sábado, 4 de abril de 2015
Cães-guia e pessoas com deficiência passam por treinamento em ônibus
G1
02/04/2015
Testes iniciaram segunda em Blumenau e devem durar duas semanas. 'É um amigão para toda hora', diz massagista que perdeu visão na infância.
Comentário SACI: "É necessário esclarecer que o termo correto ao se referir a alguém com deficiência é pessoa com deficiência e não “pessoa portadora de
deficiência”. Essa revisão do termo “portador” para pessoa com deficiência já havia ganhado muita força em 2006, com a promulgação da Declaração dos Direitos
Humanos Fundamentais das Pessoas com deficiência da Organização das Nações Unidas ratificada no Brasil em 2008. Por fim, no dia 03 de novembro de 2010
foi publicada a Portaria n. 2.344 da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República que regularizou oficialmente as terminologias legais aplicadas
as leis sobre a matéria, instituindo legalmente o termo Pessoas com Deficiência abolindo de vez o termo portador de deficiência." de Eduardo Martins de
Miranda, Advogado - OAB/BA 36.757
da Redação
Cães-guia treinados pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), em Camboriú, estão em fase final de adaptação e têm ajudado pessoas cegas a se locomover
com mais segurança pelas cidades. Uma reportagem exibida no Jornal do Almoço desta quarta-feira (1) mostra que esses animais são cada vez mais comuns na
rotina de quem tem deficiência visual.
Em Blumenau, no Vale do Itajaí, eles passaram a conviver com os usuários do transporte coletivo dentro dos ônibus da cidade. Estes animais passam pela
fase final de adaptação do treinamento para ajudar pessoas cegas a se locomoverem na cidade. Segundo a prefeitura, os testes iniciaram segunda-feira (30)
e deve durar duas semanas.
“Ele não deixa você cair. É uma escada que ele te cuida, é um carro que vem e ele te defende”, diz o massagista Amarildo Vanzuita. “É um amigão para toda
hora”, diz Vanzuita, que ficou cego quando era criança por causa de um glaucoma.
Dexter, o cachorro que o acompanha na viagem de ônibus mostrada na reportagem, é dócil e obediente. Ele pertence à raça flat coated retriever. Esses cães,
que eram muito usados na Inglaterra para a caça, hoje servem para uma finalidade muito mais nobre.
“O cão-guia é uma ferramenta de trabalho. É muito importante que a comunidade entenda isso”, diz o instrutor Fabiano Pereira. A lei permite que os portadores
de deficiência visual entrem acompanhados de seus cães-guia em qualquer ambiente. “O cão-guia pode entrar em qualquer ambiente que uma pessoa comum pode
entrar”, conclui o treinador.
A presença de Dexter em um terminal de ônibus chamou a atenção de quem passava pelo local. “É muito interessante. Toca no coração”, diz a aposentada Elvira
Lacerda.
fonte:rede saci
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