sábado, 2 de setembro de 2017

Dia Municipal do Braille: da França para o mundo! e

Conheça a história do criador do sistema de leitura e escrita que mudou a história das pessoas com deficiência visual!
Descrição da imagem: foto de duas mãos tateando um texto em braille em uma folha branca. Fim da descrição.

A cidade de São Paulo comemora em 3 de setembro o Dia Municipal do Braille! O sistema de escrita e leitura em relevo tem mais de 200 anos e é um dos recursos

mais importantes para a inclusão da pessoa com deficiência visual em todo o mundo!

Toda essa história começou com Louis Braille, na França. Ele nasceu em 1809 e perdeu a visão com 3 anos, quando brincava na oficina do pai, que trabalhava

com arreios e selas.

Apesar das dificuldades que vieram após sua deficiência, ele se destacava muito nos estudos e, quando tinha 10 anos, ganhou uma bolsa para estudar no Instituto

Real de Jovens Cegos de Paris.

Foi ali que, com 15 anos, Louis Braille desenvolveu o sistema de leitura e escrita com pontinhos em relevo que foi batizado com seu sobrenome.

início do grupo O busto de Louis Braille é uma das esculturas táteis disponíveis no Centro de Memória da Fundação Dorina
Descrição da imagem: foto de uma mulher tateando o busto de Louis Braille no Centro de Memória da Fundação Dorina. Ela está de perfil, olhando em direção

à escultura. Atrás dela, à direita na foto, estão outras quatro pessoas. Fim da descrição.
O busto de Louis Braille é uma das esculturas táteis disponíveis no Centro de Memória da Fundação Dorina
fim do grupo

Eficiência

E você sabe por que esse sistema bicentenário deu tão certo e é usado até hoje? A coordenadora de revisão braille da Fundação Dorina, Regina Fátima de

Oliveira, explica: “Antes já existiam outros sistemas de escrita e leitura para cegos, mas o braille deu certo porque o cego só precisa da ponta do dedo

e de um toque para identificar a letra. Nos outros, a pessoa precisava tatear com a mão inteira”.

As pessoas com deficiência visual não ganharam só rapidez na leitura, mas também independência e autonomia. O sistema braille é tão eficiente que transcreve

musicografia, matemática e línguas de todo o mundo, além de estar presente em bulas de remédio, elevadores e cardápios.

Nesta data tão importante na capital paulista, fazemos questão de relembrar a história deste grande homem e sua enorme contribuição ao mundo!
Publicado por Fernando Freitas

Mês de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência terá programação especial

Feira de emprego, caminhada no Ibirapuera, workshops, debates e diversas atividades integram calendário de ações.
Setembro, que começou com as multas para que estacionar em vaga reservada em locais privados, é simbólico para as pessoas com deficiência. No mês, são

comemorados o Dia da LIBRAS (10), Dia Nacional do Cego (17), Dia Nacional de Luta pelos seus Direitos (21) e o Dia Nacional do Surdo (26). Em celebração

a causa, a Prefeitura de São Paulo, por intermédio das Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência (SMPED), Cultura, Esportes e Lazer, Mobilidade

e Transportes, Verde e Meio Ambiente, Inovação e Tecnologia, Direitos Humanos, Saúde, além da Controladoria Geral do Município, promoverá uma programação

intensa durante todo o mês. A proposta é difundir a importância da inclusão e da garantia aos direitos deste segmento.

Mês de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência

O calendário contará também com a participação de entidades como a Associação de Surdos de São Paulo, Centro Cultural Cidade Tiradentes e Câmara de Comércio

LGBT.

“É o momento de celebrarmos os avanços que alcançamos no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência e ainda de refletirmos sobre as barreiras

e desafios para tornar a sociedade mais inclusiva”, ressalta o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

Ações

Na abertura dos eventos do mês, no dia 02, tomam posse os novos membros do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência Biênio 2018-2020. Durante a reunião,

será eleito o novo presidente da entidade. A posse acontecerá a partir das 13h, na Praça das Artes, à Avenida São João, 281, região central.
Outro destaque será os relógios digitais de rua espalhados pela cidade, que vão exibir frases alusivas ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência,

na semana de 18 a 23.09. A proposta é chamar a atenção da população para a importância das ações que garantam acessibilidade.

