sábado, 5 de julho de 2014
Teatro para todos: Dia da Cidadania e a acessibilidade para o público
Projetos teatrais promovem inclusão de portadores de necessidades especiais.
Da Redação
Foi aprovado esta semana na Câmara dos Deputados um projeto de lei que institui o Dia Nacional do Teatro Acessível. O momento não poderia ser mais propício,
coincidindo com as comemorações do Dia da Cidadania no país. A luta, que agora continua no Senado Federal, tem como objetivo celebrar e divulgar a cultura
por meio de atividades cênicas que utilizem práticas de acessibilidade física e cognitiva, promovendo, assim, maior acesso da sociedade brasileira aos
direitos culturais.
De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas portadoras de algum
tipo de necessidade especial. Isso representa quase 23% da população nacional. São pessoas que, muitas vezes, têm seus direitos negados devido à falta
de estrutura e de políticas públicas que garantam seu acesso à cultura.
Um dos grandes representantes dessa luta é a ONG Escola de Gente. Em 2011, o grupo idealizou a campanha “Teatro Acessível. Arte, Prazer e Direitos” e desde
então percorre o Brasil oferecendo teatro gratuito e acessível a crianças, jovens e adultos. A celebração de uma data destinada a este objetivo, inclusive,
é um desmembramento desta iniciativa. (Veja vídeo com teaser da campanha)
– O que a Escola de Gente e seus parceiros buscam é a garantia dos direitos culturais para pessoas com deficiência. Queremos que tenham mais participação
e mais autonomia no acesso à vida cultural de suas comunidades como pensadores, artistas, produtores ou plateia. É esse o debate e o espaço de diálogo
que o Dia Nacional do Teatro Acessível vai liderar – explica Claudia Werneck, fundadora e diretora da ONG.
Desde 2003, a organização possui um grupo de teatro chamado “Os Inclusos e os Sisos”. Iniciativa da atriz Tatá Werneck, o objetivo é colocar o teatro –
especialmente o humor – a serviço de temas como inclusão, diversidade e direitos. Mais de 50 mil pessoas já puderam assistir as apresentações da companhia,
que viaja constantemente pelo Brasil.
– Com meus amigos de faculdade, criei o primeiro grupo no Brasil a fazer peças totalmente acessíveis. Isso não é mais do que nossa obrigação; tem que ser
feito. A realidade é difícil e as pessoas parecem não entender a importância disso. Conseguir patrocínio para viabilizar um projeto com todas as medidas
de acessibilidade é muito complicado. Mas é sempre gratificante se dar conta do que um projeto como esse é capaz. Uma vez fizemos uma cena de dança muito
engraçada e, por causa da audiodescrição, os cegos riam tanto quanto aqueles que podiam nos enxergar! – lembra Tatá.
Participante ativo da campanha e um dos pioneiros em iniciativas nacionais, o Oi Futuro foi responsável pelos primeiros espetáculos acessíveis para público.
Em parceria com a ONG Escola de Gente, eles receberam a temporada de dois espetáculos do grupo: “Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho” e “Um Amigo Diferente?”
– ambos ainda fazem apresentações pelo Brasil.
Segundo o diretor de Cultura do Oi Futuro, Roberto Guimarães, isso incentivou uma ação mais radical. Por isso, desde agosto do ano passado, são promovidas
sessões de teatro acessível nos centros culturais do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte.
– Uma das nossas missões desde a inauguração há dez anos é a democratização de acesso às artes. Não podemos falar sobre uma iniciativa real e verdadeira
se não incluirmos portadores de deficiência física ou intelectual. Quando se fala em possibilitar acesso, as pessoas pensam apenas na situação financeira.
Temos, sim, atividades gratuitas, mas sempre tentamos ir além. Queremos incluir os “excluídos” da vida cultural simplesmente por ser difícil para elas.
Os espetáculos que contam com acessibilidade são apresentados uma ou duas vezes por mês e contam com tradução de libras, audiodescrição e vídeo legendagem.
Tudo é fruto de uma parceria com a primeira empresa nacional especializada nop setor, a Lavoro Produções. Os profissionais responsáveis estudam o espetáculo
em questão durante um mês antes das apresentações, assistindo apresentações e analisando os textos. Até mesmo os programas das peças são impressos em braile.
