Médico Tayron da Silva, de 28 anos, conta que nunca pensou em passar tanto constrangimento e espera que empresa aérea reveja treinamento de funcionários
(Foto: Arquivo pessoal)
A Justiça do Acre condenou a Azul Linhas aéreas a pagar R$ 30 mil ao médico Tayron Ismael Oliveira da Silva, de 28 anos, por tratamento vexatório. O homem
é tetraplégico e caiu duas vezes durante uma viagem pela empresa aérea em 2015 durante o trajeto de Manaus (AM) a Rio Branco.
Ele conta que em uma das quedas ficou de joelhos no corredor do avião e em outra caiu com o rosto no asfalto, no momento do embarque.
A sentença do juiz Gustavo Sirena, da Vara Cível da Comarca de Brasileia, foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) nesta terça-feira (16).
A empresa ainda foi condenada a pagar R$ 1,6 mil por danificar a cadeira de rodas nova e adaptada de Silva. Em nota ao G1, a Azul informou que “não comenta
casos sub judice”.
“Nunca pensei que iria passar por uma situação tão constrangedora na minha vida. Naquele momento, não conseguia nem pensar”, lembra.
O jovem relatou que é paciente do Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, e todos os anos viaja para fazer exames. No dia em que passou pelo constrangimento,
ele chegou em Manaus e tinha um tempo de espera de 12 horas. Ele conta que desembarcou tranquilamente na cadeira dele e foi para um hotel.
‘Fiquei morto de vergonha’
Os problemas começaram no momento de embarcar em Manaus. O médico estava acompanhado pela mulher que foi treinada pelo hospital para dar toda a assistência
a ele.
Dois funcionários da Azul empurravam a cadeira adaptada quando a companheira informou que a cadeira não entrava na aeronave. Segundo ele, os dois insistiram
e não deram ouvidos ao casal, que dizia como os funcionários deviam proceder.
“Um dos funcionários entrou no corredor da aeronave e ficou atrás da cadeira. Ele não tinha como passar para frente e ajudar o outro a me colocar na poltrona
do avião. O que estava na frente me pegou pelos braços, eu falei que precisava ser pela cinta e que precisava da ajuda de outra pessoa. Ele não ouviu,
foi super grosso, me pegou pelos braços e diretamente fui de joelhos ao chão”, relata.
Após ser colocado na poltrona, Silva e a mulher seguiram para Porto Velho (RO). Ao desembarcar, os dois perguntaram pela cadeira adaptada que era usada
por ele. No entanto, foram informados de que o médico iria ficar na cadeira da companhia, pois o tempo de espera do voo era curto. Na sala de espera, o
voo atrasou e o cadeirante foi o último a embarcar.
Silva conta que novamente enfrentou problemas. O médico relatou que o funcionário da Azul empurrava a cadeira muito rápido e, devido à depredação causada
pelo asfalto nas rodas da cadeira, ele teve um espasmo de tronco e caiu com o rosto diretamente no chão.
“Ainda tive que acalmar o funcionário que estava comigo, ele começou a gritar e chamava um médico. Expliquei que era médico e que ele poderia ficar tranquilo.
Fiquei morto de vergonha, nunca pensei passar por tamanho constrangimento. Minha esposa largou as bolsas no chão e veio me ajudar. Quando fui acomodado
na aeronave coloquei meu óculos e comecei a chorar”, conta.
Cadeira quebrada
A saga de Silva continuou ao chegar em Rio Branco, capital acreana. No momento do desembarque, a equipe da Azul trouxe a cadeira dele sem o suporte para
o braço do lado esquerdo. Ele e a mulher perguntaram sobre a peça, os funcionários procuraram, mas não encontraram.
Um documento foi entregue ao casal onde a empresa se responsabilizava por devolver a peça. O médico conta que ligou várias vezes e sempre era redirecionado
para outra pessoa e informava que o responsável estaria presente para a entrega, mas, após um mês, isso nunca aconteceu.
Silva teve de comprar uma outra cadeira de rodas adaptada. A primeira, comprada em 2014, custou R$ 3,4 mil. O médico doou a cadeira sem a peça para uma
pessoa que necessitava. Segundo ele, a família fez um suporte para o braço usando madeira.
Ele conta que a intenção não era entrar com uma ação judicial contra a empresa, mas, além de todo o constrangimento, nunca receberam nenhum posicionamento
da Azul e foram lesados pelo suporte que nunca foi entregue.
“Até hoje tenho receio de viajar, medo de cair. Entrei pelo prejuízo da cadeira, fiquei muito bravo. Tive de comprar outra cadeira, não poderia ficar com
uma quebrada, não tinha condições. Para mim, esse resultado está bom, se eu realmente tivesse a intenção de processar desde o início teria tirado fotos,
gravado vídeos, mas não fiz isso”, alega.
O médico espera que o processo faça a empresa rever o treinamento dos funcionários e também a forma como trata pessoas com problemas de mobilidade.
“Espero que não aconteça com outros o que aconteceu comigo. Seria muito bom se eles preparassem as pessoas que trabalham lá para lidar com cadeirantes.
Em outras empresas as pessoas são cuidadosas e atenciosas, elas nos escutam. Viajei para a Bahia por outra empresa e sempre perguntavam como deveriam proceder.
Espero que a Azul faça o mesmo”, finaliza.
Fonte: G1
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Japão usa simplicidade e mostra respeito aos cidadãos com deficiência
O Jornal Nacional mostrou, várias dificuldades para os brasileiros que têm algum tipo de deficiência. Na última reportagem da série mostrou que a solução
pode vir de ideias bem simples. É o que ensina um país conhecido pela tecnologia de ponta.
Sinal de trânsito sonoro para ajudar na travessia de deficientes visuais muita gente já conhece. Mas em Tóquio, o barulhinho também dá outra informação
para quem se orienta andando pela cidade. O som de cuco indica que está se seguindo na direção norte-sul. Já o piu do passarinho, mostra que é leste-oeste.
É um detalhe, mas provoca no Roberto uma declaração daquelas. “O Japão é um país ótimo para uma pessoa deficiente ter liberdade”, diz.
