domingo, 14 de abril de 2013
Playground pode ter brinquedos adaptados à criança deficiente
O Projeto de Lei 054/2013 é de autoria do deputado Zé Teixeira (DEM) e pretende garantir que os playgrounds instalados em áreas abertas ao público tenham
brinquedos adaptados para crianças com deficiência.
da Redação
O Projeto de Lei 054/2013, de autoria do deputado Zé Teixeira (DEM), pretende garantir que os playgrounds instalados em escolas, jardins, parques, clubes,
áreas de lazer e áreas abertas ao público em geral, ainda que localizados em propriedades privadas de uso público, tenham brinquedos adaptados para crianças
com deficiência.
Para evitar danos aos equipamentos e garantir a segurança dos usuários, os equipamentos deverão ser criados e instalados por pessoas capacitadas. A medida
contemplará, também, pessoas com deficiência visual com o oferecimento de jogos de tabuleiro e baralho táteis.
Mesmo os adultos devem ser beneficiados pela proposta que ainda prevê que as praças, parques e clubes deverão oferecer acessibilidade para atender às pessoas
com deficiência, dentro dos padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
“A Constituição Federal estabelece o lazer como direito social, contudo, a maioria dos brinquedos instalados nos parques e áreas de lazer no Brasil foi
desenvolvida para pessoas que não apresentam deficiências físicas, motoras ou sensoriais e, portanto, não oferecem reais possibilidades de uso por crianças
com necessidades especiais”, justifica Zé Teixeira.
Para o parlamentar, as crianças que convivem com essas limitações enfrentam, em muitos casos, o isolamento do ponto de vista social. “A garantia de espaços
especialmente adaptados para deficientes nos parques e áreas de lazer pode cooperar para a reintegração das crianças que hoje passam boa parte do tempo
em instituições especializadas”, defende o democrata.
Na prática
Especialistas confirmam que o acesso a esse tipo de medida representa não apenas a garantia do direito constitucional que as crianças, sem distinção, têm
de usufruir desses espaços, mas também favorece o processo de autoconhecimento e vivencia de experiências com o meio externo, principalmente para as crianças
que convivem com limitações.
“O ato de brincar garante efeitos biológico e psíquico que estimulam as crianças, tanto as que enfrentam as dificuldades de terem que conviver com a deficiência
quanto as que não passam por isso. Entretanto, no caso das crianças com deficiência, a proposta deve contribuir positivamente para o crescimento pessoal,
uma vez que o relacionamento promove o desenvolvimento”, explica Zuleide Borges Chaves, diretora da Cedeg/Apae (Centro de Educação Especial Girassol da
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
Presente em 63 municípios de Mato Grosso do Sul, a Apae assiste diretamente cerca de 4,5 mil alunos, que recebem atendimento nas mais diversas áreas como
fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, odontologia, ecoterapia, entre outras. Trabalho que busca coibir os preconceitos e discriminações,
além de promover iniciativas que façam avançar políticas públicas e ações privadas voltadas à efetiva inclusão das pessoas com deficiência.
“Qualquer tipo de discussão que pretenda garantir a acessibilidade é louvável. Precisamos entender que todos, independentemente da limitação, temos as
mesmas necessidades e esse tipo de projeto beneficia não apenas as crianças com deficiência, mas as que não enfrentam essa dificuldade, já que com o contato,
estimulamos a construção de um mundo mais inclusivo”, argumenta Zuleide.
fonte Folha do MS
Projeto quer garantir acesso mais fácil a deficientes visuais em repartições públicas
O deputado Catarina Paladini (PSB) apresentou projeto de lei (PL 31 2013) para facilitar o acesso de deficientes visuais às repartições públicas do Rio
Grande do Sul, através da disponibilização de placas em braile nos corredores, portas e entradas de salas e gabinetes.
Em sua justificativa para a proposta, o parlamentar destaca que um número elevado de rapartições públicas no Estado não estão preparadas para receber deficientes
visuais e, por isso, a necessidade de adequar tais espaços, de acordo com o que determinam os Princípios Constitucionais da Dignidade Humana e Igualdade.
fontePromad
sábado, 13 de abril de 2013
Dirigente do Vasco diz que paradesporto pode fazer até flamenguista virar vascaíno
fonte Paratleta Brasil
Assim como o Santos, o clube carioca Vasco da Gama também investe no esporte paraolímpico.
Israel Stroh
O Santos não é o único grande clube a investir no esporte paraolímpico, com o goalball, como tinha sido noticiado pelo Paraatleta Brasil. A história do
Vasco no paradesporto, aliás, começou muito antes, em 2004, se fortaleceu em 2010 e, três anos depois, há quem já possa afirmar: "O esporte paraolímpico
é capaz de fazer torcedor mudar de time".
