quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Festival de Cinema de Gramado promoveu debate sobre acessibilidade nos cinemas
Durante o Festival, a produção ‘A Oeste do fim do Mundo’ foi exibida com áudio descrição.
Durante o Festival, a produção ‘A Oeste do fim do Mundo’ foi exibida com áudio descrição.
Na tarde da última sexta-feira (14), ocorreu no Hotel Serra Azul, um painel com debate sobre o projeto de recurso de acessibilidade na narração de áudio
visual de filmes. A palestrante Marilaine Castro da Costa fez a abertura do painel explicando os objetivos e o porquê de oferecer acessibilidade: “garantir
um direito, valorizar a capacidade e as habilidades de cada pessoa; serviço para todos, pensando em cada um, criar um diferencial e garantir mais clientes”,
enfatizou Marilaine. A palestrante falou que produzir recursos de acessibilidade é uma grande responsabilidade e é essencial, para quem trabalha neste
meio, ter domínio das técnicas e conhecer a obra.
O segundo palestrante, Bruno Klein, falou dos 5 filmes que já possuem audiodescrição: “O Saneamento Básico, O Homem que Copiava, Tropa de Elite, O Tempo
e o Vento e Os Dois Filhos de Francisco. Klein salientou que para produzir a acessibilidade leva um período de duas semanas e meia. Durante o debate foi
comentado que o custo que se tem nestas produções não é o que impede as grandes produtoras cinematográficas do produzir mais filmes nesse aspecto. No filme
“O tempo e o vento” a produção custou cerca de R$ 3 milhões de reais e somente 0,02% foi gasto com a áudio descrição e LSE. O palestrante ainda fala: “o
grande empenho e desafio da Som da Luz (empresa especializada neste tipo de acessibilidade) é dar continuidade a este projeto”.
A palestrante Marcia Caspary reflete sobre o lema: “Nada sobre nós sem nós, a ideia comunica que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência
haverá de ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. Ela ainda comenta que desde o final do ano de 2013 e início de 2014,
empresas trouxeram aplicativos estrangeiros que sincronizam a áudio descrição, ao filme, seja onde ele rodar, na tela do cinema, TV ou computador. São
eles: Movie Reading da Iguale Acessibilidade (funciona sem acesso à internet) e Whatscine da Mais Diferenças (necessário wifi, não aceita internet móvel).
“Acessibilidade não é para agradar, ela é lei, é necessária”, destacou Márcia.
Felipe Mianes, é usuário, pesquisador e consultor de áudio descrição. Mianes comenta que “temos 45 milhões de pessoas com deficiência, uma fatia de 23,9%
da população, ou seja, um mercado de clientes”. Ele também afirma que “todos nós seremos usuários de áudio descrição um dia e que não se faz áudio descrição
somente para um ou outros, devemos lembrar que é para nós mesmos. Temos que pensar em todos, não só nas pessoas que possuem smartphone, internet e com
auto poder aquisitivo; não podemos dar acesso excluído pessoas, isso deve ser Universal. Ele ainda comenta que patrocinar áudio descrição liga as marcas”.
Mimi Aragan, a penúltima palestrante comenta que “ o festival de Gramado vem abrindo as portas e inserindo a acessibilidade na sociedade da mesma forma
que acontece em Brasília. Em quatro anos de amostra competitiva são mais de 200 pessoas que vem de três municípios gaúchos para a cidade de Gramado como
espectadores, e quando estas pessoas chegam no Festival são muito aplaudidas pelo público. O Diretor da ACERGS (Associação de cegos do Rio Grande do Sul),
Rafael Martin dos Santos, também usuário, foi o último a falar no evento “estou feliz pela maturidade das pessoas que estão aqui discutindo milhares de
formas, alternativas e possibilidades de levar acessibilidade aos usuários. Precisamos assecibilizar as coisas, agregar valor”, destacou o diretor.
Na tarde de sábado (15), no Palácio dos Festivais foi exibido o filme “Tropa de Elite 1” com áudio descrição, com o objetivo de exemplificar o tema debatido
no dia anterior. Durante o Festival, a produção “A Oeste do fim do Mundo” foi exibida com áudio descrição.
Fonte: Feevale
Deficientes sem vida cultural, outra falha na acessibilidade
Eduardo Ramon tem que enfrentar degraus sem nenhum tipo de ergonomia e uma rampa acima da altura ideal
Eduardo Ramon tem que enfrentar degraus sem nenhum tipo de ergonomia e uma rampa acima da altura ideal
Acessibilidade e deficiência andam juntas, certo? Errado. Em Alagoas, 24% da população é portadora de necessidades especiais, aproximadamente 700 mil pessoas.
