quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Copa Caixa Loterias de Goalball teve início nesta quarta-feira, 30, com dez partidas e uma chuva de gols
Victoria Nascimento ajudou a URECE-RJ a conquistar a primeira vitória
A bola rolou para dez partidas no primeiro dia da Copa CAIXA Loterias de Goalball, nesta quarta-feira, 30, no ginásio da Secretaria de Estado de Esporte
e Turismo do Paraná, em Curitiba. A APACE-PB, atual bicampeã da categoria masculina, estreou com vitória na caminhada rumo ao tri da principal competição
do país.
Uma chuva de gols na partida de abertura agitou o início do evento nacional. A equipe que defende o título não teve vida fácil, mas conseguiu emplacar
bons arremessos e garantir a vitória sobre a ADEVIBEL-MG por 18 a 13. No outro confronto pelo grupo A, o ATHLON-SP se manteve grande parte do jogo na frente,
mas no finzinho, levou a virada e perdeu para o IAPQ-PE por 15 a 14.
No jogo de encerramento da primeira rodada, o time masculino da URECE-RJ venceu a APADV-SP por 12 a 2. A vitória veio com um sabor especial, já que há
dois anos, os paulistas eliminaram os Tigres de Bengala nas semifinais da competição, em São Paulo. “Uma equipe forte (a APADV) que nós já perdemos em
semifinal de Brasileiro. E a gente veio engasgado para jogar, com sangue nos olhos mesmo”, declarou o ala Filippe Silvestre.
Na corrida pela artilharia, Romário Marques, da APACE-PB, marcou 13 vezes e Neusimar, da URECE-RJ, nove, e lideram as disputas nas suas respectivas categorias.
Pela categoria feminina, APADV-SP, SESI-SP, UNIACE-DF e URECE-RJ estrearam com vitória por game (diferença de dez gols), com destaque para o triunfo das
cariocas contra a forte equipe da AMC-MT, campeã do Regional Centro-Norte. O time liderado pela dupla Neusimar e Victoria venceu as mato-grossenses por
13 a 3.
Nesta quinta-feira, 1º de outubro, a competição continua com mais dez jogos.
A Copa CAIXA Loterias de Goalball é uma realização da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), com o apoio do Comitê Paralímpico
Brasileiro, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, e o patrocínio da CAIXA Loterias.
Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).
Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (
imp@cpb.org.br)
MÔNICA MUNDI, MUSICAL INFANTIL, COM AUDIODESCRIÇÃO E LIBRAS, NO TEATRO SÉRGIO CARDOSO
CONVITE MONICA MUNDI. Descrição no final do post.
MÔNICA MUNDI, Uma Volta ao Mundo com a Turma da Mônica, espetáculo musical infantil, de Mauro Sousa, com audiodescrição e interpretação em LIBRAS.
Data: 03 de outubro (sábado).
Horário: 18:30 horas.
Local: Teatro Sérgio Cardoso.
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, SP.
Duração: 75 minutos.
Evento Fechado
Convites cortesia para pessoas com deficiência e acompanhantes.
Haverá conversa com os artistas após a apresentação.
Favor confirmar presença por email:
marina@vercompalavras.com.br
Sobre o espetáculo: MÔNICA MUNDI, é espetáculo musical que convida a todos para uma colorida volta ao mundo com a Turma da Mônica, sem precisar de passaporte.
Tradições como as de Portugal, Itália, Japão, França, Estados Unidos, África, Grécia e do nosso Brasil, se tornam pura diversão nesta viagem educativa
e cultural. Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Jeremias te convidam para este embarque.
www.monicamundi.com.br
Ficha técnica: Supervisão Geral: Maurício de Sousa; Diretora Executiva: Alice Takeda; Direção Comercial: Mônica Sousa; Direção e Produção Geral: Mauro
Sousa; Direção Musical: Marcelo Sousa e Márcio Araújo; Gerência de Produção: Rafael Piccin; Coordenação de Produção: Aline Figueiredo; Produtora Responsável:
Karina Camillo; Direção de Cena e Coreografia: Raquel Rosa; Produção Artística: Leandro Martins; Gerência de Comunicação e Marketing: Cibele Gemelgo; Assistência
de Comunicação e Marketing: Henrique Bronze Macioni.