A frase é da coordenadora pelo esporte paraolímpico do clube, Lívia Prates, que garante ter presenciado já inúmeros casos de torcedores que "viraram casaca"
e agora são cruzmaltinos.
"Estamos sim pegando um nicho de população que se torna vascaína. Eles passam a ter carinho pelo clube. Até chegam dizendo que são flamenguistas, mas com
o tempo viraram vascaínos, pelo carinho e apoio que o clube dá a eles".
A situação é um exemplo do poder que o esporte paraolímpico pode ter dentro de um clube grande. Segundo dados do IBGE, 24% da população possui algum tipo
de deficiência, mas não é preciso de muito estudo para notar a força do futebol em território nacional. Por isso, Lívia diz que ter uma equipe paraolímpica
é fundamental para um clube atingir essa parcela. Tanto que até flamenguista virou vascaíno, graças ao futebol de 7.
"O esporte paraolímpico dá ao jovem a possibilidade dele se tornar atleta e isso mexe sim com a cabeça dele, da família, e assim ele pode se tornar vascaíno.
Se temos uma equipe paraolímpica, o público com deficiência se sente representado pelo clube, o que é importante".
Além do futebol de 7, o Vasco possui também equipes de vôlei sentado e natação. Lívia conta que o trabalho no clube, ao contrário de outras entidades,
começa desde a base. Outro vantagem vascaína é a maior quantidade de atletas, possível, principalmente, por ser um clube de massa.
"Hoje temos uma equipe de futebol principal, outra equipe B, e ainda uma Sub21. Trabalhamos o jovem desde o início, para que ele já chegue preparado quando
se tornar atleta, de verdade".
Israel Stroh
O Santos não é o único grande clube a investir no esporte paraolímpico, com o goalball, como tinha sido noticiado pelo Paraatleta Brasil. A história do
Vasco no paradesporto, aliás, começou muito antes, em 2004, se fortaleceu em 2010 e, três anos depois, há quem já possa afirmar: "O esporte paraolímpico
é capaz de fazer torcedor mudar de time".
A frase é da coordenadora pelo esporte paraolímpico do clube, Lívia Prates, que garante ter presenciado já inúmeros casos de torcedores que "viraram casaca"
e agora são cruzmaltinos.
"Estamos sim pegando um nicho de população que se torna vascaína. Eles passam a ter carinho pelo clube. Até chegam dizendo que são flamenguistas, mas com
o tempo viraram vascaínos, pelo carinho e apoio que o clube dá a eles".
A situação é um exemplo do poder que o esporte paraolímpico pode ter dentro de um clube grande. Segundo dados do IBGE, 24% da população possui algum tipo
de deficiência, mas não é preciso de muito estudo para notar a força do futebol em território nacional. Por isso, Lívia diz que ter uma equipe paraolímpica
é fundamental para um clube atingir essa parcela. Tanto que até flamenguista virou vascaíno, graças ao futebol de 7.
"O esporte paraolímpico dá ao jovem a possibilidade dele se tornar atleta e isso mexe sim com a cabeça dele, da família, e assim ele pode se tornar vascaíno.
Se temos uma equipe paraolímpica, o público com deficiência se sente representado pelo clube, o que é importante".
Além do futebol de 7, o Vasco possui também equipes de vôlei sentado e natação. Lívia conta que o trabalho no clube, ao contrário de outras entidades,
começa desde a base. Outro vantagem vascaína é a maior quantidade de atletas, possível, principalmente, por ser um clube de massa.
"Hoje temos uma equipe de futebol principal, outra equipe B, e ainda uma Sub21. Trabalhamos o jovem desde o início, para que ele já chegue preparado quando
se tornar atleta, de verdade".
Campanha promove a inclusão de aprendizes com deficiência na área da saúde
O CFM (Conselho Federal de Medicina) e a FBH (Federação Brasileira de Hospitais) estão lançando a campanha "Aprendiz com Deficiência". A ação tem como
objetivo garantir abertura de novas vagas para treinamento e qualificação a esse público em estabelecimentos hospitalares e conta com o apoio do ex-jogador
Romário.
Pela Lei de Cotas (8.213/91), toda empresa com mais de 100 funcionários precisa reservar vagas para pessoas com deficiência. Entretanto não há uma especificação
no caso dos aprendizes.
Segundo dados das duas instituições, existem hoje no Brasil cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o equivalente a 24% da população.
