sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Vereador sugere implantação de telefones públicos mais acessíveis em Maricá

Sempre preocupado com a acessibilidade e políticas públicas para a inclusão de deficientes no contexto social, o vereador e presidente da Câmara Municipal

de Maricá, apresentou durante sessão, um requerimento solicitando ao prefeito Fabiano Horta um convênio junto às empresas de telefonia, a inclusão de benefícios

para portadores de necessidades especiais que vivem na cidade.

O vereador sugeriu cabines de telefones públicos mais baixas para que cadeirantes possam fazer uso efetivo deste serviço. Além disso, o requerimento solicita

telefones públicos com teclados táteis em braile para deficientes visuais e volume amplificado para deficientes auditivos em algum grau inferir de deficiência.


“Precisamos compreender a dificuldade que deficientes têm em atividades simples do dia a dia. Temos o dever de propor o melhor para todas as pessoas. Como

pai de uma criança deficiente visual, vejo a importância de pensar com carinho nessas pessoas”, explicou Aldair.
fonte LSM

Diante da violência, mulheres com deficiência são ainda mais vulneráveis

Início do grupo “Tem gente que me pergunta o que eu estou fazendo no trem naquele horário. Ficam perplexos ao ouvir a minha resposta, quando explico que

estou voltando do trabalho. Isso também é uma violência”
#pracegover #paratodosverem: sentada em sua cadeira de rodas, Ivone faz pose para o fotógrafo. Fim da descrição
“Tem gente que me pergunta o que eu estou fazendo no trem naquele horário. Ficam perplexos ao ouvir a minha resposta, quando explico que estou voltando

do trabalho. Isso também é uma violência”
Fim do grupo

Neste dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, pouco temos a comemorar e muito a trabalhar para a minimização dos riscos

e danos. Embora a subnotificação nos números, principalmente devido à dificuldade da mulher com deficiência vitimada denunciar os maus-tratos, as estatísticas

mostram que, em São Paulo, crianças, jovens e mulheres adultas são maioria das vítimas dos crimes sexuais, que afetam principalmente pessoas com deficiência

intelectual.

Apesar dos esforços para garantir a equidade de gênero, as mulheres ainda são alvo das inúmeras formas de violência, que vão da discriminação ao feminicídio.

Curiosamente, foi a experiência e a coragem de uma mulher com restrição de mobilidade que culminou numa das mais importantes legislações para o combate

à violência contra a mulher do mundo: a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06).

Violência contra Pessoa Com Deficiência na capital paulista

Entre os anos de 2014 e 2018 foram registrados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, 15.770 atendimentos a Pessoas com Deficiência. Apesar de

serem numericamente inferior aos homens no registro formal dos Boletins de Ocorrência (41,2%), as mulheres representam 63,4% das vítimas de crimes sexuais.


Os adolescentes totalizaram 73,6% dos casos de abusos, as crianças da 2ª. Infância 18,3% e na faixa etária da1a infância 8,1%. Em sua maioria (68,9%) as

vítimas, de ambos os sexos, têm deficiência intelectual.

Vale ressaltar que a mensuração mapeada pelo Observatório Municipal da Política da Pessoa com Deficiência baseou-se nas queixas registradas formalmente.

Ou seja, o universo conhecido é apenas parte de um problema encoberto pelo “véu da insibilidade”, consequência do isolamento causado pelas condições limítrofes.


O “Programa de Enfrentamento à Violência contra Mulheres Brasileiras com Deficiência” foi destaque durante a 10ª Conferência dos Estados Partes Signatários

da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU. Foi mostrada, então, a experiência do Plano Nacional de Prevenção e

Combate à Violência, a partir da experiência no estado de São Paulo. A capital paulista foi a primeira a contar com uma delegacia especializada no atendimento

à Pessoa com Deficiência, inaugurada em 2014.

Vulnerabilidade aumenta o Assédio

Devido à poliomielite adquirida quando criança, a cadeira de rodas possibilita Ivone Gomes de Oliveira de circular pela capital paulista. O trajeto entre

a casa e o trabalho e o lazer é feito de transporte público. Ativista da causa em defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência, a “Gata de Rodas”, como

ficou conhecida, também milita pela diversidade sexual.

