quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

ScripTalk descreve rótulos em áudio. Equipamento auxilia cegos em farmácias.

walmart
Walmart e Sam’s Club estão vendendo equipamentos que auxiliam deficientes visuais em suas farmácias nos Estados Unidos. As empresas equiparam 1.200 lojas

para que os
consumidores
possam usar o ScripTalk, um equipamento que lê os rótulos dos medicamentos.

Os clientes colocam os medicamentos em cima do equipamento e o
ScripTalk Station
lê as informações do medicamento em voz alta para o paciente, incluindo nome, número da receita, nome do
medicamento,
dosagem, instruções de uso, avisos e informações sobre farmácias.

A farmácia coloca uma etiqueta RFID (identificação por radiofrequência) na parte interior do frasco para permitir a leitura. Basta que um consumidor solicite

e Walmart e Sam’s Club equipam uma farmácia para receber o sistema. O processo de adaptação demora até 10 dias. As farmácias fornecem gratuitamente as

etiquetas RFID.

O Walmart e o Sam’s Club equipam uma farmácia para fornecer o ScripTalk mediante solicitação de um único paciente para
rótulos
de prescrição audíveis. Uma vez que a farmácia esteja equipada – geralmente dentro de 7 a 10 dias – ela fornece etiquetas ScripTalk a pacientes que as

solicitam gratuitamente e sem atrasos demorados.

“Esperamos adicionar mais locais à medida que os pacientes solicitarem este serviço gratuito em sua farmácia local, Walmart ou Sam’s Club. Este serviço

é gratuito e está disponível em todos os locais dos EUA, mediante solicitação”, explica JoAnn Stevens, diretora sênior de saúde e conformidade de bem-estar

do Walmart.

O Conselho Americano de Cegos está animado com a solução. “Walmart e Sam’s Club estão mostrando sua dedicação à segurança, estabelecendo um padrão importante

em acessibilidade na área da saúde”, disse Eric Bridges, diretor executivo do Conselho.

Fonte:
portalnovarejo

Escola oferece atendimento especializado para estudantes surdos no ensino médio

 A Escola Municipal Ensino Fundamental e Médio (EMEFM) Vereador Antônio Sampaio, localizada no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo, oferece atendimento

educacional especializado para estudantes surdos.

em uma sala de aula, mais de vinte pessoas na foto, alunos e professores.

A Escola Municipal Ensino Fundamental e Médio (EMEFM) Vereador Antônio Sampaio, localizada no bairro de Santana, zona norte de São Paulo, oferece atendimento

educacional especializado para estudantes surdos.

Em 2019, a escola atende 32 estudantes surdos em turmas dos três anos do Ensino Médio. Para o apoio ao atendimento pedagógico, a unidade conta com a Professora

de Atendimento Educacional Especializado em Deficiência Auditiva e Surdez, Letícia Paloma Silva, e tradutores intérpretes de língua de sinais Hieda Cabral,

Roseli Pereira e Douglas Santos e com instrutora surda Karolina Conceição.

As aulas são ministradas na Sala de Recursos Multifuncionais, no período de extensão de jornada escolar. Os estudantes surdos aprendem a língua portuguesa

em sua modalidade escrita.

Há, também, aulas gratuitas de Libras disponibilizadas para alunos e alunas, professores e para a comunidade, oferecidas pela instrutora Karolina Conceição.

Para a comunidade, as aulas são às sextas-feiras, às 12h.

Em setembro, a escola foi convidada a participar do Seminário de Educação Especial promovido pela Diretoria Regional de Educação (DRE) Jaçanã/Tremembé,

obtendo destaque no evento. Os estudantes surdos do Ensino Médio apresentaram teatro, poesia em Libras e dança despertando a atenção dos profissionais

de educação presentes no evento.

A EMEFM Vereador Antônio Sampaio está localizada em Santana, zona norte de São Paulo, na Rua Voluntários da Pátria n° 733, a 100 metros da estação Portuguesa-Tietê

(linha azul do metrô).

