domingo, 23 de abril de 2017
Grupo de pessoas com deficiência vem a Santos para tomar banho de mar
Um grupo de 150 pessoas, sendo 105 com deficiência, veio de São Paulo participar, em Santos, na tarde deste domingo (2), do programa Praia Acessível.
Há dez dias, a ong Comunidade Cidadã – que desenvolve a proposta “Entra na Roda”, de inclusão social, anunciou que todos os portadores de deficiência passariam
um dia na praia. As 105 pessoas com necessidades especiais se inscreveram, gratuitamente e passaram as horas na grande expectativa de “ver o sol e experimentar
a água salgada” nas cadeiras disponíveis em Santos ao lado da Concha Acústica, no Canal 3.
Flávio Munhoz, presidente da ong, explica essa ansiedade: “Nosso propósito sempre é despertar a cidadania, tanto de parte dos voluntários que nos ajudam,
inclusive financeiramente, quanto das pessoas que sofrem com a solidão das limitações físicas, mostrando que são cidadãos que têm o direito ao lazer”.
O Programa Praia Acessível, mantido pela Prefeitura de Santos, permite que moradores da região com deficiência ou mobilidade reduzida possam curtir o
verão tomando banho de mar nas cadeiras anfíbias localizadas em pontos alternados entre Gonzaga e Ponta da Praia, aos sábados e domingos, das 9 às 15 horas.
Os grupos de entidade que desejam participar, podem fazer agendamento pelo telefone (13) 3202-1911 ou pelo e-mail
codep@santos.sp.gov.br
Fonte: site A Tribuna com foto de Carlos Nogueira.
Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência conta com equipe especializada e já lavrou mais de 10 mil B.O.s
Por Nathaly Cristine Rigo**
MATÉRIA DO MÊS - MARÇO 2017
Em 2014, o Estado de São Paulo deu um salto positivo no atendimento às pessoas com deficiência, quando lançou a primeira Delegacia de Polícia especializada
no tema. Foram registrados no estado de São Paulo, em 2016, 10.724 Boletins de Ocorrência envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência, número
28,8% menor de boletins comparados ao ano de 2015. A redução das estatísticas nem sempre revelam proporcional redução da violência, mas sim refere-se tão
somente ao registro formal das ocorrências.
Fachada da 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo
Resultado da parceria da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo,
a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência opera em um sistema diferenciado, com equipe mista de policiais e um Centro de Apoio integrado com equipe
multidisciplinar, formada por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras e sociólogos.
Além de prestar o atendimento ao público que procura a Delegacia, o Centro de Apoio faz o acompanhamento do caso e realiza, quando necessário, encaminhamentos
para outros serviços. Só no ano de 2016, foram realizados 924 atendimentos da equipe multidisciplinar, além de encaminhamento de 149 usuários a diversos
serviços de utilidade pública.
De acordo com a coordenadora da equipe do Centro de Apoio, Rosália Peres Gonçalves, há uma grande procura do público com deficiência auditiva ao serviço.
“Aqui eles encontram amparo, há profissionais que conversam com eles de igual para igual, que são os intérpretes de Libras. Eles procuram a Delegacia para
algumas soluções, não só para fazer Boletim de Ocorrência mas também para traduzir um texto, ler uma carta que eles receberam, então nós conseguimos conversar
com eles e encaminhá-los,” disse.
A Delegacia de Polícia tem como titular a Delegada Samanta Rihbani Conti. Ela ressalta a importância do atendimento realizado. “A equipe do Centro de
Apoio tem acesso a toda a rede de assistência social da cidade. Às vezes, eles precisam de atendimento médico ou atendimento psiquiátrico, por exemplo,
e o Centro de Apoio faz esse meio campo”.
A Delegada Samanta Rihbani Conti é a titular da Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência
No ano de 2016, a Delegacia realizou 66 visitas domiciliares para melhor compreensão da dinâmica familiar e sociais do atendido, foram realizadas também
40 visitas compartilhadas com a equipe policial para acompanhamento de casos com Inquéritos Policiais e denúncias recebidas pelo Disque Denúncia.
A maior parte das vítimas com deficiência do Estado de São Paulo é formada por deficiência física (45,7%), seguida pela deficiência intelectual (23%) e
auditiva (13,2%), mas a predominãncia na Delegacia de Polícia é de pessoas com defiicência auditiva. As principais denúncias criminais feitas na Delegacia
são furto (11,6%), ameaça (11,5%), roubo (11,3%) e lesão corporal (8,5%).
