segunda-feira, 11 de julho de 2016
Sete causas dos movimentos involuntários dos olhos, tiques e espasmos da pálpebra
Cansaço, estresse, ficar muito tempo diante do computador - três das sete prováveis causas dos tremores de pálpebra
Movimentos involuntários dos olhos, tiques e espasmos da pálpebra são bastante comuns. Normalmente, apenas a pálpebra inferior de um dos olhos está envolvido,
mas a pálpebra superior também podem se contorcer. A maioria das contrações musculares dos olhos vem e vai, mas podem durar semanas ou até meses.
Para encontrar uma solução para tais contrações, precisamos determinar a causa subjacente deste problema considerado irritante. Chamado mioquimia no jargão
médico, estas ondulantes contrações musculares nas pálpebras pode ser desencadeadas por:
Lista de 7 itens
1.
Estresse:
apesar de estarmos todos sob estresse, por vezes os nossos corpos reagem de maneiras diferentes. Espasmos dos olhos pode ser um sinal de estresse, especialmente
quando está relacionado a problemas de visão, tais como tensão ocular. Reduzir a causa do estresse pode fazer parar os espasmos.
2. Cansaço: a falta de sono, seja por causa de estresse ou algum outro motivo, pode desencadear espasmos da pálpebra. Recuperar o atraso do sono pode ajudar.
3. Tensão do olho: o stress relacionado com a visão pode ocorrer se, por exemplo, a pessoa precisa de óculos - ou precisa mudar os óculos. Os olhos podem
estar trabalhando muito, provocando espasmos da pálpebra. A tensão ocular também pode estar ligada ao uso excessivo de computadores, tablets e smartphone,
causas muito comum de stress relacionado com a visão. Se o espasmo da pálpebra é persistente e muito chato, deve-se fazer um exame de vista, para se certificar
da necessidade da correção da visão. Quem passa muito tempo no computador, também deve considerar uma consulta com o oftalmologista sobre os chamados
óculos de computador.
4. Cafeína e álcool: muitos especialistas acreditam que o excesso de cafeína e/ou álcool pode provocar contrações oculares. Se o consumo de cafeína (café,
chá, refrigerantes, etc) e/ou o consumo de álcool tem aumentado, vale à pena tentar cortá-los.
5.
Olhos secos:
mais da metade da população idosa experimenta os chamados olhos secos, devido ao envelhecimento. Os olhos secos são também muito comuns em pessoas que
usam computadores, tomam certos medicamentos (anti-histamínicos, antidepressivos, etc), usam lentes de contato e consomem muita cafeína e/ou álcool. Cansaço
e estresse também desenvolve o olho seco, para o qual muitos tratamentos estão agora disponíveis.
6. Desequilíbrios nutricionais: alguns relatórios indicam a falta de certas substâncias nutritivas, como o magnésio, cuja ausência pode desencadear espasmos
da pálpebra. Embora esses relatórios não tenham evidências científicas, não se pode descartar isso como uma possível causa de espasmos da pálpebra. Caso
haja suspeita de uma deficiência nutricional, o ideal é conversar com algum especialista ao invés de sair consumindo aleatoriamente produtos nutricionais.
7.
Alergias:
pessoas com alergias oculares podem ter coceira, inchaço e lacrimejamento excessivo. Quando os olhos são friccionados, isso libera a histamina nos tecidos
palpebrais e as lágrimas. Isto é significativo, porque alguns dados indicam que a histamina podem causar espasmos da pálpebra. Para compensar este problema,
alguns oftalmologistas recomendam anti-histamínico em forma de colírios ou comprimidos para ajudar alguns espasmos da pálpebra. Mas lembre-se que os anti-histamínicos
também podem causar o olho seco.
fim da lista
Quase todos de início súbito, os espasmos da pálpebra costumam ser benignos, ou seja, a condição não é grave e nem um sinal de um problema médico. No entanto,
este tipo de movimento involuntário dos olhos também pode ser difícil de tratar. A única opção para fazer pará-los é descobrir a causa e tratá-la.
As formas mais graves de espasmos da pálpebra são causadas por doenças neurológicas, como o
blefaroespasmo
ou espasmo hemifacial. Estas condições são muito menos comuns e devem ser diagnosticadas e tratadas por um oftalmologista.
