terça-feira, 15 de abril de 2014

'Hoje eu quero voltar sozinho' conta a história de jovem cego e homossexual

Inspirado em curta 'Eu não quero voltar sozinho', filme foi premiado pela crítica na Alemanha Leo é fã da música de Bach. Não só isso: faz questão de diferenciá-lo de Vivaldi, assim como de Beethoven, entre outros compositores clássicos. Já sobre o som de Belle and Sebastian não conhece nada. Dançar, então, nem pensar. Ainda não deu o primeiro beijo e acha que nunca vai namorar alguém. Sim, Leo é diferente dos outros adolescentes da escola dele não apenas porque é cego. ssões A maneira menos óbvia como o diretor Daniel Ribeiro nos apresenta o que distingue o protagonista de 'Hoje eu quero voltar sozinho' dos demais de sua geração é o que faz do filme também obra em defesa de olhares menos preconceituosos no cotidiano. Haverá sempre o igual e o diferente. Ponto. Neste caso, seja por questões de deficiência, opção sexual ou simplesmente gosto musical. A questão – e a polêmica – passaria por como lidar com isso. Mas esse é um ponto que a produção não alcança. Concebido como um desenvolvimento do curta 'Eu não quero voltar sozinho' (2010), o longa vencedor do prêmio da crítica da última edição do Festival de Berlim não é uma continuação. É a mesma história, contada de forma muito parecida. Assim como o curta, Hoje eu quero voltar sozinho tem como norte o autoconhecimento de Leo, em competente composição de Ghuilherme Lobo (que não é deficiente visual). Saiba mais...'Hoje eu quero voltar sozinho' conquista o público em Cartagena Sucesso na Berlinale, o filme brasileiro 'Hoje eu quero voltar sozinho' disputa prêmio na Colômbia 'Hoje eu quero voltar sozinho' é premiado em Berlim Em um momento em que o jovem entra em atrito com os pais em busca de mais independência e liberdade, é surpreendido pela chegada de Gabriel (Fábio Audi), novo colega de classe. O início de uma amizade fora do padrão o fará sentir coisas até então desconhecidas. Será obrigado a lidar com o ciúme da melhor amiga (Tess Amorim), a superproteção da família, além de experimentar algo totalmente inédito: o que é desejar alguém. E mais: do mesmo sexo que ele. Por outro lado, curiosamente, o filme, que pretende se afastar dos clichês, escorrega em alguns diálogos. É ingênua – e desnecessária –, por exemplo, a conversa sobre o que é ser intercambista e todos os atos falhos envolvendo a cegueira. Como em nenhum momento a condição de Leo e seus amigos é dramatizada ou banalizada, torna-se de certa forma dispensável o fato de ele ser convidado para “ver” um filme e aceitar. Não é preciso forçar graça. Ela é espontânea pela empatia que Leo, Gabriel e Giovana despertam. 'Hoje eu quero voltar sozinho' se passa em São Paulo, mas poderia não ser. A ausência de cenário determinado para a trama é uma forma também de reafirmar o quão atemporal e ocasional ela pode ser. Não interessa ao longa problematizar, mas apresentar e aqui está seu ponto fraco. Se Leo e Gabriel ficarão juntos, se serão alvo de bulling na escola, se terão conflitos familiares quando revelarem a relação são pontos que Daniel Ribeiro deixa por conta do romantismo de cada espectador. Essa abertura faz de 'Hoje eu quero voltar sozinho' um passo importante na cinematografia recente brasileira. Fica devendo, porém, na ousadia da discussão. Assista ao trailer do filme no Youtube. Fonte: http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/cinema/2014/04/10/noticia_cinem...

