quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Sem braços, jornalista alemão escreve com pés na cobertura da Paralimpíada
david-hock-nasceu-sem-os-bracos-e-usa-os-pes-para-digitar-e-escrever-seus-textos
David Hock nasceu sem os braços e usa os pés para digitar e escrever seus textos
Quem vê o alemão David Hock circulando pelo Parque Olímpico pode até confundi-lo com um atleta. Nada disso. Ele também pode servir de inspiração, mas não
entra em ação para competir, para para contar todos os detalhes da Paralimpíada do Rio de Janeiro para um jornal de seu país. Jornalista, David nasceu
sem os braços e usa os pés para digitar e escrever seus textos, habilidade que passou a desenvolver ao longo dos anos
– Eu sempre digo que meus pés são as minhas mãos. Assim como você aprendeu a escrever com as suas mãos, eu aprendi com meus pés. Claro que quando comecei
a digitar no computador eu não era tão rápido como sou agora, mas é fazendo que se aprende, e agora eu tenho um sistema de digitação inteligente – explicou,
que mostra agilidade com os pés no teclado do computador e também ao usar aplicativos de conversa no aparelho celular.
David é um entre diversos exemplos no centro de mídia. O fotógrafo João Batista, por exemplo, é deficiente visual, o que não o impede de fazer sua atividade.
Ele vê no evento a chance de mostrar que todos são capazes.
– Aqui é a possibilidade de existir inclusão de verdade. Se somos todos iguais, temos a mesma batida do coração, por que não ter profissionais nessa área?
– disse.
Correspondente da BBC e biamputada (perdeu as duas pernas aos 19 anos), a jornalista Kathleen Hawkins também trabalha na cobertura da Paralimpíada e vê
o fato de ter uma deficiência como um aliado no trabalho durante o evento.
– Acho que, para mim, significa que se estou entrevistando um amputado eu posso fazer perguntas completamente diferentes de um jornalista que não é amputado
porque eu estou interessada nas próteses deles, em como eles estão lidando com o calor porque sei pessoalmente que isso é um problema real. Então, acho
que você tem essa diversidade, você acaba conseguindo obter coisas mais interessantes dos atletas – contou.
Fonte: Sportv
Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência chama atenção para inclusão
Poucos dias após o fim da Paralimpíada Rio 2016, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é comemorado nesta quarta-feira (21). A data chama a
atenção, novamente, para a inclusão das pessoas com deficiência, quase um quarto da população brasileira.
O Dia Nacional foi instituído por iniciativa de movimentos sociais, em 1982, e oficializado pela
Lei Nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
A data foi escolhida para coincidir com o Dia da Árvore, representando o nascimento das reivindicações de cidadania e participação em igualdade de condições.
Ações especiais do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência ocorrerão em todos os Estados, como entrega de documentos com reivindicações, seminários
e eventos culturais.
Direitos
Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e o Protocolo Facultativo,
e o documento obteve aqui equivalência de emenda constitucional. Da convenção, surgiu a
Lei Brasileira de Inclusão (LBI),
que trata os objetivos de forma mais concreta e entrou em vigor em janeiro deste ano.
Alguns artigos que ainda precisam de regulamentação são prioridades da gestão, informa Rosinha da Adefal, Secretária Especial dos Direitos da Pessoa com
Deficiência do Ministério da Justiça e Cidadania (Sepd/MJC).
Facilitar o acesso a órteses e próteses, além de aumentar a acessibilidade urbana e na comunicação, são outras metas da secretaria, cujo trabalho é articular
o que está previsto em lei com as pastas responsáveis.
“Até 2008, fazíamos avaliação da deficiência só com olhar médico. [...] Com o conceito de deficiência pela convenção, não é só a deficiência pura e simplesmente,
mas o contexto em que ela vive vai fazê-la mais ou menos limitada”, explica a secretária.
Um grande desafio, lembra Rosinha, é aplicar as ações em todo o País, muito extenso e diverso. “Às vezes, conseguimos, tal qual está na lei, resolver um
grande problema de acessibilidade, mas é pontual, devido a questões geográficas e culturais.”
