segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Acessibilidade Universal: Berlim para todos
Em 2013 a cidade de Berlim foi eleita a cidade mais acessível do mundo e
quer converter-se até 2020 em uma cidade para todos
Em 2013 a cidade de Berlim foi eleita a cidade mais acessível do mundo e
quer converter-se até 2020 em uma cidade para todos
Por Peter Loch, que escreve de sua cadeira de rodas buscando dar
visibilidade às pessoas com deficiência.
Essa típica fase que se diz a alguém que quer algo que não tem e é
difícil de obter é uma expressão que pode refletir em que pé se encontra
tema da acessibilidade
atualmente. Em 2013 a cidade de Berlim foi eleita a cidade mais
acessível do mundo, mas conseguir isso não foi fácil. Houve com um
grande planejamento
e não foi feito de um dia para o outro – algo que no Brasil se destaca
pelas políticas de curto prazo.
Apesar de ter vencido no ano passado, Berlim não se deu por satisfeita e
se impôs uma nova meta: converter-se até 2020 em uma cidade para todos.
Pois é
disso que se trata a inclusão. Não queremos cidades repletas de rampas,
pois isso seria um remendo. É preciso pensar em uma cidade que seja
construída
para todos.
E no Brasil, planejamos as cidades?
Parece-me que não. Há cada vez mais casas, mais carros e as novas
construções são feitas sem nenhum planejamento. Apesar de haver uma
legislação que obriga
os edifícios públicos a serem acessíveis, boa parte não atende aos
padrões da ONU. Lamentavelmente esses edifícios se tornam ilhas onde nem
todos podem
chegar.
Com um sistema de transporte deficiente e vias públicas cheias de
obstáculos é impossível chegar a diversos destinos. Prova disso é que
apesar de existir
milhões de pessoas deficientes em nosso país, a cifra não é refletida no
ambiente construído.
Um ponto importante e que faz uma grande diferença entre os dois
continentes é que a Europa se une para debater esses temas. Os países
compartilham suas
experiências e resultados bem e mal sucedidos. A América Latina deveria
imitar essa forma de trabalho em conjunto entre nações, assim,
avançaríamos com
maior rapidez e efetividade, sem desperdiçar recursos com soluções
equivocadas.
Como avançar?
Por ora, devemos seguir apoiando iniciativas como a
Ciudad Fácil,
que nos mostra as insuficiências arquitetônicas que nos afetam, como
obter cadastros em nossas cidades, onde é necessário intervir e de que
forma; e a
grande vantagem é que essa informação é obtida pelos próprios cidadãos
mais afetados. É necessário que as autoridades saibam tomar esses dados
para, assim,
criar cidades para todos.
Via Plataforma Urbana. Tradução Romullo Baratto, ArchDaily Brasil.
Berlin, city for all frame
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