Descrição do e-flyer: O e-flyer do musical é ilustrado por fotografia do personagem Chico Bento, de camiseta amarela, short xadrez de azul e preto, e chapéu
de palha, ajoelhado no chão, com os braços abertos, apontando para Magali e Mônica que estão em pé no sofá azul, e para Jeremias que está agachado ao lado
de Mônica. Magali é uma garota de cabelos pretos, vestido e sapatos amarelos; Mônica é uma garota dentuça, de cabelos pretos repartidos ao meio, usa vestido
e sapatos vermelhos e segura um coelho azul; Jeremias é um garoto negro com boné vermelho, camiseta amarela e short azul. Ele e Magali seguram uma moldura
a frente de Mônica. Ao fundo, uma janela com cortina roxa. No rodapé, o título do musical escrito com letras brancas sobre faixa amarela.
POR:
VERCOMPALAVRAS
Texto normal ou em Braille? Para o cérebro, tanto faz...
Para o cérebro, ler com os olhos ou com os dedos é processar palavras
Amir Amedi é neurocientista da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele pertence a uma pequena comunidade de neurocientistas tentando demonstrar que as
regiões do cérebro são multissensoriais. Embora a teoria ainda não seja amplamente reconhecida, ela começou a ganhar aceitação na última década.
Segundo pesquisa publicada na revista Current Biology, para reforçar esta teoria, Amedi e colegas seus que compartilham desta ideia, realizaram exames
funcionais de ressonância magnética em oito adultos com cegueira congênita, enquanto eles liam em braile.
Resultado: a região do cérebro conhecida como área de formação de palavras, considerada responsável pelo processamento visual de texto, também é ativada
quando os cegos leem em braile. A conclusão parece óbvia: se a região cerebral foi ativada, visão e processamento de palavras são atividades separadas
e dispensa o uso da visão.
Com este resultado, a pesquisa refuta a crença, amplamente divulgada em livros didáticos, de que o cérebro é um órgão sensorial, aonde várias regiões conduzem
atividades dos diferentes sentidos, como visão, audição e tato. Para Amedi, o cérebro é uma máquina de tarefas.
“O que sugerimos é que esta área constrói o formato das palavras, mesmo que a chamemos de área da formação visual de palavras”, disse ele.
Segundo um dos autores da pesquisa, “não importa se as pessoas estão lendo com os olhos ou os dedos. De um jeito ou de outro, elas estão processando palavras”.
Amedi espera que este artigo seja mais um passo para convencer as pessoas que tanto faz um texto normal ou em braille, o cérebro processa palavras na mesma
região. Mas o neurocientista reconhece que nem mesmo 10 artigos seriam o bastante para alterar os livros didáticos. Para ele, isso pode levar mais uma
década, até que “possamos provar que não deixamos passar nada”, conclui.
(Fonte: The New York Time)
W3C Brasil abre inscrições para o Prêmio de Acessibilidade na Web
Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web – Todos@Web. O prêmio é promovido pelo escritório brasileiro do
World Wide Web Consortium (W3C), instalado na sede do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil
(CGI.br), e tem como objetivo conscientizar desenvolvedores e homenagear ações em prol do acesso de pessoas com deficiência na web.
Segundo o site do prêmio, acessibilidade na web é uma premissa básica para as metas do W3C: “Uma web para todos, em qualquer dispositivo, em qualquer lugar,
segura e confiável”. Infelizmente, no entanto, boa parte das páginas desenvolvidas não seguem padrões web e muito menos padrões de acessibilidade, o que
inviabiliza o acesso à informação por pessoas com deficiência.