A solenidade de lançamento da campanha será realizada nesta quarta-feira (5), na Câmara dos Deputados, às 17h, no Hall da Taquigrafia, próximo a entrada
do anexo II.
Na oportunidade, será apresentado folder e cartaz, em que o tetra campeão mundial de futebol (1994) é o protagonista de uma história em quadrinhos. No
texto, ele ressalta a importância de se enfrentar o preconceito: “é mais do que ganhar uma Copa do Mundo; é ganhar o respeito pelas diferenças”, afirma.
fonte uol
objetivo garantir abertura de novas vagas para treinamento e qualificação a esse público em estabelecimentos hospitalares e conta com o apoio do ex-jogador
Romário.
Pela Lei de Cotas (8.213/91), toda empresa com mais de 100 funcionários precisa reservar vagas para pessoas com deficiência. Entretanto não há uma especificação
no caso dos aprendizes.
Segundo dados das duas instituições, existem hoje no Brasil cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o equivalente a 24% da população.
A solenidade de lançamento da campanha será realizada nesta quarta-feira (5), na Câmara dos Deputados, às 17h, no Hall da Taquigrafia, próximo a entrada
do anexo II.
Na oportunidade, será apresentado folder e cartaz, em que o tetra campeão mundial de futebol (1994) é o protagonista de uma história em quadrinhos. No
texto, ele ressalta a importância de se enfrentar o preconceito: “é mais do que ganhar uma Copa do Mundo; é ganhar o respeito pelas diferenças”, afirma.
fonte uol
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Cearenses criam "mouse" para cegos
O Projeto Portáctil investe em dispositivos que facilitam a leitura, em braile, de conteúdos digitais e impressos.
da Redação
Olfato, paladar, tato, audição. Quando a experiência do "olhar" não está ao alcance físico, são os outros sentidos do ser humano que possibilitam uma comunicação
eficiente em sociedade. No Brasil, segundo o Censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, cerca de 35,7 milhões
de pessoas têm algum nível de deficiência visual, sendo mais de 506 mil efetivamente cegas. Diante desse número, o investimento em acessibilidade torna-se
uma prioridade sócio-educacional, mobilizando programas de tecnologia como o Projeto Portáctil, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Ceará (IFCE).
A vontade de investir em tecnologia assistiva inquietava, desde 2002, o professor e pesquisador do IFCE, Anaxágoras Maia Girão. "Como engenheiro, eu gosto
de pensar em sistemas de automação que dão maior conforto para pessoas com deficiência visual", afirma. Junto a essa inquietação, surgiu, em 2009, uma
parceria com a empresa AED Tecnologia, incubada no IFCE, que possibilitou a criação do Projeto Portáctil.
A ideia inicial do projeto visava construir um dispositivo em forma de caneta, que possibilitasse a transcrição de conteúdo impresso para o braille. A
partir do aperfeiçoamento das pesquisas e da apresentação do projeto ao Ministério da Educação, em 2010, algumas mudanças foram estabelecidas. Com o recurso
financeiro do governo federal, o projeto passou a ser desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento em Automação (Lapada) do IFCE,
sob a coordenação do professor Anaxágoras Girão. A cela braile existente na caneta - um dispositivo com oito pinos móveis que formam os caracteres em braile
- deu lugar a um dispositivo portátil de navegação, semelhante a um mouse, com três celas na parte superior. Os dispositivo também armazena arquivos de
texto, cujo conteúdo é transcrito em braile para o usuário.
Na configuração atual, o dispositivo de navegação braile atua no dedo do usuário, proporcionando o entendimento e a fluência dos caracteres. Abaixo das
celas, seis botões atuam com funções auxiliares na navegação. Nas laterais, ficam os botões para voltar e adiantar as linhas do texto. Já na porção inferior,
fica localizado o leitor óptico e o sensor para direcionamento.
O usuário cego também pode gerar o próprio conteúdo, utilizando tablets ou smartphones. A conexão com esses dispositivos é feita através de Bluetooth.
Nos tablets, o Portáctil admite um teclado de silicone, semelhante aos teclados de computadores convencionais. A digitação permite ao usuário retorno auditivo,
facilitando o processo de produção textual.
Desafios
Mesmo facilitando a digitação e a leitura, o sistema ainda se encontra em fase de desenvolvimento desde 2010. Segundo o coordenador do projeto, Anaxágoras
Girão, a primeira etapa de concepção e usabilidade junto aos usuários já foi vencida. O desafio agora é o apoio financeiro para distribuir o serviço.