As ações do Setembro Azul, voltadas aos públicos com deficiência auditiva e surdos, também integram a programação de Luta pelos Diretos das Pessoas com

Deficiência. Palestras sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e contações de histórias complementam as comemoração ao Dia Nacional da Libras.

E entre os dias 16 e 18, acontece a Feira Mobility & Show, no Campo de Marte, zona norte da cidade. A prefeitura de São Paulo vai participar com stand

no local, que terá ações das Secretarias Municipais da Pessoa com Deficiência e Mobilidade e Transportes. Em 2016, a Feira abriu suas portas para quase

6 mil visitantes.
Parte importante da programação será o Dia D de Inclusão do Trabalho Edição 2017. A feira de emprego voltada aos profissionais com deficiência acontecerá

no dia 29, na Universidade Nove de Julho (Uninove), unidade Vergueiro. Trata-se de uma oportunidade para se motivar o cumprimento da lei de cotas.

O mês de Luta pelas Pessoas com Deficiência terá também um Bike Tour, participação na Virada Esportiva, Contação de Histórias em Libras para Crianças,

sessão da peça O Sonho de Tatiana, corrida/caminhada no Parque do Ibirapuera, entre outros (calendário em anexo).

Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência

Instituído em 1982 por movimentos sociais, e oficializado com a Lei Federal nº 11.133/2005, 21 de setembro foi escolhido o Dia Nacional da Luta das Pessoas

com Deficiência pela proximidade da primavera e do Dia da Árvore, representando o nascimento das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade

de condições. A data foi criada para chamar a atenção para a inclusão das pessoas com deficiência.

Serviço: Programação comemorativa – “Setembro: Mês de Luta pelos Direitos das Pessoas com deficiência”
Data: 01 a 30 de setembro
Programação:
www.prefeitura.sp.gov.br/pessoacomdeficiencia

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Laboratório de Apoio ao Deficiente Visual retoma pleno funcionamento na UnB

início do grupo Reglete e punção são instrumentos utilizados para a escrita em braille
Luís Gustavo Prado
Reglete e punção são instrumentos utilizados para a escrita em braille
fim do grupo

"É na ponta dos dedos que a Viviane encontra um mundo para viajar", conta Maria do Amparo Santos, mãe da estudante de Letras – Tradução da Universidade

de Brasília Viviane Santos, sobre a experiência de leitura da filha. Com sorriso no rosto, ela comemora a reativação do Laboratório de Apoio ao Deficiente

Visual (LDV) da Faculdade de Educação (FE). Com a medida, universitários com deficiência visual passam a contar, já neste semestre, com apoio especializado

e outros recursos inclusivos para seu desenvolvimento acadêmico.
Localizado no Bloco 5 da Faculdade de Educação, o LDV dispõe de uma impressora em braille e dez computadores com softwares ledores – programas que transformam

as informações textuais para o formato de áudio. As atividades do laboratório foram interrompidas durante alguns semestres por falta de equipe e de condições

de infraestrutura necessárias à prestação do serviço.

A diretora da FE, Lívia Borges, explica que, durante esse tempo, a unidade permaneceu prestando outros serviços voltados à educação inclusiva, como as

atividades de ensino e de pesquisa na área. Hoje, ela comemora a retomada das atividades do laboratório e acrescenta que a unidade deve inaugurar, nos

próximos dias, um Laboratório de Libras. "A Faculdade de Educação tem uma expertise na área de educação especial e educação inclusiva desde a sua fundação.

Restabelecer o pleno funcionamento do LDV e inaugurar mais um espaço fortalece a atuação inclusiva da faculdade”, afirma a diretora.