De acordo com uma pesquisa recente do W3C Brasil, apenas 2% de um total de mais de 6 milhões de páginas analisadas em sites de órgãos públicos brasileiros
estão em conformidade com os padrões de acessibilidade. Além disso, estima-se que o indicador para as páginas web do setor privado, ainda em levantamento,
seja semelhante ao do setor público, o que indica que ainda temos um longo caminho a se percorrer em acessibilidade na web.
As inscrições de projetos para o 4º Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web – Todos@Web podem ser feitas até 03 de março de 2016. Para saber mais, acesse:
premio.ceweb.br Site externo.
fonte:vida mais livre
Sesc Santana realiza atividades inclusivas e acessíveis para pessoas com deficiências
Fachada do Sesc Santana
O Sesc Santana promove duas atividades em outubro voltadas para inclusão de pessoas com deficiências: "Esportes inclusivos em família" e "Dança aberta
- Danceability". O projeto Corpo, linguagem e acessibilidade tem como objetivo buscar atividades para pessoas com ou sem deficiência, que evidenciem as
possibilidades do corpo e sua diversidade.
O Esportes inclusivos em família acontece de 06 a 29 de outubro, às terças e quintas, 18h. São atividades recreativas e esportivas ministradas dentro dos
conceitos de acessibilidade e Esporte Para Todos, cujo objetivo é ensinar de forma dinâmica e lúdica as regras básicas de cada esporte adaptado e a relação
entre elas para fácil entendimento dos usuários, desenvolver o "toque" da cadeira de rodas e coordenação motora (na condução de bola e afins), entre outros.
Em Dança Aberta - Danceability, o público é levado a uma experiência transformadora através da dança e do encontro com outro. Por meio da improvisação
dos movimentos, pessoas com e sem deficiência, com ou sem experiência em dança, experimentam a diversidade e vão descobrindo formas de troca e expressão
artística.
Todas as atividades são gratuitas e livres para todos os públicos. As inscrições são feitas no local da atividade, com 30 minutos de antecedência.
Serviço: Sesc Santana
Esportes inclusivos em família: de 06 a 29 de outubro. Terças e quintas, das 18h às 19h30.
Dança aberta - Danceability: 04 e 18 de outubro. Domingos, das 13h30 às 15h.
Classificação indicativa: Livre.
Grátis. Ginásio e Sala de Múltiplo Uso I.
Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Jd. São Paulo
Telefone para informações: (11) 2971-8700
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o
portal sescsp.org.br Site externo.
Sociedade Brasileira de Mastologia e Prefeitura de São Paulo abrem Outubro Rosa para Mulheres com DEFICIENCIA
Sociedade Brasileira de Mastologia e Prefeitura de São Paulo abrem Outubro Rosa para Mulheres com Deficiência
A abertura acontece no dia 3 de outubro no Shopping Frei Caneca com palestras e distribuição de vouchers para exames gratuitos de mamografia para mulheres
com deficiência e cuidadoras
Imagem do post
O movimento Outubro Rosa já virou um divisor de águas no que diz respeito à prevenção do câncer de mama. É que o mês passou a ser um marco no estímulo
para que as mulheres prestem mais atenção em sua saúde e, assim, busquem um mastologista e realizem os exames preventivos contra a doença. Mas nem todas
as mulheres têm facilidade para realizar uma consulta médica e um exame ginecológico ou mamografia, principalmente as que possuem deficiência e as que
são cuidadoras.
É pensando nelas que a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), com o apoio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura
de São Paulo, do Centro de Convenções Frei Caneca, do Shopping Frei Caneca e das instituições Unaccam e Se Toque, abre neste sábado, dia 3 de outubro,
às 14h, as comemorações deste ano com o lançamento do projeto “Outubro Rosa para Mulheres com Deficiência - Reconstruindo a vida”, que irá oferecer uma
série de atividades (palestras, esclarecimentos de dúvidas, teatro, coro de crianças) com acessibilidade no 6º andar do Shopping Frei Caneca, no bairro
da Consolação e contará com profissionais da saúde, que distribuirão vouchers às mulheres com deficiência e cuidadoras, com mais de 40 anos, para que façam
o exame de mamografia em uma unidade de saúde acessível.