São cidadãs e cidadãos que até que têm uma grande vontade de ter uma vida cultural, mas quando pensam na dificuldade, sobretudo pela falta de acesso, desistem.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é enfática ao afirmar que a igualdade de oportunidades é direito de todos, e que é garantida
a acessibilidade destas pessoas a bens culturais em formatos acessíveis, sobretudo, acesso aos locais que ofereçam estes serviços, como teatros, museus,
cinemas, bibliotecas, entre outros.
No entanto, o único lazer cultural que os portadores de necessidades especiais têm se resume às datas comemorativas. Para a tristeza dos deficientes, uma
das barreiras arquitetônicas começa por quem deveria ser exemplo, na calçada principal da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), localizada na Rua Pedro
Paulino, no Centro da capital alagoana.
O portador de necessidade visual Eduardo Ramon dos Santos, de 11 anos, é aluno da Escola de Cegos Cyro Accioly, e demonstra para a reportagem sua dificuldade
de acessibilidade para conseguir chegar à recepção da Secult.
Guiado por sua professora Albanize Mirindiba Bonfim, o obstáculo começou no caminho repleto de buracos, depois vêm os degraus sem nenhum tipo de ergonomia
e uma rampa acima da altura normal.
O garoto por pouco não caiu ao tentar se equilibrar para subir os degraus da secretaria. E ainda, no final do corrimão, se deparou com uma coluna de sustentação
que o impedia de passar e chegar ao seu destino, que era a recepção.
“Se na própria Secretaria de Cultura é assim, imagine nos espaços culturais, quem deveria dar exemplo é o primeiro a falhar. Existe uma lei que assegura
a acessibilidade, mas é muito bonita só no papel”, desabafou a professora Albenize Mirindiba que milita há 30 anos na educação inclusiva.
Ela tem voz e experiência suficiente para afirmar que: “briga o tempo todo para que haja acessibilidade em todos os lugares, para que o deficiente seja
tratado como cidadão”. No entanto, o que Albenize percebe, é uma extrema rejeição e preconceito da população, o que, segundo ela, faz com que os deficientes
se constranjam e se tranquem dentro de casa por falta de acessibilidade no meio cultural.
Fonte: Tribuna Hoje
SET EXPO 2015 PROMOVEU O PAINEL TV DIGITAL: ACESSIBILIDADE
Tendo como moderador Edson Moura, a seção das 15h30 da sala 17 do Congresso da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET EXPO 2015) trouxe o tema TV Digital
– Acessibilidade. Neste painel, a SET procurou promover um debate sobre as melhorias para os acessos existentes e formas de abordar os problemas organizacionais,
técnicos e legais para acessibilidade na televisão.
Presidentes da SET e da ABTA participaram do painél TV Digital - Acessibilidade (SET EXPO 2015)
Para começar, José Ednilson, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ressaltou que a linguagem de libras é outra língua, e não uma codificação
da língua portuguesa, e sim uma língua paralela. E levantou questões de como tornar a linguagem de libras uniforme, coerente e correta para o uso de todos
os necessitados.
Olímpio Franco, presidente da SET afirmou que a entidade tem responsabilidade social, e por isso, é importante trabalhar nesse projeto e revisar os documentos
aprovados para avançar para um projeto que viabilize da melhor maneira a inclusão
Na segunda palestra, Eliana Abdallah (Steno do Brasil), desenvolveu sua fala na área de legendas. Relatou a importância da uniformidade e falta de subjetividade
nas construções da mesma, demonstrou exemplos de erros e acertos em legendas.
citação
Em seguida, a palavra ficou com Flávia Machado (TV Aparecida). Ela falou sobre o potencial da audiodescrição (AD) na TV brasileira, deu ênfase no closed
caption, fez uma pequena demonstração de audiodescrição da TV Aparecida, explicou o processo de construção do roteiro deste recurso em programas gravados
e ao vivo. Terminou sua fala mostrando o panorama de AD no mundo.
fim da citação
Na palestra seguinte, Olímpio José Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), focou seu discurso na portaria da lei de
acessibilidade. Iniciou sua participação dando um pequeno histórico sobre o tema, falou da criação do Grupo SET de Boas Práticas para Acessibilidade em
radiodifusão, e explicou os principais propósitos do grupo. Terminou sua fala mostrando as normas da ANATEL para AD na televisão nacional.
