sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

SESSÃO AZUL: CINEMA ADAPTADO PARA CRIANÇA AUTISTA

SESSÃO AZUL: CINEMA ADAPTADO PARA CRIANÇA AUTISTA

Falta muita compreensão e informação diante do comportamento das crianças com espectro autista. Isso muitas vezes faz com que as famílias não saiam de

casa com as crianças. Sair de casa já é uma dificuldade, e ainda temos que lidar com situações que não são causadas por nossos filhos, mas sim pelo preconceito

dos outros. Ainda assim, definitivamente, ficar em casa não resolve o problema. O relato é de Amanda Marchioreto, psicopedagoga e mãe do Leonardo, que

tem cinco anos e foi diagnosticado com transtorno do espectro autista aos três. A família mora em São Paulo e costuma frequentar alguns espaços culturais

como as feiras da Praça Elis Regina, Parque da Água Branca, parques de jogos eletrônicos e Sesc Pompeia, na zona oeste da cidade. E, desde 2015, passaram

a ir também ao cinema, pois nasceu o projeto "Sessão Azul – sessões de cinema adaptadas para crianças com distúrbios sensoriais e suas famílias", criado

pelas psicólogas Carolina Salviano e Bruna Manta e pelo gerente de projetos de TI (tecnologia da informação) Leonardo Cardoso.

Sessão Azul: Cinema adaptado para criança autista

PraCegoVer: O filme exibido em cada sessão é um escolhido pelo público. Créditos: Ana Carina Manta

Como surgiu o projeto Sessão Azul

"Após anos escutando, observando e vivenciando experiências de famílias de pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), identificamos vários casos

em que muitas vezes elas deixavam de ter convívio social por receio ou em, alguns casos, até vergonha da reação do autista em situações que para ele talvez

não sejam tão confortáveis, como por exemplo, ir ao shopping, restaurantes, frequentar festas, ou ir ao cinema", contou Leonardo ao Catraquinha.

O que é o Transtorno do Espectro Autista

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o

nascimento. Esses distúrbios se caracterizam, entre outras características, pela dificuldade na comunicação social e por comportamentos repetitivos. Embora

todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde

o nascimento e serem óbvias para todos, ou podem ser sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento. Fonte: Autismo e Realidade.

Sessão Azul: como é?

Mas, como assim? Como funciona uma sessão de cinema adaptada para crianças com distúrbios sensoriais ?

Uma pessoa autista pode ter alguma forma de sensibilidade sensorial. Isto pode ocorrer em um ou em mais dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato

e paladar – que podem ser mais ou menos intensificados. Por exemplo, uma pessoa autista pode achar determinados sons de fundo que outras pessoas ignorariam

insuportavelmente barulhentos. Isto pode causar ansiedade ou mesmo dor física. Alguns indivíduos que são subsensíveis podem não sentir dor ou temperaturas

extremas. Algumas podem balançar, rodar ou agitar as mãos para criar sensação, ou para ajudar com o balanço e a postura, ou para lidar com o stress; ou,

ainda, para demonstrar alegria. Fonte: Autismo e Realidade.

Sessão Azul: adaptações

Na Sessão Azul, antes de tudo, as crianças estão livres dos trailers comerciais. A sala de cinema permanece com as luzes levemente acesas, o som mais baixo

e a plateia está livre para andar, dançar, gritar ou cantar à vontade. "Sempre achei que, ao entrar na sala escura, o Leonardo travaria, ou sairia da sala

que as luzes se acendessem imediatamente. Manter o local com as mesmas características é fundamental para ele poder ficar na sala de cinema". A mãe também

pontuou que poder andar durante a exibição é um fator muito importante. "O fato de ele estar em movimento não significa que não esteja assistindo ao filme.

Essas peculiaridades do meu filho e outras características que existem em pessoas com Transtorno do Espectro Autista impossibilitam nossa ida ao cinema

com as regras de comportamento convencionais".