As mulheres serão cadastradas durante o evento pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida em parceria com o Conselho Municipal
da Pessoa com Deficiência e entidades sociais para que sejam acompanhadas durante o processo completo de atendimento por meio do Sistema Único de Saúde
(SUS).
“Há um universo de mulheres que vivem à margem da sociedade porque têm pouca ou nenhuma acessibilidade física e comunicacional e, por sua vez, deixam de
se cuidar por dificuldade de adaptação a sua necessidade ou ausência de informação. Queremos incluí-las e diminuir essa vulnerabilidade”, afirma Dr. Carlos
Alberto Ruiz, ex-presidente da SBM e coordenador do projeto.
O objetivo do projeto é criar facilidade para as mulheres com deficiência, que iniciarão o primeiro atendimento em outubro e, as que precisarem de tratamento,
serão acompanhadas posteriormente.
A secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, que é médica mastologista, ressalta a importância desta iniciativa:
“Teremos um evento totalmente acessível, com intérpretes para as mulheres que são surdas, surdocegas ou com deficiência auditiva. O câncer de mama é o
mais comum entre as mulheres e a possibilidade de cura chega a 90% quando é feito um diagnóstico precoce”, afirma a secretária.
Sobre o Outubro Rosa - O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa
que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados
Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e/ou mamografia no mês de outubro, posteriormente, com a aprovação do Congresso
Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno dessa nobre causa. Isso
faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo. A primeira iniciativa
vista no Brasil foi em 2002, com a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera),
situado em São Paulo.
O movimento Outubro Rosa alerta às mulheres para o risco do câncer de mama e a importância dos exames de rotina para a detecção precoce da doença. O câncer
de mama é o tipo que mais atinge as mulheres no Brasil e exige cuidados. A previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que ocorram mais de 57
mil novos casos em 2015, assim como no ano passado.
SERVIÇO:
Evento: Outubro Rosa para Mulheres com Deficiência - Reconstruindo a vida
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Data: todos os fins de semana de outubro
Abertura: 3 de outubro, às 14h
Endereço: Centro de Convenções Frei Caneca - 6º andar
fonte:s m p e d
Um ponto para aliviar a luta
Drama de mãe de dois cadeirantes pode ser amenizado com alteração de trajeto de linha sugerida pela Justiça à BHtrans. Maria José precisa andar quatro
quarteirões a pé para chegar à fisioterapia após descer do Ônibus. História já foi relatada pelo EM.
O cotidiano de Maria José Almeida Santos Ribeiro, de 31 anos, nunca foi como um mar de rosas. Mas essa quitandeira, que vizinhos garantem ser de mãos cheias,
jamais se curvou às dificuldades enfrentadas por uma mãe de dois garotos cadeirantes – Caio, de 8, e Vítor, de 4. Em busca de um futuro melhor para os
filhos, se tornou um exemplo de mulher. Talvez não seja apenas coincidência o fato de ela carregar na certidão de nascimento os nomes da mãe e o do pai
de Jesus.
Mãe com seus dois filhos cadeirantes. Eles estão embarcando em um ônibus com a ajuda do trocador. Um dos filhos utiliza a cadeira de rodas, enquanto o
outro é carregado pela mãe.
De terça a sexta-feira, Maria José encara uma longa viagem do Bairro Tancredo Neves, na periferia de Ribeirão das Neves, na Grande BH, ao Mangabeiras,
Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para levar as crianças à fisioterapia. O trajeto é feito em dois ônibus. Ainda há uma caminhada de quatro quarteirões,
sendo dois numa subida íngreme. O desafio fica maior para quem empurra um filho numa cadeira de roda e carrega o outro no “canguru”. “Vítor, que vai no
meu colo, pesa 13 quilos. As costas doem todos os dias”, revela.
