quarta-feira, 27 de maio de 2015

ICB-BA fatura o tetracampeonato no Regional Nordeste de Futebol de 5, em Recife

Jogadores do ICB-BA comemoram o título O ICB-BA contou com o talento do craque Jefinho para conquistar o tetracampeonato no Regional Nordeste de Futebol de 5, na manhã do último domingo, 24, em Recife, Pernambuco. O time baiano venceu a APACE-PB por 3 a 2, com dois gols do craque e um de Cássio. Bill marcou duas vezes para o time de João Pessoa. Na disputa do terceiro lugar, a ADVP-PE venceu o CEDEMAC-MA pelo mesmo placar. A partida final foi muito disputada desde o início, com as duas equipes bastante aguerridas dentro de quadra. O primeiro gol veio de pênalti: Jefinho foi para a bola e não desperdiçou. O gol foi um golpe duro para os paraibanos. Ao cometer a quinta falta, o time da Paraíba deu a chance que Cássio precisava para ampliar o placar. O fixo cobrou com categoria e fez 2 a 0. A vantagem no placar tornou a partida tranquila para os baianos. Mas, no fim do primeiro tempo, ao cometer a quarta falta coletiva, o ICB-BA permitiu que o APACE-PB voltasse para o jogo. Especialista em cobranças de tiro livre, Bill não decepcionou e diminuiu o marcador. A partida esquentou no segundo tempo. Precisando de mais gols para sonhar com o título, a APACE-PB se lançou ao ataque. A pressão fez com que os baianos ficassem acuados no campo de defesa. A equipe da Paraíba criou diversas chances de gols, mas pecou muito nas finalizações. Dominando bem a partida, o ICB-BA chegou ao terceiro com o oportunismo de Jefinho. O craque roubou bola de Damião no campo de defesa e, cara a cara com Daniel, fez 3 a 1. Bill ainda marcou mais um para a APACE-PB, mas já era tarde. Vitória do ICB-BA, por 3 a 2, e o tetracampeonato indiscutível para a equipe. Disputa do bronze O jogo entre ADVP-PE e CEDEMAC-MA foi digno de uma disputa de 3º lugar. As equipes não pouparam esforços e protagonizaram um belo espetáculo. Raimundo Nonato, pelo lado dos pernambucanos, e Marcos Costela, pelo time do Maranhão, ditaram o ritmo da partida. As ações ofensivas das equipes eram voltadas em cima destes jogadores. Em um jogo onde o equilíbrio é total, a bola parada faz toda a diferença. E foi exatamente isso o que aconteceu. Com dois pênaltis a favor, a ADVP-PE marcou com Raimundo Nonato. O craque ainda fez o seu terceiro na partida em jogada ensaiada após cobrança de falta. Pelo lado dos maranhenses, Costela deixou sua marca duas vezes, sendo uma em penalidade. Final de jogo: ADVP 3 a 2, e festa do time pernambucano. Premiação Jefinho só faltou fazer chover na competição. Para coroar as exibições do craque, ele levou prêmio de artilheiro do Regional Nordeste de Futebol de 5, com 16 gols. O baiano recebeu a medalha das mãos da presidente da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC), Naíse Pedrosa, que prestigiou as partidas decisivas do campeonato. O prêmio de melhor goleiro ficou com Daniel Ferreira, do CEDEMAC-MA. A competição foi realizada pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) com o apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV). fonte:fonte: i c b