Sessão Azul: Leonardo com os pais

PraCegoVer: O pequeno Leonardo com os pais Amanda e Alexandre. Créditos: arquivo pessoal

Sessão Azul: um projeto inclusivo

É importante dizer que os filmes são exibidos principalmente para as crianças com distúrbios sensoriais, porém elas são públicas. "Todos são muito bem-vindos

as Sessões Azuis, pois é com a ajuda de todos que conseguiremos desenvolver a verdadeira inclusão e socialização", lembra Leonardo.

Amanda, que também é professora e frequentadora assídua das sessões, explica que a família usa, inclusive, os passeios como um "treinamento". A ideia é

que ele se acostume com o ambiente e que consiga assistir o filme o máximo de tempo possível, até que esteja preparado para as salas de cinema tradicionais.

"Nosso sonho é levar o Léo para o cinema e que possa apreciar filmes tanto quanto nós, pais, gostamos. Mas já dá para perceber que ele gosta de ir ao cinema,

tem os momentos em que ele assiste compenetrado, outros assiste mais agitado, come pipoca e toma refrigerante, corre na frente da tela, para quando tem

cenas de humor físico, voltando a prestar atenção. Ele ainda não fala, mas podemos sentir a sua alegria e satisfação após cada sessão de cinema", finaliza.


Sessão Azul: Leonardo assistindo o filme na frente da telona

PraCegoVer: Leonardo assistindo um filme na frente da telona. Créditos: arquivo pessoal.

Sessão Azul: programação

Desde dezembro de 2015, foram realizadas mais de 70 sessões, atingindo mais de oito mil pessoas, espalhados em 14 cidades brasileiras, sendo para muitas

delas a primeira experiência no cinema com seus filhos.

Os organizadores estão muito felizes com os resultados. "Hoje já temos alguns casos de famílias que, após a participação em algumas exibições, passaram

a frequentar sessões regulares sem receio da reação de suas crianças. Principalmente devido a estes resultados, temos certeza de que estamos no caminho

certo e que precisamos continuar".

Clique para ver quando e onde acontece a próxima Sessão Azul.

Logo Sessão Azul

PraCegoVer: uma claquete de cinema com a inscrição "Sessão Azul".

Fonte: Catraca Livre

Carros 2018 para PcD. Isenções, marcas e modelos.

por
Ricardo Shimosakai
Carros 2018 para PcD. A Secretaria da Fazenda do Sistema de Controle de Pedidos Fiscais para Veículos Automotores está em operação desde 17 de outubro

na Internet, no portal da Secretaria
www.fazenda.sp.gov.br.
Por ele, será possível fazer o pedido de isenção do ICMS e IPVA, sem necessidade do deslocamento
físico do solicitante até o Posto Fiscal.

A isenção do IPI e IOF poderão ser solicitados pelo site da Receita Federal, por meio do Sisen. O acesso ao sistema será feito mediante a utilização de

certificado digital ou código de acesso, e poderão ter o pedido respondido em até 72 horas.

No Estado de São Pulo foi criado um decreto que regulamenta a Lei nº 16.498/2017 e amplia o benefício de isenção de IPVA para deficientes. A partir da

publicação da norma, pessoas com deficiência física – condutoras ou não -, deficiência visual, mental severa ou profunda, e autistas, também serão contempladas

com a isenção.

Abaixo estão listados os veículos que são vendidos com isenção total (IPI e ICMS). As informações foram colhidas nas concessionárias autorizadas e pelos

sites oficiais das marcas. Esta matéria visa dar uma base das ofertas do mercado automotivo, e qualquer mudança ou acréscimo que não esteja de acordo com

as informações aqui colocadas, são de responsabilidade das empresas vendedoras.

Por isso, caso esteja interessado em comprar, confirme as informações no seu local de compra. Até mesmo porque, apesar do valor do automóvel ser tabelado

de fábrica, outros acessórios e serviços pode ser oferecido pelas concessionárias para conseguir conquistar o cliente, e dessa forma o preço final acaba

sendo diferente para cada loja.