Ela conta ser vítima comum de assédio sexual quando é passageira em transportes públicos. “Parece que o fato de ser diferente nos faz mais vulnerável e

sempre tem alguém que dá um jeito de tocar o nosso corpo”, reclama. Apesar de independente, ela tem evitado andar de transporte público sozinha.

A situação mais grave aconteceu há cerca de um ano e meio, quando viajava no primeiro vagão do Metrô, indicado para Pessoas com Deficiência. “Um passageiro,

bêbado, se posicionou estrategicamente em frente da minha cadeira de rodas, quando as suas partes íntimas ficavam na altura da minha boca. Ele simulava

movimentos, se esfregando na minha cadeira de rodas”, contou.

Uma amiga, que acompanhava Ivone, tentou interceder e o homem se alterou. Uma passageira argumentau, mas foi agredida verbalmente. Ela, então, desceu do

trem e na próxima estação cinco seguranças da companhia metroviária entraram no vagão. O assediador percebeu e todos os demais passageiros notaram que

ele simulava a embriaguês, pois na verdade estava sóbrio.

“Com medo, eu não quis formalizar a denúncia de assédio sexual, pois viajava todos os dias, naquele mesmo horário, naquele percurso”, justificou Ivone.

Garantiu, no entanto, que se a situação se repetir ela fará questão de fazê-lo. “Naquela época eu não tinha a informação que tenho hoje, me arrependo de

ter me calado”, justifica.

Hoje, engajada, ela ajuda outras Pessoas com Deficiência. Por exemplo, o parente de uma cadeirante agredida pelo marido, há três meses e que não tinha

como sair do hospital depois de receber alta. “As instituições de assistência não estão equipadas para acolher e atender as s de uma mulher com deficiência

vitimada” pondera.

“Se para uma mulher sair na rua sozinha ou conviver com um agressor já é difícil, imagine para uma mulher com deficiência”, alerta Ivone. Atraente, a gata

de rodas leva uma vida normal, apesar de preferir sair acompanhada. “Somos mais vulneráveis.”, justifica

Agressões sutis

Apesar de ter curso superior, diplomada em Contabilidade, Ivone trabalha como operadora de telemarketing. “É muito difícil para um profissional com deficiência

conseguir um emprego de chefia”, alega. Para ela, isso também é um tipo de violência, como inúmeras outras vivenciadas pelas Pessoas com Deficiência no

dia a dia.

“Mesmo no ambiente familiar muitos são deixados de lado ou obrigados a ouvir frases desmotivadoras, quando os próprios familiares os colocam para baixo”,

alerta. Por exemplo: quem vai querer casar com uma mulher numa cadeira de rodas?

“Crianças são educadas através da violência moral, no ambiente familiar ou escolar, ao invés de serem tratadas com respaldo e segurança”, completa.

Ivone explica que as agressões acontecem como rotina, das violências físicas, morais á opressão.

No ambiente externo, a falta de serviços públicos de qualidade e oportunidades são agressões diárias. Ivone relata a dificuldade de andar de cadeira de

rodas na chuva ou de usar o transporte público nos horários de pico de movimento.

“Tem gente que me pergunta o que eu estou fazendo no trem naquele horário. Ficam perplexos ao ouvir a minha resposta, quando explico que estou voltando

do trabalho. Isso também é uma violência”, finaliza.

Serviço:

Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência

Atende de segunda a sexta-feira, das 9 às 18hs

Endereço: Rua Brigadeiro Tobias, 527 (Linhas Amarela e Azul, próxima estação Luz do Metrô)

Telefone: 11 33113380 / 3381 / 3383

Mais detalhes em:

http://www.gataderodas.com/

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/Dados%20viol%C3%AAncia%20PCD(1).pdf

Texto: Adriana do Amaral

fonte Logo da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Prefeitura de São Paulo concede Selo de Acessibilidade Arquitetônica ao Allianz Parque

O Selo certifica que o imóvel respeita as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na cidade de São Paulo
Nesta terça-feira (11), a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) da Prefeitura

de São Paulo, fará a entrega do Selo de Acessibilidade Arquitetônica ao Allianz Parque, localizado na Av. Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca.