Na quinta palestra quem falou foi o presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), Oscar Vicente que deu destaque para o tema
TV por assinatura com serviços de acessibilidade. Ele fez uma pequena apresentação da ABTA e das tecnologias de distribuição de conteúdo, explicou o que
é a cadeia de valor e finalizou dizendo que a posição da empresa é apoiar todos os recursos que venha a ajudar e melhorar a acessibilidade.
Por último, quem palestrou foi Guido Lemos, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que falou sobre o trabalho feito em suporte a libras.
Destacou as motivações para esse trabalho, relatou o objetivo da pesquisa, e expôs as características da solução proposta. E por fim mostrou alternativas
para o uso de libras na TV.
Após a seção, Olímpio José Franco destacou o quão importante esse painel é para a SET, para as emissoras e para quem lida com a questão da acessibilidade.
O presidente da SET ressaltou o quanto esse tema afeta muita gente. Ele afirma que "o que estamos discutindo nesse grupo, nesse painel foi o que nós vamos
aperfeiçoar agora ao longo dos próximos meses".
Painél TV Digital - Acessibilidade SET EXPO 2015 aconteceu em sala com recursos de caption e Libras
Sala conta com Close Caption e linguagem de libras
Sobre o Congresso da SET:
A 27ª edição do Congresso da SET acontece de 23 a 27 de agosto de 2015 no Expo Center Norte, em São Paulo. Este é o Congresso mais importante das áreas
de engenharias e novas mídias da América Latina reunindo especialistas dos Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina, para debater e analisar a situação
atual e as principais tendências em produção, transmissão e distribuição e contribuição de TV. Na edição deste ano o foco passa pelo desligamento analógico
da TV e os temas relacionados com esta transição.
SET Expo 2015
A feira será realizada de terça-feira, 25 de agosto até quinta-feira, 27 de agosto. Este ano, o SET EXPO, Feira de Equipamentos, Tecnologia e Serviços
aplicados aos Mercados de Broadcasting, Telecomunicações e Mídias Convergentes espera um público de mais de 15 mil visitantes entre profissionais, empresários
e executivos do mercado de produção e distribuição de conteúdo eletrônico de multimídia, incluindo TV aberta e por assinatura, rádio, internet, indústria,
produção e telecomunicações.
Mais de 200 expositores, representando mais de 400 marcas nacionais e internacionais vindos de países como Estados Unidos, Canadá, Israel, Coréia, Itália,
Espanha, Chile, e muitos outros estarão presentes na edição 2015. Ainda a exposição contará com pavilhões internacionais do Reino Unido, Alemanha, Japão,
Argentina e Escandinávia.
Mais sobre acessibilidade na televisão digital:
Lista de 2 itens
• Televisão discutirá recursos de acessibilidade na feira e congresso da SET-EXPO 2014
• Acessibilidade na TV digital será tema de debate na 21ª SET Broadcast & Cable
fim da lista
FONTE: Revista da SET
SEMANA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA DISCUTIU A IMPORTÂNCIA DA AUDIODESCRIÇÃO
A 21ª Semana da Pessoa com Deficiência do Estado do Rio Grande do Sul abordou nessa quarta-feira (26) o debate sobre o eixo Comunicação. Com a participação
de jornalistas e técnicos de informática dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o encontro promoveu a discussão sobre audiodescrição nas assessorias
e veículos de comunicação, softwares livres e web acessibilidade. O evento ocorreu no auditório do Palácio da Justiça.
21ª Semana da Pessoa com Deficiência do Rio Grande do Sul
Segundo o diretor presidente da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no
RS (Faders), Roque Bakof, a intenção do evento é mostrar exemplos de participação das pessoas com deficiência sobre a ética de algumas temáticas. “Dentre
elas a capacidade de se comunicar. Trazemos hoje jornalistas porque são disseminadores de conteúdos e de conhecimento para todos os órgãos, para que o
assunto possa ser repassado e assimilado pela sociedade”, destaca. Bakof disse ainda que “a comunicação é determinante e a finalidade ao colocar o tema
em discussão é, com certeza, sairmos mais fortalecidos. Sintam-se cada vez mais ‘pedreiros’ desse ideal, não só nosso, mas de toda a sociedade”.
Jorge Amaro, técnico da Faders, falou da audiodescrição com base na construção política e social e na acessibilidade de comunicação que significa não haver
barreiras interpessoais, escritas e virtuais. Além disso, apontou a invisibilidade na mídia da pessoa com deficiência, dados sobre a legislação brasileira
e sua história, que somente a partir dos anos 1990 começou a discutir a inclusão na sociedade. “Todos devem ter o direito mínimo de qualidade de vida,
acessibilidade, acesso à educação, ao trabalho e ao esporte e lazer”, afirma.
