sexta-feira, 24 de maio de 2019

Sinais sonoros para travessia de pessoas com deficiência visual começam a ser instalados em Florianópolis

Equipamentos ficam junto a faixas de pedestres e permitem que passagem seja feita em segurança
 Por Redação Hora
Início do grupo Sinais são acionados por botão e permitem travessia mais segura para deficientes visuais
Sinais são acionados por botão e permitem travessia mais segura para deficientes visuais
Sinais são acionados por botão e permitem travessia mais segura para deficientes visuais
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(Foto: Thomas Braga/NSC TV)
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Fim do grupo

Os primeiros sinais sonoros para travessia de pedestres com deficiência visual foram instalados nesta quinta-feira em ruas do Centro de Florianópolis.

Segundo informações da prefeitura repassadas à NSC TV, 100 novos equipamentos serão instalados em 25 pontos da cidade.

Os primeiros locais que já passaram a contar com o equipamento ficam próximos ao Terminal Integrado do Centro (Ticen), ao Terminal Rodoviário Rita Maria

e também nos cruzamentos da Praça XV com a Rua Felipe Schmidt e da Avenida Rio Branco com a rua Esteves Júnior.
O sinal sonoro é acionado por um botão e emite um bipe para informar o cego ou pessoa com baixa visão de quando o sinal está aberto para travessia de pedestres.

Dessa forma, a pessoa pode atravessar a rua em segurança.

O equipamento é para uso exclusivo de deficientes visuais e pessoas de baixa visão. A previsão da prefeitura é de que a instalação de todos os equipamentos

seja concluída em até quatro meses.

 fonte  HORA

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são tema de exposição no Memorial da América Latina

Imagem: Secretária Célia Leão ao lado de autoridades e artistas na inauguração da exposição

Na manhã desta quarta-feira, 22 de maio, o Memorial da América Latina inaugurou a exposição “17 ODS para um Mundo Melhor”, que fica no espaço até 21 de

junho. Com entrada gratuita, a mostra tem o objetivo de gerar interesse e reflexão na população em prol de um mundo mais sustentável, levando em conta

os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU.

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão, esteve presente no lançamento da exposição e salientou, “essa exposição

vem para mostrar uma realidade do mundo que deve ser visto, os muros não podem existir, esse é um mundo melhor, esse é o mundo que queremos”.

A exposição traz 17 Globos Terrestres, com 1,80 metros de altura, utilizados como uma tela por artistas renomados das mais diversas vertentes. O público

poderá interagir com a arte, além de refletir sobre questões sociais, ambientais e econômicas.
Catherine Duvignau, organizadora da mostra, acredita que “por meio de uma exposição artística vamos levar a população a conhecer melhor os 17 ODS, essas

metas tão importantes estipuladas pela ONU”.

Artistas como Mundano, Beatriz de Carvalho, Fabiano Al Makul, Priscila Barbosa, MARAMGONÍ , Fernanda Eva, Pomb, os arquitetos Marcelo Stefanovicz e Consuelo

Cornelsen, Giovanna Nucci, Binho Ribeiro e o coletivo SHN estão entre os que assinam as criações.

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Imagem: peças expostas na Praça da Sombra, no Memorial da América Latina - ao fundo, prédio da Secretaria

Em 2015, líderes mundiais dos Estados-membros da ONU reconheceram que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza

extrema, é o maior desafio global, além de ser requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável e, a partir daí lançaram um plano de ação: a

Agenda 2030, que contém um conjunto de 17 objetivos, entre eles, Educação de Qualidade, Redução das Desigualdades, Fome Zero e Agricultura Sustentável,

Vida na Água e Igualdade de Gênero.

A Agenda 2030 compreende que a cultura possui um papel fundamental para promover essas mudanças sociais para construção de um futuro melhor para as pessoas

e para o planeta.

fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia sp

Passeio acessível em Kamakura no Japão, visa revolucionar o turismo acessível

Kamakura é um dos destinos mais populares para os habitantes de Tóquio, que regularmente enchem os templos históricos da cidade e serpenteiam por seus

belos santuários nos fins de semana e feriados.

Para
Hajime Takano,
tal viagem foi seu desejo de aniversário quando completou 53 anos no início deste ano. Mas a perspectiva de que seu desejo se tornasse realidade parecia

ser um tiro longo.

Isso porque ele tem
esclerose lateral amiotrófica
(ELA). Tendo sido diagnosticada há cinco anos, a doença neurológica progressiva e incurável degradou sua capacidade de mover-se, falar, respirar e comer,

deixando intacta sua consciência e suas faculdades mentais superiores.

Digite Tomoya Takano (sem parentesco com Hajime Takano), proprietário de uma
pousada sem barreiras
na cidade de Kanagawa, a cerca de 50 quilômetros ao sul de Tóquio.

Hajime Takano cresceu perto de Tomoya Takano através do projeto de crowdfunding do ano passado, que garantiu o dinheiro para a inauguração da pousada.
Uma
vez que Hajime Takano soube que seu desejo de aniversariante estava alinhado com o que o ator de 31 anos esperava realizar, eles começaram a trabalhar

juntos para projetar um pacote turístico para pessoas com deficiências.

Tomoya Takano (à direita), criador de uma turnê para pessoas com deficiências, ajuda Hiroshi Matsuyama, que tem ALS, a percorrer um caminho acidentado

no Templo Hase em Kamakura, Prefeitura de Kanagawa, em 14 de outubro. CHISATO TANAKA

O passeio faz uso da tecnologia drone e do amplo conhecimento de Tomoya Takano sobre locais acessíveis a cadeiras de rodas na área de Kamakura, a fim de

maximizar a experiência dos participantes.

O desejo de aniversário de Hajime Takano foi realizado quando ele participou de um teste da turnê em 14 de outubro.

O proprietário da casa de hóspedes, apelidado de Bushi (guerreiro samurai) porque usa uniformes de armadura samurai diariamente, lançará oficialmente a

turnê Kamakura para pessoas com deficiências na primavera de 2019.

Para possibilitar que pessoas com ELA ou outras deficiências sérias pudessem aproveitar o passeio com segurança, Bushi, Takano e membros da equipe de apoio

realizaram um ensaio em grande escala durante o qual mediram o tamanho dos portões de entrada para determinar se cadeiras de rodas caberia. Eles também

verificaram os locais de quaisquer estradas irregulares e caminhos que pudessem causar problemas de acesso.

“Os caminhos eram muito mais estreitos e mais volumosos do que eu esperava quando passamos pelo primeiro processo de avaliação de risco”, escreveu Hajime

Takano, que agora é incapaz de falar. “Embora eu pudesse administrar (os caminhos irregulares) com dificuldade, fiquei bastante preocupado se eles seriam

passáveis por pacientes que usam aspiradores artificiais.”

Visitar antecipadamente os destinos pretendidos é normalmente imperativo para as famílias de pessoas com ELA, especialmente aquelas em estágios avançados

da doença, pois o deslocamento em terrenos irregulares pode afrouxar e até mesmo separar o respirador artificial montado na garganta do paciente. Além

disso, as cadeiras de rodas especialmente equipadas usadas por pessoas com ELA, que normalmente são maiores e mais pesadas que as cadeiras de rodas normais,

muitas vezes não se encaixam em elevadores de tamanho normal.

Durante a turnê de ensaio, sete pessoas com ELA e outras doenças neurodegenerativas visitaram o Templo de Hase e o Grande Buda de Kamakura, juntamente

com cerca de 50 outros participantes, incluindo familiares, amigos e assistentes médicos.

Os participantes da excursão posam no Templo de Hase em Kamakura, Prefeitura de Kanagawa, em 14 de outubro. CHISATO TANAKA

Naomi Ishibashi, que se juntou à turnê junto com sua irmã para apoiar seu pai, que também tem ALS, disse que este tipo de pacote tem o potencial de minimizar

o risco e aliviar o estresse para os familiares de pessoas com deficiência.

“Nós nos juntamos à turnê em resposta ao forte desejo de meu pai de ver Kamakura mais uma vez em sua vida”, disse Ishibashi durante a turnê.“Minha família

nunca seria capaz de enfrentar os desafios envolvidos em trazê-lo aqui por conta própria, devido a preocupações com as multidões. Eu gostaria que houvesse

mais pacotes turísticos como este.”

Depois de perceber que muitos dos caminhos para os pontos mais pitorescos eram estreitos demais para cadeiras de rodas, Takano e Bushi criaram uma nova

alternativa – transmissão de vídeo ao vivo através do uso de um drone.

Em colaboração com a fabricante de drones Sian Aviation Inc., os participantes da turnê usaram fones de ouvido e fones de ouvido de realidade virtual para

assistir a um vídeo ao vivo dos inacessíveis templos Kamakura e da praia de Yuigahama.

Os participantes da excursão com ALS experimentam pontos de referência inacessíveis usando headsets de realidade virtual em 14 de outubro. CHISATO TANAKA


Para um indivíduo com ALS que não pôde participar da turnê, o vídeo on-line foi fornecido a ele para ajudá-lo a se sentir como se estivesse lá e explorar

a cidade com todos os outros.

“As pessoas com deficiência têm o direito de experimentar o mesmo prazer de fazer turismo em Kamakura que outras pessoas, e isso não deve ser limitado

porque elas estão restritas a cadeiras de rodas”, disse Bushi. “Cabe a nós garantir que eles possam desfrutar desses direitos.”

O desejo apaixonado de Bushi de ajudar pessoas com deficiências está enraizado em suas experiências em crescimento com um amigo de longa data que sofria

de atrofia muscular espinhal.

“Um dia, meu amigo disse que queria ter uma namorada, então eu comecei a organizar um encontro às cegas chamado ‘data cega universal’, onde qualquer pessoa,

incluindo pessoas com deficiências, poderia participar sem hesitação”, explicou Bushi.

O evento foi realizado 27 vezes em Kamakura e ajudou a criar 10 casais.

Mas a ambição de Bushi era fornecer não apenas um lugar para os casais se encontrarem, mas também uma experiência para eles compartilharem juntos.

Sua turnê “Indo para Kamakura com Bushi” será patrocinada pela Agência de
Turismo do Japão,
que tem como objetivo promover o turismo sem barreiras antes das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2020.

Tomoya Takano (à esquerda) e Hajime Takano participam de uma sessão de discussão realizada no teatro Kamakura Nohbutai durante a turnê Kamakura em 14 de

outubro. | CHISATO TANAKA

Na turnê, ele será acompanhado por pessoas com deficiências que também servirão como guias assistentes, a fim de prepará-los para realizar expedições em

que qualquer um possa participar, independentemente de suas deficiências. Os guias serão treinados sobre os locais de banheiros livres de barreiras e estradas

estreitas que são impróprias para acesso a cadeiras de rodas. Cada grupo de passeio também incluirá equipe de suporte médico.

“Acredito que viajar vem com dificuldades”, disse Bushi. “Mas quando as pessoas podem trabalhar juntas para superar tais problemas enquanto exploram, esses

mesmos problemas se tornam parte de conquistas compartilhadas inesquecíveis.”

Hajime Takano espera que essas viagens também ofereçam oportunidades para educar as pessoas comuns sobre as realidades de viver com ELA. “A ELA tornou-se

amplamente conhecida como uma doença incurável, mas as realidades raramente são discutidas”, disse ele.

Ele acredita que, com a ajuda do público, as pessoas com ALS, estimadas em cerca de 10.000 no Japão, podem encontrar novas maneiras de enriquecer a qualidade

de suas vidas.

“Quero que as pessoas saibam que, com o apoio da sociedade, podemos expandir o que podemos fazer”, escreveu Takano.

