terça-feira, 3 de novembro de 2015

Treze espanhóis ficam cegos depois de utilizar produto cirúrgico fabricado na Alemanha

Casos surgiram em junho, mas só foram confirmados neste sábado (31) pelas autoridades sanitárias espanholas. Treze espanhóis ficaram cegos de um olho e outros 28 foram afetados pelo uso de um produto cirúrgico para retina produzido na Alemanha. O anúncio foi feito neste sábado (31) pelas autoridades sanitárias espanholas. A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) "registrou, até o momento, 41 casos em 11 centros médicos espanhóis" causados pelo produto "Ala Octa", fabricado pela empresa alemã Asa Medics. Ele foi retirado do mercado na Espanha no dia 26 de junho. Na França, a venda foi suspensa no dia 23 de setembro. "Até agora, foram confirmados 13 casos de amaurose (cegueira)" do olho operado, segundo o comunicado e uma fonte do ministério da Saúde espanhol. Esse produto também provocou casos de "atrofia do nervo óptico, diminuição da acuidade visual, inflamação e vasculite", de acordo com o comunicado. A maioria dos pacientes afetados são do País Basco. Atraso nas investigações A AEMPS está conduzindo uma investigação clínica, analítica e técnica, segundo a nota oficial, acrescentando que o fabricante do produto e o distribuidor colaboram com a agência. "As amostras foram enviadas para um instituto de pesquisa em oftalmologia para análises químicas e toxicológicas", afirma a autoridade competente. O jornal El Pais questionou neste sábado o "atraso" das empresas e médicos para transmitir as suas suspeitas sobre esse produto alemão. O jornal cita o caso de Mikel González, de 44 anos, morador de Rentería, País Basco, que ficou cego do olho esquerdo depois de ter sido operado em 2 de junho. No dia seguinte após a operação, o paciente já não enxergava, o que intrigou os médicos. Em julho, o oftalmologista disse que "um dos produtos tinha sido tóxico e atrofiado o nervo óptico", relata González. Além dos casos detectados na Espanha, um caso suspeito de cegueira provocada pelo mesmo medicamento está sendo investigado na Itália. (Com informações da agência AFP) Fonte: http://www.brasil.rfi.fr/europa/20151031-treze-espanhois-ficam-cegos-dep...

