Imagem: mulher utiliza cadeira anfíbia para entrar no mar, dois homens em pé a auxiliam - Créditos: Prefeitura Itanhaém
Iniciativa do Governo de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o Programa Praia Acessível
visa incluir as pessoas com deficiência nas praias do litoral de São Paulo e também em prainhas de rio doce.
O programa acontece em parceria com as Prefeituras dos municípios interessados e hoje já conta com mais de 20 cidades parceiras. O Praia Acessível oferece
cadeiras anfíbias, especialmente desenvolvidas para garantir verão acessível a quem tem deficiência.
Lançado em 2010, o Programa funciona em 26 praias do litoral e interior do Estado de São Paulo. O objetivo é oferecer equipamentos e tecnologia para que
pessoas com deficiência possam usufruir da praia, do banho de mar e de rios com segurança e dignidade. A Secretaria é responsável pelo fornecimento das
cadeiras e as prefeituras pelas equipes de suporte do programa.
As cadeiras utilizadas no Programa são chamadas de “anfíbias”, por serem fabricadas com pneu especial que permite superar a dificuldade da areia e também
não afundam dentro da água. A altura dela é compatível com a possibilidade do usuário sentir a água, numa profundidade do mar não perigosa. Existe facilidade
na transferência da cadeira de rodas para a cadeira anfíbia porque os braços são removíveis.
As Prefeituras são responsáveis por disponibilizar o equipamento e equipe para atendimento aos banhistas, moradores ou visitantes.
LISTA DOS LOCAIS ONDE FUNCIONA O PROGRAMA PRAIA ACESSÍVEL NO ESTADO DE SÃO PAULO
Avaré, Adolfo, Bertioga, Caconde, Cananéia, Caraguatatuba, Guarujá, Iguape, Ilhabela, Ilha Solteira, Itanhaém, Itapura, Miguelópolis, Mongaguá, Panorama,
Peruíbe, Praia Grande, Presidente Epitácio, Rifania, Santa Fé do Sul, Santos, São Manuel, São Sebastião, São Vicente, Rosana e Ubatuba.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Empregabilidade e inserção profissional de pessoas com deficiência é tema de audiência entre Secretárias
Imagem: Secretária Célia Leão ao centro da imagem, ao seu lado a Secretária Patrícia Ellen e demais participantes
Na tarde desta quinta-feira, 07 de fevereiro, as Secretárias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão, e de Desenvolvimento
Econômico, Patrícia Ellen da Silva, se reuniram na sede da Secretaria para discutir ações para inserção profissional das pessoas com deficiência.
A ideia central da reunião entre as duas Secretárias foi a de criar ações e parcerias efetivas na área de empregabilidade. A ideia é fortalecer a geração
de emprego para as pessoas com deficiência.
Entre as propostas, foi discutida a oportunidade de criar uma parceria para fomentar ações importantes junto ao novo formato do Programa de Apoio à Pessoa
com Deficiência – PADEF, programa que visa promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e conscientizar o empresariado.
fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia sp
Na tarde desta quinta-feira, 07 de fevereiro, as Secretárias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Célia Leão, e de Desenvolvimento
Econômico, Patrícia Ellen da Silva, se reuniram na sede da Secretaria para discutir ações para inserção profissional das pessoas com deficiência.
A ideia central da reunião entre as duas Secretárias foi a de criar ações e parcerias efetivas na área de empregabilidade. A ideia é fortalecer a geração
de emprego para as pessoas com deficiência.
Entre as propostas, foi discutida a oportunidade de criar uma parceria para fomentar ações importantes junto ao novo formato do Programa de Apoio à Pessoa
com Deficiência – PADEF, programa que visa promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e conscientizar o empresariado.
fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia sp
Governo quer rever benefício dado a PCDs
Procura por benefícios tributários de IR e IPI cresceu fortemente nos últimos anos, o que acendeu a luz amarela na equipe econômica
Leia a matéria de Idiana Tomazelli para o portal Terra:
O governo prevê abrir mão de R$ 14,3 bilhões em receitas neste ano para isentar de impostos a compra de veículos por pessoas com deficiência (PCDs) e os
valores recebidos como aposentadoria por indivíduos com doenças graves. O valor tem crescido nos últimos anos, o que acendeu a luz amarela na equipe econômica
e fez com que essa renúncia entrasse na mira devido às suspeitas de fraudes nesses benefícios.
É por isso que o governo Bolsonaro inseriu na Medida Provisória 871, que lançou uma série de iniciativas para combater irregularidades em benefícios, um
dispositivo que amplia o poder dos peritos médicos do INSS para reavaliar isenções.
No caso da isenção de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre aposentadorias e pensões recebidas por pessoas com doença grave ou vítimas de acidente
no trabalho, a conta era de R$ 7,9 bilhões em 2013, segundo a Receita Federal. Esse valor chegou a R$ 12,8 bilhões no ano passado e deve alcançar R$ 13,9
bilhões em 2019. Em seis anos, um crescimento de 75,4%.
Para técnicos do governo, o maior problema é que a Justiça está estendendo a isenção a pessoas que ficam doentes, mas continuam trabalhando. Pela regra,
esse grupo precisa continuar pagando Imposto de Renda, já que o benefício vale apenas para aposentadorias por invalidez, pensões ou reformas (no caso de
militares).
O vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Luiz Argolo, afirma que não há controle efetivo sobre essas isenções e que a judicialização
agrava o quadro ao conceder o benefício a quem não tem direito. “A pessoa se torna isenta, e (o governo) se esquece dessa pessoa por 10, 15 anos. O Estado
precisa ter um controle”, defende.
Aquisição de veículos
Na zeragem do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisição de veículos por PCDs, o valor da renúncia é menor (passou de R$ 199,9 milhões
em 2013 para R$ 376,5 milhões em 2019), mas o benefício é ainda questionado pelo governo. Segundo os técnicos, há casos de decisões judiciais que concedem
a isenção para quem tem pequenas próteses ou para familiares de quem tem a deficiência.
Além disso, não há teto para o valor do veículo – na prática, é possível comprar até mesmo carros de luxo sem pagar IPI, apenas tendo em mãos a declaração
de pessoa com deficiência. A única exigência é de que seja um carro básico, mas as próprias concessionárias já oferecem kits de acessórios com rádio, maçaneta
cromada, câmera de ré, entre outros artigos.
“Conversamos com a equipe de uma montadora. Eles nos avisaram sobre a aquisição de veículo com isenção de IPI. A gente já tinha uma noção pelo tamanho
da renúncia tributária, mas está fora do normal”, disse o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, em recente entrevista ao
“Estadão/Broadcast”.
