sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Rio lança guia para atender bem pessoas com deficiência

Um guia de bolso com dicas para atender bem turistas com deficiência Site externo foi lançado nesta quarta-feira pelo Ministério de Turismo na Casa Brasil, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. 35 mil exemplares da cartilha já estão sendo distribuídos para empresários do ramo turístico de todo o Brasil, com maior foco no Rio de Janeiro. Para a secretária especial dos direitos da pessoa com deficiência Rosinha da Adefal, a principal barreira para a acessibilidade é a falta de bom senso e consciência dos direitos da pessoa com deficiência. O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) Flávio Henrique de Souza considerou o lançamento do guia como importante passo em direção a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência. Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro Andrew Parsons, os Jogos Paralímpicos são um momento catalizador para uma mudança de percepção e de atitude. O guia também está disponível na página do Ministério do Turismo na internet. Fonte: Radioagência Nacional Site externo

GOL inaugura rampa para embarque de clientes com deficiência e mobilidade reduzida

Companhia é a primeira aérea brasileira a oferecer o equipamento em embarque e desembarque remotos A GOL Linhas Aéreas Inteigentes inaugura nos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, uma rampa exclusiva no País para embarque e desembarque remotos. O equipamento faz parte da preparação da companhia para as competições paralímpicas e do seu constante investimento em acessibilidade e inclusão. Ele será utilizado nestes dois aeroportos para o acesso de passageiros com deficiência ou com mobilidade reduzida quando a aeronave não estiver posicionada na ponte de embarque, o chamado finger. “Promovemos revisões constantes no atendimento aos nossos clientes e nos preparamos intensamente para o período dos Jogos, que serão realizados em setembro, no Rio de Janeiro. Deveremos ter um volume maior de clientes com deficiência ou mobilidade reduzida viajando conosco e a rampa é resultado desse trabalho. Com ela, esperamos oferecer ainda mais autonomia, facilidade e agilidade ao embarque e desembarque para todos os nossos clientes. Apesar de estar sendo inaugurada perto do início dos Jogos, a novidade será permanente em nossa operação em Congonhas e Santos Dumont”, afirma Randall Aguero, diretor de Operações Aeroportuárias da GOL. O sistema da rampa é manual e funciona de forma muito semelhante às escadas utilizadas atualmente, sendo acoplada à aeronave no momento do embarque e desembarque. Ela possui ainda tecnologia para abastecimento solar capaz de tornar autossuficiente a sua iluminação. Ainda que a aquisição de equipamentos para embarque de clientes com deficiência seja de responsabilidade das administradoras aeroportuárias, para dar suporte à estrutura acessível dos aeroportos nacionais em que está presente, a companhia conta atualmente com 59 stair tracs (elevadores portáteis de cadeira de rodas para locomoção de passageiros durante embarque), 33 liftkars (modelo mais modernos do equipamento e similares aos stair tracs) e aproximadamente 370 cadeiras de rodas convencionais. A GOL também investe constantemente em treinamentos para o manuseio adequado dos equipamentos e possui, ainda, uma sala de assistência especial no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, RIOgaleão. “Nossa meta é promover a integração e o atendimento igualitário a todos os clientes, fazendo com que eles se sintam cada vez mais seguros e confiantes para voar conosco”, complementa Alberto Fajerman, diretor-executivo de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da GOL. Para os clientes com deficiência auditiva, a companhia disponibiliza nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Santos Dumont e RIOgaleão, no Rio de Janeiro, máquinas com tradução simultânea para a língua brasileira de sinais, a Libras. Passageiros com deficiência visual contam, nos aeroportos nacionais, com um livreto em braile com as informações expostas nos balcões. A bordo a companhia também disponibiliza, em todos os voos, o manual de segurança adaptado em braile e fonte com letra maior para pessoas com baixa visão. O site da GOL segue ainda, o padrão internacional web, contendo a opção de variação de contraste nas cores branca, preta e azul e o aumento de fonte para pessoas com deficiência visual, incluindo daltonismo. Além disso, o site permite a navegação por teclado que atende, principalmente, as pessoas com deficiência visual. A GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES Em 15 anos de história, a GOL Linhas Aéreas Inteligentes ajudou a construir elos, aproximando pessoas e diminuindo distâncias com segurança e inteligência. A empresa teve um importante papel na democratização do transporte aéreo no Brasil, contribuindo para que cerca de 17 milhões de pessoas voassem pela primeira vez, tornando-se a maior companhia aérea de baixo custo e melhor tarifa da América Latina. É ainda líder no número de passageiros transportados no mercado doméstico, tanto no segmento de lazer quanto no corporativo, e em pontualidade – de acordo com dados da Infraero. A GOL possuiu a maior oferta de assentos com o selo “A” da ANAC, disponibilizando ainda mais conforto em seus 800 voos diários, para 65 destinos, domésticos e internacionais para a América do Sul e Caribe. A companhia mantém alianças estratégicas com três grandes parceiros mundiais: Delta Air Lines, Air France e KLM, além de disponibilizar aos clientes doze acordos de codeshare (compartilhamento de voos) e mais de 70 de interline, que trazem mais conveniência e facilitam as conexões para qualquer lugar destas alianças. Com o seu programa de relacionamento SMILES, é possível acumular milhas e resgatar bilhetes para mais de 160 países e 800 destinos em todo o mundo. Além disso, a Gollog capta e distribui cargas e encomendas em aproximadamente 2.500 municípios brasileiros e dez internacionais. Fonte: site SEGS – Escrito por In Press Porter Novelli. Foto da Internet.

