

de acordo com suas necessidades de mobilidade, audição e visão.

Pensando no público em geral, Fred Dixon, presidente e CEO da NYC Company, afirmou: “Nosso novo guia Accessible NYC ajudará o viajante a escolher com confiança

a cidade de Nova York como o seu próximo destino de viagem, reforçando ainda mais a mensagem de que todos são bem-vindos”. O prefeito Bill de Blasio ainda

ressaltou: “Nosso objetivo é garantir que a acessibilidade não interfira nas experiências proporcionadas pelos incríveis atrativos dos cinco distritos.

E esses recursos ajudam a tornar esse propósito uma realidade”.

fonte midiaturis

Pessoas com deficiência terão novos recursos em provas da UFU

Provas gravadas em vídeo e áudio são o novo recurso que a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) passa a adotar em exames para concurso e vestibular.

A iniciativa tem o objetivo de ampliar a acessibilidade em processos de seleção dos quais participem pessoas com deficiência visual ou auditiva. Segundo

a instituição, candidatos a uma vaga no concurso de técnico administrativo, previsto para agosto deste ano, já poderão solicitar o atendimento especial.


Até então, candidatos com deficiência recebiam auxílio de ledores ou intérpretes da língua brasileira de sinais (libras). Além disso, as fontes das provas

e o tempo de exame eram maiores do que o dado aos demais. Com a novidade, a expectativa é que os inscritos tenham mais autonomia.

“Se a pessoa que não tem deficiência tem o direito de manusear a prova e ler quantas vezes quiser, se não propiciarmos essas mesmas condições para uma

pessoa com deficiência visual ou auditiva estamos privando ela de um direito que é comum a todos”, diz Eliamar Godói, coordenadora do Centro de Ensino,

Pesquisa, Extensão e Atendimento em Educação Especial (Cepae/UFU), que desenvolveu o projeto junto à Diretoria de Processos Seletivos (Dirps/UFU).

Ainda de acordo com a universidade, medidas de segurança serão tomadas para garantir que o conteúdo dos vídeos e áudios não venha a público antes dos concursos.

Para ter acesso ao recurso no processo seletivo com inscrições abertas até 19 de julho, candidatos com deficiência terão que preencher um formulário requisitando

atendimento especial. O documento já está disponível no site da UFU.

Fonte: site G1.com Triângulo Mineiro com foto: Reprodução/TV TEM).

Projeto auxilia acesso ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência

´Entre janeiro e junho, sete pessoas conseguiram emprego com auxílio da assessoria, número superior ao ano de 2016, quando seis foram beneficiadas.
Projeto auxilia acesso ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência
Por Prefeitura de Jundiaí
Depois de sete meses desempregada, a auxiliar de coordenação Ana Laura Costa Pickard recebeu uma boa notícia logo no início deste ano, quando foi contratada

para trabalhar na Unip de Jundiaí, com apoio do
programa de empregabilidade para pessoas com deficiência
 oferecido pela
Prefeitura de Jundiaí,
por meio da Assessoria de Políticas para Pessoa com Deficiência (APPCD).

O apoio da assessoria, segundo Ana, foi fundamental. "Eu estava procurando emprego pelas vias normais (jornais, sites e etc.), mas não tinha conseguido

nada. Me cadastrei no programa em outubro do ano passado e em janeiro consegui um emprego", conta a auxiliar, que tem um problema conhecido como visão

subnormal.

Já a professora Elisângela Aparecida Pelegrinelli, portadora de mielomeningocele, foi a primeira pessoa a conseguir um emprego por meio do programa, que

existe há 20 anos e vêm sendo intensificado desde o início desta gestão.

Entre janeiro e junho, sete pessoas conseguiram emprego com auxílio da assessoria, número que já é superior a todo o ano de 2016, quando seis foram beneficiadas.

"No primeiro semestre várias visitas foram realizadas a empresas da região a fim de conscientizar os empregadores sobre a importância de dar oportunidade

a pessoas com deficiência, inclusive em atendimento à Lei de Cotas (8.213/1991)", afirma o assessor Marco Antônio dos Santos.