“Atendemos um grande número de surdos até pela dificuldade de comunicação, mas no Estado de São Paulo a maior parte das pessoas com deficiência que procura
a delegacia têm deficiência física, mas na Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência se concentra principalmente a população surda. Os atendimentos
são formados pelos mais variados casos desde os crimes patrimoniais, lesões corporais, ameaças, injúrias, ofensa em razão da deficiência e até crimes sexuais”,
disse a delegada Samanta.
Atendida pela Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, Ana* tem deficiência auditiva e sofria agressões do seu marido; ela buscou atendimento em
uma delegacia comum, mas não conseguiu pela dificuldade de comunicação. “Foi muito difícil, não tinha comunicação, acabei não sendo atendida, eu desisti
do atendimento e fui para casa. Quando minha amiga disse que tinha uma Delegacia para pessoas com deficiência, eu acabei indo lá e gostando muito, aproveitei
o momento de ter o intérprete para fazer todas as perguntas”. Ela acabou se separando do seu marido.
Para melhor atendimento e orientação de toda a rede, a equipe policial da Delegacia, junto com a equipe multidisciplinar, realiza inúmeros treinamentos
por meio do Acadepol, para novos policiais. Cerca de 1.300 agentes já passaram pelo curso. Os treinamentos buscam sensibilizar sobre a causa das pessoas
com deficiência.
A Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência recebe denúncias pelo serviço de Disque 100, serviço da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, destinado
a receber demandas relativas a violações de direitos humanos e pelos Boletins de Ocorrência. Atualmente o estado de São Paulo conta com 9,3 milhões de
pessoas com algum tipo de deficiência, segundo o Censo IBGE/2010.
SERVIÇO
Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência – DPPD
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira – 9h às 18h
Endereço: Rua Brigadeiro Tobias, 527 – térreo (próximo à estação Luz do metrô - linhas Amarela e Azul)
E-mail:
violenciaedeficiencia@sedpcd.sp.gov.br
Telefone: (11) 3311.3380 / 3311.3383 / 3311.3381
*Ana - nome fictício para preservação de identidade.
** Nathaly Cristine Rigo - da equipe da Assessoria de Comunicação Institucional da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Governo
do Estado de São Paulo
fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficiencia
sábado, 22 de abril de 2017
Exposição traz esculturas abstratas que remetem a formas orgânicas
Até o dia 30 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 17h, o Memorial da Inclusão recebe a exposição “Movimento em Branco”, do artista Alfonso Ballestero,
com curadoria de Amanda Tojal.
A exposição traz 11 esculturas táteis produzidas em concreto e duas telas feitas em massa e tinta acrílica e isopor. Todas as obras são brancas, abstratas
e remetem a formas orgânicas. O espaço está localizado na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, na avenida Auro Soares de
Moura Andrade, 564 – Portão 10, na Barra Funda.
Além das visitações, mediadas por educadores do Memorial da Inclusão, os visitantes poderão fazer uma imersão na exposição com vendas nos olhos, para que
o foco da visita seja na experimentação das sensações táteis. No dias 19 de abril, o artista Alfonso Ballestro ministrou uma oficinas de produção de esculturas
tridimensionais, e uma segunda acontece em 20 de maio, das 14h às 16h.
Inaugurado no dia 3 de dezembro de 2009, o Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência tem o propósito de reunir, em um só espaço, fotografias,
documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores
oportunidades às pessoas com deficiências.
Sobre a exposição:
“Movimento em Branco”
Data: até o dia 30 de maio
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
Local: Memorial da Inclusão – Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo/SP
Fonte: Assessoria (adaptado)
via vida mais livre
Projeto de inclusão social de pessoas com deficiência em corridas de rua recebe apoio do Banco do Brasil
Pernas, pra que te quero! é uma ação de inclusão social de crianças e adultos em cadeiras de rodas.
Criado há dois anos em Curitiba, o projeto de inclusão social “Pernas, pra que te quero” acaba de receber dois importantes apoios institucionais: foi selecionado
pelo Programa Banco do Brasil de Patrocínios e, ao mesmo tempo, irá participar da 1ª Etapa do Ciclo de Aceleração InovAtiva Brasil 2017, programa do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com o Sebrae. A iniciativa promove a inclusão de pessoas com deficiência que utilizam cadeiras de rodas
em corridas de rua dos calendários municipais, sendo conduzidos por corredores.
“Mais que um projeto de inclusão social de pessoas com mobilidade reduzida em corridas de rua, nós queremos que elas – principalmente as crianças – se
sintam pertencentes a esta comunidade e incluídas em suas atividades. E que, ao viver essas experiências de liberdade e felicidade, sintam emoções nunca
antes sentidas, com o vento na cara e o sorriso no rosto. O apoio das empresas é fundamental para conseguirmos executar as ações do ‘Pernas’ ao longo do
ano, podendo expandir o projeto para outras cidades”, explica Rebeca Paciornik Kuperstein, diretora do “Pernas, pra que te quero”.
Ação social
O Programa Banco do Brasil de Patrocínios é um processo seletivo que define projetos a serem patrocinados por meio da aquisição do direito de associação
da marca do Banco do Brasil a projeto de iniciativa de terceiro como o “Pernas”. Os recursos serão destinados à realização de projetos ambientais, sociais,
culturais e negociais, realizados em território nacional.
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Os participantes nas cadeiras de rodas são conduzidos por equipes de corredores que se revezam entre si.
Potencial inovador
Selecionado para participar da 1ª Etapa do Ciclo de Aceleração InovAtiva Brasil 2017, o “Pernas, pra que te quero” é um dos 300 projetos com maior potencial
inovador do Brasil – escolhido entre 1793 inscrições.
O InovAtiva Brasil é um programa de aceleração em larga escala para negócios inovadores de qualquer setor e local do Brasil, realizado pelo Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pelo Sebrae. O participante selecionado recebe capacitação de nível mundial em empreendedorismo inovador,
mentorias e atividades presenciais, além de se conectar com potenciais parceiros, investidores e empresas. O objetivo é atender principalmente empreendedores
que estejam desenvolvendo negócios inovadores em qualquer setor.
Sobre o “Pernas, pra que te quero”
Corrida de rua para crianças e adultos em cadeiras de rodas conduzidos por corredores, o “Pernas, pra que te quero” foi criado em 2015 e, até agora, já
levou a sensação de vento na cara, sorriso no rosto e sensação de liberdade a mais de 100 jovens cadeirantes em seis corridas de rua organizadas em Curitiba
e Maringá, no Paraná. Além de reunir grupos de corredores e cadeirantes, o “Pernas” disponibiliza o sistema de terceira roda portátil e manopla extensível,
que dão segurança e estabilidade para a cadeira durante a corrida.
Fonte: Panashop
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Ufam tem vagas abertas para aulas de dança, ginástica e arte circense para PcD
Ufam tem vagas abertas para aulas de dança, ginástica e arte circense para PcD
(Ufam) está com vagas para a complementação de sete turmas. Entre as atividades realizadas pelo projeto estão ritmos infantis, dança criativa e dança para
pessoas com deficiências (PCD).
Os interessados em participar devem enviar para o email
prodaginfeff@gmail.com
os seguintes dados: nome do aluno; nome do pai e mãe; contato; endereço;
turma desejada; idade do aluno; e cópia de certidão de nascimento ou RG do aluno. A confirmação de matrícula será enviada pelo contato de telefone fornecido
pelo candidato.
Confira abaixo as turmas disponíveis:
1. Turma de ritmos infantil:7 a 14 anos – quarta-feira – 10h – 18 vagas
2. Dança criativa (iniciação ao balé clássico): 4 a 6 anos – 10 vagas
3. Tecido infantil: Quarta-feira – 10h (turma 1) – 13 vagas; e sexta-feira – 15h (turma 2) – 10 vagas
4. Turma de pessoas com deficiência infantil (intelectual e física andantes): 6 a 12 anos – quinta-feira – 15h30 – 10 vagas. Obs: É necessário que o aluno
consiga interagir e receber comandos (passará por avaliação)
5. Turma de pessoas com deficiência (intelectual e física andantes) – adultos: Terça-feira – 15h30 – 10 vagas. Obs: É necessário que o aluno consiga interagir
e receber comandos (passará por avaliação)
6. Turma cadeirantes infantil (usuários de cadeira de rodas): 7 a 14 anos – terça-feira – 15h30 -10 vagas. Obs: É necessário que o aluno consiga manejar
a cadeira sozinho
7. Turma cadeirantes adultos (usuários de cadeira de rodas): Quinta-feira – 15h30 – 10 vagas. Obs: É necessário que o aluno consiga manejar a cadeira sozinho
As atividades já começaram e estão sendo realizadas na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF), setor sul do campus universitário.
Sobre o programa
O PRODAGIN é um programa de extensão coordenado pela professora Lionela Corrêa e tem por objetivo proporcionar o desenvolvimento das potencialidades motoras
e expressivas de crianças, adolescentes, adultos e pessoas com deficiência através da prática da dança, ginástica e atividades circenses. Por meio das
práticas físicas, o programa possibilita a compreensão da estrutura e do funcionamento corporal, o autoconhecimento, a autoestima, a socialização, além
do desenvolvimento da consciência e da construção da imagem corporal. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (92) 98100-3866.
Fonte: site G1.com AM.
Enem: a redação nota mil de um jovem com deficiência auditiva
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira o espelho das redações do Enem 2016. Nesta edição,
apenas 77 estudantes tiraram 1000, a nota máxima. Um deles foi Bernardo Lucas Piñon de Manfredi, de 19 anos, que passou para o curso de Filosofia na UFRJ
e para a PUC-Rio, em 2º e 4º lugares.
A história de Bernardo, que optou pela PUC, impressiona não só pelas excelentes colocações e a nota em redação, mas também por ser um exemplo de superação.
Ainda recém-nascido, ele foi o único que sobreviveu a uma infecção hospitalar que matou mais de 90 bebês em uma maternidade de Cabo Frio, na Região dos
Lagos, no Rio de Janeiro. Ficou, no entanto, com sequelas: perdeu a audição e tem problemas motores nas mãos e nos braços.
Aluno de escola pública no Ensino Fundamental, viu sua vida escolar mudar depois de conseguir uma bolsa para estudar no Colégio Palas, na Tijuca. Lá sempre
foi incentivado pelos professores a dar o seu melhor.
Na última edição do Enem, Bernardo escreveu sobre intolerância religiosa. Leia o texto abaixo.
Redação de Bernardo Lucas Pinñon de Manfredi, nota 1000 no Enem 2016
Sob o olhar das raízes
O Brasil é mundialmente reconhecido por sua diversidade religiosa. Ao longo da sua formação e com as influências externas e internas, o país tornou-se
um grande exemplo de miscigenação, evidenciando a sua riqueza cultural. Porém, apesar desses fatos, o Brasil sofre com um grave problema de intolerância
religiosa, formado pelo reflexo de uma filosofia etnocêntrica marcada nas raízes da sociedade brasileira. Como combater esta realidade que implica na harmonia?
Primeiramente, é preciso entender que a intolerância religiosa começa na educação, ou seja, na falta de conhecimento das religiões. As famílias costumam
seguir as religiões tradicionais, no caso o cristianismo, e adotam uma filosofia etnocêntrica. Essa adoção é influenciada por preconceitos históricos,
como racismo, e baseada num processo radical de “cristianizar” o Brasil. A partir disso, todas as outras religiões são consideradas inferiores e acabam
sofrendo um total desrespeito, sendo vítimas de violência.
Além disso, é necessário analisar o choque entre o Estado laico e o conservadorismo social. Apesar de o cidadão ser constitucionalmente livre para escolher
sua religião, os conservadores (muitos deles políticos, padres e pastores) obrigam que tal indivíduo siga o ritual referente, e pior, pregando atos fundamentalistas
e modificando a conduta dos fiéis. Há também uma silenciosa mistura de política com religião, fazendo instensificar a intolerância por meio de discurso
preconceituoso e desmoralizador que afeta o olhar para as diferenças e o convívio entre elas.
Diante desse grave cenário é possível compreender que a instolerância religiosa no Brasil está enraizada e deve, portanto, ser combatida. É necessário
implantar o ensino de religião em todas as escolas de fundamental e médio formando os jovens dotados de conhecimento sobre a diversidade religiosa no país
e assim ajudar a combater a intolerância. Além disso, deve-se criar ONGs de parceria com o Estado e a Unesco, fazendo valer a laicidade e fornecer projetos
culturais que influenciem um novo olhar das pessoas, entendendo melhor as diferenças, e assim combater o radicalismo que tanto prejudica a harmonia da
sociedade.
Fonte: site O Globo.
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