A ANMP diz que, nos últimos dois anos, houve crescimento de 346% na compra de veículo com renúncia fiscal. “Isso não pode ser normal”, afirma Argolo. Procurada,
a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não retornou os pedidos de entrevista.
O governo tem estudos para limitar o valor dos veículos com isenção de até R$ 70 mil, a exemplo do que já existe nos Estados (que zeram o ICMS sobre os
automóveis). Também existe a ideia de ampliar de dois para quatro anos o período mínimo de carência até que o beneficiário seja novamente elegível à isenção
na troca do veículo.
Fonte:
Portal Terra Site externo
Leia a matéria de Idiana Tomazelli para o portal Terra:
O governo prevê abrir mão de R$ 14,3 bilhões em receitas neste ano para isentar de impostos a compra de veículos por pessoas com deficiência (PCDs) e os
valores recebidos como aposentadoria por indivíduos com doenças graves. O valor tem crescido nos últimos anos, o que acendeu a luz amarela na equipe econômica
e fez com que essa renúncia entrasse na mira devido às suspeitas de fraudes nesses benefícios.
É por isso que o governo Bolsonaro inseriu na Medida Provisória 871, que lançou uma série de iniciativas para combater irregularidades em benefícios, um
dispositivo que amplia o poder dos peritos médicos do INSS para reavaliar isenções.
No caso da isenção de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre aposentadorias e pensões recebidas por pessoas com doença grave ou vítimas de acidente
no trabalho, a conta era de R$ 7,9 bilhões em 2013, segundo a Receita Federal. Esse valor chegou a R$ 12,8 bilhões no ano passado e deve alcançar R$ 13,9
bilhões em 2019. Em seis anos, um crescimento de 75,4%.
Para técnicos do governo, o maior problema é que a Justiça está estendendo a isenção a pessoas que ficam doentes, mas continuam trabalhando. Pela regra,
esse grupo precisa continuar pagando Imposto de Renda, já que o benefício vale apenas para aposentadorias por invalidez, pensões ou reformas (no caso de
militares).
O vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Luiz Argolo, afirma que não há controle efetivo sobre essas isenções e que a judicialização
agrava o quadro ao conceder o benefício a quem não tem direito. “A pessoa se torna isenta, e (o governo) se esquece dessa pessoa por 10, 15 anos. O Estado
precisa ter um controle”, defende.
Aquisição de veículos
Na zeragem do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisição de veículos por PCDs, o valor da renúncia é menor (passou de R$ 199,9 milhões
em 2013 para R$ 376,5 milhões em 2019), mas o benefício é ainda questionado pelo governo. Segundo os técnicos, há casos de decisões judiciais que concedem
a isenção para quem tem pequenas próteses ou para familiares de quem tem a deficiência.
Além disso, não há teto para o valor do veículo – na prática, é possível comprar até mesmo carros de luxo sem pagar IPI, apenas tendo em mãos a declaração
de pessoa com deficiência. A única exigência é de que seja um carro básico, mas as próprias concessionárias já oferecem kits de acessórios com rádio, maçaneta
cromada, câmera de ré, entre outros artigos.
“Conversamos com a equipe de uma montadora. Eles nos avisaram sobre a aquisição de veículo com isenção de IPI. A gente já tinha uma noção pelo tamanho
da renúncia tributária, mas está fora do normal”, disse o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, em recente entrevista ao
“Estadão/Broadcast”.
A ANMP diz que, nos últimos dois anos, houve crescimento de 346% na compra de veículo com renúncia fiscal. “Isso não pode ser normal”, afirma Argolo. Procurada,
a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não retornou os pedidos de entrevista.
O governo tem estudos para limitar o valor dos veículos com isenção de até R$ 70 mil, a exemplo do que já existe nos Estados (que zeram o ICMS sobre os
automóveis). Também existe a ideia de ampliar de dois para quatro anos o período mínimo de carência até que o beneficiário seja novamente elegível à isenção
na troca do veículo.
Fonte:
Portal Terra Site externo
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Google lança apps de acessibilidade Live Transcribe e Amplificador de Som
Novidades prometem tornar mais fácil a comunicação do dia a dia
Por Carolina Ribeiro, para o TechTudo
O Google liberou dois aplicativos para pessoas com deficiências auditivas nesta segunda-feira (4). Os novos serviços para celulares com Android ajudam
na comunicação do dia a dia. O Live Transcribe ("Transcrição ao vivo", em português) é um recurso que transforma, em tempo real, a fala das pessoas em
texto. Com ele, é mais fácil interagir em uma conversa cotidiana ou reunião, por exemplo. A funcionalidade está presente em mais de 70 idiomas e dialetos,
como o português do Brasil. No caso do Amplificador de Som, o sistema melhora o áudio para que seja possível ouvir de maneira mais precisa. Isso pode facilitar
o entendimento em ambientes barulhentos, como bares ou shows.
O serviço de transcrição está sendo lançado aos poucos na versão Beta para os usuários de celulares Android na Google Play. Esse recurso também será incluído
previamente em smartphones com Pixel 3.
Para ser avisado quando o app estiver totalmente disponível, o usuário pode se inscrever pelo site oficial do sistema (
https://www.android.com/accessibility/live-transcribe/).
Já o programa de aperfeiçoamento do áudio pode ser baixado na loja de downloads do Google para aparelhos Android 9 Pie ou posteriores – também pré-instalado
no Pixel 3. A ferramenta foi anunciada em 2018 durante o Google I/O, conferência anual da empresa para apresentar seus lançamentos.
Live Transcribe
O programa usa o microfone do celular com Android para transcrever o áudio em texto de forma automática e em tempo real. Dessa forma, quando um dos participantes
de uma conversa falar, aparecerá na tela do celular tudo o que aquela pessoa disser. Para melhorar a precisão, ele também é conectado a microfones externos,
como o microfone de lapela. Além disso, a ferramenta permite responder apenas por texto com o teclado do tipo type-back, acessível pela tela do aparelho.
O passo a passo para usar o Live Transcribe é simples. Basta ir em "Configurações de Acessibilidade" no celular e ativar o recurso. Por último, vá até
a barra de navegação e toque no botão de acessibilidade para abrir a ferramenta. Esse acesso permite se conectar de forma ágil ao serviço sempre que precisar.
Amplificador de Som
O aplicativo aumenta apenas os sons quietos, sem ampliar os altos. O recurso também pode ser usado em conjunto com fones de ouvido com fio. Dessa forma,
o acessório ajuda a filtrar, aumentar e amplificar os sons. A ideia é promover uma maior qualidade de áudio para o usuário, que passa a ter um sistema
capaz de oferecer condições de escutar alguma informação mesmo em ambientes desfavoráveis, como shows, bares ou até mesmo no tráfego das grandes cidades.