O Selo, regulamentado pelo Decreto nº 45.552/2004, é concedido para edificações novas ou já existentes, públicas ou privadas, que garantam acessibilidade

para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Desde 2011, vários locais como escolas, templos religiosos, restaurantes, bancos e centros culturais

já foram contemplados.

O Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, destaca o significado desta certificação: “Cada Selo concedido é uma conquista em termos

de respeito aos direitos das pessoas com deficiência”.

Os critérios e parâmetros que são avaliados nas instalações para a concessão do Selo de Acessibilidade seguem a Norma Brasileira de Acessibilidade a Edificações,

Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos (ABNT NBR 9050 - disponível em
http://bit.ly/1WhF7wr),

que estabelece todos os itens de acessibilidade arquitetônica.

A presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade, Silvana Cambiaghi, explica o que é avaliado pelo órgão: “Para um local receber o Selo de Acessibilidade

é preciso ter todos os itens corretos, desde corrimãos, rampas, pisos, corredores, acessos a todos os cômodos, sanitários acessíveis, entre outros critérios

estabelecidos na ABNT NBR 9050”.

Mais informações sobre o Selo de Acessibilidade Arquitetônica acesse nosso site.

Sobre o Allianz Parque

Mais que um estádio, uma revolução. A inauguração do Allianz Parque, em novembro de 2014, transformou o mercado de entretenimento no Brasil ao criar um

espaço único no país, em que a maior paixão nacional, o futebol, convive de forma harmônica com os shows das maiores bandas do mundo. Com propósito de

mudar a vida das pessoas para melhor, por meio do esporte e da cultura, a arena se tornou um ícone da cidade de São Paulo e já atraiu cerca de 4 milhões

de visitantes nesses três primeiros anos de operação.

O Allianz Parque, diferente do antigo Palestra, possui total acessibilidade aos seus usuários e permite que as pessoas com deficiência sejam bem recebidas

e tenham a mesma experiência dos demais usuários. A estrutura do Allianz Parque para atender cadeirantes e deficientes físicos rendeu ao estádio o Selo

Guiaderodas, que avalia a experiência de pessoas com dificuldades de locomoção no local.A arena passou por avaliações de especialistas em acessibilidade.

Os funcionários do local receberam um treinamento com objetivo de poder atender as necessidades dos visitantes que possuem qualquer tipo de restrição de

mobilidade. Hoje o Allianz Parque está pronto para receber o Selo de Acessibilidade Arquitetônica, pois segue todas as recomendações da norma técnica (ABNT).


Local do Evento: Allianz Parque
Endereço: Entrada pela Rua Palestra Itália, 200 – Portão A1
Data: 11/novembro/2018
Horário: 10h30

Primeiro relatório da ONU sobre deficiências e desenvolvimento aponta lacunas na inclusão

As Nações Unidas lançaram na segunda-feira (3) seu primeiro relatório sobre deficiência e desenvolvimento, publicado por, para e com pessoas com deficiências

na esperança de promover sociedades mais acessíveis e inclusivas. No mundo, existem mais de 1 bilhão de indivíduos com deficiências.

Pessoas com deficiência na Libéria participam de maratona de 10 quilômetros. Foto: UNMIL/Staton Winter

Pessoas com deficiência na Libéria participam de maratona de 10 quilômetros. Foto: UNMIL/Staton Winter

As Nações Unidas lançaram na segunda-feira (3) seu
primeiro relatório
sobre deficiência e desenvolvimento, publicado por, para e com pessoas com deficiências na esperança de promover sociedades mais acessíveis e inclusivas.

No mundo, existem mais de 1 bilhão de indivíduos com deficiência.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, explicou que o relatório “mostra que pessoas com deficiências estão em desvantagem” no que diz respeito à

maioria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Essas metas formam um conjunto ambicioso de compromissos para acabar com a pobreza e a fome,

garantir educação e saúde de qualidade para todos, eliminar a violência contra as mulheres e reduzir desigualdades até 2030.