Segundo a secretária, o governo está trabalhando no redesenho do Plano Viver sem Limite e no fortalecimento de uma política pública permanente. Também
fruto da convenção, o plano prevê políticas governamentais de acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade.
Inserção na sociedade
De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência.
Nas escolas, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), o acesso de pessoas com deficiência aumentou 381% entre 2003 e 2014. Nesse intervalo, o número
de matrículas de PCDs saltou de 145.141 para 698.768.
Esporte
A Paralimpíada Rio 2016 é um marco na luta e na história do esporte brasileiro. Nesta edição, participaram 287 atletas (185 homens e 102 mulheres) em 22
modalidades, a maior delegação já enviada pelo País. Os atletas conquistaram 72 medalhas, outro recorde para o Brasil – 67% a mais do que na edição anterior,
em Londres.
Os números da bilheteria também impressionam: foram vendidos 2,1 milhões de ingressos no total, segunda maior venda da história da Paralimpíada, mostrando
o interesse do brasileiro pela diversidade e inclusão por meio do esporte.
Para a secretária, a Paralimpíada deixa dois grandes legados: o urbano, do investimento em transportes, mobilidade e acessibilidade; e o comportamental,
que mostra que as pessoas com deficiência são dignas de respeito e admiração pelas suas vitórias.
“A Paralimpíada trouxe visibilidade para nossa eficiência, qualidades, dons e conquistas. E não só no momento da medalha, mas também na vida comum, que
traz grandes conquistas”, comemora Rosinha, lembrando da grande quantidade de crianças que frequentaram as competições. “A médio e longo prazo, teremos
uma sociedade muito mais inclusiva.”
Fonte: Portal Brasil, com informações da
Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência,
Comitê Paralímpico Brasileiro,
Ministério do Trabalho,
Senado Federal,
IBGE
e
MEC
fonte:portal brasil
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
nstituto Viver Hoje lança portal de saúde acessível para pessoas com deficiência ,
m julho, o Instituto Viver Hoje lançou o
Portal Viver Hoje ,
um veículo de comunicação completo e interativo para quem deseja receber informações confiáveis e estudos recentes sobre os universos da saúde e do bem-estar.
Neste espaço, há divulgação de matérias, pesquisas e entrevistas exclusivas sobre nutrição, sexualidade, saúde, bem-estar, qualidade de vida, cuidados
paliativos, atividades físicas e muito mais.
Além disso, pacientes podem deixar seus depoimentos e baixar as cartilhas da série Viver Hoje, com informações sobre prevenção e dicas para passar de maneira
mais confortável pelo processo de superação de doenças.
Um dos diferenciais do Portal Viver Hoje é a preocupação com acessibilidade.
Confira as ferramentas:
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• Para pessoas com pouca visão: todos os artigos contam com um recurso para aumentar ou diminuir o tamanho do texto.
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• Para pessoas cegas: o portal Viver Hoje, tem código otimizado para leitores de tela.
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• Para pessoas surdas: em parceria com a ProDeaf, oportal conta com o recurso de tradução de texto e voz na língua portuguesa para Libras - a língua brasileira
de sinais, com o objetivo de realizar a comunicação entre surdos e ouvintes. Procure pelo ícone na lateral do site e siga as instruções na tela para ativar
o plugin.
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• Para pessoas com dificuldade de locomoção: o portal Viver Hoje, disponibiliza código e layout otimizados para navegação via teclado. É possível, também,
ativar o teclado na sua tela, caso seus sistema operacional permita.
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Além disso, o portal Viver Hoje é uma das únicas ONGs do Brasil a ter uma parceria com a ReadSpeaker, que habilita o recurso "OUVIR".
Com esse recurso, o computador lê em voz alta o texto contido na página. Uma ajuda necessária caso tenha dificuldade em ler um texto online.
Desta forma, o site torna-se muito mais acessível e agradável de visitar. Você não precisa baixar nada para utilizar esse recurso.
Fonte:
Revista Incluir
Como treinadora recrutou nas ruas equipe paralímpica de remo
Dos cerca de 12,5 milhões de habitantes do Zimbábue, cinco fizeram parte da delegação do país para os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. E desses cinco,
quatro não faziam ideia de que pudessem um dia estar na maior competição mundial do esporte para pessoas com deficiência.
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O maior desafio será manter a equipe e participar dos próximos jogos em Tóquio, diz a treinadora do time de remo do Zimbabue
Foto: Arquivo Pessoal
Aliás, há cinco meses, eles não esperavam estar em qualquer competição esportiva – uma, inclusive, era “sedentária” até então.
A vida deles começou a mudar graças a uma treinadora que, em março deste ano, aceitou o desafio de montar uma equipe paralímpica de remo em um país onde
a deficiência ainda é algo a ser “escondido”.
Rachel Davis começou literalmente uma “caça” a pessoas com deficiência no Zimbábue – pelas ruas, pela internet, pelas redes sociais.
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Parte da equipe do Zimbábue no Rio teve um mês para perder o medo de água para, em seguida, aprender as regras básicas do remo; Rachel Davis (à esq.) tem
20 anos de experiência no comando de equipes de remo
Foto: BBC Brasil
A maioria dos que apareceram para os testes classificatórios mal sabia como o remo, um esporte considerado “elitista”, funcionava. Boa parte deles sequer
havia entrado em uma piscina ou uma lagoa antes – até porque o Zimbábue é um país conhecido por águas infestadas de crocodilos.
Rachel teve um mês para fazê-los perder o medo da água – e outro para ensiná-los o beabá do remo.
“A maioria deles não entendia o esporte. E eles ficavam tão felizes quando eu os levava para a piscina…Eles aproveitaram a oportunidade para ser parte
de algo, mas não estavam entendendo que a gente viria para cá. Nem a gente acreditava que iríamos chegar tão longe”, disse a técnica à BBC Brasil.
Rachel Davies trabalha com o remo há pelo menos 20 anos. Ela é originalmente do Canadá, mas desde 1996 mora no Zimbábue, onde já coordenou a equipe profissional
e as equipes de base, mas nunca havia trabalhado com para-remo.
O desafio já começou com ela tendo que aprender a separar e “classificar” os atletas de acordo com suas deficências. “Eu não fazia ideia de como isso funcionava.
Tive poucos meses para descobrir, fui seguindo um manual”, conta.
Correndo contra o relógio, contra a falta de estrutura e a ausência de verbas, Rachel Davies montou uma equipe de iniciantes e, em três meses, eles já
estavam fazendo a primeira corrida de suas vidas, na Itália. Quatro meses depois, a equipe estava no Rio de Janeiro competindo ao lado dos melhores atletas
do mundo.
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Parte do treinamento incluiu uma curta temporada na Polônia, antes de a equipe seguir para o Rio
Foto: Arquivo Pessoal
Em todas as corridas da categoria Quatro com timoneiro misto, o Zimbábue ficou em último, chegando quase meio minuto depois de todos os seus adversários.
Ainda assim, Previous Wiri, Takudzwa Gwariro, Margret Bangajena e Michelle Garnett (além da timoneira Jessica Davis, filha da técnica) foram muito aplaudidos
na lagoa Rodrigo de Freitas e ouviram o nome do país ser ecoado nas arquibancadas.
Recrutamento
“Oi, desculpa, mas não pude deixar de notar que você só tem uma perna. Podemos conversar?” Foi mais ou menos assim que ela interpelava “atletas em potencial”
nas ruas do país africano para formar a improvável equipe de para-remo. Ela fez de tudo, até mesmo post no Facebook, para encontrar pessoas com deficiência
que estivessem dispostas a dar uma chance ao esporte.
Assim, Rachel marcou um dia para encontrar todos os que aceitaram o convite na escola particular onde dá aula na capital, Harare. Na data escolhida, houve
quem andasse 20 km sobre uma cadeira de rodas para chegar até lá; houve quem aparecesse sem qualquer documento (porque nunca havia tido um), apenas com
alguma esperança de que aquela oportunidade seria única na vida; houve até quem aparecesse com uma touca de banho, para se proteger da água na hora de
remar.
“As histórias que a gente viu nesse recrutamento são incríveis. Pessoas com deficiência são escondidas no Zimbábue. Eles estavam apenas felizes que alguém
queria fazer algo com eles, que alguém precisava deles. A gente sempre ouve que você precisa ter fé, que você precisa acreditar, e esse projeto todo foi
baseado nisso.”
Ela estava só no começo. Depois vieram as primeiras aulas de natação para quem não sabia nadar, os primeiros ensinamentos no barco e, em menos de um mês,
eles estavam no aeroporto indo para a Itália.
“Uma delas, que sequer tinha documento, chorou ao pegar seu passaporte. A família pulou de alegria, com orgulho da filha que era a primeira entre eles
a fazer uma viagem internacional. A gente não tinha ideia do que estava fazendo, mas essas pequenas coisas valiam a pena”, afirmou a treinadora.
“No aeroporto, eu estava indo na frente com minha filha Jéssica e, de repente, nós percebemos que eles não estavam mais nos seguindo.. Olhamos para cima,
e eles estavam ali, perplexos. ‘Uma escada que anda’, eles disseram. A maioria ali nunca havia visto uma escada rolante.”
Rio
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Pouco antes de embarcar para o Rio, uma das integrantes da equipe de remo teve uma convulsão e precisou ser substituída na véspera da competição
Foto: Arquivo Pessoal
Quando finalmente a oportunidade de viajar ao Rio como convidado para disputar a Paralimpíada se tornou mais concreta, Rachel Davis e seu time recém-formado
tiveram outro problema: uma das atletas teve convulsão na viagem para a Itália e a treinadora precisou abrir mão dela para buscar uma substituta.
A mais nova integrante do grupo, Michelle Garnett, foi encontrada da forma mais inusitada possível: a filha de um dos melhores amigos de Rachel. Michelle
tinha paralisia do lado esquerdo do corpo e, apesar de nunca ter praticado nenhum esporte, acabou aceitando o desafio de aprender a remar.
Assim, com a equipe completa – ainda que inexperiente – e com o convite para a Paralimpíada garantido, Rachel precisou viabilizar a outra parte da viagem:
a financeira.
“A maior lição que aprendi nessa experiência é que as pessoas são boas. Voce só precisa pedir, tem que ser humilde o suficiente para pedir. Os italianos
doaram o barco, os americanos doaram os remos, os canadenses doaram os uniformes e, na última hora, o governo do Zimbábue confirmou as passagens aéreas.
Era real, eles estavam a caminho do Rio.
“As pessoas são boas e elas genuinamente querem ajudar. Se você for humilde o suficente para dizer: não posso fazer isso sozinho. Foi assim que chegamos
até aqui”, disse ela, com lágrimas nos olhos.
Para Takudzwa Gwariro, que fez parte da equipe, estar no Rio nos Jogos Paralímpicos após dois meses de “preparação” é a prova de que “quando uma oportunidade
aparece, é preciso agarrá-la com as duas mãos”. E agora ele só espera que as coisas sejam um pouco diferentes na volta para casa. “A gente teve bastante
exposição de mídia, as pessoas estavam acompanhando nossa equipe aqui. Então espero que isso ajuda a conscientizá-las sobre as pessoas com deficiência.”
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Equipe de remo do Zimbábue foi recrutada cinco meses antes dos Jogos Paralímpicos para competir no Rio
Foto: Arquivo Pessoal
O maior desafio para Rachel Davis e o recém-formado time de para-remo, no entanto, virá agora. “Por um momento, fico feliz por ver que conseguimos chegar
até aqui, mas por outro lado, também fico desesperada. Agora vamos pensar em Tóquio? O que vamos fazer até lá? Mas aí eu penso que, se a gente conseguiu
isso em cinco meses, o que podemos fazer em quatro anos?”.
Ela termina de maneira esperançosa. “Vamos fazer da maneira correta e vamos mostrar que a África pode estar em qualquer lugar. A África não é um país sem
esperança que está preso em pobreza e corrupção. Estamos mostrando que o Zimbábue pode chegar onde quiser.”
Fonte: BBC Brasil.com
No Dia de Luta da Pessoa com Deficiência, SP tem vários eventos
Shows, debates e massagens estão entre as atrações, todas gratuitas
Nesta quarta-feira (21) é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e, para comemorar essa data, vários eventos gratuitos acontecerão ao mesmo tempo
na cidade de São Paulo.
A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho vai realizar o "Dia D" - Dia de inclusão social e profissional das pessoas com deficiência e dos beneficiários
reabilitados do INSS, a partir das 9h.
O "Bixiga Para Todos" será no Teatro Sergio Cardoso, a partir das 14h, com sessões de massagem realizadas por deficientes visuais, atrações musicais e
roda de conversas sobre mobilidade.
Na estação Tatuapé do Metrô, no mezanino, várias atividades esportivas e culturais vão acontecer. Às 12h30 a banda Tribo de Jah fará um show e às 15h a
Banda dos Seguranças do Metrô encerra o dia.
A OAB também vai contribuir com o lançamento da Campanha Inclusão+, às 18h, que visa incentivar a contribuição pela inclusão em diferentes campos que vão
da empregabilidade da pessoa com deficiência ao lazer em espaços públicos.
Confira a
programação completa.
SERVIÇO
Dia D - Dia de inclusão social e profissional das pessoas com deficiência e dos beneficiários reabilitados do INSSQuarta-feira (21), das 09h às 17h
Rua Boa Vista, 170 - Mezanino - Centro, São Paulo (próximo ao metrô São Bento)
Entrada gratuita
Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência no Metrô de São PauloQuarta-feira (21), das 11h30 às 15h30
Estação Tatuapé - área de eventos do mezanino (Rua Catiguá, 178 - Tatuapé, São Paulo)
Entrada gratuita
Bixiga para Todos
Quarta-feira (21), das 13h às 16h
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)
Entrada gratuita
Lançamento Campanha Inclusão+ OAB São PauloQuarta-feira (21), a partir das 18h
Secional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (Rua Maria Paula, 35 - Bela Vista, São Paulo)
Entrada gratuita
Do Portal do Governo do Estado
Jogos Paralímpicos deixarão legado numa cidade com problemas de acessibilidade e inclusão social?
Rio ainda tem muito a fazer para ser acessível após Paralimpíada
Com o fim das competições da Paralimpíada, fica agora no ar uma dúvida importante: que Rio de Janeiro as pessoas com deficiência terão pela frente? Os
Jogos Paralímpicos deixarão um legado positivo para os moradores que diariamente precisam mostrar fôlego, paciência e força de atleta para se locomover
em uma cidade com problemas de acessibilidade e inclusão social?
Se estamos acostumados a usar os exemplos que vêm de fora, talvez seja melhor pensar duas vezes antes de se inspirar em Londres-2012. Esta é, ao menos,
a opinião de Brett Smith, professor da Escola de Esporte, Exercício e Reabilitação da Universidade de Birmingham. A edição britânica dos Jogos Paralímpicos
com maior número de ingressos vendidos — foram 2,7 milhões de bilhetes — “bombou” esportivamente, mas não trouxe melhorias significativas justamente a
quem mais precisava.
citação
‘É importante que o Rio use a Paralimpíada para melhorar a vida das pessoas além da elite esportiva’- Brett SmithProfessor da Universidade de Birmingham
fim da citação
— Não apenas a Paralimpíada de 2012 falhou em inspirar pessoas com deficiência a praticar esportes, ela falhou e muito em tornar Londres um lugar melhor
e mais acessível para essas pessoas — disse Smith por e-mail a O GLOBO.
Para não seguir os passos da capital inglesa, o certo é que o Rio tem ainda muito a fazer. O prefeito Eduardo Paes vê evoluções, mas admite que a capital
fluminense está longe do ideal para as pessoas com deficiências.
— O Rio melhorou muito, mas ainda tem longos passos a cumprir para ser uma cidade totalmente acessível. Quanto mais antiga a cidade, mais difícil o desafio.
Mas há uma regra que tem que ser essencial agora: tudo o que for feito de novo, a gente tem que fazer pensando na mobilidade e na acessibilidade — disse
ao GLOBO o mandatário, que encerra sua gestão de oito anos em dezembro.