Carros 2018 para PcD. Marcas, modelos e valores.
Volkswagen
Polo Comfortline 200 TSI – R$ 50.447,31
SpaceFox Trendline 1.6 MSI – R$ 44.762,01
move up! 1.0 MPI – R$ 39.501,56
Renault
CAPTUR Life 1.6 CVT – R$ 53.554,00
Fluence Dynamique 2.0 CVT – R$ 69.990,00
DUSTER Authentique 1.6 CVT – R$ 45.902,00
SANDERO STEPWAY 1.6 SCe Easy’R – R$ 38.250,00
Honda
Fit Personal CVT Automático – R$ 53.236,08
Ford
New Fiesta Hatch SE Plus 1.6 AT – R$ 43.797,78
New Fiesta Hatch SEL 1.6 AT – R$ 47.688,93
Peugeot
408 Business Pro THP 1.6 – R$ 49.990,00
2008 Allure Business 1.6 – R$ 49.990,00
308 Business Pro THP – R$ 69.990,00
Nissan
Kicks 1.6 S Direct CVT – R$ 53.082,00
Versa 1.6 SV CVT – R$ 47.166,00
Versa 1.6 SL CVT – R$ 52.077,00
Versa 1.6 Unique CVT – R$ 53.237,00
March 1.6 SV CVT – R$ 44.073,00
March 1.6 SL CVT – R$ 47.166,00
Hyundai
Creta Attitude 1.6 AT – R$ 54.662,19
HB20 S Premium 1.6 AT – R$ 53.892,30
Chevrolet
Onix LT R7P – R$ 40.461,35
Onix LTZ R7L – R$44.048,50
Onix Activ R7R – R$46.158,63
Prisma LT R8H – R$43.739,55
Prisma LTZ R8K – R$47.917,78
Cobalt 1.8 LTZ R7S – R$46.790,10
Spin Advantage – R$47.639,43

Toyota
Etios Hatch X – R$ 41.437,06
Etios Hatch XS – R$ 45.571,72
Etios Hatch XLS – R$ 49.846,78
Etios Sedan X – R$ 45.206,56
Etios Sedan XS – R$ 47.819,96
Etios Sedan XLS – R$ 52.110,65

Citroën
Aircross 1.6 Live Automático – R$46.990,00
C3 1.6 Attraction Automático – R$49.096,00
Jeep
Renegade 1.8 Automático 16V Flex 4P – R$ 54.655

Menino de 8 anos deficiente visual cai em bueiro e morre em Campos Novos

    Garoto ficou 10 minutos desaparecido na terça (16) quando foi achado em vala.
Por G1 SC
Criança morreu em bueiro em Campos Novos (Foto: Bombeiros/Divulgação)
Um menino de 8 anos morreu na tarde de terça-feira (16) após cair de uma altura de 1,5 metros em um bueiro em Campos Novos, no Oeste catarinense. O menino

era deficiente visual e, segundo familiares aos bombeiros, ele estava há 10 minutos desaparecido.

O acidente ocorreu na Rua Hercilio Rupp no bairro Nossa Senhora de Lurdes, informou o Corpo de Bombeiros.

Quando os bombeiros foram acionados, a vítima já estava fora da água e moradores da região tentavam fazer a reanimação.

No entanto, segundo os bombeiros, o garoto já não tinha sinais vitais. Ele apresentava sinais de afogamento e também teve o antebraço fraturado.

Os socorristas tentaram novamente a reanimação a caminho do Hospital Doutor José Athanásio, sem sucesso.
 fonte g1

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Prefeitura do Rio distribui ingressos no sambódromo setor para PCDs

As inscrições começam no dia 22/1; 300 entradas serão distribuídas para o público com alguma deficiência acompanhar os desfiles
A Prefeitura do Rio, através da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência, em parceria com a RioTur, abre inscrições para entrega gratuita de ingressos destinados

as pessoas com deficiência, para o carnaval 2018. Serão distribuídos 300 convites: por dia de desfile, para a frisa do setor 13 do Sambódromo, para os

desfiles do Grupo de Acesso e Grupo Especial, que serão realizados nos dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro, além dos Desfiles das Campeãs, no dia 17.