– A receptividade é ótima, tanto por parte das crianças quanto dos adultos. Tem pessoas que perderam a visão depois de crescidas, por exemplo, e possuem
a lembrança de ir ao teatro. Ao mesmo tempo, vemos jovens muito emocionados que nunca viram uma peça por falta de oportunidades como essa – conta Guimarães.
Recentemente, no Rio de Janeiro, o musical “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz” ganhou apresentações acessíveis no Vivo Rio. Dois telões laterais ao palco apresentavam
a língua brasileira de sinais e a audiodescrição foi realizada por meio de receptores de áudio individuais. Duas profissionais em uma cabine de tradução
simultânea reproduziam detalhes da cena, movimentos, cenários, figurinos e todos os elementos visuais utilizados pelos atores no palco.
Em São Paulo, o espetáculo “Tribos” dá o exemplo quando se fala em acessibilidade. Estrelada por Antonio e Bruno Fagundes, a peça narra a relação de uma
família cujo filho é deficiente auditivo e conta com sessões mensais de inclusão total.
– Este foi um dos maiores presentes que a peça nos ofereceu. Sempre nos emocionamos muito nas sessões com acessibilidade. Enxergamos nessas comunidades
um público respeitoso, apaixonado e fiel. A carência por opções culturais criou um entusiasmo poucas vezes visto, especialmente neste caso em que a história
os toca de uma forma muito pessoal. Os relatos pós-peça são arrebatadores. Pode parecer que estamos os ajudando, mas são eles que nos tornam melhores seres
humanos. Agradeço a todos que viveram essa experiência com a gente e digo, com orgulho, que estamos fazendo teatro para todos – orgulha-se Bruno Fagundes.
fonte:g1
São Paulo vai comemorar aniversário da Lei de Cotas em Biblioteca e em Praça Pública, dia 24 de julho
Pelo 12º ano consecutivo haverá comemoração do aniversário da lei de cotas organizado por entidades paulistas.
da Redação
Desta vez a ação afirmativa acontecerá no auditório da Biblioteca Mário de Andrade e na Praça Dom José Gaspar. As atividades começarão na parte da manhã.
A lei de cotas (Art. 93 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991) é a principal ação afirmativa para o ingresso e permanência de trabalhadores com deficiência
nas empresas brasileiras. Seu pleno cumprimento garantirá trabalho para cerca de 1 milhão de pessoas com deficiência no Brasil.
No dia 07 de julho os organizadores se reunirão pela manhã no SINDPD finalizando a programação e iniciando abertura das inscrições.
A Biblioteca Mário de Andrade é localizada à Rua Consolação e a Praça Dom José Gaspar fica junto à Biblioteca. Ambos locais são próximos à SRTE/SP e da
Estação do Metrô Anhangabaú.
Mais informações no e-mail
ecidadania@ecidadania.org.br
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fonte:espaço da cidadania
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Centro de Tecnologia Assistiva é inaugurado em Pará de Minas
Cidade se torna referência nacional, com a criação de centro de estudos dedicados exclusivamente à melhoria de vida de pessoas com deficiência
Um dia para ficar marcado na história de Pará de Minas. Foi realizada nessa segunda-feira, 30, a inauguração do Centro Mineiro de Tecnologia Assistiva,
da Incubadora de Empresas de Tecnologia Assistiva, além da implantação de uma unidade da Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais – UAITEC. Pará
de Minas passa a ser pioneira neste setor com a criação deste Polo de Tecnologia Assistiva. O projeto do Governo do Estado de Minas Gerais, conta com a
parceria com o Governo Federal e da Prefeitura de Pará de Minas e ainda com o Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL – , da Federação das APAEs
de Minas Gerais, da Faculdade de Pará de Minas – FAPAM – e da Universidade Vale do Rio Verde – UNINCOR.
A solenidade foi realizada no campus da UNINCOR e contou com a presença de várias autoridades municipais e prefeitos de 15 municípios da região Centro-Oeste.
Os convidados foram recebidos pelo coral de crianças que fazem parte do projeto social Geração do Futuro, coordenado pela professora Terezinha Santos.
No repertório, Pecadinhos, de Zeca Baleiro e Tatá Fernandes, É preciso Saber Viver, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e Eu fico Assim Sem Você, de Abdulla
e Cacá Moraes. Na regência do Coral Geração do Futuro, a musicista Luciane Antunes, que também interpretou os Hinos Nacional Brasileiro e de Pará de Minas.
O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, também esteve presente, junto com representantes das instituições que
integram o projeto. “É com muita satisfação que entregamos, não só para Pará de Minas, mas, para todo o Estado, este Centro Mineiro de Tecnologia Assistiva.
Minas agora dá um grande passo para a organização de sua rede de tecnologia assistiva. É uma ação em conjunto, onde o nosso papel é coordenar as ações,
fazendo com que Pará de Minas passe a ser um polo estadual do setor”, disse Narcio Rodrigues.
O prefeito de Montes Claros e diretor do Grupo Única, empresa mantenedora da UNINCOR, Rui Muniz, ressaltou que a tecnologia que será desenvolvida em Pará
de Minas será transferida para outros centros. “As universidades têm que abrir suas portas para parcerias com as prefeituras, governos estadual e federal,
fazendo com que toda a população seja beneficiada com ensino técnico e superior de qualidade. Pará de Minas sai na frente e em breve a cidade oferecerá
tecnologia para melhorar a qualidade de vida para as pessoas portadoras de necessidades especiais”, salientou.
Para o diretor da FAPAM, Rupherto Vega, Pará de Minas dá um grande salto para seu desenvolvimento. “Considero uma grande oportunidade para a cidade crescer
ainda mais e para isso estamos dando uma pequena contribuição, sendo parceiro deste trabalho. Muitas instituições abraçaram a ideia. Iremos agora envolver
nossos alunos e a sociedade em geral para a criação de empresas voltadas para a tecnologia assistiva”, enfatizou.
O presidente da Federação das APAEs no Estado de Minas Gerais, Sério Sampaio, enalteceu a importância deste centro tecnológico. “Grande parte das pessoas
com deficiência precisa de atendimento especializado, sendo que isso requer diferentes cuidados. Acredito que o centro proporcionará bem-estar e um aumento
na qualidade de vida dessas pessoas”, explicou.
Para o deputado federal Eduardo Barbosa, Pará de Minas entra em uma era inovadora. “Este projeto nasceu de um sonho e agora se tornou uma realidade que
beneficiará a toda a região. Este é um projeto inovador e com ajuda de parceiros estamos proporcionado um futuro melhor para nossos estudantes. Pará de
Minas se torna, neste momento, num centro de radiação de novas ideias e de novas possibilidades que proporcionará para as pessoas com deficiência a sua
independência”, disse o deputado.
Para o vice-prefeito e secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldinho Cuíca, o desafio agora é ainda maior, pois precisa-se de toda comunidade
estar envolvida no projeto. “Precisamos de todos empreendedores, empresários, educadores e entidades unidos para o sucesso desse grande empreendimento
que inauguramos hoje”, disse.
De acordo com o prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, o desenvolvimento da tecnologia assistiva é uma necessidade para milhões de brasileiros. “Pará
de Minas passa a contribuir com o desenvolvimento desta tecnologia, com foco nas pessoas com deficiência. Temos, na cidade, boas escolas que investem em
tecnologia – como por exemplo – o SENAI, que é uma referência fantástica em todo o Estado e que aqui pode ser um complemento para que os estudantes reforcem
seus estudos e pesquisas no Centro Tecnológico”, disse. O prefeito concluiu, afirmando que todo o projeto gerará – além de conhecimento e empreendedorismo
– emprego e renda na cidade.
O encerramento da inauguração foi marcado por homenagens àqueles que trabalharam durante anos para que o Centro Mineiro de Tecnologia de Pará de Minas
se tornasse realidades. Autoridades e parceiros do projeto receberam Livros da Associação Empresarial de Pará de Minas – ASCIPAM – e peças de artesãos
pará-minenses que compões o corpo de professores da Escola Municipal de Artes e Ofícios – SICA.
Da UNINCOR, os convidados seguiram para a FAPAM, onde o prefeito Antônio Júlio e autoridades que fizeram o corte simbólico da fita da Incubadora de Referência
em Tecnologia Assistiva.
Centro Mineiro de Referência em Tecnologia Assistiva
O Centro Mineiro de Referência em Tecnologia Assistiva de Pará de Minas faz parte de uma rede em tecnologia assistiva, abrangendo todas as etapas do conhecimento
e da inovação, consolidadas através de uma rede estadual. No centro serão instalados diversos laboratórios como o de Marcha, Órtese, Prótese, Meios Auxiliares
de Locomoção e Núcleo de Cadeiras de Rodas. Também será instalado um Núcleo de Qualificação Profissional da Rede APAE. Além disso, o Centro de Tecnologia
Assistiva oferecerá para professores, profissionais da saúde e familiares das pessoas com deficiência, capacitação para utilização de produtos, recursos
e serviços para as pessoas que se encontram impedidas por circunstância de suas necessidades especiais. Em Pará de Minas, o Centro está instalado no prédio
da UNINCOR, localizado no bairro João Paulo II.
Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais
O Polo de Apoio Presencial Regional da Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais – UAITEC Pará de Minas – também foi instalado no prédio da UNINCOR.
O UAITEC é um programa gratuito, do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, que visa a construção
de um ambiente na qual as universidades estaduais e federais existentes no Estado, possam oferecer capacitação profissional por meio de Polos de Educação
à Distância. As salas são compostas de equipamentos de videoconferência, laboratório virtual, centro de processamento de dados, núcleo de apoio ao empreendedor,
entre outros ambientes, construídos de forma a oferecer acessibilidade as pessoas portadoras de necessidades especiais.
Incubadora de Empresas de Tecnologia Assistiva
A criação e operacionalização da Incubadora de Empresas de Tecnologia Assistiva – IETA Pará de Minas – tem como foco apoiar a criação de empresas que atuarão
exclusivamente no desenvolvimento e industrialização de produtos e serviços na área da tecnologia assistiva, incorporando uma cultura empreendedora em
toda região Centro-Oeste. A incubadora apoiará no surgimento de inovações, elevação de emprego e renda para a população em médio prazo, além de contribuir
no requerimento de patentes dos produtos aqui desenvolvimentos. A IETA Pará de Minas fica no Campus da FAPAM – entidade parceira do projeto no município.
FONTE:
http://www.parademinas.mg.gov.br/prefeitura-de-para-de-minas-inaugura-centro-de-tecnologia-assistiva/
CAT anuncia 604 oportunidades para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzida
Os interessados podem comparecer a uma unidade do CAT mais próxima à sua residência
O Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) está com 607 oportunidades de emprego
para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzidas.
São 135 vagas para atendente de lanchonete que exigem ensino médio incompleto e salário de até R$ 827,00. Para a função de operador de caixa são ofertadas
60 vagas que exigem ensino médio completo – salário de até R$ 1.000,00.
Os interessados podem optar pelo envio do currículo pelo e-mail:
eficientes@prefeitura.sp.gov.br
ou comparecer a uma das unidades do CAT com RG, CPF, carteira
de trabalho e PIS.
A quantidade de vagas veiculadas pela SDTE pode sofrer alterações conforme a procura e o preenchimento das vagas. Outras informações estão disponíveis
no site
www.prefeitura.sp.gov.br/trabalho
ou na Central de atendimento ao Munícipe, 156.
Veja a lista completa
aqui
fonte: s m p e d
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Tecnologia permite que pessoas com deficiência controlem a casa na palma da mão
Sistemas de automação garantem mais independência e autonomia em tarefas rotineiras, como ligar ou desligar a TV
As pessoas com deficiência (PCDs) representam quase um terço da população brasileira, segundo o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística) e, ainda nos dias de hoje, encontram dificuldades para se comunicar e se locomover em qualquer cidade do nosso país.
Mas essas restrições já estão sendo vencidas, em parte, com o auxílio da chamada tecnologia assistiva, ou seja, equipamentos e softwares voltados para
promover a acessibilidade das pessoas com deficiência dentro de casa ou nas ruas”, afirma a arquiteta Mariana Franzon Tamberg.
Segundo a especialista, acessibilidade não significa apenas ter rampas e elevadores no lugar das escadas ou pensar na largura das portas ao projetar ou
prever vagas especiais nos estacionamentos. “É também permitir a comunicação, a facilidade no transporte, possibilitar que a pessoa tenha o direito de
ir e vir sem depender de outras pessoas. Para isso, a tecnologia é o melhor caminho”, enfatiza a arquiteta.
Sistema de automação – Um dos exemplos dessa tecnologia está presente no sistema de automação residencial Control4. Com ele, a pessoa com deficiência física
pode controlar a casa inteira por meio de um único toque.
O principal diferencial da linha Control4 é o fato de não utilizar fios, o que permite sua instalação em imóveis que já contam com infraestrutura moderna,
nos mais antigos ou em projetos de retrofit (a instalação pode ser feita sem utilizar cabeamento ou sem a quebra de paredes). Além disso, toda a interface
(controle) é muito simples e intuitiva, permitindo que qualquer pessoa faça uso dessa ferramenta, sem a necessidade de estudar um manual.
