terça-feira, 22 de agosto de 2017

Deficientes visuais podem solicitar contas de energia emitidas em braille na PB

Pesquisador da USP quer descobrir causas de deficiências mentais

O professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, João Monteiro de Pina Neto, quer descobrir o porquê de nascerem pessoas

com deficiência mental e quais as causas que levam a esses problemas, para poder encontrar soluções e preveni-las.

Pina Neto, que é médico geneticista e contará com o apoio do Centro de Medicina Genômica, do Hospital das Clínicas (HCRP), já tem estudos realizados sobre

o tema, que apontam que algumas das causas das deficiências são fatores que não são genéticos, como o consumo de álcool e drogas durante a gestação.

Além disso, Pina Neto afirma que a pesquisa é necessária por contar com bibliografia escassa sobre o assunto.

“Nós vamos procurar as causas das deficiências dessas crianças. Não há estudos específicos mostrando por que crianças e adultos têm deficiência. O nosso

projeto é trazer o trabalho de médicos e laboratórios do HC para dentro das APAEs, estabelecer as causas das deficiências mentais nos municípios e detalhar

trabalhos de prevenção”, comenta o geneticista.

Estudo realizado em 2013, em conjunto com o professor da FMRP Erikson Furtado, apontou que a deficiência em 45% das pessoas pesquisadas tinha como origem

o álcool e as drogas consumidos pela mãe. Já 30% das mulheres que realizavam o pré-natal naquele momento, com acompanhamento de médicos do HC, consumiram

álcool durante a gravidez, em nível apontado como nocivo.

Nesta pesquisa, eles identificaram que, em países com serviço de pré-natal com melhor qualidade, o número de nascimentos de pessoas com algum tipo de deficiência

mental é três vezes menor do que no Brasil, por exemplo.

Foto: Divulgação/HCRP
Fonte:
Revide Site externo

Deficientes visuais podem solicitar contas de energia emitidas em braille na PB

Pessoas interessadas devem solicitar operação na agência de atendimento da Energisa da sua cidade.
Por G1 PB
A partir desta segunda-feira (21), os deficientes visuais da Paraíba podem solicitar que a fatura da energia elétrica do local onde moram seja emitida

em braille. A medida deve beneficiar pelo menos 430 pessoas em todo o estado.

De acordo com a empresa concessionária do serviço no estado, a Energisa, o interessado deve procurar a agência do seu município e fazer a solicitação da

nova operação. A conta especial vai ser enviada pelos correios e a convencional remetida por mensagem eletrônica.

Ainda segundo a Energisa, a medida foi realizada em parceria com o Ministério Público do Estado da Paraíba. Em João Pessoa, a medida é prevista em uma

lei municipal de 2013, que também determina que a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (CAGEPA) e as demais empresas de telefonia ofereçam esse tipo de

serviço.

Deficientes visuais são obrigados a andar em zigue-zague em praça no Sul de Minas

Obra da prefeitura não foi feita em linha reta e trouxe reclamações de quem precisa da orientação ao caminhar.
Por Jornal da EPTV - 1ª edição, Cabo Verde, MG
Uma obra que deveria facilitar a orientação de deficientes visuais nas calçadas tem causado confusão na praça central em Cabo Verde (MG). A aplicação do

piso tátil feita por projeto da Prefeitura foi colocada em zigue-zague, de maneira confusa e pouco útil para quem não enxerga.

A justificativa do chefe de obras da prefeitura e responsável pela colocação dos pisos, Luiz Carlos Marques, é que o projeto veio da prefeitura desta maneira.

Portanto, nada foi alterado. "Não teria como ser reto porque alguns bancos serão colocados no local", explica.

Mas para quem precisa da orientação, o novo piso não ajudou. O aposentado Aparecido da Conceição reclamou da pouca utilidade ao tentar caminhar pelo local.

“Não serve pra nada e me deixa mais perdido ainda. Não consegui definir o destino e pra mim ficou mais perigoso”.

