sexta-feira, 29 de junho de 2018

Professor cria projeto para ensinar sobre inclusão a colegas de estudante cadeirante

Kauã Henrique da Silva Fortunato, de 9 anos, tem paralisia cerebral e, para que os colegas da escola, em Rio Preto (SP), compreendessem limitações dele,

professor criou o projeto 'cadeirante do dia', quando as crianças passam o dia em uma cadeira de rodas.
Por G1 Rio Preto e Araçatuba
O projeto “cadeirante do dia” tem ensinado sobre empatia aos alunos do 4º ano de uma escola de Rio Preto (SP). Eles convivem com um colega que tem paralisia

cerebral e utiliza cadeira de rodas.

Kauã Henrique da Silva Fortunato, de 9 anos, tem o movimento dos braços e pernas comprometidos e, para que a turma compreendesse as limitações do colega,

o professor Leandro Ferreira propôs o desafio de um aluno por dia se locomover apenas com a ajuda de uma cadeira de rodas na Escola Municipal Regina Mallouk.


Projeto 'cadeirante do dia' propõe que alunos de Rio Preto (SP) aprendam sobre empatia (Foto: Reprodução/TV TEM)
Bloco de citação
“A gente desenvolveu o projeto onde cada dia um aluno diferente fique na cadeira de rodas para sentir as dificuldades de acessibilidade do nosso meio.

Coisas simples do dia a dia se modificam, como apontar um lápis, sair da carteira ou brincar com os colegas”, explica o professor.
Fim do bloco de citação

A ideia surgiu depois que o Kauã passou a fazer parte da turma, no começo deste ano. Ele ainda está em processo de alfabetização, em uma fase diferente

do restante dos amigos que encara a situação com solidariedade e amizade.

Eles cuidam, querem ajudar e, depois da experiência de encarar uma cadeira de rodas, eles passaram a enxergar o Kauã de modo ainda mais especial.
Colegas de sala de aula ensinam e cuidam de Kauã, que tem paralisia cerebral (Foto: Reprodução/TV TEM)

Para se adaptar ao uso da cadeira de rodas, os alunos precisam se esforçar para empurrar as rodas, achar um jeito para tomar água sem esbarrar em nada.


“Eu já imaginava que seria difícil porque eu vejo a dificuldade do Kauã. Ele precisa de ajuda e a gente também precisa ajudar o próximo”, afirma Juliana,

de 9 anos, que é a cadeirante do dia.

Kauã Henrique da Silva Fortunato, de 9 anos, nasceu com paralisia cerebral (Foto: Reprodução/TV TEM)
Kauã Henrique da Silva Fortunato, de 9 anos, nasceu com paralisia cerebral (Foto: Reprodução/TV TEM)

Todo o aprendizado sobre empatia só tem sido possível porque o Kauã chegou à escola. E para ele chegar à unidade de ensino não é fácil, mas a mãe do menino

se esforça para ver o filho feliz.
Bloco de citação
“Quando ele nasceu os médicos não deram esperança, disseram que o quadro era grave. Mas hoje ele está evoluindo e pretendo que ele faça uma faculdade porque

ele gosta do estudo, ele adora ir à escola”, diz Kelly da Silva.
Fim do bloco de citação
Kauã Henrique da Silva Fortunato está em processo de alfabetização em escola de Rio Preto (SP) (Foto: Reprodução/TV TEM)
fonte g1

Reuniões técnicas sobre inclusão para profissionais de comunicação encerram VII Encontro de Gestores

Entre as maiores barreiras para o segmento das pessoas com deficiência está a comunicação, fator que permeia atendimentos, relacionamentos, atitudes e

comportamentos. Em resposta a esse aspceto, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realizou a sétima edição do Encontro

Estadual de Gestores de Comunicação do Estado de São Paulo. O objetivo foi cumprido: reunir profissionais que atuam em comunicação e atendimento ao público

e levar informações sobre as demandas e singularidades que cercam o universo das pessoas com deficiência, público que soma 45,6 milhões no Brasil, segundo

o Censo IBGE/2010.

