sexta-feira, 5 de maio de 2017
Cerca de 400 atletas devem disputar os Jogos Paralímpicos Universitários 2017
Os Jogos Paralímpicos Universitários 2017 já tem data e local marcados. A competição é organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria
com a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e será realizada de 26 a 30 de julho, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico
Brasileiro, localizado na Rodovia dos Imigrantes.
Esta é a segunda edição dos Jogos. No ano passado, cinco modalidades foram oferecidas: atletismo, natação, bocha, judô e tênis de mesa. Em 2017, além das
cinco disputadas em 2016, haverá disputas em tênis em cadeira de rodas e badminton. Ao todo, são esperados cerca de 400 atletas nas sete modalidades disponíveis.
Para o vice-presidente do CPB, Ivaldo Brandão, a ideia dos Jogos Universitários é seguir o fortalecimento paradesportivo do Brasil desde a base. "Vimos
que existia esse hiato entre o esporte escolar e o alto rendimento. Alguns atletas paravam de treinar para entrar em uma universidade, outros largavam
a universidade porque precisavam treinar. Então esta é uma forma até de as instituições de ensino superior do país incentivarem a prática esportiva entre
os alunos com alguma deficiência física. Acredito que os Jogos Universitários serão muito importantes para que não tenha que haver essa escolha entre treinar
ou estudar", resumiu Ivaldo Brandão.
O presidente da CBDU, Luciano Cabral, destacou que a parceria entre a Confederação e o CPB será fundamental para o desenvolvimento e fomento do paradesporto
dentro do ambiente universitário. "O CPB é um Comitê que está devidamente estruturado, que acabou de sair de uma Paralimpíada, enquanto a CBDU tem toda
a estrutura voltada ao ambiente esportivo universitário, então temos certeza que iremos oferecer aos paradesportivas universitários do Brasil uma plataforma
onde eles possam praticar seus esportes e desenvolver sua performance esportiva", comentou o dirigente.
As inscrições começam no dia 16 de maio e se estendem até 5 de junho. O processo pode ser feito via universidade (a instituição inscreve os atletas) ou
de forma individual pelo competidor. Nos dois casos, é preciso comprovar que o atleta é um aluno regular de uma universidade.
O regulamento será liberado no dia 15 de maio com todas as informações sobre provas, classificação funcional e endereço eletrônico para as inscrições.
Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)
Ex-aluna da Educação Inclusiva prova que não há limites para pessoas com deficiência
Cada passo na vida de Jaqueline Nogueira de Souza foi um grande desafio. E as barreiras foram superadas etapa a etapa e, assim, seus sonhos foram se realizando.
A psicóloga itanhaense de 23 anos é ex-aluna da Educação Inclusiva de Itanhaém e prova que não há limites para pessoas com deficiência.
Jaqueline nasceu com glaucoma congênito e tem apenas 10% da visão, já passou por diversos tratamentos e realizou sete cirurgias para estabilização. Porém,
desde os 7 anos está com a pressão intraocular normalizada. As dificuldades não a impediram de atingir todos os seus objetivos e se formou em psicologia
em 2015.
A ex-aluna foi inclusa nas salas de aula regulares durante todo o período escolar. “Isso foi muito importante para a minha formação, porque eu sou capaz
de fazer tudo que outra pessoa também é e sempre fiz todas as atividades. Nunca sofri preconceito em sala de aula”.
Atualmente, está estudando especialização em psicopedagogia. O tema do seu trabalho de conclusão de curso é ‘O fortalecimento da Educação Inclusiva na
Rede Pública de Ensino’ e está utilizando o trabalho de Itanhaém como foco da pesquisa. “Eu escolhi este tema por ter uma grande proximidade com o assunto,
por ter vivido esta questão. Acredito que o papel do psicopedagogo é fundamental para o ensino”.
Jaqueline, moradora do Savoy, agora está próxima de realizar outro grande sonho, além da pós-graduação: trabalhar com outras pessoas com deficiência. Nos
próximos meses estará de partida para o interior de São Paulo onde irá prestar serviço em uma ONG que atende pessoas com deficiência visual.