“Em muitas sociedades, pessoas com deficiências frequentemente acabam desconectadas, vivendo em isolamento e enfrentando discriminação”, acrescentou Guterres.


O relatório demonstra como a discriminação com base em deficiências possui efeitos severos no acesso a transportes, à vida cultural e a locais e serviços

públicos. Esses desafios frequentemente passam despercebidos como resultado de uma subestimação do número de pessoas vivendo com deficiências e afetadas

por preconceito.

Frame “ONU pede participação das pessoas com deficiência na vida política, social e cultural” — ONU Brasil
ONU pede participação das pessoas com deficiência na vida política, social e cultural

Em mensagem para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, observado neste 3 de dezembro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, defendeu a

participação dessa população na vida política, social e cultural, “para construir um mundo que seja pluralista, aberto, participativo”.

Também por ocasião da data, o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, ressaltou que garantir os direitos

das pessoas com deficiência é fundamental para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A publicação da ONU pede uma mudança nos ambientes urbanos, para torná-los mais acessíveis. De acordo com o secretário-geral, o documento “também destaca

o crescente número de boas práticas que podem criar uma sociedade mais inclusiva na qual elas (as pessoas com deficiência) podem viver de forma independente”.


A pesquisa foi divulgada no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, lembrado em 3 de novembro. “Vamos reafirmar nosso compromisso de trabalhar juntos

por um mundo melhor que seja inclusivo, equitativo e sustentável para todos, onde os direitos de pessoas com deficiências sejam totalmente reconhecidos”,

afirmou Guterres em mensagem para a data.

Acesse o relatório
clicando aqui.

Direitos humanos e saúde

Em 2006, as Nações Unidas adotaram a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Adicional. Os documentos exigem que os países

signatários promovam e protejam os direitos humanos e a dignidade das pessoas com deficiências.

Em entrevista ao serviço de notícias da ONU em Nova Iorque, a ONU News, Javier Vasquez, que é vice-presidente da divisão de saúde do movimento Special

Olympics Internacional, chamou atenção para os vínculos entre os direitos humanos e a saúde dessa população.

“Quando pessoas com deficiências intelectuais podem gozar de pleno acesso aos direitos humanos, isto é refletido na forma de saúde física e mental genuína”,

disse.

Frame “Amor pela educação inclusiva desde o berço” — ONU Brasil
Amor pela educação inclusiva desde o berço

Há cinco anos, Wannya Cipriano, de 32, atua como auxiliar voluntária em uma escola pública de Maceió. Ao lado da irmã Walkíria, que trabalha com educação

especial, descobriu a vocação para ensinar crianças que, assim como ela, têm síndrome de Down.

O relato é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lembra a trajetória de Wannya neste 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntário.

O ativista também alertou para lacunas na inclusão e na representatividade e como isto afeta nosso entendimento das deficiências e da vida destas pessoas.


Em média, indivíduos com deficiências morrem 16 anos antes das que vivem sem deficiências, mas a causa dessa diferença não é o que se imagina.

“Muitas pessoas pensam que pessoas com deficiências intelectuais morrem mais cedo por conta de suas deficiências, e isto não é verdade”, afirmou Vasquez.


“O problema é que as doenças, no contexto das pessoas com deficiências, não são diagnosticadas ou detectadas, e elas seguem vivendo a vida sem tratamento.

Elas são excluídas muitas vezes por conta de estigmas e discriminação.”

Vasquez pediu pesquisas mais extensas e abrangentes sobre os desafios e conquistas das pessoas com deficiências, em apoio a um movimento mais amplo para

garantir acesso igual a direitos na política, educação e saúde.