The Japan Times
fonte turismo adaptado

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Família com irmãos surdos ensina Libras à cachorra

Irmãos têm canal na internet, onde compartilham vídeos que têm como principal objetivo difundir a inclusão. A pug Bela já virou sucesso nas redes sociais

O portal G1 publicou uma reportagem sobre uma cachorra da raça pug que se comunica em Libras com donos surdos. Leia abaixo:

Uma cachorrinha da raça pug aprendeu a reconhecer a Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Caxias do Sul, na serra gaúcha, e obedece a comandos dos donos,

que são surdos. Os irmãos Tainá e Andrei Borges têm um canal na internet, onde compartilham vídeos com objetivo de difundir a inclusão. A mascote Bela

já virou sucesso nas redes sociais.

“Minha nora começou a fazer aqui em casa, num fim de semana, o sinal de sentar. Fez para ela [Bela] uma, duas vezes, e botava a mão na bundinha dela, para

ela sentar. Começava a dar em troca meia bolachinha para ela… e ela começou aprendendo um pouquinho. Então o primeiro sinal [que ela aprendeu] foi o de

sentar”, conta a mãe de Tainá e Andrei, Aline Cardoso da Silva, que é intérprete de libras.

A Bela está coma família há quatro anos. Eles têm outra pug, a Babi, que está com eles há menos tempo, desde o fim do ano passado. As duas costumam correr

para a porta quando alguém chega. Elas também ajudam em outras tarefas.

“Quando eu estou fora e a Tainá precisa acordar para ir a algum lugar, eu sempre lembro ela de deixar o telefone vibrando, mas eu tenho medo… Se o telefone

cai, como ela vai acordar? Eu sei que a Bela e a Babi estiverem perto, elas começam a fazer ‘assim’ [arranhando] na cama até ela acordar”, diz Aline.

As cachorrinhas vêm sendo treinadas em casa, aos poucos. E há algum tempo, a Bela mostrou a tem habilidade de reconhecer Libras. Ela demora cerca de dois

a três dias para obedecer aos comandos. O preferido dela, segundo Tainá, é o gesto para passear.

Com os vídeos nas redes sociais, a estudante pretende mostrar que não há mistério em aprender Libras. “Eu queria mostrar que o cachorro pode aprender sinais

também, já que muitos ouvintes não querem aprender. Como um cachorro pode aprender? Achei legal mostrar isso. E viralizou muito!”, vibra.

Em um dos vídeos postados no canal, eles dão dicas de como ensinar um cachorro em Libras.

O adestrador Rodrigo Lunardi explica que a habilidade de Bela em compreender os sinais faz parte do instinto. Seria o primeiro estágio de um adestramento,

e outros cães também podem aprender.

“Os cães são peritos em analisar a nossa expressão corporal. Eles não entendem português. Então, é uma fantasia das pessoas conversar, querer montar uma

frase, fazer com que o cão entenda um texto. É muito melhor a gente não falar nada na primeira fase do treinamento e simplesmente direcionar o comportamento

do cão com expressões corporais, barreiras, enfim. Tem vários métodos para facilitar a comunicação com o cão”, diz o especialista.

Ele acrescenta que é bom usar petiscos como recompensa. Agora, a família tenta fazer com que a Babi também entenda os sinais.

Fonte:
G1 Site externo

Comércio sem acessibilidade perde oportunidades. Fique atento!

por
Ricardo Shimosakai
A indústria de viagens perderá uma “enorme oportunidade comercial” e um “futuro brilhante e otimista” se não se abrir às necessidades de clientes com mobilidade

reduzida, de acordo com os principais líderes do setor de turismo acessível.

Essa foi a mensagem no Seminário de
Viagem Acessível
e Turismo da
Abta,
com a participação de operadores turísticos, agentes, conselhos de turismo e instituições de caridade.

O defensor do setor de turismo do governo para o setor de turismo, Chris Veitch, disse que atender clientes com necessidades de acessibilidade é uma “

coisa realmente poderosa para se fazer negócios
“.

“Existem benefícios para um negócio; devemos ver isso como uma ferramenta de negócios, melhorando a qualidade da experiência para os clientes”, disse Veitch,

acrescentando que a indústria precisava parar de colocar os clientes com deficiência em uma categoria separada.

“Precisamos derrubar os rótulos; não há pessoas com deficiência; eles são apenas clientes, mas precisam que as empresas os entendam”.

Os benefícios para as empresas incluem maiores oportunidades de mercado; mais retorno de clientes e recomendações; responsabilidade social; melhor sustentabilidade

financeira; e uma proposta única de venda, disse Veitch.

Angus Drummond, chefe executivo da operadora de turismo
Limitless Travel,
também pediu aos políticos para abraçar este setor, disse que vale a pena 12 bilhões de Libras Esterlinas (aproximadamente 62 bilhões de Reais Brasileiros)

por ano só para o turismo do Reino Unido.

“Acredito que há uma enorme oportunidade no mercado para empresas que estão dispostas a abrir e atender pessoas com deficiência”, disse ele. “Eu não acho

que [no momento] haja reconhecimento da indústria dos benefícios comerciais”.

Magnus Berglund, diretor de acessibilidade do
Scandic Hotels Group,
disse que sua empresa é um exemplo de uma empresa que se beneficiou financeiramente, concentrando-se nas necessidades dos hóspedes com mais eficiência,

melhorando o produto e educando a equipe do hotel, do concierge aos faxineiros.

Ele disse: “Nós ganhamos dinheiro extra e temos mais negócios apenas educando as pessoas sobre o que estamos fazendo. Precisamos educar todos no setor

de turismo. O foco tem que estar nos convidados.

Geoff Adams-Spink, consultor em igualdade para pessoas com deficiência, alertou que o futuro do setor pode ser comprometido se não se adaptar adequadamente

aos requisitos de acessíbilidade dos clientes.

Ele disse: “Se você não se adequar, a indústria de viagens não terá o futuro brilhante que eu acho que tem. Sabemos que a demografia da sociedade está

se movendo para mais e mais
pessoas acima de 60 anos e 65 anos
e sabemos que, à medida que as pessoas envelhecem, adquirem deficiências”.

fonte Turismo Adaptado

Virada Cultural teve 71 espetáculos com tradução em libras

A Capital da Cultura recebeu grandes nomes da atualidade como Anitta, Lucas Lucco, Anavitória e Ludmilla
A 15ª edição da Virada Cultural de São Paulo, promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), ocupo mais de
250
pontos em toda a cidade nas 32 subprefeituras, com uma programação com mais de 1.200 atrações, entre elas shows, cinema, exposições, gastronomia, oficinas,

vivências e performances.

Segundo o prefeito Bruno Covas esta é a maior Virada Cultural já realizada na capital. “Até as 16h30 nós já atingimos 4,6 milhões de pessoas e ainda temos

12 grandes eventos para acontecer”, disse.

Houve transmissão inédita e ao vivo do evento para todo o Brasil pela Spcine Play. O programa Cultura Inclusiva, uma parceria entre a SMC e a Secretaria

Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), também fez parte do evento, levando tradução em Libras a 23 palcos e 71 espetáculos da Virada Cultural.

O show de Anitta, no domingo, contou com a presença de cerca de 200 mil pessoas, no Vale do Anhangabaú. As estimativas apontam para um público total de

cinco milhões de pessoas durante todo o evento. A atração teve libras e espaço acessível.

O público infantil também não ficou de fora, a Biblioteca Monteiro Lobato trouxe o Viradinha, programação exclusiva para crianças. Já o Theatro Municipal

contou com Música Clássica Para Crianças com Orquestra Sinfônica Infantojuvenil e Intervenções de palhaços todos esses espetáculos com Libras.

O Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso teve Karol Conka, Baile da Preta - Preta Gil na República e É O Tchan convida Reinaldo e Ninha no M’boi Mirim,

todos com acessibilidade. Ainda, a cantora Pitty destacou a importância da libras e agradeceu a Prefeitura de São Paulo pelos intérpretes no seu show.
O
cantor Lucas Lucco encerrou o palco Plural e convidou várias pessoas com deficiência para subirem no palco e cantarem com ele.

Com expectativa de público de 5 milhões de pessoas, o evento contou, pela primeira vez, com um palco inteiramente dedicado à música sertaneja, trouxe o

palco de música cristã para o Centro, incorporou a maior programação de gastronomia de todas as edições e levou atrações renomadas dos palcos principais

para pontos descentralizados. Outras novidades desta edição foi a integração do corredor aberto da Paulista – com atrações 24h na rua e em instituições

como IMS, Japan House, Sesc Paulista, Itaú Cultural (com Libras também) e vão do Masp - e das quadras de Escolas de Samba ao roteiro do evento.

Confira as fotos:

Milhões de pessoas reunidas no Vale do Anhangabaú.

cinco pessoas reunidas na foto, entre elas o prefeito Bruno Covas, o secretário municipal da SMPED Cid Torquato e o secretário de Cultura Ale Youssef

mais de dez pessoas no palco, entre elas a cantora Anitta com a banda e os dançarinos. Lado esquerdo, nosso intérprete de libras.

Intérprete de libras no palco.

cinco pessoas reunidas na foto, entre elas o prefeito Bruno Covas, o secretário municipal da SMPED Cid Torquato e o secretário de Cultura Ale Youssef.


seis pessoas na foto, mulheres no Sarau das Pretas na Biblioteca Mário de Andrade.

vivência de circo para crianças. Mais de dez pessoas sobre um tapete azul. Adultos e crianças.

circo para crianças. Atores se apresentam, mais de dez pessoas na foto.

o cantor Lucas Lucco com mais de cinco pessoas com deficiência, no palco da Virada.

cantora Pitty ao lado do intérprete no palco.
fonte s m p e d

terça-feira, 21 de maio de 2019

Parceria permite que jovens com deficiência intelectual trabalhem no TRT da 2ª Região

Tribunal Regional do Trabalho e a APAE de São Paulo promovem inclusão profissional de seis jovens com deficiência intelectual
Os seis jovens com deficiência intelectual que ingressaram em fevereiro no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, já estão ocupando

cargos em unidades administrativas do órgão. A contratação foi fruto de uma parceria com o Serviço de Inclusão Profissional da APAE de São Paulo, que insere

jovens com deficiência intelectual no mercado de trabalho por meio da Metodologia do Emprego Apoiado. Somente em 2018, a Organização incluiu 417 pessoas

em cerca de 50 empresas.

A parceria teve início em 4 de fevereiro e os seis jovens formam a primeira turma contratada. O contrato de trabalho tem duração de um ano, podendo ser

prorrogado pelo mesmo período. Para Flavio Gonzalez, supervisor do Serviço de Inclusão Profissional da APAE, a ação do TRT da 2ª Região é um exemplo a

ser seguido. “Temos parcerias com diversas empresas para promover a inclusão das pessoas com deficiência intelectual, mas é importante que os órgãos públicos

também participem desse projeto e auxiliem na criação de oportunidades a essas pessoas”, diz. “As pessoas com deficiência intelectual podem desempenhar

qualquer tipo de atividade, precisando apenas ter o perfil correto para a vaga e receber os apoios necessários para seu desenvolvimento”, completa.

Ao longo do primeiro ano de contrato, a APAE acompanhará semanalmente os jovens para treiná-los em diversas funções. Além disso, a Organização deve orientar

os profissionais do Tribunal para que saibam lidar com diferentes tipos de deficiência.

Fonte: Grupo CDI

Fundação Dorina oferece curso gratuito sobre diversidade no mundo do trabalho

Publicado por Fernando Freitas
Projeto 'Embaixadores da Diversidade' irá capacitar jovens com deficiência visual e profissionais de RH para promover a inclusão nas empresas
Descrição da imagem: foto em tons amarelados de um grupo de 30 pessoas perfiladas, olhando pra frente e sorrindo. Algumas usam bengalas. No meio da imagem

há um balão de pensamento com o título "Embaixadores da Diversidade"

A Fundação Dorina, em parceria com o
Instituto Cooperforte ,
oferece a partir de junho uma capacitação gratuita sobre questões de diversidade no mundo corporativo. Voltado a jovens com deficiência visual e profissionais

da área de Recursos Humanos, o projeto “Embaixadores da Diversidade” pretende incentivar a inclusão e o respeito à diversidade no trabalho, além de encorajar

a geração de empregos para grupos minoritários.