terça-feira, 26 de maio de 2015

Após percorrer 8 mil Km a pé, 'Zé do Pedal' chega a Petrópolis, no RJ

Foto de Zé do Pedal e sua cadeira de rodas Depois de percorrer 8 mil quilômetros, dos 10.700 que fará a pé e empurrando uma cadeira de rodas, já está em Petrópolis Site externo. , na Região Serrana do Rio, o fotógrafo mineiro José Geraldo de Souza, de 57 anos, mais conhecido como 'Zé do Pedal'. Ele chegou na noite desta sexta-feira (22) no distrito de Itaipava, mas sua “Cruzada pela Acessibilidade” começou em fevereiro do ano passado, em Uiramutá, em Roraima. Desde então ele percorre os extremos do país com o intuito de chamar a atenção para a acessibilidade. Mas a viagem desse ativista de Viçosa, na Zona da Mata de Minas Gerais, ainda está longe de seu destino final, no Chuí, no RS. Acompanhado somente da cadeira, que ganhou uma adaptação para carregar seus pertences, ele vai visitar 327 cidades de 20 estados. Zé já passou por 14 deles, além do Distrito Federal, e nesta semana chegou ao 15ª, no Rio de Janeiro. Na última quarta-feira (20) ele saiu de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e antes de chegar à Itaipava fez paradas em Comendador Levy Gasparian e Três Rios, incluindo mais 110 quilômetros de percurso. De Petrópolis, ele segue para a capital carioca e depois São Paulo, levando a bandeira da acessibilidade para pessoas com deficiência. E os problemas apontados na causa do ativista são notados e vividos no próprio trajeto, mas que para ele são válidos pelo objetivo do projeto. “É uma experiência maravilhosa. Os momentos mais pesados são nos lugares que não têm acostamento e quando está chovendo, que aumenta a tensão, pois quando chove não escutamos o barulho dos carros. Mas fico muito feliz de saber que as pessoas estão reconhecendo esse trabalho que tem a intenção de fomentar a discussão saudável sobre a acessibilidade, a falta dela para essas pessoas”, pontuou. Solidariedade Nessa caminhada solitária, o mineiro vem contando com ajuda de muitas pessoas que aprovam a iniciativa. Nas paradas de descanso, ele monta sua barraca de dormir em postos de gasolina e debaixo de pontes, quando não consegue hospedagem gratuita em hotéis. Por dia, Zé caminha uma média de 50 quilômetros, o que dá cerca de 12 horas só percorrendo "as ruas desse mundão", como costuma dizer. “Eu procuro não caminhar mais que isso até para não ter um desgaste físico. Mas quando o corpo aguenta posso fazer mais, como já cheguei a fazer 70 quilômetros. Mas é uma viagem de solidariedade. Onde paro, muitas pessoas me ajudam e aprovam o projeto”, explica o ativista que já ganhou duas homenagens - em Aracajú e Maceió. Atenção às pessoas com deficiência A ação do ativista tem como principal objetivo, além de chamar a atenção para a questão da acessibilidade, de propor a criação do Conselho da Pessoa com Deficiência nas cidades que ainda não têm, assim como uma proposta de projeto de Lei para ser aplicado nos municípios com normas de acessibilidade. “Esse é meu foco, fazer as pessoas enxergarem a questão da acessibilidade no nosso país e as pessoas estão aderindo ao projeto, levantando essa bandeira que é muito importante. Onde passo vou às Câmaras de Vereadores e Prefeituras propor a criação do Conselho, que é muito importante”, comentou Zé do Pedal. Como nasceu o projeto A ideia de cruzar o país empurrando a cadeira de rodas nasceu em 2008, quando ele estava em outro projeto na Europa e viu a dificuldade de uma criança ao subir um degrau com sua cadeira de rodas. “Eu fazia outro trabalho, para mostrar como crianças da África do Sul estão expostas à doenças como catarata e glaucoma, que afetam a visão, e me deparei com uma menina na cadeira de rodas que não conseguia subir um degrau de cinco centímetros. Isso me despertou e comecei a ver a dificuldade de acessibilidade no meu país, na minha rua e até mesmo na minha própria casa”, explicou. A “Cruzada da Acessibilidade” começou exatamente no dia 10 de fevereiro de 2014 e a previsão é que Zé do Pedal chegue no Chuí no dia 23 de setembro, quando é comemorado o Dia da Pessoa com Deficiência. Fonte: G1 Site externo.