“Você não encontra dados nos sistemas nacionais de informação de saúde. Então, estamos compartilhando nossos dados para tornar estas pessoas visíveis.”

fonte ONU Brasil

Conheça a petra, esporte paralímpico que aumenta inserção de deficientes

O esporte, que favorece público de cadeirantes com paralisia cerebral, foi uma modalidade demonstrativa na 22ª Paralimpíadas Escolares

Maíra Nunes - Enviada especial
Início do grupo O treinador Ivamarcos Pereira ao lado do pupilo Severino Ferreira
Maíra Nunes/CB/D.A Press
O treinador Ivamarcos Pereira ao lado do pupilo Severino Ferreira
Fim do grupo
São Paulo - O olhar do professor de educação física Ivaldo Brandão diante da quadra de bocha na 22ª Paralimpíadas Escolares, disputadas na semana passada

em São Paulo, não esconde a satisfação de ver o local repleto de competidores — a modalidade praticada por jovens de 12 a 17 anos com paralisia cerebral

contou com 96 inscritos no evento deste ano. Em 1996, Brandão foi um dos responsáveis por trazer a bocha para o Brasil, rendendo ao país 10 medalhas em

Jogos Paralímpicos. Ele fez o mesmo com o futebol para amputados e o futebol de 7, para paralisados cerebrais.
Hoje, um dos discípulos de Brandão segue os passos dele com a petra, uma prova do atletismo para cadeirantes com paralisia cerebral com dificuldade de

se encaixarem em modalidades tradicionais. “É uma corrida voltada para paralisados cerebrais que não têm comprometimento suficiente para se inserir na

bocha, mas também não conseguem caminhar para disputar futebol de 7 ou outras provas do atletismo e da natação”, explica Décio Roberto Calegar, um dos

pais da petra no Brasil e secretário-geral das Paralimpíadas Escolares

Triciclo
A estudante Larissa Vitória Henz, 17 anos, foi campeã paranaense de bocha paralímpica por dois anos na classe BC2, mas acabou sendo considerada inelegível

para a modalidade por apresentar padrões fora dos exigidos oficialmente. Neste ano, ela se reaproximou do esporte, mas por meio de uma modalidade praticada

sobre uma espécie de triciclo em que os adeptos apoiam o peito em um suporte anexado às três rodas e se locomovem por meio dos movimentos das pernas, pois

não há pedal.
“Sinto como se eu conseguisse andar sozinha”, resume Larissa, que foi acompanhada da tia de Campo Largo, no Paraná, para participar das provas demonstrativas

da petra nos 100m e 250m durante as Paralimpíadas Escolares. O instrumento oferece a possibilidade de se locomover sem a cadeira de rodas, além de benefícios

físicos como fortalecimento muscular, melhoria da coordenação motora e da autoestima.
Outros estudantes de diferentes regiões do Brasil foram convidados para divulgar a petra no evento que marcou a estreia de meninos e meninas em competições

esportivas. A estudante de Ribeirão Preto Giovana Gabriele Barbosa, 15 anos, havia sido anteriormente campeã de bocha nas Paralimpíadas Escolares, mas

viu ainda mais potencial na petra em um ano de dedicação à modalidade criada na Dinamarca. “A Giovana tem consciência de que pode se tornar uma grande

atleta na petra e se prepara para alcançar esse objetivo”, diz a técnica Juliana Maciel.

Professores como principais motivadores
Severino Ferreira, 14 anos, foi da Paraíba para as Paralimpíadas Escolares em São Paulo acompanhado do treinador, Ivamarcos Lisboa Pereira. “Apaixonado

por tudo que tem roda”, como o próprio professor diz, Ivamarcos comprou duas petras assim que conheceu o esporte. O objetivo era levar a novidade para

a escola onde dá aula em João Pessoa. “O importante é o impulso inicial. Eu queria que os meus alunos vivenciassem logo essa prática”, justifica, ressaltando

a motivação dos pupilos após experimentar o equipamento.
Durante as Paralimpíadas Escolares em São Paulo, bastaram alguns minutos após a prova demonstrativa da petra para que outros professores interessados em

entender melhor a prática procurassem o técnico do atleta Severino. Há previsão de que a modalidade seja incorporada ao Mundial Paralímpico de Atletismo

em 2019.
O pioneiro da bocha no Brasil Ivaldo Brandão diz que o caminho para fazer um novo esporte paralímpico crescer é respaldá-lo com grande produção científica

sobre o tema. “Uma pessoa com paralisia cerebral severa ou com uma distrofia em estágio avançado não teria oportunidade no mundo dito normal. Então estamos

criando nichos de oportunidade para inserir essas pessoas por meio de uma prática de esporte”, defende Brandão, que atualmente é vice-presidente do Comitê

