segunda-feira, 25 de maio de 2015
Deficientes visuais superam dificuldades para jogar videogame
A perda total da visão não impede o jovem Ian, 14, de ser muito bom em "Street Fighter"
A perda total da visão não impede o jovem Ian, 14, de ser muito bom em "Street Fighter"
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Ao longo de seus 14 anos de vida, Ian Souto Izidoro nunca enxergou. Apesar de ter passado por mais de uma cirurgia, o jovem ainda lida com a perda total
de visão causada por um problema congênito. Mas isso não o impede de acabar com os rivais nas lutas de "Street Fighter".
"Videogame é minha diversão principal", conta, enquanto desfere combos complicados com grande precisão. Antes mesmo da barra de vida do oponente esvaziar,
ele já proclama que venceu. "O golpe faz um barulho um pouco diferente quando é o final", garante.
Guiando-se pelos sons, Ian é capaz de saber contra que personagem ele está lutando e se está conseguindo acertar seus ataques. Além de "Street Fighter",
ele também se aventura em outros games de combate como "Injustice" e "UFC".
"Tem gente que vem jogar com ele e subestima, e no fim acaba perdendo. Se ele escolhe o Zangief no 'Street Fighter', por exemplo, ele raramente perde",
diz o pai de Ian, Luiz Izidoro, 48. "Eles perguntam 'Como ele consegue?', e realmente não dá para explicar".
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Ian consegue jogar bem em "Injustice" porque a ação se dá no plano bidimensional
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Gamer desde criança
Na verdade, explicar a paixão do Ian por games é tarefa fácil para quem observa a relação do jovem com o pai. "Quando ele era bem pequeno, compramos uma
revista que vinha com um jogo chamado 'Speedy Eggbert'. Era um game muito visual, então ele não tinha muita noção de como jogar", relembra Luiz.
"Mas o jogo permitia que o usuário criasse suas próprias fases. Então eu adaptei o jogo inteiro. Fiz de uma forma que quando ele ouvia o barulho do protagonista
chupando um pirulito, ele sabia que tinha que ir para a esquerda. Quando ele bebia o leite, ele sabia que precisava voltar pra direita. Montei fases que
ele conseguia seguir pelos sons, e ele chegava ao final".
Não são todos os jogos que permitem a edição de estágios. Com inteligência e criatividade, porém, Luiz aproveitou um dos que permite para ajudar a diversão
do filho.
Ao lado do pai, Ian também tenta a sorte em jogos mais complexos, como "God of War" e "Grand Theft Auto". "Eu chego em uma missão, explico os controles
pra ele, e às vezes ele derrota um monstro ou consegue passar de uma parte difícil que eu não consigo", afirma Luiz.
Para ajudar o filho a descobrir também jogos de computador, Luiz instalou em seu PC o DOSVOX, sistema operacional criado na UFRJ que permite a deficientes
visuais usarem o computador com a ajuda de sons. E apesar de se divertir com os videogames, é no PC que Ian sente-se mais confortável, pois trata-se de
uma plataforma aberta - diferente dos consoles, que ficam limitados às programações de suas fabricantes e não contemplam deficientes visuais.
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Com paciência, é possível adaptar games para que deficientes visuais consigam jogar
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Aventuras em texto
Com agilidade impressionante, Ian digita em seu laptop. A tela está apagada, por conta de um problema que Luiz disse que nem pensou em consertar já que
o filho não a usa.
Como resposta a cada pressionar de tecla, o computador responde falando a uma velocidade assustadora. Para um ouvinte não treinado, as palavras parecem
ruídos ininteligíveis. Mas Ian entende tudo perfeitamente, e até traduz cada comando para que eu consiga acompanhar: "Estou lutando contra um inimigo robô.
Meus soldados estão atacando. Acabei de destruir as fazendas hidropônicas dele".
"Arcádia" é um jogo de estratégia tão complicado quanto qualquer "Age of Empires", mas que pode ser aproveitado por deficientes visuais por ser completamente
em texto. Quando o computador fala, Ian consegue até mesmo jogar o RPG online "Esferas da Vida" e gerenciar seu time de futebol no "Football Manager".
"Muitos desses jogos são criados pelos próprios deficientes visuais", conta Ian. "Já joguei um que um deficiente de Sorocaba fez, de 'Dragon Ball Z'. Eu
queria fazer um meu, mas precisaria saber inglês fluente e saber uma linguagem de programação".
Enquanto as grandes produtoras da indústria ignoram esse público, os próprios deficientes visuais tentam sanar a demanda por 'audiogames'. Alguns sites
reúnem
vários exemplos
de jogos no estilo. Outros, apesar de raros, podem ser
encontrados
nas lojas de apps de celulares e tablets.