'Me senti uma idiota', diz antropóloga impedida de embarcar em voo em MG

Adriana Dias em aeroporto de MG (Foto: Letícia Duarte/G1) Adriana Dias foi impedida de embarcar em avião da Azul em Goianá, MG (Foto: Letícia Duarte/G1) A antropóloga que foi impedida de embarcar no voo 4353 da Azul Linhas Aéreas na noite da última sexta-feira (30) em Goianá, na Zona da Mata de Minas Gerais, já está em casa, em Campinas (SP). Adriana Dias tem osteogênese imperfeita, também conhecida como “doença dos ossos de vidro” ou “doença dos ossos de cristal”, e foi barrada após ter solicitado o ambulifit, aparelho que transporta pessoas com dificuldades de locomoção da sala de embarque até a aeronave, durante check-in no terminal. Com a plataforma elevatória, seria evitada a subida de escada. No entanto, o aeroporto não possui o equipamento. A alternativa apresentada pela empresa, segundo Adriana, seria ser levantada e carregada em uma cadeira até o avião, o que representaria risco. Após a professora registrar um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Militar (PM), a administração do aeroporto disponibilizou um táxi que a levou até sua residência. Adriana Dias é antropóloga pela Universidade de Campinas (Unicamp) e uma das diretoras do Instituto Baresi - fórum nacional que apoia pessoas com doenças raras visando à inclusão social. Ainda na noite de sexta, a Azul Linhas Aéreas enviou nota afirmando que prestou todo o auxílio possível para que a passageira embarcasse no voo, mas que a cliente exigiu que isso fosse feito pelo ambulift. A empresa disse ainda que a antropóloga não apresentou o Formulário Medif (Medical Information Form), que é exigido em condições adversas de saúde, e não informou à empresa sua necessidade 72 horas antes do voo, conforme a resolução nº 280 da ANAC. O G1 também entrou em contato com a Socicam, empresa responsável pela administração do terminal, que ainda não enviou posicionamento sobre o assunto. Adriana Dias em aeroporto de MG (Foto: Letícia Duarte/G1) Adriana voltou para Campinas de táxi, na madrugada deste sábado (Foto: Letícia Duarte/G1) Sete horas de viagem Ainda cansada e com muitas dores após cerca de sete horas de viagem de carro entre MG e SP, Dias conversou com o G1 na manhã deste sábado (31) e contou porque aceitou a oferta do táxi, mesmo sendo mais desgastante fisicamente. "A administração do aeroporto providenciou um táxi para me levar até Campinas e eu estava louca para voltar para casa. Se pegasse outro voo, de outra empresa, teria que parar em Belo Horizonte (MG), descer em São Paulo (SP) e vir, só que já estava muito cansada”, disse. Na ocasião, ela tentava voltar para casa depois de ter participado de um congresso sobre direitos de pessoas com deficiência em Caxambu (MG). “Era um congresso de pós graduação com diversos cursos e eu estava dando aula justamente sobre direitos de pessoas com deficiências. Olha que ironia. Me senti uma idiota”, contou. A antropóloga disse que, mesmo que não haja o ambulift, é uma obrigação de toda empresa ter uma cadeira robótica, que substitui o equipamento e auxilia no transporte dos passageiros. Eu estava dando aula justamente sobre direitos de pessoas com deficiências. Olha que ironia. Me senti uma idiota" Adriana Dias, antropóloga “A cadeira robótica é uma obrigação da empresa, está previsto em lei. A outra empresa que atua no terminal tinha esse equipamento, mas eles (Azul) sequer pediram emprestado. Eles não tentaram nada para resolver o meu problema. Já viajei com a Azul outras vezes e nunca me pediram nenhum documento. Eles não têm o equipamento e eu sou a errada?”, indagou. Por fim, Dias reiterou que houve falha no atendimento de empresa e afirmou que algo semelhante poderia tomar outra proporção caso se tratasse de uma pessoa sem nenhum contato no local. “O que eu passei e o que eu chorei ontem, não desejo para ninguém. Fico imaginando se fosse uma mãe, trazendo um filho para alguma cirurgia e não tivesse ninguém a quem recorrer. Ela poderia perder essa cirurgia e até a vida do filho. Uma pessoa não pode decidir sobre algo tão importante de um jeito tão arbitrário e truculento”, concluiu, se referindo ao tratamento dado pelo funcionário da Azul. O G1 entrou em contato com a Azul, novamente, na manhã deste sábado (31). A empresa manteve o posicionamento anterior e disse que a mesma resolução da Anac citada diz que a cadeira é um item facultativo, não obrigatório. fonte:g1