Roberto Sasaki ficou cego há nove anos, depois de um acidente de carro. Ser livre pra ele é poder circular a vontade pelo país que ele escolheu para viver.
A capital japonesa é acessível para pessoas com qualquer deficiência. Piso tátil por toda parte. Informações em braile também. Nos locais públicos, como
parques, há sempre um banheiro adaptado. Para os cadeirantes, calçadas planas, sem buracos e com rampas suaves para atravessar a rua.
O japonês é famoso por resolver seus problemas com tecnologia de ponta. Mas o que a gente percebe é que na questão da acessibilidade contam muito respeito,
boa vontade e, muitas vezes, medidas simples.
Para alguém numa cadeira de rodas, chamar um elevador pode ser difícil. O botão fica muito alto. Por isso, um pouco mais baixo, tem outro botão somente
para cadeirantes.
Yuriko Oda começou a sentir os efeitos da distrofia muscular há 12 anos. E a cidade adaptada a ajudou a enfrentar o medo. Ela diz que numa cadeira de rodas
fica mais baixa que as outras pessoas. E encarar uma rua movimentada, no começo, assusta.
Yuriko adora passear sozinha. Ela reúne as descobertas que faz sobre acessibilidade em um blog na internet. No metrô, já sabe que o atendimento é especial.
Ela diz onde vai saltar e o funcionário liga para a estação de destino. Vai ter alguém esperando.
Na plataforma para entrar no vagão, a rampinha também é usada. Ou nem isso. Há casos em que praticamente não há vão – buraco entre o trem e a plataforma.
Para desembarcar, lá está o outro funcionário a postos com a rampa.
Muita tecnologia ou pouca tecnologia. O mais importante está no que o Roberto diz: “Não adianta você ter uma sinalização no chão ou um sinal sonoro, se
as pessoas não te respeitam. O começo de tudo é a educação da população. Em questão de querer ajudar o próximo. E não querer atrapalhar ou tirar proveito”.
Fonte: Vida mais Livre
pode vir de ideias bem simples. É o que ensina um país conhecido pela tecnologia de ponta.
Sinal de trânsito sonoro para ajudar na travessia de deficientes visuais muita gente já conhece. Mas em Tóquio, o barulhinho também dá outra informação
para quem se orienta andando pela cidade. O som de cuco indica que está se seguindo na direção norte-sul. Já o piu do passarinho, mostra que é leste-oeste.
É um detalhe, mas provoca no Roberto uma declaração daquelas. “O Japão é um país ótimo para uma pessoa deficiente ter liberdade”, diz.
Roberto Sasaki ficou cego há nove anos, depois de um acidente de carro. Ser livre pra ele é poder circular a vontade pelo país que ele escolheu para viver.
A capital japonesa é acessível para pessoas com qualquer deficiência. Piso tátil por toda parte. Informações em braile também. Nos locais públicos, como
parques, há sempre um banheiro adaptado. Para os cadeirantes, calçadas planas, sem buracos e com rampas suaves para atravessar a rua.
O japonês é famoso por resolver seus problemas com tecnologia de ponta. Mas o que a gente percebe é que na questão da acessibilidade contam muito respeito,
boa vontade e, muitas vezes, medidas simples.
Para alguém numa cadeira de rodas, chamar um elevador pode ser difícil. O botão fica muito alto. Por isso, um pouco mais baixo, tem outro botão somente
para cadeirantes.
Yuriko Oda começou a sentir os efeitos da distrofia muscular há 12 anos. E a cidade adaptada a ajudou a enfrentar o medo. Ela diz que numa cadeira de rodas
fica mais baixa que as outras pessoas. E encarar uma rua movimentada, no começo, assusta.
Yuriko adora passear sozinha. Ela reúne as descobertas que faz sobre acessibilidade em um blog na internet. No metrô, já sabe que o atendimento é especial.
Ela diz onde vai saltar e o funcionário liga para a estação de destino. Vai ter alguém esperando.
Na plataforma para entrar no vagão, a rampinha também é usada. Ou nem isso. Há casos em que praticamente não há vão – buraco entre o trem e a plataforma.
Para desembarcar, lá está o outro funcionário a postos com a rampa.
Muita tecnologia ou pouca tecnologia. O mais importante está no que o Roberto diz: “Não adianta você ter uma sinalização no chão ou um sinal sonoro, se
as pessoas não te respeitam. O começo de tudo é a educação da população. Em questão de querer ajudar o próximo. E não querer atrapalhar ou tirar proveito”.
Fonte: Vida mais Livre
Deficientes físicos protestam por falta de materiais ortopédicos e interditam avenida no Acre
Cadeirantes reclamam da falta de cadeiras de rodas e para banho, sondas e bolsas receptoras. Manifestantes estão em frente a Casa Civil e interditam a
Avenida Brasil, no Centro de Rio Branco.
Por Luan Cesar, G1 AC, Rio Branco
Manifestantes começaram movimento em frente ao Terminal Urbano de Rio Branco e seguiram até Casa Civil, no Centro de Rio Branco (Foto: Luízio Oliveira/Arquivo
Pessoal )
Deficientes físicos fazem um protesto no Centro de Rio Branco, na tarde desta segunda-feira (9),
contra a falta de cadeiras de rodas e para banho, bengalas, muletas, órteses, próteses, fraldas, sondas e bolsas receptoras no estado.
Eles alegam que os materiais não são fornecidos para quem precisa há meses, mas que o problema já se arrasta há anos.
O movimento iniciou às 16h em frente ao Terminal Urbano, Centro da capital acreana. Depois, os manifestantes, que estão acompanhados de familiares, seguiram
para a Casa Civil e interditaram a Avenida Brasil.
José Aurismar da Silva, vice-presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Acre (Capedac), afirmou que cerca de 20 pessoas, entre cadeirantes e familiares,
participam do ato.
