terça-feira, 21 de junho de 2016

Mobility & Show traz tudo sobre veículos adaptados

A segunda edição do Mobility & Show, que acontece entre os dias 24 e 26 de junho, tem atrações artísticas, palestras, spa de beleza, exposições e atividades para pessoas com deficiência, e irá auxiliar interessados em adquirir veículos com isenção de impostos. O evento automotivo para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, este ano acontece no Campo de Marte, em São Paulo, e tem entrada e estacionamento gratuitos, além de uma série de atividades que promovem acessibilidade e inclusão social. O Mobility & Show tem como Presidente de Honra o locutor Esportivo Osmar Santos, símbolo das Diretas Já, e que sofreu acidente em 1994, deixando sequelas motoras e na fala. Hoje, Osmar é artista plástico e fará exposição de suas obras durante a feira. Este ano, em parceria com o Governo Federal, o Mobility & Show contará também com apresentações e palestras sobre mobilidade e temas relacionados ao universo da pessoa com deficiência. “A estrutura contará com um palco onde diversas atrações artísticas para pessoas com deficiência serão apresentadas, e, nos auditórios, temas como Isenções de Impostos, Adaptação Veicular, CNH Especial serão discutidas com especialistas no assunto”, afirma Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (ABRIDEF). Rosso ainda afirma que é muito importante fomentar a acessibilidade para pessoas com deficiência e mostrar que, como todas as outras pessoas, elas também consomem, trabalham, fazem arte e precisam estar cada vez mais incluídas em atividades sociais. Para a feira este ano, o Mobility & Show contará com 15 montadoras de automóveis, que estarão presentes levando os principais modelos de veículos adaptados, que estarão disponíveis para que os visitantes do evento realizem test-drives, e ainda despachantes, autoescolas, médicos credenciados do Detran, tudo de forma gratuita para que a pessoa que quer ter acesso à lei de isenção de impostos na compra do carro 0km consiga, no mesmo lugar, tudo que é necessário para adquirir um veículo com isenção. O evento conta com transporte gratuito – ida e volta – saindo do Metrô Tietê. Mais informações podem ser obtidas no site: mobilityshow.com.br Site externo Fonte: Segs Site externo

sábado, 18 de junho de 2016

Pornhub lança audiodescrição em vídeos pornô para cegos

Para as cerca de 285 milhões de pessoas no mundo com deficiência visual, um vídeo pornô pode parecer apenas um monte de respirações pesadas, gemidos e outros sons. Pois em busca deste mercado, o site Pornhub Site externo está lançando uma categoria de “vídeos descritos”, na qual atores profissionais contam (em inglês) tudo o que está acontecendo na tela. Segundo o jornal The Guardian, a seção por enquanto traz os 50 vídeos mais populares do site, com uma narração descrevendo o cenários, os atores, as roupas e as posições, somado ao áudio original do vídeo. Muitos dos vídeos já contam com mais de 20 mil exibições, e há conteúdo para todos os gostos: héteros, gays, pornô para mulheres, bi e transexuais. A iniciativa foi lançada pela divisão filantrópica do site, o Pornhub Cares, que já patrocinou uma linha de roupas contra violência doméstica e uma campanha de conscientização quanto ao câncer de mama chamada “Save the Boobs” (salve os peitos, em tradução livre), na qual o site doaria um centavo de dólar para cada 30 exibições em vídeos nas categorias “big tit” e “small tits” (tetas grandes e tetas pequenas). “Nosso objetivo é satisfazer todas as necessidades dos nossos usuários, o que começa tornando nosso conteúdo acessível a qualquer indivíduo”, disse o vice-presidente do Pornhub, Corey Price, ao jornal. “Escolhemos alguns vídeos que eram mais adequados para receber narração e poderiam ser descritos em detalhe. Queríamos conseguir descrever tudo que fosse possível para proporcionar ao usuário a melhor experiência possível, sem tirar o áudio original dos filmes”, completa. Ele acrescenta que o site quer encorajar seus usuários a produzir e enviar mais vídeos áudio descritíveis, com os diferentes tipos de público em mente. “Pessoas cegas têm tanto direito de acesso a pornografia quanto têm a um Shakespeare clássico ou qualquer outro tipo de vídeo”, afirma Joel Snyder, diretor do projeto de audiodescrição no American Council of the Blind (Conselho Americano dos Cegos). Ele reconhece os esforços do Pornhub de tornar seu conteúdo mais acessível, mas sugere que a ação não é totalmente altruísta. “Existem mais de 21 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão nos Estados Unidos. A comunidade é grande e tem poder de compra, então isso me cheira a algo que simplesmente faz muito sentido economicamente”, descreve. Lançado em 2007, o Pornhub diz ter 60 milhões de visualizações por dia em seu conteúdo profissional e amador. O site, no entanto, não foi a primeira organização a tornar a pornografia acessível às pessoas com deficiência visual. Em 2006, um site chamado Pornfortheblind.org recrutou voluntários para gravar descrições de vídeos adultos populares, que eram carregados como arquivos MP3. O site se tornou um hit cult, atraindo até 150 mil visitantes por mês. Já no mundo offline, uma artista chamada Lisa Murphy criou um livro de fotografias táteis de nudez em páginas de plástico branca, juntamente com uma descrição em braille. Fonte: The Guardian Site externo

3D Snake – O clássico jogo da cobrinha acessível para deficientes visuais

Prepare-se para passar horas em frente do computador tentando coletar a maior quantidade de frutinhas que puder neste audiogame inspirado no clássico Snake, jogo que fez fama nos antigos aparelhos de celular da Nokia. Desenvolvido pela PB-Games, 3D Snake consegue ser tão viciante e divertido quanto o game original. Seguindo a mesma premissa, o jogador precisa guiar a cobra pelo mapa para coletar a maior quantidade de frutas que conseguir tomando cuidado para não bater nas paredes, tudo isso usando apenas o som para se orientar. Para ajudar o jogador a encontrar as frutas e saber onde estão as paredes, o game conta com uma sonorização em três dimensões excelente, capaz de orientar com perfeição a localização de tudo que existe na área. Para movimentar a cobra basta usar as setas do teclado e seguir o som. O barulho de uma espécie de buzina que apita constantemente indica onde as frutas estão e um chiado sinaliza onde estão as paredes. Mas o desafio não fica só nisso, quanto mais frutas a cobra coletar , mais rápido fica o jogo, tornando tudo mais difícil de ser controlado, divertido e desafiador. O audiogame está disponível para download gratuitamente no site Audiogames.net, para saber mais sobre o título e baixá-lo clique aqui  e depois nos diga o que achou do 3D Snake. fonte:jogando as cegas

FACILITAS PLAYER: REPRODUTOR DE VÍDEOS ACESSÍVEL

Quando deu início às pesquisas para desenvolver sua tese de doutorado, defendida em maio deste ano, a aluna Johana Rosas, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, percebeu que não existia naquela época nenhum reprodutor de vídeos acessíveis para deficientes visuais ou auditivos. Foi então que nasceu a ideia de criar o Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo (legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos. O programa oferece diversas funções, como mudar o tamanho, a cor ou o fundo da legenda, adicionar anotações ao longo do vídeo, mudar o idioma e buscar palavras. Desenvolvido por Johana, em conjunto com o aluno de iniciação científica, Bruno Ramos, também do ICMC, o projeto recebeu o segundo lugar em um dos maiores prêmios de acessibilidade virtual do País, o Todos@Web, em 2014. Tela do Facilitas Player Tela do Facilitas Player com alguns recursos ao lado Ainda assim, de acordo com Johana, enquanto aprofundava seu projeto de doutorado, ela percebeu que o Facilitas Player sozinho não seria suficiente. "Quando fiz testes com usuários que eram autores de vídeos, surgiu a necessidade de ter uma ferramenta para criação de transcrição, e foi assim que nasceu o Transcript4All", conta. Esse programa tem como objetivo ensinar produtores amadores de vídeo a tornar seus vídeos mais acessíveis. Além de possibilitar que o produtor faça a transcrição de qualquer vídeo salvo no computador ou que esteja no YouTube, o T4A, como ficou conhecida a ferramenta, oferece orientações de como fazer a acessibilidade corretamente. Nos últimos meses, hashtags como #AcervoAcessível e #FacebookAcessível tomaram conta das redes sociais, retomando a discussão sobre a importância da inclusão de pessoas com deficiência no meio virtual. A ideia dessas hashtags é que cada usuário que poste uma imagem faça um breve texto descrevendo-a e explicando seu sentido, para que pessoas com deficiência visual possam ter acesso a ela através de leitores de tela. Professor do curso de Sistemas da Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Daniel Cordeiro explica que a maioria das tecnologias assistivas para deficientes visuais funcionam a partir de sintetizadores de voz. Essas ferramentas descrevem textualmente elementos da interface gráfica da tela, utilizando o sintetizador para gerar uma representação audível daquela descrição. Por conta disso, os deficientes enfrentam muitas dificuldades ao navegar pela Internet. "As páginas na Internet são projetadas para que sejam visualmente atraentes. Isso significa usar recursos multimídia mais atrativos, como imagens ou animações, no lugar de texto, o que atrapalha o funcionamento das tecnologias assistivas", explica o professor. No Brasil, a garantia da acessibilidade virtual é obrigatória e foi determinada pela Lei 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) ou Estatuto da Pessoa com Deficiência – com outras medidas de acessibilidade. No entanto, a grande maioria das páginas na Internet ainda não estão de acordo com essa lei, como explica Katia Regina Cezar, que realizou pesquisas na área de inclusão de pessoas com deficiência e é atualmente doutoranda em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da USP. Para ela, o estatuto trouxe maior visibilidade social para os direitos das pessoas com deficiência, mas, por conta da falta de conscientização e de mecanismos efetivos de fiscalização, não foi suficiente. "A negativa de acesso à informação e comunicação às pessoas com deficiência afeta diretamente o direito à cidadania, dificultando ou até mesmo impedindo sua participação social. É importante mencionar que a negativa de acesso é considerada atitude discriminatória", adiciona. Katia diz ainda que a inclusão digital é um dever e um direito de todos. "O Estado e as empresas poderiam oferecer cursos gratuitos de audiodescrição, e o ensino obrigatório do idioma libras poderia ser incluído no currículo da rede regular, como o do português. Estas questões podem ser facilmente fundamentadas na Lei Brasileira de Inclusão", afirma. Johana concorda que todos devem participar, mas lamenta que muitos clientes, na hora de contratar um serviço, não façam questão de garantir que o site encomendado seja acessível. "Acontece que os desenvolvedores de websites não conhecem acessibilidade”, diz. “Ano passado fizemos um questionário e muitos nem sabiam o que era, outros explicavam que demora muito implementar". Cordeiro, por sua vez, acredita que estamos no caminho certo. Ferramentas como o Facilitas Player ou que utilizam inteligência artificial para reconhecer e descrever imagens já estão sendo desenvolvidas, e são indicativos positivos de que as tecnologias assistivas ainda têm muito o que avançar. "A dificuldade agora é fazer com que seja possível disponibilizar essa tecnologia ao grande público. Para oferecer serviços desses em grande escala é preciso muito investimento", afirma. "É um processo lento, dificultado pela criação contínua de novas tecnologias, que muitas vezes se tornam populares antes que as suas implicações em problemas de acessibilidade sejam compreendidas. Mas é preciso conscientizar os desenvolvedores e mostrar que preocupações com acessibilidade devem ser prioridade"". Mais sobre o Facilitas Player: um reprodutor de vídeos acessível Facilitas Player: um reprodutor de vídeos acessível Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo (legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos Facilitas Player é um reprodutor acessível de vídeos desenvolvido utilizando as tecnologias HTML5, CSS3, Javascript jQuery e jQueryUI, como forma de um plugin para a biblioteca jQuery. Facilitas Player: funcionalidades • Reproduzir, pausar e parar (critérios 2.11.6 da UAAG 2.9 e 10.8.2 da ISO 9241-171). • Ajustar o volume (critérios 1.5.1 da UAAG 2.0 e 10.6.2 da ISO 9241-171). • Redimensionar a janela de exibição ou tela cheia (critérios 1.8.3 da UAAG 2.0 e 10.5.8 da ISO 9241-171). • Retroceder 10 segundos, avançar 10 segundos (critérios 2.11.7 da UAAG 2.0 e 10.8.3 da ISO 9241-171). Estas funcionalidades foram adicionadas como resultado de testes com usuários, os quais reportaram que essas funcionalidades são importantes para quando desejam assistir vídeos para aprender outra linguagem. • Habilitar ou desabilitar legendas (critérios 1.1.2 da UAAG 2.0, 10.1.3 e 10.7.2 da ISO 9241-171); mudar o tamanho, fonte e cor da legenda, e a cor do fundo da legenda (critérios 1.4.1 da UAAG 2.0 e 10.7.3 da ISO 9241-171), funcionalidades localizadas nas configurações do reprodutor. • Busca de palavras ou frases na legenda do vídeo (critério 2.4.5 da UAAG 2.0), apresentando como resultado da busca uma lista com o tempo e a frase relacionada com o texto inserido. • Idioma do reprodutor, o qual atualmente apresenta três idiomas: português, inglês e espanhol. • Ajuda sobre as características de acessibilidade, atalhos usando teclado (critérios 3.3.2 da UAAG 2.0 e 11.1.5 da ISO 9241-171). • Acesso por teclado (critérios 2.1.1 da UAAG 2.0), fornece destaque para a seleção e foco quando usa o teclado (critérios 1.3.1 e 1.3.2 da UAAG 2.0). • Anotação intencional, consiste em uma anotação realizada pela pessoa que vai utilizar o plugin do Facilitas Player para reproduzir um vídeo. Cada anotação está composta por 3 partes: o tempo inicial da anotação, o título anotação e uma explicação da anotação. Essas anotações estão marcadas na timeline do vídeo e abaixo dos controles do reprodutor. Este tipo de funcionalidade permite encontrar um trecho do vídeo de forma direta e segundo os testes com usuários, esta funcionalidade ajuda quando quer assistir vídeos de tutoriais, noticiários ou vídeos que contem passos para realizar uma tarefa. • Desligar as luzes” que permite centrar o reprodutor na tela e esconder o resto do conteúdo da página, permitindo que o destaque seja somente no reprodutor. Esta funcionalidade pode ajudar às pessoas com alguma deficiência visual devido à diminuição da luz. • Navegação estrutural da UAAG 2.0, é possível navegar pelo DOM, e os headers estão definidos corretamente (critério 2.5.2). • Audiodescrição (critérios 1.1.2 da UAAG 2.0 e 10.1.3 da ISO 9241-171). • Linguagem de sinais (critério 1.2.6 da UAAG 2.0) • Transcrição (critérios 1.2.3 e 1.2.8 da UAAG 2.0) Facilitas Player: versões Existem duas versões da Ferramenta: 1. Versão de Dezembro de 2014, em parceria com o aluno de IC, Bruno Ramos. 2. Versão de Abril de 2016, em parceria com o aluno de IC, Samuel Ferreira. Facilitas Player: prêmio No ano 2014 o Facilitas Player ganhou o segundo lugar na 3ra edição do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web – Todos@Web na Categoria Aplicativos e Tecnologias assistivas com o Facilitas Player, W3C Escritório Brasil. Facilitas Player: como obter Para obter o Facilitas Player acesse: este link. Fonte: Jornal da USP

Aprovada a lei que exige a instalação de banheiros químicos acessíveis em eventos

Foi aprovado, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o projeto de Lei que obriga a instalação de banheiros químicos adaptados nos eventos pelo Estado. De acordo com o autor da proposta, o deputado Luiz Fernando Vampiro (PMDB), o intuito é garantir a acessibilidade, conforto e dignidade das pessoas com deficiência. “Esta medida reforça os direitos das pessoas com deficiência, especialmente os cadeirantes, de encontrar condições adequadas para a utilização dos banheiros nos eventos de grande concentração do público”, ressalta. Na avaliação do presidente da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos, José Roberto Leal, que também utiliza cadeiras de rodas para se locomover, a Lei traz mais tranquilidade na participação das pessoas com deficiência nos eventos em Santa Catarina. “Esta lei vai ser mais um instrumento de defesa do cidadão, que vai poder cobrar os seus direitos quando o organizador se negar a oferecer um banheiro químico adaptado para quem precisa”, disse. Em Santa Catarina, o número de pessoas com deficiência chega a 1,3 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE. O que significa que cerca de 21% de toda a população do Estado apresenta pelo menos um dos tipos de deficiência investigada como deficiência visual, auditiva, motora, mental e/ou intelectual em diversos graus. Destes, mais de 419 mil pessoas possuem algum tipo parcial ou total de deficiência motora. A quantidade de banheiros químicos adaptados a serem instalados será estabelecida observando os critérios de proporcionalidade, natureza do evento, estimativa de público, e nunca inferior a 5% dos banheiros químicos comuns a serem disponibilizados. O projeto de Lei segue para sanção do Governador do Estado. Fonte: Forquilhinha Notícias Site externo

sexta-feira, 17 de junho de 2016

ANAC discute acessibilidade no transporte aéreo na Câmara

Sessão abordou os principais desafios e práticas sobre a acessibilidade no transporte aéreo Sessão abordou os principais desafios e práticas sobre a acessibilidade no transporte aéreo Brasília, 08 de junho de 2016 – Nesta tarde, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) participou da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, na Câmara dos Deputados. O gerente de Operações da Gerência Geral de Ação Fiscal da ANAC, Marcelo Lima, representou a Agência e apresentou de que forma a ANAC desenvolveu seu plano de trabalho de atendimento e fiscalização voltados para Passageiros com Necessidade de Atendimento Especial (PNAE). Durante a apresentação, Lima destacou parcerias da ANAC com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONAD) e, inclusive, com a ex-deputada Rosinha da Adefal, buscando as melhores práticas de aplicação e fiscalização dos parâmetros de acessibilidade. O representante adiantou ainda que a ANAC tem algumas dificuldades, como por exemplo, encontrar um curso parceiro que posso oferecer capacitação em libras para todos os fiscais da Agência. “Está é uma das metas da Agência e queremos em curto prazo superar essa barreira”, declarou Lima. Marcelo Lima destacou também que a ANAC tem trabalhado para agir de forma rápida e precisa nas ações de fiscalização e na responsabilização dos seus entes regulados quanto à garantia dos serviços acessíveis nos aeroportos. Felipe Trigueiro, representante do CONAD elogiou a resolução n°280/2013 da ANAC, porém ressaltou que existem diversos pontos que deveriam ser revisados, como por exemplo, os avisos sonoros nos terminais e a obrigatoriedade do curso de libras para comissário de bordo. “Faltam tecnologias de acessibilidade no Brasil, é preciso lembrar principalmente dos surdos”, destacou. Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), trouxe alguns dados que dimensionam o transporte de PNAE no Brasil. No 1° trimestre foram aproximadamente 659 mil pessoas embarcadas com necessidade de atendimento especial. Do total de passageiros embarcados por ano, cerca de 3% necessitam de alguma assistência especial de viagem. Participaram, ainda, da sessão, o coordenador geral da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Machado, e a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conped), Katia Ferraz. A Agência relembra que os principais direitos dos passageiros com deficiências estão descritos e podem ser consultados no Guia de Direitos e Acessibilidade do Passageiro, disponível neste link. O guia possui versão em português, inglês, espanhol e em versão audiodescrita. Além disso, ele foi produzido em versão ampliada para atender as pessoas com baixa visão. Fonte: ANAC

Grupo usa aplicativos para inclusão de cegos nas redes sociais

A tecnologia é um facilitador em muitos aspectos da vida moderna. Para o grupo Meio do Mundo, celulares, tablets e computadores viraram ferramenta inclusivas, que permitem pessoas com deficiência visual acessarem as redes sociais. O grupo amapaense é formado por três cegos e utiliza a tecnologia em favor de quem precisa de atenção especial. Uma das criadoras do grupo, a socióloga Kérsia Celimory, disse que o grupo foi formado em abril de 2016 e já ajudou cinco pessoas em Macapá a utilizarem aparelhos celulares e computadores por meio de aplicativos que contribuem para o manuseio. “Essa tecnologia existe nos telefones que têm o sistema Android, e, com isso, usamos a ferramenta para orientar as pessoas com deficiência visual a mexerem no próprio celular ou computador, com ensinamento na prática”, explicou Kérsia. Segundo ela, três aplicativos são usados nas orientações, sendo dois para computadores e um para smartphone. Todos podem ser acessados de forma gratuita. (Veja o vídeo acima) “Para o computador, temos o NVDA e o DOS VOX, que são leitores de tela e ambos vão pronunciando o que está sendo exibido quando se digita no teclado. No celular usamos uma ferramenta chamada Talkback, quem vem em qualquer aparelho Android, e que realiza as mesmas funções dos aplicativos utilizados no computador”, explicou. De acordo com Kérsia, a média de aprendizagem de cada aluno dura em torno de uma semana. Ele aprendem a postar conteúdos nas redes sociais, ter acesso às informações e conhecer objetos por meio de narrações. “Comparo como se fosse uma pessoa idosa que está entrando agora na tecnologia dos smartphones. A inclusão digital de pessoas deficientes visuais é algo fundamental para minimizar as desigualdades sociais que ainda existem em nossa sociedade”, ressaltou. Segundo ela, a maior dificuldade encontrada pelos deficientes visuais na utilização do smartphone é a tela digital, em que o usuário realiza uma espécie de mapeamento no telefone, organizando cada ícone de forma que saiba onde encontrar cada um. O estudante Isac Ribeiro, de 22 anos, diz que hoje em dia consegue se manter informado pelo celular, mesmo sendo cego desde os 3 meses de vida, quando foi diagnosticado com glaucoma. Com a orientação que recebeu do grupo, ele disse que acessa diariamente as contas na rede social Facebook, no aplicativo de mensagens Whatsapp e outras redes sociais. “Agora tenho bastante habilidade e posto conteúdos quase todos os dias. Aprendi em pouco mais de uma semana a manusear. No início, quando adquiri o meu celular, não conseguia mexer em nada. Por mais tecnologia que tivesse, não conseguia chegar a um aplicativo de maneira acessível e fácil”, disse. De acordo com Carlos Manulo, outro fundador do grupo, o ensinamento para o uso dos aplicativos ocorre pela própria internet ou telefone. Basta o interessado entrar em contato com o grupo por meio da página no Facebook ou pelo Whatsapp. Caso seja necessário, o usuário recebe uma visita do grupo, que ensina pessoalmente o acesso aos aplicativos. “Isso depende da necessidade de cada usuário, sempre buscamos que ele pratique no próprio celular ou computador. Mas caso haja muita dificuldade, então agendamos uma visita para ensinar pessoalmente o manuseio”, disse. O movimento de Inclusão no Meio do Mundo não tem sede física em Macapá, e todas as campanhas são divulgadas nas redes sociais e nos meios de comunicação. O grupo funciona sem nenhum tipo de apoio de órgãos públicos. “Nós estamos por conta própria, mas quem quiser aderir à causa, sendo pessoas deficientes ou não, será sempre bem vinda, seja na nossa página do movimento no Facebook, ou no Whatsapp através do número 99152-4701 “, disse a socióloga. Fonte: G1 Site externo