Paixão de Cristo do Recife tem audiodescrição e lingua de sinais

A partir desta quarta-feira (16) começam as apresentações da 18ª Paixão de Cristo do Recife, às 20h, na Praça do Marco Zero, Bairro do Recife. O espetáculo é gratuito, será realizado até o dia 20 de abril e conta com a colaboração de aproximadamente 450 pessoas, sendo 100 atores, 300 figurantes e 50 técnicos. O grupo se reuniu na noite desta segunda-feira (14) para ensaio geral. Nesta terça (15) será o último ensaio antes de começar oficialmente a temporada 2014. Há 37 anos interpretando o papel de Cristo e há 46 dirigindo o espetáculo, o ator José Pimentel afirmou que a expectativa é receber 25 mil pessoas por dia na Praça do Marco Zero. "Fizemos melhorias nos figurinos e no som. Os cenários também receberam tratamento especial, porque são 18 anos de apresentação", comentou. Três estruturas de 20 metros de comprimento por 14 de largura foram montadas no Marco Zero. São elas que possibilitam o surgimento de nove palcos com diferentes cenários, ligados por uma passarela com dois planos, onde acontecem as cenas do povo e ainda a chegada de Cristo a Jerusalém, montado no jumento, e o caminho ao calvário. "Nesses 18 anos de espetáculo no Recife, a encenação ganhou força. Hoje é muito mais afinada. O elenco se tornou bastante entrosado, experiente, se envolve na produção realmente com o interesse de levar essa mensagem de fé adiante", avaliou José Pimentel. A Paixão de Cristo do Recife, que era conhecida como a Paixão de Todos, foi criada em 1997. Durante cinco anos, foi realizada no estádio do Arruda. Depois, entre 2002 e 2005, ocupou o Marco Zero. Em 2006, por conta de reformas no Marco Zero, o espetáculo foi encenado em frente ao Forte do Brum e, desde 2007, retornou ao Marco Zero. Citação Acessibilidade para pessoas com deficiência O Governo do Estado, por meio das Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e de Turismo, em parceria com a prefeitura do Recife e a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (APACEPE), vão proporcionar espaço para que as pessoas com deficiência possam assistir a Paixão de Cristo do Recife, que acontece no Marco Zero, com direito a áudio descrição e intérprete de Libras - Língua Brasileira de Sinais. A ação acontece no primeiro dia do espetáculo, 16 de abril, e conta com espaço estratégico que abrigará 80 pessoas com deficiência, sob a coordenação da Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD). Para participar do evento os interessados deverão se inscrever a partir desta segunda-feira (14), na Ouvidoria da SEDSDH, ligando para 0800.081.4421 ou pelo emailouvidoria@sedsdh.pe.gov.br, para as pessoas com deficiência auditiva. Segundo Bernardo D’Almeida, secretário da SEDSDH a parceria faz parte do esforço do Governo do Estado para garantir o direito do segmento de participar de atividades culturais e de lazer de forma integral. Os mesmos recursos estão sendo disponibilizados nas apresentações dos dias 13,14 e 15 de abril da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus. A expectativa é que pelo menos 90 pessoas com deficiência assistam à Paixão de Cristo do Recife na estreia da montagem. Fim da citação fonte:blog da audio descriçao

Talheres adaptados auxiliam deficientes visuais

Aos 61 anos, o piauiense de Teresina passou boa parte da vida convivendo com a cegueira, resultado de um glaucoma, aos 33. Cansado da rejeição compartilhada por outros 35 milhões de brasileiros com as mesmas dificuldades, ele desenvolveu pratos e talheres adaptados para pessoas com deficiências motora e visual. “É útil também para idosos ou crianças com dificuldades motoras”, afirmou. Com o projeto em mente, o aposentado conversou com um amigo desenhista industrial que projetou o prato e os talheres. Em uma funilaria, Amorim fez o protótipo do objeto e cadastrou os itens de mesa no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A patente, a segunda que o órgão concede ao Piauí, foi confirmada em dezembro do ano passado e deu fama ao simpático senhor. Invenção Padrão de 26 centímetros de diâmetro com ¼ de espaço fixado e uma base de três centímetros de altura na superfície de sua extremidade. Essas são as medidas de um prato que é útil para ajudar os deficientes visuais a pegar os alimentos. De acordo com Carlos Amorim, o prato com uma base na extremidade, ajuda pegar os alimentos com o garfo ou colher dispensando auxílio dos dedos, não permitindo que os alimentos caiam da borda do prato, em cima da mesa ou outros possíveis incidentes. “Os talheres foram criados com um ponto fixo de 2mm de altura para serem identificados facilmente por meio do tato. A criação visa garantir a independência e segurança ao deficiente visual”, explica. A ideia da invenção surgiu após um episódio ocorrido com uma jovem deficiente visual em um restaurante. Carlos Amorim conta que, ao tomar uma sopa como entrada de uma refeição, a jovem, com a mão esquerda pegou na borda do prato e o declinou no sentido de sua direção. Por ausência da visão, ela não conseguiu perceber que o ato de declinar o prato fez com que uma parte do caldo entornasse em cima da mesa e escorregasse caindo no seu vestido de cor branca. O episódio causou grande constrangimento a jovem. A ideia de Carlos é beneficiar adultos e criança, auxiliando-as na hora de tomar alimentos líquidos ou pastosos. Os idosos que tenham dificuldade para manusear a colher ou outros talheres e outras pessoas com membros superiores amputados, como por exemplo, um braço ou uma mão, também serão beneficiados. O criador acredita que brevemente restaurantes e similares já possam ter disponíveis os famosos pratos e talheres adaptados as pessoas com deficiência. (Fonte: Correio Braziliense)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Foto no Facebook impede que menina de três anos fique cega