Para contar com o apoio do projeto basta o interessado procurar a assessoria com o laudo comprovando a deficiência para que seja feito um cadastro com

seus dados pessoais e experiências. "Estamos também fazendo uma busca ativa na cidade a fim de cadastrar mais pessoas", afirma Marco Antônio.

Mais informações sobre o programa pelos telefones (11) 4588-5323/5324.
 fonte  g1

Gerente de banco senta no chão para atender deficiente e foto viraliza

Imagem foi feita por professora que esperava na fila da agência da Caixa Econômica, em Volta Redonda, RJ; imagem ultrapassa 6 mil compartilhamentos na

internet.
Por Luís Filipe Pereira, G1 Sul do Rio e Costa Verde, Volta Redonda, RJ
Postagem de professora mostrando bom exemplo de gerente bancário viralizou (Foto: Reprodução/Facebook)
Uma cena que ocorreu na última quarta-feira (12) chamou a atenção de quem esperava na fila de uma agência da Caixa Econômica Federal, em Volta Redonda,

RJ. O gerente de relacionamento levantou de sua mesa, foi até o saguão de autoatendimento e sentou no chão para prestar atendimento a um cliente, portador

de deficiência física.

A professora Maria Isabel de Paiva, de 54 anos, que aguardava na fila, registrou o momento em uma foto e fez uma postagem no Facebook. Às 18h33 desta terça-feira

(18), o conteúdo já havia sido compartilhado mais de 6 mil vezes e recebido mais de 24 mil curtidas.

"Não tinha o hábito de ir à aquela agência, fui por acaso naquele dia. Vi o senhor portador de deficiência, a princípio sem ser notado, aguardando a vez.

De repente surgiu o gerente e o atendeu dessa maneira, sentando no chão, olhando nos olhos. Achei interessante a prontidão dele, a boa vontade. Que esse

gesto sirva de exemplo", disse.

Procurada pelo G1, a assessoria da Caixa informou que Luís Cláudio de Souza Lima trabalha há cinco anos na agência situada na Avenida Amaral Peixoto, no

Centro de Volta Redonda. O G1 também tentou ouvi-lo, mas ele não havia retornado as ligações até a última atualização desta reportagem.
 fonte  g1

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ensino de braille em SC garante desenvolvimento de crianças com deficiência visual

Se para as pessoas que enxergam, o fato de não saber ler e escrever acaba sendo uma limitação tanto para o desenvolvimento profissional quanto pessoal,

imagine para quem nasceu sem a visão ou a perdeu ao longo da vida. Pensando em proporcionar total autonomia aos cerca de 200 deficientes visuais que frequentam

a Rede Pública Estadual, o Governo de Santa Catarina utiliza diversas ferramentas que garantem a alfabetização. O braille, por exemplo, é uma das mais

utilizadas e tem sido fundamental para o aprendizado e para a inclusão social desses estudantes.

Os gêmeos Henry e Ryan Alves sabem muito bem dessa importância. Os irmãos, com 10 anos, nasceram prematuros e perderam a visão durante os quase três meses

que ficaram na incubadora em um hospital. Ao longo da vida estudaram em uma pequena escola municipal de Ibirama, mas só neste ano, quando passaram a frequentar

as aulas na Escola Estadual Eliseu Guilherme, onde os professores utilizam o braille, é que estão sendo alfabetizados.

Apesar do atraso, a escrita com bolinhas encanta os meninos, que já aprenderam a escrever o próprio nome e palavras simples como gato ou bola. Além das

aulas normais, eles frequentam também o Atendimento Educacional Especializado (AEE) da escola duas vezes por semana e aos poucos conseguem se aventurar

pelo fantástico mundo das letras e ter mais autonomia nos estudos.

Mas para ensinar melhor o sistema de braille, professores e a assistente técnico-pedagógica da escola passaram por uma das capacitações ofertadas pela

Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE). Durante alguns dias elas receberam assessoria para oferecer um atendimento mais especializado a estudantes

como Henry e Ryan. “Na nossa escola não recebemos alunos cegos há mais de 11 anos e estávamos sem prática, então buscamos essa especialização na FCEE.