Paes aponta que, antes da realização dos Jogos Paralímpicos, o Rio já estava trabalhando para melhorar sua acessibilidade, citando obras como os Centros
de Referência da Pessoa com Deficiência e o Bairro Maravilha, além do desenvolvimento do transporte BRT.
— A Paralimpíada inspirou uma série de iniciativas nossas. Temos programas importantes, como o Bairro Maravilha, que recuperou áreas da cidade incluindo
rampas nas calçadas. São 8.245 rampas já construídas, e a previsão é de chegar em 11 mil até o fim do ano. Mas, na minha opinião, o projeto mais impactante
foi o BRT. As estações possuem rampas e o embarque é no mesmo nível do ônibus, o que dispensa o uso de elevador para entrar no veículo e torna o processo
muito mais rápido.
CPB FALA EM MUDANÇA DE PERSPECTIVA
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) festejou o sucesso dos Jogos, acreditando em um aumento no número de praticantes do paradesporto nos próximos anos,
ao mesmo tempo em que visualiza uma maior inclusão social para os deficientes.
Daniel Dias
— O que se viu nessas duas semanas foi muito intenso. Foi uma experiência ótima para o público, que vai gerar uma mudança de perspectiva. E a visibilidade
que conseguimos na TV e nas arenas será ótima para o esporte. O interesse vai aumentar e vamos ter mais praticantes — aposta Edilson Tubiba, chefe de missão
do CPB.
No Rio de Janeiro, há quem demonstre ceticismo em relação a melhoras substanciais na acessibilidade. É o caso de Henrique Saraiva, que perdeu os movimentos
das pernas após levar um tiro durante um assalto, 19 anos atrás, e que criou a AdaptSurf, organização não governamental que promove a inclusão e integração
social de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida através do surfe adaptado.
— Lutamos há quase dez anos na AdaptSurf por uma maior acessibilidade nas praias, o local mais democrático do Rio de Janeiro, e nada disso é fácil. Não
acho que a Paralimpíada vá melhorar nada, infelizmente — lamenta Henrique.
Ao mesmo tempo em que critica Londres, o professor Brett Smith alerta para que o Rio não cometa os mesmo erros da cidade britânica.
— É importante que o Rio use a Paralimpíada para melhorar a vida das pessoas além da elite esportiva, senão será mais uma oportunidade perdida e mais um
evento caro que beneficia apenas uma pequena quantidade de pessoas.
PEQUIM-2008: SUCESSO NAS PARALIMPÍADAS AJUDOU NA FORMA DE ENCARAR OS DEFICIENTES
Em Atenas-2004, foram 63 ouros e 141 medalhas no total. Em Pequim-2008, 89 ouros e 211 medalhas. Em Londres-2012, 95 medalhas de ouro e 231 no total. No
Rio, 107 ouros e 239 no total. Com uma ascensão constante, a China venceu as últimas quatro Paralimpíadas.
citação
A cultura tradicional da China via os deficientes como pessoas inúteis. Agora, os chineses começam a vê-los como pessoas que enfrentam desafios’- Guan
ZhixunProfessor da Universidade de Zhejiang
fim da citação
Por trás da chuva de medalhas, a nação bilionária tem mais para comemorar. Desde a escolha de Pequim como sede dos Jogos Olímpicos de 2008, o governo chinês
passou a investir fortemente nos esportes — olímpicos e paralímpicos. Junto ao investimento, veio também a oportunidade de aproveitar as as Paralimpíadas
como ferramentas educacionais.
O que se viu foi uma mudança de estigma para as pessoas com deficiência em uma sociedade milenar.
— A cultura tradicional da China via os deficientes como pessoas inúteis. Agora, os chineses começam a vê-los como pessoas que enfrentam desafios. Acredito
que a atitude dos cidadãos em relação a pessoas com deficiência melhorou rapidamente nos últimos anos — disse Guan Zhixun, professor da Faculdade de Esportes
e Saúde da Universidade de Zhejiang, em entrevista à BBC Brasil.
O movimento na China é, de fato, recente. A Federação Chinesa de Pessoas com Deficiência foi fundada apenas em 1998.