As inscrições começam no dia 22 e vão até o dia 26 de janeiro (ou enquanto durarem as vagas), no CIAD Mestre Candeia, localizado na Avenida Presidente

Vargas, 1997 – 3º andar, das 10h às 16h. Para realizar a inscrição é necessário apresentar o laudo médico e um documento de identificação com foto. Outra

pessoa poderá fazer a inscrição, desde que apresente o laudo comprovando a deficiência e documento de identificação com foto da pessoa com deficiência

que será inscrita, além do seu próprio documento de identificação. O convite sairá no nome da pessoa com deficiência. Cada pessoa com deficiência tem direito

a um acompanhante.

No dia do desfile, só será permitida entrada com ingresso e documento de identificação com foto da pessoa com deficiência. Crianças a partir de 7 anos

só poderão entrar com o convite. Cadeirantes poderão escolher um dia do grupo de acesso e dois dias do grupo especial, incluindo o desfile das campeãs,

para assistir. Para demais deficiências, a escolha deve ser feita para um dia do grupo de acesso e um dia do grupo especial, incluindo o desfile das campeãs,

no ato de inscrição. A entrega dos convites acontece do dia 1 ao dia 07 de fevereiro, das 10h às 16h, também no CIAD Mestre Candeia.

O quê: Inscrição para entrega gratuita de ingressos para o Carnaval 2018.
Quando: de 22 a 26/1, das 10 às 16h
Onde: CIAD Mestre Candeia
End.: Av. Presidente Vargas, 1997, Quadra esportiva, 3º andar, Centro, Rio de Janeiro – RJ

Fonte:
Jornal do Brasil Site externo

CPB prevê mais de 200 eventos no Centro Paralímpico em 2018

Por CPB
Após o primeiro ano completo de utilização do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, o Comitê Paralímpico Brasileiro prevê um calendário ainda

mais cheio nesta temporada. Em 2018, estão previstos 207 eventos na instalação inaugurada em maio de 2016 - um crescimento em relação aos 172 que lotaram

o principal legado estrutural dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.

Além das equipes que treinam de maneira permanente no CT, diversas fases de treinamento, competições e ações de fomento do paradesporto serão desenvolvidas

em 2018. A primeira já tem data marcada: a partir de 21 de janeiro, o Projeto Camping Paralímpico reunirá em São Paulo os destaques de atletismo e natação

da última Paralimpíada Escolar. A ideia é dar oportunidade de desenvolvimento a esses jovens atletas e aos treinadores que os guiaram em 2017. O evento

se estenderá até 5 de fevereiro.

A intenção também é a de ampliar o atendimento aos atletas em 2018. No ano passado, 12.916 competidores paralímpicos de 17 modalidades diferentes utilizaram

a estrutura do CT em algum momento. Se o Parapan de Jovens 2017 foi a primeira grande competição internacional da estrutura, em 2018 diversos esportes

trarão atletas de outros países a São Paulo.

É o caso do Grand Prix Internacional de Judô, que acontecerá no dia 17 de março, do Open Internacional de Bocha (20 a 27 de maio) e de mais uma edição

do Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação, que integra os circuitos internacionais do IPC das respectivas modalidades, e pela segunda

vez acontecerá no CT Paralímpico.

"O Centro de Treinamento Paralímpico, com uma estrutura deste porte, tem o potencial para ser o alicerce da preparação não só para os Jogos de Tóquio,

em 2020, como também para os seguintes. Também nos cria uma série de possibilidades para o desenvolvimento do paradesporto no Brasil. É desta maneira que

estamos nos planejando para os próximos anos", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

Tetraplégico cai duas vezes durante viagem e Justiça condena companhia aérea

Médico Tayron da Silva, de 28 anos, conta que nunca pensou em passar tanto constrangimento e espera que empresa aérea reveja treinamento de funcionários

(Foto: Arquivo pessoal)

A Justiça do Acre condenou a Azul Linhas aéreas a pagar R$ 30 mil ao médico Tayron Ismael Oliveira da Silva, de 28 anos, por tratamento vexatório. O homem

é tetraplégico e caiu duas vezes durante uma viagem pela empresa aérea em 2015 durante o trajeto de Manaus (AM) a Rio Branco.