“Até agora, nenhum representante do governo conversou com a gente. Vamos ficar aqui em frente a Casa Civil aguardando uma explicação, só vamos sair quando
derem uma justificativa. Queremos que pelo menos o material básico de uso contínuo, sonda e bolsa receptora, seja comprado. Há seis meses não recebemos
e é uma questão de saúde, não tem mais como aguentar isso”, declarou Silva.
O vice-presidente da Capedac afirma ainda que o Estado também não fornece suplementos alimentares para crianças com paralisia cerebral.
Ele afirma ainda que a última entrega de cadeiras de rodas foi em 2015 e que em 2016 houve entrega de cadeiras de banho, quando uma empresa fez doação
para a Oficina Estadual de Órteses e Próteses e o órgão repassou para quem precisava.
Ao G1, na segunda-feira (8), a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que todo material que é comprado passa por um processo licitatório e que,
no caso das sondas e coletores, os materiais já foram licitados.
Em relação às fraldas descartáveis, a secretaria disse que são itens de higiene pessoal, então, não caracteriza material médico hospitalar.
Em relação a questão das órteses e próteses, o gerente da Oficina Estadual de Órteses e Próteses, Leunam Ramos, informou ao G1 que todo o material chegou
só que as borrachas, que também são necessárias na confecção da órteses e próteses, vieram erradas.
“A gente espera que agora no mês de janeiro o fornecedor envie o material correto para a oficina continuar suas atividades”, garantiu.
Entenda
Quem precisa de materiais ortopédicos e outros vem enfrentando o problema da falta de recursos há um longo tempo. Em julho do ano passado,
mais de 150 pacientes que precisam da oficina ortopédica fizeram uma abaixo-assinado
onde alegavam prejuízos à saúde e mobilidade devido à oficina não estar funcionado. O Estado estava sem recursos para fazer as trocas os materiais.
Já em outubro de 2017,
pelo menos 800 pessoas com algum tipo de deficiência estavam à espera de órteses, próteses e equipamentos
que ajudam na locomoção do dia a dia.
À época, a situação era mais grave ainda com a entrega de cadeiras de rodas. Com isso, o Ministério Público do Acre (MP-AC)
instaurou um procedimento preparatório para investigar denúncias
ainda no mesmo mês. No início deste ano, os cadeirantes voltaram a reclamar da mesma situação. De acordo com eles, sondas e coletores não são dados desde
maio do ano passado.
fonte g1
Avenida Brasil, no Centro de Rio Branco.
Por Luan Cesar, G1 AC, Rio Branco
Manifestantes começaram movimento em frente ao Terminal Urbano de Rio Branco e seguiram até Casa Civil, no Centro de Rio Branco (Foto: Luízio Oliveira/Arquivo
Pessoal )
Deficientes físicos fazem um protesto no Centro de Rio Branco, na tarde desta segunda-feira (9),
contra a falta de cadeiras de rodas e para banho, bengalas, muletas, órteses, próteses, fraldas, sondas e bolsas receptoras no estado.
Eles alegam que os materiais não são fornecidos para quem precisa há meses, mas que o problema já se arrasta há anos.
O movimento iniciou às 16h em frente ao Terminal Urbano, Centro da capital acreana. Depois, os manifestantes, que estão acompanhados de familiares, seguiram
para a Casa Civil e interditaram a Avenida Brasil.
José Aurismar da Silva, vice-presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Acre (Capedac), afirmou que cerca de 20 pessoas, entre cadeirantes e familiares,
participam do ato.
“Até agora, nenhum representante do governo conversou com a gente. Vamos ficar aqui em frente a Casa Civil aguardando uma explicação, só vamos sair quando
derem uma justificativa. Queremos que pelo menos o material básico de uso contínuo, sonda e bolsa receptora, seja comprado. Há seis meses não recebemos
e é uma questão de saúde, não tem mais como aguentar isso”, declarou Silva.
O vice-presidente da Capedac afirma ainda que o Estado também não fornece suplementos alimentares para crianças com paralisia cerebral.
Ele afirma ainda que a última entrega de cadeiras de rodas foi em 2015 e que em 2016 houve entrega de cadeiras de banho, quando uma empresa fez doação
para a Oficina Estadual de Órteses e Próteses e o órgão repassou para quem precisava.
Ao G1, na segunda-feira (8), a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que todo material que é comprado passa por um processo licitatório e que,
no caso das sondas e coletores, os materiais já foram licitados.
Em relação às fraldas descartáveis, a secretaria disse que são itens de higiene pessoal, então, não caracteriza material médico hospitalar.
Em relação a questão das órteses e próteses, o gerente da Oficina Estadual de Órteses e Próteses, Leunam Ramos, informou ao G1 que todo o material chegou
só que as borrachas, que também são necessárias na confecção da órteses e próteses, vieram erradas.
“A gente espera que agora no mês de janeiro o fornecedor envie o material correto para a oficina continuar suas atividades”, garantiu.
Entenda
Quem precisa de materiais ortopédicos e outros vem enfrentando o problema da falta de recursos há um longo tempo. Em julho do ano passado,
mais de 150 pacientes que precisam da oficina ortopédica fizeram uma abaixo-assinado
onde alegavam prejuízos à saúde e mobilidade devido à oficina não estar funcionado. O Estado estava sem recursos para fazer as trocas os materiais.
Já em outubro de 2017,
pelo menos 800 pessoas com algum tipo de deficiência estavam à espera de órteses, próteses e equipamentos
que ajudam na locomoção do dia a dia.
À época, a situação era mais grave ainda com a entrega de cadeiras de rodas. Com isso, o Ministério Público do Acre (MP-AC)
instaurou um procedimento preparatório para investigar denúncias
ainda no mesmo mês. No início deste ano, os cadeirantes voltaram a reclamar da mesma situação. De acordo com eles, sondas e coletores não são dados desde
maio do ano passado.
fonte g1
Fundação Dorina recebe escolas de São Paulo para promover inclusão
Fundação Dorina recebe escolas de São Paulo para promover inclusão
Projeto oferece visitas educativas para estimular a inclusão das pessoas cegas ou com baixa visão e minimizar os preconceitos acerca da deficiência visual.