— Muito foi feito nesse período, ainda mais considerando o tamanho do país. Comparado com muitos países em desenvolvimento, a China possui uma estrutura
expressiva — analisou Alessandra Aresu, da ONG Handicap International, à BBC Brasil.
LONDRES-2012: PARALIMPÍADA QUE DIVIDE OPINIÕES
O legado social e esportivo da Paralimpíada de Londres divide opiniões. Enquanto Brett Smith, professor da Universidade de Birmingham, não mede palavras
para criticar a oportunidade perdida pela capital inglesa, atletas discordam e visualizam avanços na cidade.
Medalhista de ouro nos 50m borboleta no Rio-2016, a nadadora britânica Susie Rodgers, que nasceu sem metade do braço e da perna esquerdas, acha que Londres
melhorou após a Paralimpíada.
citação
‘Londres-2012 falhou em deixar um legado social para as pessoas deficientes’- Brett SmithProfessor da Universidade de Birmingham
fim da citação
— Londres sempre foi boa para pessoas com deficiência, e está melhor agora. Acho que, por exemplo, o transporte público é bem acessível, é muito fácil
circular pela cidade.
Para o professor Smith, a capital inglesa perdeu uma grande chance de se tornar uma cidade mais acessível após o evento de 2012.
— A Paralimpíada falhou também em aumentar a auto-estima das pessoas com deficiência e em trazer atenção para os muitos problemas que elas enfrentam. Em
resumo, Londres-2012 falhou em deixar um legado social para as pessoas deficientes.
Brett Smith aponta que, apesar do sucesso de público da Paralimpíada londrina, não houve um reflexo no aumento no número de praticantes de esportes paralímpicos
após o evento.
— Muitas pessoas com deficiência na verdade sentiram que a Paralimpíada de 2012 afastou-as do esporte porque os atletas foram retratados como “superhumanos”,
que falharam em trazer luz e atenção às realidades diárias que as pessoas com deficiência passam.
TÓQUIO-2020: RUAS ESTREITAS PREOCUPAM GOVERNADORA
Enquanto o Rio se despede da Paralimpíada torcendo pela permanência de um legado social e de acessibilidade, Tóquio espera que o evento que vai receber
daqui a quatro anos ajude a cidade a se tornar mais acessível. Com ruas e portas de casas e prédios estreitas, Tóquio deve passar por muitas obras. A governadora
Yuriko Koike, porém, disse que a cidade precisa mais do que apenas mudanças físicas.
citação
‘Vamos receber atletas e também espectadores de todo o mundo, e temos que superar os desafios’- Yuriko KoikeGovernadora de Tóquio
fim da citação
— Facilidades sem barreiras no caminho são com certeza importantes, mas acredito que uma mente sem barreiras é igualmente vital — disse Koike no Rio de
Janeiro, antes de receber ontem a bandeira paralímpica.
Tornar Tóquio fácil de ser percorrida por pessoas em cadeiras de rodas, muletas ou com problemas visuais é o principal objetivo da governadora de Tóquio.
— Desenvolvemos ruas que são muito estreitas. É um legado de Tóquio. Além disso, as portas não são largas e os tetos são baixos em muitas residências.
Vamos receber atletas e também espectadores de todo o mundo, e temos que superar esses desafios.
E os desafios não serão exatamente fáceis. Alargar algumas das estreitas ruas de Tóquio, que muitas vezes não possuem calçadas e são compartilhadas por
carros e pedestres, significaria remover postes e instalar cabos e fiações elétricas por baixo do solo.
— Para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos-2020, eu gostaria de alargar algumas ruas retirando postes, então poderíamos melhorar a acessibilidade para todo
mundo — resumiu Koike.
Fonte:
O Globo
Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é celebrado nesta quarta
O maior desafio da inclusão social é a mudança cultural. A conclusão da Academia Brasileira de Ciências (ABC) acaba de fazer 20 anos. Em 1996, realizou
um estudo a fim de encontrar alternativas que poderiam amenizar as dificuldades e melhor integrar pessoas com deficiência com as famílias e as comunidades.
Amanhã, é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Em todo o país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
14,5% da população têm algum tipo de deficiência — algo em torno de 25 milhões de pessoas. Os direitos dos deficientes estão garantidos na Constituição
Federal, e o Brasil tem uma das legislações mais avançadas sobre o assunto (leia Proteção).
Para fomentar o debate, este ano, o tema da União dos Escoteiros do Brasil é Diferenças que nos unem. Somente no DF existem cerca de 40 grupos do tipo.
No sábado, o Correio acompanhou um dia de atividades com 130 crianças e adolescentes, no Parque de Águas Claras. Aqueles que enxergam tiveram os olhos
vendados para conhecer as sensações dos cegos. Os braços eram presos com fitas para se saber as dificuldades de quem não tem o membro. A inclusão não fica
apenas no discurso. Cinco integrantes do Grupo Escoteiro Ave Branca têm algum tipo de deficiência. Entre eles, um chefe de equipe.
Clarisse, Ana Clara e Vinícius são deficientes e participaram da programação. Suas dificuldades, por um momento, foram substituídas por outras. O estímulo
é para desenvolver aptidões e sensibilidades nos meninos. O aprendizado vai além da prática e ataca o problema identificado pela Academia Brasileira de
Ciências. O essencial para se avançar na inclusão é desmistificar a deficiência e treinar o cidadão para as diferenças.
“Sou mãe de uma menina linda de 8 anos que teve paralisia cerebral e que faz parte do Grupo Escoteiro Ave Branca, em Águas Claras. Clarisse está participando
das atividades há seis meses e já podemos observar o quanto está sendo importante para o seu desenvolvimento.” A apresentação é da professora Juliana Dantas,
40. Ela foi escoteira dos 15 aos 21 anos e agora voltou para acompanhar a filha. “São essas atitudes que fazem o comportamento da gente mudar. Temos que
ser atuantes e brigar por avanços”, ponderou.
A lição não é apenas discurso. A menina sofreu preconceito na escola. “Uma mãe disse que ela não poderia estudar com os outros porque a Clarisse não sabia
se comportar”, conta. A represália surgiu após um arranhão entre as crianças. “A Clarisse não é agressiva. O que acontece, às vezes, é ela não ter a dimensão
da força dela. O toque é para chamar a atenção”, explicou Juliana. Hoje, Clarisse estuda numa instituição pública em uma classe adaptada, com 18 alunos.
Além do docente, há uma monitora exclusiva. No sábado, Clarisse tocava objetos com os pés como se fosse deficiente visual.
Convivência
Ana Clara Terra, 9 anos, nasceu com uma malformação no braço direito. “Percebo o preconceito desde quando ela nasceu. No supermercado, por exemplo, as
pessoas se cutucam e comentam”, conta a corretora de imóveis Joelma de Carvalho Lima, 45, mãe da menina. Há um ano e meio, ela entrou para o grupo de escoteiros.
A atividade virou o hobby da garota. “Ela gosta de participar. Os colegas também ajudam nas tarefas e isso traz ensinamentos para as duas crianças e para
as duas famílias.”
Ana teve que ficar de pés descalços para uma brincadeira. Dispensou o auxílio de uma colega para calçar o tênis. “Pode deixar, eu consigo sozinha”, alertou.
Ana ainda ajudou uma outra menina em uma atividade sensorial. Ela abraçou uma porção de objetos e, aos poucos, entregava os itens para o reconhecimento
no tato. Os exemplos de superação são reverberados pelas crianças. Tamara Neil, uma das diretoras do Grupo Escoteiro Ave Branca, explica que a cada experiência
— de superação ou de dificuldade — quebram barreiras comportamentais. “A convivência traz naturalidade ao cotidiano. Para as crianças, isso é mais fácil”,
avaliou.
Mobilização
O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes foi instituído pelo Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes (MDPD) em um encontro nacional, em
1982. Foi escolhido 21 de setembro pela proximidade com a primavera e o Dia da Árvore, numa representação do nascimento das reivindicações de cidadania
e de participação plena em igualdade de condições. A data foi oficializada na Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
Fonte: site do Diário de Pernambuco por Correio Brasiliense com foto Carlos Vieira/CB/D.A Press.
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