O curso terá 72 horas/aula e acontecerá de junho a novembro de 2019, em um ou dois encontros mensais, nos quais serão abordados temas como “Diversidade

na prática corporativa”, “Como estruturar um programa de diversidade” e “Boas práticas de inclusão relacionadas a questões de gênero, étnico-raciais, pessoas

com deficiência e público LGBTI”, entre outros.

“Estamos oferecendo uma formação inédita e 100% gratuita. Os jovens com deficiência visual poderão desenvolver uma competência cada vez mais valorizada

pelas empresas. Já os profissionais de RH que participarem terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos acerca de diversidade e contratar os jovens

do curso, apoiando o cumprimento da Lei de Cotas em suas companhias”, afirma Edson Defendi, coordenador da área de Empregabilidade da Fundação Dorina.


As vagas são limitadas a 20 jovens com deficiência visual (de 18 a 29 anos, com Ensino Médio e Superior concluído ou cursando) e 10 profissionais de RH,

e as inscrições devem ser feitas até 27/5 pelos contatos abaixo:

Mais informações

diversidade@fundacaodorina.org.br
(11) 5087-0980
(11) 99711-4930
fonte blog dorina

Cachorro cego ganha cão-guia e relação é puro amor: fotos para derreter corações

A história de uma dupla de doguinhos está comovendo a internet. Charlie, um Golden Retriever de 11 anos que perdeu a visão, ganhou um companheiro para

ser seu cão-guia, um filhote de 4 meses da mesma raça chamado Maverick e os dois juntos são pura fofura!

Cachorro cego e seu cão-guia

Charlie já é considerado um cão idoso e com a idade, desenvolveu glaucoma, uma lesão do nervo ótico que pode provocar a cegueira. Em decorrência da doença,

ele teve que retirar os dois olhos e ficou completamente cego.

Com medo que Charlie não se adaptasse ou que se machucasse, os donos dele decidiram adotar um filhote da mesma raça para guiá-lo.

A dupla tem um Instagram com mais de 100 mil seguidores e na primeira foto, a dona deles apresentou os dois e explicou a história.

O mais bonito de se ver nessa relação, é a solidariedade, dedicação e cumplicidade que um tem com o outro.
A habilidade do animal, que não tem capacidade racional, de ajudar a espécie é algo muito emocionante. E a relação entre Charlie e Mavercik é a maior prova

disso.
Veja mais fotos dos doguinhos (cada momento é um ataque de fofura):

Fonte:
https://www.vix.com/pt/comportamento/572020/cachorro-cego-ganha-cao-guia...

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Sancionada a regulamentação da equoterapia

Paciente durante sessão de Equoterapia
fim da lista
A técnica de reabilitação que utiliza cavalos desenvolve socialização, autoconfiança e autoestima, diz o autor do projeto, senador Flávio Arns
Reprodução

A
Lei 13.830, de 2019,
que regulamenta a equoterapia como método de reabilitação de pessoas com deficiência, foi sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. A publicação

no Diário Oficial da União ocorreu nesta quarta-feira (14).

A nova legislação determina que a prática de reabilitação — que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação

voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência — será exercida por uma equipe multiprofissional, integrada por médico, médico veterinário

e profissionais como psicólogo, fisioterapeuta e da equitação.

Também poderão fazer parte da equipe pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e professores de educação física, desde que possuam curso específico

na área da equoterapia. Outra exigência é que deve haver o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo praticante, por meio de um registro periódico,

sistemático e individualizado das informações em prontuário.

Os centros de equoterapia somente poderão operar se obtiverem alvará de funcionamento da vigilância sanitária, de acordo com as normas sanitárias previstas

em regulamento. Esses centros devem ser responsáveis pelo atendimento médico de urgência ou pela remoção para unidade de saúde, em caso de necessidade.


O autor da proposta, senador Flávio Arns (Rede-PR), argumenta que a interação com o cavalo e o ato de montar, desenvolve novas formas de socialização,

autoconfiança e autoestima. De acordo com o projeto, a prática passa a ser condicionada a um parecer favorável, com avaliação médica, psicológica e fisioterápica.


O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados (
SCD 13/2015)
ao Projeto de Lei do Senado (PLS)
264/2010.

A lei entra em vigor em 180 dias.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Brasil: Cura instantânea de cegueira motivou canonização de Irmã Dulce pelo Vaticano

Após segundo milagre reconhecido, ela deve ser canonizada como a primeira mulher brasileira declarada santa

A cura instantânea da cegueira de um homem de cerca de 50 anos foi o milagre ratificado pelo Vaticano para a canonização da religiosa baiana Maria Rita

Lopes Pontes, a Irmã Dulce.

Ela teve o seu segundo milagre reconhecido pelo Vaticano e deverá ser canonizada pelo papa Francisco como a primeira mulher brasileira declarada santa.

Irmã Dulce, religiosa católica baiana - Anthony Roywoley/OSID/Divulgação

O paciente, que ainda não teve o nome divulgado, conviveu com a cegueira durante 14 anos e voltou a enxergar de forma permanente desde 2014.

A cura teria acontecido em um dia em que este paciente estava com uma conjuntivite e com dores agudas nos olhos e clamou por Irmã Dulce por uma solução.

No dia seguinte, ele teria voltado a enxergar.

“Não tinha explicação. Era um paciente que estava cego e que de um dia para o outro ele volta a enxergar, sem explicação”, afirma Sandro Barral, médico

das Obras Sociais Irmã Dulce e que foi perito inicial da causa.

O paciente –que antes de ficar cego trabalhava na área de informática– caminhava com a ajuda de uma guia e tinha acabado de receber um cão guia que havia

sido treinado exclusivamente para acompanhá-lo no dia a dia.

Antes de ser encaminhado para Roma, o caso foi analisado por oftalmologistas de Salvador e São Paulo, que examinaram pessoalmente o paciente e não encontraram

explicação para a cura.

“Tem uma coisa que é ainda mais espetacular: os exames dele são de um paciente cego. Porque tem lesões pelas quais o paciente não deve enxergar. E ele

enxerga”, afirmou Sandro Barral.

O milagre foi avaliado por uma comissão de médicos em Roma, que também não encontraram explicação científica para o acontecimento. Na sequência, o caso

foi analisado por uma comissão de teólogos e depois por uma comissão de cardeais.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/05/cura-instantanea-de-cegueira...

Dia Mundial de Conscientização sobre Acessibilidade é comemorado

Imagem: banner ilustrativo com imagem de teclado de computador com símbolo de acessibilidade física

Esta quinta-feira, 16 de maio, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre Acessibilidade, que é conhecido, em inglês, como Global Accessibility
Awareness Day
(GAAD), sua comemoração acontece toda terceira quinta-feira do mês de maio.

A data foi criada em 2012 quando um desenvolvedor e um profissional de acessibilidade tiveram a ideia de criar o primeiro GAAD e tem o objetivo de aumentar

a conscientização a respeito da acessibilidade nos meios e conteúdos digitais.

A ideia é falar sobre o assunto e fazer as pessoas pensarem sobre a importância de todos os websites, aplicativos e softwares serem projetados para que

possam ser usados por todos, independentemente de qualquer deficiência.

Uma das propostas da data é de que neste dia todos os desenvolvedores revisem pelo menos uma página de seu site com um olhar para a acessibilidade digital

e a inclusão das pessoas com deficiência nas plataformas da web.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

SP tem novo local de exame de direção para PCDs

Parceria entre Detran.SP e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência permite dobrar capacidade mensal de provas
O Governador em exercício, Rodrigo Garcia, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, o diretor-presidente do Departamento

Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), Paulo Roberto Falcão Ribeiro, inauguraram nesta terça-feira (14), em São Paulo, um novo local de exames

práticos de direção veicular para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Instalado no Centro de Tecnologia e Inovação – Imigrantes, anexo ao Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, na zona sul da Capital, o espaço atenderá

cerca de 120 candidatos a motoristas com algum tipo de deficiência física por semana. No futuro, com mais demanda, a capacidade pode chegar a 150 atendimentos

diários.

“O Detran se transformou nos últimos anos, virou um dos melhores serviços públicos prestados pelo Estado . Agora, cabe a todos nós procurar oportunidades

de melhoria e cada vez mais prestar o melhor serviço público”, destacou o Governador em exercício Rodrigo Garcia. Ele lembrou que “todo esforço que está

sendo feito é para atender as pessoas, em especial as que mais precisam”.

Em média, 3.600 pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida fazem mensalmente a prova prática em São Paulo, na unidade Aricanduva do Detran.SP, na zona

leste. Com o novo local na zona sul, a capacidade mensal praticamente vai dobrar, proporcionando melhor atendimento à população. No total, 12 mil candidatos

a motorista fazem exame prático na Capital, incluindo aqueles sem nenhuma deficiência.

“O Detran de São Paulo reafirma o compromisso com a cidadania, a dignidade e com a igualdade de direitos. Este segundo local para a realização de exames

práticos para pessoas com deficiência é mais uma ação do governo paulista no sentido de universalizar o acesso ao processo de habilitação de condutores”,

afirmou o diretor-presidente do Detran.SP, Paulo Roberto Falcão Ribeiro.

O novo espaço inaugurado conta com banheiros acessíveis, hall coberto para espera, três salas para atendimento médico, acessibilidade, auditório e a pista

com o trajeto da avaliação. Os alunos chegam ao local, passam por avaliação médica e, em seguida, fazem a prova, também acompanhados de médico e examinador.


“Este é um local acolhedor. Com estacionamento e mobilidade para embarque e desembarque das pessoas com deficiência, facilitando para quem vem fazer prova”,

destacou Célia Leão, Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O passo a passo para o processo de obtenção de CNH para pessoas com deficiência está no
portal do Detran.SP Site externo.
Candidatos surdos podem acompanhar um
tutorial em Libras Site externo.

Fonte:
Portal do Governo do Estado de S. Paulo Site externo

Chip colocado no cérebro lê e ativa neurônios poderá reverter cegueira e surdez

Os cientistas da Universidade de Rice, localizada nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um microscópio minúsculo para ser implantado no cérebro humano.

A ideia é que o instrumento leia sinais de alguns neurônios ligados à visão e também a audição e os transmita, auxiliando assim na recuperação desse sentidos.


O projeto é uma iniciativa do governo dos Estados Unidos em parceria com algumas universidades e tem o objetivo de fornecer um caminho alternativo para

que imagens e sons cheguem direto ao cérebro humano. Por tanto, o microscópio e seu software precisam decodificar e desencadear neurônios na camada mais

externa do cérebro, o córtex.

Chamado de FlatScope, o objeto lembra um chip, que é implantado entre o crânio e o córtex. Ele é como se fosse um “primo” da FlatCam, uma câmera muito

pequena que não utiliza lentes desenvolvida por cientistas da mesma Universidade. Por agora, o foco será nos neurônios da visão.

A ideia é fazer com que uma proteína modifique neurônios e os faça ficarem luminosos quando ativados. A interface óptica do microscópio conseguiria identificá-los

e estimulá-los. “Estamos adotando uma abordagem totalmente ótica em que o microscópio pode ser capaz de visualizar um milhão de neurônios”. Diz um dos

cientistas, Ames Robinson, do Departamento de Engenharia Elétrica e de Informática.

Ames Robinson declarou em comunicado da universidade à imprensa que a nova abordagem supera muito os limitados sistemas atuais que monitoram e fornecem

informações aos neurônios.

“Somos capazes de criar processadores extremamente densos com bilhões de elementos em um chip para o telefone em seu bolso. Então, por que não aplicar

esses avanços às interfaces neurais?”, Pergunta Robinson.

Com um aporte financeiro de mais de US$ 65 milhões, ainda não há previsão de quando o dispositivo chegará ao público.

