segunda-feira, 4 de abril de 2016
Brasil investe em 'elite paralímpica' para buscar feito histórico no Rio
Aline dos Santos Rocha posa na cadeira de rodas no CT de treinamento
Para atingir a meta de ficar entre os cinco melhores países do mundo nos Jogos Paralímpicos do Rio, em setembro –feito que vai exigir em torno de 30 medalhas
de ouro–, uma estratégia de valorização e treinamento de um "time de elite" foi montada pelo comitê brasileiro.
Desde 2010, um grupo de 40 potenciais medalhistas é acompanhado e cercado de atenção que envolve deslocamento de suas cidades natais para grande centros,
estafe de profissionais de ponta para aumento do rendimento e de resultados, acesso a patrocinadores e gratificações que podem atingir R$ 40 mil.
A maior parte da nata paraolímpica está nas modalidades que mais rendem premiações, o atletismo e a natação. Mas há também representantes em outros esportes
como a canoagem, o futebol de 5 (jogado por cegos), a bocha e o vôlei sentado.
A melhor performance do Brasil até agora em Jogos Paralímpicos foi em Londres-12, quando conquistou 21 ouros (além de quatro pratas e oito bronzes) e ficou
em 7º no quadro de medalhas.
Sangue
Atual campeã mundial no salto em distância para pessoas com deficiência visual, Silvania Costa de Oliveira, 28, é exemplo da estratégia adotada pelo CPB
(Comitê Paralímpico Brasileiro). O talento dela foi descoberto em Três Lagoas (MS), onde participava de competições amadoras. Sua primeira prova, de 10
mil metros, foi feita sem guia e sem nenhum preparo técnico ou físico.
Ela correu em busca dos R$ 300 de premiação. "Tinha uma dívida que precisava ser paga ou minha filha iria ficar sem leite. Corri com toda a minha força.
Em certo momento, senti muita dor na cabeça e gosto de sangue na boca. Nada importava. Ganhei."
Trazida para São Paulo, onde teve acesso a um suporte profissional de ponta, Silvania começou a se destacar no cenário internacional. Ela diz que lida
bem com a pressão para obter bons resultados e que está preparada para ganhar o ouro em casa. "Hoje sou a melhor do mundo e tenho uma estrutura de grandes
atletas. Tudo isso me traz muita segurança", afirma.
Livro
Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor técnico do CPB, avalia que apenas com a sanção da Lei Agnelo Piva, em 2001, que garante investimentos permanentes
no esporte, foi possível construir um planejamento financeiro capaz de viabilizar o traçado de metas e de resultados. "Hoje, podemos traçar o caminho perfeito
do atleta, com programas de treinos e de competições, até ele virar um campeão", diz Tubiba.
Segundo o diretor, houve também "uma preocupação com as equipes técnicas, que foram trazidas das melhores universidades. Os profissionais foram se formando
com um olhar atento às necessidades dos atletas com deficiência. Não só de treino, mas também de reabilitação."
Outro exemplo do êxito do programa de elite do comitê é o corredor Yohansson do Nascimento Ferreira, 28, que ganhou um ouro e uma prata em Londres-2012
e é tido como favorito para dois pódios de primeiro lugar no Rio. "Levo com muita naturalidade ser de uma elite paralímpica e o fato de esperarem bons
resultados de mim. Sei dos meus compromissos, mas ajo como se estivesse escrevendo um livro: faço um capítulo, viro a página e encontro uma página em branco.
Só no final da obra vou saber dizer o que isso significou pra mim", declara Nascimento. O corredor nasceu com uma má-formação congênita nos braços. Saiu
de Alagoas, em 2007, para se dedicar ao esporte, em São Paulo.
Para Clarisse Setyon, professora do MBA em negócios do esporte da ESPM, embora seja difícil prever se o modelo de manter uma "elite esportiva" terá vida
longa, ele é "importante para aproveitar a janela de visibilidade dos atletas", com a Paraolimpíada em casa. "Esporte é movido a resultado, que gera visibilidade,
que gera investimento, que traz bons resultados. Aliado a isso, o paradesporto precisa de ídolos, de heróis. Ter um time de elite ajuda nisso." Neste ciclo
olímpico (desde 2012), o CPB investiu 400 milhões (R$ 100 milhões ao ano).
