segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vestimenta futurista reproduz vibração de música clássica para pessoas surdas

O som passa por muitos volumes, linhas, timbres e canais até chegar aos ouvidos dos espectadores. Assim, também se torna uma experiência sensorial. Foi

pensando nisso que surgiu a The Sound Shirt, uma roupa tecnológica que reproduz música clássica para pessoas deficiência auditiva. Sua criação é fruto

de uma parceria entre a agência alemã Jung von Matt e a Orquestra Sinfônica de Hamburgo. Objetivo é ampliar a presença dos surdos dentro de uma sala de

concerto.

A vestimenta funciona a partir da sonoridade de oito instrumentos distintos, captadas pelos microfones no palco. Um software traduz o som em dados, que

são enviados via wireless para a roupa. A partir disso, 16 microatuadores incorporados no tecido passam a vibrar conforme a intensidade da música, permitindo

um concerto sinfônico em tempo real para surdos.

O mapeamento do corpo é intuitivo na hora de captar as notas. As mais profundas, vindas do baixo, são sentidas na região do tronco, enquanto as mais leves

e sensíveis, como de um violino, vão para a área do pescoço e da clavícula. Sentindo, literalmente, a música correndo ao redor dos membros, os espectadores

não ouvintes conseguem compreender a correlação entre o que é apresentado no palco e o que é transmitido pela Sound Shirt.

A ação, não por acaso, concorreu ao Leão de Ouro no Festival Internacional de Criatividade de Cannes em 2016, junto com o
projeto brasileiro Emoti Sounds,
que “traduziu” os famosos emojis para deficientes visuais.

Fonte:
Razões para Acreditar Site externo

Núcleo da Ufal busca garantir direito à educação para alunos com deficiência

Atendimento do NAC é feito a partir da procura voluntária dos estudantes.
Por Derek Gustavo, G1 AL
Entrar e depois se manter na universidade é uma batalha cheia de obstáculos para qualquer estudante. E para aqueles que têm algum tipo de deficiência,

a luta pode ser ainda maior.

Para garantir o direito à educação desses estudantes e dar meios para que eles consigam concluir o ensino superior, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

criou um Núcleo de Acessiblidade (NAC).

O NAC funciona desde 2012 e neste ano passou a ter uma sala própria, no Centro de Interesse Comunitário (CIC).

citação
“A ideia é criar condições para que pessoas com deficiência permaneçam na universidade. A gente aqui trabalha sensibilizando a comunidade acadêmica e oferecendo

atendimento especializado”, explica Neiza Fumes, coordenadora do NAC.
fim da citação

Ainda segundo Neiza, o atendimento no núcleo é feito a partir da procura voluntária dos estudantes com deficiência. O serviço que será destinado a cada

um é decidido após uma avaliação de cada caso.

“Trabalhamos com a intermediação desse aluno com os professores, na produção de materiais, leitura de provas, avaliação da necessidade arquitetônica no

campus, definindo caminhos e apontando barreiras que estejam presentes. Também fazemos acompanhamento nas aulas, transmissão pela internet, além de auxiliar

no trajeto até a universidade e aqui dentro também”, afirma a coordenadora do núcleo.

“A ideia é criar condições para que pessoas com deficiência permaneçam na universidade
A maioria do estudantes atendidos no NAC é cego ou possui algum tipo de deficiência visual. O atendimento a esse público é orientado pelo Jean Bernardo,

que é técnico e cego.

“Eu trabalho principalmente com a impressão de materiais em braile, mas aqui a gente faz também a adaptação de texto com fonte ampliada e para áudio. O

processo para esse último leva pelo menos 4 dias, isso se o texto estiver em boas condições, porque exige escanear, corrigir, passar para o programa de

computador que vai incluir as vozes, incluir sons diferentes para os títulos. É um processo trabalhoso”, diz Jean.

Jean também explica que, apesar da demanda do núcleo ser espontânea, de tempos em tempos a equipe procura as coordenações dos cursos para saber se houve

entrada de novos alunos com deficiência.

“Caso haja alguma pessoa nessas condições, ela é orientada que pode procurar a gente. Aí, se, por exemplo, o aluno precisar de material ampliado, a gente

produz. Mas às vezes ele precisa de acompanhamento em sala, caso não possa anotar ou participar das partes práticas das aulas”, afirma o técnico.

O núcleo também atende a pessoas com deficiências temporárias. Jean relembra o caso de um estudante que não era deficiente, mas sofreu um acidente e não

podia escrever por alguns dias. “Ele tinha prova, então mandamos um bolsista fazer a prova com ele”.

O técnico Jean revisa o material que é produzido a partir da impressora braile (Foto: Derek Gustavo/G1)
As ações do núcleo contam com o apoio de bolsistas, como é o caso da Maria Quitéria. Quando a reportagem do G1 visitou o local, ela estava ampliando a

fonte de um texto para um estudante com deficiência visual.

“Nós aqui fazemos parte da vida do aluno. Tentamos oferecer um meio para que o aluno venha a desenvolver suas atividades acadêmicas da melhor forma. É

um direito que o aluno tem, e a universidade tem que dar esse suporte. Esse é um trabalho que traz satisfação”, afirma a bolsista.

A coordenadora do núcleo concorda com Quitéria. “É uma pequena ação que a universidade está fazendo para garantir os direitos aos alunos com deficiência.

Temos um longo caminho pela frente, para ter acessibilidade na educação superior, mas já caminhamos muito. Vemos claramente o engajamento institucional,

o crescimento na oferta de serviços. É gratificante fazer parte disso”.

O NAC funciona no térreo do CIC, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Os serviços oferecidos são gratuitos.

Bolsistas, como a Maria Quitéria, produzem textos em fonte ampliada para alunos com visão reduzida (Foto: Derek Gustavo/G1)
fonte g1

Depois de passar por vários abrigos, rapaz de 26 anos com síndrome de down é adotado

O jovem Josué, de 26 anos, passou a vida inteira em abrigos. Ele conviveu com duas filhas interessadas em adotá-lo, mas o processo de adoção não foi pra

frente por ele ter
Síndrome de Down.

a, conheceu Josué em setembro de 2012, durante um jantar organizado pela Cooperativa Social de Pais e Amigos Portadores
de Deficiência (Coepad), em Florianópolis (SC).

“Naquela noite, se mostrando afetivo e educado, ele veio por três vezes até a nossa mesa nos cumprimentar”, lembra Maria de Lourdes.

25. Formada em Serviço Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
ela exerce o cargo de técnico judiciário no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Lurdinha conta que sempre quis adotar. Mas só agora, perto de se aposentar, ela vai poder realizar esse sonho. Maria de Lourdes mantém um relacionamento

de nove anos com José Antônio Zorteía, também divorciado e pai de um casal de filhos – a moça tem 22 e o rapaz 31 anos.

Ela se aproximou de Josué aos poucos e com autorização judicial. Tudo começou com visitas ao Centro Educacional. Os passeios e o convívio familiar vieram

depois. A guarda provisória termina em novembro e, se tudo continuar saindo bem, a guarda definitiva será concedida. Josué passará a se chamar Josué Antonio

(homenagem ao companheiro de Maria de Lourdes) Apolinario e terá duas irmãs, Érica e Natália.

Josué tem dificuldade para se comunicar por causa da falta de estímulos. Ele apresenta atraso no desenvolvimento da linguagem e alterações de órgãos fonoarticulatórios

e funções neurovegetativas. Mas, desde que começou a ser acompanhado por uma fonoaudióloga, apresenta melhoras.

Após ser devolvido por duas famílias, hoje Josué vive com uma família que o recebeu de braços abertos, independente da sua condição. Ele vive em um aconchegante

apartamento em Florianópolis e tem muitos motivos para continuar sorrindo.

Fonte:
http://razoesparaacreditar.com/

Recife tem semana com serviços gratuitos para pessoas com deficiência

Ações tem início nesta segunda-feira (21) e término no dia 28 do mês.
Por G1 PE
Mamógrafo adaptado para mulher com deficiência (Foto: Divulgação/Sesau)

O Recife preparou uma programação gratuita para a 16ª Semana da Pessoa com Deficiência. Com início nesta segunda-feira (21) e término no dia 28 do mês,

as atividades incluem apresentações culturais, roda de diálogo, palestras, capacitações voltadas para os profissionais da rede, oficinas e realização de

exames. Os serviços serão oferecidos nas unidades de saúde dos oito Distritos Sanitários e no Hospital da Mulher do Recife.

A abertura da semana começa às 10h da segunda-feira (21), no mezanino do edifício-sede da prefeitura, onde haverá apresentações culturais. Também na segunda,

acontece com uma roda de diálogo sobre as dificuldades e desafios da pessoa LGBT com deficiência. A conversa acontece às 14h, no Centro de Referência em

Cidadania LGBT, localizado na Rua dos Médicis, número 86, na Boa Vista, área central do Recife.

O Pátio do Carmo, no Centro do Recife, vai receber ações de saúde no dia 22, das 9h às 13h. Mamografia, aferição de pressão arterial, glicemia, distribuição

de preservativos e lubrificante. Haverá ainda imunização e orientações sobre arboviroses, tuberculose e hanseníase, além de coleta de BK e orientações

e distribuições de kits para higiene bucal.

A partir do dia 14, as unidades de saúde dos oito Distritos Sanitários farão exames de mamografia com mamógrafo adaptado para mulher com deficiência. Os

atendimentos acontecem nos períodos da manhã e da tarde. O dia 25 foi destinado para oficinas e capacitações para profissionais de saúde.

Em dezembro de 2016, a Prefeitura do Recife criou a Política Municipal de Saúde Integral das Pessoas com Deficiência. A intenção é articular e integrar

ações e serviços de saúde para ampliar o acesso, qualificar o atendimento e promover a inclusão social, tendo como objetivo a melhoria da qualidade de

vida dessa população.

A partir das 17h da sexta (25), acontece o 2º luau do Projeto Praia sem Barreiras, que oferece banho de mar assistido às pessoas com deficiência, através

de cadeiras anfíbias, na Praia de Boa Viagem. As apresentações musicais acontecem na arena do projeto, localizada na altura da Rua Bruno Veloso.

No domingo (27), a partir das 9h, o Olha!Recife terá sua edição inclusiva. O passeio parte com um ônibus adaptado da Praça do Derby, seguindo pela histórica

Praça da República e faz uma parada para visitar o Palácio do Campo das Princesas. Em seguida, o grupo segue para fazer um tour pelo Bairro do Recife e

desembarca no Recife Antigo de Coração (RAC), evento tradicional que acontece todo último domingo do mês.

Projeto Praia sem barreiras, no Recife, tem programação inclusiva (Foto: Katherine Coutinho / G1)
 fonte  g1

domingo, 20 de agosto de 2017

Ladrão leva cadeira de rodas de deficiente em Roraima

Quis a história da violência urbana que a vida do deficiente físico, Dirceu Costa, fosse marcada por dois momentos trágicos: Ele ficou paralítico e depois,

já adaptado à nova condição e disposto a superar obstáculos, foi vítima de um assalto.

A vítima que é representante de uma quadrilha junina contou que vinha pela Ataide Teive quando foi abordado por um homem.

O bandido armado pediu seu celular e bolsa e como ele não tinha nada disso em seu poder, o derrubou em um matagal e levou sua cadeira de rodas elétrica.


"Ele colocou um terçado no meu pescoço e me levou para um quintal abandonado e mandou eu passr o que eu tinha, celular e como eu disse que não tinha nada

ele falou que ia levar minha cadeira. Ele me derrubou e me jogou no chão. Eu ainda tentei lugar com ele, mas minha deficiência me impediu".

A vítima que é representante de uma quadrilha junina fez um apelo. Ele pediu a quem estiver com sua cadeira de rodas que a devolva, já que ela só tem
utilidade para ele, pois é toda adaptada para o seu tipo físico.

“O bandido levou até minha cadeira de rodas, algo que eu achava que nunca ia acontecer e realmente me limita muito e caiu até o local do pé”, contou. Eu

preciso muito dela. Peço a quem estiver com a cadeira que a devolva, por favor. Na hora do assalto ele disse que morava no centenário e uma pessoa me disse

que viu um rapaz numa cadeira de rodas eletricas na ponte entre o joquéi e centenário” disse a vítima

A vítima registrou ocorrência na delegacia do idoso e do deficiente. A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que agentes estão

em busca de testemunhas e imagens de câmeras de segurança que levem à autoria do crime.

Quem tiver informações entrar em contato via telefone 991381354 ou Whatsapp 981180621 com o Dirceu

fonte folha de boa vista

Deficientes visuais e auditivos mostram dificuldades e superação

Menino de dois anos começa a ouvir após implante coclear.
Marido e mulher usam o tato para se comunicar.
Atualmente, no Brasil, há cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais e quase 10 milhões de deficientes auditivos. Os números, ainda que expressivos,
não são suficientemente capazes de demonstrar o que é a realidade para essas pessoas.

A síndrome de Usher é uma doença rara e genética, que leva a perda parcial ou completa da visão e também da audição. Na represa Guarapiranga, em São Paulo,

um grupo ensina portadores dessa doença a velejar. O aposentado Nelson Cordeiro e a vendedora Shirlei Caetano participam das aulas e adoram a experiência.

Ele usa um aparelho auditivo e consegue ouvir alguns sons, mas não tem quase nada da visão. A síndrome afetou a visão, a audição e o olfato de Shirlei,

que ainda escuta alguns sons com a ajuda de um aparelho.

PREP deficiente visuais e auditivos (Foto: Tv Globo)

Carlos Jorge não enxerga nada e não aprendeu a falar porque perdeu a audição ainda criança. Para entender o que as pessoas dizem, ele sente os sinais de

libras com a mão. A esposa dele, Claudia Sofia, também não vê quase nada e escuta muito pouco com a ajuda de um aparelho. Ela usa uma técnica de comunicação

chamada tadoma, na qual coloca os dedos no rosto da pessoa que está falando e, assim, consegue compreender o que ela diz.

“A tadoma é uma técnica que, de acordo com a habilidade de cada pessoa, possibilita compreender através da articulação e da vibração da voz. Eu estava

desesperada para me comunicar com a minha família”, explica Claudia, que é coordenadora do Grupo Brasil. O casal mora sozinho e, quando vai fazer algo

na rua, conta com a ajuda de uma intérprete.

Implante coclear
Scheila Alves, de Itajaí, Santa Catarina, chegou a São Paulo com a esperança de mudar a vida do filho Ruan, de dois anos, que recebeu um implante coclear.

Durante a cirurgia, uma prótese foi instalada na parte interna do ouvido do menino, que nasceu com surdez e nunca tinha escutado nada.

PREP deficientes auditivos e visuais (Foto: Tv Globo)

A cirurgia de Ruan foi feita pelo SUS. Se tivesse que pagar, a família teria que gastar em torno de R$ 200 mil. O aparelho é implantado atrás da orelha

e precisa ser ativado para começar a funcionar. “O implante coclear é um microcomputador eletrônico, que fica em uma unidade externa, atrás da orelha da

pessoa, que capta o som e faz as funções do ouvido. Através de uma anteninha de rádio, que fica no meio do cabelo, o som é transmitido para uma unidade

interna, que é implantada na cirurgia. É como se você estivesse implantando um órgão novo na pessoa”, explica Ricardo Ferreira, otorrinolaringologista.

Confira no vídeo acima como foi a primeira vez que Ruan escutou um som na vida.

Emily Fernandes, de 14 anos, fez o implante coclear com a mesma idade do Ruan. Como o procedimento foi feito quando ainda era bebê, ela fala com pouco

sotaque. Erika, mãe de Emily, também tem deficiência auditiva e fez a cirurgia já adulta, com 27 anos, por isso, fala com mais dificuldade: “Eu fiz porque

eu queria ouvir melhor, para ter qualidade de vida”.

O pai de Emily também é surdo, fez o implante coclear com 38 anos, mas não se adaptou. Ele fala pouco e prefere se comunicar por sinais. Ele diz que está

acostumado ao silêncio. A idade ideal para o implante em pessoa que nasceram surdas é até os três anos, depois a adaptação fica difícil.

Reaprendendo a viver
No dia a dia, a vida pode ser um desafio para quem perdeu a visão já na fase adulta. É preciso reaprender a fazer tarefas, como andar dentro da própria

casa e cozinhar as refeições diárias. A ONG Adeva ensina como viver a partir desse momento, com aulas de mobilidade. “Eu tenho baixíssima visão, só vejo

a claridade. Eu era cozinheira, mas não posso trabalhar mais. Até na família, as pessoas não me deixam fazer nada”, conta emocionada Elisabete de Sousa.


Elisabete perdeu a visão há apenas um ano e meio. Ela levou uma pancada na cabeça de um retrovisor de ônibus e não se sabe se foi isso ou a diabetes que

causou a cegueira. Ela mostra como reaprendeu a fazer as tarefas diárias sozinha após a perda da visão. Na vizinhança, ela consegue fazer tudo sozinha,

pois lembra de tudo e usa muito a audição para ajudar. Veja no vídeo acima.

Sonho Acessíveis: workshop de cinema para cegos e pessoas com baixa visão

Oficina de Realização Audiovisual será nos dias 19 e 26 de agosto na Adevic - Associação dos Deficientes Visuais de Canoas
Já imaginou poder criar um roteiro, produzir e editar um vídeo, mesmo sem enxergar? Esta é a proposta da “Oficina de Realização Audiovisual - Sonhos Acessíveis”,

que acontecerá em dois sábados. O primeiro encontro é neste sábado (19), e o segundo em 26 de agosto, sempre a partir das 8h30, na Associação dos Deficientes

Visuais de Canoas (Adevic), no bairro Mathias Velho.

“A oficina tem como objetivo geral mostrar que é possível adaptar os recursos tecnológicos disponíveis para que as pessoas cegas e de baixa visão possam

ter acesso à realização audiovisual através da percepção e imaginação”, afirma a produtora cultural Saskia Sá, da Super8Prod. O objetivo específico do

workshop é apresentar de maneira didática desde a fase do roteiro cinematográfico, o processo criativo, a produção até a edição final de um curta-metragem.

Com entrada franca, as oficinas terão até 20 alunos, entre jovens e adultos, cegos ou com baixa visão.

Os alunos terão aulas com conhecimentos teóricos sobre criação de roteiro, breve história do cinema, funções da produção cinematográfica, exercícios práticos

de fotografia e produção, captação e seleção de imagens para edição em grupos. Cada grupo irá criar um curta-metragem experimental. As câmeras usadas nas

oficinas serão as mesmas convencionais existentes no mercado, as quais já trazem funções sonoras que irão orientar a sua utilização, sem a necessidade

de nenhuma adaptação.

Sonhos acessíveis

A Mostra “Sonhos Acessíveis - Cinema, Audiodescrição e Impressão 3D” é um evento cultural que englobará exibições de filmes, debates e oficinas nos meses

de agosto e setembro em Porto Alegre e Canoas. Com entrada franca, os filmes exibidos contam com o recurso da audiodescrição e Impressão 3D fazendo com

que o público tenha a experiência exata imaginativa de como são os personagens principais das obras audiovisuais exibidas, através do recurso da visualidade

tátil (textura, massa) por meio de um dispositivo de Impressão 3D, isto é um protótipo do personagem do filme.

SERVIÇO

Oficina de Realização Audiovisual - Sonhos Acessíveis - produção cinematográfica para cegos e pessoas com baixa visão

Carga Horária: 16 horas (2 dias com 8 horas por dia realizada)

Data: 19 e 26 de agosto (sábados)

Pré-requisito: Jovens e Adultos cegos ou com baixa visão

Capacidade: 12 a 20 pessoas

Local: ADEVIC - Associação dos Deficientes Visuais de Canoas
fonte digital.jornalvs.com

sábado, 19 de agosto de 2017

Empresa lança tablets focados em público da terceira idade

Com uma geração de idosos cada vez mais conectados à grande rede e aos dispositivos tecnológicos – estima-se que mais de 5,2 milhões de pessoas acima dos

60 anos têm acesso à internet no país –, algumas empresas estão começando a criar produtos que tenham como objetivo facilitar o acesso dessa gama de consumidores

aos serviços. É o caso da DL, empresa fabricante de produtos eletroeletrônicos brasileira, que aposta na nova linha de produtos para ganhar esse nicho

de mercado.
Apostando na praticidade, o TabFácil apresenta serviços úteis como uma série de aplicativos que atendem às principais necessidades do público da terceira

idade, além de oferecer praticidade e comodidade na utilização. O gadget apresenta os ícones dos aplicativos em tamanho ampliado, facilitando a visualização

e permitindo a utilização de forma simples e independente.
Em uma das opções, por exemplo, o usuário terá a função Caixa de Remédios, que permite configurar a forma e horário de uso dos medicamentos. O aplicativo

SOS, por sua vez, de maneira inteligente oferece a possibilidade de cadastramento de contatos telefônicos para auxílio ao idoso em casos de emergência.

Recursos úteis que podem acabar facilitando a vida do idoso na realização de suas tarefas diárias.
De acordo com Francisco Hagmeyer Jr, diretor comercial da empresa brasileira, “A DL tem apostado há anos no público da terceira idade, que por muito tempo

havia sido esquecido pelo mercado de eletrônicos. O tablet TabFácil chega para ser uma solução que garantirá total praticidade, conforto e independência

ao idoso e tranquilidade aos familiares”, destaca.
Configurações
O produto possui conexão 3G e Wi-fi padrão IEEE802.11 b/g/n, sistema operacional que roda a versão do Android 7.0 Nougat, processador Quad Core de 1,3GHZ,

memória interna de 8GB e 1GB de RAM. Além disso, encontramos suporte para expansão através de cartão de memória de até 32GB. O dispositivo também apresenta

funções de economia de energia, conexão Bluetooth, duas câmeras digitais integradas, com a frontal sendo VGA e traseira com 2MP. O produto chega ao mercado

com o preço estipulado em R$ 699, porém, a empresa ainda não confirmou a data na qual o tablet chegará às lojas do varejo.

Fonte: site Diário de Pernambuco por Rodrigo Carvalho. Foto: DL/divulgação.

Musical Les Misérables terá sessões com acessibilidade por

O espetáculo Les Misérables terá três sessões com acessibilidade neste segundo semestre. As apresentações com audiodescrição e interpretadas na Língua

Brasileira de Sinais (Libras) acontecerão, às 16h, dos dias 16 de agosto; 13 de setembro e 11 de outubro. Os ingressos custarão R$ 25 (meia entrada) e

R$ 50 (inteira).

Os ingressos para as sessões de acessibilidade do dia 16 de agosto já estão à venda. Todos os ingressos dpodem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Renault

(sem taxa de conveniência – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista), pela internet (
www.ticketsforfun.com.br)
e pontos de venda espalhados pelo
país, com parcelamento em até duas vezes.

As outras sessões de Les Mis acontecem às quintas e sextas, às 21h; aos sábados, às 16h e 21h; e aos domingos, às 15h e 20h.

O espetáculo Les Misérables é baseado no clássico romance de Victor Hugo e já foi visto por mais de 70 milhões de pessoas em 44 países e traduzido para

22 idiomas. Também já venceu mais de 125 prêmios internacionais. Esta mais recente produção de Alain Boublil e Claude-Michel Schönberg, foi reinventada

para celebrar o 25º Aniversário da produção em Londres em 2010 e quebrou os recordes de bilheteria. Impressionou público e críticos no Reino Unido, EUA,

Austrália, Ásia, Canadá, Dubai, França e Espanha e mais: inspirou os cineastas a fazer a versão do filme que ganhou três Oscar, três Globos de Ouro e quatro

prêmios BAFTA, e se tornou um dos mais bem sucedidos filmes musicais já realizados.

Fonte:
Dica de Teatro Site externo

Seminário sobre acessibilidade em bibliotecas universitárias vai tratar de experiências, legislação e recursos on-line vai ser teça e quarta q vem

A Biblioteca Universitária vai realizar, na próxima semana (terça e quarta, 22 e 23), o primeiro Seminário Acessibilidade em Bibliotecas Universitárias,

destinado a pessoas com deficiência, aos servidores do Sistema de Bibliotecas da UFMG e a outros interessados no tema. As atividades serão sempre das 9h

às 17h.

O evento tem a pretensão de ser um espaço para compartilhamento de experiências de debate das limitações e potencialidades das bibliotecas universitárias

para a promoção efetiva da cidadania da pessoa com deficiência. Serão ministradas palestras sobre a Lei Brasileira de Inclusão e sobre os recursos de acessibilidade

no catálogo on-line da Biblioteca Universitária.

Também serão discutidas as experiências da Fundação Dorina Nowill, da ONG Mais Diferenças, e do setor de braille da Biblioteca Pública Estadual de Minas

Gerais. Ao fim do evento, será exibido, com recursos de acessibilidade, o filme O palhaço, dirigido e estrelado por Selton Mello.

O seminário é uma realização do Grupo de Trabalho Acessibilidade em Bibliotecas Universitárias, criado em 2016 pela diretoria do Sistema de Bibliotecas

da UFMG. Com base no diagnóstico da situação das 25 bibliotecas da Universidade, o grupo se dedica a sensibilizar servidores e funcionários sobre a importância

da acessibilidade nesses espaços.

Para participar do evento, é necessário preencher
formulário de inscrição.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 3409-4611, 3409-9735 e (38) 2101-7726 ou pelo e-mail
dir@bu.ufmg.br.

A programação do evento
 está disponível no site da BU.

(Com Assessoria de Comunicação do Sistema de Bibliotecas da UFMG)

Fonte: site da Universidade Federal de Minas Gerais  (UFMG)

Pessoas com deficiência denunciam falta de remédios no MA

Medicamentos de uso contínuo deveriam estar sendo fornecidos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz.
Por Tátyna Viana, Bom Dia Mirante, TV Mirante, G1 MA
Pessoas com deficiência voltam a denunciar a falta de medicamentos de uso contínuo que deveriam estar sendo fornecidos gratuitamente pela Secretaria Municipal

de Saúde de Imperatriz, a 626 km de São Luís. Elas já fizeram a denúncia ao Ministério Público e planejam realizar um ato público para mobilizar a sociedade.


A dificuldade em conseguir os medicamentos que devem ser fornecidos pelo Município já levou os cadeirantes a ficarem acorrentados em frente ao fórum para

chamar a atenção do Ministério Público e da Justiça, na obrigação de fazer a Prefeitura cumprir a decisão da causa ganha ainda em 2006. O problema se repete

com frequência.

Os representantes do movimento da pessoa com deficiência estiveram reunidos com o prefeito e o Ministério Público no último dia 26 de julho e ficou acordado

que eles receberiam os medicamentos dois dias depois. Os remédios só chegaram às mãos deles no dia cinco de agosto e bem menos da metade do que eles precisam

diariamente.

Além dos remédios, eles reclamam da qualidade de alguns produtos, como as sondas, que podem causar infecção urinária, e até das fraldas descartáveis.

Remédios chegaram bem menos da metade do que precisam as pessoas diariamente (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Remédios chegaram bem menos da metade do que precisam as pessoas diariamente (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Evandro Fernandes, membro do movimento, diz que um dos medicamentos de uso contínuo que a maioria dos deficientes precisa a Prefeitura ainda não repassou

para eles. Ele acrescenta que a caixa custa 210 reais e só dá para 15 dias. “Essa gestão infelizmente não tem repassado os medicamentos de uso contínuo

e já faz mais de sete meses. Então não há justificativa para dizer que está licitando, que está abrindo processo ou fechando processo”, reclamou.

Na noite de terça-feira (15) um grupo se reuniu na Universidade Federal do Maranhão (Ufma) para reforçar a cobrança e mobilizar a sociedade. Eles se articulam

para um grande ato público, dia 23, já que não sabem mais a quem recorrer. Alegam que muitas pessoas como acamados, idosos, pacientes do Caps, dependem

de medicamentos de uso contínuo que estão em falta.

Sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde disse que o atraso na entrega dos medicamentos e outros produtos ocorreu porque a empresa fornecedora

não tinha estoque suficiente no primeiro pedido. Mas agora a empresa garantiu que enviou na terça (15) uma remessa com fraldas, sondas e medicamentos.

Até a próxima quarta-feira (23) os produtos serão entregues às pessoas com deficiência.

Biblioteca de Santo André recebe equipamentos para inclusão de PCDs

Kit fornecido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência é composto por itens como software de voz sintetizada, teclado ampliado

Santo André foi uma das cidades paulistas contempladas pelo concurso Acessibilidade em Bibliotecas e receberá kit com equipamentos, destinado à Biblioteca

Nair Lacerda. A cerimônia de assinatura do termo de doação dos equipamentos foi realizada nesta terça-feira (15) no Palácio dos Bandeirantes. Na oportunidade,

a secretária de Cultura, Simone Zárate, representou o prefeito Paulo Serra.

O concurso, uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, selecionou projetos visando a implantação e o aprimoramento

dos serviços bibliotecários para pessoas com deficiência nas bibliotecas públicas do Estado de São Paulo. Com a seleção, a cidade receberá um kit de equipamentos

de tecnologia assistiva, composto por ampliador automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário, software de voz sintetizada para

atuação com o software leitor de tela NVDA e computador.

De acordo com os responsáveis, o material deverá chegar à biblioteca ainda nesta semana. Como parte do projeto, haverá uma capacitação de funcionários

da biblioteca para uso dos equipamentos, oferecida pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ainda não há prazo para o início da

disponibilização dos equipamentos para o público.

Acervo Braille

O novo kit possibilitará a ampliação das ações da Biblioteca Nair Lacerda relacionadas à acessibilidade. A biblioteca já conta com um acervo Braille com

1.571 exemplares e 384 livros falados disponíveis para empréstimo, além de um computador adaptado para deficientes visuais.

Fonte:
ABC do ABC Site externo

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Após gesto polêmico, etíope reencontra o atletismo no CT Paralímpico

Por CPB
Ivo Felipe/CPB
Imagem

A imagem dos punhos cerrados acima da cabeça ainda ofusca uma das grandes façanhas dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.

Quando o fundista etíope Tamiru Demisse cruzou a linha de chegada do Estádio Olímpico do Rio de Janeiro, travou o cronômetro em 3min48s49 - suficientes

para lhe dar a prata nos 1.500m da classe T13 (confira o vídeo da prova abaixo), para atletas com baixa visão. Seria o bastante, inclusive, para ser medalhista

de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, que terminara semanas antes - se neles estivesse inscrito.

O sinal de protesto do recém-coroado vice-campeão paralímpico - gesto idêntico ao de Feyisa Lilesa, vice-campeão olímpico da maratona, ao cruzar a linha

de chegada no Rio 2016 - desencadeou repercussão muito além do que o feito alcançado na pista do Engenhão. E tem consequências em sua vida até hoje, quase

um ano após a histórica disputa com o argelino Abdellatif Baka.

O gesto denunciava a repressão do governo etíope ao povo Oromo - etnia de origem de Tamiru e que habita a Etiópia e o norte do Quênia e da Somália. Aos

23 anos, ele nunca mais retornou ao país africano, por medo de represálias pelo protesto no Engenhão.

 Ao longo de quatro meses, Tamiru manteve-se no Rio de Janeiro. Com o auxílio de um professor de Educação Física que conheceu na capital fluminense, o

atleta passou a vislumbrar a continuidade de sua carreira. Decidiu vir a São Paulo, onde estabeleceu-se no Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes

(CRAI), na centro.

Lá, conheceu um taxista, que o ajudou a encontrar o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na Zona Sul de São Paulo. Tamiru, que perdeu a visão

aos dez anos, por motivos que não soube explicar, porta o protocolo de solicitação de refúgio no Brasil, que o autoriza a viver legalmente no Brasil. Sonha,

ainda, em retornar às competições de alto rendimento.

"Pan-Americano 2019!", diz, entusiasmado, o atleta, em referência aos Jogos Parapan-Americanos de Lima. Em poucas palavras, esboçadas em seu limitado conhecimento

tanto de português quanto de inglês, fala ainda de sua intenção de naturalizar-se brasileiro e representar o país na competição.

A vinda ao Centro Paralímpico ainda lhe trouxe benefícios fora da pista. Hoje, por intermédio da Associação Desportiva para Deficientes (ADD), pôde deixar

o CRAI e já divide casa próxima ao CT com Vinicius Rodrigues, atleta que disputa provas de velocidade da classe T42 (amputados de perna).

"Ele é uma pessoa tranquila e está se adaptando bem à nossa cultura. Estou ensinando ele a falar um pouco de português, e ele já está matriculado em uma

escola, também. Dorme muito, come muito e tem muita vontade de treinar", disse Vinicius.
"O Tamiru é um excelente atleta e fez parte talvez da prova mais forte dos Jogos Paralímpicos do ano passado. Tenho ajudado-o nesta volta aos treinamentos,

já que ele ficou muito tempo parado", conta Fábio Breda, técnico responsável pelos fundistas do atletismo paralímpico no Brasil. "Temos feito um trabalho

forte de fisioterapia e fortalecimento muscular para prepará-lo para a volta aos treinos específicos, enquanto ele cuida do processo de regularização dele

no Brasil."
No CT, Tamiru faz trabalhos específicos de fisioterapia três vezes por semana. Exercícios de musculaçao também compõem sua rotina nos dias restantes da

semana. Tudo para que o gesto dos punhos cerrados seja ofuscado, em breve, por mais conquistas dentro nas pistas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

Doença que pode levar à cegueira está com os dias contados

Tracoma atinge principalmente as crianças e está relacionado às condições de saúde e higiene

A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que o tracoma, doença inflamatória dos olhos que pode levar à cegueira, está eliminado globalmente. O que

sustenta tal perspectiva, segundo a OMS, são dados que mostram aumento notável de 63% no número de pessoas tratadas de 2014 a 2016, em todo o mundo. No

Brasil, entre 2008 e 2015, foram examinadas 3.165.662 pessoas e detectados 128.233 casos da doença, com um porcentual médio de positividade de 4,1%.

O professor Augusto Velasco e Cruz, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, afirma que o tracoma é uma doença relacionada às más condições

de vida do paciente e admite que a incidência na população brasileira é baixa. Para ele, a possibilidade de eliminar a doença é possível, desde que as

políticas públicas sejam eficientes.

Fonte:

Aeroporto japonês será equipado com cadeiras de rodas autônomas

A Panasonic anunciou o início de uma fase de testes para implementar cadeiras de rodas autônomas no Aeroporto Internacional de Tóquio, também conhecido

como Haeda.

O veículo, desenvolvido em parceria com a Whill Inc., ganhou o nome de Whill Next e é classificado pela Panasonic como um “robô que possibilita transporte

seguro e confortável para passageiros com mobilidade reduzida”.

A cadeira conta com três tecnologias de locomoção que podem fazer a diferença para seu público-alvo: uma função identifica obstáculos e para automaticamente

(mesmo se o usuário estiver no controle), o que evita acidentes com outros passageiros, por exemplo.

Outra tecnologia é a direção autônoma propriamente dita. “A cadeira pode identificar sua própria posição, selecionar rotas e se mover automaticamente a

destinos apontados pelo smartphone”, diz a empresa. “Ela pode trafegar eficientemente a lojas específicas e aos portões de embarque.”

Por fim, há um modo “tandem”, que permite trafegar em grupo como se cada cadeira fosse um vagão num trenzinho autônomo. Algo muito útil para as Paralimpíadas

de 2020, por exemplo, já que times inteiros poderiam se deslocar em conjunto. Após o uso, todas as cadeiras retornam automaticamente ao seu posto, dispensando

qualquer intervenção humana.

Os testes com a novidade começarão agora e vão até março de 2018.

Fonte:
Olhar Digital

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Zoobotânico de Brusque recebe animais com deficiência pela primeira vez

O parque Zoobotânico de Brusque recebeu em maio, pela primeira vez, animais com algum tipo de deficiência. Cinco corujas-buraqueira e um bugio-ruivo –

vítimas de maus tratos – são os novos moradores do local.

Junto com eles, vieram outros animais sem problemas de saúde, como papagaios-do-peito-roxo, gralhas azul, maitacas bronzeadas, periquitãos-maracanã e jacuaçu.

Ao todo, são 22 novos bichos no parque.

As corujas ainda não estão disponíveis para a exposição, pois seus recintos estão em reformas e devem ser finalizados até o fim de junho. Nenhuma das aves

voa e a maioria tem as asas amputadas.

Já o bugio, que é filhote, possui um problema na coluna, gerado por ter crescido em uma gaiola que não comportou o seu tamanho. A sua mobilidade não é

como dos outros animais.

Todos os novos moradores chegaram no dia 8 de maio ao Zoobotânico e vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetas), de Florianópolis,

que é associado à Polícia Ambiental e à Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Há dois meses, com alguns recintos vagos, profissionais do parque de Brusque foram ao Cetas para conhecer os animais que estavam à disposição e escolher

os que trariam. Após isso, a Fatma fiscalizou os espaços e deu aval para trazê-los.

Animais rejeitados
A bióloga e coordenadora de Educação Ambiental do zoobotânico, Carla Molleri, afirma que foi uma escolha trazer os animais deficientes, que na maioria

das vezes são rejeitados em outros locais. Ela diz que placas informativas estão sendo confeccionadas para mostrar ao público que estes bichos têm algum

tipo de deficiência.

“A maioria dos zoológicos não querem expor um animal aleijado e acredito que a importância de tê-los no plantel seja o apelo que eles podem provocar no

público visitante, atentando para a importância dos zoológicos como ambiente de conservação de espécies e preservação ambiental”, diz Carla.

Ela acredita que a escolha irá ajudar a gerar consciência ambiental no público. “Poderemos exemplificar o que o porte ilegal de animais silvestres pode

acarretar na saúde do animal, impedindo-o de retornar a natureza”, explica.

A previsão é que nos próximos meses, com outros recintos liberados, novos animais sejam trazidos ao município. Atualmente são 160, sendo que destes 150

são selvagens. Há outros que não são, como patos e marrecos.

Bugiu filhote
Um outro bugiu filhote, cego de um olho, também está no Zoobotânico. Ele foi trazido pela Fundema há dois meses. Conforme a bióloga, a mãe do bugio foi

assassinada, e neste tiro que lhe atingiu, respingou um estilhaço no olho do filhote, lhe deixando cego.

Visitação
O Zoobotânico está aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 17h30. O valor do ingresso é de R$ 5 e crianças até 5 anos e idosos acima de 60 anos não pagam.


Novos animais do parque
3 bugios-ruivo (Alouatta guariba clamitans)

5 Papagaio-do-peito-roxo (Amazona vinacea)

2 Gralha Azul (Cyanocorax caeruleus)

3 Maitaca bronzeada (Pionus maximiliani)

3 Periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus)

5 Corujas-Buraqueira (Athene cunicularia)

1 Jacuaçu (Penelope obscura)

Fonte: O Município

Inovação para quem sofre de cegueira

Estudo revelou que uma investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou a primeira retina com tecidos sintéticos.

Em comunicado, a universidade britânica diz que com a liderança de Vanessa Restrepo-Schild, o novo estudo é o primeiro a usar com sucesso tecidos biológicos

gerados em laboratório e que ao contrário dos implantes de retina artificial existentes, as culturas de células são criadas a partir de materiais naturais

biodegradáveis. Assim, o implante será menos invasivo do que o dispositivo mecânico e será improvável causar uma reação adversa no corpo. A equipa de Vanessa

Restrepo-Schild refere que a nova retina artificial, de dupla camada, imita uma retina humana que é composta por hidrogel (gel que tem água) e proteínas

de membrana celular.

A investigadora diz que “o material sintético pode gerar sinais elétricos que estimulam os neurónios na parte detrás do olho, tal como o faz a retina natural”.

Finaliza dizendo que pretende, ainda, aperfeiçoar as funcionalidades da retina, o reconhecimento das cores símbolos e formas.

Fonte:
http://boasnoticias.pt/inovacao-sofre-cegueira/

MAIS UMA OFICINA COM RECURSOS MULTISSENSORIAIS NO INSTITUTO TOMIE OHTAKE

O convite com fundo azul royal, escrito com letras brancas, é ilustrado no lado direito pela fotografia colorida, em plano detalhe, das mãos de um homem

e de uma mulher tocando a réplica da Fonte Monumental, escultura de Nicolina Vaz de Assis, composta por duas bacias de mármore branco. Lagostas de bronze

contornam a bacia maior e no topo da fonte, um pescador segura uma rede, rodeado por 4 sereias. No rodapé, as logomarcas dos patrocinadores, apoiadores

e realizadores sobre faixa branca.

Ministério da Cultura, Instituto Tomie Ohtake, Cateno e Cielo convidam para a oficina e contação de história com audiodescrição para pessoas com e sem

deficiência visual: NICOLINA, GEORGINA E LYGIA – TRÊS MULHERES ARTISTAS, uma atividade do Programa de Acessibilidade do Instituto Tomie Ohtake.

Data: 19 de agosto (sábado).
Horário: das 09:00 às 11:00 horas.
Local: Instituto Tomie Ohtake.
Endereço: Av. Faria Lima, 201 Pinheiros, SP (próximo ao metrô Faria Lima).
Participação gratuita. Vagas limitadas.
Inscrições pelo site:
www.institutotomieohtake.org.br
Pessoas com deficiência visual, favor confirmar presença por email:
marina@vercompalavras.com.br

Sobre a oficina: A oficina ministrada por Lívia Motta objetiva promover discussão, reflexão, conhecimento e um contato multissensorial com a história e

algumas obras das artistas Nicolina Vaz de Assis, Georgina Albuquerque e Lygia Clark. Pessoas com deficiência visual e pessoas sem deficiência poderão

participar das atividades de mediação com recursos táteis, sonoros e audiodescrição. Após a oficina, os participantes serão convidados a assistir a uma

sessão de contação de história relacionada à exposição: INVENÇÕES DA MULHER MODERNA, PARA ALÉM DE ANITA E TARSILA, a partir das 11:00 horas, também com

audiodescrição.

POR:
VERCOMPALAVRAS

Preparativos para a Copa do Mundo 2018 é tema de palestra acessível na Biblioteca Mário de Andrade

Evento contará com interpretação de libras disponibilizada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência

Na próxima sexta-feira (18.08), a Biblioteca Mário de Andrade será palco da palestra “Vida Cultural na Rússia de hoje: Dicas para se Preparar para a Copa

2018”, que contará com tradução simultânea para Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O objetivo é mostrar a Rússia cotidiana, como costumes e tradições, bem como lugares históricos e interessantes voltados ao público brasileiro que viajará

para assistir os Jogos da Copa do Mundo de 2018. A palestrante será Alina Kaledina Ortega, professora de idioma russo do Clube de Cultura Russa.

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, “a inserção de recursos de acessibilidade amplia a inclusão de surdos na cultura,

além da possibilidade ao turismo”.

O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, integra a ocupação Rússia, Uma

Criatura Dócil”, que conta com um mês inteiro de atividades, como oficinas, palestras, musica e cinema ligadas à cultura russa. Confira a programação completa

no link
http://bit.ly/2uJphXo
Serviço: Palestra: “Vida cultural na Rússia de hoje, dicas para se preparar para a Copa 2018”.
Ingresso: gratuito
Data: 18 de agosto
Horário: 16h (1h de duração)
Local: Biblioteca Mário de Andrade
Endereço: Rua da Consolação, 94 – Consolação.

fonte s m p e d

Com caras novas, Seleção feminina de Goalball inicia nova fase treinamento

Por CPB
Cheia de novidades, a Seleção Brasileira feminina de Goalball inicia mais uma etapa de treinamento no próximo sábado, 19, no Centro de Treinamento Paralímpico,

em São Paulo. A preparação tem como objetivo aprimorar o Brasil para os desafios do novo ciclo, que tem como principal evento os Jogos Paralímpicos de

Tóquio 2020.

A lista conta com caras novas, atletas que se destacaram nas competições regionais. Segundo o técnico Dailton Freitas, a oportunidade permitirá à comissão

técnica observa-las mais de perto, e a chance dada às jogadoras é uma possibilidade de renovação na seleção.

- A principal ideia desta convocação foi valorizar os regionais. Convocamos atletas que se destacaram nas cinco etapas e ao mesmo tempo observar novas

jogadoras. Pois a seleção necessita de uma renovação, e nada melhor que observar jovens talentos para esse ciclo. Temos muitas jogadoras no Brasil e também

muitas talentosas. Em duas fases de treinamento já avaliamos 15 atletas, então prova que estamos buscando dar chances a novas atletas e preparando uma

seleção jovem e competitiva neste ciclo – disse o treinador.

Com isso nomes mais badalados como Victória Nascimento e Carol Duarte não estão entre as convocadas. A II Fase de Treinamento acontece de 19 a 26 de agosto,

no CT Paralímpico, em São Paulo. Confira a lista de convocação.

Alaine Lillian da Silva (IBC-RJ)
Amanda Emilly Fernandes de Santana (Ierc-RN)
Amanda Machado Lopes (UEEJAA-PA)
Geovana Clara Costa de Moura (Adevirn-RN)
Giseli Ferreira da Silva (Fases-MG)
Jessica Gomes Vitorino (Uniace-DF)
Larissa Santos de Espírito (LMC-SP)
Moniza Aparecida de Lima (ICB-BA)

*Com informações da CBDV

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

CDH deve analisar regra para reconhecimento da condição de PCD

Uma regra transitória para o reconhecimento da condição de pessoas com deficiência (PCDs) é um dos itens na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação

Participativa (CDH) desta quarta-feira (16). A reunião está marcada para as 11h.

O projeto (
PLS 84/2017 Site externo),
do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), cria mecanismos de avaliação que serão suficientes para a identificação da pessoa com deficiência até a regulamentação

definitiva pelo Poder Executivo. São laudos emitidos por profissionais habilitados para o reconhecimento de condições físicas, mentais, sensoriais ou funcionais

que, em razão de barreiras físicas, normativas ou operacionais, sujeitem a pessoa a restrições no acesso a bens, serviços e espaços, limitando a sua participação

plena e efetiva na sociedade e o exercício de seus direitos em igualdade de condições com os demais.

O projeto altera a
Lei 13.146/2015 Site externo,
que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI). O senador argumenta que um dos aspectos mais relevantes dessa legislação é

a adoção do conceito biopsicossocial de pessoa com deficiência, pois isso reflete o entendimento de que a deficiência não é uma característica intrínseca

de um indivíduo, e sim o resultado de limites e barreiras impostos pela sociedade; o que pode levar à exclusão explícita ou a falhas na inclusão de pessoas

significativamente diferentes de um padrão socialmente construído.

“No entanto, a aplicabilidade da avaliação biopsicossocial foi expressamente condicionada à sua regulamentação por ato do Poder Executivo, e hoje, passados

dois anos da publicação da lei, ainda não existe esse regulamento”, ressalta o senador.

Celeridade

A proposição tem voto favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS). Ele avalia que embora a questão seja importante para o governo, “nem sempre os

processos relacionados a políticas públicas são desenvolvidos com a celeridade que os grupos a que se destinam necessitam”.

No relatório, Paim destaca o caso específico da avaliação biopsicossocial. O senador lamenta que pessoas com deficiência estejam sendo privadas de seus

direitos, “porque não conseguem atender a defasados parâmetros de avaliação da sua condição estipulados por uma legislação antiga e em descompasso com

a LBI e com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”

“Muitas vezes, essas pessoas têm de recorrer ao Poder Judiciário, com o objetivo de afastar regulamentos e normas que não lhes reconhecem a condição de

pessoas com deficiência para o fim de exercer algum direito, o que não deixa de ser uma irônica barreira cultural à inclusão, erigida pelo próprio Estado”,

completa.

O projeto será votado em decisão terminativa na CDH, se for aprovado e não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, poderá seguir para análise

da Câmara dos Deputados.

Outras propostas

Na pauta da CDH há ainda outros 18 itens, entre eles, estão propostas que tratam da acessibilidade, como o
PLS 650/2011 Site externo,
que tem por objetivo garantir a adequação das unidades do Programa Minha Casa Minha Vida para idosos ou pessoas com deficiência; e o substitutivo ao Projeto

de Lei do Senado (PLS)
382/2011 Site externo,
que obriga centros de compra (shopping centers) a destinar pelo menos 5% dos brinquedos e equipamentos de suas áreas de lazer a pessoas com deficiência

ou com mobilidade reduzida.

Fonte:
Agência Senado Site externo

Governo do Estado de São Paulo assina 177 convênios e entrega equipamentos de acessibilidade para 62 bibliotecas

O Palácio dos Bandeirantes recebeu, nesta terça, 15, centenas de gestores públicos municipais e prefeitos do interior de São Paulo. O governador Geraldo

Alckmin anunciou repasse de R$ 33 milhões para 177 convênios voltados a atender as necessidades regionais de 146 municípios paulistas. Entre os convênios

firmados houve a assinatura do Termo de Cessão de Equipamentos do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos

da Pessoa com Deficiência de São Paulo, com entrega de equipamentos de acessibilidade a 55 municípios do Estado de São Paulo.

Secretária de Estado Dra. Linamara e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin

A cerimônia de assinatura de convênios contou também com a presença da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo

Battistella, além do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; o vice-governador Márcio França; e o Secretário Adjunto de Estado dos Direitos

da Pessoa com Deficiência, Luiz Carlos Lopes, que coordenou o Projeto Bibliotecas Acessíveis, entre outras autoridades.

Um dos equipamentos entregues aos municípios: lente aumentativa para pessoas com baixa visão

Dra. Linamara destacou a atenção do governo paulista aos 9 milhões de pessoas com deficiência presentes no Estado de São Paulo. Destacou a amplitude do

projeto Bibliotecas Acessíveis. “A cultura nos faz mais cidadãos, nos faz crescer e entender os valores éticos e humanistas de uma sociedade moderna. Com

a inclusão todos se beneficiam. Esse movimento que São Paulo lidera e a ONU reconhece, pois incluir está dentro dos objetivos do desenvolvimento sustentável.

Não é possível promover riquezas em um Estado que deixa alguém de fora e o governo do Geraldo Alckmin não deixa ninguém de fora”, observou.

p
Dra. Linamara ao microfone diante de autoridades no Palácio do Governo de São Paulo

A Secretária ressaltou a importância de levar tecnologia para dentro das bibliotecas e das escolas e ir além. “Não são apenas 55 municípios contemplados

pelos equipamentos, mas vamos treinar, formar agentes! Cerca de 200 agentes serão treinados na lógica da inclusão. É um projeto ‘ganha-ganha’: ganha o

aluno, ganha o professor, ganha o município e ganha o Estado de São Paulo trabalhando na lógica de incluir a todos”, salientou.

Ao todo, 62 bibliotecas públicas do Estado de São Paulo receberão equipamentos acessíveis, distribuídos em dois Kits. O Kit Tipo 1 contém computador, ampliador

automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário e software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela NVDA.

O Kit 2 contém todos os elementos do Kit 1 e acrescenta um display braile e impressora braile.

Secretária de Estado, Dra. Linamara, e governador Geraldo Alckmin

As bibliotecas públicas contempladas participaram de um concurso promovido em 2016 pela Secretaria, que selecionou bibliotecas que contam com projetos

de inclusão interessadas em receber os equipamentos.

“Com a assinatura destes convênios, estamos praticando dois princípios importantes: a descentralização, passando o recurso para a ponta, mais perto da

população; e a participação, investindo na parceria com os governos locais. São convênios importantes que assinamos com prefeituras e entidades, entre

Apaes e Santas Casas”, afirmou o governador Geraldo Alckmin.
Na área de esportes serão repassados recursos para os municípios realizarem as instalações de academias ao ar livre em 28 cidades paulistas. Cada academia

é composta de dez aparelhos, entre eles simulador de caminhada e legpress, todos com placas indicativas com sugestões de exercícios. A ação visa estimular

a prática esportiva nos municípios em locais com maiores demandas e necessidades sociais. Atualmente, há mais de 500 academias ao ar livre distribuídas

em todas as regiões do Estado de São Paulo.

Prefeitos receberam equipamentos de acessibilidade para 62 bibliotecas públicas

Na Saúde, foram autorizados 28 convênios, sendo cinco com entidades assistenciais e os demais com prefeituras, totalizando R$ 4 milhões. Os convênios contemplam

especialmente aquisição de ambulâncias, equipamentos e custeios de Santa Casa. Também o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito – programa que atua

para reduzir pela metade o número de fatalidades no trânsito até 2020, foi contemplado com mais de R$ 3 milhões para projetos de trânsito. Ao todo, este

ano, serão destinados R$ 100 milhões para 52 municípios. Também, na área da cultura, mais de R$ 1 milhão destinado à realização de oficinas de diversas

linguagens artísticas, envolvendo artes visuais, dança, fotografia, circo, literatura e gestão cultural.

fonte Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pessoas com deficiências são discriminadas no Airbnb, indica estudo

Uma pessoa cega, por exemplo, é recusada em 49,7% das ocasiões, sendo que pessoas que não possuem deficiência têm média de 75,5% de aprovação

Um dos desafios do Airbnb é garantir que nenhum dos seus usuários se sinta discriminado. Esta tarefa, aparentemente, não está sendo fácil, sobretudo para

quem tem algum tipo de deficiência. Um estudo feito ao longo de seis meses com cerca de 3.800 pedidos de reserva indica que, infelizmente, esta é uma realidade

na plataforma de alojamento.

Segundo o estudo, pessoas com deficiência que não incluíram esta informação na plataforma foram aprovados por anfitriões das casas em 75,5% das ocasiões.

Porém, conta o The Verge que esta taxa de aprovação cai de acordo com o tipo de deficiência. Uma pessoa cega, por exemplo, é recusada em 49,7% das ocasiões,

enquanto pessoas com paralisia cerebral e lesões na medula espinhal têm uma taxa de aprovação de apenas 43,4% e 24,8%, respectivamente.

É interessante também constatar que mesmo que o Airbnb tenha introduzido medidas que visam combater este tipo de discriminação, não foram verificadas grandes

variações. Esta questão continua sendo um problema para os utilizadores dentro da plataforma de alojamento temporário.

Em reação, a empresa declarou ao New York Times que qualquer tipo de discriminação na plataforma da Airbnb resultará na eliminação permanente da plataforma.


Fonte: Notícia ao Minuto

Inclusão no ambiente de trabalho com o ensino de Libras

Conhecer os empregados e saber conversar com cada um deles é um detalhe fundamental para manter uma comunicação interna eficaz. E para as corporações que

acreditam na inclusão e na diversidade incorporar recursos de acessibilidade faz toda a diferença.

Um exemplo dessa dinâmica é o projeto da Mars Pet Nutrition Brasil, empresa que tem 17 funcionários com deficiência auditiva e apostou em um curso de Libras

(Língua Brasileira de Sinais) para melhorar o diálogo com esses funcionários e ampliar as relações dentro do ambiente de trabalho.

Participaram das aulas de Libras líderes diretos e indiretos, RH, assistente social e todas as áreas com as quais os funcionários que têm deficiência auditiva

manteriam contato. “A comunicação melhorou muito, tanto para os associados – como são chamados os funcionários – quanto para os líderes. Todos desenvolveram

novas formas de se relacionar”, ressalta Tatiana Godoi, diretora de recursos humanos da Mars.

A empresa investe na capacitação de pessoas com deficiência em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Ela ainda tem um profissional

do RH totalmente dedicado ao “Programa Todos Nós”. Esse funcionário gerencia a consultoria externa e auxilia no processo. Há também suporte de uma assistente

social e, em determinados casos, cuidadores contratados.

Fonte:
O Estado de S. Paulo Site externo

Cegueira poderá triplicar em 2050

A cegueira atinge 36 milhões de pessoas em todo o mundo, número que poderá triplicar em 2050, afetando sobretudo a Ásia e a África Subsariana.

De acordo com as estimativas apresentadas no estudo divulgado na publicação The Lancet Global Health., em 2050 haverá quase 115 milhões de cegos (mais

79 milhões face a 2015) e 588 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a grave (mais 371 milhões) se os tratamentos não melhorarem.

O maior número de pessoas cegas vive no sul, leste e sudoeste da Ásia, sendo que a taxa de cegueira entre idosos é mais elevada no sul da Ásia e na África

Subsariana oriental e ocidental.

O estudo analisou a prevalência da cegueira e da deficiência visual em 188 países, entre 1990 e 2015, e faz projeções para 2020 e 2050.
Trata-se do primeiro trabalho a incluir dados sobre a presbiopia, uma anomalia da visão mais conhecida como "vista cansada" que afeta a capacidade de ler

e aparece com o envelhecimento, podendo ser corrigida com o uso de óculos.
Depois de um período em que as taxas de cegueira e de deficiência visual caíram, os números voltaram a subir à medida que a população mundial vai crescendo

e envelhecendo: em 2015 havia mais 5,4 milhões de cegos e mais 57 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a severa do que em 1990.
Os autores do estudo alertam para a importância do investimento nos tratamentos, salientando que, entre 1990 e 2010, a prevalência da cegueira diminuiu

fruto dessa aposta.
"Investir em tratamentos já trouxe benefícios consideráveis, incluindo a melhoria da qualidade de vida", afirma o autor principal do estudo, Rupert Bourne,

da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, citado em comunicado pela The Lancet Global Health.

Fonte:
http://www.tsf.pt/sociedade/interior/cegueira-atinge-36-milhoes-em-todo-...

Profissão Repórter mostra o universo de deficientes auditivos e visuais

O Profissão Repórter dessa quarta-feira (16) mergulha no universo dos deficientes auditivos e visuais e mostra histórias surpreendentes de quem vive sem

esses sentidos.

Pessoas que não enxergam e também não ouvem sofrem de uma doença rara chamada Síndrome de Usher. O repórter Erik Von Poser mostra como elas conseguem se

comunicar: “digitando” a língua de sinais na palma da mão e tocando o queixo de quem está falando.

Scheila Alves, de Itajaí, Santa Catarina, chegou a São Paulo com a esperança de mudar a vida do filho Huan, de dois anos, que recebeu um implante coclear.

Durante a cirurgia, uma prótese foi instalada na parte interna do ouvido do menino. O repórter Estevan Muniz registrou o momento em que Huan, com surdez

profunda desde o nascimento, ouviu os primeiros sons da vida dele.

A repórter Isabella Faria mostrou histórias de recomeço: pessoas que perderam a visão na vida adulta e que agora precisam reaprender a fazer tarefas cotidianas,

como andar dentro da própria casa e cozinhar as refeições diárias.

Não perca! O Profissão Repórter vai ao ar às quartas, depois do futebol.
Fonte: site G1.com/Profissão Repórter.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mirante na Itália tem corrimão com braile

O mirante do Castelo de Santo Elmo, em Nápoles, no Sul da Itália, ganhou um corrimão com inscrições em braile, no começo do ano. A obra, que percorre todos

os caminhos e escadarias da Praça das Armas, amplia a experiência das pessoas com deficiência visual que visitam o local.

O trabalho, chamado “Follow the Shape”, é assinado pelo artista italiano Paolo Puddu, formado na Academia de Belas Artes da cidade. Sua criação ganhou

a 5ª edição do concurso “Uma obra para o castelo”, cujo tema era “Apenas um olhar — relações e encontros”. O evento teve a curadoria de Angela Tecce e

Claudia Borrelli, diretoras dos museus da Campânia e do Castelo de Santo Elmo, respectivamente.

No corrimão, foram colocadas frases do livro de 1919 “A Terra e o Homem”, do escritor napolitano Giuseppe De Lorenzo. A iniciativa permite que pessoas

com deficiência visual tenham acesso, em braile, à descrição da vista panorâmica da região da Campânia.

Fonte:
O Globo Site externo

8º Festival Assim Vivemos traz 32 filmes de 19 países

Com entrada franca, as sedes do Centro Cultural Banco do Brasil recebem o evento entre agosto, no Rio de Janeiro, e setembro, em Brasília e São Paulo
Trinta e dois filmes de 19 países integram a programação da 8º edição do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência que chega ao

Rio de Janeiro (de 16 a 28 de agosto), Brasília (5 a 17 de setembro) e São Paulo (20 de setembro a 1º de outubro) nas unidades do Centro Cultural do Banco

do Brasil. Além da exibição audiovisual, serão realizados quatro debates com os seguintes temas: A visão e os sentidos da arte; Corpo e movimento; Tecnologia

assistiva de ponta e Amor e relacionamento. Com entrada gratuita, o evento tem realização do Centro Cultural do Banco do Brasil, patrocínio do Banco do

Brasil e do Ministério da Cultura e produção da Lavoro Produções.

Inéditos, os documentários trazem histórias protagonizadas por pessoas com diversas deficiências como síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, atrofia

muscular espinhal, deficiência física, visual, auditiva e intelectual. Além de produções brasileiras, foram selecionados trabalhos de outros 18 países:

Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Suíça, Itália, Espanha, Polônia, Bulgária, Finlândia, Espanha, Turquia, Ucrânia, Tailândia, Alemanha, Rússia,

Índia, Myanmar e Letônia.

Entre as produções destacam-se “Eu sou Jeeja”, sobre a indiana Jeeja Ghosh, líder ativista pelos direitos dos que têm paralisia cerebral na Índia; “ 50

X Rio”, filme italiano que conta a história de Alex Zanardi, ex-campeão de fórmula Indy que se preparou para os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro e,

“Dois Mundos”, obra polonesa que mostra a família de Laura, garota de 12 anos que tem pais surdos.

Os curadores Lara Pozzobon e Gustavo Acioli acreditam que o evento cumpre duas funções: “ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre aspectos fundamentais

da vida em sociedade e do autoconhecimento, também nos faz refletir sobre o nosso país, por meio da comparação com as mais diversas culturas e sociedades

representadas na nossa seleção. Tal comparação é sempre reveladora, principalmente quando descobrimos que somos mais avançados no que pensávamos que éramos

atrasados, e mais atrasados no que pensávamos que éramos avançados”.

“Em 2003, quando o CCBB exibiu a primeira edição do Assim Vivemos, as discussões sobre o tema eram muito reduzidas. Ainda há muito trabalho a ser feito,

mas acreditamos que o cinema, seja pelo filme de ficção ou pelo documentário, tem sido uma grande ferramenta de conscientização e o festival tem contribuído

bastante ao transportar o público para as mais diversas realidades e situações que envolvem a questão da deficiência.” reflete Fabio Cunha, gerente geral

do CCBB Rio.

Realizado a cada dois anos, o festival se mantém como o principal evento que celebra a inclusão cultural no Brasil. Ao primeiro, realizado em 2003 no Rio

de Janeiro e em Brasília, seguiram-se edições inéditas em 2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2015. Desde 2009, São Paulo também abriga o festival. Em 2010

e 2012, foram feitas itinerâncias em outras cidades, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Pelotas e Santa Cruz do Sul, ampliando seu alcance e possibilitando

que mais pessoas conhecessem o projeto e, através dos filmes, histórias de vida inspiradoras e altamente transformadoras.

Comprometido com a promoção de acessibilidade para todos os públicos, o festival oferece audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille para

pessoas com deficiência visual; e legendas LSE nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates para as pessoas com deficiência auditiva. Pessoas com deficiência

física também contam com garantia de acessibilidade, uma vez que o Centro Cultural Banco do Brasil tem sua arquitetura concebida para o acesso de pessoas

com mobilidade reduzida e cadeirantes.

A lista dos filmes participantes segue abaixo e a programação completa está disponível no
site do festival Site externo.

Fonte: Assessoria

Em dez anos, triplica o número de alunos com deficiência em escolas regulares

No ensino médio da Escola Estadual Maurício Murgel, em Belo Horizonte, uma sequência de gestos pode explicar, por exemplo, a diferença entre ligações covalentes

e iônicas nas aulas de química. Nas turmas, estudantes e professores se comunicam tanto em português quanto na Língua Brasileira de Sinais (Libras), já

que nas classes há alunos surdos e pessoas sem qualquer limitação física ou intelectual.

O cenário reflete os esforços para a inclusão de estudantes com deficiência em turmas mistas nas instituições de ensino públicas e privadas mineiras. Nos

últimos dez anos, triplicou o número de crianças e adolescentes nessas condições matriculados em escolas comuns. O salto foi de 28 mil para 83 mil.

citação
“A convivência entre alunos com e sem deficiência é algo que sempre buscamos. Nossos alunos ouvintes aprenderam a língua de sinais para se comunicarem

com os colegas” (Denise Mundim Furtado, coordenadora pedagógica da E.E. Maurício Murgel)
fim da citação

O incentivo à criação de classes mistas é previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, aprovado em 2015 como lei federal. Mas, ainda que a medida seja

observada nas salas de aula, a inclusão dessas pessoas no ambiente acadêmico segue como um grande desafio. Falta de apoio especializado, despreparo da

comunidade escolar, infraestrutura precária e turmas lotadas são alguns dos problemas apontados pelos estudantes, pedagogos e entidades de defesa dos direitos

dessa população.

Avanço
“A inserção no ensino regular é um grande avanço que democratiza os direitos das pessoas com deficiência”, afirma a coordenadora do Núcleo de Direitos

Humanos e Inclusão da PUC Minas, Carolina Resende. Para ela, as classes inclusivas representam o primeiro passo para o fim do modelo de escolas só para

deficientes, o que ela classifica como “segregação institucionalizada”. Mas Carolina acredita que as redes de ensino ainda não estão preparadas para receber

esses alunos.

A professora, que trabalha com a capacitação profissional de pessoas com deficiências diversas, conta que a maior parte delas termina o ciclo da educação

básica com severos déficits de aprendizagem, dificultando a inserção nos níveis de ensinos técnico e superior. “Muitos não estão nem alfabetizados”.

Referência
Dos 2 mil estudantes da escola Maurício Murgel, 47 possuem deficiência e estão em classes mistas. As aulas são ministradas em voz alta e traduzidas por

um intérprete de Libras, facilitando ao aluno o entendimento do que é dito.

Pela primeira vez, Edson Marques Sabino, 17 anos, estuda em uma escola comum. Deficiente auditivo, ele afirma que está se desenvolvendo mais rápido agora.

“Aprendo melhor do que na escola especial”.

Começar a conviver com ouvintes representa, para Edson, o desafio de conhecer uma nova cultura. “Estranhei um pouco no início, mas é importante termos

essa troca. O contato com ouvintes é bom para evoluirmos na sociedade e é essencial estarmos juntos. A inclusão está acontecendo aqui”, observa.

Fernanda Carvalho

Inclusão Emily

Depois de ficar cega, Emilly sofreu com a falta de compreensão dos antigos colegas de classe; hoje, a garota de 13 anos estuda no Instituto São Rafael


Aprendizado de qualidade é entrave na inclusão de estudantes

O principal entrave para a inclusão nas escolas comuns é o aprendizado de qualidade. A falta de preparo para atender às necessidades de Miriam do Couto,

de 16 anos, foi o que levou a adolescente cega a largar a escola em que estudava, em Alvinópolis, região Central do Estado. Nenhum dos docentes sabia ler

braille e a estudante não tinha apoio em sala de aula.

“A professora explicava a matéria para os outros alunos, eles escreviam tudo no caderno e eu ficava jogada em um canto, sem aprender nada”, conta. Hoje,

Miriam é aluna do Instituto São Rafael, escola especial que atende deficientes visuais na capital mineira.

citação
“Na escola comum eu tinha que escrever e fazer as contas o mais rápido possível, senão o professor apagava. Agora consigo copiar tudo no tempo certo” (Emilly

Carvalho, deficiente visual)
fim da citação

A entidade oferece cursos de capacitação, produz material em braille e em tinta para o ensino comum e dá suporte para instituições regulares. Diretora

do São Rafael, Juliany do Amaral acredita que as instituições especializadas devem apoiar as práticas de inclusão na rede comum. “A inclusão não veio para

fechar as escolas especiais. Somos aliados. Podemos e devemos ajudar a orientar os profissionais das instituições regulares a inserir os alunos com cuidado”.


Preconceito

Além de um ambiente com infraestrutura precária, a deficiente visual Emilly Carvalho, de 13 anos, teve que conviver com o preconceito dos colegas em uma

escola comum. “Sofri muito bullying depois de ficar cega. As pessoas da sala jogavam bolinha de papel em mim, pegavam meus materiais e saíam correndo.

Eles deviam ser mais compreensivos e gentis”.

Com a situação hostil, a mãe da menina se viu forçada a transferi-la para o São Rafael. Leila Aparecida Silva, de 39 anos, lamenta que a filha não tenha

conseguido seguir em uma classe mista pelo despreparo da instituição.

“Seria ótimo se a Emilly pudesse socializar com alunos videntes (que enxergam), mas essa inclusão só existe no papel, não há qualquer trabalho de orientação

aos estudantes e professores para lidar com as pessoas com limitações sem preconceitos”, argumenta.

Fernanda Carvalho

Miriam deficiente visual

Miriam largou a escola onde estudava em Alvinópolis, na região Central de Minas, porque os profissionais não estavam preparados para lidar com as limitações

dela

Em Minas, unidades especiais da rede estadual de ensino podem virar centros de apoio

O movimento de inserção das pessoas com deficiência no ensino comum reflete uma série de políticas voltadas para assegurar os direitos delas. No Brasil,

as matrículas de alunos com limitações nos colégios regulares cresceram 161% de 2007 a 2016, enquanto as escolas especiais deixaram de ser a primeira opção

de muitas famílias. Hoje, as instituições especializadas têm metade dos estudantes que tinham há dez anos.

Na rede estadual mineira, só 2.563 dos 43.002 dos deficientes matriculados estão em escolas especiais, conforme a Secretaria de Estado de Educação. Diretora

de Educação Especial da pasta, Ana Regina de Carvalho espera que até 2019 as instituições da rede deixem de ofertar o ensino especial e passem a funcionar

como centros de apoio para as demais escolas. Hoje, há 26 unidades especiais em Minas, enquanto 3.245 instituições estaduais regulares recebem alunos com

deficiência. “À medida que a inclusão se fortalece, as pessoas começam a buscar as escolas comuns”, diz.

Mudanças necessárias

Mas só colocar os estudantes em salas mistas não é suficiente, ressalta Rodrigo Mendes, presidente do Instituto Rodrigo Mendes, uma das referências na

defesa da inclusão das pessoas com deficiência em escolas comuns. Para ele, a inserção deve ser acompanhada por uma série de mudanças na estrutura e no

ambiente escolar e de preparo da equipe de ensino.

“Devemos investir continuamente na formação dos educadores e na adaptação da arquitetura da escola. É fundamental o planejamento das aulas, das estratégias

de ensino e do projeto pedagógico, além de utilizar material didático adequado às necessidades dos estudantes”, diz.

Editoria de Arte

Fonte: site do Jornal Hoje em Dia por Malu Damásio com fotos de Maurício Vieira e Fernanda Carvalho.

Governo acha irregularidade em 60 mil benefícios assistenciais

MAELI PRADO BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em busca de receitas e maior eficiência nos programas sociais, o governo deu início a um primeiro pente fino no

BPC (Benefício de Prestação Continuada), direcionado a idosos e deficientes de baixíssima renda, e encontrou 60 mil benefícios irregulares. Os cancelamentos

gerarão uma economia inicial estimada em R$ 670 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Social encontrou 17 mil pagamentos a pessoas que já morreram.

Esses casos totalizam R$ 190 milhões por ano e já foram cancelados.

Em outro cruzamento de dados, foram identificadas 43 mil pessoas que recebem o recurso mesmo possuindo renda maior que o valor fixado para entrar no programa.

Uma redução ainda maior de custos é esperada em 2018, quando peritos verificarão in loco as condições físicas e de moradia dos beneficiários. Pelas regras,

têm direito a um salário mínimo deficientes incapacitados e pessoas acima de 65 anos, nos dois casos com renda familiar inferior a um quarto do piso. O

programa, que atende hoje a 2,48 milhões de deficientes e 1,99 milhão de idosos e custa R$ 50 bilhões, não era revisado desde 2008. As fiscalizações que

vêm sendo realizadas em programas como auxílio-doença, Bolsa Família e aposentadoria por invalidez são consideradas pelo Ministério do Planejamento uma

das fontes de receita para ajudar no cumprimento da meta fiscal. Essas varreduras, que geraram uma receita adicional superior a R$ 7 bilhões neste ano,

chegaram ao BPC. Entre julho e agosto, o Ministério do Desenvolvimento Social enviou cartas aos favorecidos pedindo que atualizem seus cadastros. A expectativa

é que até novembro R$ 480 milhões em incentivos sejam cancelados. "As revisões têm como objetivo dar mais eficiência ao gasto social, que cresceu muito

nos últimos anos sem revisões aprofundadas

. Há casos em que a doença não é incapacitante, e em que o usuário na verdade é candidato ao Bolsa Família, não ao BPC", diz o secretário executivo da

pasta, Alberto Beltrame. A diferença para as contas públicas é grande. O Bolsa Família paga, em média, R$ 181. O BPC concede R$ 937. O Desenvolvimento

Social aguarda o fim do pente fino do auxílio-doença para dar início à etapa mais aprofundada de revisão no BPC. "Estamos nos organizando para racionalizar

as visitas, focando somente nos casos em que é mais provável que a situação tenha mudado desde a concessão do benefício." As visitas vão avaliar não somente

as condições financeiras do beneficiário, mas também sua situação social -moradia, transporte e oportunidades de trabalho. "Ser cadeirante em São Paulo

é diferente de ser cadeirante no interior da Paraíba. São essas diferenças que a checagem também vai abordar", disse Beltrame.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Jovem de São Carlos é selecionado para ir ao Malawi ensinar música para deficientes

Gabriel dos Santos foi selecionado para participar do Move (Musicians and Organizers Volunteer Exchange), programa de intercâmbio para músicos.
Por Ana Marin*, G1 São Carlos e Araraquara
Morar em outro país e ensinar o que mais gosta de fazer a outras pessoas. Essa será a realidade nos próximos dez meses de um jovem de São Carlos (SP) que

foi selecionado para participar do Move (Musicians and Organizers Volunteer Exchange), programa de intercâmbio para músicos, no Malawi.

Gabriel Fabiano dos Santos, de 18 anos, estudou violoncelo durante seis meses no polo regional do
Projeto Guri
em São Carlos e participou do grupo de referência da unidade, Big Band. Atualmente, o jovem estuda licenciatura em música na Universidade Federal de São

Carlos (UFSCar) e seu principal instrumento é o piano .

O rapaz embarca para o país africano no dia 12 de agosto e, durante o intercâmbio, pretende implantar um projeto de música com deficientes.

“Pretendo levar a reflexão de que uma pessoa deficiente é um indivíduo social que merece ser tratado com os mesmos direitos que qualquer pessoa e fazer

parte de todo e qualquer meio, usando, para esses fins, a música como ferramenta”, disse ele ao G1.

Paixão pela música

Santos contou que a música sempre permeou sua vida e o os paise sempre o incentivaram a seguir carreira musical. “Não vivo sem e fico extremamente realizado

por ter minha vida girando em torno da música”, afirmou.

O estudante disse que após participar das duas primeiras etapas de seleção do projeto Move aguardou o resultado sem muitas expectativas.

citação
“Quando recebi a ligação, comecei a tremer. Reconheci a voz da coordenadora de projetos especiais e, ao receber a notícia, me emocionei demais. Chorei

e pulei de alegria assim que desliguei”, contou.
fim da citação
Gabriel dos Santos é um dos selecionados para o intercâmbio do Move (Foto: Divulgação/Projeto Guri)
Projeto

Questionado sobre como decidiu realizar um projeto com deficientes, o jovem relatou que na sua turma do Projeto Guri havia um deficiente visual e que percebia

as dificuldades do educador em querer evoluir todos os alunos, sem deixar ninguém para trás.

citação
“Me interessei nos problemas em relação ao ensino de música para deficientes visuais e, mais especificamente, na musicografia desenvolvida para eles. Ali

começou meu interesse e foi aprofundando através de trabalhos que fiz sobre o tema na faculdade”, declarou.
fim da citação

O jovem disse ainda que, durante o pré-curso que participou para o intercâmbio, surgiu a curiosidade sobre o envolvimento de deficientes no mundo da música

em Malawi.

citação
“Percebi que o assunto não é muito tratado por lá. Pretendo, então, desenvolver atividades que integrem os deficientes no meio da música e que gerem a

reflexão necessária sobre o tema”, justificou.
fim da citação

Mais do que trabalhar com a questão do deficiente na sociedade, Santos pretende desenvolver projetos que combatam o machismo. “Sempre com muita cautela,

tendo em mente que não irei mudar tudo num piscar de olhos, mas sim, que posso semear uma reflexão que talvez gere mudanças”, afirmou.

Jovens brasileiros que foram selecionados para o intercâmbio do Move (Foto: Divulgação/Projeto Guri)
Intercâmbio

O Move foi criado pela organização parceira JM Norway e promovido no Brasil pela Amigos do Guri, uma das gestoras do Projeto Guri, maior programa sociocultural

brasileiro, mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Além de Santos, outros cinco brasileiros participarão do programa de intercâmbio. Os jovens serão divididos em três duplas e irão viajar para Noruega,

Malawi e Moçambique.

Os músicos embarcam no dia 12 de agosto e durante os quinze primeiros dias participarão de um processo de capacitação em Oslo, na Noruega. O período de

integração tem a intenção de preparar o grupo para entender melhor a sociedade onde atuarão como voluntários e conhecer os conceitos que estruturam o Move

e a FK Norway. Após essa imersão, cada dupla seguirá seu destino.

*Sob supervisão de Fabio Rodrigues, do G1 São Carlos e Araraquara.

fonte g1

Prefeitura pagou R$ 6,9 milhões por tradução a deficientes que atendeu só 9%

uiz Fernando Toledo e Marco Antonio Carvalho

A Prefeitura de São Paulo gastou R$ 6,9 milhões por um serviço de tradução para cidadãos cegos e surdos (brailes e libra) que atendeu só 9% da população

prometida e ainda com atrasos e de forma incompleta. De 275 mil atendimentos à população previstos em contrato para os anos de 2015 e 2016, só 24,6 mil

foram realizados.

Isto aconteceu porque só parte do acordo foi executada: a empresa nunca entregou os 33 terminais de autoatendimento e 10 dispositivos Braille previstos,

que seriam instalados em diversos pontos. Além disso, o serviço de internet só começou a funcionar um ano depois de a empresa ganhar o edital, embora tenha

sido pago pelo poder público normalmente desde o começo.

O contrato para criar a Central de Interpretação de Libras foi firmado entre a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), por meio da Secretaria Municipal

da Pessoa com Deficiência (SMPED) e a empresa IMF Tecnologia e o serviço teve início em maio de 2015, com duração de 24 meses. Estava previsto atendimento

presencial, por telefone, internet e pelas centrais de autoatendimento. A ideia é que cidadãos pudessem pedir a tradução na hora de solicitar qualquer

serviço público.

As informações constam de uma auditoria produzida pela Controladoria Geral do Município divulgada nesta quarta-feira, 9. A investigação também constata

que a Prefeitura fez pagamentos adiantados de forma indevida à empresa no valor de R$ 230 mil.

Por causa da diferença entre o número de atendidos e o previsto, a CGM indica que houve "ineficiência no modo de cobrança do serviço." Se todos os atendimentos

combinados tivessem sido feitos, o custo médio por atendimento pago pela Prefeitura seria de R$ 22,99. Mas valor efetivamente pago foi de R$ 2,1 mil por

pessoa, uma diferença de 9.204,11%.

"Apesar da disparidade, não foi identificada qualquer iniciativa desta secretaria para que fosse alterado o contrato, de modo a adequar os valores cobrados

pelo serviço diante do atraso ocorrido para o início da utilização do aplicativo para atendimento e a própria adequação do mesmo a sua efetiva demanda",

diz o documento.

Alberto Pereira, assessor em inclusão e acessibilidade da Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, lembra que a

lei brasileira de inclusão determina que os gestores públicos garantam acessibilidade às pessoas com deficiência, sob pena de improbidade administrativa.

Mesmo assim, diz, "infelizmente ainda existem poucas ações para gerar acessibilidade. E as que existem, muitas vezes são equivocadas",

A massoterapeuta Geisa Souza Santos, de 38 anos, que tem deficiência visual, reclama da falta de preparo nos equipamentos públicos. "Fui a um cartório

uma vez e ninguém sabia como lidar. Eu queria ler o que estou assinando em braile, mas não tem o serviço. Até forneceram um funcionário, mas eu falava

uma coisa e ele entendia outra. Escreveram algo completamente diferente do que eu tinha falado", reclamou. Nos hospitais, o problema persiste. "Não dá

para ir sozinha, tem de estar sempre acompanhada, dependendo da ajuda dos outros", diz.

Paralisação. Os serviços da IMF deveriam continuar acontecendo até maio, mas a gestão do prefeito João Doria (PSDB) decidiu interromper os pagamentos à

empresa depois de constatar as irregularidades. Desde março nenhuma das centrais está funcionando. A Prefeitura prometeu recorreu ao governo do Estado

para buscar atendimento emergencial nas prefeituras regionais.

A empresa atribui a culpa ao governo municipal e diz que não recebeu a infraestrutura tecnológica necessária da Prodam (empresa de tecnologia municipal)

para instalá-los. Já a SMPED informa fala em uma provável "divergência técnica" entre a Prodam e a empresa contratada, mas admite que o problema "não justifica

o pagamento por serviços não realizados." Já sobre o pagamento adiantado, diz que este foi feito "visando a real necessidade" da secretaria.

A gestão do prefeito João Doria (PSDB) informou, em nota, que os serviços de interpretação não foram totalmente interrompidos. O governo destacou o funcionamento

da SMPED de segunda à sexta, das 9h às 17h, com atendimento presencial de mediação na comunicação entre pessoas com deficiência auditiva, surdos e surdo-cegos.

Destacou ainda que está instalando um sistema para atendimento virtual nas prefeituras regionais, com apoio do governo do Estado.

Já o ex-prefeito Fernando Haddad, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a CGM foi criada por ele "com o objetivo de auxiliar a execução

de contratos com terceiros e fiscalizar a sua implementação. " Destacou ainda que a solicitação de auditoria partiu da própria secretaria da pessoa com

deficiência. Para a gestão anterior, nos termos do próprio despacho da cgm, ressalvado os contraditórios, se ficar provado q houve falhas na execução por

parte da empresa, ela deve ressarcir a prefeitura. Se houve concurso ou conluio de servidores, sempre garantido amplo direito de defesa, eles devem ser

processados.

Já o advogado da IMF Tecnologia , Marcos Martins, disse que a culpa da situação é da Prefeitura. "A empresa sempre teve por parte dela a tecnologia e o

pessoal para o oferecimento de serviços", diz.

Em relação aos atendimentos, diz que o pagamento foi feito pela prestação de serviço. "A precificação do contrato não se deu pelo número de atendimentos,

mas sim posições logadas, ou seja, pessoas que estão dando atendimento. Eles deixam de considerar que existe um tempo mínimo de atendimento e de espera.

Quem fez a quantificação foi a Prefeitura no edital e a empresa cumpriu com o que estava no edital. Se ela quantificou errado, isso não pode ser atribuído

à empresa. A empresa sempre teve a tecnologia à sua disposição, tinha funcionários trabalhando desde o primeiro dia do contrato. "

Veja o posicionamento completo da empresa:

"- Os terminais de autoatendimento e dispositivos não foram instalados porque a própria SMPED desautorizou em razão da ausência de tecnologia de responsabilidade

da PRODAM. A empresa possui atestado de capacidade técnica afirmando que sempre prestou os serviços a contento e que dispunha desde o início do contrato

de pessoal especializado e sistema para execução do serviço.

- O atestado de capacidade técnica emitido pela própria SMPED comprova de forma inequívoca que a IMF Tecnologia possuía toda a infraestrutura tecnológica

para execução dos atendimentos CIL via aplicativo e demais modalidades desde o início do contrato. A empresa reforça que atendeu a todas as demandas solicitas

pelos usuários e SMPED.

- 100% do que foi contratado foi executado pela IMF até a paralisação dos serviços. A empresa não recebe sua remuneração desde dezembro/2016. fonte  Estadão
Conteúdo

Funcionários públicos de SCS aprenderão Libras para ajudar no trabalho

A Sedef (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida) iniciou um curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) no início do

mês, em São Caetano. O curso tem 265 inscritos, e desses, 51% são funcionários públicos que sentiram a necessidade de aprender a linguagem dos sinais para

melhorar o atendimento ao público.

O censo do IBGE de 2010 aponta que, em São Caetano, cerca de 8.000 pessoas têm alguma deficiência auditiva, seja total, parcial ou moderada.

Além da grande procura por parte de servidores públicos, a sociedade civil corresponde aos 49% dos inscritos, com idades entre 9 e 64 anos, o que superou

as expectativas da Sedef.

O curso de Libras traz duas inovações neste ano, sendo uma turma de gramática em Libras para surdos, que não aprendem a gramática comum, e o fornecimento

gratuito de todo o material didático necessário, elaborado por Marcelo e ilustrado pela mulher dele, Sandra Fontalvo Bessa de Lima.

*Com informações do DGABC

Fonte:
SãoCaetano.Info Site externo

Telefone do Serviço Atende passa a funcionar aos fins de semana e feriados 

O atendimento, que é gratuito, será ampliado a partir do dia 19

Os usuários do Serviço de Atendimento Especial (Atende) poderão ligar
para agendamentos também nos fins de semana e feriados. A Central de
Atendimento
funciona das 5h às 23h. Atualmente, a ligação só é recebida de segunda a
sexta-feira.

O objetivo da medida é dar maior rapidez e apoio aos cidadãos, segundo a
SPTrans. Pelo telefone, é possível agendar viagens eventuais ou cancelar
aquelas
já previstas em horário estendido. “Para muitas pessoas com deficiência,
o Atende é o único meio de transporte que assegura seu direito de ir e
vir. Por
isso queremos aprimorar cada vez mais esse serviço”, afirma o secretário
da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Van do serviço Atende

Pela Central, além de agendar ou cancelar viagens, é possível informar
atrasos de veículos, pedir autorização para transportar equipamento
extra e tirar
dúvidas. São recebidas, em média, 15 mil ligações por mês. Os telefones
para contato são: 0800-155-234 e 3124-2600, respectivamente para
ligações de telefone
fixo e de celular.
O serviço

O Atende é um serviço de transporte gratuito oferecido para pessoas com
deficiência pela Prefeitura do Município de São Paulo, gerenciado pela
São Paulo
Transporte S.A, operado pelas empresas de transporte coletivo e
cooperativas de táxis acessíveis. Ele funciona todos os dias, exceto aos
feriados, das
7h às 20h.

O serviço é destinado exclusivamente às pessoas com deficiência física,
autismo ou surdocegueira, que não possuem condições para se locomoverem
sozinhas.
Os beneficiários têm o direito de realizar seis viagens regulares ao
longo da semana (conforme a programação informada previamente em um dos
postos de
atendimento da SPTrans) e uma viagem por mês para comparecer a qualquer
tipo de consulta médica, que deve ser agendada com 20 dias de antecedência.

A viagem é concluída quando a pessoa é levada de seu local de origem até
o destino e depois retorna ao ponto de partida. Além disso, instituições
podem
usar o transporte aos fins de semana para passeios. Nesse caso, o pedido
deve ser feito, no mínimo, dez dias antes do evento.

O artigo 46 da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) assegura às pessoas com
deficiência o direito ao transporte e à mobilidade. Ela determina a
eliminação
de todas as barreiras que impeçam o seu exercício.

Quem deseja utilizar o Atende deve se cadastrar previamente no serviço.
Para isso, é necessário retirar a Ficha de Avaliação Médica pelo site (
http://www.sptrans.com.br/pdf/bilhete_unico/FAM.pdf)
ou em um dos postos de atendimento da SPTrans e entregá-la preenchida
por um médico junto com CPF, RG, ou certidão de nascimento, se for menor
de idade,
e comprovante de residência (original e cópia). Na ocasião, a pessoa
também poderá informar a programação de viagens regulares.

Central de Atendimento do Serviço Atende

Telefone: 0800-155 234 (para ligar via telefone fixo) / 3124-2600 (para
ligar via celular)
Data: todos os dias, inclusive aos fins de semana e feriados
Horário: 5h às 23h

fonte s m p e d

Inovação e tendências do mercado digital nacional e internacional são alguns atrativos do EXPO Fórum de Marketing Digital

O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e trará atrações com os maiores especialistas internacionais sobre o assunto


O Expo Fórum de Marketing Digital, que acontece nos dias 30 e 31 de agosto, no Transamerica Expo, em São Paulo, tem modelo inédito no país e investe em

formatos diferenciados nos palcos. O evento conta com o apoio da SMPED e apresentará conceituados workshops, painéis de debate e palestras.

Expo Fórum de Marketing Digital

Entre as atrações desta edição está um Talk Show comandado por Martha Gabriel, que entrevista Diogo Portugal, para abordar o tema "Da TV para o Digital:

Social Marketing e Engajamento Digital". Após o sucesso de 2016, o EXPO traz o Workshop Growth Marketing Conference diretamente do Vale do Silício, com

os maiores especialistas internacionais no assunto, liderados por Vasil Azarov, fundador do Growth Marketing Conference.

A programação será dividida em quatro palcos: Congress, Experience, What’s Next e Masters Seminars, cada um com um foco diferente. São esperadas cerca

de 3 mil pessoas dentre um público composto por anunciantes, profissionais da área de comunicação, marketing, publicidade, design, empreendedores, agências,

representantes de veículos de mídia, agentes digitais e empresas que desejam expandir suas ações no digital.

Idealizado e promovido pelo Digitalks, o EXPO Fórum de Marketing Digital trará informações úteis e atualizadas sobre o mercado nacional e internacional.

Também levantará discussões a respeito das principais práticas de mercado como, por exemplo, quais serão os próximos passos para executivos em posições

de liderança.

Todo o conteúdo foi pensado estrategicamente para superar as expectativas do público. Entre os palestrantes internacionais já confirmados para o Congresso

Internacional estão Brian Burlingame, CEO da JeffreyGroup, Clayton Wood, fundador da Growth Labs, Juan Felipe Rincón, Global Lead/Search Outreach do Google,

Katie Hutcherson, Director of Product da Adjust, Sujan Patel, Co-founder da Webprofits, e Vivian Hernandez, Manager da Wix.com.

A inscrição deve ser feita no site do Digitalks, através do link
https://digitalks.com.br/expo/.

Informações através do e-
mailforum@digitalks.com.br
ou do telefone (11) 3159-1458.

Sobre o Digitalks

O Digitalks é a principal empresa brasileira que leva conhecimento e oportunidades de negócios através de mais de 50 atividades anuais, preparando pessoas

e transformando empresas para a nova realidade digital.

Desde 2009, o Digitalks realiza eventos em todo o Brasil, dissemina conteúdo em diversos canais de comunicação –incluindo portal de notícias, revista e

TV Online––, realiza cursos de capacitação e conecta pessoas, incentivando a geração de negócios sólidos. Integrante do mesmo grupo corporativo do iMasters

e E-Commerce Brasil, a empresa tem como objetivo fomentar o setor digital.

Serviço

Expo Fórum de Marketing Digital
Data: 30 e 31 de agosto (quarta e quinta-feira)
Horário: das 9h às 19h
Local: Transamerica Expo - Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro
Informações:
forum@digitalks.com.br
e (11) 3159-1458

fonte s m p e d

domingo, 13 de agosto de 2017

McDonald’s contrata mãe para que filha com deficiência intelectual trabalhe melhor

A empresa contratou a mãe para acompanhar a filha que tem deficiência intelectual.

A jovem Ana Paula Cirilo, de 23 anos, nasceu com uma deficiência intelectual de origem congênita. A mãe, Maria da Conceição Cirilo, abdicou da própria

vida para cuidar dela.

Apesar da doença, Ana foi paratleta por 11 anos. Ela disputou diversas competições de velocidade e também foi saltadora em distância. Mas, há quatro anos,

ela abandonou o esporte para trabalhar com carteira assinada, numa franquia do
McDonald’s.

A mãe costumava acompanhar a filha da casa para o trabalho e buscá-la no final do expediente. O início não foi fácil, Ana, devido à doença, tinha convulsões

e a mãe era acionada. Quando ela passava mal, Maria da Conceição tinha que abandonar tudo o que estava fazendo para levar a filha ao hospital.

Foi assim durante dois anos, até o dia que a gerente do restaurante encontrou uma solução: contratar Maria da Conceição para trabalhar no mesmo local e

horário da filha. Dessa forma, ela poderia acompanhar de perto a rotina de Ana Paula. Esse é o segundo emprego da dona de casa com carteira assinada.

“Ela se sente mais segura com a mãe por perto e com isso seu rendimento melhorou muit0. As duas são ótimas funcionárias”, afirma a gerente Gilma Oliveira.


Ana Paula é só gratidão ao esforço da mãe que não trabalhava para cuidar dela. “Ela abdicou da vida para ficar ao meu lado, para cuidar de mim. E agora

trabalhar ao lado dela e ver a sua felicidade, também me deixa muito feliz.”

Maria da Conceição conta que a vida mudou depois que voltou a trabalhar. Até então, ela trabalhava em casa de família, lavando roupa ou cuidando de crianças,

mas sempre de olho em Ana Paula. “Quando o telefone tocava já ficava com o coração na mão. Agora estou sempre perto da minha filha. A gente vem e volta

para trabalhar juntas, é uma grande felicidade”, afirmou.

“Também me sinto realizada em ter tido uma chance. Na época, eu estava com 52 anos e tive a oportunidade de ter meu primeiro emprego com carteira assinada.

Não me sentia capaz. Mas acreditaram em mim e hoje sou muito feliz e agradecida”, falou Conceição.

Mas, elas têm mais um motivo para estarem felizes. Ana Paula descobriu que está grávida de seis meses da pequena Ana Júlia.

Fonte: Razões para Acreditar