Primeira reunião técnica aconteceu em 25 de abril e reuniu profissionais de mídias

Criado em 2012, neste sétimo ano o Encontro trouxe um diferencial, foi configurado em três reuniões técnicas realizadas em 25 de abril, 22 de maio e 26

de junho. O conteúdo foi voltado a nichos específicos da área da Comunicação: profissionais de mídia (rádio, TV, mídia impressa e digital); profissionais

de publicidade e propaganda; e gestores públicos e assessores que prestam atendimento ao público.

O objetivo das reuniões é esclarecer aos profissionais dos diferentes segmentos de atuação que os termos “pessoas especiais”, “necessidades especiais”,

“deficientes” e “portadores” já se tornaram obsoletos e são incorretos para designar pessoas com deficiência. Também nas redes sociais a designação para

pessoas com deficiência deve ser correta para não se reforçar estigmas e preconceitos.

Reunião Técnica sobre Inclusão para profissionais de rádio, TV, impressos e mídias digitais

No primeiro encontro, realizado em 25 de abril, o jornalista Luiz Alexandre Souza Ventura trouxe informações importantes sobre imprensa e inclusão na palestra

“A Responsabilidade do Jornalismo na Defesa da Inclusão”. Ele mostrou que deve ser quebrado o estigma da pessoa com deficiência que sempre se supera. A

ideia é que as pessoas com deficiência sejam vistas como pessoas que buscam cidadania.

Em foco: comunicação e dicas sobre atendimento e relacionamento entre pessoas com e sem deficência

A jornalista Flávia Cintra trouxe informações ricas sobre terminologia correta e a trajetória e legislação sobre pessoas com deficiência na palestra “Por

que NÃO Portador de Necessidades Especiais? A Terminologia Correta na Era da Inclusão”. Um dos destaques é que dentro do conceito social, a deficiência

é o resultado da interação entre pessoas com diferentes níveis funcionais e o entorno que não leva a diversidade em consideração. Esse conceito, mostra

que a deficiência não está na pessoa em si, mas nos locais e nas informações que não estão adequadas a todas as pessoas.

A jornalista também falou da importância da representatividade da pessoa com deficiência e do lugar de fala. A ideia é que tenham mais pessoas com deficiência

como como protagonista da própria realidade, luta e movimento. As jornalistas Natasha Torres e Simone Nieves mostraram a importância da interatividade

e comunicação na web com dados e dicas sobre o uso de mídias digitais na palestra “Comunicação Digital para Todos”.

Além disso, trouxeram informações sobre as funcionalidades já existentes nas plataformas para a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência.

Exemplos e dicas rápidas de como fazer uma web mais acessível e inclusiva, além de legendas em vídeos do YouTube, descrição de imagens e dicas para estruturar

um site acessível foram alguns dos tópicos abordados.

Reunião Técnica sobre Inclusão para profissionais de agências de publicidade e propaganda

Nesta segunda reunião, os palestrantes apresentaram informações sobre o universo da publicidade e propaganda e do mercado de consumo. As pessoas com deficiência

também são consumidoras em potencial e devem ser incluídas nas peças de propaganda e também consideradas nos itens de consumo.

Publicidade, propaganda e relações de consumo também foram abordadas nas reuniões técnicas

Lara Soto, coordenadora de Programas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, trouxe a palestra “Comunicação Inclusiva

para o Alcance da Clientela”, com as diferentes barreiras que a pessoa com deficiência enfrenta no dia a dia: barreiras arquitetônicas, comunicacionais

e atitudinais. As barreiras arquitetônicas são caracterizadas como obstáculos para o uso adequado do meio, geralmente originados pela morfologia ou formatação

de edifícios ou áreas urbanas.

As barreiras comunicacionais são caracterizadas como as dificuldades geradas pela falta de informações a respeito do local ou serviços prestados, em função

dos sistemas de comunicação disponíveis (ou não) em seu entorno, quer sejam visuais ou auditivos. As atitudinais muitas vezes ocorrem de maneira inconsciente

e nem sempre são percebidas, sobretudo por aqueles que as impõem. A eliminação dessas barreiras minimiza as demais e viabiliza outras dimensões de acessibilidade.