O financiamento concedido pelo Ministério da Educação, no valor de R$ 1 milhão, possibilitou a criação de 136 equipamentos (tablets com película de silicone,
que serve como teclado, e o mouse especial). Além desse recurso, em fase inicial, o projeto contou com R$ 90 mil do Banco do Nordeste. Segundo Heyde Leão,
diretor executivo da empresa AED Tecnologia, os 136 equipamentos já foram entregues à Prefeitura de Fortaleza. Para a finalização do projeto, ainda é preciso
produzir 64 equipamentos e realizar a capacitação de professores e alunos nas escolas municipais. "É preciso dar atenção a esse sistema, que só vai para
frente a partir de duas coisas: suporte e acompanhamento", afirma Leão.
O professor Anaxágoras reconhece que o projeto já poderia estar beneficiando os estudantes, mas a burocracia e a recente transição no governo municipal
atrasaram o processo. "Com a mudança de gestão, o investimento ficou preso. Então, precisamos esperar um pouco mais para concluir os equipamentos e liberar
para as escolas", explica.
Mesmo com a conquista de alguns avanços, o Portáctil ainda precisa de aperfeiçoamento. Segundo Anaxágoras Girão, hoje, o sistema já permite ao aluno ter
acesso em braile a um material que o professor disponibiliza em formato digital. No entanto, as expectativas são maiores. "Queremos torná-lo um leitor
de livros. A gente quer que o aluno possa levar para casa, escrever uma nota, uma redação, com autonomia", conta o professor.
Para a leitura a partir de materiais impressos, os pesquisadores estão investindo em um aplicativo denominado OCR (reconhecimento ótico de caracteres,
na sigla em inglês), que transforma o tablet em um scanner, a partir de fotos tiradas por sua câmera. O posicionamento das folhas impressas ainda representa
uma dificuldade para as pessoas com deficiência visual e, nesse sentido, o projeto reconhece a necessidade de melhoramento do software.
Avanço
O revisor braile Martonio Torres Carneiro tem deficiência visual desde pequeno e já teve a oportunidade de testar o sistema, quando o projeto foi apresentado
à Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência, do governo do Estado. "De início eu senti um pouco de dificuldade,
como toda coisa nova. Mas como sou muito curioso e já tinha contato com meu iPhone, facilitou mais", comenta. O revisor demonstra encantamento com a invenção.
"O mais interessante é a navegação com cursor. É um salto tecnológico avançadíssimo. Com esse sistema você pode ter uma biblioteca braile na mão", revela.
Martonio reconhece ainda a importância do equipamento para a formação das crianças. "Com o Portáctil, as crianças têm acesso ao braile e ao computador.
E essa base é fundamental, já que o braile é nosso método mais eficaz de escrita e leitura", afirma o revisor.
A coordenadora especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência, Isabel Pontes, integra o grupo de trabalho que pretende levar o sistema
para todas as cidades do Estado. "Precisamos chamar a sociedade para conhecer essa tecnologia assistiva. O usuário e sua família são os focos do nosso
trabalho", diz. Para Isabel, acolher iniciativas como essa é um dever governamental. "Nossa participação nada mais é do que o Estado cumprindo a sua responsabilidade
no sentido de dotar as escolas de tecnologia assistiva".
Solução reduz custos para adaptar obras
O professor Anaxágoras Girão diz que tinha vontade de investir em tecnologia assistiva desde 2002, com o objetivo de auxiliar deficientes visuais
Os investimentos no Projeto Portáctil são mínimos diante dos custos comerciais gerados nos processos de transcrições comuns para o braile. Totalizando
um gasto de cerca de R$ 4 mil na obtenção do equipamento completo - formado por um tablet, um teclado de silicone e um mouse especial desenvolvido pelos
cearenses envolvidos no projeto -, o sistema Portáctil valoriza a comodidade e a economia da produção.
De acordo com levantamentos oficiais realizados junto à Gráfica Braille da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Ceará e à Gráfica Civiam,
especializada neste tipo de produção, uma página em tinta de um livro convencional gera de três a quatro páginas em braile, após o processo de transcrição.
Tomando como exemplo o clássico infanto-juvenil "Harry Potter e a Pedra Filosofal", de autoria de J.K. Rowling, obtém-se um custo unitário de R$ 4,80 por
página transcrita. A obra totaliza aproximadamente 2.160 páginas em braile, que devem ser acondicionadas em 18 volumes com 120 páginas cada, a um custo
final de R$ 10.368 por unidade transcrita.