Os interessados podem configurar o app da forma que desejarem. Para isso, vá até o "Sound Amplifier settings" ("Configurações do amplificador de som",
em português) e marque a opção "Reduce unwanted sounds" ("Reduzir sons indesejados") para diminuir o ruído e, com isso, tornar o som mais claro e fácil
de ouvir.
Fonte:
https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/02/google-lanca-apps-de-acessi...
Por Carolina Ribeiro, para o TechTudo
O Google liberou dois aplicativos para pessoas com deficiências auditivas nesta segunda-feira (4). Os novos serviços para celulares com Android ajudam
na comunicação do dia a dia. O Live Transcribe ("Transcrição ao vivo", em português) é um recurso que transforma, em tempo real, a fala das pessoas em
texto. Com ele, é mais fácil interagir em uma conversa cotidiana ou reunião, por exemplo. A funcionalidade está presente em mais de 70 idiomas e dialetos,
como o português do Brasil. No caso do Amplificador de Som, o sistema melhora o áudio para que seja possível ouvir de maneira mais precisa. Isso pode facilitar
o entendimento em ambientes barulhentos, como bares ou shows.
O serviço de transcrição está sendo lançado aos poucos na versão Beta para os usuários de celulares Android na Google Play. Esse recurso também será incluído
previamente em smartphones com Pixel 3.
Para ser avisado quando o app estiver totalmente disponível, o usuário pode se inscrever pelo site oficial do sistema (
https://www.android.com/accessibility/live-transcribe/).
Já o programa de aperfeiçoamento do áudio pode ser baixado na loja de downloads do Google para aparelhos Android 9 Pie ou posteriores – também pré-instalado
no Pixel 3. A ferramenta foi anunciada em 2018 durante o Google I/O, conferência anual da empresa para apresentar seus lançamentos.
Live Transcribe
O programa usa o microfone do celular com Android para transcrever o áudio em texto de forma automática e em tempo real. Dessa forma, quando um dos participantes
de uma conversa falar, aparecerá na tela do celular tudo o que aquela pessoa disser. Para melhorar a precisão, ele também é conectado a microfones externos,
como o microfone de lapela. Além disso, a ferramenta permite responder apenas por texto com o teclado do tipo type-back, acessível pela tela do aparelho.
O passo a passo para usar o Live Transcribe é simples. Basta ir em "Configurações de Acessibilidade" no celular e ativar o recurso. Por último, vá até
a barra de navegação e toque no botão de acessibilidade para abrir a ferramenta. Esse acesso permite se conectar de forma ágil ao serviço sempre que precisar.
Amplificador de Som
O aplicativo aumenta apenas os sons quietos, sem ampliar os altos. O recurso também pode ser usado em conjunto com fones de ouvido com fio. Dessa forma,
o acessório ajuda a filtrar, aumentar e amplificar os sons. A ideia é promover uma maior qualidade de áudio para o usuário, que passa a ter um sistema
capaz de oferecer condições de escutar alguma informação mesmo em ambientes desfavoráveis, como shows, bares ou até mesmo no tráfego das grandes cidades.
Os interessados podem configurar o app da forma que desejarem. Para isso, vá até o "Sound Amplifier settings" ("Configurações do amplificador de som",
em português) e marque a opção "Reduce unwanted sounds" ("Reduzir sons indesejados") para diminuir o ruído e, com isso, tornar o som mais claro e fácil
de ouvir.
Fonte:
https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/02/google-lanca-apps-de-acessi...
CPB abre escolinhas para crianças e adolescentes com deficiência em São Paulo
Por
Leandro Martins/MPIX/CPB
Imagem
O Comitê Paralímpico Brasileiro iniciou nesta semana a temporada 2019 do Centro de Formação em esportes paralímpicos, no Centro de Treinamento Paralímpico,
em São Paulo. O projeto proporciona a crianças com deficiência, com idade entre 10 e 17 anos, a iniciação esportiva em oito modalidades paralímpicas. As
aulas começaram na segunda-feira, 4, em São Paulo, apenas para jovens em idade escolar da cidade de São Paulo e de municípios vizinhos.
O projeto foi criado e é totalmente financiado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Lançado em 2018, o Centro de Formação em esportes paralímpicos tem 500
vagas, das quais 170 ainda não foram preenchidas. O intuito é promover a iniciação esportiva ao jovem com deficiência. As aulas ocorrem em sistema de rotação,
no qual cada criança pode passar até três meses em cada modalidade, para que experimente todos os esportes, quais sejam: atletismo, bocha, futebol de 5,
goalball, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado.
“O Centro de Formação é mais uma ferramenta para descobrirmos talentos, que podem representar o Brasil no futuro. Mas nosso objetivo também é mudar percepção
em relação às pessoas com deficiência, que são vistas como incapazes. Cada estudante que atendemos é uma família com a consciência da eficiência dele.
Nós temos mais 170 vagas e a meta é dar oportunidade para o maior número de crianças”, disse Ramon Pereira, coordenador de Esporte Escolar no Comitê Paralímpico
Brasileiro.
Além de quatro turmas regulares no período da tarde, duas com aulas às segundas e quartas-feiras e duas às terças e quintas-feiras, o Centro de Formação
tem uma turma às sextas-feiras composta pelos alunos que os professores identificam como potenciais atletas e são elegíveis para a modalidade. Podem participar
deste projeto crianças com deficiência física, visual ou intelectual, de 10 a 17 anos, residentes na cidade de São Paulo ou municípios vizinhos e que estejam
matriculadas em rede de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
O CPB fornece aos frequentadores do Centro de Formação transporte, alimentação e uniforme gratuitamente. São utilizados por dia cinco vans convencionais,
duas adaptadas, um micro-ônibus adaptado e um convencional para buscar e levar os alunos, após a aula, a 12 pontos de encontro, que abrangem seis municípios
do Estado de São Paulo. Após as atividades esportivas, os estudantes recebem um kit com lanche, fruta e suco, que é preparado sob supervisão dos nutricionistas
do CPB. Ao todo, 20 educadores entre estagiários e professores especializados em esporte para pessoa com deficiência trabalham diretamente com as crianças.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail
formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br,
contendo a
ficha de inscrição
ou pessoalmente no CT Paralímpico (Rodovia dos Imigrantes, km 11.5, São Paulo), com o departamento de Coordenação de Esporte Escolar.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
Leandro Martins/MPIX/CPB
Imagem
O Comitê Paralímpico Brasileiro iniciou nesta semana a temporada 2019 do Centro de Formação em esportes paralímpicos, no Centro de Treinamento Paralímpico,
em São Paulo. O projeto proporciona a crianças com deficiência, com idade entre 10 e 17 anos, a iniciação esportiva em oito modalidades paralímpicas. As
aulas começaram na segunda-feira, 4, em São Paulo, apenas para jovens em idade escolar da cidade de São Paulo e de municípios vizinhos.