Procurado pela produção do Jornal da EPTV, o arquiteto Nilton Pereira, autor do projeto, explicou que a obra ainda não está concluída. E que depois de

finalizada, o zigue-zague no piso tátil será justificado. Nilton também contou que o projeto seguiu as exigências da Prefeitura Municipal.

Obra foi feita na praça central de Cabo Verde, MG (Foto: Reprodução/EPTV)

Equipe brasileira termina Copa América de bocha com dez medalhas

Por CPB
A delegação brasileira de bocha paralímpica encerrou sua participação na Copa América da modalidade, em Cali, na Colômbia, como o grande destaque do quadro

geral de medalhas. Neste domingo, 20, o Brasil fechou o torneio com presença em sete finais. Ao todo, foram dez pódios: cinco de ouro, três de prata e

duas de bronze.

Foi a primeira competição da nova comissão técnica brasileira de bocha, coordenada por Moisés Fabrício e com os técnicos Luiz Carlos de Araújo(BC1), Mateus

Silva (BC3) e Carol Alves(BC4).

O próximo compromisso da Seleção Brasileira de bocha será em setembro, no Open Mundial Kansas, para o qual o Brasil levará apenas equipe BC1/BC2. A convocação

deve ser anunciada nos próximos dias.

Segue abaixo a relação das medalhas do Brasil na competição.

Equipe BC1/BC2 – Medalha de prata
Guilherme Germano (BC1), José Carlos Chagas (BC1), Maciel Santo (BC2), Mauro Santoro (BC2) e Natali Faria (BC2)

Pares BC3 – Medalha de ouro
Antonio Leme(calheiro Adriano Ramos), Evani Calado(calheira Renata da Silva) e Evelyn Oliveira(calheiro Roberto Ferreira).

Pares BC4 – Medalha de ouro
Dirceu Pinto, Eliseu dos Santos e Maciel Quadros.

BC1 – Guilherme Germano (prata) e José Carlos Chagas (bronze)

BC2 – Maciel Santos (ouro)

BC3 – Evelyn Oliveira/Roberto Ferreira (ouro), Evani Calado/Renata da Silva (prata) e Antonio Leme/Adriano Ramos (bronze)

Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vestimenta futurista reproduz vibração de música clássica para pessoas surdas

O som passa por muitos volumes, linhas, timbres e canais até chegar aos ouvidos dos espectadores. Assim, também se torna uma experiência sensorial. Foi

pensando nisso que surgiu a The Sound Shirt, uma roupa tecnológica que reproduz música clássica para pessoas deficiência auditiva. Sua criação é fruto

de uma parceria entre a agência alemã Jung von Matt e a Orquestra Sinfônica de Hamburgo. Objetivo é ampliar a presença dos surdos dentro de uma sala de

concerto.

A vestimenta funciona a partir da sonoridade de oito instrumentos distintos, captadas pelos microfones no palco. Um software traduz o som em dados, que

são enviados via wireless para a roupa. A partir disso, 16 microatuadores incorporados no tecido passam a vibrar conforme a intensidade da música, permitindo

um concerto sinfônico em tempo real para surdos.

O mapeamento do corpo é intuitivo na hora de captar as notas. As mais profundas, vindas do baixo, são sentidas na região do tronco, enquanto as mais leves

e sensíveis, como de um violino, vão para a área do pescoço e da clavícula. Sentindo, literalmente, a música correndo ao redor dos membros, os espectadores

não ouvintes conseguem compreender a correlação entre o que é apresentado no palco e o que é transmitido pela Sound Shirt.

A ação, não por acaso, concorreu ao Leão de Ouro no Festival Internacional de Criatividade de Cannes em 2016, junto com o
projeto brasileiro Emoti Sounds,
que “traduziu” os famosos emojis para deficientes visuais.

Fonte:
Razões para Acreditar Site externo

Núcleo da Ufal busca garantir direito à educação para alunos com deficiência

Atendimento do NAC é feito a partir da procura voluntária dos estudantes.
Por Derek Gustavo, G1 AL
Entrar e depois se manter na universidade é uma batalha cheia de obstáculos para qualquer estudante. E para aqueles que têm algum tipo de deficiência,

a luta pode ser ainda maior.