Para saber mais informações sobre as aulas, ligue para unidade educacional no telefone: (11) 2221-4615.

Por Secretaria Municipal de Educação

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Aplicativo reúne programações culturais com acessibilidade em cidades brasileiras

Vem CA permite que produções culturais divulguem atividades com até 12 recursos de acessibilidade, como Libras e audiodescrição
Arte com foto do rosto de três pessoas, sendo que em cada uma delas há um celular com a capa do aplicativo Vem CA. Na primeira, o aparelho está cobrindo

a orelha, na segunda o olho e na terceira a testa. para representar a surdez, cegueira e a deficiência intelectual.
Com o objetivo de reunir em um único aplicativo eventos culturais com recursos de acessibilidade nas cidades brasileiras, a
ONG Escola de Gente Site externo
desenvolveu o aplicativo Vem CA. A ferramenta é gratuita e já está disponível para download.
Além de consultar essas informações, os usuários também poderão cadastrar eventos.

A plataforma oferece 12 tipos de atividades culturais que poderão conter assento acessível, audiodescrição/guia acessível, banheiro acessível, elevador/rampa,

gratuidade, legenda, Libras, Libras tátil, linguagem simples, piso tátil, publicações acessíveis e visita tátil.

O Vem CA foi desenvolvido para que a sua navegação fosse acessível para todos os públicos. O app tem, por exemplo, conteúdo em Libras, definição de cores

de contraste para não confundir quem tem daltonismo ou baixa visão e pode ser manuseado com uma mão só.

Fonte:

Maconha como tratamento medicinal. General Villas Bôas defende seu uso.

O general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, defendeu

a legalização de
medicamentos
à base de maconha.

Portador de ELA (
Esclerose Lateral Amiotrófica)
— doença neuromotora degenerativa, Villas Bôas também disse ver como uma “hipocrisia social” a dificuldade para obter o medicamento no Brasil.

O general da reserva foi diagnosticado com a doença em dezembro de 2016 e, com
perda dos movimentos
de forma acelerada, está sob o risco de perder a fala

“Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para

efeito medicinal.”, comentou Villas Bôas.

A história da maconha medicinal é feita de reveses – reflexo da política antidrogas encabeçada pelos EUA na década de 1970, que dificultou durante anos

os estudos com canabinoides. Esse cenário, no entanto, vem se alterando com o passar do tempo. Tanto que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda

agora não tratar o canabidiol, um derivado da erva, como uma droga.

Segundo a entidade, essa substância não provoca dependência e, assim, não merece um tratamento tão rigoroso. No entanto, a OMS reconhece que ainda não

há consenso sobre a eficácia desse agente terapêutico contra diversas doenças.

De acordo com dados de um levantamento feito pela agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research, 59% dos brasileiros entrevistados são simpáticos

até mesmo quanto à liberação do THC – substância psicoativa presente na planta – para fins medicinais.

Talvez até como reflexo dessa maioria, em 2015 dois compostos da maconha foram liberados com esse intuito no Brasil. Em janeiro, o canabidiol (CBD) saiu

da lista da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
de substâncias proibidas no país e, em novembro, o THC também foi retirado por determinação da Justiça Federal do Distrito Federal.

Agora, quando o assunto é o uso recreativo da planta, 43% dos 1 200 entrevistados da pesquisa são totalmente contrários à descriminalização. O fato é que,

do ponto de vista da saúde, é diferente debater o uso medicinal da maconha em relação ao uso recreativo. Ao menos no primeiro caso, a ciência já dá amostras

de seu potencial terapêutico contra certas encrencas.

Doenças em que a maconha medicinal pode atuar

EPILEPSIA
O CBD aumenta a carga de anandamida em áreas da massa cinzenta. Ao se ligarem a receptores celulares, essas moléculas reduzem a superativação de circuitos

nervosos, que acarreta as convulsões.