O projeto foi criado e é totalmente financiado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Lançado em 2018, o Centro de Formação em esportes paralímpicos tem 500
vagas, das quais 170 ainda não foram preenchidas. O intuito é promover a iniciação esportiva ao jovem com deficiência. As aulas ocorrem em sistema de rotação,
no qual cada criança pode passar até três meses em cada modalidade, para que experimente todos os esportes, quais sejam: atletismo, bocha, futebol de 5,
goalball, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado.
“O Centro de Formação é mais uma ferramenta para descobrirmos talentos, que podem representar o Brasil no futuro. Mas nosso objetivo também é mudar percepção
em relação às pessoas com deficiência, que são vistas como incapazes. Cada estudante que atendemos é uma família com a consciência da eficiência dele.
Nós temos mais 170 vagas e a meta é dar oportunidade para o maior número de crianças”, disse Ramon Pereira, coordenador de Esporte Escolar no Comitê Paralímpico
Brasileiro.
Além de quatro turmas regulares no período da tarde, duas com aulas às segundas e quartas-feiras e duas às terças e quintas-feiras, o Centro de Formação
tem uma turma às sextas-feiras composta pelos alunos que os professores identificam como potenciais atletas e são elegíveis para a modalidade. Podem participar
deste projeto crianças com deficiência física, visual ou intelectual, de 10 a 17 anos, residentes na cidade de São Paulo ou municípios vizinhos e que estejam
matriculadas em rede de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
O CPB fornece aos frequentadores do Centro de Formação transporte, alimentação e uniforme gratuitamente. São utilizados por dia cinco vans convencionais,
duas adaptadas, um micro-ônibus adaptado e um convencional para buscar e levar os alunos, após a aula, a 12 pontos de encontro, que abrangem seis municípios
do Estado de São Paulo. Após as atividades esportivas, os estudantes recebem um kit com lanche, fruta e suco, que é preparado sob supervisão dos nutricionistas
do CPB. Ao todo, 20 educadores entre estagiários e professores especializados em esporte para pessoa com deficiência trabalham diretamente com as crianças.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail
formacaoesportivaparalimpica@cpb.org.br,
contendo a
ficha de inscrição
ou pessoalmente no CT Paralímpico (Rodovia dos Imigrantes, km 11.5, São Paulo), com o departamento de Coordenação de Esporte Escolar.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
7 Direitos garantidos por lei para pessoas com deficiência
O Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado em 2015, garantiu uma série de direitos a aproximadamente 45,6 milhões de brasileiros com algum tipo de
deficiência. De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, esse número representa 23,8% da população do país.
Deficiência, segundo o Estatuto, é “uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer
uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social”.
Esse importante documento prevê a inclusão da pessoa com deficiência e sua participação mais ativa na economia. Também determina o papel do Ministério
Público e de Estados e Municípios na fiscalização e no cumprimento do Estatuto no âmbito do trabalho, da educação, da saúde e das políticas públicas em
geral.
Continue lendo este post e fique por dentro do nosso apanhado geral sobre quais os direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência!
Educação
Pode parecer absurdo, mas há pouco tempo, universidades e instituições de ensino podiam cobrar um
a taxa extra em matrículas
e mensalidades pagas por alunos com deficiência.
Além do fim da taxa, o Estatuto estabeleceu pena de dois a cinco anos de prisão e multa para quem impedir ou dificultar o ingresso de uma pessoa com deficiência
em qualquer escola regular.
Para o ingresso em cursos de ensino superior, técnico ou tecnológico, ficou determinada uma cota de 10% de vagas para pessoas com deficiência.
Já o poder público, segundo o Estatuto, tem que garantir o pleno acesso ao currículo escolar em condições de igualdade, em um sistema educacional realmente
inclusivo e com total acessibilidade, oferecendo apoio especializado sempre que necessário.
Trabalho
O Estatuto prevê a reserva de vagas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, obedecendo a seguinte regra:
☛ até 200 empregados: 2%;
☛ de 201 a 500 empregados: 3%;
☛ de 501 a 1000 empregados: 4%;
☛ mais de 1000 empregados: 5%.
A Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego fiscaliza as empresas e, quando há um descumprimento da lei, elas são autuadas. Isso porque
a pessoa com deficiência precisa ter seus meios de subsistência garantidos para que possa ter uma participação realmente ativa na sociedade.
Em algumas categorias, o Estatuto da Pessoa com Deficiência estabeleceu uma cota. No caso dos taxistas, por exemplo, as empresas de exploração desse serviço
devem reservar 10% de vagas para condutores com deficiência.
Nos concursos públicos também há uma reserva de vagas. A cota varia de Estado para Estado, podendo chegar a 20%, segundo a Constituição Federal. No entanto,
a média é de 10% de vagas destinadas a pessoas com deficiência em concursos públicos.
Saúde
O poder público tem o dever de oferecer à pessoa com deficiência uma rede de serviços especializados em habilitação e reabilitação, além de garantir o
acesso a hospitais e outros estabelecimentos, sejam eles públicos ou privados.
A lei ainda garante o tratamento domiciliar na impossibilidade de locomoção a um hospital ou clínica, com medicamentos gratuitos, assim como órteses e
próteses, quando necessárias.
Além disso, não pode haver nenhum tipo de impedimento de participação de pessoas com deficiência nos seguros ou planos privados de saúde. Quem impedir
ou dificultar o ingresso está sujeito a detenção de 2 a 5 anos e multa.
Esporte, lazer e cultura
O Estatuto da Pessoa com Deficiência garante o acesso às atividades esportivas, culturais e de lazer. Nesse sentido, a acessibilidade em espaços públicos
é fundamental.
Você sabia que é dever da companhia aérea prestar assistência a uma pessoa com deficiência que esteja no voo? Para isso, basta comunicar sobre a condição
do passageiro no momento do check-in. Além disso,
acompanhante tem direito a desconto na passagem
caso fique comprovada a necessidade de sua presença durante o voo.
E, por falar em acompanhantes, eles também têm direito a um desconto de 50% — assim como as pessoas com deficiência — em entradas para shows, espetáculos
e jogos mediante comprovação da necessidade de sua presença.