Sabemos que nessa idade o processo é mais lento, mas eles estão se desenvolvendo bem e nosso objetivo é que eles sejam preparados para ter uma vida independente.”

explica a assistente Taise Cassiele Dalpiaz Rossini.

Assim como muitos outros catarinenses que têm filhos com deficiência visual, o pai de Henry e Ryan, Paulo Adriano Prestes Vieira, conta que com o atendimento

especializado da Rede Estadual, os meninos têm se desenvolvido muito mais e está contente com a evolução nos estudos. “Eles são muito agitados, mas percebemos

que estão melhorando bastante e quando souberem ler e escrever acredito que vão ser tratados normalmente, afinal eles são pessoas normais como todos nós”,

comentou.

SC é referência na educação de alunos com deficiência visual

O coordenador do Centro de Apoio Pedagógico e Atendimento às pessoas com deficiência visual da Fundação Catarinense de Educação Especial, Marcelo Lofi,

que também perdeu a visão entre os 12 e 14 anos, explica que o Estado tem a maior produção de livros em braille do Sul do país e além desse sistema, também

é referência no uso de tecnologia como computadores, tablets e celulares. “Na deficiência visual é importante a estimulação. Quanto mais cedo os alunos

tiverem esse acesso, melhor será o desempenho deles e por isso trabalhamos muito nesse sentido.”

Lofi ressalta que o braille é um dos principais recursos de acesso com o qual os deficientes visuais conseguem ter mais autonomia. “Esses alunos só conseguem

ter autonomia quando tem pensamento crítico e isso vem a partir da escrita e da leitura e para algumas pessoas o braille é fundamental”, avaliou.

05/ensino_de_braille_nas_escolas_estaduais_garante_autonomia_e_desenvolvimento_de_criancas_com_deficiencia_visual_em_sc_20170512_1728321690

A integradora educacional da ADR de Ibirama, Roseli Del Sent, explica que para que o mesmo conteúdo seja repassado a todos os estudantes da sala, inclusive

os deficientes visuais, os livros são transcritos para o braille, inclusive com atividades em alto relevo. “Nos livros de geografia, por exemplo, os profissionais

que trabalham na gráfica da fundação tem um verdadeiro desafio. Em casos de estudo do relevo, o cego fica impossibilitado de vislumbrar uma figura, porém

a gráfica transcreve aquele conteúdo através da utilização de materiais como barbante, pedras e tecido realizando um trabalho de artesanato com o intuito

de possibilitar a aquisição desse conhecimento.”

FONTE
Assessoria
Por:
Biguá News

Brasil: MON lança programa de acessibilidade para pessoas com deficiência visual

O Museu Oscar Niemeyer lança neste sábado (13), às 17h, o programa MON Para Todos. Iniciado em 2013, com o patrocínio do Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio

Cultural Brasileiro, o programa é destinado a pessoas com cegueira ou baixa-visão. O principal objetivo é promover a autonomia desses visitantes no museu.


“Este é o nosso mais importante programa voltado exclusivamente a pessoas com deficiência visual e é, sem dúvidas, um passo importante para ampliarmos

ainda mais o alcance da missão do museu de incentivar a participação de todas as pessoas na arte. Agradecemos ao patrocínio da CAIXA e à sua parceria ao

longo do desenvolvimento do projeto”, comentou a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

VISITAÇÃO - Na prática, o programa oferece recursos de acessibilidade a um conjunto de 14 obras do acervo do museu que estão em exposição no Pátio das

Esculturas, foco principal das ações.

Também conta com uma maquete tátil do museu que permite conhecer em detalhe a arquitetura da edificação. Legendas e materiais informativos em braile estão

disponíveis, bem como audioguias, inclusive em versão aplicativo.

Nas ações referentes à adaptação arquitetônica, foi instalado piso podotátil, desde o acesso à área expositiva do MON até o Pátio das Esculturas, onde

concentra-se boa parte dos itens do projeto.