Segundo o técnico, a acessibilidade parte de princípios como autonomia e segurança. “Audiodescrição entra nesse processo quando o assunto é acessibilidade
de comunicação. Audiodescrição é transformar imagens em palavras. É a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido. É o visual transformado em
verbal”, assegura.
Aproximadamente 350 mil pessoas cegas ou com baixa visão se utilizam desse recurso, mas disléxicos, pessoas com deficiência intelectual e pessoas com dificuldade
de aprendizagem também são favorecidos. Amaro afirmou que a audiodescrição é algo que está em elaboração no Brasil, mas são desafios a serem enfrentados.
No final do evento, o consultor em Tecnologias Assistivas da Faders, Emanuel Noimann, apresentou alguns softwares que podem ser utilizados, tais como leitores
de tela, dando acesso à comunicação a todas as pessoas, que é um direito humano fundamental.
Promotores
A Semana Estadual da Pessoa com Deficiência conta com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coepede), SJDH, Secretaria Estadual
de Saúde e equipe Proser, Secretaria Estadual da Educação, Secretaria da Cultura e Casa de Cultura Mario Quintana, Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer,
juntamente com a Fundergs, Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Tribunal
de Contas do Estado (TCE/RS), Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado (SRTE/MTE), Grupo CEEE,
Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) e demais colaboradores.
Texto: Cassiane Osório
Edição: Léa Aragón/CCom
Fonte: Portal do Estado do Rio Grande do Sul
Com o trabalho, deficientes ganham autonomia
Foto de uma menina que tem síndrome de down em um escritório. Ela está em frente a sua mesa acenando para a câmera.
Aprendizado, evolução e autonomia. Valores como estes podem ser adquiridos quando um deficiente está no mercado de trabalho. Mas quem pensa que apenas
eles aprendem, se engana. Os funcionários das empresas, através do convívio diário com essas pessoas, também adquirem conhecimento. Entre eles, sorrir
para a vida mesmo em meio às dificuldades. Este tornou-se um dos ensinamentos da portadora de Síndrome de Down, Fabiana Wickert, 30 anos.
Ao pensar na importância da valorização dos deficientes, a Apae de Venâncio Aires, desde sexta-feira, 21, promove uma programação da Semana Nacional da
Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, cujo tema é a ‘Inclusão se conquista com Autonomia’. As atividades ocorrerão até sexta-feira, 28.
EVOLUÇÃO
A jovem Fabiana, por exemplo, é referência de alguém que aprendeu, evoluiu e acredita que o mercado de trabalho vale a pena. Trabalha desde fevereiro como
auxiliar administrativa do setor de medicina e segurança do trabalho na Continental Tobaccos Alliance (CTA), e participou do curso de aprendizagem profissional
promovido pela empresa, no período de abril de 2013 até fevereiro deste ano.
Com muita força de vontade e também com incentivo da mãe, Fabi, como é conhecida pelas pessoas mais próximas, decidiu ingressar na empresa para conquistar
o próprio dinheiro. Sonhos? A jovem tem muitos. Com os braços abertos e um sorriso sincero, ela pronuncia as seguintes palavras: ‘Meus sonhos? Um deles
é ser dona de toooodo esse setor aqui.’ No momento, fazer faculdade não está nos planos dela, mas se fizer, a área da saúde tem preferência.
Segundo Fabiana, em casa, os pais não negam que ela evoluiu muito e tornou-se mais comunicativa depois que começou as trabalhar. Ativa, em casa também
não para: ‘Danço muito, gosto de aprender sempre e também ensinar.’
Em meio à correria do dia a dia, não deixa de lado a vontade de ajudar e contribuir para que tudo dê certo. As tarefas desenvolvidas por ela estão ligadas
ao uso do computador. A partir da telinha, ela faz o lançamento de alguns documentos e cria tabelas.
APRENDIZADO
Mas não é apenas Fabi que aprende, pois em muitos momentos, é ela que ensina. Na própria empresa, visita cada setor para incentivar os funcionários a se
movimentarem e praticarem alguns exercícios. ‘Eu sou a ‘profe’, e eu gosto muito do que faço’, complementa. Quem aprende com ela também é a própria chefe
do setor, a enfermeira do trabalho, Karine Sehn.