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

CANAL DO CEGO: UM CANAL DE RÁDIO FM ESPECÍFICO PARA AUDIODESCRIÇÃO

Um canal de frequência de rádio FM aberta destinado a audiodescrição. Esta proposta de iniciativa do Instituto Comradio do Brasil foi apresentada no dia 06 de outubro, em Brasília, ao Ministro interino da Cultura, João Brant e à sua equipe técnica. A proposta do Canal do Cego tem como objetivo ampliar o acesso das pessoas com deficiência visual a teatros, cinemas e espetáculos culturais. Projeto Canal do Cego é apresentado ao Minc Segundo o Ministro é importante acertar na estratégia e ampliar a articulação. "Contem conosco aqui do Ministério da Cultura. Vamos trabalhar nesta ideia envolvendo a Coordenação Geral de Programas e Projetos Culturais do Minc e a Secretaria do Audiovisual. Acho que precisamos ampliar a articulação para conseguir acertar bem a estratégia e sermos cobrados para ampliar as ações de política pública de inclusão", disse o Ministro Interino, João Brant. A proposta do Canal do Cego também foi apresentada ao Ministério das Comunicações, à Empresa Brasil de Comunicação – EBC, à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República e ao Instituto Cooperforte. As reuniões de apresentação aconteceram no período de 05 a 07 de outubro em suas respectivas sedes em Brasília. A audiodescrição é um recurso que permite a descrição das informações que não são compreendidas por meio dos diálogos, como por exemplo, expressões corporais e faciais, efeitos especiais, mudanças de tempo e de ambiente, além da leitura de títulos, créditos e outros detalhes que surjam na tela da TV, cinema, jogos de futebol, teatro ou em eventos. O Canal do Cego é um produto originado a partir do Projeto Um Olhar Para a Cidadania – UOC que desenvolveu um pequeno transmissor de FM com custo bem menor que o do equipamento tradicional de audiodescrição. O projeto UOC tem o apoio dos Institutos Cooperforte e OI Futuro. A proposta do Canal do Cego Criar o CANAL DO CEGO, frequência de rádio FM aberta destinada a audiodescrição que amplia o acesso das pessoas com deficiência visual a produção cultural, esportiva e midiática, através de receptor portátil de rádio. Consequências imediatas do Canal do Cego 1. Maior Inclusão do cego no universo da produção cultural, esportiva e midiática; 2. Ampliação da oferta de audiodescrição em cinemas, teatros, estádios de futebol, eventos, museus, etc.; 3. Implemento no mercado de trabalho para áudio-descritores; 4. Ampliação da oferta de cursos para áudio-descritores; 5. Ampliação do público nos cinemas, teatros, estádios de futebol, eventos, museus, etc; 6. Implemento na indústria de receptores de rádio que podem construir rádios específicos para cegos, com botão de acesso rápido ao CANAL DO CEGO. Estratégias propostas 1. Promover campanha para apresentar as vantagens do CANAL DO CEGO visando sensibilizar a comunidade; 2. Sensibilizar as organizações da sociedade civil que atuam na área da promoção dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil; 3. Sensibilizar as organizações da sociedade civil que atuam especificamente na área de audiodescrição; 4. Sensibilização dos Conselhos de Direitos das pessoas com deficiência; 5. Sensibilização de deputados e senadores; 6. Apresentação da proposta ao Ministério das Comunicações e ANATEL; 7. Aproveitar o processo de digitalização do rádio brasileiro e conquistar uma frequência de rádio FM aberta, exclusiva para este recurso. Autor da proposta Jessé Barbosa, Vice-Presidente do Instituto Comradio do Brasil e Coordenador do projeto Um Olhar para a Cidadania. Justificativa do Projeto Canal do Cego Para entender a proposta do Instituto Comradio do Brasil que cria o CANAL DO CEGO – uma frequência de rádio aberta destinada exclusivamente a audiodescrição é necessário primeiro olhar o público ao qual se destina este canal. No Brasil, de acordo com o IBGE há cerca 24 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, este é provavelmente o tamanho do público destinatário da audiodescrição. No entanto este número pode ser bem maior se considerarmos outros públicos que também necessitam deste recurso, como por exemplo, as pessoas com deficiência intelectual, os disléxicos e idosos com baixa acuidade visual. O segundo ponto a considerar é que apesar da oferta de audiodescrição ter aumentado nos últimos anos em sessões de cinema, peças de teatro, espetáculos de dança, óperas, exposições artísticas, eventos, etc. a maior parte dos empresários reclama do alto custo dos equipamentos. Isto faz com que o Brasil amargue um enorme atraso neste campo. No Reino Unido, país mais desenvolvido nesta área, a audiodescrição já existe em mais de 300 salas de cinema, os canais de televisão mantêm mais de 20% da programação áudio-descrita e a maioria dos museus e teatros possuem este recurso. Já aqui no Brasil nem mesmo a audiodescrição na TV foi regulamentada. Em 2006 o Ministério das Comunicações publicou a Portaria 310, oficializando a Norma Complementar nº 1 que estabeleceu o cronograma de implantação e os requisitos técnicos para tornar a programação das TVs abertas acessíveis para pessoas com deficiência até 2018, no entanto a ABERT Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV entrou com recurso e, de apelação em apelação, no mês de setembro de 2014 o Superior Tribunal Federal jogou de vez uma pá cal nesta pretensão e anulou a portaria do Ministério. O terceiro ponto relevante é que foi publicado no diário oficial de 30 de julho de 2013 o cronograma para a implantação do Rádio Digital no Brasil e por este cronograma a etapa