ANSIEDADE
Combinados, CBD e THC agem em duas frentes. O primeiro eleva a concentração de anandamida no hipotálamo, no hipocampo e na amígdala. O segundo ativa os

receptores no córtex pré-frontal e (de novo!) na amígdala e no hipocampo.

ESCLEROSE MÚLTIPLA
Tanto o THC como o CBD participam aqui. Ao interferir em regiões que controlam a dor, bem como os movimentos (caso do cerebelo), inibem a passagem dos

impulsos por trás de desconfortos, espasmos e rigidez muscular.

DOR CRÔNICA
O corpo tem receptores para os canabinoides tanto no cérebro como nos nervos periféricos. Ao se ligarem a eles em áreas específicas, as moléculas da maconha

diminuem a transmissão dos sinais dolorosos.

Fonte:
Saúde Abril

Detectando objetos através de ecos. Americano ensina a “ver” através de sons feito pela boca.

Num domingo frio de céu azul em Austin, um grupo de 20 pessoas saiu pelas ruas da capital do Texas com os olhos vendados e com uma bengala de bambu em

mãos. Elas eram lideradas pelo educador
Brian Bushway,
um californiano bonachão de 36 anos e o único cego na turma.

Voluntários sem vendas ajudavam Bushway a controlar o grupo, evitando que alguém fosse parar no meio do trânsito. Mas era ele quem organizava a bagunça

e parava em lugares estratégicos, como se fosse um passeio turístico.

“Se vocês baterem palma ou estalarem a língua no céu da boca aqui, o que acham que há na frente de vocês?”, ele perguntou, após enfileirar todos na calçada,

de frente para um arranha-céu do outro lado da rua. Um quarteirão e uma escadaria depois, fez o mesmo num ambiente fechado de vidro.

Bushway queria mostrar as maravilhas da “
ecolocalização
”, uma técnica aparentemente simples (estalando a língua no céu da boca, estalando os dedos ou batendo palmas) que permite detectar imagens através de

ecos, uma habilidade conhecida entre golfinhos e morcegos.

Foi desenvolvendo essa técnica que Bushway virou o melhor ciclista de montanha cego do mundo, título dado por uma revista especializada no esporte, embora

ele seja rápido em lembrar que a concorrência é bem pequena. Ele também anda de skate e de patins, de preferência em locais que conhece, com outras pessoas

e com sua bengala longa.

Em trilhas, consegue diferenciar um arbusto de uma árvore. E numa exposição de arte, entende tamanhos de esculturas e até a diferença de suas superfícies.


“Todo ser humano tem capacidade de ver acusticamente, mas os cegos não são encorajados a usar isso, não faz parte do treinamento”, disse o californiano,

que ficou cego aos 14 anos e foi um dos primeiros estudantes de Daniel Kish, fundador da ONG World Access for the Blind, que desde 2000 divulga a técnica

pelo mundo para “liberar os cegos da tradicional dependência e isolamento”.

Nos últimos 20 anos, diversos estudos neurológicos demonstraram a capacidade do cérebro humano de decifrar sons em imagens. “Antes dos estudos, diziam

que algumas pessoas eram exceção à regra, eram melhores que outras [com a técnica], que não era para todo mundo. Hoje sabemos que é de fato uma percepção

natural do ser humano”, disse. “Acredito que temos mais sentidos do que os cinco sentidos.”

No grupo de não cegos a vagar por Austin, os estalos criavam uma estranha sinfonia, em conjunto com as varas de bambu que batiam nos pés alheios sem a

menor cerimônia. Para a canadense Tamara Banbury, 45, a experiência trouxe um profundo respeito pelos
deficientes visuais
 que criam novas maneiras de sentir seus ambientes, além de uma nova apreciação de seus outros sentidos.