EX-PROFESSORA E AMIGA – Desde que iniciou os estudos, Jaqueline sempre teve o apoio de Maria Isabel Oliveira dos Santos, professora de atendimento educacional
especializado em deficiência visual. “Sempre foi excelente aluna. É um orgulho ver ela hoje uma psicóloga que está se especializando em psicopedagogia.
Como eu fui a professora dela desde a pré-escola até o ensino médio a gente acabou tendo um contato muito grande e de professora passamos a sermos amigas”,
afirma orgulhosa a professora.
Isabel nasceu com catarata congênita e tem atualmente apenas 10% da visão, assim como Jaqueline. Trabalha com alunos com deficiência visual há 18 anos
na Rede Municipal de Ensino. A docente conta que muitos pais não percebem a deficiência dos filhos e, por isso, ela visita todas as unidades e verifica
com professores as dificuldades que cada aluno tem. Os pais também são consultados e é realizado um relatório anual, com parecer médico, para atestar a
possível necessidade do aluno.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – Em toda a Rede Municipal de Ensino de Itanhaém tem 13 alunos com deficiência visual e todos estão inclusos nas salas de aulas regulares.
Todas as quartas-feiras, os estudantes também contam com o apoio das Salas de Educação Inclusiva.
“Neste espaço o professor tem todo o suporte para a adaptação necessária do aluno nas salas de aula regulares, com material didático e tudo que é preciso
para que ele vá preparado. O professor também tem uma proximidade maior com o aluno e conhece as suas reais necessidades para a sua correta adaptação”,
afirma a coordenadora da Educação Inclusiva, Fabrícia Cavalcante.
fonte
comunicacao@itanhaem.sp.gov.br
quinta-feira, 4 de maio de 2017
RECIFE TORNA-SE A CAPITAL DA AUDIODESCRIÇÃO DURANTE O 3º EIAD
Cidade do Recife torna-se a capital da audiodescrição durante o 3º Encontro InterNacional de Audiodescrição. Excelente oportunidade para os interessados
nesse seguimento profissional.
Local: Novo Prédio do Porto Digital – Rua do Apolo, 235 – Recife Antigo (entrada pela rua do Observatório).
capital da audiodescrição: Encontro InterNacional de Audiodescrição - logomarca do evento
Quais as demandas de mercado para os profissionais da audiodescrição? Quais as especificidades da audiodescrição em cada linguagem artística? Como os grandes
eventos podem se tornar acessíveis? Estas são algumas das provocações do 3º Encontro InterNacional de Audiodescrição, que tornarão Recife a capital da
audiodescrição durante a realização do evento.
O tema desta edição é "O Audiodescritor e as Demandas do Mercado de Trabalho". Nos quatro dias de programação, convidados do Brasil, Alemanha, França,
Portugal e Estados Unidos debatem os seguintes temas:
• Audiodescrição na televisão, no Cinema, em Exposições e Artes Cênicas;
• Audiodescrição em grandes eventos: nas Eleições, Olimpíadas, Paralimpíadas, Copa do Mundo, Paixão de Cristo e Fenearte;
• Linguagem Cinematográfica e Linguagem Teatral;
• Narração ao vivo e gravada;
• Produção de Audiodescrição para Aplicativos;
• Audiodescrição para Pessoas com Deficiência Intelectual e Outros Públicos;
ABAD: O 3º EIAD também pretende ser espaço de trocas de experiências e saberes entre pesquisadores e profissionais da área de acessibilidade cultural,
assim como local de apresentação das práticas para produtores culturais em geral. Outro ponto de discussão é a criação da Associação Brasileira de Audiodescrição
(ABAD), um marco para a profissionalização da prática no país.
Organização:
Pré-evento oficinas com audiodescritores referência na Alemanha, França, Portugal, Estados Unidos e Brasil, abordando: Fundamentos da Audiodescrição; Edição
e Mixagem da Audiodescrição para Audiovisual; Elaboração de Roteiro; Quando as imagens se tornam palavras: o jeito alemão de audiodescrever; e Descrição
de arte com arte.
Parceiros:
• Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência/Ministério dos Direitos Humanos/ Governo Federal do Brasil
• Fundação Joaquim Nabuco/Ministério da Educação
• Ver com Palavras Audiodescrição
• COM Acessibilidade Comunicacional
• Portomídia
• Porto Digital
• Franco Acesso
• Aliança Francesa Recife
• Embaixada da França no Brasil
• Institut Français Brasil
• CCBA – Centro Cultural Brasil Alemanha
• Cais do Sertão
• Mi Casa Su Casa
• Recife Praia Hotel
• Instituto Tomie Ohtake
• Núcleo de Acessibilidade da UFPE – NACE
• LATAM Airlines
• Riole Eletrônica Ltda.
• Blog da Audiodescrição
Dr. Lansingh recebe o “Prêmio Humanitário Benjamin F. Boyd de 2017” da PAAO
O CMO (chief medical officer) para a América Latina da HelpMeSee, Dr. Van Charles Lansingh, foi distinguido pela Associação Pan-americana de Oftalmologia
(PAAO — Pan-American Association of Ophthalmology) com o “Prêmio Humanitário Benjamin F. Boyd de 2017″.
Concedido pela primeira vez em 1987, o “Prêmio Humanitário Benjamin F. Boyd” (Benjamin F. Boyd Humanitarian Award) homenageia os membros da PAAO ou pessoas
importantes que participaram de atividades beneficentes, cuidados com os pobres, serviços comunitários e atividades humanitárias, através de um programa
de serviço público. O prêmio é concedido pela PAAO a cada dois anos e será entregue ao Dr. Lansingh durante a cerimônia de abertura do “33º Congresso Pan-americano
de Oftalmologia em Lima, Peru.
Durante a carreira de três décadas do Dr. Lansingh, ele trabalhou para reduzir a cegueira e restaurar a visão pelo mundo. Entre 2004 e 2015, ele serviu
a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB — International Agency for the Prevention of Blindness), como coordenador regional para a América
Latina. Em 2016, ele aceitou o cargo de diretor de Advocacy do Conselho Internacional de Oftalmologia (ICO — International Council of Ophthalmology). A
partir de 2015, o Dr. Lansingh se associou à campanha da HelpMeSee para eliminar a cegueira causada por catarata, assumindo o cargo de CMO para a América
Latina, onde ele foi distinguido recentemente com o “Prêmio Internacional de Prevenção da Cegueira” (International Blindness Prevention Award), concedido
pela Academia Americana de Oftalmologia (AAO — American Academy of Ophthalmology).
Ao agradecer a PAAO pela distinção, o Dr. Lansingh disse: “Para mim, isso reflete um espírito verdadeiro de cooperação e educação. Eu trabalho em diversas
frentes, principalmente como CMO da HelpMeSee e também com a IAPB e com o ICO, como diretor de Proteção, assim como sou membro do conselho de diversas
organizações de oftalmologia. Meu esforço é o de fazer muitas organizações trabalharem juntas para um objetivo comum: tornar a cegueira uma coisa do passado”.
Ao anunciar o prêmio, o presidente e chairman do Bascom Palmer Eye Institute da Universidade de Miami, Eduardo C. Alfonso, disse: “O Prêmio Humanitário
Benjamin F. Boyd não poderia ter sido destinado a uma pessoa mais merecedora. O Dr. Lansingh dedicou sua vida ao serviço comunitário, prevenção de programas
para a cegueira e outras atividades humanitárias. A família Bascom Palmer se sente extremamente orgulhosa do Dr. Lansingh, onde ele serve como professor
adjunto voluntário de oftalmologia”.
O presidente e CEO da HelpMeSee, Jacob Mohan Thazhathu, declarou: “O trabalho e realizações do Dr. Lansingh em prevenção e eliminação da cegueira promoveu
significativamente a educação, o treinamento, a oftalmologia comunitária e o suporte de políticas públicas. Aplaudimos a PAAO pelo reconhecimento bem merecido
do Dr. Van Lansingh e de nossa missão comum de terminar com a cegueira causada pela catarata”.
Mais recentemente, o Dr. Lansingh concluiu uma campanha da HelpMeSee para eliminar a catarata infantil no Peru, em parceria com o Instituto Damos Vision
(IDV) e suporte da USAID, como parte do Programa da Cegueira Infantil (
www.usaid.gov/childblindness),
que se destina a fazer a triagem da catarata infantil e restaurar a visão das crianças.
Fonte:
http://exame.abril.com.br/negocios/releases/dr-lansingh-recebe-o-premio-...
Usuários de ônibus com deficiência devem se recadastrar em Viçosa
APrefeitura de Viçosa está realizando o recadastramento obrigatório dos usuários de ônibus com deficiência e acompanhantes. Quem não fizer a atualização
dos dados poderá ter o cartão bloqueado.
A atualização dos dados deve ser feita até 30 de maio na Secretaria de Assistência Social, na Rua Professor Alberto Pacheco, 205, no Bairro Ramos, das
8h às 12h e das 14h às 18h.
Segundo a Prefeitura, o objetivo é conhecer o público atendido para identificar demandas e promover possíveis adequações, como alterações de rotas de ônibus
adaptados.
A cidade garante o transporte coletivo gratuito de aproximadamente 1,5 mil pessoas. O direito de passe livre é determinado por uma lei municipal.
Por G1 Zona da Mata
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Pessoas com deficiência reclamam da falta de acessibilidade em Petrolina, PE
Moradores de Petrolina sofrem com falta de acessibilidade
Acessibilidade significa possibilitar o acesso de alguém a algum lugar, incluindo pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. Em Petrolina, no Sertão
de Pernambuco, muitas calçadas e espaços públicos necessitam ser mais acessíveis e possibilitar o acesso a todos. Esta é uma reivindicação antiga do Conselho
Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comud) e de moradores da cidade.
A artesã Eliana Josefa dos Santos precisa de uma moleta para andar, mas sem uma pavimentação adequada já ficou até com ferimentos. “Dificuldade a gente
sempre encontra, as calçadas com buracos, lojas que a gente também não pode entrar e ruas com calçadas altas. E agente precisa da nossa liberdade para
poder entrar e sair. Já levei queda em buracos de calçadas”, relata.
Paulo césar Alves é presidente do Comud. Ele tem deficiência visual, encara diariamente as irregularidades das calçadas e a luta pela instalação de um
dispositivo sonoro nos semáforos da cidade. “Quando você chega em um local, onde tem sinal sonoro. Você tem autonomia para atravessar na hora certa. Porque
muitas vezes no sinal que não tem som, você escuta a pessoa dizer vai e de repente nem é uma pessoa confiável”, conta.
Um local inacessível de Petrolina é o ponto de embarque das barquinhas. No local só tem uma escada de acesso, uma barreira para quem possui alguma limitação.
“Nunca vi um cadeirante descer, nem subir aqui não, deve ser uma dificuldade”, acredita a doméstica, Edjane da silva.
Em nota, a Prefeitura de Petrolina informou que a cidade tem seis dispositivos sonoros em semáforos, mas dois estão com problemas técnicos. O serviço de
reparo já foi solicitado, mas não foi estipulado quando eles estarão funcionando. Ainda de acordo com a prefeitura, mais dois equipamentos devem ser instalados
em outros sinais, porém, não foi informado quando isso será feito. Já sobre o desnível das calçadas, que tanto prejudica quem tem dificuldades para andar,
a prefeitura disse que vai fazer um estudo para diagnosticar as principais demandas de acessibilidade para então fazer um projeto de readequação.
fonte Por G1 Petrolina
Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro: o estado de São Paulo na vanguarda do esporte como ferramenta de inclusão
Referência internacional, dá espaço para atletas com deficiência em 15 modalidades
MATÉRIA DO MÊS - MAIO 2017*
Desde maio de 2016, São Paulo é ponto de referência quando o assunto é esporte paralímpico. O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de
Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Governo Federal, pelo Ministério do Esporte, construiu o Centro de Treinamento Paraolímpico
Brasileiro, no Parque Fontes do Ipiranga, na Capital paulista. O Centro é referência internacional e está entre os mais equipados e maiores do mundo para
atender atletas paralímpicos.
Fachada do Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro
O espaço de 95 mil metros quadrados de área abriga treinamentos e competições desde o momento da inauguração, há um ano. A gestão atual do Centro fica
por conta do Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB, que organiza os treinos e competições que o local recebe. O direito ao esporte como instrumento de inclusão
social está previsto na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.146/2015).
O objetivo do Centro de Treinamento é fomentar o esporte para atletas com deficiência, criando condições para que eles se destaquem nas competições municipais,
estaduais, nacionais e internacionais, dando ênfase às técnicas avançadas e tecnologias.
O espaço conta com estrutura para receber 15 modalidades, como por exemplo, o futebol de 5 para cegos, no qual Mizael Conrado, atual presidente do Comitê
Paralímpico Brasileiro, sagrou-se bicampeão olímpico. As modalidades que o CT contempla são: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima
em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, rúgbi, tênis, tênis em cadeira de rodas, triatlo e voleibol sentado. Ele
está dividido em 11 setores que englobam áreas esportivas de treinamento, hotel, centro de convenções, laboratórios, condicionamento físico e fisioterapia.
Tênis de mesa no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro
Abrigando quadras de tênis, futebol de 5 e 7, piscinas, pistas de atletismo, arenas multiuso e com arquibancadas móveis, entre outros, o CT segue o conceito
de países potência no esporte adaptado, como China e Coreia do Sul e é um dos quatro Centros existentes no mundo.
As atletas paulistas de bocha Noemia Hirakawa e Suely Resende treinam no Centro e buscam um preparo melhor para subirem de divisão no campeonato estadual.
“É o ápice de nossa carreira estar aqui no Centro de Treinamento, pois antes treinávamos apenas uma vez por semana, num local improvisado e não tínhamos
um bom rendimento. Agora, com as quadras adequadas, ficou melhor”, explica Noemia.
Atletas de Bocha paralímpica, Noemia e Suely
“A estrutura para nós foi ótima, pois contamos também com um treinador e assim podemos pensar em subir de divisão no Paulista de Bocha”, conclui Suely.
Ambas acreditam que podem evoluir muito no esporte por terem um espaço específico para treinamento.
O evento mais recente que o CT Paraolímpico Brasileiro sediou foi o Open Loterias Caixa, realizado entre os dias 21 e 23 de abril, tendo 26 atletas – 13
atingindo índices classificatórios para os mundiais de natação em Londres, e outros 13 no atletismo no México.
Atletas de Bocha paralímpica, Noemia e Suely
Lorena Spoladore de 21 anos, perdeu a visão aos seis anos de idade, devido a um glaucoma congênito. Hoje Lorena compete na modalidade atletismo. Nos Jogos
Paraolímpicos Rio 2016, a atleta ganhou duas medalhas, uma de prata no revezamento 4x100 e outra de bronze no salto em distância T11.
“Para mim é um privilégio muito grande treinar no CT. É uma estrutura de primeiro mundo”, relata. “A minha evolução foi muito rápida, pois entrei no atletismo
de rendimento há pouco tempo. Graças a estrutura que tem aqui em São Paulo, eu despontei com mais facilidade”, completa a atleta que treina em busca de
uma boa marca no Open da Argentina, que ocorrerá nos dias 20 e 21 de maio, para alcançar índice classificatório para o Mundial de Atletismo, que acontece
em julho.
Além dos treinamentos e das competições, o local ainda tem espaço para intercâmbios de atletas e seleções, preparação física, cursos para técnicos, árbitros,
gestores e profissionais do esporte. Também abrange o desenvolvimento das ciências do esporte, no conceito de atuação interdisciplinar envolvendo fisioterapia,
psicologia, fisiologia, nutrição e metodologia do treinamento, entre outras áreas.
Para utilizar o espaço para treinamento é necessário que o atleta seja filiado a alguma Confederação de esporte adaptado.
SERVIÇO
Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro
Local: Parque Fontes do Ipiranga
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 - Vila Guarani, Jabaquara
Realização: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Governo do Estado de São Paulo
*Redação e Fotos: Assessoria de Comunicação Institucional – Simone Nieves, Nathaly Rigo e Thiago Alves. Revisão e Edição Final: Maria Isabel da Silva –
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Governo do Estado de São Paulo.
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