Fonte:
https://engenhariae.com.br

Virada Cultural terá 71 espetáculos com tradução em libras

Virada Cultural terá 71 espetáculos com tradução em libras vai ser sabado e adomingo agora
A Capital da Cultura receberá grandes nomes da atualidade como Anitta, Lucas Lucco, Anavitória e Ludmilla
Durante os dias 18 e 19 de maio, acontece a 15ª edição da Virada Cultural de São Paulo, promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria

Municipal de Cultura (SMC). O evento ocupará mais de 250 pontos em toda a cidade nas 32 subprefeituras, com uma programação com mais de 1.200 atrações,

entre elas shows, cinema, exposições, gastronomia, oficinas, vivências e performances.

Haverá transmissão inédita e ao vivo do evento para todo o Brasil pela Spcine Play. O programa Cultura Inclusiva, uma parceria entre a SMC e a Secretaria

Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), também fará parte do evento, levando tradução em Libras a 23 palcos e 71 espetáculos da Virada Cultural.

O público infantil não pode ficar de fora, a Biblioteca Monteiro Lobato, localizada à Rua Gen. Jardim, 485 - Vila Buarque trará o Viradinha, programação

exclusiva para crianças. Já o Theatro Municipal trará Música Clássica Para Crianças com Orquestra Sinfônica Infantojuvenil e Intervenções de palhaços todos

esses espetáculos com Libras. Confira os horários na programação.

Com expectativa de público de 5 milhões de pessoas, o evento conta, pela primeira vez, com um palco inteiramente dedicado à música sertaneja, traz o palco

de música cristã para o Centro, incorpora a maior programação de gastronomia de todas as edições e leva atrações renomadas dos palcos principais para pontos

descentralizados. Outras novidades desta edição são a integração do corredor aberto da Paulista – com atrações 24h na rua e em instituições como IMS, Japan

House, Sesc Paulista, Itaú Cultural (com Libras também) e vão do Masp - e das quadras de Escolas de Samba ao roteiro do evento.

Confira a programação com tradução em Libras:

simbolo de acessibilidade de libras - duas mãos se tocam sobre um plano de fundo azul escuro.

NORTE

FREGUESIA DO Ó
DOM 10h - 11h Chocobrothers [circo] LIBRAS
DOM 14h - 15h Janayna Pereira [música] LIBRAS
DOM 16h - 17h30 Henrique & Diego [música] LIBRAS

CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE RUTH CARDOSO
SÁB 18h - 19h Rashid [música] LIBRAS
SÁB 20h - 21h Karol Conka [música] LIBRAS

OESTE

CENTRO CULTURAL TENDAL DA LAPA
DOM 10h30 - 11h30 Picadeiro Aberto com Circo Utopia [circo] LIBRAS
DOM 13h30 - 14h30 Paine, a Louca das Frutas [circo] LIBRAS
DOM 12h - 13h Trupe Baião de Dois [circo] LIBRAS
DOM 16h - 17h Flávia Bittencourt canta Dominguinhos [música] LIBRAS
DOM 15h - 16h Trio Valentim Flamini [circo] LIBRAS

LESTE

COHAB 2 / Praça Brasil
DOM 11h - 12h Esquadrão Bombelhaço - Circo Palombar [circo] LIBRAS
DOM 13h -14h Berço do Samba de São Mateus [música] LIBRAS
DOM 15h - 16h Odisseia das Flores convida De Menos Crime [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Criolo [música] LIBRAS

SUL
M’BOI MIRIM
DOM 12h - 13h15 É O Tchan convida Reinaldo e Ninha [música] LIBRAS
DOM 13h30 - 14h30 Tinkus [música e dança] LIBRAS
DOM 15h - 16h30 Exaltasamba [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Cidinho e Doca [música] LIBRAS

CHICO SCIENCE - IPIRANGA
DOM 13h - 14h Família Sabotage [música] LIBRAS
DOM 15h - 16h Tássia Reis [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Rappin Hood [música] LIBRAS

TEATRO JOÃO CAETANO
DOM 16h - 16h50 A bruxinha que era boa [teatro infantil] LIBRAS

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO - CCSP
SÁB 18h às 21h Azymuth, Rodrigo Brandão, Tiago França, Rodrigo Carneiro e Tulipa Ruiz [música] LIBRAS

CENTRO

CÁSPER LÍBERO - POP
DOM 11h - 12h Jão [música] LIBRAS
DOM 13h - 14h Onze:20 [música] LIBRAS
DOM 15h - 16h Vitor Kley [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Silva [música] LIBRAS

REPÚBLICA DA DIVERSIDADE
SÁB 19h - 20h Novas Famílias, Marina Lima convida Letrux [música] LIBRAS
SÁB 22h - 23h Ocupação Travesti [música] LIBRAS

DOM 13h30 - 14h30 Jaloo convida Gaby Amarantos + Mc Tha [música] LIBRAS
DOM 16h - 17h Baile da Preta - Preta Gil [música] LIBRAS

AROUCHE - BREGA
SÁB 18h - 19h Silvio Brito [música] LIBRAS
SÁB 20h - 21h Márcio Greyck [música] LIBRAS
SÁB 22h - 23h Maria Alcina [música] LIBRAS
DOM 00h - 01h Genival Lacerda [música] LIBRAS

RIO BRANCO - ROCK
DOM 12h - 13h Tributo a Raul Seixas [música] LIBRAS
DOM 16h30 - 18h Ira! [música] LIBRAS

COPAN - ITAMAR 70
SÁB 18h - 19h30 Denise Assunção [música] LIBRAS
SÁB 21h - 22h30 Zélia Duncan convida Tetê Espíndola [música] LIBRAS
SÁB e DOM 23h30 - 01h Porcas Borboletas convida BNegão [música] LIBRAS

SÃO JOÃO - MPB/SAMBA
DOM 12h - 13h15 O Grande Encontro - 20 anos [música] LIBRAS
DOM 14h30 -15h45 Samba da Maria - Maria Rita [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Roda de Samba da Ludmilla [música] LIBRAS

PAISSANDÚ - PIOLIN
DOM 10h - 11h O Show da palhaça Rubra [Circo] LIBRAS
DOM 12h - 13h La Gran Arena [Circo] LIBRAS
DOM 14h - 15h Circo do Só Eu [Circo] LIBRAS
DOM 16h - 17h Vida de Circo [Circo] LIBRAS

ANHANGABAÚ - PLURAL
DOM 12h - 13h30 Anitta [música] LIBRAS
DOM 14h30 - 15h30 Anavitória [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Lucas Lucco [música] LIBRAS

BARÃO DE LIMEIRA - DISCOS
DOM 09h - 10h Joyce Moreno / Feminina [música] LIBRAS
DOM 12h - 13h Larissa Luz canta Elza Soares / Do Cóccix Até o Pescoço [música] LIBRAS
DOM 15h - 16h Fernanda Abreu / Raio X [música] LIBRAS

PATRIARCA - EXPERIMENTA
DOM 11h - 12h MC Carol convida Tati Quebra Barraco [música] LIBRAS *18 anos*
DOM 14h - 15h Céu & Tropkillaz apresentam Tropical Jukebox [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Afrocidade [música] LIBRAS

LUZ - SERTANEJO
DOM 12h - 13h Marcos & Belutti [música] LIBRAS
DOM 14h30 - 15h30 Mano Walter [música] LIBRAS
DOM 17h - 18h Naiara Azevedo [música] LIBRAS

SÉ - MÚSICA CRISTÃ
DOM 10h - 11h Banda Alma Livre [música] LIBRAS
DOM 12h - 13h Laura Souguellis [música] LIBRAS
DOM 13h15 - 13h45 Vocal Livre [ música]
DOM 14h - 15h Kemuel [música] LIBRAS
DOM 16h - 17h Rosa de Saron [música] LIBRAS

THEATRO MUNICIPAL MULTICULTURAL
DOM 11h - 12h Música Clássica Para Crianças com Orquestra Sinfônica Infantojuvenil e Intervenções de palhaços [música e Intervenção] LIBRAS
DOM 14h - 15h Abraço ViraHonk! SP [música] LIBRAS
DOM 16h - 17h Orquestra Experimental de Repertório com Branco Mello e Miranda Kassin [música] LIBRAS

BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
DOM 11h - 12h Slam das Minas - Pam Araujo [intervenção artística] LIBRAS
DOM 13h - 14h Sarau das Pretas - Nathalie Mendes Sistig [intervenção artística] LIBRAS
DOM 15h - 16h Slam da Resistência - Lica [intervenção artística] LIBRAS
DOM 17h - 18h Sarau dos mesquiteiros - Rodrigo Ciríaco [intervenção artística] LIBRAS

BIBLIOTECA MONTEIRO LOBATO - VIRADINHA
DOM 10h - 11h Arraial da Trupe [música] [infantil]LIBRAS
DOM 12h - 13h Nerina a Ovelha Negra [teatro] [infantil] LIBRAS
DOM 14h - 14h45 Dinah [contação de história] [infantil] LIBRAS
DOM 15h - 16h Planeta Oca [música] [infantil]LIBRAS
DOM 15h - 15h45 Três Marias e Um João [contação de história] [infantil] LIBRAS
DOM 16h - 16h45 Saduci [contação de história] [infantil] LIBRAS
DOM 17h - 18h Sainha de Chita [música] [infantil] LIBRAS

ITAÚ CULTURAL
SÁB 18h - 19h O príncipe da Dinamarca [teatro] LIBRAS
SÁB 21h - 22h Espetáculo Galo Índio [teatro] LIBRAS
SAB 23h30 - 23h45 Performance com Bárbara Francesquine [performance] LIBRAS
DOM 00h - 01h30 Cabaré circense da virada [circo] [teatro] LIBRAS
DOM 09h30 - 11h30 Mágica close up LIBRAS
DOM 11h - 13h Vivência de circo para crianças [circo] LIBRAS
DOM 12h - 12h50 Contação Virados no Cordel - Grupo Parampará [contação de história] LIBRAS
DOM 14h - 14h30 e 16h - 16h30 A Não Ser | Pocket de Poesia LIBRAS
DOM 15h - 16h Flou | Ieltxu Martinez Ortueta [teatro] LIBRAS

Para saber mais e ter a programação completa acesse o site:
http://agendao.prefeitura.sp.gov.br/
fonte s m p e d

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Fundação Dorina e Maurício de Sousa lançam quadrinhos em braille

Publicado por Fernando Freitas
Dorinha, personagem cega da Turma da Mônica inspirada em Dorina Nowill, fala sobre deficiência visual no livro Como Dorinha vê o mundo
Descrição da imagem: foto de uma página do livro Como Dorinha Vê o Mundo. A personagem Dorinha toca o cabelo de Cebolinha. Mônica observa e ri.

“É através do tato, usando os dedos e as mãos, que os cegos começam a perceber o mundo…”, explica Dorinha, personagem inspirada em Dorina Nowill, a Mônica

e Cebolinha – também criações clássicas de Maurício de Sousa.

A mais famosa turma brasileira das HQs invade a inédita publicação Como Dorinha vê o mundo, que será distribuída gratuitamente para 500 escolas da rede

municipal de ensino, de São Paulo.

A iniciativa da Fundação Dorina Nowill para Cegos conta com a importante parceria do
Instituto Maurício de Sousa ,
na cocriação da obra, e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD), que viabiliza a produção dos 3 mil exemplares da primeira edição do livro

impresso em braille e fonte ampliada. Em suas 24 páginas, até os clássicos traços e ilustrações de Maurício de Sousa são acessíveis, claro.

Início do grupo Lançamento do livro Como Dorinha vê o mundo, na Fundação Dorina, contou com a presença da protagonista, que divertiu as crianças atendidas

pela instituição
Descrição da imagem: foto de Cristian, uma criança atendida pela Fundação Dorina, tocando o rosto da personagem Dorinha, que segura as mãos do menino.

Lançamento do livro Como Dorinha vê o mundo, na Fundação Dorina, contou com a presença da protagonista, que divertiu as crianças atendidas pela instituição

Fim do grupo

De forma lúdica e criativa, Como Dorinha vê o mundo faz parte da “Série Dorina” e apresenta a realidade das pessoas com deficiência visual, o sistema braille

e outros instrumentos que possibilizam a democratização da cultura e da brincadeira.