Fábio Adiron, publicitário, professor universitário e militante junto ao segmento há algumas décadas, palestrou sobre “Negócios Inclusivos: Peças Publicitárias

sem Barreiras”. Ele explicou que teve proximidade com o tema da deficiência por ter um filho com síndrome de Down, o Samuel.

Pontuando sobre a diferença entre publicidade e propaganda, resumiu: “Propaganda é mais ideológica, quem propaga quer vender uma ideia ou um conceito.

Publicidade é mais relacionado à venda de produto ou serviço". Adiron explicou, ainda, sobre as várias formas de abordar a deficiência nas propagandas

e na publicidade em geral. Para ele, a forma de abordagem que mais incomoda é colocar a deficiência como produto. “Usar a deficiência como produto para

melhorar o negócio me incomoda. Exemplo ‘comprem comigo e uma parte do ganho vou doar a alguma instituição de pessoa com deficiência’”, destacou.

Michele Simões, estilista e consultora de moda, trouxe a palestra “O Mercado de Consumo para Pessoas com e sem Deficiência”. Ela abordou um pouco de sua

rotina como consumidora. Michele é cadeirante e elaborou uma pesquisa com outras pessoas com deficiência para verificar de que forma elas se viam dentro

do mundo consumidor, com uma abordagem mais específica para a moda, levando em conta sua formação.

Michele Simões denuncia: "você não consegue comprar com autonomia".

“A maioria das pessoas com deficiência visual que entrevistei escolhe roupas pelo tato. Então imagina essas pessoas se depararem com o vidro das vitrines.

O shopping parece que é um lugar que não foi feito para você, não tem audiodescrição, não tem nenhuma informação; anda a loja inteira, enfrenta o vidro

da vitrine e finalmente escolhe o produto e não encontra nada ali que possa dar a informação para que você identifique, você não consegue comprar com autonomia".


Michele finalizou apresentando o minidocumentário “Meu Corpo é Real”, idealizado e criado por ela, com o intuito de levar até a indústria informações menos

superficiais e generalizadas sobre os corpos idealizados e contemplados pela moda, além de dar ênfase à diversidade de corpos e realidades.

Reunião Técnica sobre Inclusão para gestores públcios e profissionais que atendem o publico

O terceiro e último Encontro aconteceu em 26 de junho e trouxe o jornalista Luiz Alexandre Ventura apresentando a palestra “A Responsabilidade do Jornalismo

na Defesa da Inclusão”. A ênfase de sua palestra foi a de que o discurso da superação é mentiroso, não reflete de maneira verdadeira a situação das pessoas

com deficiência. De acordo com o jornalista, esse discurso ainda é presente em reportagens de grandes veículos impressos, TV, rádio, nos portais de notícias

e nas redes sociais.
Segundo ele, esse conceito equivocado e superficial ganha cada vez mais o mercado corporativo. “Um exemplo disso são as palestras sobre superação apresentadas

por pessoas com deficiência que vendem a deficiência como produto, vantagem, diferencial competitivo, ferramenta de motivação, estimulo e inspiração”.


Ventura foi categórico, “superação não é exclusividade das pessoas com deficiência. Todos nós passamos por momentos de dificuldade e precisamos de força

extra para vencer esses limites. Devemos nos apresentar como pessoas que buscam cidadania. Ademais: deficiência não se supera”, enfatizou.

Profissionais de comunicação recebem informações sobre conteúdo acessível para mídias sociais

A jornalista, gestora da Assessoria de Comunicação Institucional da Secretaria e organizadora do evento, Maria Isabel da Silva, apresentou a palestra “O

Serviço Público na Era da inclusão: Derrubando Barreiras e Preconceitos no Atendimento aos Cidadãos”. A ênfase de sua exposição foi em torno da necessidade

de se respeitar e considerar a diversidade de nossos interlocutores. “Quando emitimos um comunicado, ofício, informe, boletim ou qualquer veículo de comunicação

queremos que tenha o máximo alcance, e esse ‘máximo’ é alcançado quanto mais considerarmos a diversidade presente os interlocutores que receberam nossa

mensagem”.