final, pós-testes, começaria em 01 de janeiro de 2015 e deveria ser encerrada em 31 de dezembro de 2018. Sabemos que o cronograma está atrasado, no entanto é certo que o Ministério das Comunicações retomará em breve os debates sobre a escolha do padrão para a digitalização do rádio. Neste processo o número disponível de estações depende de como será negociado o futuro uso do espectro por atores estatais, públicos, comerciais, comunitários, etc. De toda forma, seja qual for o sistema escolhido pelo Governo Federal, haverá um considerável aumento no número de frequências disponíveis para as transmissões, pois não será mais necessário deixar livre o canal adjacente que impede a interferência entre os sinais das estações de rádio. O quarto ponto que se deve considerar aponta para o projeto Um Olhar para a Cidadania, criado e executado pelo Instituto Comradio do Brasil, em parceria com o Instituto Oi Futuro e com o apoio da Cooperforte, para formar radialistas profissionais cegos. Dentro do projeto foi desenvolvido um pequeno transmissor de FM com alcance médio de 200 metros, acoplado a um player com conectores adaptados aos projetores de cinemas. O equipamento batizado de UOC (iniciais do projeto) recebe o sinal do canal de audiodescrição do filme e transmite em uma frequência de rádio FM aberta para a sala de cinema. O cego pode ouvir a partir de qualquer receptor de rádio. Este processo elimina o equipamento tradicional utilizado para audiodescrição, cujo custo médio (orçado a partir de informações fornecidas pela empresa Riole de Curitiba) é de R$ 34.280 para 60 receptores com fone de ouvidos e 1 transmissor. Este valor considera apenas 20% das cadeiras de uma sala de cinema de 300 lugares. No entanto, o valor a ser investido para tornar possível a audiodescrição em uma sala de cinema que utilize o UOC é de mais ou menos R$ 700, que corresponde a apenas 1,5% do custo de um equipamento tradicional e possibilita que todos tenham acesso irrestrito ao recurso. Além disso, a praticidade e facilidade de acesso a audiodescrição com UOC é infinitas vezes maior. Vamos comparar como acontece hoje a audiodescrição utilizando equipamento tradicional e o UOC: Com equipamento tradicional – O cego escolhe o filme, compra o ingresso e se dirige a outro guichê, lá ele ou ela preenche um formulário simples e entrega um documento de identificação que fica retido. Recebe um pequeno receptor e um fone de ouvido. O funcionário do cinema orienta o uso, indicando o botão de ligar e desligar e o botão do volume. Pronto o cego já pode ir para sala e assistir ao filme. No final da sessão ele faz o processo inverso, passa no mesmo guichê, entrega o equipamento e recebe de volta o documento de identificação. Com o UOC – o cego escolhe o filme, compra o ingresso, vai para a sala de projeção, liga o seu aparelho portátil de rádio ou telefone celular com receptor FM, conecta nele um fone de ouvido comum e busca a frequência na qual está sendo transmitida a audiodescrição. Pronto, ele ou ela vai assistir ao filme e no final comentar com os amigos as cenas. Este mesmo método foi utilizado pela FIFA durante a copa do mundo no Brasil em 4 estádios de futebol. Para tornar possível a audiodescrição eles ocuparam uma frequência de rádio FM aberta que estava livre. No Maracanã, FM 88,7 (Rio de Janeiro), no Arena Corinthians, FM 88,7 (São Paulo), no Mané Garrincha, FM 88,9 (Brasília) e no Mineirão, FM 98,3 (Belo Horizonte). Então, por que não instituir isto como regra?! Imagine um cego que gosta de futebol e vai ao estádio, com este recurso ele ou ela precisa apenas tirar do bolso o seu receptor portátil de rádio, sintonizar no CANAL DO CEGO e sentir a emoção do jogo, comentar sobre as expressões dos jogadores, os gestos do juiz, etc. Porém, ao ocupar permanentemente uma frequência de rádio, mesmo que o uso seja restrito a um pequeno espaço, há vários riscos, o primeiro é de esta frequência ser outorgada a uma emissora de rádio e quando ela começar a operar o pequeno transmissor perderá o sinal, tendo que migrar para outra frequência livre. Isso nos leva a um segundo risco que é o de não haver frequência livre no Dial em lugares com um número muito grande de emissoras de rádio funcionando, por último corre-se ainda o sério risco de o uso contínuo, mesmo restrito a uma pequena área, ser interpretado pela ANATEL, agência que regula o setor no Brasil, como ocupação indevida do espectro, já que a própria ANATEL publicou no dia 01 de julho de 2008 a resolução número 506 que regulamenta o uso dos dispositivos de auxílio auditivo, o texto explica que estes aparelhos são utilizados para prover auxílio à pessoa ou grupo de pessoas com deficiência em igrejas, teatros, auditórios, etc. Nesta resolução, na Seção VI, artigo 25, a ANATEL determina que estes dispositivos devam operar nas faixas de 72 MHz a 76 MHz, por tanto, fora das faixas de rádio FM abertas que vão de 88 MHz a 108 MHz. Por estar fora da faixa normal de rádio FM aberta, para fazer a audiodescrição é necessário um transmissor e um receptor específicos. É justamente neste ponto que entra a proposta do CANAL DO CEGO. Ter uma frequência de rádio FM aberta destinada a audiodescrição no Brasil representa uma revolução na inclusão das pessoas com deficiência visual. Com um baixo investimento será possível oferecer este recurso em cinemas, teatros, shows, eventos, igrejas, estádios de futebol, etc. Para concretizar essa revolução que é o CANAL DO CEGO, o Governo Brasileiro, pode, no processo de digitalização do rádio, destinar uma frequência de FM exclusivamente para a audiodescrição. Fonte: Comradio do Brasil