No Pátio das Esculturas, o visitante encontrará réplicas táteis de nove obras de grande dimensão, o que permitirá a exploração completa das mesmas. No

mesmo local, os visitantes serão convidados a conhecer cinco esculturas originais e a explorá-las com o apoio de audiodescrição.

O programa inclui ainda a promoção de visitas mediadas e de oficinas artísticas desenvolvidas especialmente para grupos de visitantes com deficiência visual.


OBJETIVOS - O MON Para Todos contou em seu desenvolvimento com a consultoria em acessibilidade e ação educativa inclusiva da museóloga Amanda Tojal. Teve

também o acompanhamento de pessoas com deficiência visual em todas as suas fases de preparação.

Entre os objetivos principais do programa estão o desenvolvimento e disponibilização de recursos multissensoriais que permitam à pessoa com deficiência

visual conhecer os conteúdos expostos, estimulando a compreensão do objeto artístico. O MON Para Todos pretende também favorecer a autonomia do visitante

cego ou com baixa visão no seu contato com o espaço do museu e com as obras de arte, além de estimular a visita autônoma e espontânea desse público ao

museu e a sua participação nas atividades propostas pela instituição.

Serviço:

Lançamento do programa MON Para Todos

Sábado (13/5), às 17h

Pátio das Esculturas

Ponto de encontro em frente à bilheteria do museu, a partir das 16h30

Entrada gratuita

Museu Oscar Niemeyer (MON) – Rua Marechal Hermes, 999

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///
www.facebook.com/governopr
e
www.pr.gov.br

Assista ao áudio da notícia na fonte:
http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=93802tit=...

Projeto garante vagas gratuitas em transporte interestadual para PCDs

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou proposta que garante a reserva de duas vagas em veículos de transporte coletivo interestadual para pessoas com

deficiência (PCDs).

O Projeto de Lei (PLS)
124/2017 Site externo
altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (
Lei 13.146/2015 Site externo)
para incluir o benefício. A proposta define que as empresas transportadoras devem reservar os assentos até 48 horas antes da viagem. Não havendo interessados,

ficam liberadas para vender os bilhetes de passagem. A determinação valerá para todas as categorias de transporte coletivo: terrestre, hidroviário e aéreo.


Paim afirma que a proposição tem como objetivo oferecer à pessoa com deficiência mais um benefício em prol de sua mobilidade e autonomia. O senador argumenta

que, ao garantir esse direito, o acesso a atendimento médico-hospitalar, por exemplo, poderá ser facilitado, visto que em muitos casos tratamentos precisam

ser feitos em outros estados.

Dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa

Nacional de Saúde (PNS), feita em parceria com o Ministério da Saúde, considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual.


O PLS será analisado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde terá votação em caráter terminativo. A relatora é a senadora

Marta Suplicy (PMDB-SP). Caso aprovado na comissão, o projeto segue diretamente para a Câmara dos Deputados se não for apresentado recurso para votação

do texto pelo Plenário do Senado.

Fonte:
Agência Senado Site externo

Cego após toxoplasmose, químico paulista fatura o título mundial em Londres

Em 2009, aos 25 anos, o químico Alessandro Silva contraiu uma toxoplasmose, que lhe tirou a visão dos dois olhos gradativamente até ficar totalmente cego

em 2013. Trabalhando até então como alinhador de carros, o gigante de 1,90m e 126kg teve de buscar um novo meio de vida, e, no mesmo ano de 2013, o paulista

começou a praticar atletismo, especializando-se na prova do lançamento de disco para deficientes visuais. O crescimento no esporte veio de uma forma vertiginosa.

Em pouco mais de três anos no esporte, Alessandro já era campeão dos Jogos Paralímpicos e recordista mundial (44,66m, estabelecidos em abril de 2017).

Nesta segunda, o "Gigante de Ouro" confirmou a soberania da modalidade ao conquistar o título mundial do lançamento de disco F11 em Londres. O ouro veio

com a marca de 43.32m.