Isenção de impostos e taxas
Na compra de carros novos, a pessoa com deficiência é isenta de alguns impostos:
☛ Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), para isso, a pessoa deve procurar uma delegacia da Receita
Federal;
Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), em alguns estados a pessoa deve procurar a Secretaria da Fazenda do estado onde
mora. Em alguns estados também pode ser obtida na Secretaria da Fazenda estadual a isenção de Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Saiba mais!
Algumas cidades possuem isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), neste caso o cidadão deve se dirigir à Prefeitura de sua cidade.
Além disso, pessoas com deficiência têm prioridade na restituição do Imposto de Renda. No caso de algumas doenças, como paralisia irreversível e incapacitante,
cegueira ou alienação mental, há a isenção de imposto em rendimentos relativos a aposentadoria, pensão ou reforma.
Também há dedução no Imposto de Renda para alguns gastos, como a compra de cadeira de rodas, por exemplo.
Auxílios
O Estatuto da Pessoa com Deficiência garante o recebimento de alguns auxílios, tais como:
☛ Um salário-mínimo à pessoa com deficiência com renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário-mínimo
(BPC)
;
☛ Auxílio-reabilitação psicossocial de um salário-mínimo para quem tenha recebido alta de hospitais psiquiátricos. Esse auxílio faz parte do Programa de
Volta para Casa e tem como objetivo reintegrar a convivência em família;
☛ Aposentadoria
com redução de período de contribuição conforme o grau de deficiência, sempre comprovado por perícia médica;
☛ Auxílio-inclusão para pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho;
☛ Benefício no saque do FGTS para comprar órteses e próteses.
Para obter esses auxílios, a pessoa com deficiência deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social do município onde mora. Lá, será informada
sobre a documentação necessária para cada benefício.
Crimes contra a pessoa com deficiência
Quando qualquer um desses direitos é negado a uma pessoa com deficiência, configura-se um crime. Caso isso aconteça, é importante que se apresente uma
queixa formal na delegacia ou uma representação no Ministério Público ou na Comissão de Direitos Humanos da OAB, para que esse tipo de atitude seja acabada.
Quando o crime acontecer contra uma criança, o Conselho Tutelar deverá ser acionado.
Sabemos que ainda é comum, por exemplo, escolas não aceitarem crianças com deficiência ou planos de saúde se recusarem a atender determinados casos. Em
muitas empresas, a política de cotas é apenas fachada. Denuncie sempre que um de seus direitos, que são garantidos por lei, for violado!
Saiba mais!
Agora que você já sabe quais são os direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, compartilhe o post em suas redes sociais para que mais
pessoas conheçam e respeitem esses direitos!
Fonte:
Blog Freedom
via deficiente ciente
deficiência. De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, esse número representa 23,8% da população do país.
Deficiência, segundo o Estatuto, é “uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer
uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social”.
Esse importante documento prevê a inclusão da pessoa com deficiência e sua participação mais ativa na economia. Também determina o papel do Ministério
Público e de Estados e Municípios na fiscalização e no cumprimento do Estatuto no âmbito do trabalho, da educação, da saúde e das políticas públicas em
geral.
Continue lendo este post e fique por dentro do nosso apanhado geral sobre quais os direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência!
Educação
Pode parecer absurdo, mas há pouco tempo, universidades e instituições de ensino podiam cobrar um
a taxa extra em matrículas
e mensalidades pagas por alunos com deficiência.
Além do fim da taxa, o Estatuto estabeleceu pena de dois a cinco anos de prisão e multa para quem impedir ou dificultar o ingresso de uma pessoa com deficiência
em qualquer escola regular.
Para o ingresso em cursos de ensino superior, técnico ou tecnológico, ficou determinada uma cota de 10% de vagas para pessoas com deficiência.
Já o poder público, segundo o Estatuto, tem que garantir o pleno acesso ao currículo escolar em condições de igualdade, em um sistema educacional realmente
inclusivo e com total acessibilidade, oferecendo apoio especializado sempre que necessário.
Trabalho
O Estatuto prevê a reserva de vagas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, obedecendo a seguinte regra:
☛ até 200 empregados: 2%;
☛ de 201 a 500 empregados: 3%;
☛ de 501 a 1000 empregados: 4%;
☛ mais de 1000 empregados: 5%.
A Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego fiscaliza as empresas e, quando há um descumprimento da lei, elas são autuadas. Isso porque
a pessoa com deficiência precisa ter seus meios de subsistência garantidos para que possa ter uma participação realmente ativa na sociedade.
Em algumas categorias, o Estatuto da Pessoa com Deficiência estabeleceu uma cota. No caso dos taxistas, por exemplo, as empresas de exploração desse serviço
devem reservar 10% de vagas para condutores com deficiência.
Nos concursos públicos também há uma reserva de vagas. A cota varia de Estado para Estado, podendo chegar a 20%, segundo a Constituição Federal. No entanto,
a média é de 10% de vagas destinadas a pessoas com deficiência em concursos públicos.
Saúde
O poder público tem o dever de oferecer à pessoa com deficiência uma rede de serviços especializados em habilitação e reabilitação, além de garantir o
acesso a hospitais e outros estabelecimentos, sejam eles públicos ou privados.
A lei ainda garante o tratamento domiciliar na impossibilidade de locomoção a um hospital ou clínica, com medicamentos gratuitos, assim como órteses e
próteses, quando necessárias.
Além disso, não pode haver nenhum tipo de impedimento de participação de pessoas com deficiência nos seguros ou planos privados de saúde. Quem impedir
ou dificultar o ingresso está sujeito a detenção de 2 a 5 anos e multa.
Esporte, lazer e cultura
O Estatuto da Pessoa com Deficiência garante o acesso às atividades esportivas, culturais e de lazer. Nesse sentido, a acessibilidade em espaços públicos
é fundamental.
Você sabia que é dever da companhia aérea prestar assistência a uma pessoa com deficiência que esteja no voo? Para isso, basta comunicar sobre a condição
do passageiro no momento do check-in. Além disso,
acompanhante tem direito a desconto na passagem
caso fique comprovada a necessidade de sua presença durante o voo.
E, por falar em acompanhantes, eles também têm direito a um desconto de 50% — assim como as pessoas com deficiência — em entradas para shows, espetáculos
e jogos mediante comprovação da necessidade de sua presença.
Isenção de impostos e taxas
Na compra de carros novos, a pessoa com deficiência é isenta de alguns impostos:
☛ Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), para isso, a pessoa deve procurar uma delegacia da Receita
Federal;
Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), em alguns estados a pessoa deve procurar a Secretaria da Fazenda do estado onde
mora. Em alguns estados também pode ser obtida na Secretaria da Fazenda estadual a isenção de Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Saiba mais!
