segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Última plenária de 2017 do CMPD é marcada por teatro, música e planos para o novo ano

“Nosso foco no início de 2018 será proporcionar mais atividades culturais para os cidadãos com deficiência”, afirmou a presidente do conselho
A última plenária do ano realizada pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo ( CMPD) aconteceu sábado passado, 2 de dezembro, na Câmara

Municipal da capital. A reunião foi marcada por apresentações de teatro, música e planos para 2018 relacionados, principalmente, a atividades culturais.


A mesa de abertura do evento foi composta por Flávio Adauto Fenólio, chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), Ana Cláudia

Domingues, presidente do CMPD, Carlos Jorge, conselheiro surdocego e o Coordenador de Projetos socioculturais do Instituto Tomie Ohtake, Luis Soares.

Última plenária de 2017 do CMPD

Em seu pronunciamento, o chefe de gabinete da SMPED destacou a importância da parceria entre a Secretaria e o CMPD para assegurar os direitos e a inclusão

das pessoas com deficiência. “A parceria entre representantes da sociedade civil e do poder público é essencial para a implementação de políticas públicas

efetivas, pois elas precisam ser elaboradas a partir das demandas da população”, afirmou Fenólio.

Por sua vez, a presidente do CMPD agradeceu pelo apoio recebido nos primeiros meses da nova gestão, que teve início em setembro deste ano. “A cooperação

e o engajamento de todos é o que possibilita colocar em prática nossas ações em prol da inclusão. Nosso foco no início de 2018 será propiciar mais atividades

culturais para os cidadãos com deficiência”, declarou Ana Cláudia. O representante do Instituto Tomie Ohtake (nome) propôs estreitar os laços com o CMPD

para colaborar r nessa tarefa.

Os integrantes da Nina Companhia de Teatro, formada por atores e atrizes com e sem deficiência, roubaram a cena com uma encenação na qual apresentaram

pequenos retratos do cotidiano. A peça transmite a mensagem de que devemos aproveitar todos os momentos que vivenciamos no presente, por mais simples que

sejam.

Logo depois do espetáculo, a plenária foi dominada e agitada por apresentações musicais. O grupo Nascente do Canto, também composto por pessoas com deficiência,

entoou clássicos do samba e da música popular brasileira. Por fim, a dupla Fábio e Verônica prosseguiu com o canto de brasilidades. Assim, as atividades

de 2017 do CMPD se encerraram em ritmo de festa.

Por Brenda Cunha
E-mail:
brendacunha@prefeitura.sp.gov
brendacunha@prefeitura.sp.gov.br
fonte s m p e d

Participantes do ‘Dia D’ são contratados pela Prefeitura de São Paulo

Em menos de 20 dias, Aline de Cássia e Wagner dos Santos começaram a trabalhar em órgão da Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo. A contratação

é pioneira
A 4ª edição do ‘Dia D’ de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Beneficiários Reabilitados do INSS, ocorrida em 29 de setembro,

gerou resultados em menos de 20 dias: dois participantes do evento, Aline de Cássia e Wagner dos Santos, são os novos funcionários do Centro de Apoio ao

Trabalho e Empreendedorismo (CATe) do centro da capital. Cerca de 50 empresas integraram a ação, mas o órgão foi o primeiro a dar uma oportunidade de trabalho

aos candidatos.

Aline de Cássia Escapucini, de 35 anos, é formada em Gestão de Recursos Humanos há cinco anos, mas fazia oito meses que estava desempregada. Na busca pela

recolocação no mercado de trabalho, a profissional, que é cadeirante devido à mielomeningocele, também já tinha participado da 1ª edição do ContrataSP,

outra ação da Prefeitura dedicada à empregabilidade de pessoas com deficiência realizada em julho.

A candidata estava confiante em relação ao Dia D, mas não imaginava que conseguiria uma oportunidade logo no CATe. “Pensei que a forma de contratação era

outra. Um dos colaboradores notou a maneira como eu estava falando com todo mundo sobre meu currículo, e a supervisão se interessou”, conta Escapucini.


Ela foi chamada para uma entrevista, e, depois de passar dias de ansiedade à espera de um retorno – recebeu uma resposta positiva. “Entre duas possibilidades,

escolhi o CATe, por ser uma oportunidade de trabalhar na minha área,”, afirma. A funcionária começou a trabalhar no dia 17 de outubro. Após o período de

experiência, exercerá atividades no setor administrativo, captando novas vagas e interligando as empresas aos trabalhadores.