Em casos raros, alguns espasmos não vão embora e podem ser tratados com sucesso com injeções de
Botox
que ajudam a para com as contrações musculares. O fato é que somente uma consulta ao oftalmologista pode trazer um diagnóstico e consequente tratamento
adequado.
(Fonte: All About Vision)
sábado, 9 de julho de 2016
Convite acessível para espetáculo gratuito de dança com AUDIODESCRIÇÃO no Norte
Olá!
É com imensa alegria que convidamos a todos para assistirem o espetáculo
Não Me Toque Estou Cheia de Lágrimas - Sensações de Clarice Lispector,
em sua turnê pelo Norte brasileiro, nas capitais Rio Branco/AC, Manaus/AM
e Belém do Pará/PA.
Informações e reservas pelo fone, SMS ou Whatsapp: (51) 8118-9814
com
Marcia Caspary.
Favor chegar
meia
hora antes.
IMPORTANTE: A audiodescrição
é
sempre n
a
segund
a
apresentação.
Respectivamente,
realizada
dia 06 em Rio Branco,
no próximo
dia 09
em Manaus e dia 14 em Belém do Pará.
Em anexo o e-flyer e abaixo seu conteúdo.
Ministério da Cultura apresenta:
_Não Me Toque
estou cheia de lágrimas
Sensações de
Clarice Lispector
GEDA – CIA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA.
Apresentações: dias 08 e 09 de julho, às 16h
Local: Biblioteca Pública do Amazonas
Rua Barroso, 57 – Centro Histórico.
Oficina: Dia 10 de julho, das 10h às 12h.
Local: Biblioteca Pública do Amazonas.
Rua Barroso, 57 – Centro Histórico.
Belém do Pará/Pará
Oficina: dia 12 de julho, às 17h
Escola de Teatro e Dança da UFPa
Travessa Dom Romualdo de Seixas, n° 820
Apresentação: dias 13 e 14 de julho, às 19h
Escola de Teatro e Dança da UFPa.
Travessa Dom Romualdo de Seixas, n° 820.
Apoio:
Fecomércio RS – SESC,
Secretaria de Estado de Cultura - Governo do Estado do Amazonas
Biblioteca Floresta
Intercity Hotéis
Escola Teatro e Dança UFPA.
Realização:
Fundação Nacional de Artes – FUNARTE
Ministério da Cultura - Governo Federal, Brasil Pátria Educadora.
Este projeto foi contemplado com o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014.
Descrição do flyer:
Fotografia colorida e horizontal da bailarina Fabiane Severo em solo de dança. Em primeiro plano, na metade direita do
flyer, ela está de cócoras, com as mãos apoiadas sobre o tampo de uma mesa de madeira, com a cabeça para baixo
e
os cabelos castanhos revoltos. Usa vestido vermelho e os pés descalços. Ao fundo na penumbra, uma estante antiga
repleta de livros. Acima, em letras brancas: GEDA Cia de Dança Contemporânea.
No topo à esquerda, o patrocínio e título do espetáculo em letras brancas, exceto o nome Clarice Lispector em
destaque em letras vermelhas. Logo abaixo, as informações da turnê dentro de um quadro esbranquiçado em letras
pretas e as cidades em vermelho.No rodapé sobre fundo branco, as logomarcas dos apoiadores e realizadores.
Fim da descrição.
_________________________Abaixo os créditos do espetáculo:
Ficha técnica da obra:
Concepção e direção coreográfica: Maria Waléska van Helden.
Direção cênica: João de Ricardo.
Trilha sonora: James Correa.
Operação de som: Clarissa Martins Gomes
Iluminação: Maurício Rosa.
Figurino: Daniel Lion.
Pesquisa: Fabiane Severo, João de Ricardo e Maria Waléska van Helden.
Produção: Cápsula, Miguel Sisto e Clarissa Martins Gomes.
Produção local: Marianne Kriebel em Rio Branco, Criatê Arte & Produção
em Manaus e Anna Raquel Castro em Belém do Pará.
