domingo, 20 de março de 2016
Primeiro Centro-Dia para Atendimento à Pessoa com Deficiência de Minas Gerais é inaugurado em BH
Foi inaugurado em Belo Horizonte na quarta-feira, dia 9, o primeiro Centro-Dia de Referência para Pessoa com Deficiência do estado de Minas Gerais. O equipamento,
construído pela Prefeitura, em parceira com os governos estadual e federal, está instalado nas dependências do Polo de Educação Integrada (Point) Barreiro
(Praça Modestino de Sales Barbosa, 11, Barreiro de Cima).
O serviço, executado por meio de convênio com a União dos Paraplégicos de Belo Horizonte (Unipabe), oferece atendimento diurno para adultos de 18 a 59
anos com deficiência. O objetivo é promover a autonomia e a inclusão por meio de atividades que permitam a convivência em grupo, o cuidado pessoal, o fortalecimento
de vínculos sociais, apoio e orientação aos cuidadores familiares, além de encaminhamentos para as demais políticas setoriais. Para Éder Ferreira, presidente
da Unipabe, o local representa um avanço nas políticas sociais de atendimentos aos deficientes e dá um grande passo para que a cidade fortaleça o trabalho
de inclusão.
O Centro-Dia oferece atenção integral à pessoa com deficiência em situação de dependência familiar durante o dia e dá suporte às famílias e aos cuidadores,
propiciando a redução do estresse decorrente dos cuidados prolongados com o parente deficiente. Nessa perspectiva, o serviço é uma importante alternativa
coletiva de cuidados pessoais, complementar ao cuidado das famílias. Com a inauguração da unidade de Belo Horizonte, o país passa a contar com 18 Centros-Dia.
Os critérios para a inclusão no Centro-Dia são os seguintes: ser jovem ou adulto com deficiência; morador do Barreiro; ser dependente de terceiros para
atividades de vida diária; estar em situação de vulnerabilidade e de risco agravadas por situações de violações de direitos; ser referenciado no Centro
Especializado de Assistência Social (Creas), matriculado no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf).
O público prioritário é formado por beneficiários de programas de transferência de renda ou Benefício de Prestação Contínua (BPC) e pessoas que vivenciam
situações de pobreza e outras vulnerabilidades com situações de dependência associadas a fatores como o acesso precário aos serviços essenciais; não participação
em atividades e serviços no território; isolamento social da pessoa com deficiência e/ou do cuidador familiar; situações de abandono, negligência, maus
tratos, violência física, psicológica ou sexual; ausência ou precariedade de cuidados familiares em virtude de envelhecimento, adoecimento ou ausência
de pais e/ ou responsáveis; situações de estresse do cuidador familiar e comprometimento do acesso à inclusão produtiva pelo cuidador em virtude da necessidade
de cuidados para a pessoa com deficiência.
Fonte: site da Prefeitura de Belo Horizonte com foto de Vander Brás.
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