Por Jairo Marques
Fonte:
Folha de S. Paulo Site externo.
Governo vai criar balcões de atendimento específicos para deficientes
A criação de balcões de atendimento especializados em questões de deficiência, contratação de intérpretes de língua gestual no Serviço Nacional de Saúde
ou medidas fiscais mais vantajosas são algumas das propostas que o Governo quer implementar nos próximos anos.
As medidas surgem na sequência da primeira avaliação de Portugal pelo Comité das Nações Unidas dos Direitos das Pessoas com Deficiência à implementação
da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Portugal está sob avaliação e na terça-feira e hoje teve lugar, em Genebra, na Suíça, a primeira sessão de avaliação, já que esta é a primeira vez, desde
a ratificação da convenção em 2009, que Portugal é submetido a este processo de monitorização.
A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, que chefiou a delegação portuguesa, anunciou que “Portugal está fortemente
empenhado em garantir a mais elevada proteção de todos os direitos humanos”.
Nesse sentido, sublinhou que é intenção do Governo lançar para os próximos anos uma série de medidas, sendo uma dessas medidas os Balcões da Inclusão,
ou seja, postos de atendimento especializados em questões da deficiência que estarão disponíveis em todos os serviços da Segurança Social.
Por outro lado, pretende contratar intérpretes da língua gestual para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), bem como criar medidas fiscais mais vantajosas
para as pessoas com deficiência, além do lançamento do sistema de apoio à vida independente.
De acordo com a secretária de Estado outra das prioridades “para os próximos meses” é a regulamentação do Código do Trabalho, com vista a uma promoção
da justiça no trabalho para as pessoas com deficiência.
Ana Sofia Antunes frisou que a inclusão de quotas para pessoas com deficiência na administração pública está regulamentada por lei desde 2001, faltando,
no entanto, que seja uma realidade.
Defendeu, nesta matéria, que a administração pública seja um exemplo para que o regime de quotas possa ser alargado ao setor privado.
De acordo com a governante, a proteção das pessoas com deficiência é uma preocupação central do sistema de segurança social, frisando que existem várias
prestações pecuniárias com vista a proteger crianças, jovens e adultos com deficiência, quer de caráter contributivo, quer não contributivo, que são complementadas
por uma rede de estabelecimentos e serviços com respostas sociais dirigidas especificamente a estas pessoas.
Ana Sofia Antunes reafirmou que é intenção do Governo lançar várias medidas “verdadeiramente promotoras de inclusão”, mas que para esse objetivo ser concretizado
é preciso conhecer a realidade das pessoas com deficiência, saber onde estão e “o que é necessário para melhorar a sua situação”.
Revelou que o Governo está a preparar um Livro Branco que faça um retrato da situação atual e do qual irá resultar a Agenda Nacional para as Pessoas com
Deficiência, medida a implementar durante a atual legislatura.
Apesar das várias medidas anunciadas, a secretária de Estado admitiu que é necessário melhorar o regime de proteção, adiantando que este está em fase de
revisão e tem três objetivos essenciais: melhorar a proteção social, retirar as pessoas com deficiência da situação de pobreza e promover a empregabilidade.
Fonte: site País ao Minuto na sessão Notícias ao Minuto. Matéria e foto por Lusa.
sábado, 2 de abril de 2016
Equipes catarinenses e gaúchas faturam títulos do Regional Sul de Goalball, em Porto Alegre
ACESA-SC comemora o título da competição
Equipe de Santa Catarina comemora o título na categoria masculina
O Regional Sul de Goalball encerrou-se no último domingo, 27, em Porto
Alegre, e teve como as grandes campeãs a ACESA-SC, na categoria
masculina, e ACERGS-RS,
na feminina. As equipes derrotaram nas decisões o IRM-PR e a ACDEV-PR,
respectivamente, e foram as primeiras a levantarem um troféu em 2016. O
evento foi
disputado no SESC Campestre.