Ele conta que em uma das quedas ficou de joelhos no corredor do avião e em outra caiu com o rosto no asfalto, no momento do embarque.

A sentença do juiz Gustavo Sirena, da Vara Cível da Comarca de Brasileia, foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) nesta terça-feira (16).

A empresa ainda foi condenada a pagar R$ 1,6 mil por danificar a cadeira de rodas nova e adaptada de Silva. Em nota ao G1, a Azul informou que “não comenta

casos sub judice”.

“Nunca pensei que iria passar por uma situação tão constrangedora na minha vida. Naquele momento, não conseguia nem pensar”, lembra.

O jovem relatou que é paciente do Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, e todos os anos viaja para fazer exames. No dia em que passou pelo constrangimento,

ele chegou em Manaus e tinha um tempo de espera de 12 horas. Ele conta que desembarcou tranquilamente na cadeira dele e foi para um hotel.

‘Fiquei morto de vergonha’

Os problemas começaram no momento de embarcar em Manaus. O médico estava acompanhado pela mulher que foi treinada pelo hospital para dar toda a assistência

a ele.

Dois funcionários da Azul empurravam a cadeira adaptada quando a companheira informou que a cadeira não entrava na aeronave. Segundo ele, os dois insistiram

e não deram ouvidos ao casal, que dizia como os funcionários deviam proceder.

“Um dos funcionários entrou no corredor da aeronave e ficou atrás da cadeira. Ele não tinha como passar para frente e ajudar o outro a me colocar na poltrona

do avião. O que estava na frente me pegou pelos braços, eu falei que precisava ser pela cinta e que precisava da ajuda de outra pessoa. Ele não ouviu,

foi super grosso, me pegou pelos braços e diretamente fui de joelhos ao chão”, relata.

Após ser colocado na poltrona, Silva e a mulher seguiram para Porto Velho (RO). Ao desembarcar, os dois perguntaram pela cadeira adaptada que era usada

por ele. No entanto, foram informados de que o médico iria ficar na cadeira da companhia, pois o tempo de espera do voo era curto. Na sala de espera, o

voo atrasou e o cadeirante foi o último a embarcar.

Silva conta que novamente enfrentou problemas. O médico relatou que o funcionário da Azul empurrava a cadeira muito rápido e, devido à depredação causada

pelo asfalto nas rodas da cadeira, ele teve um espasmo de tronco e caiu com o rosto diretamente no chão.

“Ainda tive que acalmar o funcionário que estava comigo, ele começou a gritar e chamava um médico. Expliquei que era médico e que ele poderia ficar tranquilo.

Fiquei morto de vergonha, nunca pensei passar por tamanho constrangimento. Minha esposa largou as bolsas no chão e veio me ajudar. Quando fui acomodado

na aeronave coloquei meu óculos e comecei a chorar”, conta.

Cadeira quebrada

A saga de Silva continuou ao chegar em Rio Branco, capital acreana. No momento do desembarque, a equipe da Azul trouxe a cadeira dele sem o suporte para

o braço do lado esquerdo. Ele e a mulher perguntaram sobre a peça, os funcionários procuraram, mas não encontraram.

Um documento foi entregue ao casal onde a empresa se responsabilizava por devolver a peça. O médico conta que ligou várias vezes e sempre era redirecionado

para outra pessoa e informava que o responsável estaria presente para a entrega, mas, após um mês, isso nunca aconteceu.

Silva teve de comprar uma outra cadeira de rodas adaptada. A primeira, comprada em 2014, custou R$ 3,4 mil. O médico doou a cadeira sem a peça para uma

pessoa que necessitava. Segundo ele, a família fez um suporte para o braço usando madeira.