Maria Isabel apresentou dicas práticas para produção, com acessibilidade, de vídeos, boletins e comunicados digitais, além de dicas de relacionamento no

cotidiano e atendimento a pessoas com deficiência.

As informações e materiais dos eventos serão disponibilizados no site do Encontro:
http://egecom.sedpcd.sp.gov.br

Créditos:
Produção de Texto: Simone Regina Nieves
Fotos: Arquivo SEDPcD/SP
Edição final: Maria Isabel da Silva

CPB e CEFAN, da Marinha, assinam acordo de cooperação no Rio de Janeiro

Por CPB
Marco Antônio Teixeira/CPB/MPIX
Imagem

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN) assinaram nesta quinta-feira, 28, em cerimônia na

Fortaleza São José, no Rio de Janeiro, um acordo de cooperação entre as duas instituições para o desenvolvimento do esporte paralímpico entre crianças

e adolescentes com deficiência, de 10 a 18 anos, na capital fluminense.

Estiveram presentes no encontro, pelo CPB, o 2º vice presidente, Ivaldo Brandão, o diretor técnico adjunto, Jonas Freire, e o diretor de marketing e comunicação,

Diogo Mourão. Pelo CEFAN, o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Alexandre José Barreto de Mattos, o Coordenador Geral

do Programa Olímpico da Marinha, Vice Almirante Paulo Cesar Stingelim Guimarães, o Presidente da Comissão de Desportos da Marinha e Comandante do CEFAN,

Contra Almirante Pedro Luiz Gueiros Tauloi, o assessor de Relações Institucionais do CEFAN, Capitão de Mar e Guerra Luiz Carlos Pinheiro Serrano, e o Vice

Presidente da Comissão de Desportos da Marinha, Capitão de Mar e Guerra José Reis.

"Estamos plantando a primeira semente de uma ação muito importante. A implantação do centro de referência no CEFAN deve ser levado como exemplo para o

resto do Brasil. A frente dele estão pessoas em que confiamos e o CPB está à disposição para compartilhar toda a expertise.", disse Ivaldo Brandão, 2º

vice presidente do CPB.

“Qualquer espaço militar é um espaço da sociedade e que tem que ser aproveitado pela sociedade. E este convênio é uma forma muito nobre de aproveitar este

espaço, que é o CEFAN. Acreditamos muito nessa cooperação. Precisamos de mais demonstrações como esta de que é possível realizar um trabalho que possa

mudar a comunidade” , completou o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Alexandre José Barreto de Mattos.

O acordo estabelece que o CPB será responsável por capacitar os profissionais de educação física do CEFAN, além de emprestar/e ou adquirir equipamentos

para as atividades e para a adequação estrutural do local, onde serão realizadas as atividades de quatro modalidades: atletismo, esgrima, halterofilismo

e natação.

Segundo o acordo, os cursos de capacitação dos profissionais começarão no final de julho, de forma que as crianças e adolescentes já possam ser atendidos

nas instalações do CEFAN para o início das atividades no segundo semestre de 2018. A seleção dos participantes começará em setembro e, o plano de atividades,

em dezembro.

O CEFAN, localizado na zona norte do Rio, possui uma área de aproximadamente 225.000m2 e conta com várias instalações esportivas. Lá, são desenvolvidos

projetos e programas comunitários e, também, as atividades do Programa Olímpico da Marinha (PROLIM).