- Eu já esperava um resultado bom. Não meço o resultado de quem vai ficar atrás de mim. Meu objetivo era manter a média que eu venho fazendo no Brasil

desde a Paralimpíada. Queria o recorde mundial, mas faltou pouco. Mesmo assim fico muito feliz - disse Alessandro.

Nascido em Santo André, mas criado em Mauá, na Grande São Paulo, Alessandro formou-se em qúimica ainda jovem e chegou a trabalhar como professor. Anos

depois, o "Gigante de Ouro" trabalhou em uma empresa de resíduos químicos, antes de virar alinhador de veículos. A partir de 2011, sua visão foi se denegerando

aos poucos, como consequência de uma toxoplasmose contraída dois anos antes. Em 2013, quando começou no esporte paralímpico, Alessandro era apenas um frequentador

assíduo de academias.

- Trabalhava em tudo o que estivesse ao meu alcance, só não gostava de ficar parado. Paralelo a isso, já fazia musculação e artes marciais apenas por hobby,

porque devido ao estudo e ao trabalho não podia me dedicar só a isso. Depois que perdi a visão me empenhei totalmente ao esporte. Hoje estou aqui conquistando

uma medalha de ouro em um Mundial - contou.

Casado com a comerciante Liene Vidal e pai de um garoto de dois anos, Alessandro lamentou não poder comemorar o aniversário do filho com a família em Mauá.

Vestido com uma venda do super-herói Senhor Incrível, ele fez uma analogia entre a sua vida e o personagem.

- Às vezes os super-heróis escondem os poderes, mas hoje o Senhor Incrível apareceu. Você tem que fazer jus ao nome. Essa junção de tudo é incrível. Há

dois anos estava no Pan e não vi o meu filho nascer. No ano passado, estava no Rio quando ele fez um ano e agora ele vai fazer dois anos e eu estou aqui

ganhando medalha. É tudo incrível para mim. Ser um dos melhores lançadores do mundo é espetacular. Foi uma medalha incrível para o senhor incrível - filosofou.


Alessandro teve outros quatro concorrentes na final do lançamento de disco F11 do Mundial de Londres. A prata ficou com o austríaco Bill Marinkovic, que

fez 33,42m de marca. Completou o pódio o colombiano Jose Alexis Angulo, com 32.19m. O brasileiro abriu a prova cravando 41,91m, o que já lhe dava a liderança.

Quem chegou mais perto na primeira rodada foi Bill Marinkovic, com um lançamento de 33,42m.

Depois de queimar a sua segunda tentativa, Alessandro fechou a terceira rodada com um lançamento de 43,22m. A partir de então, o título já estava muito

bem encaminhado e os demais atletas passaram a brigar apenas pelas duas medalhas restantes.

Com 32.19m no seu quinto lançamento, o colombiano Jose Alexis Angulo assumiu a terceira colocação na reta final da prova, jogando o polonês Miroslaw Madzia

para quarto. Alessandro, por sua vez, fez 43.32m no seu quinto lançamento, melhorando ainda mais a sua marca. O paulista ainda queimou a sua última tentativa,

mas o título já estava mais que assegurado. Foi a terceira medalha de ouro do Brasil no Mundial de Londres.

- Muita gente fala em sorte. Eu digo que quem treina muito tem mais sorte. Muitas vezes treino em três períodos por dia. Quando acham que cheguei ao máximo

eu vou lá e faço mais - finalizou o campeão mundial.

FONTE: G1

Secretaria fomenta mentoria de pessoas com e sem deficiência para projetos de startups

Na manhã de quarta-feira, 12 de julho, aconteceu na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo a primeira reunião dos mentores

com e sem deficiência que auxiliarão equipes de startups para o desenvolvimento de projetos que contribuam para que as pessoas com deficiência tenham acesso

a todos os bens, produtos e serviços disponíveis na sociedade e ainda tenham no empreendedorismo uma alternativa para sua inserção profissional e geração

de renda.