APERFEIÇOAMENTO

O curso de extensão Introdução ao Sistema Braille, realizado entre 31 de julho e 4 de agosto na Faculdade de Educação, integrou as atividades de reativação

do Laboratório de Apoio ao Deficiente Visual. Docentes, técnicos e estudantes da UnB que atuam no local participaram do treinamento. “Foi um marco importante

no processo de reorganização do LDV, capacitando a equipe para leitura, escrita e transcrição de textos em braille”, comenta Sinara Zardo, docente da FE

e coordenadora do laboratório.
Aluna do 8º semestre de Pedagogia, Cleonara dos Santos Pereira foi selecionada no Programa de Iniciação Científica da UnB e passou a integrar a equipe

do LDV. Ela conta que já cursou duas disciplinas na graduação sobre educação para pessoas com necessidades especiais. “Minha bandeira é a luta do direito

de todos à educação. Pessoas com deficiência têm esse direito garantido na lei, mas, na prática, infelizmente, ainda falta muito”, avalia.

INCLUSÃO ACADÊMICA

De acordo com a coordenadora Sinara Zardo, atualmente, há 22 estudantes cegos ou com baixa visão cadastrados no Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades

Especiais (PPNE) da UnB. Levantamento feito pelo programa aponta que grande parte destes estudantes, especialmente os de Letras, têm como demanda prioritária

a disponibilização de material em braille.

início do grupo Maria do Amparo Santos, Sinara Zardo e Cleonara Pereira estão ligadas às atividades do LDV
Luís Gustavo Prado
Maria do Amparo Santos, Sinara Zardo e Cleonara Pereira estão ligadas às atividades do LDV
fim do grupo

“Formar nossa equipe para o domínio no sistema braille é fundamental para promover acessibilidade e garantir a permanência desses estudantes na Universidade”,

enfatiza Sinara Zardo. Ela antecipa que, em breve, haverá nova capacitação, realizada em parceria com a
Biblioteca Digital e Sonora da UnB.
Além de produzir material em braille e em caracteres ampliados, o LDV planeja elaborar material digital acessível e conteúdo em áudio.

O laboratório também atuará junto aos tutores de estudantes com deficiência visual. “Os tutores cadastrados no PPNE receberão treinamento e terão nosso

suporte para adaptação de materiais”, informa a coordenadora. A proposta é também ofertar cursos para o público acadêmico e para a comunidade externa,

visando à formação de apoio especializado às pessoas cegas ou com baixa visão.

Coordenadora da área de educação especial da Faculdade de Educação, Amaralina Miranda de Souza comemora a retomada das atividades do LDV. “Esta é uma medida

importante para garantir o apoio acadêmico a estudantes com deficiência visual, direito já previsto em resoluções do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

(Cepe) da Universidade”, lembra. Segundo a professora, nos próximos meses, a FE irá fornecer uma cartilha destinada a auxiliar os docentes da UnB no atendimento

aos estudantes com necessidades especiais.

fonte correio brasiliense

ITAÚ CULTURAL APRESENTA: VILA TARSILA COM AUDIODESCRIÇÃO E LIBRAS

Fotografia colorida de quatro mulheres e três homens, todos vestidos com roupas dos anos 20. As mulheres usam vestidos com saias curtas franzidas, estampas

ou listras coloridas, chapéus pretos com abas curtas ou laços na cabeça e meias; os homens usam bermudas coloridas e boinas, um deles usa calça comprida

e suspensórios. As mulheres e os homens de bermuda estão com os braços dobrados atrás da cabeça; o homem de suspensórios está com um braço levantado, explicando

algo, com a outra mão sobre o peito. O palco está iluminado com luzes azuladas.
O Fim de Semana em Família do Itaú Cultural apresenta o vibrante e colorido espetáculo: VILA TARSILA, que conta a história da mestra da pintura: Tarsila

do Amaral, da Cia Druw, com audiodescrição e interpretação em LIBRAS.

Datas: 2 de setembro (sábado) e 3 de setembro (domingo).
Horário: 16:00 horas.
Duração: 60 minutos.
Local: Itaú Cultural, Sala Itaú Cultural (piso térreo).
Endereço: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo, SP. (próximo ao Metrô Brigadeiro).
Entrada gratuita (224 lugares) – distribuição de ingressos a partir das 14:00 horas. Chegue cedo para garantir seu convite.

Sobre o espetáculo: Em um roteiro que valoriza o lúdico, “Vila Tarsila” joga luzes nas memórias de infância de Tarsila do Amaral. Miriam Druwe em parceria

com Cristiane Paoli Quito transportam o espectador ao mundo antropofágico da artista, demonstrando que sua obra nasceu das experiências visuais das inúmeras

viagens realizadas e das brincadeiras que recheavam as tardes na fazenda onde vivia em Capivari, interior de São Paulo, onde podia correr livremente entre

pedras, árvores, cactus e brincar com bonecas feitas de mato, em contraponto com a educação francesa que recebeu de seus pais.

Oficina de brincadeiras tradicionais: que acontece a partir das 14h, será conduzida por José Augusto, abridor de letras de Ponta de Pedras (PA), Fernanda

Martins, coordenadora do projeto, e Sâmia Batista, designer e pesquisadora. Além de apresentar as embarcações mais comuns da região amazônica, a oficina

revela o cotidiano dos mestres nesse ofício e propõe que as crianças pintem letras e também criem algumas com seu próprio estilo.

Horário: das 14:00 às 15:00 horas. Esta oficina contará com interpretação em LIBRAS.

Descrição: Fotografia colorida de quatro mulheres e três homens, todos vestidos com roupas dos anos 20. As mulheres usam vestidos com saias curtas franzidas,

estampas ou listras coloridas, chapéus pretos com abas curtas ou laços na cabeça e meias; os homens usam bermudas coloridas e boinas, um deles usa calça

comprida e suspensórios. As mulheres e os homens de bermuda estão com os braços dobrados atrás da cabeça; o homem de suspensórios está com um braço levantado,

explicando algo, com a outra mão sobre o peito. O palco está iluminado com luzes azuladas.

POR:
VERCOMPALAVRAS

CET multará a partir desta sexta motorista que estacionar em vaga de deficiente e idoso em shopping por hj

CET vai fiscalizar carros que param em vagas exclusivas de deficientes e idosos
Por SP1, São Paulo
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai começar a fiscalizar, a partir desta sexta-feira (1º) os carros que param em vagas exclusivas para deficientes

físicos e idosos em locais privados. Isso vale para shoppings, bancos, supermercados etc.

Só poderá estacionar nesses lugares quem tiver o cartão de identificação para vagas especiais. Para denunciar o uso irregular das vagas é só ligar pra

CET pelo número 1188.

Nesta semana o SP1 flagrou motoristas que descumprem a determinação. Para evitar casos assim todo idoso ou deficiente também vai ter que usar o cartão

em lugares privados.

A partir de sexta, qualquer pessoa ou funcionário que encontrar um carro parado nessas vagas sem o cartão, pode ligar para a CET, que está orientada a

ir ao local aplicar a multa. A infração é considerada gravíssima: são R$ 293,47 e 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
 fonte  g1

Sustentabilidade e Inclusão são apresentadas à Secretária e Governador em nova sede da Natura em São Paulo

Na manhã desta quinta-feira, 31 de agosto, aconteceu na capital de São Paulo a inauguração da nova sede e centro de distribuição da Natura. O prédio, denominado

NASP – Natura São Paulo, abrigará 1.600 colaboradores, dos quais 16% com algum tipo de deficiência. A Lei de Cotas (8213/1991) exige que as grandes empresas

destinem 5% de suas vagas à população com deficiência. A meta da Natura, segundo seu presidente, João Paulo Ferreira, é destinar 30% das vagas a esse público.


Governador e Secretária Dra. Linamara conferem instalações da Natura, em São Paulo

Participaram da inauguração o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São

Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella; o presidente da Natura, João Paulo Ferreira; o Secretário Especial de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência

do Ministério da Justiça e Cidadania, Marco Antonio Pellegrini; a Secretária Adjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Marinalva Cruz;

entre outras autoridades, parceiros e fornecedores da Natura.