O serviço de audiodescrição é realizado por Marcia Caspary
e tem a consultoria de Felipe Mianes e Mariana Baierle.
Marcia Caspary
audiodescritora
Arte com Logos.png
fonte:mundo cegal
Estudantes criam moto adaptada para deficientes físicos em Aracruz
Estudantes de um
curso
técnico de mecânica criaram uma moto adaptada para deficientes físicos que usam cadeira de
rodas, no município de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. Foram seis meses para construir o veículo.
O projeto custou aproximadamente R$ 2,5 mil. Osalunos modificaram uma motocicleta, e a transformaram em um triciclo. Entre as mudanças, está um câmbio
manual para passar marchas com as mãos, uma rampa para o acesso à moto e mais uma
roda traseira.
Para usar o veículo, o motorista não precisa sair dacadeira de
rodas. A ideia foi inspirada em um amigo do estudante Mauro Leal. “Ele sofreu um acidente e hoje é paraplégico. E a gente vê que ele gosta muito de se
mover e tem uma dificuldade enorme. Daí veio a ideia de dar mais locomoção”, contou.
O projeto ainda precisa passar por ajustes antes de ir para as ruas. Para o professor do
curso
técnico de mecânica, Jaderson Bozi, o veículo pode ajudar muitas pessoas com deficiência.
“Eles visaram a dificuldade que as pessoas com restrição de mobilidade tem e colocam em prática aquele conhecimento que adquiriram ao longo do
curso” , disse o professor.
Fonte: site do Jornal Floripa.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
FESTIVAL RISADARIA COM AUDIODESCRIÇÃO NO TEATRO SÉRGIO CARDOSO
CONVITE RISADARIA. Descrição no final do post.
Teatro Sérgio Cardoso e APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte convidam para o espetáculo de humor: FESTIVAL RISADARIA, com audiodescrição VER COM
PALAVRAS e interpretação em LIBRAS.
Data: 09 de julho (sábado).
Horário: 18:00 horas.
Duração: 75 minutos.
Local: Teatro Sérgio Cardoso, Sala Sérgio Cardoso.
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, SP.
Censura: 16 anos.
Ingressos à venda: Ingresso Rápido (11) 4003-1212 ou na Bilheteria do Teatro.
Convites para pessoas com deficiência visual e um acompanhante (número limitado).
Favor confirmar presença pelo email:
marina@vercompalavras.com.br
Sobre o espetáculo: Idealizado pelo humorista Paulo Bonfá em 2010, o Festival RISADARIA já contou com apresentações de centenas de artistas cômicos, alcançando
um público de mais de 2 milhões de pessoas. Os números ultrapassaram os do festival canadense Just for Laughs e fizeram com que o evento brasileiro se
tornasse o maior movimento de comédia do planeta.
Ficha Técnica: Elenco: Fábio Rabin, Paulinho Serra, Cris Pereira, Rudy Landucci e Igor Guimarães.
Descrição do e-flyer: o e-flyer com fundo multicolorido é ilustrado pela fotomontagem em preto e branco e em primeiro plano (do peito para cima), de dez
comediantes do Festival Risadaria, divididos em dois grupos. No primeiro grupo, da esquerda para a direita, estão: Rudy Landucci com as mãos sobre o rosto,
boca entreaberta e olhos arregalados; Fabio Rabin, com a cabeça levemente inclinada, olhando para o lado, desconfiado; e Igor Guimarães, sorrindo. Ao fundo,
estão Cris Pereira com bigode postiço, chapéu e braços abertos; e Paulinho Serra, com capuz, sorridente. No segundo grupo, da esquerda para a direita,
estão: Diogo Portugal, Rey Bianchi, Sergio Malandro fazendo biquinho, Geraldo Magela e Ben Ludmer. No rodapé, sobre faixa preta, o título: FESTIVAL RISADARIA,
em letras de forma brancas, e logo abaixo, a data e horário do espetáculo, 09/07/2016 às 18 horas e os símbolos dos recursos de acessibilidade: audiodescrição
e LIBRAS.