Paralímpico Brasileiro.
Da mesma forma que Décio faz com a petra, treinadores de outras modalidades aproveitaram a Paralimpíada Escolar para buscar novos adeptos. A própria petra

contou com 20 pessoas em um dia de oficina. O parabadminton foi outra modalidade que ofereceu cursos durante a competição. Houve também atividades de experimentação

de paracanoagem, parataekwondo e até uma pista de curling estava montada no Centro Paralímpico para os estudantes conheceram a modalidade.
O aquathlon, modalidade que reúne natação e atletismo, também foi testado no evento. O mesmo havia ocorrido anteriormente com o vôlei sentado e o basquete

em cadeira de rodas, que foram disputados como modalidades teste nas Paralimpíadas Escolares de 2017. Neste ano, os dois esportes foram incorporados oficialmente.

fonte
www.df.superesportes.com.br/

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Deficientes visuais ainda enfrentam desafios diários - Folha de

Pedro Barbosa
Em comemoração à data, o grupo se reuniu na casa da presidente da Advir, Vera Sábio, e contou para a equipe de reportagem um pouco dos desafios e conquistas

da categoria (Foto: Priscilla Torres/Folha BV)

Hoje, dia 13 de dezembro, é Dia Nacional da Pessoa Deficiente Visual ou do cego. A data foi criada pelo então Presidente da República Jânio Quadros, em

1961, como uma forma de sensibilizar a população quanto às necessidades e desafios de quem está sem visão.

Em Roraima, a Associação dos Deficientes Visuais de Roraima (Advir), que existe há 18 anos, foi criada como uma forma de ajudar deficientes a manterem

uma vida ativa, com atividades voltadas para informática, linguagem braille, artesanato, coral e cozinha.
rame
creative-6753877076486951/scroller_landscape_overlay-1544645038454
fim do frame

A advogada Tainá Guerra, de 23 anos, ficou cega este ano por causa de uma trombose. Ela contou que a associação foi fundamental para sua adaptação sensorial

e descobriu que cegos são capazes de fazer coisas que para muitos podem parecer improváveis.

“Eu tive uma trombose, que me fez ficar sem os movimentos, a sustentação do tronco e, cega. Fiz fisioterapia e já consigo me mexer normalmente, mas minha

visão não voltou. Por isso, estou me adaptando e me sinto privilegiada em ter sido acolhida pela Advir. O que mais me surpreendeu é ter aprendido a cozinhar,

algo que imaginava que deficientes visuais não poderiam fazer. Eu também consigo mexer no celular, com a função de voice over. Só do computador que ainda

estou apanhando um pouco”, relatou.

A presidente e fundadora da Advir, a servidora pública Vera Sábio, explicou que, apesar da associação sempre buscar formas de cada um poder manter uma

boa qualidade de vida de forma independente, ainda há desafios estruturais em Boa Vista. “Em muitos prédios públicos, a imagem que passa é que cego só

vai para o banheiro ou beber água. Não há um piso que nos guie até a vara, sala ou seção que queremos. Muitos de nós acabamos preferindo usar a parede,

pois ajuda muito mais”, comentou.

Vera também destacou que, às vezes por mais bem intencionadas que certas estruturas possam parecer, elas possuem erros que são fruto do próprio fluxo de

objetos e mercadorias ou uma falta de linearidade em obras.

“O Caxambú é um exemplo clássico disso. Por lá existem pessoas vendendo tudo quanto é tipo de coisa de todas as formas. Como resultado, certos trechos

do piso são intransitáveis. Em vários pontos da cidade, há uma rampa que leva para a rua, só que sem ter uma faixa de pedestre e, o que é pior, não ter

uma rampa logo a frente do outro lado, pois cego só anda para frente, e nós precisamos ficar tateando o desnivelamento e correr risco de ser atropelado

por não estarmos em uma faixa que deduzimos estar lá já que havia uma rampa de acesso a rua”, afirmou.