Futebol de 5. Paralimpíadas Rio 2016.

O melhor jogador do mundo atualmente, eleito no último mundial (no Japão, em 2014, onde o Brasil se sagrou tetracampeão), é o brasileiro Ricardinho O melhor jogador do mundo atualmente, eleito no último mundial (no Japão, em 2014, onde o Brasil se sagrou tetracampeão), é o brasileiro Ricardinho COMO TUDO COMEÇOU A adaptação do futebol convencional para deficientes visuais teve início no Brasil nos anos 1960. Num jogo chamado gol a gol, estudantes com deficiência visual chutavam uma garrafa de plástico com pequenas pedras dentro. A garrafa foi substituída por uma bola de plástico envolta numa sacola plástica até que, nos anos 80, foi criada em território brasileiro a bola atual, com guizos internos. A estreia do esporte nos Jogos Paralímpicos foi em Atenas 2004, com seis times, e em Londres 2012 o torneio foi ampliado, com a inclusão de mais duas equipes. SOBRE A COMPETIÇÃO A orientação verbal é permitida, mas apenas por três pessoas: os chamadores, os goleiros – únicos jogadores no time com visão total – e os treinadores. O chamador se posiciona atrás do gol adversário, indicando as jogadas e a direção do gol. Em lances de bola parada, ele bate nas traves com um objeto metálico para situar a direção da baliza. O goleiro orienta a defesa na marcação, enquanto o técnico fica na parte central da quadra. É importante respeitar os terços do campo correspondentes para orientação, e o limite sonoro é supervisionado pelos árbitros. A localização da bola durante o jogo orienta os jogadores: se ela estiver no ataque, quem orienta é o chamador, e assim por diante. A partida tem dois tempos de 25 minutos. Apesar de os jogadores serem considerados cegos (com até 5% de visão no melhor olho), alguns percebem vultos. Por isso, todos os atletas devem usar vendas, que não podem ser tocadas pelo adversário. Caso isso aconteça, o árbitro para o jogo e refaz o tampão e a venda. Cinco infrações resultam na expulsão do atleta, que é substituído. Não há linhas laterais, e sim muretas de 1,20m de altura. VOCÊ SABIA? Atual tricampeão (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012) no esporte, o Brasil venceu a República da Coreia na primeira partida do futebol de 5 da história dos Jogos Paralímpicos, em Atenas 2004 ENQUANTO VOCÊ ASSISTE Mantenha silêncio absoluto ⎯ só assim os atletas poderão ouvir as instruções de técnicos, goleiros e chamadores e, principalmente, os guizos da bola. As exceções são o intervalo e o momento do gol, claro! Fonte: Rio 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

3 de setembro: Dia Municipal do Braille

O Dia Municipal do Braille é comemorado no dia 3 de setembro em São Paulo. Este é um detalhe muito presente no dia a dia das pessoas, e muitas não percebem a importância destes “pontinhos” espalhados por aí. A combinação de seis pontos em relevo é o que faz a diferença na vida de muitas pessoas cegas. Para este público, o Sistema Braille de Leitura e Escrita é o principal meio para acessar informações em geral. Em elevadores, livros e cartilhas, além de portas de toilets ou em cardápios, por exemplo, os textos em braille promovem independência àqueles que foram alfabetizado e aprenderam este sistema. Em restaurantes, por exemplo, um cardápio em braille evita desconfortos como a descrição do que há em todo o menu e até mesmo os preços de cada item. Para que as pessoas cegas possam fazer suas escolhas de maneira independente, um material acessível pode fazer a diferença até mesmo na percepção do atendimento. Além dos cardápios, outros produtos que podem conter o braille são materiais didáticos, cartões de visita, calendários, contas telefônicas, extratos de banco, livros e apostilas, entre outros. Para Regina Oliveira, coordenadora de revisão Braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos, o braille tem uma importância enorme. Aos 7 anos ela descobriu o mundo da leitura ao ser alfabetizada por este sistema e ter acesso a materiais acessíveis. “O braille está presente em muitos momentos de minha vida, como, por exemplo, nas tardes chuvosas de domingo em que a família se reúne para jogar bingo e eu posso contar com as minhas cartelas acessíveis. Por outro lado, o braille me dá a segurança de que preciso para tomar um medicamento sem a ajuda de ninguém”, afirma. Para que a data existisse na cidade de São Paulo, foi sancionada a Lei Municipal nº 14.925, no dia 12 de maio de 2009, que instituiu o “Dia Municipal do Braille” a ser comemorado anualmente no dia 3 de setembro. É importante disseminar informações sobre o braille, pois a partir desse sistema, as pessoas cegas poderão ser mais autônomas e independentes em seu cotidiano, terão acesso às informações gramaticais e não terão intermediários ao buscar conhecimento, literatura, cultura e educação. Braille na Tocha Paralímpica Os Jogos Paralímpicos RIO 2016 estão chegando e todos estão aguardando com muita ansiedade. No dia 4 de setembro, domingo, a Tocha Paralímpica passará pela Fundação Dorina e vale lembrar que este símbolo tão importante possui texto bilíngue em braille (português e inglês) dos valores dos jogos: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Para Regina, este evento tem um gosto especial e também relacionado à vivência com o braille. Além de ser uma das 700 condutoras que irá fazer o revezamento da Tocha Paralímpica, ela comenta mais um lugar em que o braille está presente: “Até mesmo a nossa Tocha Paralímpica conta com textos em braille que, com muita emoção, eu tive o prazer de revisar!”, finaliza. Para quem quer saber como são formadas as combinações do braille, a USP – Universidade de São Paulo oferece uma plataforma onde é possível aprender os pontos negros que compõe o Braille, de forma gratuita pelo link: http://www.braillevirtual.fe.usp.br/ Site externo. Fonte: Assessoria

Basquetebol em Cadeira de Rodas. Paralimpíadas Rio 2016.

O basquetebol em cadeira de rodas é praticado competitivamente por cerca de 25.000 pessoas em 80 países O basquetebol em cadeira de rodas é praticado competitivamente por cerca de 25.000 pessoas em 80 países COMO TUDO COMEÇOU O esporte surgiu nos Estados Unidos, em 1946, quando veteranos da Segunda Guerra Mundial começaram a praticar um basquetebol adaptado, com cadeiras de rodas. Enquanto isso, na Inglaterra, veteranos também usavam cadeiras de rodas para jogar netball, uma versão mais antiga da disputa, no Hospital de Reabilitação da Coluna em Stoke Mandeville, berço do Movimento Paralímpico. O basquetebol em cadeira de rodas atravessou o Atlântico em meados da década de 50, com a participação dos americanos nos Jogos de Stoke Mandeville, precursor dos Jogos Paralímpicos. O esporte foi disputado na primeira edição do evento, em Roma 1960, e esteve em todas as edições dos Jogos desde então. SOBRE A COMPETIÇÃO O basquetebol em cadeira de rodas segue o modelo do basquetebol Olímpico em vários aspectos: as dimensões da quadra (28m de comprimento por 15m de largura), a altura da cesta (3,05m) e o tempo de partida (quatro períodos de 10 minutos) são idênticos. No entanto, a cada dois impulsos dados na cadeira, o jogador precisa quicar, arremessar ou passar a bola para um companheiro. Para garantir a igualdade entre atletas, as cadeiras de rodas têm medidas máximas específicas. Antes de a bola subir, os árbitros conferem se o diâmetro dos pneus e as alturas do assento e do apoio para os pés estão dentro do regulamento. Almofadas de até 10cm de espessura são permitidas, assim como objetos e faixas para fixar o atleta na cadeira de rodas. VOCÊ SABIA? No filme “Carne Trêmula”, do espanhol Pedro Almodóvar, o personagem interpretado por Javier Bardem, um dos protagonistas da trama, leva um tiro nas costas e torna-se atleta de basquetebol em cadeira de rodas, disputando os Jogos Paralímpicos de Barcelona 1992 pela equipe da Espanha. Fonte: Rio 2016

Clube do Palmeiras inclui pessoas com deficiência em tradicional torneio de judô

bNo último sábado, O time Palmeiras inaugurou no ginásio do Palestra Itália, a categoria "Judô para Todos" no tradicional Torneio Periquito de Judô, organizando pelo clube e que chegou à " 48ª edição neste ano". O Periquito de Judô é organizado pelo Palmeiras desde 1968, quando foi fundado o Departamento de Defesa Pessoal (que reunia anteriormente judô, karatê e boxe). Desde então, ele se desenvolveu e tornou-se uma das principais forjas de campeões do cenário judoca no país, revelando campeões do Brasil e do mundo. O presidente da FPJ, Alessandro Puglia, entre outras personalidades e dirigentes do judô brasileiro, também marcaram presença neste sábado. As lutas foram entre as categorias Sub-9, Sub-11, Sub-13, Sub-15, Sub-18, Sub-21, Sênior e Veteranos. Foram premiados os judocas classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares de cada classe. O Palmeiras não concorreu ao troféu por equipes, já que inscreveu número ilimitado de competidores (as demais puderam inscrever até 40 judocas). O evento também contou com homenagem a Henrique Guimarães, professor e coordenador do judô do Verdão. Há 20 anos, ele conquistou a medalha de bronze nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos, e tornou-se o único atleta do clube em esportes individuais a subir ao pódio em uma Olimpíada. O Palmeiras tem outros 11 bronzes (basquete e futebol) e o ouro de Gabriel Jesus. Fonte: Revista Incluir

Biblioteca Braille do Amazonas oferece gama de serviços às pessoas com deficiência visual

Aos 21 anos, a pedagoga Luana Nogueira, 28, recebeu o diagnóstico de que estava com a visão tubular, um sintoma do glaucoma bastante grave, em que apenas a visão central é percebida. Adaptar-se a nova vida e continuar os estudos não foi fácil, sobretudo porque as instituições de ensino superior não estavam preparadas para proporcionar a acessibilidade que precisava. Mas quem disse que ela desistiu? Pelo contrário, recorreu a Biblioteca Braille do Amazonas (BBAM) e, hoje, cursa a segunda graduação. Livros em braille (sistema utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas), falados e digitalizados, além de filmes com audiodescrição são obras disponíveis na biblioteca as pessoas com deficiência visual. O espaço oferece ainda atividades de lazer e entretenimento, tais como festas comemorativas, espetáculos teatrais e musicais, sessões de filmes, todos com audiodescrição, contação de histórias e cursos do Sistema Braille, de Sorobã, informática e de música de teclado e violão. Luana relata que a biblioteca foi fundamental para o seu aprendizado porque encontrou no local os livros falados e também aprendeu o Sistema Braille. “Foi através do acervo da Braille que adquiri conhecimento para elevar o meu nível de cognição e conclui o curso de pedagogia. Hoje faço psicologia e continuo frequentando a Braille. Vejo que as instituições de ensino superior não se preocupam em promover acessibilidade inclusiva como a Braille vem fazendo há muito tempo”, aponta. A Biblioteca Braille do Amazonas foi implantada em 8 de novembro de 1999, no prédio da Biblioteca Pública do Estado. Em 4 de abril de 2008 foi ampliada e transferida para o bloco C do Centro de Convenções (Sambódromo) e, desde então, funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Atualmente, ela conta com um acervo de 50.466 volumes, distribuídos em: 984 obras em braille; 4.702 livros falados (em MP3); 44.676 livros digitalizados; e 104 filmes com audiodescrição. De acordo com o gerente da Braille, Gilson Mauro Pereira, além de Manaus, existem 12 unidades da biblioteca instaladas em oito municípios do interior (Parintins, Maués, Barreirinha, Urucurituba, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Presidente Figueiredo e Nova Olinda do Norte). E no Brasil, foram implantadas sete bibliotecas que são assistidas pela Braille, nas cidades de Imperatriz (MA), Santarém (PA), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Vitória (ES), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Frase “É a inserção social verdadeira, romper as barreiras e fazer com que todos sejam iguais. Que tenhamos as mesmas oportunidades independentes das limitações”. Robério Braga – secretário de Cultura do AM Saiba mais A Biblioteca Braille do Amazonas faz parte da Rede de Leitura Inclusiva administrada pela Fundação Dorina Nowill para Cegos de São Paulo. Ela recebe doação de livros de diversas organizações do País, os quais reproduz em braille, audiolivros (MP3) e digitais (e-book) e distribui gratuitamente para as bibliotecas do interior do Estado e as demais instituições assistidas por ela. A Braille ocupa um espaço físico com salas, equipamentos e um acervo com livros de diferentes áreas do conhecimento. No local, dois painéis chamam a atenção e não são elementos apenas decorativos. Ambos têm por objetivo servir como material didático. Trata-se de painéis com informações sobre textura e cores. Tem ainda dois estúdios para gravação de livros, um deles com vozes de voluntários. Acanners de voz, impressora em Braille, leitores de tela, sintetizadores de voz, entre outras ferramentas tecnológicas também compõem o cenário. A biblioteca ainda coordena o vestibular da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) possibilitando, desta forma, de maneira adequada à preparação e a participação dos deficientes visuais no processo seletivo para a Universidade. “Estamos de portas abertas para qualquer município que deseja participar da nossa Rede de Leitura Inclusiva. O nosso objetivo é levar mais cidadania para as pessoas do interior também. Levar a mesma política de inclusão social que a Secretaria Estadual de Cultura oferece em Manaus a todos os municípios amazonenses”, salienta Gilson Mauro Pereira, gerente da Biblioteca Braille do Amazonas. Iniciativa rendeu prêmio nacional Neste mês, o case sobre a “BBAM: educação, cultura e acessibilidade”, ganhou notório reconhecimento nacional ao conquistar a prata no “Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia”, da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), na modalidade Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social – Empresa. O prêmio foi entregue no último dia 16, durante o Congresso Nacional de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas (CONARH) 2016. Em números 3.483.985 é a quantidade de pessoas com deficiência visual em todo o Amazonas, sendo que, 8.214 são cegas, 113.045 tem média visão, e 530.003 baixa visão, de acordo com o Censo 2010. Blog “Há 17 anos ainda não se falava tanto em acessibilidade e a SEC já estava promovendo isso com a criação da BBAM, um trabalho pequeno, mas bem estruturado. Na época, eu era gerente do Museu da Imagem e do Som (Misam) e a Vera Lúcia Ferreira era a diretora e nós tínhamos que ver um prédio da secretaria que estava fechado para saber como ele poderia ser aproveitado. Quando chegamos lá havia uma sala escura onde tinha muito livros, achávamos que eram enciclopédias, mas quando pegamos alguns e trouxemos para fora vimos que eram livros em braille. Falamos para o secretário Robério Braga, que imediatamente quis dar uma destinação aquelas obras. Depois de oito meses ele me chamou para assumir a BBAM era uma coisa pequenininha, mas ele queria ampliar. Em 1999 e 2000, fui enviada a vários lugares para ver quais eram as ideias e as novas novidades para que adaptássemos na nossa biblioteca, impulsionando a Braille a ser o que é hoje”. Ana Christina Estevam – primeira diretora da BBAM Iniciativa através da coleção de livros O secretário estadual de Cultura, Robério Braga, conta como foi o surgimento da Biblioteca Braille do Amazonas. “O desembargador André Araújo organizou, em Manaus, há muito anos o Instituto Montessoriano Álvaro Maia, uma escola para atender crianças com deficiência, que tinha uma coleção de livros grandes com textos em Braille. Com o tempo a escola fechou e os livros foram levados para a Biblioteca Pública e eu sabia disso. Quando entrei na secretaria em 1997 mandei procurá-los para dar continuidade ao trabalho do desembargador”, relata. Mas quando as obras foram achadas, conforme Robério, a coleção estava quase sem condições de uso em razão disto ele resolveu implantar uma biblioteca braille e começar de novo o trabalho iniciado pelo desembargador André Araújo. Só que com novas tecnologias. “Já tinha a máquina para escrever em Braille, a possibilidade de fazer audiolivros e as pessoas com deficiência visual tinham cada vez mais vontade de aprender. Fizemos o Balé de Cegos, a orquestra Grupo de Percussão de Surdos e fomos fazendo por seguimento e desenvolvendo uma série de atividades”. Robério destacou que fomos o primeiro teatro do Brasil e América Latina a trabalhar com audiodescrição na ópera graça a parceria com a Vivo e até hoje o cego assisti o espetáculo ouvindo a música no fone de um lado do ouvido e a descrição da cena no outro. “Todo espetáculo tem uma área específica para eles com tradução para libras e audiodescrição para surdos e cegos. Mas trabalhamos com várias frentes na arte, lazer, entretenimento, estudo, literatura, cinema, teatro, dança, música. Na cultura não tem limitações e o que precisa fazer para inclusão social desse público eu faço”. “A Biblioteca Braille é meu querubim”, completa o secretário estadual de Cultura. Conforme ele, é apaixonado pelo que faz, mas de todo o trabalho que fez dois considera vitais. “Um é a Biblioteca Braille e o outro é o programa de Restauro de Patrimônio Histórico, onde profissionais são treinados para restaurar livros, documentos, telas, pinturas, esculturas, monumentos, entre outros. É a inserção mais completa e a possibilidade de preservação de patrimônio”, evidenciou Robério Braga. Serviço O quê: Biblioteca Braille do AM Onde: Centro de Convenções (Sambódromo) Quando: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h Valor: gratuito Informação: 3622-0869 e/ou pelo e-mal: braille@culturaamazonas.am.gov.br Fonte: site A Crítica por Silane Souza.