Os números inviabilizam a produção do material em escala suficiente para atender ao público alvo, bem como dificultam a logística de armazenamento, uma
vez que os volumes ocupam bastante espaço. Além disso, o próprio material em braile, com o uso frequente e o passar do tempo, perde suas características
de impressão e percepção tátil por parte do usuário.
Bibliotecas acessíveis
A acessibilidade é um desafio em muitos setores da educação. Espaços como bibliotecas, referências pedagógicas na aprendizagem através da leitura, em sua
maioria, não contam com o suporte necessário para atender pessoas com deficiências visuais. De acordo com o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas
Municipais do Brasil, de 2009, apenas 9% das bibliotecas públicas municipais oferecem serviços de audiolivros ou livros em braile, ou ainda, estações de
trabalho adaptadas. No Nordeste, 95% das bibliotecas municipais não possuem serviços para cegos e 96% não oferecem serviços para pessoas com outras necessidades
especiais.
Em Fortaleza, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência já se articula com a Biblioteca Pública Governador Menezes
Pimentel. "Estamos procurando disseminar ainda mais a leitura em braile, transcrevendo exemplares na gráfica do governo e passando para as bibliotecas",
afirma a coordenadora Isabel Pontes. "Do ponto de vista tecnológico, ainda não temos resultado, mas já buscamos um diálogo nesse sentido", diz.
Na Praça do Centro de Artesanato do Ceará (Ceart), um vagão de trem é um espaço de leitura e acessibilidade. Doado pela Rffsa, o vagão está preenchido
por de cerca de 2.500 livros, dentre os quais destacam-se exemplares da literatura cearense, de política e de legislação, transcritos para o braile.
fonte Diário do Nordeste
da Redação
Olfato, paladar, tato, audição. Quando a experiência do "olhar" não está ao alcance físico, são os outros sentidos do ser humano que possibilitam uma comunicação
eficiente em sociedade. No Brasil, segundo o Censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, cerca de 35,7 milhões
de pessoas têm algum nível de deficiência visual, sendo mais de 506 mil efetivamente cegas. Diante desse número, o investimento em acessibilidade torna-se
uma prioridade sócio-educacional, mobilizando programas de tecnologia como o Projeto Portáctil, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Ceará (IFCE).
A vontade de investir em tecnologia assistiva inquietava, desde 2002, o professor e pesquisador do IFCE, Anaxágoras Maia Girão. "Como engenheiro, eu gosto
de pensar em sistemas de automação que dão maior conforto para pessoas com deficiência visual", afirma. Junto a essa inquietação, surgiu, em 2009, uma
parceria com a empresa AED Tecnologia, incubada no IFCE, que possibilitou a criação do Projeto Portáctil.
A ideia inicial do projeto visava construir um dispositivo em forma de caneta, que possibilitasse a transcrição de conteúdo impresso para o braille. A
partir do aperfeiçoamento das pesquisas e da apresentação do projeto ao Ministério da Educação, em 2010, algumas mudanças foram estabelecidas. Com o recurso
financeiro do governo federal, o projeto passou a ser desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento em Automação (Lapada) do IFCE,
sob a coordenação do professor Anaxágoras Girão. A cela braile existente na caneta - um dispositivo com oito pinos móveis que formam os caracteres em braile
- deu lugar a um dispositivo portátil de navegação, semelhante a um mouse, com três celas na parte superior. Os dispositivo também armazena arquivos de
texto, cujo conteúdo é transcrito em braile para o usuário.
Na configuração atual, o dispositivo de navegação braile atua no dedo do usuário, proporcionando o entendimento e a fluência dos caracteres. Abaixo das
celas, seis botões atuam com funções auxiliares na navegação. Nas laterais, ficam os botões para voltar e adiantar as linhas do texto. Já na porção inferior,
fica localizado o leitor óptico e o sensor para direcionamento.
O usuário cego também pode gerar o próprio conteúdo, utilizando tablets ou smartphones. A conexão com esses dispositivos é feita através de Bluetooth.
Nos tablets, o Portáctil admite um teclado de silicone, semelhante aos teclados de computadores convencionais. A digitação permite ao usuário retorno auditivo,
facilitando o processo de produção textual.
Desafios
Mesmo facilitando a digitação e a leitura, o sistema ainda se encontra em fase de desenvolvimento desde 2010. Segundo o coordenador do projeto, Anaxágoras
Girão, a primeira etapa de concepção e usabilidade junto aos usuários já foi vencida. O desafio agora é o apoio financeiro para distribuir o serviço.