Foto de dois meninos em um dos corredores da Fundação Dorina. Um deles está vendado e com a mão no ombro do colega. Atrás deles há um grupo de crianças.
A Fundação Dorina deverá receber cerca de 7 mil alunos da rede pública de São Paulo até julho de 2018. Iniciado no final do ano passado, o projeto Incluindo
com o Centro de Memória oferece visitas educativas para estimular o conhecimento sobre a deficiência visual, além de promover o debate sobre a importância
da inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão.
Na visita os alunos têm a oportunidade de conhecer as principais ações e histórias que mudaram a vida das pessoas com deficiência visual no Brasil e no
mundo, além de participarem de atividades lúdicas para vivenciar o que as pessoas que não enxergam enfrentam diariamente.
Início do grupo Projeto deve receber cerca de 7 mil crianças e adolescentes de escolas públicas de São Paulo até julho de 2018
Foto de um grupo de crianças sentadas no chão junto com uma educadora da Fundação Dorina, que exibe um livro.
Projeto deve receber cerca de 7 mil crianças e adolescentes de escolas públicas de São Paulo até julho de 2018
Fim do grupo
“Muitos acham que as pessoas cegas não podem morar sozinhas, cozinhar, usar o computador ou o celular, e aqui descobrem que tudo isso é possível. Os alunos
são estimulados a ter mais empatia não só com os colegas com deficiência visual, mas com todos que vivem de uma forma diferente”, conta a educadora do
Centro de Memória Fernanda Ferreira.
O Centro de Memória da Fundação Dorina conta com:
Lista de 8 itens
• Exposição em formato acessível com recursos táteis e sonoros, piso tátil, audiodescrição, etc;
• Equipamentos para escrita em braile;
• Atividades educativas adaptadas para as diferentes faixas etárias;
• Esculturas e objetos disponíveis ao toque;
• Publicações em formatos acessíveis;
• Visita à Imprensa Braille – a maior em capacidade de produção da América Latina – para conhecer de perto como é feita uma transcrição e impressão em
braile;
• Livros em diversos formatos, como braile, com fonte ampliada, audiolivro e digital acessível;
• Acervo pessoal de Dorina de Gouveia Nowill, fundadora da instituição e pioneira na luta pela inclusão das pessoas com deficiência visual no Brasil.
fim da lista
Traga a sua escola!
Qualquer escola municipal ou estadual da cidade de São Paulo pode se inscrever! Basta agendar dia e horário da visita pelo e-mail
incluindocm@fundacaodorina.org.br.
O projeto oferece materiais educativos, ônibus e alimentação gratuitos para todos os professores e alunos!
Incluindo com o Centro de Memória tem o apoio do FUMCAD (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente) e da Prefeitura de São Paulo.
Centro de Memória Dorina Nowill
O
Centro de Memória Dorina Nowill
tem como missão apresentar a história da luta das pessoas com deficiência visual no Brasil e no mundo, como de sua fundadora Dorina de Gouvêa Nowill.
Instituído em 2002, o centro cuida para que essa história seja preservada, compartilhada e para que muitos sentidos continuem sendo possíveis. O objetivo
é desenvolver um trabalho que mostra de perto a jornada destas pessoas por meio de acervo composto por peças tiflológicas (máquinas braille, regletes,
sorobans), textuais (cartas, diplomas, publicações), iconográficos (fotografias); audiovisuais (reportagens) e depoimentos orais.
Toda a exposição possui recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência.
Publicado por Fernando Freitas
Projeto oferece visitas educativas para estimular a inclusão das pessoas cegas ou com baixa visão e minimizar os preconceitos acerca da deficiência visual.
Foto de dois meninos em um dos corredores da Fundação Dorina. Um deles está vendado e com a mão no ombro do colega. Atrás deles há um grupo de crianças.
A Fundação Dorina deverá receber cerca de 7 mil alunos da rede pública de São Paulo até julho de 2018. Iniciado no final do ano passado, o projeto Incluindo
com o Centro de Memória oferece visitas educativas para estimular o conhecimento sobre a deficiência visual, além de promover o debate sobre a importância
da inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão.
Na visita os alunos têm a oportunidade de conhecer as principais ações e histórias que mudaram a vida das pessoas com deficiência visual no Brasil e no
mundo, além de participarem de atividades lúdicas para vivenciar o que as pessoas que não enxergam enfrentam diariamente.
Início do grupo Projeto deve receber cerca de 7 mil crianças e adolescentes de escolas públicas de São Paulo até julho de 2018
Foto de um grupo de crianças sentadas no chão junto com uma educadora da Fundação Dorina, que exibe um livro.
Projeto deve receber cerca de 7 mil crianças e adolescentes de escolas públicas de São Paulo até julho de 2018
Fim do grupo
“Muitos acham que as pessoas cegas não podem morar sozinhas, cozinhar, usar o computador ou o celular, e aqui descobrem que tudo isso é possível. Os alunos
são estimulados a ter mais empatia não só com os colegas com deficiência visual, mas com todos que vivem de uma forma diferente”, conta a educadora do
Centro de Memória Fernanda Ferreira.
O Centro de Memória da Fundação Dorina conta com:
Lista de 8 itens
• Exposição em formato acessível com recursos táteis e sonoros, piso tátil, audiodescrição, etc;
• Equipamentos para escrita em braile;
• Atividades educativas adaptadas para as diferentes faixas etárias;
• Esculturas e objetos disponíveis ao toque;
• Publicações em formatos acessíveis;
• Visita à Imprensa Braille – a maior em capacidade de produção da América Latina – para conhecer de perto como é feita uma transcrição e impressão em
braile;
• Livros em diversos formatos, como braile, com fonte ampliada, audiolivro e digital acessível;
• Acervo pessoal de Dorina de Gouveia Nowill, fundadora da instituição e pioneira na luta pela inclusão das pessoas com deficiência visual no Brasil.
fim da lista
Traga a sua escola!
Qualquer escola municipal ou estadual da cidade de São Paulo pode se inscrever! Basta agendar dia e horário da visita pelo e-mail
incluindocm@fundacaodorina.org.br.