“Fiquei chocada de como o trânsito é barulhento quando estava de olhos vendados e depois, quando tirei a venda, o barulho meio que sumiu”, disse. “Não

acreditei que com tão pouco treinamento eu pude ouvir os ecos e ouvir as diferenças entre os prédios. Foi fascinante.”

Bushway explica que o barulho do estalo (seja língua ou dedos) não importa tanto quanto o eco que produz. “A informação de verdade está lá fora, seu foco

tem que estar no ambiente. Com o tempo, seu cérebro começa a entender e você desenvolve um vocabulário acústico”, explicou.

Bushway era um garoto bastante ativo quando perdeu a visão após sofrer atrofia do nervo óptico. Antes de subir numa
bicicleta
 novamente, dois ou três anos depois, ele conta que o maior desafio não foi apenas acessar o mundo físico, mas também o mundo social.

“Assim que você pega na bengala tudo muda. As pessoas te prendem na caixa das baixas expectativas. Ninguém espera mais nada de você, e isso vira a desculpa

perfeita para não fazer mais nada”, disse. “Claro que não aprendi isso tudo do dia para a noite. Fui melhorando um por cento por dia. Acordava e tentava.

Em dois anos, você acumula muito.”

Bushway e Banbury estavam em Austin para o Body Hacking Con, um evento sobre novas tecnologias para aumentar o potencial humano. Bushway contou que é muito

procurado para dar consultorias e testar novos aparelhos para cegos, mas ainda não encontrou nada melhor “que meu cérebro e minha bengala longa para viajar

pelas florestas de Belize ou pelos templos budistas da Tailândia”.

“O futuro é promissor. Mas as tecnologias de hoje costumam fazer bem uma coisa só, numa situação em particular, e a vida é muito mais fluida e dinâmica”,

disse. “Além disso, é preciso aprender e decodificar essas ferramentas novas, enquanto a ecolocalização é uma conexão humana natural.”

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Fonte:
Folha de São Paulo

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Comissão de Assuntos Sociais aprova mudança que favorece beneficiários do BPC

Mara na comissão. Ela sorri atrás de um microfone enquanto há folhas de papel erguidas na sua frente.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou mudanças nas regras de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O
PLS 55/1996,
do ex-senador Casildo Maldaner, eleva de um quarto para meio salário mínimo a renda per capta familiar para se ter direito ao auxílio.

O tema foi analisado na última reunião do colegiado, quarta-feira (20), quando a relatora, senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), rejeitou o
Substitutivo (SCD) 6/2018,
fruto das mudanças feitas pela Câmara dos Deputados no texto.

Mara defendeu a rejeição do substitutivo por entender que as modificações feitas acabaram prejudicando beneficiários do BPC: idosos e pessoas com deficiência

em situação de vulnerabilidade financeira.

O problema, segundo ela, é que os deputados deslocaram o valor de referência do BPC do salário mínimo para o menor benefício pago pela Previdência Social

e ainda eliminaram a menção de que o valor é devido àqueles beneficiários incapazes de prover sua subsistência.

“Embora, com boa intenção, o SCD inclua as pessoas com doença crônica grave entre os beneficiários, ao fazê-lo, muda a referência para pagamento, deixando

de ser o salário-mínimo e passando a ser o piso do salário de benefício da Previdência. Ora, esse piso é estabelecido por decreto presidencial, que atualmente

o definiu no mesmo valor do salário-mínimo. Não há, contudo, garantia de que tal equiparação continue no futuro”, explicou.

Tramitação

Com a rejeição do substitutivo, a relatora explicou que o PLS 55/1996 deveria ser enviado à sanção presidencial. Entretanto, por se tratar de um projeto

antigo, que ficou com parte da redação desatualizada, será enviado à Mesa do Senado para correções. A expressão “pessoa portadora de deficiência” será

substituída, por exemplo, por “pessoa com deficiência”.

Já o substitutivo que foi rejeitado aguarda agora a interposição de recurso. Conforme o artigo 254 do
Regimento Interno
do Senado, se houver apoio de 1/10 dos senadores, a proposta segue tramitando em vez de ser arquivada.