Como muitos pais, a americana Tara Taylor gosta de postar fotos de seus filhos nas redes sociais. Graças a uma delas, sua filha Rylee, de três anos, foi salva da cegueira. Tudo começou quando a mãe postou uma imagem em que a filha aparecia com um penteado de princesa feito pela própria menina. Na foto, a pequena aparece com o olho direito vermelho e o esquerdo com um brilho diferente. A mãe pensou que fosse somente o flash, mas amigos alertaram que poderia ser algo a mais. "Eles disseram: 'Ei, eu tenho certeza que não é nada. Provavelmente é só a iluminação, mas o olho de sua filha está brilhante e você poderia levá-la para um exame de rotina, porque é um sinal de que pode haver um problema", disse Tara ao canal televisivo local Wreg, de Memphis, no Estado do Tennessee (EUA). A mãe levou Rylee ao pediatra e depois a um especialista em retina. Os médicos descobriram que a criança tem uma doença rara chamada Doença de Coats, que afeta o desenvolvimento dos vasos sanguíneos da retina, podendo gerar cegueira do olho se não detectada a tempo e até mesmo a necessidade de retirá-lo, em casos mais graves. A americana Rylee Taylor foi diagnosticada com uma doença rara nos olhos após sua mãe postar essa foto no Facebook (Foto: Reprodução/Wreg) Como o problema foi descoberto em um estágio inicial, espera-se que o quadro não piore. Tara afirma que não notou nenhum sinal de que a filha não enxergava bem. Pelo contrário, segundo a mãe, a menina “não sentava perto da TV. E é uma ginasta e consegue andar na trave de equilíbrio”. Para o médico da garota, o Dr. Jorge Calzada, é importante diagnosticar e tratar as crianças o quanto antes. "O problema significativo que temos com as crianças é que elas não vão dizer: 'Mamãe, eu não consigo enxergar com meu olho direito’. Quando as crianças, ou os pais, percebem que não enxergam, muitas vezes, é por que já perderam a visão nos dois olhos”, diz o oftalmologista. Atenção aos sinais Ao tirar fotos, é comum que a luz do flash atinja a retina e reflita a cor vermelha dos vasos sanguíneos. Ocasionalmente, a pupila pode parecer branca, como na foto de Rylee. O que não é uma condição normal. O ideal, nestes casos é ir ao médico e ser examinado para garantir que não há problemas. Além da Doença de Coats, há outras razões para que o centro do olho apareça mais claro em fotos, como a catarata. Fonte: http://epoca.globo.com/vida/vida-util/saude-e-bem-estar/noticia/2014/04/...

 TSE lança Campanha de Acessibilidade das Eleições 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou a Campanha de Acessibilidade das Eleições 2014, destinada ao eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida. da Redação O eleitor que precisar pode solicitar a transferência de seu título eleitoral para uma Seção Eleitoral Especial até o dia 7 de maio. A campanha será veiculada por meio de cartaz impresso, banner na internet e um spot de rádio. A Justiça Eleitoral instituiu, por meio da Resolução do TSE 23.381/2012, o Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral, para aprimorar o acesso das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ao processo eleitoral. Também a Resolução do TSE 21.008/2002 prevê que os locais de votação para os deficientes sejam de fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações que atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Para requerer a transferência do local de votação para uma seção especial, basta comparecer a qualquer cartório eleitoral munido do título de eleitor e documentos pessoais e informar o tipo de atendimento que necessita. O dia 7 de julho é o último para o eleitor, que tenha solicitado transferência para Seção Eleitoral Especial, comunicar ao juiz eleitoral, por escrito, suas restrições e necessidades, para que a Justiça Eleitoral possa providenciar os meios e recursos que facilitem o exercício de seu voto. Os eleitores que não conseguirem solicitar a seção dentro do prazo, ainda poderão comunicar ao juiz eleitoral sobre suas restrições e necessidades até 90 dias antes das eleições. Em todo o Brasil, a Justiça Eleitoral tem o registro de 378.806 eleitores com deficiência. Um dos exemplos de acessibilidade é que o eleitor com alguma deficiência pode ser acompanhado por uma pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. A pessoa que prestar o auxílio poderá, além de entrar na cabine de votação junto com o eleitor, digitar os números na urna. Além disso, a Justiça Eleitoral desenvolveu sistema de áudio, teclado em braile e a marca de identificação da tecla 5 na urna eletrônica como recursos auxiliares aos deficientes visuais. Há, ainda, uma orientação para que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) busquem parcerias para incentivar o cadastramento de mesários e colaboradores com conhecimento em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. A ampliação de um melhor atendimento aos eleitores com deficiência foi impulsionada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em 2007 em Nova York, nos Estados Unidos. O texto assinado foi ratificado pelo Congresso Nacional e passou a integrar a lista dos direitos e garantias individuais inscritos na Constituição Federal de 1988. Os veículos interessados podem entrar no site do TSE para baixar o material. O caminho é "Eleições 2014", "Campanhas Publicitárias". O acesso ao material também pode ser feito pelo e-mail imprensa@tse.jus.br  ou ainda pelo telefone (61) 3030 7077. ¤ fonte:rede saci