O projeto oferece materiais educativos, ônibus e alimentação gratuitos para todos os professores e alunos!
Incluindo com o Centro de Memória tem o apoio do FUMCAD (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente) e da Prefeitura de São Paulo.
Centro de Memória Dorina Nowill
O
Centro de Memória Dorina Nowill
tem como missão apresentar a história da luta das pessoas com deficiência visual no Brasil e no mundo, como de sua fundadora Dorina de Gouvêa Nowill.
Instituído em 2002, o centro cuida para que essa história seja preservada, compartilhada e para que muitos sentidos continuem sendo possíveis. O objetivo
é desenvolver um trabalho que mostra de perto a jornada destas pessoas por meio de acervo composto por peças tiflológicas (máquinas braille, regletes,
sorobans), textuais (cartas, diplomas, publicações), iconográficos (fotografias); audiovisuais (reportagens) e depoimentos orais.
Toda a exposição possui recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência.
Publicado por Fernando Freitas
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Brasil: União de especialidades para ampliar acessibilidade na web
Parceria entre eSSENTIAL ACCESSIBILITY e Hand Talk aumenta tecnologia assistiva na internet. Meta é oferecer a todas as pessoas com deficiência uma experiência
completa e satisfatória no comércio eletrônico, nas relações corporativas e na socialização.
Empresas querem ampliar as formas de acesso e garantir a todas as pessoas com deficiência uma experiência completa e satisfatória no comércio eletrônico,
nas relações corporativas e na socialização.
“É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para
uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas
internacionalmente”, determina a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015).
Oferecer websites acessíveis, no entanto, ultrapassa as exigências da legislação. Trata-se de uma estratégia de negócios que pode ampliar muito as vendas
porque essa transformação abre as portas da empresa (ou loja) para mais de 45 milhões de pessoas com deficiência (Censo IBGE 2010).
Há uma parcela substancial da população brasileira (24%) que tem poder de compra e busca produtos de qualidade, mas enfrenta barreiras, principalmente
no comércio eletrônico, quando a acessibilidade é tratada como secundária e menos importante, avaliada como custo extra e não como investimento.
É fundamental compreender que pessoas com deficiência são constantemente impedidas de ir e vir porque a acessibilidade urbana quase não existe. E a internet
é uma aliada essencial para buscar informações, resolver problemas do cotidiano, como ferramenta de comunicação e também para fazer compras.
Ignorar a importância da acessibilidade na web tem o mesmo impacto de manter a porta de uma loja física trancada e com as luzes apagadas em dia de bom
movimento.
Para ampliar as formas de acesso e garantir a todas as pessoas com deficiência uma experiência completa e satisfatória no comércio eletrônico, nas relações
corporativas e na socialização, duas empresas especializadas brasileiras em tecnologia assistiva – eSSENTIAL ACCESSIBILITY e Hand Talk – uniram forças.
A eSSENTIAL ACCESSIBILITY tem um aplicativo (browser) acessível gratuito (baixe aqui) com controle de cursor por face tracking, soluções de substituição
de toque, mouses alternativos, posicionamento de cursor easy grid, ajuda de clique visual, leitor de tela, controle de cursor por voz e comando de joystick
da cadeira de rodas, além de oferecer um serviço de Compliance em Acessibilidade Web, com um time de especialistas fazem uma avaliação detalhada de web
e mobile, com base no Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.0 Level AA Compliance, indicando as melhores soluções para tornar todos os meios digitais
acessíveis.
Hand Talk é especializada em acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva, com destaque para o aplicativo que faz que traduz texto e voz automaticamente
para Libras (Língua Brasileira de Sinais), com média de 150 mil usuários ativos por mês e 1,5 milhão de downloads desde sua criação, em 2012. Após a ativação
da janela de acessibilidade, o usuário é apresentado ao Hugo, intérprete virtual que faz a tradução usando um banco de sinais (o maior do País entre os
aplicativos e sites semelhantes, segundo a empresa).
As empresas pretendem fazem um intercâmbio de especialidades, apresentando todas as soluções para as duas carteiras de clientes, seja de forma simultânea
ou em encontros individuais.
Entre as empresas que usam as soluções da Hand Talk e da eSSENTIAL ACCESSIBILITY estão Bayer, Cervejaria Colorado, Magazine Luiza, Riachuelo, Avon, ViaQuatro,
Pinacoteca de São Paulo e Natura (única empresa brasileira presente por dois anos seguidos no índice global de Diversidade & Inclusão (DI) da Thomson Reuters).
Fonte:
brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/uniao-de-especialidades-para-ampliar-acessibilidade-na-web/
completa e satisfatória no comércio eletrônico, nas relações corporativas e na socialização.
Empresas querem ampliar as formas de acesso e garantir a todas as pessoas com deficiência uma experiência completa e satisfatória no comércio eletrônico,
nas relações corporativas e na socialização.
“É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para
uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas
internacionalmente”, determina a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015).
Oferecer websites acessíveis, no entanto, ultrapassa as exigências da legislação. Trata-se de uma estratégia de negócios que pode ampliar muito as vendas
porque essa transformação abre as portas da empresa (ou loja) para mais de 45 milhões de pessoas com deficiência (Censo IBGE 2010).
Há uma parcela substancial da população brasileira (24%) que tem poder de compra e busca produtos de qualidade, mas enfrenta barreiras, principalmente
no comércio eletrônico, quando a acessibilidade é tratada como secundária e menos importante, avaliada como custo extra e não como investimento.
É fundamental compreender que pessoas com deficiência são constantemente impedidas de ir e vir porque a acessibilidade urbana quase não existe. E a internet
é uma aliada essencial para buscar informações, resolver problemas do cotidiano, como ferramenta de comunicação e também para fazer compras.
Ignorar a importância da acessibilidade na web tem o mesmo impacto de manter a porta de uma loja física trancada e com as luzes apagadas em dia de bom
movimento.