Garantidas na Copa Loterias Caixa da modalidade, IRM-PR e ACESA-SC se
enfrentaram na final com promessa de um jogo disputado. Os paranaenses
até que saíram
na frente, mas o trio de Florianópolis veio como um furacão e disparou
no placar. O jogo terminou ainda no primeiro tempo, com vitória de 12 a
2, por game.
O título coloca a equipe catarinense novamente no topo do Regional, após
quatro anos.
Numa partida tensa, a ACERGS-RS fez valer a concentração durante o jogo
para conseguir segurar o ataque da ACDEV-PR e aproveitar os erros
cometidos pela
equipe adversária. O título foi conquistado com vitória apertada de 2 a
1. Os dois gols saíram em erros das paranaenses, que primeiro marcaram
contra,
e depois cometeram penalidade, permitindo que as gaúchas virassem o
jogo. Com o título, a ACERGS-RS garantiu um lugar na Copa Loterias Caixa.
Na disputa do terceiro lugar, a AMACAP-PR não tomou conhecimento da
ACERGS-RS e venceu por 12 a 2, fechando o jogo antes do cronômetro
zerar. A partida
pelo bronze feminino ocorreu no sábado, e a ACESA-SC cravou lugar no
pódio ao bater a ADEVIFOZ, por 15 a 6.
Os destaques individuais da competição e que receberam a medalha de
artilheiro do Regional Sul foram: Elidjane Barroso, da ACDEV-PR, com 12
gols, e Patrício,
da ACESA-SC, que balançou as redes adversárias por 30 vezes.
Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)
fonte: c p b
Ônibus rodoviários terão que sair de fábrica com elevador
Ônibus para transporte rodoviário não poderão mais ser comercializados com as cadeiras de transbordo a partir do dia 1º julho. O equipamento é utilizado
para o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida aos assentos dos veículos. No lugar, eles deverão ter uma plataforma de elevação veicular,
que funciona como um elevador. Publicada no dia 2 de junho de 2015, a Portaria 269, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro),
determinava a adequação até o dia desta quinta, mas o prazo foi ampliado a pedido das empresas de ônibus. Embora a regra valha tanto para o transporte
coletivo rodoviário quanto para os serviços de fretamento e turismo, ela não abrange veículos em circulação e, por isso, por enquanto, nada deve mudar.
As empresas de transporte reclamam da dificuldade de encontrar os veículos adaptados no mercado. Antes da Portaria 269, a Resolução 3.871/2012, da Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), autorizava o uso das cadeiras de transbordo nos ônibus. “Não há na indústria automobilística produção de ônibus
com esse sistema. Além disso, elevaria os custos de produção e comercialização”, afirma a assessora jurídica do Sindicato das Empresas de Transporte de
Passageiros de Minas, Zaira Carvalho Silveira.
Dificuldades. Como a regra vale apenas para novos veículos, a utilização dos elevadores depende da renovação da frota. Na capital, empresas como a Unir,
que faz a linha Conexão Aeroporto, utilizam a cadeira de transbordo. Em um dos terminais de embarque, funcionários explicaram que o passageiro é preso
ao aparelho por um cinto de três pontos. Em seguida, ele é carregado por dois funcionários até o ônibus e colocado em um dos quatro primeiros assentos.
A cadeira de rodas é levada no bagageiro. “Vamos nos adequar com certeza. Entretanto, a frota ainda terá que ser renovada, o que leva tempo”, diz o gerente
comercial da Unir, Murilo Sérgio Nogueira Soares.
“A sensação é que vamos cair a qualquer momento. A largura também não ajuda, pessoas muito magras ou gordas não ficam confortáveis”, reclama a redatora
Laura Martins, 45, que usa cadeira de rodas.
População
Deficientes. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais possui 4,4 milhões de pessoas com algum
tipo de deficiência.
Saiba mais
Custo. Segundo o Inmetro, as plataformas de elevação custam entre R$ 8.755 e R$ 17.550. O equipamento pode ser instalado tanto nas portas dos veículos,
para servir como degraus, quanto em uma porta extra, no centro da carroçaria do ônibus.
Pendências. A nova regra ainda determina que a ANTT será responsável por definir o percentual da frota de ônibus rodoviários que deverá ser adaptado e
permite, mediante avaliação técnica, a continuidade do uso de outros dispositivos de embarques para passageiros deficientes.
Acesso em BH é questionado
O acesso ao transporte público na capital é questionado por pessoas com deficiência. Como a reportagem constatou em visita às estações do Move São Gabriel
e Pampulha, os locais têm problemas, como elevadores e escadas rolantes com defeito. A doméstica Sílvia Aparecida Lourenço Faria, 38, tem uma filha de
8 anos com paralisia cerebral. “Eu me arrisco passando pela pista dos ônibus. A outra opção é usar a escada, puxando a cadeira da minha filha”.
A BHTrans informou que se esforça para que elevadores e escadas rolantes estejam operando por maior tempo nos locais e que agentes de trânsito ajudam os
passageiros.
Montadoras esperam normas
Enquanto empresas de transporte reclamam da ausência de ônibus com elevadores no mercado, montadoras argumentam que não há demanda ou especificação técnica
para a produção dos veículos adaptados. A Marcopolo, uma das maiores montadoras de ônibus do Brasil, informou, por meio de sua assessoria, que nenhuma
empresa fabrica os coletivos com elevadores por ainda não haver regras estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
A Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) foi procurada, mas retornou à reportagem. A assessora jurídica do Sindicato das Empresas de Transporte
de Passageiros de Minas, Zaira Carvalho Silveira, destaca que um ônibus com elevador seria 400 kg mais pesado.
“Ônibus andam em terrenos irregulares, e isso dificultaria o uso do sistema. Está em fase final, pela ABNT, a revisão dessa norma para acessibilidade,
e outras formas de acesso serão estabelecidas”.
Ineficaz. Quem precisa da cadeira de transbordo reclama que ela não promove a acessibilidade, já que o passageiro precisa de ajuda de outros para se locomover.
O Inmetro também constatou que o equipamento não pode ser considerado acessível.
“A cadeira não promove a autonomia da pessoa com deficiência. O elevador é o equipamento adequado”, avalia a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos
das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil, Ana Lúcia de Oliveira.
Fonte: site do Jornal O Tempo por Débora Costa e Danilo Emerich.
Parques de Sintra recebe prêmio de boas práticas na categoria “Espaços, produtos e serviços em uso”
O modelo tridimensional do Palácio de Monserrate, que permite aos visitantes cegos tocar e conhecer melhor a volumetria do edifício
O modelo tridimensional do Palácio de Monserrate, que permite aos visitantes cegos tocar e conhecer melhor a volumetria do edifício
A Parques de Sintra recebeu o prémio de boas práticas na categoria “Espaços, produtos e serviços em uso”, atribuído pela Fundação “Design For All” ao projeto
“
Parques de Sintra Acolhem Melhor
”.
A “Design For All” é uma fundação sem fins lucrativos que tem como objetivo a pesquisa, desenvolvimento e promoção de estudos e práticas de excelência
relativas ao design inclusivo. O design inclusivo é a intervenção em ambientes, produtos e serviços com o objetivo da participação de todos, independentemente
da sua idade, sexo, capacidades ou cultura.
O projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor” pretende melhorar as condições de acessibilidade às propriedades sob gestão da empresa e constituí-los como
exemplo de boas práticas do turismo acessível e da igualdade na oportunidade de acesso ao património natural e construído. Conta com soluções ao nível
da acessibilidade física, informação e serviços inclusivos.
Na categoria “Espaços, produtos e serviços em uso” concorriam mais 22 candidatos de vários países, para além da Parques de Sintra, sendo que a outra categoria
existente, “Projetos, propostas, iniciativas, metodologias e estudos”, contava com 13 candidatos.
Em 2015 a Fundação “Design For All” tinha reconhecido a Parques de Sintra como um exemplo de boas práticas, o que a tornou como candidata ao prémio que
recebeu ontem na cerimónia dos “Design for All Foundation Awards 2016”, em Paris.
Sobre a Parques de Sintra – Monte da Lua
A Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela
UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do património
que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguer de espaços para eventos.
Em 2015, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos
Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 2.234.000 visitas, cerca
de 87% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013, 2014 e 2015, o World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.
São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de
Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
Fonte: Parques de Sintra
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Alegria e emoção marcam o lançamento do Praia Acessível
Idealizado pelo Governo do Estado, em parceira com a Prefeitura de Fortaleza, o projeto foi lançado nesta quinta-feira (31) oferecendo lazer e acesso ao
mar para idosos, pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida.
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"É maravilhoso. É um sonho realizado. Saber que posso vir à praia sempre que quiser é uma liberdade incrível. Agora eu posso dizer que a praia é de todos".
Foi assim que a fotógrafa Gigi Athayde, usuária do Praia Acessível, definiu a emoção de entrar no mar com conforto e segurança.
Ela e outras pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tiveram uma manhã de atividades no aterrinho da Praia de Iracema, nesta quinta-feira (31), com
o lançamento do Projeto Praia Acessível. Além do banho de mar com as cadeiras anfíbias e o acompanhamento de profissionais capacitados para a ação, os
usuários do projeto participaram de jogos de vôlei e frescobol, tudo adaptado.
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Quem também se emocionou com a oportunidade foi empresário Carlos Alberto Ferreira. “Com certeza vai trazer uma renovação de vida muito grande para as
pessoas com deficiência porque o mundo é limitado para nós, e com a praia acessível teremos mais opções de lazer”, reforça.
O governador Camilo Santana e o prefeito Roberto Cláudio, acompanhados das primeiras-damas do Estado e do Município, Onélia Leite Santana e Carol Bezerra,
respectivamente, participaram do lançamento e acompanharam as atividades, como a entrada das cadeiras anfíbias no mar e as partidas de vôlei na praia.
Para o governador Camilo Santana, o objetivo do projeto é garantir cidadania e inclusão social a idosos, pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida.
“É uma experiência inovadora, é
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o primeiro espaço de inclusão no Ceará, e outros pontos como este serão reproduzidos em cidades litorâneas do Estado. Precisamos garantir esse direito
a todos”, enfatizou o governador.
O prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, ressaltou a importância da parceria do Estado com o Município. “Aqui nós temos cadeiras adaptadas para o acesso
ao mar, e principalmente o apoio de monitores capacitados e treinados. Estamos muito felizes em proporcionar esse momento que será expandido para outras
praias da cidade”, afirmou.
Já a primeira-dama do Estado, Onélia Leite, destacou a importância da ação para a saúde e a autoestima dos usuários. “Eu ouvi de pessoa com deficiência
aqui que três águas curam a dor: o suor, a lágrima e a água do mar, e
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eles não tinham direito à água do mar. Esse era um pensamento muito forte. Aqui eles terão não só acesso à água do mar, como também ao frescobol, ao vôlei
adaptado, às piscinas. Vê-los felizes é muito importante, é o resgate de algo importante para a vida, a autoestima", reforçou.
Também estiveram presentes os secretários do Trabalho e Desenvolvimento Social do Ceará, Josbertini Clementino, da Ciência e Tecnologia do Ceará, Inácio
Arruda, e do Turismo de Fortaleza, Elpídio Nogueira.
Praia Acessível
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Idealizado pelo Governo do Estado, o projeto é executado em parceria com a Prefeitura de Fortaleza e funciona de quarta a domingo, de 9h às 14h. A iniciativa
oferece espaço de lazer com esteiras e cadeiras anfíbias, que possibilitam o acesso do público-alvo ao mar. O local ainda conta com estrutura para vôlei
e frescobol adaptados, piscinas, cadeiras e mesas cobertas com toldos, banheiro acessível e itens de segurança. O investimento realizado pelo Governo do
Estado em equipamentos é de aproximadamente R$ 400 mil. Já a Prefeitura fica responsável pela infraestrutura e logística.
O projeto acontece em frente ao Hotel Sonata, parceiro na ação e que disponibiliza banheiro adaptado, depósito para guardar material e cinco vagas de estacionamento
para pessoas com deficiência destinadas ao público participante da iniciativa. De acordo com a coordenadora Especial de Políticas Públicas para Idosos
e as Pessoas com Deficiência do Governo do Estado, Isabele Cavalcante, há previsão de uma nova estação do Praia Acessível fora da Capital. Ela afirmou
que está em fase de diagnóstico e até julho será anunciado o próximo município a receber a ação.
Capacitação
Cerca de 20 guarda-vidas do Corpo de Bombeiros e 15 técnicos da Prefeitura foram capacitados para atuar no Praia Acessível. O projeto começa com 20 monitores
que acompanharão as atividades, entre guarda-vidas do Corpo de Bombeiros, técnicos da Prefeitura e guarda-vidas da Inspetoria de Salvamento Aquático (ISA)
da Guarda Municipal de Fortaleza. Duas turmas foram treinadas com aulas teóricas e práticas no local.
Prefeitura de Fortaleza
Por meio da Secretaria Municipal de Turismo de Fortaleza (Setfor), da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos
(SCSP), foram rebaixados dois pontos do calçadão com instalação de rampas acessíveis, além de uma faixa de pedestre. O local conta ainda com vagas públicas
exclusivas para cadeirantes e com a primeira academia ao ar livre de Fortaleza, com uma estação de exercícios físicos voltada exclusivamente para cadeirantes.
31.03.2016
Déborah Vanessa
Assessora de Imprensa do Gabinete da Primeira-Dama
85 98957.0292 | 3254.4028
deborah.vanessa@gabgov.ce.gov.br
Fotos: Carlos Gibaja e Marcos Studart / Governo do Ceará
Equipe do Parque Histórico participa de oficina de acessibilidade e inclusão
Colaboradores da APHC se preparam para receber turista com necessidades especiais
Colaboradores da APHC se preparam para receber turista com necessidades especiais
Sentir o mundo como as pessoas com necessidades especiais sentem foi o objetivo da oficina de acessibilidade. Sentir-se no Outro, ministrada por Bruna
Rafaela Pontes Kremer para os funcionários da Associação Parque Histórico de Carambeí (APHC). A capacitação deu início ao projeto de inclusão que a instituição
museal está implantando para democratizar o acesso de pessoas com deficiências.
Quando questionada sobre a relevância da instituição treinar seus colaboradores para atender pessoas com deficiências, Bruna afirma que a atividade realça
a preocupação da APHC em atender bem os turistas como um todo. “Ter uma equipe preparada e pronta para receber pessoas com necessidades especiais mostra
que de fato o museu tem como ideal acolher as pessoas independente da sua necessidade, mostrando de fato ser uma instituição democrática”.
Vendados os mediadores do museu visitam o Parque e sentem as dificuldades enfrentadas por um deficiente visual
Vendados os mediadores do museu visitam o Parque e sentem as dificuldades enfrentadas por um deficiente visual
Houve uma inversão de papéis. Durante o treinamento a oficineira propôs aos funcionários do Parque Histórico que utilizassem muletas, cadeira de rodas,
vendas, pesos nas pernas e tampões nos ouvidos para que pudessem vivenciar o papel do turista com necessidades especiais, seja ele: idoso, alguém com dificuldade
motora, um surdo e até mesmo um cego. Na ocasião, Bruna também explicou sobre deficiência cognitiva. “O sentimento de se colocar no lugar do outro que
precisa de atendimento especial fez com que a equipe pudesse sentir a real dificuldade destas pessoas. Hoje a instituição possui profissionais seguros,
atenciosos e que sabem a melhor maneira de acolher o visitante em suas limitações”, explica.
A turismóloga da APHC, Ana Cristina Siqueira, relata sua experiência como cadeirante durante a capacitação. “Pude vivenciar a experiência como cadeirante,
no Parque Histórico de Carambeí, a dificuldade de deslocamento no que se refere às rampas, já que algumas possuem elevação no solo e a cadeira acaba disparando
ou possui muita dificuldade para rolar as rodas da mesma, dessa forma é necessário o auxílio de um ajudante”.
Ana Cristina destaca a necessidade de democratizar o acesso a instituição museal. “A importância do acesso adequado a pessoas deficientes ao museu deve
ser evidenciada, já que todos os indivíduos devem ter acesso à cultura, bem como o turismo para que possam desfrutar de novas experiências, realizar o
intercâmbio cultural e conhecer novas culturas”, finaliza.
Fonte: Parque Histórico de Carambeí
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