Algumas cidades possuem isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), neste caso o cidadão deve se dirigir à Prefeitura de sua cidade.
Além disso, pessoas com deficiência têm prioridade na restituição do Imposto de Renda. No caso de algumas doenças, como paralisia irreversível e incapacitante,
cegueira ou alienação mental, há a isenção de imposto em rendimentos relativos a aposentadoria, pensão ou reforma.
Também há dedução no Imposto de Renda para alguns gastos, como a compra de cadeira de rodas, por exemplo.
Auxílios
O Estatuto da Pessoa com Deficiência garante o recebimento de alguns auxílios, tais como:
☛ Um salário-mínimo à pessoa com deficiência com renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário-mínimo
(BPC)
;
☛ Auxílio-reabilitação psicossocial de um salário-mínimo para quem tenha recebido alta de hospitais psiquiátricos. Esse auxílio faz parte do Programa de
Volta para Casa e tem como objetivo reintegrar a convivência em família;
☛ Aposentadoria
com redução de período de contribuição conforme o grau de deficiência, sempre comprovado por perícia médica;
☛ Auxílio-inclusão para pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho;
☛ Benefício no saque do FGTS para comprar órteses e próteses.
Para obter esses auxílios, a pessoa com deficiência deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social do município onde mora. Lá, será informada
sobre a documentação necessária para cada benefício.
Crimes contra a pessoa com deficiência
Quando qualquer um desses direitos é negado a uma pessoa com deficiência, configura-se um crime. Caso isso aconteça, é importante que se apresente uma
queixa formal na delegacia ou uma representação no Ministério Público ou na Comissão de Direitos Humanos da OAB, para que esse tipo de atitude seja acabada.
Quando o crime acontecer contra uma criança, o Conselho Tutelar deverá ser acionado.
Sabemos que ainda é comum, por exemplo, escolas não aceitarem crianças com deficiência ou planos de saúde se recusarem a atender determinados casos. Em
muitas empresas, a política de cotas é apenas fachada. Denuncie sempre que um de seus direitos, que são garantidos por lei, for violado!
Saiba mais!
Agora que você já sabe quais são os direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, compartilhe o post em suas redes sociais para que mais
pessoas conheçam e respeitem esses direitos!
Fonte:
Blog Freedom
via deficiente ciente
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
O destemido balé das bailarinas cegas
Escola de balé para cegos ajuda a levar coragem para realizar um sonho
de diversos alunos em São Paulo
Fernanda Bianchini, 38, davam o tom dos passos finais para a
apresentação de fim de ano da turma infantil da
escola que leva seu nome,
na Vila Mariana, em São Paulo. “Abaixa os ombros! Sorriso no rosto!”,
repetia, ao som de uma animada música clássica. “Verônica, hoje à tarde
virão os
príncipes e as cinderelinhas. Vamos fazer o ensaio completo, tá?", disse
Fernanda para Verônica Batista, 28. “Tudo bem”, respondeu a aluna e
também professora
na escola, enquanto se alongava antes do ensaio começar.
A apresentação final seria em dois dias. Depois disso, algumas turmas
seriam suspensas para as férias, outras ainda teriam algumas poucas
aulas antes do
Natal.
Logo após as crianças, começaria o ensaio das adultas, que encarariam
uma série de repetidas apresentações de balé clássico, seguidas de
sapateado. Muitas
das alunas passariam aquele dia inteiro na escola.
As aulas de
dança
da turma de bailarinas de Verônica, todas na faixa dos 30 anos, é
assistida por um aluno especial: Duke, um pastor alemão adulto. Passa
horas no canto
da sala, posicionado abaixo da barra, acompanhando com os olhos vidrados
a cada rodopiada que sua dona, Marina Guimarães, 31, dá de costas para o
espelho.
Duke é um cão-guia e já está acostumado com o ambiente. “Vou tomar um
café, Duke, você fica aqui?”, disse Marina ao cão, que levantou-se no
mesmo instante
e postou-se prontamente ao lado da bailarina, acompanhando-a até a
pequena cozinha da escola. Marina, que é também funcionária pública,
nasceu prematura
e perdeu a visão quando teve sua retina queimada ainda na incubadora.
Assim como ela, grande parte dos alunos da escola não enxerga nada ou
quase nada.
Marina faz aulas de balé desde os 10 anos de idade, quando começou a
aprender a dança na ONG
Instituto de Cegos Padre Chico.
Ali, ela conheceu Fernanda Bianchini, que fazia trabalho voluntário com
a família na instituição. “Eu fazia balé desde os três anos de idade.
Quando estava
com 15, fui convidada pela ONG, onde eu já era voluntária, para dar
aulas às crianças que eram assistidas pelo local”, conta Fernanda.
Quando recebeu o
convite, titubeou. “Achei que eu não conseguiria, nunca tinha dado aula
antes, ainda mais para crianças tão especiais”.
A bailarina e professora, e hoje também fisioterapeuta, lembra que, na
época, os pais lhe deram um conselho valioso. “Eles me disseram ‘filha,
nunca diga
não para um desafio, pois são sempre desses desafios que partem os
maiores ensinamentos que temos nas nossas vidas”. Com isso em mente,
Fernanda decidiu
aceitar o convite. “Mas não foi simples”, lembra. “No primeiro dia de
aula, fui ensinar o primeiro passo o echappé sauté, que a bailarina tem
que saltar
abrindo as pernas e saltar de novo fechando as pernas. E pra ficar mais
fácil o processo de ensino e aprendizagem, eu disse a elas: imaginem que
vocês
estão saltando fora de um balde e depois dentro de um balde”, recorda-se
a professora. “Aí, para a minha surpresa, uma aluna levantou a mão e
disse ‘tia,
mas o que é um balde? Eu nunca vi”. Neste momento, Fernanda percebeu que
tinha que primeiro entrar no universo dos
deficientes
visuais, para só então apresentar o seu mundo, do balé clássico, para eles.
A bailarina Marina Guimarães e o cão Duke.
Deste pensamento nasceu a metodologia que ela desenvolveu para ensinar
suas alunas cegas a dançar balé. As aulas são todas por contato físico:
as alunas
tocam o corpo dos professores para entenderem em qual posição estão. “Os
saltos são iniciados com elas deitadas, com as pernas para cima”,
explica Fernanda,
que foi fazer pós-graduação em equilíbrio e postura.