Reunião de pessoas com e sem deficiência sobre projeto que fomenta mentores para startups

Essa ação visa estimular a diversidade na formação de equipes de pesquisadores e potenciais empreendedores na criação de startups. Lideraram a reunião,

a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella e o professor e consultor Flávio Grynszpan, responsável

pela preparação das equipes de pesquisadores, potenciais empreendedores e de mentores.

A metodologia utilizada para esse ecossistema de startups vem do National Science Foundation Innovation Corps (NSF I-Corps), que prepara equipes de pesquisadores

e potenciais empreendedores a enxergar além da pesquisa acadêmica e acelerar os benefícios econômicos e sociais de projetos financiados com recursos vindos

dessa agência, para que estejam disponíveis no mercado rapidamente, saindo do campo universitário e indo diretamente para a sociedade.

Segundo o professor Flávio Grynszpan, “estamos criando um grupo de startups, que estão interagindo entre si, procurando caminhos para se tornar competitivos

para o mercado mundial, procurando caminhos para melhorar a posição do setor produtivo”.

A Secretária Dra. Linamara, destaca a importância de formar um grupo de mentores com e sem deficiência para auxiliar no processo de criação de ações por

pesquisadores e potenciais empreendedores. “O mais rico nesse processo é o fato de estar interagindo com um grupo que está pensando na inovação como oportunidade

de ampliar a oferta de produtos para todos. Nós só fazemos o caminho mudar se a gente vai junto”.

Secretária Dra. Linamara lidera reunião sobre mentoria para startups

Os participantes do programa aprendem a identificar oportunidades de produção de valor que emergem de projetos de pesquisa e desenvolvem suas habilidades

como empreendedores por meio da aplicação de metodologia que visa, por meio de entrevistas com potenciais clientes e usuários, contribuir para a elaboração

de sua proposta de valor e do seu modelo de negócio.

Segundo Luiz Carlos Lopes, Secretário Adjunto da Secretaria e um dos mentores selecionados, a ação é inovadora e traz um detalhe importante, “percebeu-se

que para os negócios terem êxito é necessário ouvir a pessoa com deficiência como usuária e consultora”.

Os mentores passam por um programa similar de formação para que aprendam a utilizar sua própria experiência e redes de contatos para auxiliar as equipes

de pesquisadores e potenciais empreendedores. O Secretário Adjunto destacou que “é muito importante agregar ao desenvolvimento dos produtos o olhar da

acessibilidade, também é necessário que os mentores recebam essa capacitação para não trabalhar com apenas uma realidade, ele deve ser treinado para ver

acessibilidade como um todo. É importante a imparcialidade sobre o objeto”.

Lilian Treff, assessora da Secretaria e também mentora nessa ação, falou sobre o objetivo do mentor junto aos pesquisadores e possíveis empreendedores.

“A ideia é provocar questionamentos o tempo inteiro, contribuir com novas experiências, além de compartilhar informações relevantes sobre o segmento da

pessoa com deficiência”.

Segundo ela, a ação auxiliará o mercado a enxergar a pessoa com deficiência como usuários em potencial de novas tecnologias e produtos. “Eu acredito que

esse programa contribuirá de forma exponencial no estabelecimento de um novo tipo de relacionamento entre as pessoas com deficiência e o mercado de produtos,

bens e serviços”.

Os mentores, após formados, poderão atuar orientando as equipes cujos membros possuem alguma deficiência, equipes cujos projetos tem entre seus beneficiários

as pessoas com deficiência, ou ainda garantindo que todas as equipes orientadas por eles levem o desenho universal em consideração na elaboração de seus

projetos e propostas de inovação.

A ideia de inserir pessoas com deficiência no grupo de mentores tem como objetivo contribuir para a diversificação dos grupos que utilizam a metodologia

NSF I-Corps no Brasil e, em especial, no Estado de São Paulo, em programas da FAPESP, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Hospital das Clínicas

da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

A capacitação do grupo de mentores acontecerá em sete encontros a serem realizados nos meses de agosto e setembro.

fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia