sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Acompanhante de pessoa com deficiência tem direito a desconto de 80% em passagens aéreas
O acompanhante de pessoas com deficiência em viagens aéreas tem direito a um desconto mínimo de 80% no valor da passagem. A norma é da Anac (Agência Nacional
de Aviação Civil), e o benefício é estendido a todos os passageiros que não possam realizar sozinhos os procedimentos de segurança em caso de emergência.
É bom deixar claro: o desconto é válido apenas para o acompanhante e em voos nacionais. A pessoa com deficiência deve pagar o valor integral da passagem.
Para ter esse direito respeitado, porém, há alguns procedimentos necessários:
1. O passageiro deve informar à companhia aérea, com antecedência de ao menos 72 horas antes de fazer a reserva das passagens, que se trata de pessoa com
deficiência e que necessita de assistência especial (o acompanhante);
2. É preciso verificar se a empresa exige o preenchimento do formulário de informação médica (Medif), que, com um laudo médico, funciona como um atestado
comprovando a necessidade do acompanhante;
3. Se for o caso, o funcionário deve encaminhar o formulário ao passageiro e informar como o documento deve ser encaminhado;
4. Após o envio, o passageiro deve contatar a companhia aérea para saber qual o procedimento para a emissão das passagens, lembrando o funcionário de que
seu acompanhante tem direito ao desconto.
De acordo com a resolução nº 280/2013 da Anac, as empresas aéreas não podem limitar o número de passageiros que necessitam de assistência, e o acompanhante
deve ficar em assento ao lado da pessoa com deficiência.
No caso de pessoas cegas, o transporte de cães-guia é gratuito, e o animal deve viajar na cabine, próximo a seu dono. Cadeiras de rodas e muletas também
devem ser transportadas gratuitamente. (Com informações Catraca Livre e QSocial)
Fonte:
Bonde Site externo.
Ministério do Trabalho promove mobilização para incluir trabalhadores com deficiência
Ícone representa um currículo profissional, sobre fundo azul.
O Ministério do Trabalho e Emprego, de forma integrada à Agenda do Trabalho Decente e ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem
Limite), promoverá no dia 25 de setembro, sexta-feira, o “DIA D” – Dia Nacional de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Reabilitados
do INSS, em todo o Brasil. O objetivo é potencializar as ações voltadas para a inclusão social da pessoa com deficiência, especialmente no mercado de trabalho.
No Rio de Janeiro, o evento será realizado de 10 às 16 horas, no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAD), 3º andar, com palestras,
apresentações e cadastramento de pessoas interessadas nas ofertas de vagas de emprego. O CIAD fica na Av. Presidente Vargas, 1.997, Centro.
A iniciativa é uma parceria do MTE com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Ministério
da Previdência Social, o Ministério da Saúde, a Casa Civil da Presidência da República, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI).
Para mais informações sobre o Dia D, acesse o
portal do MTE Site externo. .
Fonte:
INES Site externo.
Semana de Acessibilidade chega ao CCBB de Belo Horizonte
Parte interna do Centro Cultural do Banco do Brasil de Belo Horizonte mostra um ambiente agradável e acessível
Parte interna do Centro Cultural do Banco do Brasil de Belo Horizonte mostra um ambiente agradável e acessível
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Educativo realizará, a partir desta semana até o próximo dia 28, a 1ª Semana de Acessibilidade em BH, com 34 atividades
para pessoas com deficiências físicas.
Totalmente gratuitas, as ações, que já são realizadas em todo país, serão realizadas no CCBB, localizado na Praça da Liberdade, região centro-sul de BH,
de 9h30 às 19 horas. Entre as atividades disponíveis, os destaques do projeto são a Programação Especial em Libras, que inclui contação de histórias e
visitas teatralizadas; uma Visita Além do Olhar, passeio sensorial à exposição Leonilson:Truth, Fiction; além de dois debates sobre acessibilidade com
especialistas de renome.
Segundo o coordenador do CCBB Educativo, Danilo Filho, a intenção do projeto é chamar a atenção das pessoas sobre a importância da acessibilidade. “Muitas
pessoas acham que esses espaços (centros culturais) não são delas, sobretudo aqueles que têm algum tipo de deficiência. Nosso objetivo é mostrar ao público,
em especial para as minorias, que esse espaço é deles.” Ainda de acordo com ele, oito instituições que realizam o atendimento às pessoas com deficiência
física já agendaram visitas.