O financiamento concedido pelo Ministério da Educação, no valor de R$ 1 milhão, possibilitou a criação de 136 equipamentos (tablets com película de silicone,
que serve como teclado, e o mouse especial). Além desse recurso, em fase inicial, o projeto contou com R$ 90 mil do Banco do Nordeste. Segundo Heyde Leão,
diretor executivo da empresa AED Tecnologia, os 136 equipamentos já foram entregues à Prefeitura de Fortaleza. Para a finalização do projeto, ainda é preciso
produzir 64 equipamentos e realizar a capacitação de professores e alunos nas escolas municipais. "É preciso dar atenção a esse sistema, que só vai para
frente a partir de duas coisas: suporte e acompanhamento", afirma Leão.
O professor Anaxágoras reconhece que o projeto já poderia estar beneficiando os estudantes, mas a burocracia e a recente transição no governo municipal
atrasaram o processo. "Com a mudança de gestão, o investimento ficou preso. Então, precisamos esperar um pouco mais para concluir os equipamentos e liberar
para as escolas", explica.
Mesmo com a conquista de alguns avanços, o Portáctil ainda precisa de aperfeiçoamento. Segundo Anaxágoras Girão, hoje, o sistema já permite ao aluno ter
acesso em braile a um material que o professor disponibiliza em formato digital. No entanto, as expectativas são maiores. "Queremos torná-lo um leitor
de livros. A gente quer que o aluno possa levar para casa, escrever uma nota, uma redação, com autonomia", conta o professor.
Para a leitura a partir de materiais impressos, os pesquisadores estão investindo em um aplicativo denominado OCR (reconhecimento ótico de caracteres,
na sigla em inglês), que transforma o tablet em um scanner, a partir de fotos tiradas por sua câmera. O posicionamento das folhas impressas ainda representa
uma dificuldade para as pessoas com deficiência visual e, nesse sentido, o projeto reconhece a necessidade de melhoramento do software.
Avanço
O revisor braile Martonio Torres Carneiro tem deficiência visual desde pequeno e já teve a oportunidade de testar o sistema, quando o projeto foi apresentado
à Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência, do governo do Estado. "De início eu senti um pouco de dificuldade,
como toda coisa nova. Mas como sou muito curioso e já tinha contato com meu iPhone, facilitou mais", comenta. O revisor demonstra encantamento com a invenção.
"O mais interessante é a navegação com cursor. É um salto tecnológico avançadíssimo. Com esse sistema você pode ter uma biblioteca braile na mão", revela.
Martonio reconhece ainda a importância do equipamento para a formação das crianças. "Com o Portáctil, as crianças têm acesso ao braile e ao computador.
E essa base é fundamental, já que o braile é nosso método mais eficaz de escrita e leitura", afirma o revisor.
A coordenadora especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência, Isabel Pontes, integra o grupo de trabalho que pretende levar o sistema
para todas as cidades do Estado. "Precisamos chamar a sociedade para conhecer essa tecnologia assistiva. O usuário e sua família são os focos do nosso
trabalho", diz. Para Isabel, acolher iniciativas como essa é um dever governamental. "Nossa participação nada mais é do que o Estado cumprindo a sua responsabilidade
no sentido de dotar as escolas de tecnologia assistiva".
Solução reduz custos para adaptar obras
O professor Anaxágoras Girão diz que tinha vontade de investir em tecnologia assistiva desde 2002, com o objetivo de auxiliar deficientes visuais
Os investimentos no Projeto Portáctil são mínimos diante dos custos comerciais gerados nos processos de transcrições comuns para o braile. Totalizando
um gasto de cerca de R$ 4 mil na obtenção do equipamento completo - formado por um tablet, um teclado de silicone e um mouse especial desenvolvido pelos
cearenses envolvidos no projeto -, o sistema Portáctil valoriza a comodidade e a economia da produção.
De acordo com levantamentos oficiais realizados junto à Gráfica Braille da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Ceará e à Gráfica Civiam,
especializada neste tipo de produção, uma página em tinta de um livro convencional gera de três a quatro páginas em braile, após o processo de transcrição.
Tomando como exemplo o clássico infanto-juvenil "Harry Potter e a Pedra Filosofal", de autoria de J.K. Rowling, obtém-se um custo unitário de R$ 4,80 por
página transcrita. A obra totaliza aproximadamente 2.160 páginas em braile, que devem ser acondicionadas em 18 volumes com 120 páginas cada, a um custo
final de R$ 10.368 por unidade transcrita.
Os números inviabilizam a produção do material em escala suficiente para atender ao público alvo, bem como dificultam a logística de armazenamento, uma
vez que os volumes ocupam bastante espaço. Além disso, o próprio material em braile, com o uso frequente e o passar do tempo, perde suas características
de impressão e percepção tátil por parte do usuário.
Bibliotecas acessíveis
A acessibilidade é um desafio em muitos setores da educação. Espaços como bibliotecas, referências pedagógicas na aprendizagem através da leitura, em sua
maioria, não contam com o suporte necessário para atender pessoas com deficiências visuais. De acordo com o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas
Municipais do Brasil, de 2009, apenas 9% das bibliotecas públicas municipais oferecem serviços de audiolivros ou livros em braile, ou ainda, estações de
trabalho adaptadas. No Nordeste, 95% das bibliotecas municipais não possuem serviços para cegos e 96% não oferecem serviços para pessoas com outras necessidades
especiais.
Em Fortaleza, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência já se articula com a Biblioteca Pública Governador Menezes
Pimentel. "Estamos procurando disseminar ainda mais a leitura em braile, transcrevendo exemplares na gráfica do governo e passando para as bibliotecas",
afirma a coordenadora Isabel Pontes. "Do ponto de vista tecnológico, ainda não temos resultado, mas já buscamos um diálogo nesse sentido", diz.
Na Praça do Centro de Artesanato do Ceará (Ceart), um vagão de trem é um espaço de leitura e acessibilidade. Doado pela Rffsa, o vagão está preenchido
por de cerca de 2.500 livros, dentre os quais destacam-se exemplares da literatura cearense, de política e de legislação, transcritos para o braile.
fonte Diário do Nordeste
Programa da Febraban abre 52 vagas para deficientes em MG
Todas as oportunidades são para Belo Horizonte.
Candidato deve ter idade superior a 18 anos e nível médio completo.
Do G1, em São Paulo
A Federação Brasileira de Bancos - Febraban, abriu inscrições para a 3ª edição do programa “Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas
com Deficiência no Setor Bancário 2013” que oferece 52 vagas para deficientes.
As vagas são para o cargo de auxiliar administrativo bancário, junto às instituições financeiras participantes: Banco Votorantim, Bic Banco, Bradesco,
Citi, Itaú Unibanco, Mercantil do Brasil e Safra. As oportunidades são para Belo Horizonte.
O curso de capacitação começa em maio e tem a duração de 336 horas, com duração de quatro meses. O salário inicial é de R$ 923,70 para jornada de 4h diárias,
de segunda a sexta-feira, além de todos os benefícios previstos pela categoria. Após 90 dias, o salário será de R$ 1.012,67.
Os candidatos também devem atender aos critérios do Decreto 5.296/04, ser maior de 18 anos e ter cursado o ensino médio completo.
As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de abril pelo site
www.febraban.org.br/oportunidade
ou pelo e-mail:
oportunidade@avape.org.br.
fonte g1
Candidato deve ter idade superior a 18 anos e nível médio completo.
Do G1, em São Paulo
A Federação Brasileira de Bancos - Febraban, abriu inscrições para a 3ª edição do programa “Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas
com Deficiência no Setor Bancário 2013” que oferece 52 vagas para deficientes.
As vagas são para o cargo de auxiliar administrativo bancário, junto às instituições financeiras participantes: Banco Votorantim, Bic Banco, Bradesco,
Citi, Itaú Unibanco, Mercantil do Brasil e Safra. As oportunidades são para Belo Horizonte.
O curso de capacitação começa em maio e tem a duração de 336 horas, com duração de quatro meses. O salário inicial é de R$ 923,70 para jornada de 4h diárias,
de segunda a sexta-feira, além de todos os benefícios previstos pela categoria. Após 90 dias, o salário será de R$ 1.012,67.
Os candidatos também devem atender aos critérios do Decreto 5.296/04, ser maior de 18 anos e ter cursado o ensino médio completo.
As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de abril pelo site
www.febraban.org.br/oportunidade
ou pelo e-mail:
oportunidade@avape.org.br.
fonte g1
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e Caixa fecham acordo de R$ 120 milhões até 2016
As Loterias Caixa investirão R$ 120 milhões de reais até 2016 em 13 modalidades paralímpicas e individualmente a cerca de 50 atletas. Este valor resulta
em uma média de R$ 30 milhões por ano até os Jogos Paralímpicos do Rio-2016.
da Redação
O novo contrato representa um aumento de mais de R$ 20 milhões anuais. Até o ano passado, CPB e as Loterias Caixa tinham um acordo de R$ 22 milhões para
o biênio 2011-2012, com apoio a seis modalidades e 22 atletas e atletas-guias.