Assessoria de comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Concurso de Moda Inclusiva leva informação sobre autonomia do deficiente em Guaratinguetá

'Desfile na Apae conta com participação de mães de atendidos; vencedora ganha book produzido e vaga na fase internacional na capital paulista
Jovem assistida pela associação desfila em evento do Concurso de Moda Inclusiva em Guaratinguetá; mães participam de projeto (Foto: Juliana Aguilera)
Juliana Aguilera
A Apae de Guaratinguetá recebeu na última quarta-feira o concurso de Moda Inclusiva da região do Vale do Paraíba. Idealizado por Daniela Auler, coordenadora

do projeto Moda Inclusiva da secretaria da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, o evento também contou com desfile de roupas de edições anteriores,

com alunos da Associação. A vencedora do concurso, Arely Vieira, garantiu uma vaga na edição internacional, em São Paulo.

Essa foi a décima edição do concurso, que tem o intuito de conscientizar a sociedade das dificuldades que deficientes passam diariamente para vestir uma

peça de roupa e como mudanças pequenas, como a troca de um botão por velcro, pode facilitar o trabalho do cuidador e aumentar a autonomia do deficiente.

O conceito é não só dar mais personalidade e beleza às roupas com “cara de hospital”, mas criar peças que sejam úteis também aos não deficientes. A moda

inclusiva foi criada no Brasil.

Daniela explicou que apesar de não haver faculdade de Moda em Guaratinguetá, o encontro com as mães que participaram do concurso foi uma experiência nova

e desafiadora. “Foi corrido, mas elas tinham as ideias todas na mente”, afirmou. O concurso, que começou primeiramente com estudantes de moda, aumentou

para profissionais de todas as áreas.

A coordenadora do projeto destacou a importância de ouvir as mães. “Elas são muito sábias. Às vezes, as pessoas falam ‘não vou participar porque não sei

desenhar’, mas a gente faz todo o material, mostra os livros. A gente quer isso: democratizar a moda, dar acesso a todo mundo”, explicou.
Ao todo, cinco mães participaram do concurso, que teve como vencedora Arely Vieira, mãe da Bete, que possui paralisia cerebral, e de Samuel, que é autista.


As roupas foram inspiradas na dificuldade diária que as mães encontram para vestir seus filhos, desde o obstáculo com botões, calça, sapatos, até mesmo

a mobilidade reduzida de membros e sensibilidade das crianças e jovens. A falta de calças com elástico e sapatos com velcro para adultos foi uma dificuldades

que inspirou na criação das peças.

Soluções – Diversas roupas com aberturas laterais, com imãs ou zíper foram criadas para ajudar crianças cadeirantes. A calça de cintura alta também foi

concebida, pois algumas mães vem a dificuldade dos filhos que usam fraldas. A proporção das roupas também foi levada em consideração, já que, atualmente,

diversas peças são confeccionadas justas e muitas crianças, como as com síndrome de Down, possuem tamanhos diferentes.
A votação foi realizada por membros do corpo docente da Apae Guaratinguetá, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Andréa Évora,

a coordenadora do Qualifica Guará, Mônica Veloso, e o chefe de gabinete da secretaria da Assistência Social, José Mário Amato.
fonte Jornal Atos

Prefeitura de São Paulo lança Centro Municipal Modelo em Paradesporto

Parceria entre as Secretarias da Pessoa com Deficiência e de Esportes e Lazer, programa vai incentivar entidades ligadas ao paradesporto a utilizarem espaços

públicos para treinos
A Prefeitura de São Paulo lança, no Centro Esportivo Tietê, no próximo dia 29 de junho, às 16h, o Centro Municipal Modelo em Paradesporto (CMMP).

O programa vai incentivar entidades e associações ligadas ao paradesporto a utilizarem equipamentos públicos como espaços de treinamento. A iniciativa

é uma parceria das Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência e de Esporte e Lazer.

Quatro entidades já estão participando no Centro Esportivo Tietê, oferecendo treinamento para cerca de 200 jovens. São elas: APABB, Atitude Paradesportiva,

Associação Bola pra Frente e WCMX, que praticam as modalidades de atletismo, tênis em cadeira de rodas, futebol de amputados, slackline, golfe adaptado,

futsal, vôlei sentado e bocha adaptada. O CMMP também vai se estender aos outros equipamentos esportivos municipais, facilitando assim o acesso de instituições

de toda a cidade e ampliando o leque de atividades praticadas.