Outras atividades
Na quinta-feira (24), às 19 horas, o professor da UFMG, Paulo Sabino, fará uma palestra sobre “A exposição como espaço de inclusão social” e conduz discussão
em torno do tema.
Já na sexta-feira (25), também às 19 horas, a principal atividade é uma mesa redonda sobre o tema “Acessibilidade em espaços culturais: qual é o papel
do educador?”. O debate contará ainda com a participação de profissionais como Camila Alves, a única educadora com deficiência visual no Rio de Janeiro;
integrantes do Movimento Unificado de Deficientes Visuais; a psicologa e pesquisadora, Denise Martins; e a terapeuta ocupacional e professora de dança
da Fundação Crepúsculo, Amaranta Boaventura.
Para mais informações e agendamentos, é só acessar o
site
do CCBB ou entrar em contato pelo telefone 3431-9441.
Fonte: Hoje em Dia
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Filme "A Coleção Invisível" será exibido em sessões com audiodescrição para pessoas com deficiência visual
Cartaz do filme
A Coleção Invísivel
Com o objetivo de difundir a cultura da forma mais ampla possível, a produção do filme A Coleção Invisível realizará, na capital e no interior da Bahia,
sessões gratuitas com o recurso da audiodescrição, voltadas para as pessoas com deficiência visual que poderão assim acompanhar e vibrar com o filme que
aborda o tema da visão e da cegueira.
O projeto começa em Salvador com uma sessão na próxima sexta-feira, 25, na Sala Walter da Silveira, na Biblioteca Central dos Barris, com início às 17h.
Uma outra sessão acontecerá em Salvador no Centro de Apoio Pedagógico no dia 8 de outubro, as 15h30. Estão previstas ainda exibições em salas de cidades
do interior, com início no dia 2 de outubro, em Irecê, com duas sessões na Adevir – Associação de Deficientes Visuais de Irecê e Região, às 15h e às 17h.
Após cada sessão, o diretor do filme estará presente para um debate com o público.
Através da audiodescrição, pessoas com deficiência visual poderão acompanhar cada detalhe da exibição, pois o recurso consiste na descrição clara e objetiva
de todas as informações visuais que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações
sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
O filme, que também será lançado brevemente em DVD e BluRay, já conquistou várias premiações no Brasil e no exterior como Melhor Filme em Gramado, Lisboa,
Bogotá, Nova Iorque e Paris. A Coleção Invisível é uma adaptação de conto do escritor austríaco Stefan Zweig, e tem como cenário a região cacaueira. No
elenco principal estão os atores Walmor Chagas, em sua última apresentação artística, Vladimir Brichta e Ludmila Rosa.
Dirigido por Bernard Attal, A Coleção Invisível foi produzido pela Santa Luzia Filmes e Ondina Filmes através do editais do Governo da Bahia e da Petrobras.
O circuito de sessões em audiodescrição e a produção do DVD e do BluRay receberam o apoio financeiro da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) através
do Fundo de Cultura (Funceb).
http://borimbora.blog.br
Festival Assim Vivemos – 7º Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência - em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil
Festival Assim Vivemos – 7º Festival Internacional de Filmes sobre
Deficiência - em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil
Descrição da imagem no final da notícia
Desde 2003, o Assim Vivemos tem sua programação totalmente acessível
para pessoas com deficiência visual e auditiva. Audiodescrição e
legendas em português
(LSE) em todas as sessões, catálogo em Braille e Interpretação em LIBRAS
nos debates. No CCBB, todos os ambientes têm acesso para pessoas com
mobilidade
reduzida. Abaixo está a apresentação e mais informações desta edição
que conta com filmes surpreendentes, belos e transformadores.
São Paulo:
23 de setembro a 5 de outubro de 2015
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado 112 Centro SP
APRESENTAÇÃO:
A cada ano que realizamos o Assim Vivemos, nos surpreendemos com a
impressão de que existe uma grande sintonia mundial, pois recebemos
muitos filmes sobre
o tema da deficiência, produzidos nos mais distantes lugares, sem que um
saiba da existência do outro.