POR:
VERCOMPALAVRAS
Santa Sé: Promover a acessibilidade universal ao Turismo
O turismo não é somente uma oportunidade, mas deve ser um direito de todos
O turismo não é somente uma oportunidade, mas deve ser um direito de todos
“Turismo para todos: promover a acessibilidade universal” é o tema que a Organização Mundial do Turismo (UNWTO) escolheu para o Dia Mundial do Turismo
que será celebrado, como de costume, no dia 27 de setembro.
O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes divulgou esta quinta-feira uma
mensagem
pela recorrência, em que recorda as quase 1,2 bilhão de chegadas turísticas internacionais em 2015, número que poderá chegar a 2 bilhões em 2030.
Consciência
Com o aumento numérico – observa a mensagem – “cresceu também a consciência da influência positiva exercida pelo turismo em muitos âmbitos da vida, com
as suas numerosas virtudes e potencialidades. Sem ignorar alguns dos seus elementos ambíguos ou negativos, estamos convictos de que o turismo humanize
porque é ocasião para o repouso, oportunidade para o conhecimento recíproco de povos e culturas, instrumento de desenvolvimento econômico, promotor de
paz e de diálogo, possibilidade para a educação e para o crescimento pessoal, momento para o encontro com a natureza e âmbito para o crescimento espiritual,
para citar algumas das suas características positivas”.
“O turismo não é somente uma oportunidade, mas deve ser um direito de todos e não pode ser limitado a determinadas faixas sociais ou a algumas zonas geográficas
precisas”, afirma a nota assinada pelo Presidente do dicastério Cardeal Antonio Maria Vegliò e pelo Secretário Joseph Kalathiparambil, amparados pelo Magistério
eclesial. Neste sentido, pode-se falar de um “direito ao turismo”.
Direito de viajar
Os fatos demonstram no entanto que esta realidade não está ao alcance de todos, e “são ainda muitas as pessoas que continuam a ser excluídas desse direito”.
Em muitos países em via de desenvolvimento, “esse direito parece uma frivolidade”, não obstante esta atividade represente “um recurso contra a pobreza”.
Mas também nos países desenvolvidos existem faixas da sociedade “que não têm acesso fácil ao turismo social”.
Neste sentido, em nível internacional, “se está a promover o chamado “turismo para todos”, que pode ser usufruído por qualquer um e que integra os conceitos
de “turismo acessível”, “turismo sustentável” e “turismo social”.
Por “turismo acessível”, compreende-se o esforço por garantir que as destinações e os serviços turísticos sejam acessíveis a todos, independentemente do
perfil cultural, dos limites permanentes ou temporários (físicos, mentais ou sensoriais) ou das necessidades particulares , como as que requerem, por exemplo,
as crianças e os anciãos.
Sustentabilidade
O conceito de “turismo sustentável”, por sua vez, inclui o compromisso por obter que esta atividade humana seja a mais respeitosa possível da diversidade
cultural e ambiental do lugar que acolhe, levando em consideração as repercussões presentes e futuras.
Já o “turismo social”, pretende “que não sejam excluídos aqueles que têm uma cultura diferente, menos recursos econômicos ou que vivem em regiões mais
desfavorecidas”, como “os jovens, as famílias numerosas, as pessoas com desabilidade e os anciãos, como nos lembra o Código Mundial de Ética do Turismo”.
Assim, é preciso “promover um “turismo para todos” que seja ético e sustentável”, que “garanta uma acessibilidade real física, econômica e social, evitando
toda espécie de discriminação”, o que só será possível, “se se puder contar com o esforço de todos, políticos, empresários, consumidores, assim como com
o das associações engajadas neste âmbito”.
Neste contexto, a Igreja avalia positivamente os esforços realizados em favor de um “turismo para todos”, iniciativas “que colocam realmente o turismo
a serviço da realização da pessoa e do desenvolvimento social”.
“Que o compromisso eclesial a favor de um “turismo para todos” – conclui a mensagem – seja vivido e compreendido como “testemunho da predileção especial
de Deus pelos mais humildes”.
Fonte: Radio Vaticano
A importância da inclusão de pessoas com deficiência nas empresas
O Tribunal Superior do Trabalho decidiu, recentemente, que não pode haver punição com multas e indenizações para as empresas que comprovarem que não conseguiram
profissionais suficientes para preencher a cota reservada para pessoas com deficiência. A determinação, contudo, não isenta as companhias da obrigação
de promover a admissão de profissionais com deficiências.
Apesar de a contratação de funcionários com deficiência ou necessidades especiais ser uma exigência de ordem legal, faz parte da boa prática da gestão
estimular a integração entre os colaboradores e utilizar esses benefícios como fatores de contribuição para melhorar o desempenho da empresa como um todo.
“A chegada de alguém numa condição diferente pode trazer benefícios para a equipe, destacando-se a solidariedade, uma maior integração entre as pessoas
e o estímulo ao sentido humanitário dos colegas”, comenta o coordenador do curso de Administração da Universidade Cruzeiro do Sul, professor José Carlos
de Souza Lima.
Para promover efeitos positivos na empresa que vão além da própria contratação, Lima explica que é importante que o profissional com deficiência seja alocado
em atividades ou funções que tenha a condição de executar. Ele também alerta que os demais funcionários devem ser preparados para receber bem o novo colega,
sem, por outro lado, fazê-lo sentir-se mal por ser diferente. “Na verdade, apesar da diversidade, todos devem se sentir iguais na medida em que pertencem
a uma mesma organização”, completa.
O professor esclarece que muitos pensam que o profissional com deficiência terá dificuldades específicas, mas os obstáculos são semelhantes a qualquer
funcionário recém-chegado, comuns no processo de ambientação, socialização com os demais e aprendizagem das novas tarefas. “Dependendo de como a companhia
conduz a situação, as dificuldades são menores, reduzindo o tempo de adaptação. Para isso, é fundamental que o gestor conscientize a equipe sobre a importância
de ter alguém em condição diferenciada e que ele chega para contribuir para a melhoria do trabalho e do relacionamento”, conclui o professor.
Fonte: Assessoria
via vida mais livre
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Na Rússia, reabilitação com esqui ajuda pessoas com deficiência
Os programas Ski Dreams (Sonhos de Esqui) integram a reabilitação de crianças e adultos com deficiência. Com auxílio de instrutores experientes, pessoas
que antes sequer podiam andar, aprenderam a esquiar, na Rússia.
A reabilitação e socialização de pessoas com deficiências é um problema agudo no país, o que torna o projeto é realmente singular. Quando sua filha Alice
recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral infantil, Maria Tsvetkova passou a “literalmente viver em hospitais” de Moscou, além de frequentar cursos de
reabilitação na República Tcheca e na Eslováquia.
No ano passado a família optou por um novo tipo de reabilitação: o programa Ski Dreams. “Alice começou a andar. Seus calcanhares, seu andar e seus movimentos
ganharam firmeza. Os cursos não são exaustivos –é um exercício agradável e interessante. Alice, que está com 6 anos, espera com impaciência enorme pelo
próximo treino. Ela confia profundamente nos instrutores e presta atenção ao que eles dizem”, fala sua mãe.
Segundo dados do Serviço Federal de Estatísticas russo, em 2015 havia 12,4 milhões de pessoas com deficiência física na Federação Russa, e o número de
crianças com deficiências chegava a 604 mil. De acordo com várias estimativas, entre 4,2% e 4,7% das crianças russas nascem com paralisia cerebral e outras
síndromes paralíticas.
Desenvolvido por uma organização autônoma e não comercial, o programa Ski Dreams dá aulas de esqui a adultos e crianças com deficiências físicas e mentais.
“Esquiar com a assistência de instrutores qualificados e com programas e equipamentos criados especialmente permite que o processo de tratamento, reabilitação
e socialização seja acelerado significativamente para todas as categorias de pessoas com limitações de saúde congênitas e adquiridas no espectro neurológico,
a começar dos 3 anos de idade”, diz a coordenadora do programa, Julia Gerasimova.
Ekaterina Yudina é mãe de Leo Yudin, 13, de Izhevsk, que só começou a participar do programa em fevereiro deste ano. “Leo não vê ‘Ski Dreams’ como reabilitação”,
ela disse. “Aqui a gente anda, brinca e se comunica. A reabilitação é imperceptível e indolor. Não é preciso convencê-lo a ir aos treinos. A cada vez percebemos
que seus movimentos estão mais confiantes, suas costas estão mais retas e sua autoestima aumenta.”
De acordo com depoimentos da organização Ski Dreams, o programa melhora a condição dos participantes. Depois de duas ou três semanas de treinos, as funções
motoras dos pacientes com paralisia cerebral infantil melhoram e crianças com problemas do espectro de autismo começam a comunicar-se ativamente com outros.
Houve até casos de crianças com transtornos do espectro do autismo que não falavam, mas desenvolveram a fala.
O programa já recebeu o apoio do Centro Científico e Prático para a Reabilitação Médica e Social de Inválidos do Departamento de Proteção Social de Moscou,
onde a avaliação científica do programa é feita sob a direção da médica Svetlana Olovets. Mas o projeto começou há apenas dois anos, em janeiro de 2014,
quando o ator e apresentador de TV Sergey Belogolovtsev e sua mulher, a jornalista Natalya, criaram o Ski Dreams em Moscou.
Seu filho Evgeniy tem paralisia cerebral infantil há 26 anos e passou seus seis primeiros anos de vida sem andar. A família tentou vários métodos de reabilitação,
incluindo um programa de esqui nos EUA que, inesperadamente, foi o que funcionou melhor. Existem programas de reabilitação de deficientes através do esqui
há mais de 30 anos nos EUA, Canadá e Austrália, de modo que Sergey e Natalya Belogolovtsevi decidiram criar o primeiro projeto semelhante na Rússia.
“Nossa experiência mostra que os programas de reabilitação pela prática do esqui são especialmente eficazes com pessoas com deficiências do sistema musculoesquelético
(paralisia cerebral infantil, consequências de traumas da espinha, lesões cerebrais), com autismo, síndrome de Down e também com deficiência visual ou
auditiva parcial ou completa”, diz a organização.
O programa funciona hoje em 16 regiões da Rússia, de Moscou à república da Udmúrtia e da região de Ryazan a Krasnoyarsk Krai. Mais de 3.000 pessoas ao
todo, dos 3 aos 62 anos de idade, já passaram pela reabilitação. Além dos programas de reabilitação propriamente ditos, o Ski Dreams treina voluntários
e instrutores certificados. O programa é operado como franquia social: organização pública, a Ski Dreams prepara instrutores através de seus programas,
manufatura equipamentos sob seu controle e vende esses equipamentos a estações de esqui, fazendo o monitoramento qualitativo e quantitativo dos serviços
prestados.
Os pais pagam pelos programas pessoalmente, ou, em casos de falta de recursos, podem receber uma bolsa dos patrocinadores do programa, que são doadores
privados e empresas comerciais. A companhia siberiana de energia à base de carvão, por exemplo, patrocinou a abertura de um centro especial de reabilitação
na região de Kemerovo.
Em muitas cidades os projetos são patrocinados por estações de esqui. Em Moscou, duas sessões semanais custam cerca de 3.000 rublos (US$50) com um instrutor
ou 6.000 rublos com dois instrutores. Em outras cidades e regiões os preços são mais baixos. A título de comparação, segundo a organização, um dia de tratamento
no centro ambulatorial do Ministério do Desenvolvimento Social, em Moscou, sai por 5.000 rublos (US$75).
A coordenadora do programa, Julia Gerasimova, diz que o Ski Dreams está tentando obter verbas do governo. “Gostaríamos muito que o programa recebesse status
médico, porque seu efeito é evidente e porque pode já ter sido prescrito em programas individuais de reabilitação”, diz Maria Tsvetkova, mãe de Alice,
6.
A organização pretende aumentar o número de centros e criar um sistema de análises médicas para medir a eficácia do programa, e o Ski Dreams está procurando
novos recursos e investidores para ampliar o programa, criar novos métodos de reabilitação e aprimorar os já existentes. “A ausência de verbas específicas
para o desenvolvimento de programas é um dos problemas mais prementes”, diz Julia Gerasimova. “Esperamos atrair a atenção de potenciais ‘anjos’ empresariais
que possam ajudar com isso.”
Fonte:
Folha de S. Paulo Site externo
via Kommersant
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