sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Em biblioteca de BH, voluntários leem para deficientes visuais. E todo mundo aprende junto
artigo
Esqueça a ideia de que é preciso ficar em silêncio dentro de uma biblioteca. Conversas e leituras em voz alta são liberadas – e muito bem-vindas - no segundo
andar da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte. Lá, no setor de Braille, voluntários chamados de “ledores” encontram deficientes
visuais que queiram ler livros ainda não disponíveis de modo adaptado (em áudio ou no alfabeto próprio, em alto relevo).
Quando um livro não está disponível em Braille, voluntários podem lê-lo para quem desejar
A maior demanda é pelo conteúdo de provas de concursos públicos. Diferentes grupos de estudos, como o de matemática, português e direito do trabalho, já
foram criados de acordo com o desejo dos visitantes. Mas não é preciso ser especialista em um tema para se tornar ledor. “Já tivemos voluntários adolescentes
e também da terceira idade”, explica Glicélio Ramos Silva, coordenador do setor. “O importante é ter compromisso”, completa. As reuniões, em dupla ou grupo,
são feitas sempre com hora marcada.
Além de ser um lugar para compartilhar o conhecimento, esse setor da biblioteca também é um ponto de encontro. “O espaço acaba tendo também uma função
social, um polo irradiador de aprendizados e amizades”, diz Adriana Castilho, voluntária há nove meses e ex-funcionária da instituição.
Andréa (no centro) se prepara para uma prova com o auxílio das ledoras Rose e Adriana
Glicélio Ramos Silva, coordenador do setor de Braille
A deficiente visual Andréa Aparecida Diniz, que trabalha no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, já passou em dois concursos públicos – um dos quais em
primeiro lugar – e, atualmente, estuda quatro dias por semana na Luiz de Bessa, enquanto se prepara para a prova do Tribunal Regional do Trabalho, prevista
para 2015. “Faço um cursinho particular e, em casa, estudo sozinha com o material adaptado. Mas não abro mão do tempo com os ledores”, conta ela, que já
chegou a presentear seus ajudantes com caixas de bombons, para agradecer pelo bom desempenho em um teste. “O melhor agradecimento mesmo é a gente se sentir
tão útil. E até aprender coisas novas”, comenta Rose Rati, psicóloga que se tornou ledora do projeto há um ano e meio.
Para agendar horário com um ledor ou a participar de um dos grupos de estudo disponíveis, basta comparecer pessoalmente à biblioteca e fazer uma carteirinha.
Com ela em mãos, o sócio também tem direito a usar o acervo de áudio-livros e livros em Braille. “Para melhorar, só mesmo se tivéssemos pavimento tátil
(marca no chão usada na sinalização para cegos) na praça que fica logo em frente à biblioteca”, afirma Glicélio.
Esta iniciativa está no
Mapa do Mundial da Educação.
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Isira-o no mapa.
Faça sua carteirinha!
Para se tornar sócio da biblioteca, você deve: apresentar documentação (RG, CPF e comprovante de residência) e pagar taxa de R$ 3,00. Ela fica pronta na
hora.
Informações Complementares
SERVIÇO
O QUE
Projeto/ Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Leitura para deficientes visuais
QUANTO
Catraca Livre
ONDE
Biblioteca Estadual Luiz de Bessa
Praça da Liberdade, 21
Funcionários - Centro
Belo Horizonte
VER NO MAPA
Lista de 1 itens
• de 29/09 a 31/12
lista de 2 itens nível de aninhamento 1
Segundas, Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 08:00 às 20:00
Sábados das 08:00 às 12:00
fonte:catraca livre
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