O sistema permite a automação da iluminação (criação de cenas), das persianas, dos equipamentos de entretenimento (áudio e vídeo), de segurança e de climatização.
Tudo sem nenhum fio aparente e com a possibilidade de escolha entre diversos tipos de controles: painel touch screen, iPad, iPhone ou controle remoto.
Todo o sistema é modular, permitindo que novos recursos sejam adicionados, de acordo com a necessidade ou orçamento do cliente.
fonte:blog da inclusao social
Seleção Brasileira busca o tetracampeonato mundial no futebol para deficientes visuais
fisioterapeutas, fisiologista e nutricionista,” afirmou o jogador.
Jefinho nasceu com glaucoma e ficou cego aos 7 anos. Aos 14, iniciou sua trajetória no futebol. Hoje, o melhor jogador de Futebol de 5 do mundo inspira
outras crianças, muitas das quais passaram a jogar depois que ele chegou à Seleção. “Fico feliz de ser um exemplo para eles”, disse, acrescentando que
visita crianças com deficiência visual e se comunica com os fãs pela internet. “Hoje em dia podemos usar as redes sociais como todo mundo”.
O Futebol de 5, como o próprio nome diz, é jogado por quatro jogadores na linha e um goleiro, o único a não ser deficiente visual do grupo. A bola tem
guizos internos para facilitar as ações dos jogadores em quadra. Os atletas são orientados por um guia da comissão técnica, que passa o direcionamento
para a movimentação durante o ataque, além do goleiro e o técnico em outros momentos do jogo. Diferentemente de um estádio convencional, as partidas de
Futebol de 5 devem ser silenciosas e a torcida só pode se manifestar na hora do gol.
Ao todo, no Brasil, são registrados 1.620 atletas cegos na CBDV. Desses, 250 são inscritos na modalidade de Futebol de 5 e disputam os campeonatos nacionais
(série A e série B) e quatro torneios regionais promovidos pela Confederação neste ano. A equipe brasileira prepara-se também para os Jogos Parapan-Americanos
de 2015 em Toronto, no Canadá.
Desde que foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, o Brasil vem investindo para se tornar uma potência paraolímpica. O País
tem os melhores atletas do mundo em diversas modalidades, incluindo o futebol de 5. No quadro geral de medalhas, a melhor participação do Brasil foi em
Londres-2012, quando a delegação brasileira terminou os Jogos em 7º lugar, com 43 medalhas, sendo 21 delas de ouro, 14 de prata e 8 de bronze.
A meta do CPB é alcançar o quinto lugar geral nos Jogos do Rio-2016, melhorando em duas posições a colocação obtida em Londres-2012. Em 2013, o Brasil
ganhou medalhas em quatro mundiais: atletismo, natação, canoagem e remo. Conquistou 70 medalhas, sendo 29 de ouro, 19 de prata e 22 de bronze. Em 2014,
o País já obteve medalhas no Mundial de Halterofilismo e no de vôlei sentado.
O esporte nacional conta com ações de incentivo como a Lei Agnelo/Piva, a Lei de Incentivo ao Esporte, o programa Bolsa-Atleta, diversos outros convênios
firmados com confederações, clubes e outras entidades, patrocínios das estatais e, mais recentemente, o Plano Brasil Medalhas.
fonte:c p b
Netflix: audiodescrição aqui também!
A Netflix não tem um bom histórico com deficientes. A empresa foi processada em 2011 nos EUA por falta de legendas em seus programas, o que foi considerado
por alguns "discriminação ilegal contra deficientes auditivos". Segundo o Censo 2010, mais de 45 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência
auditiva e/ou visual, com quase 8 milhões tendo "grande dificuldade" visual/auditiva, e mais de 850 mil totalmente sem visão e/ou audição. Embora a Netflix
tenha melhorado muito quanto a legendas, os deficientes visuais ainda não foram atendidos.
Existem DVDs com canais de audiodescrição em vários países (menos de 100 nos EUA, mais de 500 no Reino Unido e mais de 700 na Austrália), embora sejam
poucos os com menu de áudio, o que dificulta um pouco seu uso. Há pouco tempo aluguei um DVD no Reino Unido que, caso não fosse selecionada uma opção na
tela principal em 15 segundos, entrava diretamente no menu de áudio, permitindo seu uso sem ser necessário ver a tela.
LEGISLAÇÃO
Nos Estados Unidos, o presidente Obama assinou em 2010 o
21st Century Communications & Video Accessibility Act,
que, entre outros, exige inicialmente 4 horas por semana de vídeo com audiodescrição nas 4 maiores redes de TV e nos 5 maiores canais a cabo nas 25 regiões
mais habitadas. A lei prevê o aumento progressivo de audiodescrição por vários anos até alcançar 100% de cobertura em todo o país. Hoje, várias séries
de TV nos EUA possuem audiodescrição na TV (
lista na Wikipédia),
e embora algumas delas estejam disponíveis na Netflix, as mesmas estão sem a audiodescrição.
No Brasil, o Ministério das Comunicações publicou em 2006 uma portaria sobre audiodescrição, mas o prazo para entrar em vigor foi prorrogado duas vezes
para dar tempo às emissoras de TV se adequarem. Em 1º de julho de 2011 foi instituída a obrigatoriedade de ao menos 2 horas semanais de conteúdo com audiodescrição
para emissoras com sinal aberto e transmissão digital, em faixa de áudio adicional (SAP). A atual norma prevê que, até 2020, as geradoras e retransmissoras
tenham de exibir 20 horas semanais de programas adaptados, mas a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, sinalizou que o governo
federal pode reduzir o prazo para que a meta seja atingida em menos tempo.
Veja a legislação.
Até onde eu saiba, ainda não há legislação regulamentando especificamente serviços de vídeo online como a Netflix quanto a audiodescrição.
O "
PROJETO NETFLIX ACESSÍVEL"
O blog "The accessible Netflix project" foi criado (aparentemente) em julho de 2013 por Robert Kingett, um norte-americano que, apesar de cego e de ter
paralisia cerebral, é um ávido leitor, jogador de videogames e blogueiro. Seus esforços dentro e fora do blog procuram fazer com que a Netflix forneça:
Lista de 3 itens
•
Compatibilidade com softwares "leitores de tela" a todas as funções de seu site em PCs e aparelhos móveis.
•
Interface de navegação fácil para pessoas com mobilidade condicionada usando tecnologia assistiva.
•
Fácil acesso a conteúdo com audiodescrição para deficientes visuais em serviços de streaming e DVDs (disponível apenas nos EUA).
Fim da lista
Kingett ainda não conseguiu chegar perto de nenhum dos objetivos acima, e eu imagino os motivos disso. Em primeiro lugar, a Netflix usa em seu site e aplicativos
várias tecnologias que não são compatíveis com softwares leitores de tela, e para mudar isto seria necessário investir muito tempo e dinheiro tanto no
desenvolvimento de uma nova interface quanto nos programas de seus servidores, cadeia de fornecimento de arquivos digitais dos estúdios e outros. Imagino
que, no momento, a Netflix esteja focando seus esforços de desenvolvimento principalmente em sua expansão internacional, e acessibilidade não deve estar
no topo de sua lista de prioridades.
Mas acredito que o principal motivo da Netflix não implementar recursos de acessibilidade seja só um: a falta de legislação que a obrigue a fazer isso.
Se fosse obrigatório serviços de streaming fornecerem audiodescrição, a Netflix teria que "se virar" para resolver isso...
AUDIODESCRIÇÃO SOB DEMANDA
Alguns sites já fornecem (ou pretendem fornecer) streaming de vídeo com audiodescrição:
Lista de 4 itens
•
Procure por "audiodescrição" no
YouTube
e encontrará vários vídeos.
•
O
BBC iPlayer
foi o primeiro serviço de vídeo on demand a oferecer audiodescrição, em 2009. Ele tem hoje 247 programas com esse recurso, mas está disponível apenas
no Reino Unido, e com conteúdo em inglês.
•
A
Narrative TV
oferece mais de 200 vídeos com audiodescrição em seu canal do YouTube, incluindo muitos filmes antigos (que caíram no domínio público, aparentemente),
mas todos com áudio em inglês.
•
A
Zagga Entertainment
e a
Talkingflix
pretendem oferecer vídeos com audiodescrição em breve, mas aparentemente também apenas em inglês.
Fim da lista
Por Ricardo Mendonça Ferreira
Fonte:
Filmes Netflix
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