O prédio é destaque em sustentabilidade e conta com um dos mais modernos centros de distribuições do mundo. Segundo o presidente da Natura, o espaço reúne

funções das mais diversas, desde alta tecnologia até um berçário. “Estamos construindo um futuro para as crianças e devemos cuidar delas”.

Secretária Dra. Linamara e Governador de São Paulo conferem instalações da Natura, em São Paulo

O Governador Geraldo Alckmin destacou essa ação e enfatizou que o grande desafio no mundo moderno é o emprego e a renda. “A Natura tem singularidades muito

próprias como compromisso, excelência, a inovação e pesquisa, na vanguarda desde a arquitetura e a sustentabilidade, mas especialmente a ética empresarial

e a visão social”, observou o governador.

No ano de 2014, a Natura foi um dos destaques do I Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores com Deficiência, ação da Secretaria com o objetivo de dar

visibilidade às boas práticas relacionadas a inserção profissional de pessoas com deficiência. O Prêmio visa reconhecer e estimular as organizações a aprimorarem

seus planos de inclusão profissional, com foco na construção e manutenção de um ambiente corporativo participativo, produtivo e igualitário, em que trabalhadores

com e sem deficiência, juntos, contribuam para uma economia sustentável e humanizada.

fonte secretaria dos direitos da pessoa com deficincia

Em São Paulo, deficientes visuais recebem treinamento especial

Historias mostram superação do medo para chegar à independência.
Cego de nascença, Anderson anda de ônibus sozinho há 18 anos.

Pessoas com deficiência visual estão recebendo um treinamento especial em São Paulo.

O Anderson nasceu cego e desde criança se adaptou à falta de um dos sentidos. A Claudenir enxergava, mas há cinco anos perdeu a visão por causa da diabetes

e precisou recomeçar. Aprendeu a usar a bengala, foi chegando cada vez mais longe, até se deslocar de transporte público.

“Hoje eu sou uma cidadã comum, eu posso ir e vir”, afirmou Claudenir, de 46 anos.

O Anderson usa o ônibus sozinho há 18 anos, até para entrevistas de emprego.

“Quando não tem ninguém no ponto, eu paro o ônibus por causa do som, aí fico de frente da porta e pergunto para onde vai e qual ônibus é. Se me serve,

eu subo e sigo o caminho”, disse Anderson Ortega, de 35 anos.

Quando a gente conta essas histórias, não está falando apenas de pegar um ônibus. Para chegar até esse ponto, eles já superaram muitas etapas, superaram

inclusive o medo. Essa é uma estrada longa, muitas vezes muito difícil, mas que leva à independência.

A adaptação começa em um treinamento com ônibus parados.

“Esse treinamento é um pré-treinamento para a realidade, ela sai daqui e já vai para o treinamento real. Parar em um ponto de ônibus, ele já vai saber

onde levar a mão dele, explorar o degrau com a bengala, onde se sentar, entrar no ônibus e falar ‘me leva para tal lugar’”, explicou Eduardo Drezza, professor

de orientação e mobilidade.

Aos poucos, a confiança aumenta.

“É importante que você começa a sentir melhor, porque isso derruba a gente, é difícil”, disse o mecânico aposentado Demóstenes Campos Filho.

Wilson perdeu a visão há cinco anos por causa de um tumor. Ele só sai de casa acompanhado por alguém da família. Mas, hoje, percebeu que é capaz sim de

ir além do bairro onde mora e sozinho.

“Sinceramente, não sei, é tanto lugar para gente ir, sei lá, um parque, um Parque do Ibirapuera, andar no centro. Não dá para ficar só em casa, você tem

que se adaptar, tem que sair, tem que conhecer o mundo de novo, essa nova vida”, contou o vendedor aposentado Wilson da Silva.

fonte JORNAL NACIONAL