Para ampliar as formas de acesso e garantir a todas as pessoas com deficiência uma experiência completa e satisfatória no comércio eletrônico, nas relações
corporativas e na socialização, duas empresas especializadas brasileiras em tecnologia assistiva – eSSENTIAL ACCESSIBILITY e Hand Talk – uniram forças.
A eSSENTIAL ACCESSIBILITY tem um aplicativo (browser) acessível gratuito (baixe aqui) com controle de cursor por face tracking, soluções de substituição
de toque, mouses alternativos, posicionamento de cursor easy grid, ajuda de clique visual, leitor de tela, controle de cursor por voz e comando de joystick
da cadeira de rodas, além de oferecer um serviço de Compliance em Acessibilidade Web, com um time de especialistas fazem uma avaliação detalhada de web
e mobile, com base no Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.0 Level AA Compliance, indicando as melhores soluções para tornar todos os meios digitais
acessíveis.
Hand Talk é especializada em acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva, com destaque para o aplicativo que faz que traduz texto e voz automaticamente
para Libras (Língua Brasileira de Sinais), com média de 150 mil usuários ativos por mês e 1,5 milhão de downloads desde sua criação, em 2012. Após a ativação
da janela de acessibilidade, o usuário é apresentado ao Hugo, intérprete virtual que faz a tradução usando um banco de sinais (o maior do País entre os
aplicativos e sites semelhantes, segundo a empresa).
As empresas pretendem fazem um intercâmbio de especialidades, apresentando todas as soluções para as duas carteiras de clientes, seja de forma simultânea
ou em encontros individuais.
Entre as empresas que usam as soluções da Hand Talk e da eSSENTIAL ACCESSIBILITY estão Bayer, Cervejaria Colorado, Magazine Luiza, Riachuelo, Avon, ViaQuatro,
Pinacoteca de São Paulo e Natura (única empresa brasileira presente por dois anos seguidos no índice global de Diversidade & Inclusão (DI) da Thomson Reuters).
Fonte:
brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/uniao-de-especialidades-para-ampliar-acessibilidade-na-web/
Brinquedo estimula alfabetização de crianças com deficiência visual
Foto por Lucas Sabino / Especial / A Tribuna (Foto: Lucas Sabino / Especial / A Tribuna)Clique para Ampliar
Gabriel Bosa
Aalfabetização é crucial para a inclusão na sociedade. Se para uma criança sem deficiências o letramento pode implicar um período de difícil adaptação,
àquelas que possuem algum tipo de limitação é uma fase ainda mais desafiadora.
As barreiras se tornam maiores diante da falta de materiais adequado para o ensino e orientação. Ciente desta problemática, a então acadêmica de Design
Gráfico da Faculdade Satc, Flávia Aparecida Nesi, desenvolveu um brinquedo para auxiliar a alfabetização e letramento de crianças com deficiência visual.
O quadro é baseado no tradicional conto “Os Três Porquinhos”. O brinquedo é formado por um tabuleiro e seis peças móveis – cada uma em formato e texturas
distintas, como feltro, palha de milho e madeira MDF. Quando a peça é encaixada, parte da história é narrada para a criança.
“Foi feita pesquisa com uma professora de braile e com mais pessoas que vivem esse dia a dia e sabem das dificuldades”, destaca.
O projeto foi idealizado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sob orientação da professora Cristiane Gonçalves Dagostim. O trabalho começou a ser
desenvolvido no início do último ano e apresentado – e aprovado – em dezembro passado.
Praticidade comprovada
A praticidade do brinquedo foi testada com duas crianças da Escola Básica São Cristóvão, referência na educação de crianças com deficiência visual em Criciúma.
“Foi bem emocionante. As crianças gostaram bastante, as professoras também aprovaram. É um sentimento de muita satisfação”, ressalta a profissional.
A idealização de uma plataforma pedagógica para crianças cegas teve inspiração em uma história pessoal. Uma tia, Elisa Nesi, era deficiente visual, e Flávia,
desde criança, acompanhava as dificuldades enfrentadas para a adaptação ao cotidiano. “Eu convivi muito com ela e sempre tive essa sensação que tudo era
mais difícil para eles”, afirma. “Eu queria fazer m TCC com um objetivo maior, que não fosse apenas um trabalho, mas que pudesse ajudar alguém com aquilo”,
complementa a mulher.
Além das orientações da professora, Flávia também teve apoio do curso de Jornalismo para a gravação e edição da história, e também da Engenharia da Computação
para a criação do circuito eletrônico.
Gabriel Bosa
Aalfabetização é crucial para a inclusão na sociedade. Se para uma criança sem deficiências o letramento pode implicar um período de difícil adaptação,
àquelas que possuem algum tipo de limitação é uma fase ainda mais desafiadora.
As barreiras se tornam maiores diante da falta de materiais adequado para o ensino e orientação. Ciente desta problemática, a então acadêmica de Design
Gráfico da Faculdade Satc, Flávia Aparecida Nesi, desenvolveu um brinquedo para auxiliar a alfabetização e letramento de crianças com deficiência visual.
O quadro é baseado no tradicional conto “Os Três Porquinhos”. O brinquedo é formado por um tabuleiro e seis peças móveis – cada uma em formato e texturas
distintas, como feltro, palha de milho e madeira MDF. Quando a peça é encaixada, parte da história é narrada para a criança.
“Foi feita pesquisa com uma professora de braile e com mais pessoas que vivem esse dia a dia e sabem das dificuldades”, destaca.
O projeto foi idealizado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sob orientação da professora Cristiane Gonçalves Dagostim. O trabalho começou a ser
desenvolvido no início do último ano e apresentado – e aprovado – em dezembro passado.
Praticidade comprovada
A praticidade do brinquedo foi testada com duas crianças da Escola Básica São Cristóvão, referência na educação de crianças com deficiência visual em Criciúma.
“Foi bem emocionante. As crianças gostaram bastante, as professoras também aprovaram. É um sentimento de muita satisfação”, ressalta a profissional.