Na cidade de São Paulo, 2,7 milhões de pessoas declararam ter algum tipo de deficiência. Para o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato,

o CMMP é um importante passo para a inclusão no esporte: “Pessoas com deficiência tinham carência de espaços públicos para praticarem atividades que respeitem

suas particularidades. O CMMP chega como uma nova opção de lazer e de incentivo aos atletas”.

O Centro Municipal Modelo em Paradesporto funciona as segundas, quartas e sextas-feiras, das 12h às 18h.

Serviço: Lançamento do Centro Municipal Modelo em Paradesporto do Tietê (CMMP)
Data: 29 de junho
Horário: 16h
Local: Centro Esportivo Tietê, Zona Norte.

Após inspeção das instalações, Rede Lucy Montoro está autorizada a iniciar as atividades em Sorocaba

O Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba está autorizado a iniciar suas atividades. Na segunda, 25, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa

com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, ao lado de autoridades locais e acompanhada da equipe de atendimento da unidade, inspecionou

os equipamentos e instalações. Tudo em ordem: autorizado o início dos atendimentos.

A unidade conta com 2.700m², dividida em dois andares. Cerca de 20% da população sorocabana, cerca de 120 mil pessoas, apresentam algum tipo de deficiência

(dados do Censo IBGE/2010). Durante a visita, Dra. Linamara reforçou a importância do acompanhamento desde a infância da pessoa com deficiência. “A criança,

quando é tratada, aceita todos os desafios que a vida oferece, porque com tecnologia e reabilitação ela enfrenta e vive com funcionalidade”, destacou,

acrescentando que “quando não abordamos na idade certa, perde-se a melhor chance”.

Dra. Linamara, de vestido preto, visita Centro de Reabilitação de Sorocaba

A Secretária destacou também a importância do registro eletrônico dos pacientes. “Nós temos um sistema de recrutamento de pacientes e de triagem que é

feito com o compromisso de também promover mudança na área da saúde, para que se entendam as particularidades de cada paciente”, ressaltou.

Equipamentos inspecionados e aprovados pela Secretária Dra. Linamara

Os atendimentos na Rede Lucy de Sorocaba serão realizados por equipe de especialistas em Fisiatria, Oftalmologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia,

Enfermagem, Serviço Social, Psicologia, Condicionamento Físico e Pedagogia, entre outros.

Rede Lucy Montoro

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro foi criada em 2008. É gerida pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. O atendimento

é feito por meio de equipes multidisciplinares e de equipamentos tecnológicos que buscam o mesmo ideal: trazer conforto e autonomia para a pessoa com deficiência.


Dra. Linamara, à frente do "time" do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba

Atualmente existem 18 unidades em funcionamento no Estado São Paulo, oferecendo mais de 100 atendimentos por mês. Existe também, desde o ano de 2009, a

unidade móvel da Rede Lucy que propicia um atendimento de modo urgente no fornecimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Para saber mais sobre a Rede Lucy Montoro, acesse:
https://goo.gl/Hx8yzx

SERVIÇO
Rede de Reabilitação Lucy Montoro – unidade Sorocaba
Endereço: Rua Cláudio Manoel da Costa, 287 – Jardim Vergueiro, Sorocaba – SP
Telefone: (15) 3212-9150

Produção de texto e fotos: Thiago Alves

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Bibliotecas Municipais recebem óculos que transformam textos em áudio

Doze bibliotecas receberão 15 aparelhos, capazes de escanear e transformar instantaneamente textos em áudio para pessoas com deficiência visual, com déficit

de atenção e dislexia
A Prefeitura de São Paulo adquiriu 15 unidades do aparelho OrCam MyEye, uma espécie de óculos que escaneia e transforma instantaneamente textos em áudio.

O prefeito Bruno Covas, os secretários municipais da Pessoa com Deficiência e Cultura, Cid Torquato e André Sturm, participaram nesta terça-feira (26)

da entrega da primeira unidade na Biblioteca Paulo Sérgio Duarte Milliet, no bairro da Água Rasa, na Zona Leste da cidade.