O massagista e acupunturista Valdecir Rodrigues de Andrade, de 60 anos, reforçou as críticas levantadas por Vera e destacou que a falta de sensibilização

mais grave não vem da população, mas sim daqueles que estão no poder.

“Um piso tátil que leva para uma árvore é inútil. Um piso que tem desnivelamento ou que acaba em um buraco também. Na Praça Ayrton Senna, tem um piso desses

que para em uma quadra de tênis, pois cego com certeza deve adorar jogar tênis ou levar uma bolada na cara. Essas coisas são pura falta de cuidado, de

pessoas que querem parecer sensíveis na visão pública, mas quem usa sabe que não se importam. É preciso ouvir o cego para entender como planejar essas

obras, ou pelo menos ter maior sensibilidade para evitar gafes como essa, que existem em toda a cidade”, pontuou.

Governo oferece atendimento educacional especializado

O Governo do Estado informou, por nota, que atende pessoas portadoras de deficiência visual por meio do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às

Pessoas com Deficiência Visual (CAP-DV), onde são oferecidos serviços de apoio pedagógico com atendimento educacional especializado.

“O Centro possui um Conjunto de equipamentos e tecnologias para produção de materiais didáticos pedagógicos como livros e textos em braille, ferramentas

fundamentais para o desenvolvimento educacional de pessoas com deficiência visual. Também promove a formação continuada de professores e atende pessoas

da comunidade para promover mais qualidade de vida a elas”, apontou a nota.

Com relação à acessibilidade nos prédios públicos, o governo informou que, com a nova gestão, pretende realizar um levantamento para identificar quais

necessitam de adaptação.

A Folha também entrou em contato com a Prefeitura de Boa Vista, para saber quanto a ações e estruturas oferecidas para deficientes físicos, mas não obteve

retorno. (P.B)
fonte / folhabv

Vencedores do VII Prêmio Ações Inclusivas são revelados após debate sobre suas experiências

A cerimônia de premiação da 7ª edição do Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência aconteceu na sede da Secretaria, na capital paulista, em

12 de dezembro de 2018, e reuniu mais de 500 representantes de várias regiões do Estado de São Paulo, na torcida pela conquista do Prêmio.

A premiação foi antecedida de momento que oportunizou debate sobre as áreas que prevaleceram entre as instituições inscritas: esporte, saúde, emprego,

educação e direitos, com o intuito de efetivamente promover troca de experiências e relatos entre si.

Billy Saga recebeu diploma de "Personalidade do Ano 2018" por seu engajamento social

Os participantes, reunidos em grupos temáticos, debateram sobre suas experiências baseados nos seguintes eixos: facilidades, avanços, retrocessos e barreiras.

Sobre as dificuldades encontradas, esse tópico dividia-se em dois: venceram? Como? Ao final de um período de discussão, todos voltaram ao auditório e um

porta-voz do grupo apresentou o resultado das discussões.

As principais barreiras que dificultaram o percurso das ações inclusivas implementadas no estado de São Paulo foram o aspecto financeiro/patrocínio e o

desconhecimento das peculiaridades de cada deficiência. Nesse âmbito, a falta de informação sobre as deficiências dificulta a inclusão nos campos da educação,

trabalho e exercício da cidadania.

O Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência foi criado em 2010, pelo Governo do Estado de São Paulo para reconhecer as melhores práticas para

pessoas com deficiência mantidas pelas organizações governamentais e não governamentais. O intuito principal é conhecer os programas, projetos e ações,

e disseminar essas iniciativas estimulando a inclusão social.

Auditório da Secretaria lotado e torcida inclusiva animada: esse foi o espírito do Prêmio 2018

Na cerimônia de premiação de 2018, a Secretária de Estado Dra. Linamara Rizzo Battistella falou sobre a importância da premiação. “Parabéns pelas ações

inclusivas, que esse exemplo de vocês, de trabalho, de premiação, seja um bom exemplo para toda sociedade. Vamos continuar juntos, vamos continuar trabalhando

pela inclusão de todas as pessoas com deficiência em nossa sociedade”, destacou.