A idealização de uma plataforma pedagógica para crianças cegas teve inspiração em uma história pessoal. Uma tia, Elisa Nesi, era deficiente visual, e Flávia,
desde criança, acompanhava as dificuldades enfrentadas para a adaptação ao cotidiano. “Eu convivi muito com ela e sempre tive essa sensação que tudo era
mais difícil para eles”, afirma. “Eu queria fazer m TCC com um objetivo maior, que não fosse apenas um trabalho, mas que pudesse ajudar alguém com aquilo”,
complementa a mulher.
Além das orientações da professora, Flávia também teve apoio do curso de Jornalismo para a gravação e edição da história, e também da Engenharia da Computação
para a criação do circuito eletrônico.
Pisos táteis mal colocados prejudicam deficientes visuais
Instaladas de forma incorreta em muitos casos, as faixas de auxílio reservam armadilhas perigosas no caminho de cegos e pessoas com baixa visão
Por Dilson Júnior
(Felipe Fittipaldi/Divulgação)
Há 37 anos Maria da Glória Souza sai às 8h30 de sua casa, na Rua Cândido Gaffrée, na Urca, em direção ao trabalho, no Instituto Benjamin Constant (IBC),
centro de referência nacional na área da deficiência visual, que fica no mesmo bairro. Às escuras desde os 6 anos, quando um tumor cerebral paralisou e
atrofiou seu nervo óptico, a professora poderia ir caminhando até lá, mas prefere não se arriscar. “Acabo pegando um táxi porque sempre há um buraco novo
ou um carro estacionado em local proibido. Sem falar nas faixas táteis, que deveriam servir de guias e estão instaladas de forma incorreta”, alerta, chamando
atenção para um dos acessórios fundamentais na orientação e mobilidade de deficientes visuais em espaços públicos. Fixados no chão, em alto-relevo, com
cores contrastantes e materiais antiderrapantes, os chamados pisos podotáteis auxiliam na identificação de desníveis, obstáculos e outros perigos, além
de indicarem o caminho a ser percorrido com segurança. Se na teoria foram feitos para ajudar, na prática têm causado muitos problemas. “Prefiro me guiar
pelos muros em certos lugares. Não sei quando posso confiar nos pisos”, conta João Batista Alvarenga, revisor de textos em braile do instituto, onde dá
expediente diário, e morador do bairro do Sampaio, na Zona Suburbana.
Antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o programa Rotas Turísticas Acessíveis, capitaneado pela Secretaria Municipal de Turismo, a RioTur,
instalou 4 000 metros quadrados de faixas táteis nas redondezas de pontos turísticos cariocas com o intuito de beneficiar tanto visitantes quanto moradores
da cidade — segundo o IBGE, cerca de 3,1% da população tem algum tipo de deficiência visual. Especialistas afirmam, no entanto, que o serviço foi feito
às pressas, o que resultou em uma série de erros. Vizinho do Pão de Açúcar, uma das atrações contempladas, o entorno do IBC ganhou o piso especial, mas
alguns trechos se tornaram verdadeiras armadilhas (veja o quadro). Outro ponto crítico é o Boulevard Olímpico, onde a passagem do veículo leve sobre trilhos
(VLT) deixa os deficientes visuais ainda mais vulneráveis. Apesar do piso de alerta paralelo ao carril, a grande circulação de pessoas pelo calçadão já
danificou alguns pontos. Em outros, o equipamento nem sequer foi instalado. Ainda há casos em que o pavimento especial foi posicionado depois de uma série
de obstáculos na via. “Nas áreas abertas, como o Boulevard e a Praça Mauá, costumamos ficar desnorteados porque não existem muros ou guias que podem ser
usados como referência”, relata Vitor Alberto, professor de história e geografia do IBC. Procurada, a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente
informou que vai vistoriar os locais. embora as recentes obras de mobilidade urbana apontem para uma sociedade mais inclusiva, o caminho, ao que tudo indica,
ainda será longo.
Jogo dos Sete Erros
Lista de 7 itens
Rampas sem guias rebaixadas são um grande risco. A inclinação adequada das abas laterais é essencial também para cadeirantes, principalmente perto de travessias
1/7Rampas sem guias rebaixadas são um grande risco. A inclinação adequada das abas laterais é essencial também para cadeirantes, principalmente perto de
travessias (Felipe Fittipaldi/)
Além de haver obstáculos em cima da faixa, toda a extensão da rota que liga o Rio Sul ao Pão de Açúcar é escorregadia. Em locais abertos, o piso deve ser
antiderrapante
2/7Além de haver obstáculos em cima da faixa, toda a extensão da rota que liga o Rio Sul ao Pão de Açúcar é escorregadia. Em locais abertos, o piso deve
ser antiderrapante (Felipe Fittipaldi/)
Em frente ao Armazém 2 do Píer Mauá, um problema comum em vários pontos da cidade: o piso está localizado depois de um obstáculo, o que põe o deficiente
visual em risco
3/7Em frente ao Armazém 2 do Píer Mauá, um problema comum em vários pontos da cidade: o piso está localizado depois de um obstáculo, o que põe o deficiente
visual em risco (Felipe Fittipaldi/)
Sem a reposição das pastilhas, a sinalização de alerta nas faixas do entorno do VLT, que mostram por onde passa o veículo, sofre com a falta de manutenção
4/7Sem a reposição das pastilhas, a sinalização de alerta nas faixas do entorno do VLT, que mostram por onde passa o veículo, sofre com a falta de manutenção
(Felipe Fittipaldi/)
Uma corrente de ferro que protege o canteiro da Escola de Guerra Naval é o destino final do deficiente que confiar neste trecho
5/7Uma corrente de ferro que protege o canteiro da Escola de Guerra Naval é o destino final do deficiente que confiar neste trecho (Felipe Fittipaldi/)
Na Estação Parada Candelária do VLT, o piso tátil é da mesma cor que o restante do pavimento. A sinalização deve contrastar para auxiliar também pessoas
com baixa visão
6/7Na Estação Parada Candelária do VLT, o piso tátil é da mesma cor que o restante do pavimento. A sinalização deve contrastar para auxiliar também pessoas