Das aulas na ONG, Fernanda abriu sua própria escola, em 1995. Hoje, 350
alunos aprendem balé, sapateado, dança do ventre e teatro. A maioria,
assim como
Marina Guimarães, a dona de Duke, portadores de deficiência visual
completa ou parcial. As aulas são gratuitas e por isso, a escola, que
também recebe
deficientes físicos,
auditivos e intelectuais, é mantida por doações de empresas e pessoas
que acreditam no projeto. "Temos mais de 100 pessoas na nossa lista de
espera", orgulha-se
Fernanda. “As pessoas não percebem que a deficiência pode entrar na vida
de qualquer um a qualquer momento”.
"Olhei para o portão e disse: eu vou"
Verônica, a aluna e professora mencionada no início desta reportagem, é
um desses exemplos de pessoas que foram pegas de surpresa. Aos nove
anos, começou
a sentir fortes dores de cabeça. A família a levou ao médico, mas não
houve nenhum diagnóstico. Passaram-se meses de dor até que ela fosse
parar no hospital
já sem enxergar nada. Estava com um tumor na cabeça, que, mesmo após a
cirurgia de remoção, levou consigo toda a sua visão. Pouco tempo depois,
Verônica
recuperaria 5% do que perdera e assim ela permanece até hoje.
Na época em que perdeu a visão, Verônica se recorda que as demais
crianças não queriam mais brincar com ela. “Elas tinham medo de ficar
cegas também”,
diz. A escola, ela conta, quase lhe foi tirada também. “Minha avó era
quem tinha de me levar e buscar todos os dias, mas ela foi ficando cada
vez mais
cansada”, conta ela, que perdera a mãe muito cedo e fora criada pela
avó. “Até que ela me disse que não me levaria mais”. Aquele seria, de
fato, o primeiro
grande desafio de Verônica. “Eu podia ficar em casa para sempre, ou
encarar meu medo”, diz. “Então eu disse à minha avó que ia sozinha.
Comecei a descer
as escadas de casa na esperança de que ela estivesse atrás de mim, mas
ela não estava. Me lembro de chegar lá fora, olhar para o portão e dizer
‘eu vou”.
Chegando na escola, a primeira coisa que Verônica fez foi ligar para a
avó e contar onde conseguira chegar. Depois disso, seus passos ficaram
cada vez
mais largos.
Frequentar as aulas de balé seria seu segundo grande desafio. “Eu não
tinha apoio da minha família, mas tinha a vontade de dançar”, conta.
Sozinha, ligou
na escola de balé de Fernanda, perguntou sobre um ponto de referência,
pegou o ônibus e foi. Chegando no ponto, pediu ajuda a um taxista que,
por conhecer
o bairro, sabia onde era o local. “Ele me deixou na porta da escola. E
eu nunca mais parei”. Hoje, Verônica é aluna e professora de balé e dá
aulas de
braile também.
"O balé me levou à Paralimpíada"
Marina Guimarães, além do apoio de Duke, também conta com sua família.
"Eles sempre me apoiaram. Mas quando eu era criança, fazia natação
também e meus
pais diziam que com a natação eu poderia ir para a
paralimpíada",
lembra ela. Mesmo assim, decidiu deixar a piscina e se dedicar somente
aos palcos. O que ela e nem sua família esperavam é que o balé, este
sim, lhe levaria
aos
Jogos Paralímpicos
de Londres, em 2012. "Fizemos a apresentação de encerramento dos jogos",
conta. "Foi super difícil, porque a música tinha um delay e ouvíamos no fone
de ouvido em um tempo, e fora do fone, em outro. Não podíamos usar os
dois fones, pois tínhamos de escutar também os professores, que ficam na
coxia, nos
dando as orientações", lembra ela. No final, deu tudo certo. "
Acabei, enfim, indo às paralimpíadas.
Acho que de alguma maneira era para eu estar lá".
Chegar na escola de balé de Fernanda Bianchini é entrar em um outro
universo. Principalmente se não estiver acostumado a conviver com um dos
6,5 milhões
de brasileiros que têm alguma deficiência visual. Na entrada, a equipe
que trabalha na escola logo aconselhou a reportagem: "se vocês vão tirar
foto, fiquem
no canto direito da sala, porque as alunas podem esbarrar nos
equipamentos e derrubar sem querer". Dá medo mesmo. Mas não é pelos
equipamentos que podem
cair. É de não saber usar os termos corretos, de sentar ou parar em
algum lugar que é passagem das alunas, de brincar com o cão Duke
enquanto ele está
em horário de trabalho. Parece que ali todo mundo tem algum tipo de
medo. Só as bailarinas que não têm.
fonte EL PAÍS
de diversos alunos em São Paulo
Fernanda Bianchini, 38, davam o tom dos passos finais para a
apresentação de fim de ano da turma infantil da
escola que leva seu nome,
na Vila Mariana, em São Paulo. “Abaixa os ombros! Sorriso no rosto!”,
repetia, ao som de uma animada música clássica. “Verônica, hoje à tarde
virão os
príncipes e as cinderelinhas. Vamos fazer o ensaio completo, tá?", disse
Fernanda para Verônica Batista, 28. “Tudo bem”, respondeu a aluna e
também professora
na escola, enquanto se alongava antes do ensaio começar.
A apresentação final seria em dois dias. Depois disso, algumas turmas
seriam suspensas para as férias, outras ainda teriam algumas poucas
aulas antes do
Natal.
Logo após as crianças, começaria o ensaio das adultas, que encarariam
uma série de repetidas apresentações de balé clássico, seguidas de
sapateado. Muitas
das alunas passariam aquele dia inteiro na escola.
As aulas de
dança
da turma de bailarinas de Verônica, todas na faixa dos 30 anos, é
assistida por um aluno especial: Duke, um pastor alemão adulto. Passa
horas no canto
da sala, posicionado abaixo da barra, acompanhando com os olhos vidrados
a cada rodopiada que sua dona, Marina Guimarães, 31, dá de costas para o
espelho.
Duke é um cão-guia e já está acostumado com o ambiente. “Vou tomar um
café, Duke, você fica aqui?”, disse Marina ao cão, que levantou-se no
mesmo instante
e postou-se prontamente ao lado da bailarina, acompanhando-a até a
pequena cozinha da escola. Marina, que é também funcionária pública,
nasceu prematura
e perdeu a visão quando teve sua retina queimada ainda na incubadora.
Assim como ela, grande parte dos alunos da escola não enxerga nada ou
quase nada.
Marina faz aulas de balé desde os 10 anos de idade, quando começou a
aprender a dança na ONG
Instituto de Cegos Padre Chico.