Brasil não garante direitos básicos à população deficiente

A ausência de políticas públicas no nosso País cria um cenário de vulnerabilidade Por seu conteúdo, a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social, já foi considerada a mais inclusiva das Américas por fazer com que o Estado assuma a responsabilidade pela pessoa com deficiência. Ainda assim, no Brasil, este assunto só começou a ser realmente debatido nos últimos dez anos. Segundo Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência ( IBDD), “a pessoa com deficiência, no Brasil, vive uma situação de não-cidadão” já que o país não garante a esta população os direitos básicos – o de ir e vir, a possibilidade de locomoção, o acesso à escola e ao trabalho. Para superintendente do IBDD, “falta adaptação nas escolas e faculdades, como a presença de intérpretes de Libras. O resultado só existe mediante pressão ou boa vontade de alguém da instituição”. Teresa afirma que, uma vez que o cidadão precisa ir à Justiça para ter seus direitos básicos garantidos, os governos Municipal, Estadual e Federal podem ser considerados como omissos. “O País perde em qualidade de participantes da cidadania e estas pessoas acabam pesando financeiramente ao Estado”, afirma Teresa. Moisés Bauer, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência ( Conade), instituição vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que responde diretamente à Presidência da República, concorda com a superintendente do IBDD. Segundo ele, na escala de prioridades do Estado brasileiro, o assunto ocupa as últimas posições. “Os investimentos são pulverizados e as ações, maquiadas” afirma Bauer, de 42 anos, deficiente visual desde os 8 e que ocupa também o cargo de presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil. Diante deste quadro, Moisés Bauer defende uma legislação mais direta. “A ausência de políticas públicas no nosso País cria um cenário de vulnerabilidade e precariedade à pessoa com deficiência”. O presidente do Conade observa que faltam “aperfeiçoamentos na lei e punições ao gestor público. A acessibilidade se torna possível para quem tem dinheiro, mas o cidadão sem condições financeiras não consegue quase nada”. (Fonte: Estadão/blogs)

Visão subnormal já atinge cerca de quatro milhões de pessoas no Brasil

Lupas com apoio são lupas que têm uma base que se apóia no texto, mantendo o foco permanentemente Apesar de ocorrer na maioria das vezes em idosos, por conta da degeneração macular, pessoas de todas as idades podem ser acometidas pela visão subnormal por causa congênita, doenças hereditárias, traumas, diabetes, glaucoma, catarata e doenças relacionadas à idade. Em crianças, a reversão é possível com programas de estimulação visual precoce. Segundo Relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de quatro milhões de pessoas sofrem deste mal, comumente conhecido como ‘baixa visão’. O problema acontece quando óculos comuns, lentes de contato ou implantes de lentes intraoculares não conseguem dar uma visão nítida à pessoa. Embora o mais comum seja a redução da visão central, a visão subnormal pode também ser consequência de diminuição da visão periférica, ou da diminuição da visão para cores da incapacidade para definição adequada de luz, contraste ou foco. Assim, diferentes tipos de visão subnormal podem exigir também diferentes tipos de assistência oftalmológica. Por exemplo, pessoas que nascem com visão subnormal têm diferentes necessidades daquelas que apresentam o problema ao longo do tempo. A visão subnormal não deve ser confundida com cegueira, pois esta deficiência visual poderá ser menor ou maior dependendo da patologia ou lesão ocular de cada indivíduo. Pessoas com visão subnormal ainda têm visão útil, porém, quando os óculos ou lentes de contato já não podem proporcionar visão adequada, é hora de lançar mão de recursos ópticos especiais. A melhora visual com tais recursos é geralmente alcançada após o oftalmologista ter completado o tratamento clínico ou cirúrgico ou, ainda, determinado que estes procedimentos não sejam suficientes para a melhora da visão. Os principais sintomas da visão subnormal são dificuldade na leitura (do dia a dia, na escola, no trabalho); dificuldade em reconhecer rostos (principalmente detalhes); dificuldade na locomoção (campo visual com alterações) e dificuldade em realizar tarefas visuais específicas (trabalhos manuais, atividades de lazer como jogos de cartas, etc). Por conta da maior expectativa de vida da população, o número de portadores de visão subnormal tende a aumentar, inclusive por não existir cura para a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) do tipo seca, a mais frequente das doenças que provocam visão subnormal. (Fonte: Assessoria de Comunicação Hospital de Olhos Paulista)