Conforme a enfermeira do trabalho, Fabiana é muito transparente, vive disposta e pergunta sempre quando tem dúvidas. Além disso, a jovem tem um histórico
de evolução muito grande: ‘Ela conhece o espaço da empresa e o que ela produz. Evoluiu na fala, tornou-se mais comunicativa, se expressa melhor e sabe
utilizar todas as ferramentas que nós temos no computador’, comenta.
Fonte: site Folha do Mate por Kethlin Meurer.
Discriminar a pessoa com deficiência agora é crime
Praticar, induzir ou incitar discriminação de qualquer pessoa em razão de sua deficiência agora é crime. O avanço foi alcançado a partir da promulgação
do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado pela presidente Dilma Rousseff no dia 6 de julho. Também chamado de Lei Brasileira da Inclusão, o documento
reúne, além desta proteção, várias necessidades que o Estado e a sociedade precisam suprir e garantir para aqueles que possuem alguma dificuldade seja
ela motora, de locomoção ou intelectual. O estatuto é um marco e daqui para frente o desafio será fazê-lo sair do papel.
Foto de um cadeirante dentro do ônibus no lugar reservado para pessoas com deficiência.
O crime de discriminação distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que prejudiquem o exercício de direitos — citado no início da matéria consta
no artigo 88 do novo estatuto, com pena prevista de um a três anos de reclusão. Esta, aumenta em 1/3 se o causador da discriminação for o responsável porDiscriminar
a pessoa com deficiência agora é crime
cuidar da vítima. Já o artigo 89 do documento também estabelece como crime a apropriação ou desvio de bens, pensão, benefícios ou remuneração da pessoa
com deficiência, com pena de um a quatro anos de reclusão, aumentada em 1/3 se for praticado por tutor ou curador. A penalização destes atos, agora garantida
de forma clara na lei, é uma das principais vitórias comemoradas. Magno Donizete de Oliveira, cadeirante há 14 anos e relações públicas da Associação dos
Deficientes da Região de Sorocaba (Aderes), pensa assim e considera que agora é preciso que as pessoas com deficiência conheçam o documento e façam as
novas regras serem aplicadas na prática. “É como a Lei Maria da Penha, demorou para pegar, mas hoje se faz um boletim de ocorrência e a pessoa vai presa.
Eles ainda vão regulamentar, mas já está valendo, podemos fazer o registro na polícia. A lei vai pegar quando a punição começar a virar notícia.”
Fonte: site Cruzeiro do Sul por Regina Helena Santos.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Mostra 'Diálogo no Escuro' leva público a um passeio cego em SP
Foto da porta de entrada da exposição
Você já se imaginou ser guiado por alguém com deficiência visual em ambientes totalmente escuros? Essa é a proposta da mostra sensorial “Diálogo no Escuro”,
em cartaz a partir de sábado, dia 22 de agosto, no Unibes Cultural – novo nome do Centro da Cultura Judaica, do ladinho da estação Sumaré do Metrô.
Pela primeira vez na capital, a exposição desafia o público a conhecer o mundo com outros sentidos e pode ser conferida de segunda a sábado, das 11h às
19h, até o dia 20 de fevereiro de 2016. O ingresso para a experiência custa até R$ 30, às sextas e aos sábados; até R$ 24, às segundas, quartas e quintas
e, às terças, o centro cultural tem entrada gratuita.
Em “Diálogo no Escuro” não há quadros expostos, nem obras monumentais. Na mostra, o público é divido em grupos de até oito pessoas que são instigadas por
um guia a explorar quatro ambientes totalmente escuros, de 45 a 60 minutos, utilizando apenas três de seus sentidos: tato, audição e olfato.
Privados do sentido que coordena praticamente todas as ações do corpo humano, os participantes são colocados em outra dimensão. A única pessoa que estáMostra
'Diálogo no Escuro' leva público a um passeio cego em SP
Mostra 'Diálogo no Escuro' leva público a um passeio cego em SP
totalmente inserida naquele mundo é o guia, já que fora dali ele também não consegue ver nada, além da escuridão.
A exposição tem o propósito de inserir o público num contexto diferente do que se é vivido. Num mundo onde quem enxerga não enxerga, em que não se há noção
de distância ou profundidade. "Diálogo no Escuro" faz com que os participantes superestimem a capacidade dos deficientes visuais e gere uma reflexão poderosa,
na qual se é despido de preconceitos estéticos e vestido de confiança, respeito e alteridade.
A experiência da mostra, que já rodou 32 países e mexeu com o psicológico de mais de oito milhões de pessoas – visto que é quase impossível sentir-se indiferente
à experiência -, desperta em você a certeza de que todo mundo é igual.
Fonte:
Catraca Livre Site externo.
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