O formato da versão impressa também promove a literatura inclusiva entre crianças e jovens cegos, com baixa visão e videntes. “Todos os alunos podem ler

o livro. E os professores e educadores também. Isso é inclusão. Esse é o legado de
Dorina de Gouvêa Nowill,
nossa fundadora que, neste mês de maio, completaria 100 anos e há mais de 70 anos foi pioneira na luta por um mundo mais acessível e uma sociedade mais

inclusiva”, comemora Alexandre Munck, superintendente da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Dorina 100 anos

Nascida em maio de 1919, na capital paulista, Dorina de Gouvêa Nowill ficou cega repentinamente, aos 17 anos, em consequência de uma doença não diagnosticada.

A partir da perda completa da visão, ela começava a fazer história e a construir os pilares da instituição que, no futuro, levaria seu nome e sua causa.


À frente do seu tempo, Dorina Nowill também foi responsável pela articulação e implementação de importantes políticas públicas nacionais, amplo espaço

de fala e representatividade internacional, como sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 1981. Dorina Nowill faleceu em agosto

de 2010, aos 91 anos, deixando um legado que permanece e segue adiante por meio dos colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários

da instituição.

Em 2019, celebramos o centenário dessa mulher, que desempenhou um importante papel na luta pela inclusão de pessoas com deficiência visual.
fonte blog dorina

Saiba como ficam os direitos das PCDs com o texto da Reforma Previdenciária

Entre possíveis mudanças, está a faixa etária mínima para homens e mulheres com deficiência se aposentarem e benefício em caso de invalidez
Confira o texto do advogado Thiago Helton para o portal R7 sobre os impactos do texto da Reforma da Previdência nos direitos das pessoas com deficiência:


Desde a apresentação do novo projeto de reforma previdenciária elaborado pelo Governo Bolsonaro, várias discussões sobre o assunto se intensificaram não

apenas no cenário político e na mídia, mas também nas redes sociais, nas rodas de conversa, resenhas de amigos… Todo mundo falando sobre as polêmicas e

efeitos da reforma.

Então, para auxiliar o nosso público no no debate e no entendimento do tema que alcança os mais diversos segmentos da sociedade, eu me debrucei sobre o

texto atual da reforma e resolvi elencar neste artigo os principais pontos que afetam diretamente a temática dos direitos das pessoas com deficiência (PCDs).


Atenção, a abordagem a seguir, não se trata de análise do texto da reforma por inteiro, mas exploramos tão somente às implicações do projeto no que tange

aos Direitos da PcD.

Então, sem delongas. Tomem nota!

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

A primeira alteração significativa no que tange ao Benefício de Prestação Continuada encontra-se na nova redação do art. 203, V, apresentada pelo projeto

de reforma previdenciária.

O novo texto preserva a garantia do benefício à pessoa com deficiência, desde que, previamente seja submetida à avaliação biopsicossocial realizada por

equipe multiprofissional e interdisciplinar, que comprove estar em condição de miserabilidade, vedada a acumulação com outros benefícios assistenciais

e previdenciários.

Tecnicamente, o novo texto reflete o objetivo de se impor maior rigor nas análises de concessão e manutenção do benefício, o que já está sendo feito em

termos de fiscalização elo Governo Federal.

Para as pessoas com deficiência, atualmente, o BPC/LOAS é garantido para aqueles que comprovarem renda familiar igual ou inferior a R$ 249,50, equivalente

a 1/4 do salário mínimo por membro da família.

A princípio, o texto da reforma não traz modificações nos critérios de renda que permanecem como pilar para concessão e manutenção do benefício. Porém,

para aferir a chamada “condição de miserabilidade”, o projeto passa a exigir um patrimônio familiar inferior a R$ 98 mil, o equivalente à Faixa 1 do Minha

Casa Minha Vida.

No meu entendimento esse é um dos maiores equívocos cometidos pelo projeto e que pode prejudicar de forma relevante milhares de famílias que se encontram

em real condição de miserabilidade, sem acesso a políticas efetivas de emprego e renda e que podem não ser enquadradas nessa condição por terem a propriedade

de um simples imóvel familiar avaliado em mais de R$ 98 mil.

A rigor as regras não mudam para as pessoas com deficiência que já recebem o benefício. Mas, caso o projeto seja aprovado na forma que está, isso não quer

dizer que em futuras revisões para manutenção do benefício o critério patrimonial para condição de miserabilidade não venha a ser aplicado.

Lado interessante no tocante ao BPC, na nova proposta, restringe-se à incorporação do art. 94 da LBI no texto constitucional, o que garante o auxílio-inclusão

para a pessoa com deficiência que deixa de receber o BPC para exercer atividade remunerada. Trata-se de um benefício equivalente à 10% do valor do BPC

para complementar a renda da pessoa com deficiência. Lembrando, que nesse caso a pessoa com deficiência que começa a trabalhar, não perde o seu BPC, o

benefício fica apenas suspenso.

Entretanto os beneficiários nessa qualidade permanecem sem direito ao décimo terceiro.

Em relação aos idosos o texto da reforma traz duras mudanças. O benefício de um salário mínimo só seria garantido aos idosos, em condição de miserabilidade,

a partir dos 70 aos de idade. Sendo que, a partir dos 60 anos seria garantido tão somente um benefício em valor reduzido, fixado em R$ 400,00, sem garantia

de reajuste. Sem dúvidas trata-se do maior retrocesso dentro do atual projeto de reforma previdenciária.

Aposentadoria por invalidez

Na regra atual a aposentadoria por invalidez tem como base pagamento de 100% da média salarial do segurado quando da concessão do benefício.

Segundo o projeto de reforma previdenciária, apenas os segurados que se tornarem pessoas com deficiência em virtude de um acidente de trabalho, doença

profissional ou do trabalho é que teriam direito a 100% da média salarial em caso de “aposentadoria por invalidez”, que passa a se chamar “aposentadoria

por incapacidade permanente”.

Caso a deficiência incidental aconteça por outra razão, por exemplo um acidente de carro nas férias do trabalhador ou um AVC em casa no final de semana,

segundo o texto da reforma, essa pessoa só teria direito a 60% da média salarial. Caso o segurado já tenha completado 20 anos de contribuição, o valor

será acrescido em 2% por cada ano a mais, ou seja, nessas circunstâncias seriam necessários 40 anos de contribuição para chegar a 100/% da média salarial.


É evidente o custo de vida de uma pessoa com deficiência, sobretudo as despesas com saúde, passam a ser bem maiores do que antes de se encontrar nessa

qualidade. Contudo, infelizmente, o projeto não considera essa realidade que já é dura para o cidadão com deficiência e que pode se tornar ainda pior para

aqueles que vão entrar na condição de deficiência caso o texto seja aprovado nesses termos.

Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (Segurado pelo RGPS)

Atendendo a previsão do §1º do art. 201 da Constituição Federal, a Lei Complementar 142 de 2013 foi criada para estabelecer critérios diferenciados para

aposentadoria da pessoa com deficiência, uma grande conquista social que produz efeitos significativos nas regras de hoje.

De acordo com o texto legal atual a pessoa com deficiência pode se aposentar por idade, aos 60 anos, se homem, ou 55 anos, se mulher, desde que o cidadão

comprove o mínimo de 180 contribuições realizadas exclusivamente na condição de pessoa com deficiência (15 anos).

O texto da LC 142/2013 também prevê o benefício de aposentadoria ao cidadão com deficiência que comprovar o tempo de contribuição necessário, conforme

o seu grau de deficiência (leve, moderada ou grave). Deste período de contribuição, no mínimo 180 meses devem ter sido trabalhados na condição de pessoa

com deficiência.

O projeto de reforma previdenciária, a princípio não apresenta expressamente a desconstrução dessa modalidade especial de aposentadoria da pessoa com deficiência.

Mas o projeto atual também perde a oportunidade de recepcionar expressamente as regras da lei complementar 142/2013, no que tange ao segurado com deficiência,

o que juridicamente era possível fazer.

Contudo, no texto de reforma atual o cerne do projeto se dá justamente na possibilidade de alterações posteriores nas regras previdenciárias mediante nova

lei complementar de iniciativa do Poder Executivo.

No caso, a reforma deixa claro que, se aprovado o texto do projeto como está, uma nova lei poderá estabelecer idade mínima e tempo de contribuição distintos

da regra geral para concessão de aposentadoria para os segurados com deficiência, previamente submetidos à avaliação biopsicossocial realizada por equipe

multiprofissional e interdisciplinar.

Entretanto, além do projeto já deixar sinalizado que uma nova lei complementar poderá trazer novas regras para o tema, o texto acaba nos surpreendendo

com uma regra de transição interessante.

O texto da reforma estabelece que até que entre em vigor essa nova lei complementar, as aposentadorias garantidas aos segurados com deficiência previamente

submetidos à avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar serão concedidas com valor de 100% da média aritmética

desde que cumpridos:

• 35 anos de contribuição para deficiência considerada leve;

• 25 anos de contribuição para deficiência considerada moderada;

• 20 anos de contribuição para deficiência considerada grave;

A princípio, por interpretação literal, o texto não traz diferenciação de idade por sexo para as pessoas com deficiência, o que melhora a situação dos

homens com deficiência grave por exemplo, pois segundo as regras atuais precisariam ter de 25 anos de contribuição para essa modalidade de aposentadoria.


Mas vale frisar que, embora o projeto original não seja claro quanto a idade mínima necessária para a aposentadoria da PcD, o texto ao menos garante expressamente

a possibilidade de essas regras diferenciadas sejam estabelecidas por nova lei complementar.

Tecnicamente, se aprovado desta forma o projeto, as regras de transição, que teriam força constitucional, estariam acima da Lei Complementar 142/2013,

em respeito a chamada hierarquia das normas jurídicas.

Contudo, vale destacar que uma nova lei complementar a ser aprovada após a reforma previdenciária, poderá estabelecer novos critérios diferenciados de

aposentadoria para as pessoas com deficiência pelo Regime Geral de Previdência Social. Logo precisamos ficar atentos ao que pode vir após aprovação da

reforma no Congresso Nacional.

Aposentadoria dos servidores com deficiência

Atualmente os servidores públicos com deficiência seguem aguardando ansiosamente pela criação da lei complementar prevista no art. 40, §4º, I do atual

texto constitucional, para que sejam estabelecidos os critérios especiais de aposentadoria do servidor nessa qualidade.

Enquanto isso não acontece, conforme entendimento atual do Supremo Tribunal Federal, é possível aplicar aos servidores com deficiência, as regras do regime

geral de previdência social, ou seja, por analogia podem ser adotadas as regras da Lei Complementar 142/2013 para os pedidos de aposentadoria especial

do servidor público efetivo com deficiência.

No texto da reforma previdenciária, a previsão de uma lei complementar para tratar do tema continua existindo, porém já sinalizando expressamente que quando

a matéria vier a ser regulada a avaliação da deficiência deverá ser de cunho biopsicossocial e realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.


Contudo, em suas regras de transição, o projeto garante aos servidores com deficiência que tiverem entrado em exercício até a promulgação da Emenda Constitucional

da reforma, o direito de se aposentar voluntariamente com tempo de contribuição proporcional à gravidade da deficiência, como acontece no regime geral,

porém com o requisito cumulativo de pelo menos 20 anos de efetivo exercício e de pelo menos 5 anos no cargo em que se der a aposentadoria.

No que tange à idade mínima para servidores com deficiência, o texto não é claro nas regras de transição. Mas a proposta inicial prevê, assim no regime

geral, a possibilidade de regras diferenciadas de idade mínima e tempo de contribuição mediante lei complementar.

Ajustes são necessários em respeito à dignidade da pessoa com deficiência

No tocante específico aos direitos das pessoas com deficiência o texto atual da reforma previdenciária, ao menos, não se apresenta tão cruel quanto era

o projeto anterior elaborado pelo Governo Temer. Contudo existem mudanças que são mais do que necessárias sob pena de se institucionalizar, pela via previdenciária,

a violação à dignidade da pessoa com deficiência.

O momento político é o mais adequado e cirúrgico para se discutir demandas mais do que necessárias como a mudança nos critérios de renda para concessão

e manutenção do BPC. Esperamos que o Congresso Nacional não se mantenha inerte nesse ponto engolindo ainda o novo critério patrimonial de R$ 98 mil para

concessão do benefício, o que pode agravar ainda mais a situação das famílias em condição real de miserabilidade.

Por fim, vale lembrar que a aposentadoria diferenciada para as pessoas com deficiência na forma da LC 142/2013, foi uma grande conquista social para o

segmento. Muito embora o projeto de reforma, aparentemente, otimize essa modalidade de aposentadoria da pessoa com deficiência pelo regime geral, fica

o receio de que futuramente uma nova lei complementar possa gerar algum retrocesso.

Confira o
projeto de reforma previdenciária Site externo
na íntegra com algumas marcações nas partes que afetam os direitos das pessoas com deficiência.

Fonte:
R7 Site externo

Fundação Dorina e LEGO Foundation lançam LEGO Braille Bricks para crianças cegas

Publicado por Fernando Freitas
Famosos em todo o mundo, bloquinhos de montar ganham versão em braille para ajudar na alfabetização de crianças com deficiência visual

Um brinquedo que educa, diverte e inclui. Essa é a proposta do LEGO Braille Bricks, uma versão inclusiva dos famosos blocos de montar para crianças com

deficiência visual! A novidade, desenvolvida pela Fundação Dorina em parceria com a
LEGO Foundation 
e
Grupo LEGO ,
foi apresentada mundialmente em Paris nesta quarta-feira (24) durante a ‘Conferência de Marcas Sustentáveis’ e também na sede da Fundação Dorina, em São

Paulo.

Na nova versão, os pinos das pecinhas representam o alfabeto braille, tornando-se uma poderosa ferramenta para a alfabetização e lazer de crianças cegas.

Além disso, cada bloco também traz a respectiva letra impressa, justamente para que todas as crianças – com ou sem deficiência – possam aprender e se divertir

juntas!

Início do grupo Crianças atendidas pela Fundação Dorina e seus familiares puderam brincar com o LEGO Braille Bricks no lançamento do brinquedo em São Paulo


Descrição da imagem: foto de três crianças em volta de uma mesa manuseando peças do LEGO Braille Bricks. Ao fundo há duas mulheres e um menino.
Crianças atendidas pela Fundação Dorina e seus familiares puderam brincar com o LEGO Braille Bricks no lançamento do brinquedo em São Paulo
Fim do grupo

“O braille ainda é a única maneira de alfabetizar uma criança com deficiência visual e o LEGO® Braille Bricks é uma ferramenta inovadora, que colabora

efetivamente para o aprendizado inclusivo, envolvendo não só as crianças cegas e com baixa visão, mas também os colegas videntes”, afirma Ika Fleury, presidente

do Comitê Braille Bricks da Fundação Dorina.

Início do grupo Ika Fleury apresenta projeto para profissionais da Educação, imprensa e convidados na Fundação Dorina
Descrição da imagem: foto do auditório da Fundação Dorina com dezenas de pessoas sentadas. À frente delas, Ika Fleury gesticula com as duas mãos abertas.

Ao fundo, um telão.
Ika Fleury apresenta projeto para profissionais da Educação, imprensa e convidados na Fundação Dorina
Fim do grupo

Para ela, o lançamento tem ainda um significado muito especial porque, em 2019, Dorina Nowill completaria 100 anos de vida. “Seu centenário será marcado

por esse grande presente que a Fundação Dorina entrega para todas as crianças com deficiência visual do mundo: a oportunidade de aprender no sistema braille,

ao mesmo tempo que se relacionam e se divertem com os demais colegas”, diz.

Distribuição

O produto está sendo testado em dinamarquês, norueguês, inglês e português, enquanto o alemão, espanhol e francês serão avaliados no terceiro trimestre

de 2019.

Início do grupo Kits representam todo o alfabeto, além de números e sinais matemáticos em braille
Descrição da imagem: foto de um garoto manuseando peças do LEGO Braille Bricks. Ele está de perfil, usa óculos e tem o rosto bem próximo às peças, com

o queixo sobre a mesa.
Kits representam todo o alfabeto, além de números e sinais matemáticos em braille
Fim do grupo

A versão final do kit deverá ser lançada em 2020 e distribuída gratuitamente para instituições selecionadas por meio de parceiros participantes nos mercados

onde os testes estão sendo realizados.

Serão aproximadamente 250 peças cobrindo o alfabeto completo, números de 0 a 9, símbolos matemáticos selecionados e inspiração para o ensino e jogos interativos.

fonte blog dorina

terça-feira, 14 de maio de 2019

Escolas distribuirão livros em braille da ‘Turma da Mônica’

Publicação apresenta realidade das pessoas com deficiência visual por meio da personagem cega Dorinha
Ilustração da turma da Mõnica. Da esquerda para a direita: Magali, Cebolinha, Bidu, Mônica e Cascão
Leia a matéria do
portal Terra Site externo
sobre a parceria entre a Fundação Dorina Nowill para Cegos e o
Instituto Mauricio de Sousa Site externo:

Dorinha é um dos personagens criados por Mauricio de Sousa que promovem inclusão e representatividade. A menina cega que reconhece seus amigos pela voz

e pelo cheiro é a protagonista do novo livro Como Dorinha Vê o Mundo, que será distribuído gratuitamente para 500 escolas municipais de São Paulo.

O material foi desenvolvido por meio da parceria entre o Instituto Mauricio de Sousa e a Fundação Dorina Nowill para Cegos, e contaram com as personagens
Dorinha
e Mônica estiveram na instituição para apresentar a publicação e fazer a distribuição nesta sexta-feira, 3.

A obra faz parte da Série Dorina e apresenta a realidade das pessoas com deficiência visual, o sistema braile e outros instrumentos que possibilitam a

democratização da cultura e da brincadeira. Além de a história e os desenhos serem em braille, a história também é escrita no alfabeto português. Assim,

quem tem baixa visão ou enxerga também poderá aproveitar.

Dorinha foi inspirada em Dorina de Gouvêa Nowill, fundadora da organização que ficou cega repentinamente, aos 17 anos, em consequência de uma doença não

diagnosticada. Este ano, completam-se cem anos do nascimento dela.

Personagens da ‘Turma da Mônica’ que promovem a inclusão

André – Menino autista, é mais introspectivo, não aponta para coisas interessantes nem tem muitas habilidades sociais. Mas isso não importa, porque a turma

acolhe o menino nas brincadeiras.

Dorinha – Uma das mais novas integrantes da turma, é cega, reconhece seus amigos pela voz, pelo cheiro e está completamente enturmada. Antenada na moda,

está sempre com roupas fashion, corte de cabelo moderno e óculos escuros. Além disso, segura numa mão sua bengalinha e, na outra, a coleira de Radar, um

labrador que a ajuda a se guiar.

Humberto – tem deficiência auditiva e não fala, apenas murmura “hum-hum”. Uns acham que ele é mudinho. Outros, que economiza a voz. Mas, enquanto isso,

o menino vai aprontando suas confusões.

Luca – O menino é paraplégico e, por isso, se locomove em uma cadeira de rodas. É amante dos esportes, principalmente de basquete, e está sempre disposto

a brincar e aprontar com a Mônica ao lado de Cebolinha e Cascão. Porém, em certos momentos, ele encontra dificuldades, como, por exemplo, calçadas esburacadas,

falta de rampas em prédios ou casas e veículos coletivos sem condições de receber alguém que utilize uma cadeira de rodas.

Tati – Tem síndrome de Down e possui características físicas associadas à síndrome, como os olhos amendoados e é um pouco menor que as crianças da sua

idade. Ela ama seus amiguinhos (“fofos”, como ela costuma chamar) e faz qualquer coisa para vê-los felizes. Curiosidade: Tati também é uma homenagem a

Tathi Heiderich, filha de Patrícia e Fernando Heiderich, coordenadores do Instituto MetaSocial, que trabalha há mais de 19 anos desenvolvendo ações, junto

à mídia, para promover a inclusão social.

Personagens inclusivos

Recentemente, a Turma da Mônica ganhou um novo amigo: o Edu, menino de nove anos que tem distrofia muscular de Duchenne. A primeira revista foi lançada

em março e faz parte do projeto editorial Cada Passo Importa, uma parceria entre a Sarepta, empresa de medicamentos genéticos para doenças neuromusculares

raras, e o estúdio de Mauricio de Sousa.

Outros personagens inclusivos que integram a turma são uma pessoa com deficiência auditiva, um cadeirante, uma menina com síndrome de Down e um menino

autista. Para Mauricio de Sousa, criar esses personagens é natural, mas ele admite que “atrasou um pouquinho porque estava meio distraído”.

“Aí me lembrei que, na minha infância, eu tinha uma porção de amiguinhos com algum tipo de deficiência, então eu não estava sendo fiel à realidade da vida,

comigo, com meu estúdio, com minha criação. Então, eu comecei a pesquisar as diversas síndromes para que a gente pudesse criar coisas que fossem coerentes

com a realidade que não trouxesse nenhum tipo de preconceito – porque às vezes a gente não percebe que está sendo contaminado”, disse o cartunista ao E+.


Fonte:
portal Terra Site externo

Capital da Cultura: 15ª Virada Cultural contará com mais de 1.200 atrações

Capital da Cultura: 15ª Virada Cultural contará com mais de 1.200 atrações vai ser dia 18 e 19 agora

Evento descentralizado acontece nos dias 18 e 19 de maio e reúne atividades em mais de 250 pontos, nas 32 subprefeituras da cidade. Anitta, Iza, Caetano

Veloso e Ludmilla fazem parte das atrações
A 15ª edição da Virada Cultural contará com o maior número de atrações e pontos de eventos desde o início da Virada, em 2005. De forma inédita, todas as

32 subprefeituras contarão com mais de 1.200 atividades gratuitas, que estarão distribuídas em 250 pontos espalhados pela capital, centralizados e descentralizados,

durante 24 horas. O festival será realizado nos dias 18 e 19 de maio e é promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura

(SMC).

“A Virada 2019 mostra que a Prefeitura continua investindo neste evento, por entender a importância de garantir esse tipo de manifestação cultural para

reafirmar a cidade de São Paulo como capital mundial da cultura, a nossa diversidade e para gerar emprego e renda para a nossa população”, afirmou o prefeito

Bruno Covas.

Com expectativa de público de 5 milhões de pessoas, pela primeira vez o evento contará com um palco inteiramente dedicado à música sertaneja e o palco

de música cristã será levado para o Centro. Haverá a maior programação de gastronomia de todas as edições e atrações renomadas serão levadas dos palcos

principais para pontos descentralizados.

Em uma ação inédita, o corredor da Avenida Paulista ficará aberto ao público e fechado para veículos por 24 horas. Neste período, a região contará com

atrações em instituições como Instituto Moreira Salles (IMS), Japan House, Sesc Paulista, Itaú Cultural e vão do Masp. As quadras das escolas de Samba

Mancha Verde, Rosas de Ouro, Dragões da Real, Unidos de Vila Maria e Acadêmicos do Tatuapé serão incorporadas ao roteiro do evento.

“O foco deste ano foi um projeto robusto, impactante e de multidão para reconstruir e reposicionar a Virada, fazendo com que ela volte a ser um dos maiores

eventos da cidade”, disse o secretário municipal de Cultura, Alê Youssef.

Haverá uma transmissão inédita e ao vivo do evento para todo o Brasil pela Spcine Play. O programa Cultura Inclusiva, uma parceria entre a SMC e a Secretaria

Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), também fará parte do evento, levando tradução em Libras a 23 palcos e 71 espetáculos da Virada Cultural.

Entre os destaques da programação musical estão os show do filho caçula de Fela Kuti, Seun Kuti & Egypt 80 com participação de IZA e Ofertório, com Caetano,

Moreno, Zeca e Tom Veloso. A programação também conta com Anitta, Pabllo Vittar, Aline Barros, Naiara Azevedo, Lucas Lucco, Anavitoria, Rincon Sapiência

+ ÀTTØØXXÁ, Ludmilla, Maria Rita, Criolo, Vitor Kley, Emicida, Karol Conká, Grande Encontro (Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo), Preta Gil, Nação

Zumbi, É O Tchan, Jojô Todynho, Céu+ Tropkillaz, Angela Ro Rô, Baco Exu do Blues, Demônios da Garoa, Sepultura e Moraes Moreira.

A estreia do programa de música nas sacadas, com opções de música brasileira, rock, ópera e serestas; o palco que celebra os 70 anos de Itamar Assumpção,

apresentações da Orquestra Sinfônica Municipal, da Jazz Sinfônica e de Hamilton de Holanda completam o roteiro das atrações musicais imperdíveis do festival,

além de atrações surpresa, que serão anunciadas no dia 12 de maio.

Teatro
Além da música, diversas linguagens integram a programação. A atriz Andréa Beltrão interpreta “Antígona”, no Theatro Municipal, e a mostra de teatros independentes

oferece espetáculos como “Roda Viva”, no Teatro Oficina; “Jardim das Cerejeiras”, do Grupo Tapa, e “A Alma Imoral”, monólogo com a atriz Clarice Miskier.


Dança
Para os amantes da dança há várias opções: a bailarina Morena Nascimento apresenta-se com o músico Benjamin Taubkin (Patteo do Collegio); as comissões

de frente acompanhadas das baterias de escola de samba desfilam na Avenida Cásper Líbero.

A Virada traz ainda Batalha do Passinho (15 de Novembro), ocupação “A Rua é Clássica” com bailarinas de ponta (Viaduto do Chá) e Corpos Suspensos. Destaque

ainda para o palco aéreo de circo da Cia.K, além de cortejos como Ilu Oba de Min com o Ilê Ayê; Tarado ni Você e Casa Comigo.

Crianças
A Virada Cultural 2019 preparou mais de 180 atrações para o público infantil, com destaque para os shows de Palavra Cantada, Grupo Tri e a banda Cidadão

Instigado fazendo a trilha ao vivo do filme “Mágico de Óz”.

Para os pequenos, o evento apresenta ainda a mostra de cinema com os desenhos clássicos da Disney, na Camara Municipal; além de música clássica para crianças

com a Orquestra Sinfônica Infantojuvenil com intervenções de palhaços.

Palcos
Ao todo são 35 palcos, sendo 27 no Centro e oito descentralizados. O maior palco, o Anhangabaú - Plural, tem dimensão de 16 metros x14 metros e representa

a pluralidade e encontro de diferenças desta edição do evento. Quatro palcos terão telões (nas medidas de 8x6m ou 6x4m): Anhangabaú - Plural, Cidade Tiradentes,

Copan - Itamar 70 e Patriarca - Experimenta.

Os palcos do Centro são Cásper Líbero – Pop, República da Diversidade, Coreto das Drags, Arouche – Brega, Rio Branco – Rock, Copan - Itamar 70, Dom José

Gaspar – Cultura Popular, São João - MPB/ Samba, Paissandu – Piolin, Paissandu – Picolino, Boulevard dos Palhaços, Paissandú – Circo, Anhangabaú – Plural,

Barão de Limeira – Discos, Bráulio Gomes – Choro, Itapetininga - Brasil 360, Patriarca – Experimenta, São Bento – Rap, São Bento - Berço Hip Hop, Pateo

do Collegio – Instrumental, Luz – Sertanejo, Sé - Música Cristã, Roosevelt - Arte na Praça, Olido 70+, Theatro Municipal Multicultural, Camara Municipal

– Cultural e Mercado Municipal – Samba, além de Cortejos Carnavalescos, Festas e Gastronomia.

A SPturis montará infraestrutura para 23 festas que demandam tendas com som, luz e gerador, espalhadas pelo Centro da cidade. Ao todo, são 200 tendas e

cinco trios elétricos no Centro.

Gastronomia
A 15° Virada Cultural incorpora a curadoria de gastronomia e apresenta a maior programação deste segmento da história do evento, fortalecendo a vocação

de capital gastronômica mundial de São Paulo.

O maior evento 24 horas do mundo apresenta oito praças gastronômicas espalhadas pelo centro da cidade, com mais de 70 operações. Somam-se à programação

das praças, mais de 100 pontos de trucks (food ou beer) e tendas espalhados nas proximidades dos palcos centrais.

A Virada Cultural deste ano conta ainda com a participação de mais de 20 restaurantes e bares tradicionais do Centro com programação estendida noite adentro,

como o La Casserole, A Casa de Porco, Barouche, Orfeu, Casa da Mortadela, Bar da Dona Onça, Esther Rooftop, Ponto Chic, Ramona e Drosophyla Bar.

Maior festival de gastronomia de rua do mundo, o Smorgasburg - que estreia na cidade nos dias 25 e 26 de maio - participa do evento com uma versão pocket

ao lado do Theatro Municipal. Ocupando uma das maiores praças, o mineiro Festival Fuegos vem pela primeira vez a São Paulo com carnes especiais e pratos

preparados diretamente na brasa, na avenida São Luis. Chefs especialistas como o Marcos Livi, do Veríssimo, assinam as estações de puro fogo.

Já a praça Sabores do Mundo oferece opções de gastronomia internacional na avenida Ipiranga e conta com nomes como Benoit Mathurin, chef francês do Esther

Rooftop, preparando sua famosa terrine. A feira de economia criativa Solano Trindade reúne moda, artes e alimentação no Largo do Arouche como parte do

projeto “Mãos e Mentes Limpas” da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

Uma tenda no Boulevard São João, em frente à Praça das Artes, promove degustação de gastronomia coreana com Yun Hwang, chef do restaurante Portal da Coreia,

em celebração aos 60 anos de relações diplomáticas Coreia-Brasil.

Completam o cardápio da Virada Cultural as praças Comida Popular na Luz, Sabores do Brasil, no Anhangabaú, e Cervejas Artesanais, ao lado da Biblioteca

Mário de Andrade.

Transmissão ao vivo para todo Brasil pela Spcine Play
Pela primeira vez, a Virada Cultural será transmitida ao vivo para todo o Brasil. O público de dentro e fora de São Paulo poderá acompanhar parte da maratona

de shows desta edição pela Spcine Play — única plataforma pública de streaming do país — através do site
www.spcineplay.com.br.

Durante quatro horas, na virada de sábado (18) para domingo (19), as atrações do palco Theatro Municipal serão exibidas ininterruptamente enquanto uma

transmissão itinerante apresenta o melhor dos shows que acontecem nos palcos espalhados pelo centro da cidade. A apresentação fica a cargo de Ana Flávia

Cavalcanti, atriz reconhecida por trabalhos no cinema ("Corpo Elétrico", "A Morte de J.P. Cuenca") e na TV (“Malhação – Viva a Diferença”, “A Garota da

Moto”).

A ação inédita faz parte da estratégia da Spcine Play de exibir a efervescência cultural da cidade, incluindo shows e espetáculos realizados pela Secretaria

Municipal de Cultura de São Paulo.

A curadoria da plataforma inclui ainda mostras digitais simultâneas aos principais festivais de cinema do país (como a Mostra Internacional de Cinema de

São Paulo, o Anima Mundi e o É Tudo Verdade) e um catálogo de clássicos do cinema brasileiro.
Infraestrutura para receber o público

Este ano, a produção envolverá o trabalho de mais de 4 mil pessoas, entre elas:

Lista de 4 itens
• 1.500 seguranças particulares, além do efetivo da PM e da GCM;
• 630 bombeiros;
• 150 técnicos de som e operadores de mesa;
• 150 técnicos de iluminação;
fim da lista

A segurança e a eficiência do atendimento médico também serão pontos primordiais no evento. Para eventuais ocorrências médicas e de urgência, nove postos

de ambulatório fixos ficarão localizados em pontos estratégicos. Além disso, 87 diárias de ambulâncias de remoção para atender o público serão complementadas

pela mobilização de 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) móveis, por dia.

O total da equipe nos postos médicos é de cerca de 50 pessoas, entre médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, e, nas unidades móveis, de 150 pessoas;


Para completar, cerca de 90 colaboradores da SPTuris, que trabalham na preparação do evento.

Itens de produção:

80 totens com sinalização e programação;
116 banheiros químicos (incluindo banheiros PNE) estarão espalhados e localizados em 61 bolsões de serviços sanitários (57 no Centro). Esses bolsões sanitários

ficarão em grandes espaços abertos para que sejam facilmente localizados pelo público (como, por exemplo, próximo aos grandes palcos), o que, ao mesmo

tempo, facilitará a manutenção. As equipes de limpeza também ficarão nesses locais, assim como caminhões de esgotamento e água.

Pesquisa e Avaliação do Público
O Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris, núcleo de estudos e inteligência de mercado da São Paulo Turismo, vai realizar uma pesquisa de perfil de

público durante a edição da Virada Cultural de 2019. Estão previstas 1.200 entrevistas.

Por Secretaria Especial de Comunicação

Lançamento de Banca Especial para pessoas com deficiência acontece em São Paulo

Imagem: banner com foto de duas mulheres conversando ao lado de um carro amarelo, uma delas tem deficiência física e utiliza uma cadeira de rodas

Nesta terça-feira, 14 de maio, às 14h, acontece no anexo ao Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro – CTPB, o lançamento da 2ª Banca Especial – espaço

destinado a exames práticos de habilitação para pessoas com deficiência.

A ação é uma parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e o Detran-SP, a ideia é tornar o espaço um novo

posto de exames práticos de habilitação para pessoas com deficiência, o segundo da capital.

Antes, existia apenas um local com banca especial para realização de exames médicos, práticos e teóricos para pessoas com deficiência, localizada na unidade

Aricanduva do DETRAN (zona leste).

O evento contará com a presença do Governador em exercício, Rodrigo Garcia; da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão;

do Presidente do Detran, Paulo Roberto Falcão Ribeiro; e do Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado.

fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia sp

sábado, 11 de maio de 2019

9ª edição do Festival Assim Vivemos recebe inscrições vai ser dia 20

Festival acontece nas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, entre setembro e novembro
Já estão abertas as inscrições para a edição de 2019 do “Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência”. Podem concorrer filmes nacionais

e estrangeiros de qualquer gênero, duração e data de produção sobre o tema das pessoas com deficiência. As inscrições devem ser feitas exclusivamente na

plataforma Film Freeway, no
site da mostra Site externo,
até o dia 20 de maio. O resultado da seleção sai em 20 de junho.

“Estamos muito felizes ao anunciar a abertura de mais uma edição do festival. Como em outros anos, pretendemos oferecer um painel rico e plural das questões

mais atuais e pertinentes que movem as pessoas com deficiência nas mais diferentes culturas. Cada vez mais, temos visto produções que refletem uma nova

condição das PCDs, com mais atenção da mídia e da sociedade. Mesmo nos filmes vindos de países com estrutura social mais precária, essa população está

conquistando mais visibilidade e mostrando que batalhar pela inclusão é uma necessidade premente”, – comenta Lara Pozzobon, curadora do festival.

Patrocinado pelo Banco do Brasil, o festival está previsto para os meses de setembro, outubro e novembro no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, respectivamente,

nas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil de cada cidade.

O “Assim Vivemos” é o primeiro festival de cinema no Brasil a oferecer acessibilidade para pessoas com deficiência visual (audiodescrição em todas as sessões

e catálogos em Braille) e para pessoas com deficiência auditiva (legendas inclusivas nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates). As sedes dos CCBBs

são acessíveis para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida.