Projeto Livro Falado para deficientes visuais lança site na internet

O projeto Livro Falado nasceu com o objetivo de unir pessoas com deficiência visual e videntes através da literatura e do teatro. O projeto Livro Falado nasceu com o objetivo de unir pessoas com deficiência visual e videntes através da literatura e do teatro. RIO – O projeto Livro Falado lançou esta semana o site www.livrofalado.pro.br, onde deficientes visuais podem ter acesso a mais de 350 livros gravados, de cerca de 280 autores brasileiros. O objetivo também é atender pessoas com cegueira dos outros países de língua portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau disse à Agência Brasil a criadora do projeto, a mestre em teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Analu Palma. Para isso, o projeto, que existe há dez anos, conta com patrocínio da BR Distribuidora e a parceria da Academia Brasileira de Letras (ABL). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil, a prevalência de cegueira na população é de 0,3% e de baixa visão, 1,7%. A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. O projeto Livro Falado pretende incluir os deficientes visuais em duas instâncias: na questão da literatura, de acesso ao livro; e no tocante à qualificação para o ator cego. Analu Palma é autora do livro falado Uma História para Ler, Gravar e Ouvir, em que apresenta para as pessoas as habilidades e dificuldades de uma criança que não enxerga, além de ensinar como se grava livros para deficientes visuais. Com base nesses ensinamentos, ela começou a ministrar oficinas do livro falado. Já foram capacitados, até agora, mais de 400 ledores em todo o país. Os ledores voluntários são qualificados e aprendem como transformar um livro impresso em uma obra acessível em áudio para uma pessoa que não enxerga. Outro procedimento é aprender a gravar em um programa de computador para que o livro já fique em CD. A terceira fase da oficina se refere à voz do voluntário, ou seja, ensina como ter uma boa dicção, além de boa leitura. Para acessar os livros gravados, as pessoas cegas devem acessar o site www.livrofalado.pro.br. Para obter a gravação de um livro específico, é preciso enviar e-mail para livrofalado@livrofalado.pro.br. A remessa é gratuita. Fonte: O Globo

Novas e antigas profissões

Com o avanço tecnológico e a mudança de hábitos, atividades tradicionais desaparecem e cedem lugar a novas formas de trabalho, muitas delas inimagináveis há poucos anos. O sapateiro, o alfaiate e o ascensorista são profissionais cada vez mais escassos. Enquanto isso, novos campos de atuação ganham espaço no mercado como o audiodescritor, por exemplo. Profissões em Extinção Algumas profissões estão se tornando tão raras que fica difícil até encontrar alguém para falar sobre ela. É o caso do ascensorista de elevador. Depois de muita procura, surge Rafael Paim, curiosamente um jovem de 24 anos "Profissão rara? Pode falar comigo mesmo", diverte-se Rafael. Ele trabalha há um ano no Edifício Barão do Rio Branco no centro de Salvador. Confirmando a suspeita da diminuição desse tipo de profissional, ele afirma ter conseguido o emprego sem nenhuma concorrência. Competia sozinho pela vaga. O treinamento consistia em um dia inteiro dentro de um elevador pra se acostumar com o ambiente. Hoje trabalha 6 horas por dia, afirma não ter nenhum tipo de fobia e diz ter feito muitas amizades no emprego. Rafael destaca como ponto negativo da profissão o estresse causado pelos elevadores sempre cheios (o edifício só possui um) e a falta de educação de algumas pessoas: "Algumas entram, ignoram e eu que tenho que perguntar para qual andar elas vão", relata. Apesar de gostar do emprego, Rafael, que fez curso de Petróleo e Gás, pretende mudar de profissão assim que surgir a oportunidade. Seu Raimundo trabalha como sapateiro a quase 40 anos Também no centro de Salvador, mais precisamente no Largo 2 de Julho, Raimundo Oliveira, 56 anos, há 37 se dedica ao ofício de sapateiro. Ele diz que quando começou era uma atividade lucrativa, mas hoje sente que diminuiu bastante a procura de clientes. Ele atribui isso à concorrência desleal das fábricas de calçados. Mesmo assim, Seu Raimundo mantém o brilho nos olhos ao falar da profissão responsável pelo sustento da sua família durante essas três décadas. Novas Profissões Por outro lado, no campo das novas profissões, temos o audiodescritor. Profissional encarregado de traduzir em palavras o conteúdo das imagens que aparecem no cinema, na TV, mostra de artes ou em qualquer suporte de exibição. Esse trabalho é desenvolvido para atender a pessoas cegas ou com deficiência visual. Letícia Schwartz, 41 anos, é audiodescritora na empresa Mil Palavras Acessibilidade Cultural Ltda, sediada em Porto Alegre. Ela começou a carreira em 2008, de maneira empírica. "Eu desenvolvia roteiros para audiodescrição e os narrava", conta Letícia. A profissão de audiodescritor tem sido demandada por emissoras de TV, instituições culturais e produtores de cinema. A formação desse profissional ainda sente falta de cursos de longa duração. Letícia ainda assegura que apesar de já contar com a experiência profissional, ainda está em formação, porque o campo é novo e rico em abordagens. Letícia em atividade - clique na foto para ouvir o depoimento de Letícia Letícia Schwartz em atividade (clique na foto para ouvir o depoimento de Letícia) "Os desafios são muitos. Poderia citar a falta de regulamentação da profissão, que deixa a categoria frágil e sujeita a um mercado instável e muito aberto a pessoas que se autointitulam audiodescritores sem qualquer critério", aponta. Ela assegura que há também a postura dos produtores culturais, que ainda não entendem a oferta de acessibilidade como uma oportunidade de conquistar novos públicos. Clique na foto para ouvir o depoimento de Letícia. As novas profissões que surgem com a internet Com o mar de informações em que se tornou a internet, o tratamento desses oceanos de dados requer a atuação de novos especialistas. Com as pessoas mais conectadas, as empresas necessitam de profissionais com habilidade para fazer a ponte entre realidades antes tão distantes e agora tão próximas. A mobilidade e a quebra de fronteiras fizeram de cursos como os de desenvolvimento de aplicativos de web convergentes, que funcionam em tablets e em smartphones figurar entre os preferidos dos jovens. Quem já tinha estrada profissional também não perdeu a vez. Há atividades que surgiram justamente para integrar veteranos às novas realidades. Muitas profissões se transformaram completamente, sem deixar de se fazer essencial. “Há muitas especializações voltadas para a internet. Há o cinegrafista que aprendeu a lidar com outras ferramentas e descobriu que vídeos mais curtos atraem mais a atenção do internauta. Até o vendedor de anúncios aprendeu a diferença de linguagem na nova mídia”, explica Ricardo Basaglia, diretor-executivo da Michael Page, multinacional da área de recrutamento profissional. Dessa forma, todas as profissões desempenham seu papel e mostram sua importância no nosso dia a dia. Algumas apenas se fundem, se transformam e se renovam para se adaptar aos novos tempos. Outras ficam no passado e desaparecem por completo. O tempo nos mostrará o que nos reserva o futuro. Esse futuro que talvez já tenha chegado. Fonte: Universidade Federal da Bahia