“A estimativa é que tenha na cidade de São Paulo até 1 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Todas elas poderão ser beneficiadas por

esse programa. Com esses óculos, elas poderão pegar qualquer livro da estante e ter acesso a esta obra, sem depender de livros traduzidos em braile ou

áudiolivros. A gente espera com esta iniciativa democratizar o acesso às bibliotecas municipais na cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito.

Inicialmente, 12 bibliotecas receberão o equipamento, permitindo que usuários com algum tipo de deficiência visual, com déficit de atenção e dislexia tenham

acesso a todos os livros do acervo das unidades. “Esta é uma iniciativa muito importante para propiciar o acesso à leitura às pessoas com deficiência visual.

Foi uma experiência muito boa, é um aparelho bacana mesmo, que me dá autonomia para poder ler os livros em tinta, que a gente não conseguia ter esse acesso”,

disse o jornalista Gustavo Torniero, deficiente visual.

Nesta fase de teste, os óculos serão distribuídos nas bibliotecas Mário de Andrade (Centro), Centro Cultural São Paulo (Zona Sul), Affonso Taunay (Zona

Leste), Alceu A. Lima (Zona Oeste), Álvares de Azevedo (Zona Norte), Brito Broca (Zona Norte), Hans Christian Andersen (Zona Leste), Monteiro Lobato (Centro),

Mário Schenberg (Zona Oeste), Paulo Duarte (Zona Sul), Paulo Sérgio Millet (Zona Leste) e Viriato Corrêa (Zona Sul).

A expectativa é que até o final de 2020, todas as 54 bibliotecas municipais tenham, pelo menos, um par de óculos, fazendo com que todos os livros do acervo

municipal fiquem à disposição do leitor com deficiência visual, e não somente o acervo em Braille e áudiolivros. “A cidade de São Paulo precisa ser para

todos, não dá para ter uma biblioteca que só uma parte da população possa usar”, disse Covas.

“Nós temos mais de 5 milhões de exemplares nas nossas bibliotecas. Com esse aparelho, todos passarão a ser acessíveis à população com deficiência visual

e às pessoas que não conseguem ler livros, mas que poderão utilizar este serviço nas bibliotecas. Isso é estimular a leitura, com autonomia e liberdade”,

disse o secretário municipal de Cultura, André Sturm.

A iniciativa faz parte do programa Biblioteca Viva, lançado no ano passado com o objetivo de incentivar a leitura. Com o aparelho, as pessoas com deficiência

visual poderão buscar nas próprias estantes das bibliotecas o livro que desejar, garantindo também mais autonomia de cada um.

“É uma iniciativa fantástica. Investimento em tecnologia assistiva como essa é fundamental. Irá atender uma demanda crescente, já que a população com deficiência

está cada vez mais na rua, nos espaços públicos”, afirmou o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Desenvolvido pela “Mais Autonomia Tecnologia Assistiva”, o equipamento pode ser aplicado não só em livros, mas também jornais, revistas, placas de rua,

cardápios de restaurantes, nomes de lojas, mensagens do celular, placas de sinalização e folhetos. Trata-se de uma pequena câmera inteligente que, acoplada

nas hastes de qualquer par de óculos, escaneia e lê instantaneamente textos em português e inglês, em qualquer superfície, reconhecendo também produtos,

código de barras, cores, cédulas de dinheiro e até mesmo rostos que estiverem cadastrados previamente, tudo em tempo real.

O prefeito Bruno Covas testando o óculos. Ele está com um livro nas mãos.

Uma das meninas com deficiência visual testa o óculos

O prefeito Bruno Covas conversa com algumas crianças com deficiência visual.

O prefeito Bruno Covas conversa com as crianças e segura um livro nas mãos.

Kits dos óculos - ORCAM.

Convidados do evento.

Secretário Cid Torquato com alguns convidados do evento, que tem deficiência visual.

De Secretaria Especial de Comunicação
Fotos: Fábio Nunes - Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED)

fonte s m p e d