com baixa visão (Felipe Fittipaldi/)
O piso foi posicionado muito próximo ao lancil localizado em frente ao Museu de Ciências da Terra. Qualquer saída mínima da rota pode causar um acidente
7/7O piso foi posicionado muito próximo ao lancil localizado em frente ao Museu de Ciências da Terra. Qualquer saída mínima da rota pode causar um acidente
(Felipe Fittipaldi/)
fim da lista
fonte veja rio
Por Dilson Júnior
(Felipe Fittipaldi/Divulgação)
Há 37 anos Maria da Glória Souza sai às 8h30 de sua casa, na Rua Cândido Gaffrée, na Urca, em direção ao trabalho, no Instituto Benjamin Constant (IBC),
centro de referência nacional na área da deficiência visual, que fica no mesmo bairro. Às escuras desde os 6 anos, quando um tumor cerebral paralisou e
atrofiou seu nervo óptico, a professora poderia ir caminhando até lá, mas prefere não se arriscar. “Acabo pegando um táxi porque sempre há um buraco novo
ou um carro estacionado em local proibido. Sem falar nas faixas táteis, que deveriam servir de guias e estão instaladas de forma incorreta”, alerta, chamando
atenção para um dos acessórios fundamentais na orientação e mobilidade de deficientes visuais em espaços públicos. Fixados no chão, em alto-relevo, com
cores contrastantes e materiais antiderrapantes, os chamados pisos podotáteis auxiliam na identificação de desníveis, obstáculos e outros perigos, além
de indicarem o caminho a ser percorrido com segurança. Se na teoria foram feitos para ajudar, na prática têm causado muitos problemas. “Prefiro me guiar
pelos muros em certos lugares. Não sei quando posso confiar nos pisos”, conta João Batista Alvarenga, revisor de textos em braile do instituto, onde dá
expediente diário, e morador do bairro do Sampaio, na Zona Suburbana.
Antes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o programa Rotas Turísticas Acessíveis, capitaneado pela Secretaria Municipal de Turismo, a RioTur,
instalou 4 000 metros quadrados de faixas táteis nas redondezas de pontos turísticos cariocas com o intuito de beneficiar tanto visitantes quanto moradores
da cidade — segundo o IBGE, cerca de 3,1% da população tem algum tipo de deficiência visual. Especialistas afirmam, no entanto, que o serviço foi feito
às pressas, o que resultou em uma série de erros. Vizinho do Pão de Açúcar, uma das atrações contempladas, o entorno do IBC ganhou o piso especial, mas
alguns trechos se tornaram verdadeiras armadilhas (veja o quadro). Outro ponto crítico é o Boulevard Olímpico, onde a passagem do veículo leve sobre trilhos
(VLT) deixa os deficientes visuais ainda mais vulneráveis. Apesar do piso de alerta paralelo ao carril, a grande circulação de pessoas pelo calçadão já
danificou alguns pontos. Em outros, o equipamento nem sequer foi instalado. Ainda há casos em que o pavimento especial foi posicionado depois de uma série
de obstáculos na via. “Nas áreas abertas, como o Boulevard e a Praça Mauá, costumamos ficar desnorteados porque não existem muros ou guias que podem ser
usados como referência”, relata Vitor Alberto, professor de história e geografia do IBC. Procurada, a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente
informou que vai vistoriar os locais. embora as recentes obras de mobilidade urbana apontem para uma sociedade mais inclusiva, o caminho, ao que tudo indica,
ainda será longo.
Jogo dos Sete Erros
Lista de 7 itens
Rampas sem guias rebaixadas são um grande risco. A inclinação adequada das abas laterais é essencial também para cadeirantes, principalmente perto de travessias
1/7Rampas sem guias rebaixadas são um grande risco. A inclinação adequada das abas laterais é essencial também para cadeirantes, principalmente perto de
travessias (Felipe Fittipaldi/)
Além de haver obstáculos em cima da faixa, toda a extensão da rota que liga o Rio Sul ao Pão de Açúcar é escorregadia. Em locais abertos, o piso deve ser
antiderrapante
2/7Além de haver obstáculos em cima da faixa, toda a extensão da rota que liga o Rio Sul ao Pão de Açúcar é escorregadia. Em locais abertos, o piso deve
ser antiderrapante (Felipe Fittipaldi/)
Em frente ao Armazém 2 do Píer Mauá, um problema comum em vários pontos da cidade: o piso está localizado depois de um obstáculo, o que põe o deficiente
visual em risco
3/7Em frente ao Armazém 2 do Píer Mauá, um problema comum em vários pontos da cidade: o piso está localizado depois de um obstáculo, o que põe o deficiente
visual em risco (Felipe Fittipaldi/)
Sem a reposição das pastilhas, a sinalização de alerta nas faixas do entorno do VLT, que mostram por onde passa o veículo, sofre com a falta de manutenção
4/7Sem a reposição das pastilhas, a sinalização de alerta nas faixas do entorno do VLT, que mostram por onde passa o veículo, sofre com a falta de manutenção
(Felipe Fittipaldi/)
Uma corrente de ferro que protege o canteiro da Escola de Guerra Naval é o destino final do deficiente que confiar neste trecho
5/7Uma corrente de ferro que protege o canteiro da Escola de Guerra Naval é o destino final do deficiente que confiar neste trecho (Felipe Fittipaldi/)
Na Estação Parada Candelária do VLT, o piso tátil é da mesma cor que o restante do pavimento. A sinalização deve contrastar para auxiliar também pessoas
com baixa visão
6/7Na Estação Parada Candelária do VLT, o piso tátil é da mesma cor que o restante do pavimento. A sinalização deve contrastar para auxiliar também pessoas
com baixa visão (Felipe Fittipaldi/)
O piso foi posicionado muito próximo ao lancil localizado em frente ao Museu de Ciências da Terra. Qualquer saída mínima da rota pode causar um acidente
7/7O piso foi posicionado muito próximo ao lancil localizado em frente ao Museu de Ciências da Terra. Qualquer saída mínima da rota pode causar um acidente
(Felipe Fittipaldi/)
fim da lista
fonte veja rio
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