Fonte:
Agência Senado

logotipo Mara Gabrilli

Prefeito que fizer plano diretor sem acessibilidade cometerá improbidade

Projeto de lei no Senado prevê penalidades ao gestor que não incluir programa de rotas acessíveis no Plano Diretor de seu município, esclarece Mara Gabrilli

neste artigo

O Brasil tem 5.570 municípios que abrigam perto de 46 milhões de pessoas com deficiência. Todas essas cidades têm incalculáveis calçadas por onde esse

público e toda a população precisa circular quando vai ao trabalho, às compras, à escola, ao lazer, enfim, quando sai de casa. Esses espaços, que chamamos

formalmente de passeio público, tem uma única função: possibilitar que os cidadãos possam ir e vir com liberdade e segurança.

Aliás, uma cidade que privilegie seus pedestres garante o direito de ir e vir de todo cidadão. Esse direito, que está previsto na Constituição Federal,

hoje é reforçado e delineado pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), da qual fui relatora na Câmara dos Deputados

e que contou com uma grande participação da sociedade civil.

Como já mencionado aqui no Mobilize, a LBI alterou o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) para exigir da União, por iniciativa própria e em conjunto

com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, a promoção da melhoria das condições das calçadas.

De acordo com essa mudança, todo Plano Diretor de cidades com mais de 20 mil habitantes deve conter um plano de rotas acessíveis “que disponha sobre os

passeios públicos a serem implantados ou reformados pelo poder público, com vistas a garantir acessibilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade

reduzida a todas as rotas e vias existentes, inclusive as que concentrem os focos geradores de maior circulação de pedestres, como os órgãos públicos e

os locais de prestação de serviços públicos e privados de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura, correios e telégrafos, bancos, entre outros,

sempre que possível de maneira integrada com os sistemas de transporte coletivo de passageiros.”

O Plano Diretor Estratégico orienta o desenvolvimento da cidade na direção do equilíbrio social, ambiental e econômico, aumentando a qualidade de vida

da população. Esse Plano e/ou Código é elaborado pelo Executivo e aprovado pelo Legislativo, nas Câmaras Municipais.

Responsabilidade

Para reforçar a inclusão da acessibilidade nesse documento, protocolei recentemente no Senado o Projeto de Lei nº 5.554/2019, que estabelece uma penalidade

ao gestor municipal que não incluir o plano de rotas acessíveis no Plano Diretor do município. Nesse caso, o prefeito incorrerá em improbidade administrativa.


A responsabilidade pelas calçadas deve seguir a mesma lógica da obrigação dos municípios quanto aos postes de iluminação: a “entrega” do serviço no domicílio

não gera para o morador a responsabilidade pela sua conservação. Qualquer dano neste ou outro mobiliário urbano, bem como a pavimentação ou a calçada,

é exclusivamente de responsabilidade da Prefeitura.

Ter o Poder Público à frente da construção e reforma de calçadas vai de acordo com diretrizes já adotadas há décadas por metrópoles como Londres e Tóquio,

onde o passeio público é 100% acessível a todos os pedestres.

Já passou da hora de as prefeituras do Brasil assumirem o compromisso com a LBI e o direito de ir e vir de todos os cidadãos. Afinal, cabe à população

zelar pela mobilidade e pelo mobiliário urbano, mas a competência e a obrigação de garantir o bom funcionamento e a manutenção devem ser dos gestores municipais,

que a partir de agora não terão mais desculpas para não fazê-lo.

A calçada é uma política pública transversal. Ela passeia por várias outras áreas, como a saúde, o transporte, a segurança, o turismo.. . E o prefeito

que gere pensando no bem estar da população precisa ter isso no radar. Espaços bem cuidados refletem diretamente na saúde da população, no orçamento público

em geral e no cartão postal do nosso País.

Fonte:
http://www.mobilize.org.br/