Para garantir o direito à educação desses estudantes e dar meios para que eles consigam concluir o ensino superior, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

criou um Núcleo de Acessiblidade (NAC).

O NAC funciona desde 2012 e neste ano passou a ter uma sala própria, no Centro de Interesse Comunitário (CIC).

citação
“A ideia é criar condições para que pessoas com deficiência permaneçam na universidade. A gente aqui trabalha sensibilizando a comunidade acadêmica e oferecendo

atendimento especializado”, explica Neiza Fumes, coordenadora do NAC.
fim da citação

Ainda segundo Neiza, o atendimento no núcleo é feito a partir da procura voluntária dos estudantes com deficiência. O serviço que será destinado a cada

um é decidido após uma avaliação de cada caso.

“Trabalhamos com a intermediação desse aluno com os professores, na produção de materiais, leitura de provas, avaliação da necessidade arquitetônica no

campus, definindo caminhos e apontando barreiras que estejam presentes. Também fazemos acompanhamento nas aulas, transmissão pela internet, além de auxiliar

no trajeto até a universidade e aqui dentro também”, afirma a coordenadora do núcleo.

“A ideia é criar condições para que pessoas com deficiência permaneçam na universidade
A maioria do estudantes atendidos no NAC é cego ou possui algum tipo de deficiência visual. O atendimento a esse público é orientado pelo Jean Bernardo,

que é técnico e cego.

“Eu trabalho principalmente com a impressão de materiais em braile, mas aqui a gente faz também a adaptação de texto com fonte ampliada e para áudio. O

processo para esse último leva pelo menos 4 dias, isso se o texto estiver em boas condições, porque exige escanear, corrigir, passar para o programa de

computador que vai incluir as vozes, incluir sons diferentes para os títulos. É um processo trabalhoso”, diz Jean.

Jean também explica que, apesar da demanda do núcleo ser espontânea, de tempos em tempos a equipe procura as coordenações dos cursos para saber se houve

entrada de novos alunos com deficiência.

“Caso haja alguma pessoa nessas condições, ela é orientada que pode procurar a gente. Aí, se, por exemplo, o aluno precisar de material ampliado, a gente

produz. Mas às vezes ele precisa de acompanhamento em sala, caso não possa anotar ou participar das partes práticas das aulas”, afirma o técnico.

O núcleo também atende a pessoas com deficiências temporárias. Jean relembra o caso de um estudante que não era deficiente, mas sofreu um acidente e não

podia escrever por alguns dias. “Ele tinha prova, então mandamos um bolsista fazer a prova com ele”.

O técnico Jean revisa o material que é produzido a partir da impressora braile (Foto: Derek Gustavo/G1)
As ações do núcleo contam com o apoio de bolsistas, como é o caso da Maria Quitéria. Quando a reportagem do G1 visitou o local, ela estava ampliando a

fonte de um texto para um estudante com deficiência visual.

“Nós aqui fazemos parte da vida do aluno. Tentamos oferecer um meio para que o aluno venha a desenvolver suas atividades acadêmicas da melhor forma. É

um direito que o aluno tem, e a universidade tem que dar esse suporte. Esse é um trabalho que traz satisfação”, afirma a bolsista.

A coordenadora do núcleo concorda com Quitéria. “É uma pequena ação que a universidade está fazendo para garantir os direitos aos alunos com deficiência.

Temos um longo caminho pela frente, para ter acessibilidade na educação superior, mas já caminhamos muito. Vemos claramente o engajamento institucional,

o crescimento na oferta de serviços. É gratificante fazer parte disso”.

O NAC funciona no térreo do CIC, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Os serviços oferecidos são gratuitos.

Bolsistas, como a Maria Quitéria, produzem textos em fonte ampliada para alunos com visão reduzida (Foto: Derek Gustavo/G1)
fonte g1