Ali, ela conheceu Fernanda Bianchini, que fazia trabalho voluntário com
a família na instituição. “Eu fazia balé desde os três anos de idade.
Quando estava
com 15, fui convidada pela ONG, onde eu já era voluntária, para dar
aulas às crianças que eram assistidas pelo local”, conta Fernanda.
Quando recebeu o
convite, titubeou. “Achei que eu não conseguiria, nunca tinha dado aula
antes, ainda mais para crianças tão especiais”.
A bailarina e professora, e hoje também fisioterapeuta, lembra que, na
época, os pais lhe deram um conselho valioso. “Eles me disseram ‘filha,
nunca diga
não para um desafio, pois são sempre desses desafios que partem os
maiores ensinamentos que temos nas nossas vidas”. Com isso em mente,
Fernanda decidiu
aceitar o convite. “Mas não foi simples”, lembra. “No primeiro dia de
aula, fui ensinar o primeiro passo o echappé sauté, que a bailarina tem
que saltar
abrindo as pernas e saltar de novo fechando as pernas. E pra ficar mais
fácil o processo de ensino e aprendizagem, eu disse a elas: imaginem que
vocês
estão saltando fora de um balde e depois dentro de um balde”, recorda-se
a professora. “Aí, para a minha surpresa, uma aluna levantou a mão e
disse ‘tia,
mas o que é um balde? Eu nunca vi”. Neste momento, Fernanda percebeu que
tinha que primeiro entrar no universo dos
deficientes
visuais, para só então apresentar o seu mundo, do balé clássico, para eles.
A bailarina Marina Guimarães e o cão Duke.
Deste pensamento nasceu a metodologia que ela desenvolveu para ensinar
suas alunas cegas a dançar balé. As aulas são todas por contato físico:
as alunas
tocam o corpo dos professores para entenderem em qual posição estão. “Os
saltos são iniciados com elas deitadas, com as pernas para cima”,
explica Fernanda,
que foi fazer pós-graduação em equilíbrio e postura.
Das aulas na ONG, Fernanda abriu sua própria escola, em 1995. Hoje, 350
alunos aprendem balé, sapateado, dança do ventre e teatro. A maioria,
assim como
Marina Guimarães, a dona de Duke, portadores de deficiência visual
completa ou parcial. As aulas são gratuitas e por isso, a escola, que
também recebe
deficientes físicos,
auditivos e intelectuais, é mantida por doações de empresas e pessoas
que acreditam no projeto. "Temos mais de 100 pessoas na nossa lista de
espera", orgulha-se
Fernanda. “As pessoas não percebem que a deficiência pode entrar na vida
de qualquer um a qualquer momento”.
"Olhei para o portão e disse: eu vou"
Verônica, a aluna e professora mencionada no início desta reportagem, é
um desses exemplos de pessoas que foram pegas de surpresa. Aos nove
anos, começou
a sentir fortes dores de cabeça. A família a levou ao médico, mas não
houve nenhum diagnóstico. Passaram-se meses de dor até que ela fosse
parar no hospital
já sem enxergar nada. Estava com um tumor na cabeça, que, mesmo após a
cirurgia de remoção, levou consigo toda a sua visão. Pouco tempo depois,
Verônica
recuperaria 5% do que perdera e assim ela permanece até hoje.
Na época em que perdeu a visão, Verônica se recorda que as demais
crianças não queriam mais brincar com ela. “Elas tinham medo de ficar
cegas também”,
diz. A escola, ela conta, quase lhe foi tirada também. “Minha avó era
quem tinha de me levar e buscar todos os dias, mas ela foi ficando cada
vez mais
cansada”, conta ela, que perdera a mãe muito cedo e fora criada pela
avó. “Até que ela me disse que não me levaria mais”. Aquele seria, de
fato, o primeiro
grande desafio de Verônica. “Eu podia ficar em casa para sempre, ou
encarar meu medo”, diz. “Então eu disse à minha avó que ia sozinha.
Comecei a descer
as escadas de casa na esperança de que ela estivesse atrás de mim, mas
ela não estava. Me lembro de chegar lá fora, olhar para o portão e dizer
‘eu vou”.
Chegando na escola, a primeira coisa que Verônica fez foi ligar para a
avó e contar onde conseguira chegar. Depois disso, seus passos ficaram
cada vez
mais largos.
Frequentar as aulas de balé seria seu segundo grande desafio. “Eu não
tinha apoio da minha família, mas tinha a vontade de dançar”, conta.
Sozinha, ligou
na escola de balé de Fernanda, perguntou sobre um ponto de referência,
pegou o ônibus e foi. Chegando no ponto, pediu ajuda a um taxista que,
por conhecer
o bairro, sabia onde era o local. “Ele me deixou na porta da escola. E
eu nunca mais parei”. Hoje, Verônica é aluna e professora de balé e dá
aulas de
braile também.
"O balé me levou à Paralimpíada"
Marina Guimarães, além do apoio de Duke, também conta com sua família.
"Eles sempre me apoiaram. Mas quando eu era criança, fazia natação
também e meus
pais diziam que com a natação eu poderia ir para a
paralimpíada",
lembra ela. Mesmo assim, decidiu deixar a piscina e se dedicar somente
aos palcos. O que ela e nem sua família esperavam é que o balé, este
sim, lhe levaria
aos
Jogos Paralímpicos
de Londres, em 2012. "Fizemos a apresentação de encerramento dos jogos",
conta. "Foi super difícil, porque a música tinha um delay e ouvíamos no fone
de ouvido em um tempo, e fora do fone, em outro. Não podíamos usar os
dois fones, pois tínhamos de escutar também os professores, que ficam na
coxia, nos
dando as orientações", lembra ela. No final, deu tudo certo. "
Acabei, enfim, indo às paralimpíadas.
Acho que de alguma maneira era para eu estar lá".
Chegar na escola de balé de Fernanda Bianchini é entrar em um outro
universo. Principalmente se não estiver acostumado a conviver com um dos
6,5 milhões
de brasileiros que têm alguma deficiência visual. Na entrada, a equipe
que trabalha na escola logo aconselhou a reportagem: "se vocês vão tirar
foto, fiquem
no canto direito da sala, porque as alunas podem esbarrar nos
equipamentos e derrubar sem querer". Dá medo mesmo. Mas não é pelos
equipamentos que podem
cair. É de não saber usar os termos corretos, de sentar ou parar em
algum lugar que é passagem das alunas, de brincar com o cão Duke
enquanto ele está
em horário de trabalho. Parece que ali todo mundo tem algum tipo de
medo. Só as bailarinas que não têm.
fonte EL PAÍS
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