As modalidades atendidas a partir de agora são: atletismo; halterofilismo, natação, esgrima, tiro esportivo, futebol de 5 (deficientes visuais), futebol
de 7 (paralisia cerebral), bocha, goalball, vôlei sentado, vela adaptada, tênis de mesa e rúgby.
O aumento nos valores vem após o desempenho irretocável dos atletas paralímpicos do Brasil nos Jogos de Londres-2012. Foram 21 medalhas de ouro, de um
total de 43, e a conquista da meta estipulada quatro anos antes, de finalizar os Jogos na sétima colocação no quadro de medalhas, feito inédito para o
país.
“A Caixa é um grande parceiro e sempre esteve ao lado do movimento paralímpico brasileiro. Agora reforça esta presença, apoiando 13 modalidades do programa
dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Sinal de que nosso trabalho está no caminho certo. O fato de fecharmos por quatro anos também nos dá tranquilidade
para seguirmos nosso planejamento firmes em busca do quinto lugar no Rio, em 2016”, comemora Andrew Parsons, presidente do CPB.
“Há muito que o esporte paralímpico brasileiro vem apresentando um crescimento admirável, em quantidade e qualidade”, afirma o presidente da Caixa, Jorge
Hereda. “A Caixa se orgulha de ter contribuído, de forma significativa, para este processo, seja patrocinando competições ou apoiando financeiramente dezenas
de atletas”, completa Hereda.
Nos dois primeiros anos da parceria (2013 e 2014) serão repassados R$ 56 milhões. Em 2015, ano dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, outros
R$ 30 milhões. Por fim, em 2016, serão investidos R$ 34 milhões no esporte paralímpico.
Com o apoio das Loterias Caixa, o orçamento do Comitê Paralímpico Brasileiro atinge a casa dos R$ 100 milhões somente para 2013. Há pouco mais de um mês,
CPB e Ministério do Esporte celebraram um convênio de R$ 38 milhões a serem destinados a 16 modalidades para este ano. A esses valores se somam, ainda,
recursos da Lei Agnelo-Piva, e dos governos estadual de São Paulo e municipal do Rio de Janeiro.
¤
fonte rede saci
em uma média de R$ 30 milhões por ano até os Jogos Paralímpicos do Rio-2016.
da Redação
O novo contrato representa um aumento de mais de R$ 20 milhões anuais. Até o ano passado, CPB e as Loterias Caixa tinham um acordo de R$ 22 milhões para
o biênio 2011-2012, com apoio a seis modalidades e 22 atletas e atletas-guias.
As modalidades atendidas a partir de agora são: atletismo; halterofilismo, natação, esgrima, tiro esportivo, futebol de 5 (deficientes visuais), futebol
de 7 (paralisia cerebral), bocha, goalball, vôlei sentado, vela adaptada, tênis de mesa e rúgby.
O aumento nos valores vem após o desempenho irretocável dos atletas paralímpicos do Brasil nos Jogos de Londres-2012. Foram 21 medalhas de ouro, de um
total de 43, e a conquista da meta estipulada quatro anos antes, de finalizar os Jogos na sétima colocação no quadro de medalhas, feito inédito para o
país.
“A Caixa é um grande parceiro e sempre esteve ao lado do movimento paralímpico brasileiro. Agora reforça esta presença, apoiando 13 modalidades do programa
dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Sinal de que nosso trabalho está no caminho certo. O fato de fecharmos por quatro anos também nos dá tranquilidade
para seguirmos nosso planejamento firmes em busca do quinto lugar no Rio, em 2016”, comemora Andrew Parsons, presidente do CPB.
“Há muito que o esporte paralímpico brasileiro vem apresentando um crescimento admirável, em quantidade e qualidade”, afirma o presidente da Caixa, Jorge
Hereda. “A Caixa se orgulha de ter contribuído, de forma significativa, para este processo, seja patrocinando competições ou apoiando financeiramente dezenas
de atletas”, completa Hereda.
Nos dois primeiros anos da parceria (2013 e 2014) serão repassados R$ 56 milhões. Em 2015, ano dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, outros
R$ 30 milhões. Por fim, em 2016, serão investidos R$ 34 milhões no esporte paralímpico.
Com o apoio das Loterias Caixa, o orçamento do Comitê Paralímpico Brasileiro atinge a casa dos R$ 100 milhões somente para 2013. Há pouco mais de um mês,
CPB e Ministério do Esporte celebraram um convênio de R$ 38 milhões a serem destinados a 16 modalidades para este ano. A esses valores se somam, ainda,
recursos da Lei Agnelo-Piva, e dos governos estadual de São Paulo e municipal do Rio de Janeiro.
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fonte rede saci
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