Exposição em Rio Claro recria obras para público com deficiência visual

Gilmar e Maria Helena puderam apreciar as peças em exposição em Rio Claro com as mãos (Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV) Gilmar e Maria Helena puderam apreciar as peças com as mãos (Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV) Uma exposição em Rio Claro (SP) apresenta uma forma diferente de apreender a arte. Marcada pela diversidade, a mostra “De tempo a tempo” tem entrada gratuita e traz esculturas e pinturas que, recriadas, podem ser tocadas pelo público. A ideia, de acordo com os organizadores, é garantir que todos possam participar e contemplar as peças, expostas no Casarão da Cultura até 30 de novembro.  “A diversidade se apresenta nos estilos, nas técnicas, nas épocas, nos materiais”, enumerou a coordenadora da Pinacoteca, Ilídia Faneco. Ela está também na forma de apreciar as peças. Na sala sensorial, os olhos dividem espaço com as mãos, que podem tatear quadros recriados com relevo. Assim, mesmo quem não pode ver consegue sentir a mensagem dos artistas. As obras ganharam formas através do trabalho do artista plástico Eraldo Carlos Lacerda, que fez questão de garantir a semelhança nos mínimos detalhes. “Senti os cabelos, ela está sorrindo, ela está feliz”, descreveu Gilmar Lopes da Silva, que perdeu a visão há 12 anos, depois de um acidente de moto. “Eu comecei a me interessar por arte depois que eu sofri o acidente, aí começou a me interessar. O olho da gente está nas mãos, então, tocando, a gente vê como as coisas são e descobre como são bonitas”. Maria Helena Pereira também perdeu a visão. Ela deixou de enxergar quando tinha 14 anos, por causa do glaucoma, e ficou feliz por conseguir apreciar as obras da exposição sozinha, sem que ninguém tivesse que descrever as peças. “É maravilhosa”, opinou sobre uma das peças. Teste Mas será que tanta sensibilidade também cabe nas mãos de quem enxerga? Os estudantes Yasmim Labecca e Artur de Castro, de 13 anos, foram vendados e fizeram um teste. O resultado: ficou difícil acertar as imagens retratadas. Adolescente faz teste com uma das obras da mostra 'De tempo a tempo' (Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV) Adolescente faz teste com uma das obras de 'De tempo a tempo' (Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV) “Acho muito legal a ideia do museu de fazer isso para as pessoas que têm deficiência. É uma coisa nova. Eles perderam a visão e podem sentir como é o quadro”, disse Artur. “É muito legal. A ansiedade de ver o que é, como é”, completou Yasmim. “Eu acho muito bacana porque você já está despertando uma consciência nessas crianças de que é preciso respeitar a diversidade, é preciso que haja espaço para todos na sociedade”, afirmou Ilídia. fonte: g1

Rihanna lança álbum com encarte em braile

Rihanna posa na frente da capa e da contracapa de seu novo álbum, que tem as informações em braile. Ela usa roupas pretas e segura uma bexiga vermelha. Rihanna posa na frente da capa e da contracapa de seu novo álbum, que tem as informações em braille. A cantora Rihanna apresentou seu mais novo álbum ‘ANTI’, que traz as letras de músicas e textos do encarte em braille. Todo o trabalho de arte é assinado pelo artista israelense Roy Nachum, que já realizou outros trabalhos em braille. O artista, que há sete anos lê e escreve em braille, conta que a iniciativa surgiu para aumentar seu repertório e compreender mais o mundo humano. Roy relata que: “muitas vezes é necessário fechar os olhos para poder enxergar”, se referindo a essas experiências de levar sua arte para as pessoas com deficiência visual. O álbum ainda não tem previsão para lançamento, mas Rihanna já confirmou que esta é sua capa preferida. Fonte: Revista Incluir

Roraima sanciona lei que institui Semana Estadual da Pessoa com Deficiência

A governadora Suely Campos sancionou a Lei 1.017 que institui, entre os dias 21 a 27 de setembro, a Semana da Pessoa com Deficiência em todo o Estado de Roraima. A proposição, de autoria do deputado Oleno Matos (PDT), teve publicação no Diário Oficial do Estado no último dia 21 de outubro. Segundo Oleno, colocar no calendário oficial do Estado a Semana da Pessoa com Deficiência é um fator decisivo, por servir de marco de referência para divulgar as lutas pela promoção social, o pleno exercício dos direitos das pessoas com deficiência e cobrá-los, bem como comemorar conquistas e avanços. Com a Lei, a sociedade em geral e as pessoas com deficiências terão atividades temáticas, promoção social, educação especial, geração de oportunidades de trabalho, esporte, lazer, divulgação de avanços técnico-científicos e ações de saúde. O parlamentar explica que a ideia é “caminhar em sintonia com outros Estados”. Ele ressaltou que a efetivação da Semana Estadual é um trabalho do Poder Executivo, em consonância com os Poderes Legislativo e Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da Sociedade Civil organizada. “O dia 21 é uma data memorável para a abertura oficial da Semana da Pessoa com Deficiência no âmbito estadual, porque será a oportunidade para debater com a sociedade sobre promoção social e a garantia de seus direitos”, disse o deputado. Fonte: BV News

Japão sai na frente e autoriza testes com células-tronco pluripotentes induzidas

As pesquisas de Shinya Yamanaka constituíram uma descoberta revolucionária real As células estaminais são as células mestras do corpo humano. Elas são retiradas de embriões com poucos dias de idade e podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo do adulto. Elas também são cotadas como terapia potencial para a cura da degeneração macular relacionada à idade (DMRI), principal causa de cegueira entre idosos. Durante o 7º Congresso Brasileiro de Células-Tronco e Terapia Celular, realizado em São Paulo no mês de outubro de 2012, Pete Coffey, cientista britânico da University College London, anunciou que uma terapia baseada em células-tronco embrionárias para DMRI começaria a ser testada em humanos já em 2013, depois de funcionar com sucesso em ratos, camundongos e porcos. Acontece que células-tronco embrionárias são menos versáteis e seu uso enfrenta forte oposição de grupos religiosos. E foi aí que o pessoal da Terra do Sol Nascente saiu na frente – pra variar. No Japão, O Ministério da Saúde local anunciou a autorização para os primeiros testes clínicos utilizando células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs, sigla em inglês), que não são de embriões descartados, mas de células adultas, da pele dos próprios pacientes. É a primeira vez em todo o mundo que esse tipo de estudo é liberado em seres humanos. Um teste inédito que pode revolucionar o tratamento de doenças. Estas células podem ser reprogramadas para rejuvenescer e recuperar as propriedades das células-tronco embrionárias (ES) e se tornaram uma esperança da medicina por seus potenciais terapêuticos. A aplicação é tão importante que os dois pesquisadores que fizeram esta descoberta, o pesquisador japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon, receberam o Nobel de Medicina 2012. Os testes liberados pelo governo japonês têm como objetivo tratar pacientes com degeneração macular, e, para o primeiro teste, foram selecionadas seis pessoas com a doença. Os pesquisadores japoneses propõem usar iPSCs para cultivar novas células da retina desses pacientes - livres dos danos causados pela doença - e implantá-las de volta em seus olhos.