Projeto Sou Capaz insere deficientes no mercado de trabalho

Iniciativa tem a finalidade de oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes. da Redação A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promoveram o Fórum Sou Capaz, iniciativa que tem finalidade de oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes. A coordenadora de preparação e mão de obra juvenil, do ministério do Trabalho e Emprego, Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves, participou do evento para falar sobre a política desenvolvida pela Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do ministério. Para a coordenadora é “uma satisfação ver se concretizar o início de um projeto que, em nível nacional, há muito tempo se quer fazer: a inserção da pessoa com deficiência por meio do aprendizado. A missão é fazer com que isso aconteça em todos os estados”, afirmou durante palestra aos participantes. Ela destacou que, em 2005, quando se instaurou a Lei de Cotas, havia 50 mil aprendizes no mercado de trabalho; e, em 2013, esse número já atingiu 340 mil aprendizes. “A inserção com qualidade, através dos programas de capacitação profissional, é a resposta. Temos que aprofundar a articulação, mas é uma satisfação saber que o programa da Fiesp já está avançando com os fóruns itinerantes”, ressaltou. Sou Capaz O projeto “Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton e tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes. Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, o “Sou Capaz” percorre diferentes regiões e aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria. fonte:

domingo, 13 de abril de 2014

Conheça destinos preparados para receber pessoas com necessidades especiais

Ele já foi mochileiro na Nova Zelândia, viajou de carro até Machu Picchu, fez rapel no Vale do Itajaí, mergulhou em Bonito e saltou de paraquedas em Boituva. O engenheiro agrônomo Marcos Bauch, 31 anos, nunca deixou que as muletas que usa desde criança – necessárias devido a uma artropatia nos dois joelhos – o prendessem em casa. Dificuldades existem. Das mais prosaicas, como os pisos escorregadios que já o derrubaram várias vezes, às mais inusitadas, como saltar de paraquedas sem pousar com os pés no chão. “Eu e o instrutor tivemos que bolar uma estratégia para o pouso. Treinamos uma descida sentados e deu certo”, conta o engenheiro. Mas os desafios que enfrentou jamais o fizeram pensar em desistir das viagens. “São apenas percalços e aumentam o número de histórias para contar aos amigos”, diz ele. A exemplo de Marcos, há muito mais gente disposta a superar limites físicos para colecionar histórias e experiências. O Brasil possui, atualmente, cerca de 46 milhões de brasileiros (24% da população) com deficiência intelectual, motora, visual e auditiva, conforme o Censo realizado em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E, dentre eles, há muitos viajantes frequentes, segundo constatou o Ministério do Turismo, numa pesquisa realizada em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos, entre os dias 13 a 20 de maio de 2013, nas cinco maiores cidades emissoras de turismo doméstico brasileiro – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte Curitiba e Porto Alegre. A pesquisa apontou que o sentimento de superação, a liberdade e a autonomia são alguns dos principais elementos motivadores dos viajantes. Mas eles não querem só acessibilidade. Como qualquer outro turista, também buscam preços competitivos, belas paisagens, boas condições de transporte e aspectos históricos e sociais interessantes.A cidade de Socorro, no interior de São Paulo, foi apontada pelos entrevistados como um modelo de turismo acessível, pois é a que oferece a melhor adaptação para pessoas com deficiência. Além de Socorro, Fortaleza (CE), Ilhabela (SP) e Maceió (AL) foram citadas por apresentar passeios, atividades esportivas e ecoturismo para as pessoas com mobilidade reduzida, deficiência auditiva ou visual. Atualmente, o Ministério do Turismo está financiando 14 projetos que envolvem acessibilidade, com investimentos na ordem de R$ 109 milhões. Só rampa não basta Mas investir em acessibilidade não é apenas construir rampas para cadeiras de rodas. “É um equívoco achar que tornar uma cidade acessível é só desobstruir barreiras arquitetônicas. É preciso eliminar as