Serão oferecidos cinco prêmios do júri e um do público, destinado ao filme escolhido nas três cidades. Os membros do júri são pessoas com deficiência,

artistas e profissionais ligados ao tema e, em cada edição, o júri cria novas categorias de prêmios, a fim de destacar as qualidades específicas dos filmes

premiados. O troféu foi criado pela artista cega Virginia Vendramini.

Sobre o Festival Assim Vivemos

Além de exibir filmes nacionais e internacionais inéditos, o festival é conhecido por seus debates, sempre com convidados que trazem novas perspectivas

aos temas retratados nos filmes. Os debates já foram apontados como uma quebra paradigmática que o Festival Assim Vivemos trouxe, a de deslocar para um

espaço cultural um debate que antes se restringia aos ambientes de saúde e serviço social.

O festival exibe documentários, filmes de ficção e animações que mostram a pessoa com deficiência como protagonista, colaborando para quebrar preconceitos

que ainda são obstáculos para a realização de sua cidadania plena. O festival teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília.

Fonte: Assessoria

via vida mais livre

Comitê Paralímpico Brasileiro terá apoio da Ajinomoto no ciclo para Tóquio 2020

Por CPB
Alê Cabral / CPB
Imagem

Masayoshi Kurosaki, presidente da Ajinomoto do Brasil, e Mizael Conrado, presidente do CPB, em visita ao Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo


O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Ajinomoto do Brasil anunciam nesta terça-feira, 7, uma parceria rumo aos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. A

multinacional japonesa será apoiadora oficial da entidade até dezembro de 2020, quando se encerra o ciclo paralímpico. Entre as ações conjuntas, o apoio

prevê o suporte no que diz respeito à nutrição e aos benefícios da ingestão de aminoácidos para atletas de alto rendimento.

"O esporte é uma poderosa ferramenta de inclusão social e de respeito ao cidadão, e os Jogos Paralímpicos chamam a atenção global para os desafios, a garra

e o poder de superação dos atletas paralímpicos em todo o mundo", disse Mizael Conrado, presidente do CPB e bicampeão paralímpico de futebol de 5 (para

cegos). "O apoio de uma grande empresa como a Ajinomoto do Brasil nos enche de orgulho e reforça a seriedade do nosso trabalho para que cada vez mais os

pódios sejam verdes e amarelos."

"A partir de agora, reforçaremos ainda mais nosso apoio ao esporte nacional, apoiando também os paratletas brasileiros. Vamos aplicar a experiência que

temos em nutrição e aminoácidos nessa jornada paralímpica”, comenta Masayoshi Kurosaki, presidente da Ajinomoto do Brasil. “Queremos traduzir na prática

nossa mensagem corporativa ’Alimente-se Bem, Viva Bem’, ao lado desses grandes heróis."

O Comitê Paralímpico Brasileiro tem como meta manter-se no Top 10 do quadro de medalhas nos Jogos de Tóquio 2020, feito alcançado no Rio 2016 com 72 pódios.

É importante destacar a evolução da delegação brasileira que, nos Jogos de Sydney 2000, por exemplo, havia ficado com a 24ª posição, com 22 medalhas.

Desde 2003, a matriz do Grupo Ajinomoto, com sede no Japão, é parceira do Comitê Olímpico Japonês e atua com o Projeto Vitória, iniciativa que oferece

suporte nutricional aos atletas japoneses. O apoio ao CPB está em linha com a implementação desse projeto no Brasil.

No Japão, a companhia detém os direitos nominais do centro de treinamento e ciência do esporte do Comitê Olímpico Japonês (Ajinomoto National Training

Center) e, desde 2009, utiliza sua tecnologia e know-how em nutrição e aminoácidos para conduzir atividades para melhorar a competitividade dos atletas

olímpicos do país.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

Carpinteiro já fez e doou mais de 10 mil muletas em 48 anos: ‘É do fundo do meu coração’

Início do grupo Carpinteiro faz e doa muletas há 48 anos em São Carlos — Foto: Claudinei Junior/G1
Carpinteiro faz e doa muletas há 48 anos em São Carlos — Foto: Claudinei Junior/G1
Fim do grupo

Morador em São Carlos (SP), Nicola Gonçalves também já produziu mais de 4 mil bengalas.

Um carpinteiro de 89 anos de São Carlos (SP) já fez e doou mais de 10 mil muletas e 4 mil bengalas desde 1972. “Faço porque é uma coisa muito necessária,

é do fundo do meu coração”, disse Nicola Gonçalves ao G1.

A motivação para fazer muletas e bengalas começou há 48 anos. “Antes eu fazia brinquedos e levava para crianças, sempre tive essa mania de ajudar. Nunca

fiz nada com intenção de ganhar dinheiro, o importante é ajudar”, disse o carpinteiro.

Início do grupo Nicola Gonçalves já produziu mais de 14 mil peças de muletas e bengalas — Foto: Claudinei Junior/G1
Nicola Gonçalves já produziu mais de 14 mil peças de muletas e bengalas — Foto: Claudinei Junior/G1
Fim do grupo

Começo

Gonçalves é natural de Colina (SP) e começou a aprender carpintaria aos 10 anos com o pai. Anos depois, ele mudou-se para São Carlos e abriu uma oficina,

onde fez a sua primeira muleta após um pedido do tio.

“Em 1972, minha tia quebrou a perna e ele pediu para eu fazer uma muleta. Passou algum tempo, um morador veio pedir para eu fazer outra, depois veio outro

e pediu a mesma coisa e assim foi”, contou o aposentado.

Com o passar dos anos, o carpinteiro passou a produzir mais muletas e hoje são feitas duas por dia. A internet ajudou a intensificar os pedidos e o aposentado

diz que nunca deixou de fazer para quem precisa.

“Eu nunca fiz propaganda, as pessoas ficavam sabendo porque uma contava para outra. Alguns médicos nos indicavam e davam nosso cartão para quem precisava

de muleta”, disse Gonçalves.

Início do grupo Aposentado de São Carlos demora cerca de 2 a 3 horas para fazer uma muleta — Foto: Claudinei Junior/G1
Aposentado de São Carlos demora cerca de 2 a 3 horas para fazer uma muleta — Foto: Claudinei Junior/G1
Fim do grupo

Muletas e bengalas

O aposentado faz da ação um passatempo. Hoje, com dificuldade para manter-se em pé, ele tem a ajuda do filho e do neto que preparam a madeira que será

usada para fazer as muletas e bengalas.

“A pessoa vem aqui, tira as medidas e no outro dia eu entrego. Meu filho sempre deixa a madeira pronta para fazer, quando eu pego para montar demora cerca

de duas a três horas”, contou o carpinteiro.

As muletas e as bengalas custam em média R$ 20 e R$ 6, respectivamente. Os gastos mensais do aposentado com a produção são de R$ 1,2 mil. Gonçalves disse

que nunca pediu dinheiro para as pessoas pelas peças, mas que alguns ajudam como podem.

“Eu uso a madeira, parafuso, prego e a borracha. Algumas pessoas me dão R$ 20 para ajudar nos custos do material, mas nunca pedi ou cobrei. Eu doo para

quem precisa, faço para aquela pessoa que vai utilizar para sempre, quem teve a perna amputada ou tem algum outro problema”, relatou o aposentado.

Início do grupo Carpinteiro de São Carlos mostra a máquina que conserva há 60 anos — Foto: Claudinei Junior/G1
Carpinteiro de São Carlos mostra a máquina que conserva há 60 anos — Foto: Claudinei Junior/G1
Fim do grupo

Últimas doações

Após tantos anos, o carpinteiro irá parar de produzir nos próximos meses. Por conta da saúde, ele disse que não consegue mais fazer como antes e que já

concluiu o seu objetivo.

“Eu vou parar daqui um tempo. Não consigo mais ficar em pé, tem dias que minhas pernas não aguentam e tenho que ficar sentado o dia todo. Meu filho e o

neto me ajudam nas horas vagas, mas agora chegou a hora de parar”, disse Gonçalves.

Com tantas histórias ao longo do tempo, o aposentado contou uma que para ele é especial.

“Uma vez, uma enfermeira de Araraquara veio até aqui no Natal pedindo uma muleta. Ela disse que a peça era um pedido de um menino que estava no hospital.

Ele havia acabado de amputar o pé e pediu de presente uma muleta para poder correr junto com os irmãos. No outro dia eu fiz e entreguei para ela”, contou.


Início do grupo Carpinteiro de São Carlos em frente da oficina — Foto: Claudinei Junior/G1
Carpinteiro de São Carlos em frente da oficina — Foto: Claudinei Junior/G1
Fim do grupo

Fonte: G1

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Pessoas carentes com deficiência terão passe livre em aviões, garante projeto

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou o PL 1.252/2019, da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que garante a concessão de

passe livre também no transporte aéreo
Projeto que amplia a gratuidade no transporte coletivo para pessoas com deficiência de baixa renda avançou no Senado. A Comissão de Direitos Humanos e

Legislação Participativa (CDH) aprovou o PL 1.252/2019, da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que garante a concessão de passe livre também no transporte

aéreo.

Atualmente, a pessoa com deficiência e acompanhante considerados carentes fazem jus à gratuidade no transporte coletivo interestadual, por força da Lei

8.899, de 1994 (Lei do Passe Livre), mas, conforme aponta a senadora, sua regulamentação é feita através do Decreto 3.691, de 2000, e por portarias. A

ideia do projeto é também incluir os principais parâmetros de como aplicar a gratuidade no texto da própria lei. De acordo com a autora, uma portaria interministerial

de 2001 assegurou os direitos somente ao sistema de transporte coletivo interestadual em suas modalidades rodoviária, ferroviária e aquaviária, sem mencionar

o transporte aéreo.

“Com essas alterações legais, não mais poderá ser recusado o acesso da pessoa com deficiência em ônibus leito ou semi-leito, por exemplo, nem será impedida

a pessoa com deficiência carente de viajar em aeronave, quando tal significar sua melhor ou única opção”, diz Mara Gabrilli na justificativa do projeto.


A versão aprovada pela CDH é um substitutivo do relator, senador Romário (Pode-RJ), que deixou explícito no texto que os veículos de transporte coletivo

terrestre, aquaviário e aéreo, ou de qualquer outro modal, deverão reservar assentos gratuitos para pessoas com deficiência de baixa renda.

Romário também deixa explícito no substitutivo que no caso do transporte rodoviário, a gratuidade definida no artigo 46-A da Lei Brasileira de Inclusão

(Lei 13.146, de 2015) abrange as categorias convencional, econômica, leito, semi-leito e executiva ou outras de igual natureza que venham a ser estabelecidas.


“A proposição resolve esses problemas, evidenciado o objetivo da lei num texto mais detalhado, no qual é definido que o direito abrange todas as modalidades

de transporte coletivo”, explicou o senador.

Já em relação a venda dessas vagas para outros passageiros, o relatório de Romário define que caso os assentos não venham a ser solicitados até 48 horas

antes da partida do veículo, poderão ser revendidas pelas empresas aos demais usuários.

Assim como no texto original, o senador manteve o prazo de 180 dias para que a lei entre em vigor após a sua promulgação.

O projeto segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em caráter terminativo.

Fonte:
Agência Senado Site externo

O projeto Muito Além da Beleza apresentou em São Paulo a primeira edição do Workshop para Homens com Deficiência Visual.

O projeto Muito Além da Beleza apresentou em São Paulo a primeira edição do Workshop para Homens com Deficiência Visual.

O premiado projeto Muito Além da Beleza tem como objetivo trabalhar os cuidados da apresentação pessoal de pessoas cegas e com baixa visão por meio do

ensino de técnicas e conteúdos relacionados ao mundo da beleza.

Na ultima semana foi apresentada a primeira edição do Workshop de Beleza para Homens com Deficiência Visual, na Académie Jacques Janine, no bairro Cerqueira

César, em São Paulo. A primeira edição do curso contou com uma turma de 15 alunos.

Mais informações sobre os Workshops para homens e mulheres podem ser obtidas na página oficial da
Laramara