Casal com deficiência supera desafio e celebra casamento em Cambuquira

Alessandra Proque de Raimundo, de 27 anos, e Ezequiel Nogueira Raimundo, de 33 anos, completam seis dias de casados nesta sexta-feira (27). Mas a felicidade celebrada pelo casal de Cambuquira (MG) foi uma vitória difícil de ser conquistada. Portadores de deficiência, eles levaram mais de dois anos para convencerem a justiça de que estavam aptos a decidirem o rumo de suas vidas. "Quero pedir a mão da tua filha em namoro", foi o que Ezequiel disse para o pai de Alessandra em 2012, depois que os dois se conheceram em um culto religioso. "Aí ele olhou pra ela, olhou pra mim... já tinha aceitado já", recorda o orgulhoso marido. Com deficiência intelectual e limitações motoras, Ezequiel sempre quis se casar. Diagnosticada com microencefalia, Alessandra nunca tinha namorado antes. No entanto, as famílias perceberam o carinho existente entre os dois e apoiaram o relacionamento, inclusive quando veio a decisão do casamento. "Pra ver um filho feliz, a gente tem que ter disposição", diz Maria Aparecida Raimundo, mãe de Ezequiel, relembrando todas dificuldades enfrentadas pelo casal. Até a cerimônia do dia 16 de maio ser concretizada, os dois precisaram passar por uma verdadeira maratona de consultas. O primeiro laudo de capacidade civil nem foi aceito. Para que o casamento acontecesse, o juiz concedeu um alvará à família mediante o laudo de um perito psiquiátrico. Vencida a burocracia, Alessandra e Ezequiel trataram de realizar o sonho. Agora esperam o término da casa para onde pretendem se mudar. Defensor dos direitos da pessoa com deficiência, o psiquiatra Maurício Miguel Gabdem foi padrinho dos dois e comemora também a conquista dos afilhados. "O Ezequiel e a Alessandra não são deficientes. São pessoas com deficiência. Isso lhes dá limitações que eles mesmos reconhecem e tentam superar. Isso lhes dá uma condição de poder acertar ou errar, de viver uma vida a dois, de constituir uma família." fonte:g1