Já houve anos em que o grande tema foi o amor; outros em que
predominaram filmes sobre as lutas políticas das pessoas com
deficiência. Este ano, recebemos
uma grande quantidade de filmes sobre pessoas com autismo, seguida de
perto por filmes sobre pessoas com síndrome de Down e deficiência
intelectual – e
nos parece mesmo que existem questões que foram menos discutidas pela
sociedade do que outras mais específicas das pessoas com deficiência
física, por
exemplo.
Mas o grande tema deste ano, que norteia a maior parte dos filmes, é a
autonomia, a possibilidade de uma vida com independência. Este assunto
surge como
o grande objetivo, o grande desejo, o grande sonho, e os filmes do Assim
Vivemos, em seu conjunto, nos trazem um belo repertório de experiências,
dificuldades
e conquistas neste sentido.
Nesta 7ª edição, serão exibidos 34 filmes de 20 países. O Brasil se
destaca com sete filmes selecionados, com filmes do sul, sudeste,
centro-oeste e nordeste,
numa demonstração de que a reflexão sobre o tema tem merecido cada vez
mais atenção da nossa sociedade.
O Assim Vivemos tem a honra de ser o primeiro festival de cinema no
Brasil a oferecer acessibilidade para pessoas com deficiência visual
(audiodescrição
em todas as sessões e catálogos em Braille) e para pessoas com
deficiência auditiva (legendas em português (LSE) nos filmes e
interpretação em LIBRAS nos
debates). Quanto à acessibilidade física, o Centro Cultural Banco do
Brasil tem sua arquitetura concebida para garantir o acesso de pessoas
com mobilidade
reduzida e cadeirantes.
Todas as sessões terão ENTRADA FRANCA.
Confira a programação completa no site
www.assimvivemos.com.br
Verifique a classificação indicativa na programação.
Descrição da imagem abaixo: O cartaz do Festival Assim Vivemos é
composto por três fotografias que se integram. Acima à esquerda, rosto
de uma moça que
pinta um quadro com flores com o pincel na boca. Ao centro, duas
mulheres fazem um movimento coreografado de dança em uma praia.
Na imagem de baixo, há uma mesa com duas cadeiras em uma praia deserta.
Um homem está sentado em uma delas, de frente para o mar, com uma onda
chegando
até seus pés.
Nas três imagens predominam os tons claros, que vem da uniformidade das
cores da roupa e da tela da moça, que se unem com a claridade da areia
da praia
e do mar. No alto, está escrito: Ministério da Cultura apresenta. Banco
do Brasil apresenta a patrocina. Ao centro: Assim Vivemos - 7º Festival
Internacional
de Filmes Sobre Deficiência. Abaixo,as logo marcas: Lei de Incentivo à
Cultura. Produção: Lavoro. Centro Cultural Banco do Brasil. Realização:
Ministério
da Cultura. Brasil. Governo Federal. Pátria Educadora.
Mal na tela: cinema pernambucano ainda vira as costas para pessoas com deficiência
Mal na tela: cinema pernambucano ainda vira as costas para pessoas com deficiência
Plateia lotada em um cinema. Foto: Jéssica Pimentel/Divulgação
Segunda reportagem da série analisa a falta de versões e espaços acessíveis na indústria do cinema para pessoas com deficiência
A sensível história do adolescente Leonardo rendeu ao filme Hoje eu quero voltar sozinho uma das melhores bilheterias de filmes independentes no ano passado,
com 200 mil espectadores. Mas, apesar da deficiência visual do personagem principal, o longa-metragem de Daniel Ribeiro entrou em cartaz em formato acessível
em apenas uma sala, em São Paulo. Com auxílio do aplicativo gratuito WhatsCine, da ONG Mais Diferença, ofereceu audiodescrição (serviço de narração do
ambiente, expressões e outros detalhes visuais), Libras (linguagem brasileira de sinais) e Braille (linguagem tátil, para cegos).
Tropa de elite, Cidade de Deus, Carandiru e O pagador de promessas estão entre os filmes nacionais preferidos do professor Antônio Carlos Cardoso, da UFPE,
mas, por ser surdo, ele não teve oportunidade de ver no cinema. A dificuldade é regra nas salas de exibição de todo o país. Poucas obras têm versões acessíveis
e a maioria dos espaços não dispõe de equipamentos, como headphones, para a exibição.
Em Pernambuco, ficam restritas a festivais e sessões especiais. "Acreditamos na acessibilidade a todas as pessoas. No Festival de Brasília, o filme ganhou
um prêmio concedido por pessoas cegas e ficamos muito animados", explica Marcelo Gomes, diretor de Era uma vez eu, Verônica, um dos poucos pernambucanos
com recursos para pessoas com deficiência, como Tatuagem, de Hilton Lacerda, e Ventos de agosto, de Gabriel Mascaro. O som ao redor, de Kleber Mendonça
Filho, produção de maior projeção do estado no exterior, não tem versão acessível.
O longa pioneiro Era uma vez eu, Verônica foi exibido apenas em sessões especiais para cegos e disponível em DVD, pois nenhuma sala do estado conta com
os equipamentos necessários. "Eles devem fazer parte do patrimônio de cada sala. É questão de criação de um novo comportamento dos produtores e das salas,
mas o processo é lento", acredita João Júnior. A audiodescrição de um filme de 100 minutos custa cerca de R$ 10 mil, de acordo com o produtor.
O administrador aposentado e fundador da empresa ProAcessi Manuel Aguiar estava no seleto grupo. "Eu já vi muitos filmes no Cine São Luiz com audiodescritor
de ouvir, ou seja, alguém cochichando, ou sozinho, quando é algum filme de grande interesse para mim. Com a audiodescrição, imagina a sensação de cidadania,
participar integralmente, ser respeitado no meu direito de usuário", conta ele, aos 67 anos. Em 2010, ele viu pela primeira vez um espetáculo com a ferramenta,
do grupo carioca Os Inclusos e os Sisos, e foi responsável por intermediar a turnê deles pelo Nordeste.
Principal ícone da luta pela acessibilidade para surdos em filmes em Pernambuco, Marcelo Pedrosa lamenta não acompanhar a premiada produção do estado.
Surdo, ele criou a campanha Legenda para quem não ouve, mas se emociona, há 10 anos, durante o festival Cine PE. "Eu me sentia excluído. Queria acompanhar
a produção premiada do estado e não podia. Os eventos são muito segregacionistas", recorda o arquiteto.
Apesar do engajamento, ele vai ao cinema só para acompanhar produções internacionais e sofre com a popularização da dublagem. Em 2015, apenas 28% dos espectadores
assistiram a cópias legendadas - as dubladas foram 59% e as nacionais, 13%, de acordo com a Filme B, especializada no mercado audiovisual.
Marcelo pede legendas em português nos filmes nacionais. O mais recente Edital do Audiovisual do Funcultura obriga a produção de uma cópia com legendagem
descritiva, Libras e audiodescrição de longas-metragens e produtos para televisão apoiados pelo fomento estadual, por exigência da Agência Nacional do
Cinema (Ancine). Resta torcer para a chegada deles às salas de exibição.
fonte:
Luiza Maia
- Diario de Pernambuco
Jovem cria 'luva' que identifica obstáculos e avisa deficientes visuais
Um jovem de Palotina, no oeste do Paraná, está desenvolvendo um protótipo que identifica obstáculos e avisa deficientes visuais. O equipamento é usado
na mão e se assemelha a uma luva.
Adonis Araújo de Oliveira, de 21 anos, começou a desenvolver o protótipo há dois anos, durante o trabalho de conclusão do curso de Desenvolvimento de sistemas.
"Eu não queria fazer uma coisa comum, queria fazer algo diferente. Pesquisando, encontrei um dispositivo que auxiliava deficientes visuais, decidi fazer
aquilo e implementei algumas mundaças que achei que seriam interessantes para melhorar o projeto", conta.
A "luva" usa sensores eletrônicos para identificar obstáculos que estiverem acima da cintura da pessoa, porém não substitui o uso de bengala. "Ele emite
um sinal no ambiente. Quando esse sinal encontra um objeto ele retorna para o sensor em forma de eco e realiza a emissão de um alerta sonoro de acordo
com a distância que está do objeto", explica o jovem.
O equipamento está sendo testado pelo vizinho de Adonis, o bibliotecário Leandro Furtado. "Eu acho que vai me ajudar bastante. Eu não tenho nem palavras
para falar o quanto vai ser útil para os deficientes. Para mim será um espetáculo", ressalta.
O equipamento está em fase de teste e deve passar, ainda, por alterações. "O próximo passo é deixar menor e melhorar a autonomia da bateria também", comenta
Adonis.
fonte:g1
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