A cerimônia de premiação contou com a performance da Cia. de Dança Humaniza, do município de Campinas, que executou números com dançarinas com deficiência

física e síndrome de Down. Também trouxe o Coral de Libras, formado por estudantes de Pedagogia, também de Campinas, sob a coordenação de Keyla Ferrari,

da Cia. de Dança Humaniza.

VENCEDORES

O Prêmio esse ano foi fechado a novas ações e aberto apenas a quem já participou das edições anteriores e foi classificado como FINALISTA. O objetivo é

permitir que sejam conhecidas a trajetória, desdobramento, crescimento, desafios e conquistas das ações premiadas anteriormente.

Vencedores de 2018 ganharam troféu

Em 2018, foram registradas 150 inscrições, para as categorias governamental e não governamental. Dessas, 10 foram finalistas e apenas uma foi a grande

vencedora, em cada categoria. As práticas inscritas foram avaliadas pela Secretaria e submetidas à uma Comissão Julgadora, formada por personalidades de

renome que atuam na área. Neste ano, os jurados convidados foram:
Dr. André Tadeu Sugawara, médico fisiatra da Rede de Reabilitação Lucy Montoro; Aracélia Costa, superintendente da Apae de São Paulo; Cid Torquato, secretário

municipal da pessoa com deficiência de São Paulo; Chico Pirata, ativista e conselheiro dos direitos das pessoas com deficiência; e Lúcia França, presidente

do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

Outra novidade deste ano: houve escolha da TORCIDA INCLUSIVA mais animada, um reconhecimento que a Secretaria quis dar às instituições que reunirão seus

colaboradores e atendidos para prestigiar as ações inclusivas apresentadas. “É um dia festivo e o compromisso com a inclusão exige tempo, dedicação e presença.

O esforço animado de comparecer à “Festa da Inclusão” foi também reconhecido”, afirmou a coordenadora do Prêmio, Maria Isabel da Silva. Nessa categoria

o vencedor foi a torcida animada do município de Jundiaí, que estava representada pelo prefeito Luiz Fernando Machado.

Na categoria “Não Governamental”, a prática inclusiva vencedora foi Viver e Conviver do CIAAG – Centro De Inclusão e Apoio ao Autista De Guarulhos, a primeira

e única instituição no município que atende exclusivamente crianças e pré-adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O PEAMA - Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas, da Prefeitura de Jundiaí foi a grande vencedora na categoria “Governamental”. A ação consiste

em democratizar o acesso utilizando o esporte como ferramenta de inclusão por meio da oferta de diversas práticas esportivas. Na ocasião, a torcida da

ação recebeu também o Prêmio Torcida Inclusiva, uma novidade dessa edição do Prêmio Ações Inclusivas.

Billy Saga, rapper com uma trajetória de duas décadas de dedicação ao rap, publicitário, artista plástico, presidente da ONG Movimento Superação e consultor

da ONG Mais Diferenças, foi homenageado e recebeu destaque por sua atuação em defesa dos direitos e inclusão das pessoas com deficiência.

Abaixo, as ações finalistas de 2018:

Ações Inclusivas Governamentais:
- A Inserção Educacional do Aluno Com Disfagia - Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo
- Tecnologia Assistiva Como Meio de Inclusão Social – Prefeitura de Barueri – Barueri
- Programa de Educação Inclusiva, Educando e Aprendendo na Diversidade – Prefeitura Municipal de Itatiba
- Peama - Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas - Unidade de Gestão de Esportes da Prefeitura de Jundiaí
- Memorial Para Todos – Memorial da Resistência – São Paulo

Ações Inclusivas Não-Governamentais:
- Programa de Autodefensoria – APAE de SP – São Paulo
- Transformando Material Reciclável em Moeda Social – ADEFILP – Lençóis Paulista
- Cia de Dança Humaniza – CEDAI - Centro de Dança Integrado – Campinas
- Viver E Conviver – CIAAG - Centro de Inclusão e Apoio ao Autista de Guarulhos – Guarulhos
- Práticas Adaptadas Interiores e Exteriores – APAE de Bertioga - Bertioga

PARABÉNS A TODOS!
fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia