O estande reúne projetos e o resultado de pesquisas núcleos que compõem a Rede Cooperativa de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Assistiva,
articulada por meio do CNRTA, coordenado pelo Centro de Tecnologia Renato Archer (CTI/MCTI).
Denise Coelho Ascom do MCTI
Uma bengala que identifica poças de água; mouses adaptados e de baixo custo para facilitar o manuseio de computadores por pessoas com dificuldades físicas
ou motoras; órteses mais leves e confortáveis; programas voltados para a área de acessibilidade virtual e para a prevenção de doenças oculares. É o que
o visitante pode encontrar no estande do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), até a quinta-feira (6), na tenda da 3ª Conferência
Nacional das Pessoas com Deficiência, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.
O estande reúne projetos e o resultado de pesquisas núcleos que compõem a Rede Cooperativa de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Assistiva,
articulada por meio do CNRTA, coordenado pelo Centro de Tecnologia Renato Archer (CTI/MCTI).
O novo centro é uma das ações previstas no âmbito da ciência, tecnologia e inovação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Viver sem
Limite,
do governo federal. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) integra a iniciativa por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão
Social (Secis).
A Rede Cooperativa de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Assistiva do CNRTA é composta por 29 núcleos, que são unidades, obrigatoriamente
de natureza multidisciplinar, formadas por grupos de pesquisa da mesma instituição ou de instituições diversas em torno de projetos voltados para a melhoria
da qualidade de vida de pessoas com deficiência.
Bengala e acionadores
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS/Bento Gonçalves), que possui dois núcleos na área de acessibilidade e
TA,
levou para o evento a bengala que identifica poças de água e alerta o usuário por meio de um sistema eletrônico de vibração instalado na ponteira.
Mostra ali, também, novidades como a central de automação residencial, um mouse de botão e diversos modelos de acionadores. Esses dispositivos adaptados
ao mouse, construídos com materiais simples como bolas de borracha, CDs, papel alumínio e frutas, substituem funções como a do clique de maneira a aproveitar
o movimento voluntário do usuário. São acionadores de baixo custo que podem ser usados com dispositivos que já estão no mercado e podem ser produzidos
por qualquer pessoa, mesmo sem o conhecimento de eletrônica, explicou o técnico de informática Rodrigo Cainelli.
No espaço do núcleo de Tecnologia Assistiva, Acessibilidade, Automação e Inclusão Interdisciplinar (TAAAI), da Universidade de Brasília (UnB), o visitante
pode conhecer tecnologias como a palmilha sensível a pressão, um software que sinaliza a desocupação de leitos em hospitais e vídeos com legendas e audiodescrição
para pessoas com deficiência auditiva e visual, respectivamente.
Diagnóstico na escola
Já o núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresenta no estande dois projetos inovadores: uma órtese funcional com materiais leves para
auxiliar no movimento das mãos e o Programa Bom Começo, que visa implantar em escolas públicas o diagnóstico da saúde visual e o posterior encaminhamento
dos estudantes a especialistas.
A iniciativa é desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão, que resulta de uma parceria entre a universidade e o Hospital de Olhos
Ricardo
Guimarães. É um projeto de detecção para atuar antes das crianças se tornarem deficientes. Alguns problemas oculares, se identificados precocemente, podem
ser tratados, justifica a coordenadora do programa, Clarissa Mendes.
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fonte rede saci
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