barreiras físicas para cadeirantes, mas também ter pessoas habilitadas a se comunicar com deficientes auditivos, disponibilizar material turístico acessível para deficientes visuais e treinar funcionários para atender a essas pessoas”, explica a psicóloga Adriana da Silva Souza, do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Específicas do IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia). “Ao escolher onde se hospedar, a primeira providência é checar se o local vai ajudá-lo nas suas dificuldades individuais. Porque mesmo com perfis parecidos, cada pessoa tem uma necessidade”, diz o turismólogo e cadeirante Ricardo Shimosakai, diretor da empresa Turismo Adaptado, que elabora roteiros de viagens para pessoas com necessidades especiais. A recomendação aqui é ser o mais detalhista possível, já que, muitas vezes, as empresas não entendem o conceito de acessibilidade. “Se você precisa de uma cadeira de banho, por exemplo, tem que ligar e verificar com o hotel se eles têm e explicar que cadeira de banho não é uma cadeira de piscina”, diz Shimosakai. Uma vez escolhido o hotel, vale checar informações por telefone e até pedir fotos do local. As dimensões são importantes, especialmente se o turista for cadeirante. “Muitas vezes é preciso solucionar problemas e exigir os direitos antes de aproveitar a viagem. Ao chegar a um lugar, a pessoa com limitações motoras vai gastar tempo para saber quem tem a chave para abrir o elevador, com quem é preciso falar para poder estacionar mais perto ou, ainda, como encontrar alguém que possa ajudar a subir e a descer uma escada”, explica o engenheiro Marcos Bauch, que hoje compartilha as experiências acumuladas no blog “De muletas pelo mundo”. Já o portador de deficiência visual precisará de alguém que o acompanhe até o quarto de hotel e lhe mostre a localização de cada objeto. O deficiente auditivo, por sua vez, terá mais facilidade de se comunicar ao contar com o apoio de funcionários aptos em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Além disso, os passeios que serão feitos no destino também precisam levar em conta as limitações. Para o deficiente visual, por exemplo, no lugar de um museu em que apenas o título da obra está escrito em braile, será muito mais prazeroso visitar um jardim sensorial, disponível em alguns parques botânicos de cidades brasileiras, ou uma galeria tátil, como a existente na Pinacoteca do Estado de São Paulo.Viagem inclusiva e os custos Não necessariamente um deficiente gastará mais dinheiro para viajar. Os estabelecimentos não cobram mais caro por serem acessíveis, mas os custos podem aumentar conforme as adaptações que o turista precise fazer para usufruir de maneira prazerosa da viagem. “Quando fui para Machu Picchu contratei uma agência capacitada para levar pessoas com deficiência, mas tive que pagar por três guias para carregarem minha cadeira de rodas em uma parte do percurso”, explica Ricardo Shimosakai. Como não são todos os locais que oferecem acessibilidade, a oportunidade de escolha é menor. Por isso, o deficiente nem sempre pode optar pelo hotel mais barato para se hospedar, o menor carro para alugar ou ainda, o restaurante mais econômico da região. É preciso escolher aquele que ofereça soluções para as necessidades individuais. SERVIÇO Empresas especializadas em montar roteiros para pessoas com necessidades especiais: Livre Mundi Turismo A empresa desenvolve roteiros acessíveis para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Também oferece equipamentos especiais para visitação de atrações turísticas, acesso a praias e realização de esportes de aventura, como cadeiras de praia e cadeiras para trilhas. www.livremundi.com.br Tel.: (11) 2369-4202 Turismo Adaptado A empresa organiza roteiros de viagens para pessoas com todos os tipos de necessidades específicas. A partir de uma conversa com o turista, analisa as limitações individuais e organiza a viagem, que pode ser nacional ou internacional. www.turismoadaptado.wordpress.com Tel.: (11) 3846-6333 Accessible Tour A empresa oferece pacotes de turismo para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Há opções de roteiros nacionais e internacionais, que incluem até um safári para cadeirantes no Kruger National Park, na África do Sul. www.accessibletour.com.br Tel.: 11 3251-3391 fonte: http://zip.net/bdmYpd