Um dia antes de Aline, Wagner dos Santos chegou ao CATe, onde é um dos responsáveis pelo atendimento aos munícipes. Estreante no ‘Dia D’, ele estava descrente

em relação às possibilidades de emprego oferecidas pelo evento. “Fazia um ano que eu estava desempregado, então estava dando tiro no escuro. Eu fui porque

a gente tem que correr atrás”, afirma.

Ele diz que ficou confiante ao ser chamado para a entrevista.“Eu estava muito desesperado mesmo, ainda mais porque sou um pai de família”, conta. O novo

funcionário do CATe é paraplégico e acumula uma experiência de nove anos em atendimento ao público; mesmo assim enfrentou barreiras para reconquistar um

emprego, por isso estava desacreditado. “Já fui em muitas empresas que falavam que a experiência seria um diferencial, mas eu não era chamado para nada.


Simplesmente eu ia na entrevista e não recebia retorno. Então, estava sentindo um pouco de preconceito, sim”, afirma. Na opinião dele, muitos lugares só

tinham a intenção de preencher a Lei de Cotas (8.213/91), mas para isso procuravam um perfil específico. “Eles queriam mais uma pessoa que não aparentava

ter deficiência”, declara.

Felizes com a conquista do tão almejado emprego, Santos e Escapucini planejam agora investir nos estudos. Ela já sabe o caminho que quer seguir : “Quero

fazer faculdade ou uma pós em psicologia social ou organizacional”, conta.
Por Brenda Cunha
E-mail:
brendacunha@prefeitura.sp.gov.br
 fonte s m p e d

Prefeitura de Curitiba quer limitar número de passagens de ônibus para pessoas com deficiência física

Medida que também deve valer para pessoas aposentadas por invalidez teria sido sugerida pelo Tribunal de Contas.
Por RPC Curitiba
Um decreto da Prefeitura de Curitiba pretende limitar o número de passagens de ônibus disponíveis para pessoas portadoras de deficiência física e para

aposentados por invalidez. Atualmente, elas podem usar os ônibus de forma ilimitada, desde que tenham o cartão da Urbs, que libera a passagem nas catracas.


Segundo a prefeitura, a medida tem como objetivo reduzir os gastos com essas pessoas, que representariam 14,33% da tarifa cobrada atualmente na cidade,

no valor de R$ 4,25.

Conforme o decreto, pessoas portadoras de deficiência terão direito a 100 viagens gratuitas por mês. O número dobra, caso elas necessitem de um acompanhante.

Já para os aposentados, a ideia é conceder apenas 25 passagens mensais.

Para o gestor de fiscalização da Urbs, Amilton Daemme, o benefício deveria ser usado para situações específicas. "Esse benefício é para a pessoa buscar

um tratamento, para fazer os seus deslocamentos para fazer um tratamento, fazer um acompanhamento médico, enfim. E como esse grupo multidisciplinar, que

são pessoas técnicas da saúde, da educação da FAS [Fundação de Ação Social] nos recomendaram que esse número é mais que suficiente para fazer esses tratamentos",

diz

Combate a fraudes

A prefeitura informou que a medida tem como objetivo reduzir as fraudes no sistema. A Urbs, autarquia que cuida do transporte, recebeu informações de que

algumas pessoas estavam vendendo os cartões de gratuidade.

Além disso, a medida atenderia a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que teria sugerido a exclusão de gratuidades no sistema

de Curitiba que não constem em legislação federal.

Punição aos deficientes

Para o Diretor da Associação dos Deficientes do Paraná, Mauro Nardini, a medida da prefeitura vai acabar gerando uma punição a todas as pessoas que eram

beneficiadas com as passagens. Ele considera a medida injusta e quer que ela seja revista.

"Eu acho que a Urbs é que tem que buscar coibir essa questão da fraude nos cartões. E com relação a oneração da passagem, não somos nós que vamos jogar

lá em cima a passagem, pela quantidade ou pelo número de isenções que o idoso, a pessoa com deficiência ou aquela pessoa aposentada por invalidez [tem

direito]", diz.

De acordo com a Urbs, atualmente, há 12 mil pessoas com deficiência com direito à isenção e outras 5 mil aposentadas por invalidez que usufruem do benefício.


 fonteG1 Paraná.

DFTrans amplia prazo para recadastramento de usuários com deficiência

Processo segue aberto até 31 de janeiro de 2018. Além da novidade, pasta informou ter ampliado capacidade digital para entrega dos documentos
O prazo para que usuários de transporte público do Distrito Federal com deficiência ou doença crônica — por lei, tem direito ao uso gratuito — atualizem

o cadastro no DFTrans foi prorrogado. Agora, segue até o dia 31 de janeiro de 2018. O recadastramento deve ser feito pela internet, através do
portal do Bilhete Único.
Anteriormente,
a atualização seguiria até 15 de dezembro.
De acordo com o Transporte Urbano do DF, a prorrogação aconteceu pela fraca procura do serviço durante o período de abertura, em 16 de novembro. De mais

de 60 mil que têm cadastro ativo, somente cerca de 6 mil deram início ao envio de documentação.
Para aqueles que deram início ao processo de recadastramento, o DFTrans informa, apenas, que vai fazer a análise dos dados e, em caso de pendências, solicitará

o documento que falta.
Ainda de acordo com a pasta, além da prorrogação, o DFTrans afirmou que houve a ampliação da capacidade do portal do Bilhete Único para a entrega dos documentos

digitais. Atualmente, todos os arquivos podem ter até três gigabytes de espaço.

Funcionamento
Para fazer a atualização do cadastro, o usuário precisa anexar documentos como laudo médico, CPF, carteira de identidade, comprovante de residência e foto

3x4. Entretanto, a Secretaria de Mobilidade diz que quem entregou o laudo médico antes da ampliação do prazo, não precisa anexar outro pelo sistema.
Ainda de acordo com a secretaria, todo o processo de atualização é necessário para adequar os cadastros à biometria facial, ainda em fase de implementação

no DF. A medida servirá para evitar fraudes no sistema.

Direito
Segundo legislação distrital, a gratuidade no transporte público para pessoas com deficiência é válida para:
- Quem tem insuficiência renal e cardíaca crônica;
- Pacientes com câncer;
- Portadores de vírus HIV;
- Pessoas com anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia);
- Pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.

Com informações da Agência Brasília
fonte correio brasiliense

sábado, 9 de dezembro de 2017

Google libera uso da acessibilidade para desenvolvedores de apps

A gigante de tecnologia voltou atrás na decisão anunciada e vai disponibilizar licenças para recursos de acessibilidade aos desenvolvedores que entraram

em contato
O Google voltou atrás. No mês passado, a empresa enviou uma notificação a todos os desenvolvedores de aplicativos que utilizavam os serviços de acessibilidade,

dizendo que eles deveriam mudar as funcionalidades que obrigavam o usuário a permitir o acesso.

Esse anúncio gerou uma grande insatisfação por parte dos desenvolvedores e usuários que utilizam os aplicativos que dependem dessas permissões. A partir

de agora, os apps deverão provar que são projetados para ajudar as pessoas que possuem algum tipo de deficiência e necessitam do software.

Acessibilidade

Os desenvolvedores que entraram em contato com a companhia para tratar do assunto estão recebendo um email com termos atualizados, visto que a empresa

entende que existem apps legítimos que precisam da permissão. Para os que tiveram suas autorizações negadas, a Google liberou que eles enviem justificativas

explicando os motivos da necessidade das licenças.

Pelo visto, a Gigante das Buscas ouviu sua comunidade e não quer perder público com mudanças e proibições drásticas, principalmente quanto a aplicativos

que buscam ajudar as pessoas.

Fonte:
TecMundo Site externo

Motorista de Uber diz a mulher cega: ‘cão no meu carro, não’

Faltavam poucos minutos para a meia-noite do sábado passado quando a economista Marcela Vilela, de 34 anos, solicitou um carro do Uber para voltar para

a casa, em Copacabana, após visitar um parente em Cosme Velho, zona sul do Rio. Estava acompanhada da sogra e de Cruizer, seu cão-guia há cinco meses,

quando o veículo encostou. “Cachorro no meu carro, não”, disse o motorista, que partiu mesmo após ter ouvido que estava descumprindo a lei.

O caso de Marcela não é exceção. Ao menos no Rio e em São Paulo, passageiros com deficiência visual têm sido recusados por motoristas do Uber por causa

da presença de cães-guia. “Tive três problemas só no último mês. Em duas ocasiões, o motorista chegou para me buscar e quando viu o cão-guia não quis me

levar. Da outra vez, liguei para avisar que era deficiente visual e tinha um cachorro comigo e, na sequência, o motorista cancelou a corrida”, conta.

“Toda vez que acontece isso faço queixa pelo próprio aplicativo, que é acessível para quem sofre de deficiência visual. O Uber entra em contato por e-mail,

dá crédito para uma próxima corrida e diz bloquear aquele motorista para o meu perfil. Mas isso não tem resolvido o meu problema. Não é uma questão de

crédito, a gente só quer ter o direito assegurado”, diz Marcela.

Protesto. A recorrência dos casos de recusa de corrida por causa do cão-guia levou a blogueira paulistana Mellina Reis, de 33 anos, a relatar o problema

em seu canal no YouTube. “É um transtorno enorme. Às vezes está chovendo, a gente está atrasada ou é muito tarde e eles simplesmente vão embora por causa

da Hillary”, conta Mellina, que começou a perder a visão aos 14 anos e hoje conta em seu blog as viagens que faz sozinha na companhia da labrador que a

acompanha há três anos.

“Cão-guia não é um pet, não é cachorro de estimação. A Hillary é meus olhos, melhorou muito a minha autonomia, minha qualidade de vida. Não abro mão dela.

Dá para perceber que muitos motoristas não tiveram orientação, sequer sabem da lei. É um problema que piorou depois da criação do Uber pet”, diz Mellina,

citando o serviço criado em 2015 que oferecia carros com motoristas dispostos a levar animais de estimação, mas extinto em 2016.

Presidente da Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, Mizael Conrado de Oliveira lembra que

esse tipo de prática é uma discriminação passível de prisão de até 3 anos e multa. “É uma postura lamentável desses motoristas. Esse é um direito consagrado

pela Lei Brasileira de Inclusão, que tipifica discriminação como crime.”

Em nota, o Uber afirmou que fornece material informativo aos parceiros avisando sobre a obrigatoriedade por lei de se aceitar cães-guia nos veículos e

contata o motorista quando há queixa de passageiro. Segundo a empresa, “infrações a esta lei podem levar à desativação de um parceiro da plataforma”.

 por FABIO LEITE , O Estado de S. Paulo
 fonte estadão

Liga da Justiça do bem: alunos com deficiência se "transformam" em super-heróis

Crianças com deficiências viram super-heróis em ensaio fotográfico
fim da lista

Para revelar a força interior de crianças com deficiência, um grupo de universitários da Unifei (Universidade Federal de Itajubá) transformou os alunos

de uma escola especial do sul de Minas Gerais em seus super-heróis favoritos, criando uma verdadeira Liga da Justiça.

Happyxel/Divulgação
O projeto batizado de "Happyxel" foi inspirado no trabalho do fotógrafo norte-americano Josh Rossi, que fez a transformação com crianças com doenças graves

em fase terminal. "A ideia foi replicar essa proposta com crianças com deficiências, para que elas nunca se sintam diminuídas por isso", disse Cleber Gonçalves

Jr., professor da universidade, que foi convidado pelos alunos a fazer parte da equipe.

Foram cogitadas algumas instituições da região para aplicar esse trabalho, mas a escolhida mesmo foi a Escola Estadual de Educação Especial Novo Tempo,

onde 90% dos alunos possuem algum tipo de deficiência. São crianças de 6 a 12 anos com deficiências intelectuais, autismo, hiperatividade, deficiência

no processamento de informações, deficiência auditiva e síndrome de Down.

Happyxel/Divulgação

Ao todo, 11 dessas crianças foram fotografadas fantasiados de super-heróis de histórias em quadrinhos e do cinema –Homem-Aranha, Lanterna Verde, Flash,

Super-Homem, Batman, Capitão América e até o vilão Darth Vader, entre outros. E, com a mágica da edição, o ensaio fotográfico foi transformado em pôsteres

e entregue de presente para as crianças ao final do projeto.

"Foi extremamente gratificante ver a reação delas ao receberem o presente. Algumas chegaram a questionar: 'sou eu mesmo?' Todas elas receberam a pôster

com um sorriso imenso. Era muita alegria expressa também no olhar", comenta Gonçalves Jr., que fez as fotos juntos com os estudantes Murilo Buscariolo

e Leonardo Santos.

A iniciativa foi resultado de um projeto de empreendedorismo social, que contou com a participação de 9 alunos dos cursos de engenharia mecânica, engenharia

de controle e automação, engenharia de produção, engenharia aeronáutica, química e ciência da computação, além do professor convidado.
fonte Do UOL, em São Paulo