A história de Maria José, Caio e Vítor foi relatada pelo EM em abril de 2014. Agora, a luta da família volta a ser notícia por um motivo que rendeu um
largo sorriso na quitandeira: a BHTrans estuda a viabilidade de alterar o itinerário da linha 4108 (Pedro II/Mangabeiras). O novo caminho diz respeito
a apenas quatro quarteirões. Pode parecer uma mudança irrisória para muitos usuários do transporte coletivo, mas trata-se justamente das quadras que dona
Maria José tem que caminhar entre o ponto de ônibus e a Associação Mineira de Reabilitação (AMR).
“Para piorar, há coletivo que não tem elevador para subir e descer a cadeira. Há até motorista que não para no ponto. É humilhante! Cheguei algumas vezes
atrasada à fisioterapia e, por causa disso, meus filhos correram o risco de perderem a vaga na AMR. Eles precisam dos serviços dos profissionais de lá”,
justifica Maria José.
Oficialmente, a mudança depende de condicionantes, como a aprovação da comunidade e intervenções nas quatro quadras, sobretudo pinturas de faixas para
travessia de pedestres e instalação de pontos de ônibus. Extraoficialmente, entretanto, tudo indica que o itinerário será alterado. Tanto que a autarquia
informou ontem que, se não houver contratempo, o novo trajeto será implantado na segunda quinzena de outubro.
Na prática, trata-se de uma vitória de Maria José. Aliás, dela e de dezenas de famílias que dependem da AMR e, por algum tipo de dificuldade de locomoção,
enfrentam uma lenta caminhada entre o ponto do 4108 – na Avenida Agulhas Negras – e a AMR – na Rua Otávio Coelho de Magalhães. Mas a provável mudança é
consequência de uma situação que a mãe de Caio e Vítor não gosta de recordar.
Há alguns anos, o coletivo em Ribeirão das Neves que ela usa para chegar ao Centro de Belo Horizonte arrancou do ponto com um dos filhos a bordo. “O outro
ficou para trás”, conta Maria José. A quitandeira procurou a Defensoria Pública de Minas Gerais. Resultado: uma ação por dano moral foi ajuizada contra
a empresa do coletivo e a BHTrans.
Representantes da firma e da autarquia da prefeitura foram convocados pelo juiz. O defensor público Estevão Carvalho, coordenador da área especializada
em assuntos envolvendo idosos e deficientes físicos, explica que o magistrado aproveitou a audiência para uma sugestão aos réus: “Orientou que o advogado
da BHTrans solicitasse aos técnicos da autarquia a viabilidade de mudança no itinerário (de forma a beneficiar dona Maria José e os filhos)”.
A audiência, em princípio para discutir apenas o dano moral, já teve resultado prático. A BHTrans convidou a quitandeira para duas viagens em ônibus que
transitam pelo Mangabeiras. Durante os trajetos, ela expôs observações sobre a linha. As sugestões foram anotadas pelos especialistas. Até o fim de outubro,
acredita a quitandeira, pelo menos parte do seu drama – e de outras tantas famílias – será amenizada.
DIFICULDADE A ação por dano moral ainda não foi julgada pelo juiz. Enquanto aguarda a sentença, Maria José luta contra outros problemas. As duas últimas
contas da energia elétrica de sua casa, nos valores de R$ 112,82 e R$ 127,49, ainda não foram pagas.
“Corro o risco de a Cemig cortar a luz. Estou sem dinheiro, porque o forno que uso para fazer as roscas e os biscoitos que vendo queimou. Não dá para consertá-lo
mais, pois é bem antigo. Um novo custa em torno de R$ 500. Não tenho esse dinheiro no momento”, lamentou.
O defeito no forno trouxe outro problema à família: a quitandeira ficou sem dinheiro para comprar a quantidade necessária de fraldas para o caçula. Trata-se
de Paulo, de 1. Diferentemente de Caio e Vítor, o garoto nasceu sem a mobilidade comprometida. Mas ela não desanima. A fé de Maria José parece mover montanhas.
Um dia, ela acredita, todo o esforço será compensado.
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