Ele conta que a intenção não era entrar com uma ação judicial contra a empresa, mas, além de todo o constrangimento, nunca receberam nenhum posicionamento

da Azul e foram lesados pelo suporte que nunca foi entregue.

“Até hoje tenho receio de viajar, medo de cair. Entrei pelo prejuízo da cadeira, fiquei muito bravo. Tive de comprar outra cadeira, não poderia ficar com

uma quebrada, não tinha condições. Para mim, esse resultado está bom, se eu realmente tivesse a intenção de processar desde o início teria tirado fotos,

gravado vídeos, mas não fiz isso”, alega.

O médico espera que o processo faça a empresa rever o treinamento dos funcionários e também a forma como trata pessoas com problemas de mobilidade.

“Espero que não aconteça com outros o que aconteceu comigo. Seria muito bom se eles preparassem as pessoas que trabalham lá para lidar com cadeirantes.

Em outras empresas as pessoas são cuidadosas e atenciosas, elas nos escutam. Viajei para a Bahia por outra empresa e sempre perguntavam como deveriam proceder.

Espero que a Azul faça o mesmo”, finaliza.

Fonte: G1

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Japão usa simplicidade e mostra respeito aos cidadãos com deficiência

O Jornal Nacional mostrou, várias dificuldades para os brasileiros que têm algum tipo de deficiência. Na última reportagem da série mostrou que a solução

pode vir de ideias bem simples. É o que ensina um país conhecido pela tecnologia de ponta.

Sinal de trânsito sonoro para ajudar na travessia de deficientes visuais muita gente já conhece. Mas em Tóquio, o barulhinho também dá outra informação

para quem se orienta andando pela cidade. O som de cuco indica que está se seguindo na direção norte-sul. Já o piu do passarinho, mostra que é leste-oeste.

É um detalhe, mas provoca no Roberto uma declaração daquelas. “O Japão é um país ótimo para uma pessoa deficiente ter liberdade”, diz.

Roberto Sasaki ficou cego há nove anos, depois de um acidente de carro. Ser livre pra ele é poder circular a vontade pelo país que ele escolheu para viver.


A capital japonesa é acessível para pessoas com qualquer deficiência. Piso tátil por toda parte. Informações em braile também. Nos locais públicos, como

parques, há sempre um banheiro adaptado. Para os cadeirantes, calçadas planas, sem buracos e com rampas suaves para atravessar a rua.

O japonês é famoso por resolver seus problemas com tecnologia de ponta. Mas o que a gente percebe é que na questão da acessibilidade contam muito respeito,

boa vontade e, muitas vezes, medidas simples.

Para alguém numa cadeira de rodas, chamar um elevador pode ser difícil. O botão fica muito alto. Por isso, um pouco mais baixo, tem outro botão somente

para cadeirantes.

Yuriko Oda começou a sentir os efeitos da distrofia muscular há 12 anos. E a cidade adaptada a ajudou a enfrentar o medo. Ela diz que numa cadeira de rodas

fica mais baixa que as outras pessoas. E encarar uma rua movimentada, no começo, assusta.

Yuriko adora passear sozinha. Ela reúne as descobertas que faz sobre acessibilidade em um blog na internet. No metrô, já sabe que o atendimento é especial.

Ela diz onde vai saltar e o funcionário liga para a estação de destino. Vai ter alguém esperando.

Na plataforma para entrar no vagão, a rampinha também é usada. Ou nem isso. Há casos em que praticamente não há vão – buraco entre o trem e a plataforma.

Para desembarcar, lá está o outro funcionário a postos com a rampa.

Muita tecnologia ou pouca tecnologia. O mais importante está no que o Roberto diz: “Não adianta você ter uma sinalização no chão ou um sinal sonoro, se

as pessoas não te respeitam. O começo de tudo é a educação da população. Em questão de querer ajudar o próximo. E não querer atrapalhar ou tirar proveito”.


Fonte: Vida mais Livre