Luiz acredita que, além de servirem como distrações, os games tiveram um impacto positivo na vida do Ian. "Os jogos cobram uma boa dose de estratégia.
Isso aguça o raciocínio, a inteligência dele. O raciocínio lógico dele é muito rápido, então por isso ele se adaptou bem com os games - ou vice-versa"Entrando no jogo
Com 10% da visão em apenas um olho, Jeferson Coutinho, 36, ainda consegue se divertir com games, lembrando-se dos dias da adolescência quando jogava "Street
Fighter" no fliperama com os amigos.
"Gosto muito de videogames, mas não é minha principal diversão", afirma. "Brinco com 'Candy Crush' e outros jogos no celular, e no computador jogo games
de luta. Mas acabo precisando me guiar muito pelo som".
Já Luis Felipe Marcelino, 19, fica muito próximo da tela para conseguir acompanhar a ação de "Need for Speed" com sua baixa visão. "Gosto muito de tiro,
de aventura. Jogava 'Crash Bandicoot' quando era pequeno no PlayStation. Mas preciso colar o rosto na TV, porque de longe não enxergo", relata.
Com diferentes níveis de dificuldade, os deficientes visuais entrevistados ecoam um apelo feito pelo pai do Ian: "Os sites e as produtoras deviam pensar
mais nesse público". Apesar de ser uma mídia extremamente visual, os games podem - e são - aproveitados de muitas maneiras até mesmo por quem não consegue
enxergar.
Da mesma forma que alguns jogos já oferecem
modos para daltônicos,
com esquemas de cores diferenciados, produtoras também poderiam incluir em seus projetos modos para usuários com baixa visão. Personagens em maior evidência,
menos poluição visual na tela e textos com fontes maiores seriam mudanças simples de fazer, mas que facilitariam muito as vidas dessas pessoas.
Uma indústria que pensa sempre em expandir seu alcance para novos públicos podia também, portanto, encontrar uma maneira de acolher pessoas com deficiências
visuais mais sérias.
FONTE:
uol.
Histórias dos atletas paralímpicos brasileiros serão exibidas nos cinemas
Parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com rede de cinemas proporcionará a exibição de vídeos que mostram a superação dos esportistas
Parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com rede de cinemas proporcionará a exibição de vídeos que mostram a superação dos esportistas
Os grandes atores vão dividir o espaço na tela dos cinemas com os atletas paralímpicos a partir deste mês, e antes de curtirem os filmes, as pessoas vão
poder se emocionar com as histórias de superação desses esportistas. Isso graças a uma parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com o Grupo Kinoplex,
que exibirá os vídeos dos atletas em todas as suas salas durante os trailers a partir do próximo dia 28.
– Essa foi uma ideia que surgiu dentro do comitê. O Kinoplex tem um alcance de cerca de 20 milhões de pessoas por ano. Então levar em filmes essas conquistas
do movimento paralímpico brasileiro para tanta gente que às veze não conhece é uma iniciativa sensacional. A ideia é que com a proximidade dos Jogos paralímpicos
mais pessoas queiram ver, mas pessoas conheçam – explicou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, em evento realizado nesta quinta-feira
no Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, no Rio de Janeiro.
Além de divulgar o movimento paralímpico, a campanha intitulada #MudeoImpossível tem como objetivo incentivar as pessoas com deficiência a praticar alguma
atividade física e até mesmo se tornar um atleta. Parsons espera ainda que o projeto traga mais fãs para o esporte paralímpico, visando a venda de ingressos
para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
– Não tenho dúvida que essa parceria vai despertar em muita gente que tem deficiência o desejo de se tornar atleta paralímpico ou de fazer atividade física,
o que já vai ser algo importante. A ideia é que a gente aumente a nossa base de atletas e também a nossa base de fãs. Ano que vem nós temos metas ambiciosas
para a venda de ingressos para a Paralímpiada de 2016. Nosso objetivo é vender 3 milhões de ingressos. Então, sem dúvida nenhuma contar essas histórias
para um público que talvez não conheça vai ter um impacto nisso – disse o mandatário do CTB.
Verônica Hipólito e Daniel Dias são esperanças do Brasil em 2016 (Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX)
Maior medalhista de ouro em Jogos Paralímpicos, o nadador Daniel Dias vibra com a chance de divulgar os trabalhos dos atletas brasileiros. Para ele, isso
pode inspirar outros futuros campeões no esporte paralímpico.
– O esporte paralímpico tem crescido a cada ano e isso mostra a importância que está tendo no Brasil. É importante a gente divulgar isso. O Brasil é muito
grande, e existem muitos atletas campeões que estão escondidos. Então é uma grande oportunidade de a gente divulgar, a pessoa vir a conhecer o esporte
e quem sabe começar a praticar algum esporte – ressalta o nadador.
Verônica Hipólito, campeã mundial de atletismo, espera que os vídeos sirvam de exemplos para as pessoas superarem suas adversidades.
– A campanha tem dois pontos muito importantes: a primeira que é a divulgação do esporte paralímpico, para que as pessoas conheçam nosso potencial, e a
segunda é que as pessoas que forem ver os filmes têm a chance de saírem de lá e falar ‘eu posso dar o meu melhor’, ‘eu posso tentar, eu posso mudar o meu
impossível’ – afirmou a vencedora dos 200m.
Na campanha, cerca de 200 salas de cinema da rede Kinoplex exibirão as histórias vitoriosas de Daniel Dias (natação), Verônica Hipólito (atletismo), Terezinha
Guilhermina (atletismo), Ricardo Alves (futebol de 5), Márcia Menezes (halterofilismo), Maciel Santos (bocha), Jovane Guissone (esgrima), Joana Neves (natação),
Bruna Alexandre (tênis de mesa) e Fernando Fernandes (canoagem).
Veja o vídeo da campanha #MudeoImpossível:
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Fonte: NDonline
Depois das contas de água e das bulas, a vez dos cardápios
A medida sobre os cardápios foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado de forma terminativa
Se em São Paulo algumas regiões do estado já recebem
contas de água
no sistema Braille, agora, em todo o Brasil, os bares, lanchonetes e restaurantes podem ser obrigados a oferecer aos clientes pelo menos um cardápio no
mesmo sistema. Um projeto aprovado pelo Senado torna obrigatória essa oferta para que clientes com deficiência visual possam ter acesso aos cardápios.
Pela proposta, os estabelecimentos que não respeitarem a regra terão que pagar multa de R$ 100, reajustada com base no índice de correção dos tributos
federais. A cada reincidência, o valor deve ser duplicado em relação ao cobrado anteriormente. O projeto não determina, porém, como deve ocorrer a fiscalização
dos estabelecimentos.
Segundo a autora do projeto, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), "obrigarmos que restaurantes, bares e lanchonetes ofereçam aos portadores de deficiências
visuais condições igualitárias de atendimento é um ato de respeito e solidariedade", afirmou.
A senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da proposta, disse que a mudança atende à convenção da Organização das Nações Unidas sobre direitos da pessoa com
deficiência, além de complementar o Código de Defesa do Consumidor.
"As entidades privadas que oferecem instalações e serviços abertos ou propiciados ao público devem levar em consideração todos os aspectos relativos à
acessibilidade para pessoas com deficiência. Todos são iguais perante a lei e que cabe ao Estado promover a defesa do consumidor", afirmou Ana Rita.
O código Braille é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Por meio da combinação destes símbolos,
o deficiente visual pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto. Em 2012, a Resolução-
RDC 47,
de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), regulamenta, também, a “
bula
em formato especial fornecida à pessoa portadora de deficiência visual em formato apropriado para atender suas necessidades”.
A medida sobre os cardápios foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado de forma terminativa. O texto segue para sanção da presidente Dilma
Rousseff - se não houver recurso para ser analisado no plenário da Casa.
Cardápio em Braille, porém, não é novidade no Brasil. Com o propósito de incluir o deficiente visual enquanto consumidor e cidadão, proporcionando benefícios
a toda a sociedade e garantindo o cumprimento da legislação, a
CNTur
- Confederação Nacional do Turismo (entidade sindical de grau máximo que representa o setor no Brasil) e a
ABRESI
- Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (maior entidade civil do segmento) mantém uma parceria com a Fundação
Dorina Nowill
para Cegos para a produção, com descontos, de cardápios em formato Braille ou tinta/Braille, conforme estabelecido na legislação vigente.
(Fonte: Rede Saci)
Implantes cocleares: tecnologia preenchendo o silêncio com o som da vida
Há eventos que passam conhecimentos técnicos de suma importância para a formação profissional. Há outros que passam conhecimentos que vão além do aspecto
técnico e tocam a plateia de forma muito singular. Um exemplo é o VI Congresso Iberoamericano de Implantes Cocleares e Ciências Afins – Gicca 2015, que
acontece no Centro de Convenções Rebouças, de 20 a 23 de maio, e é promovido pelo Centro de Implantes Cocleares do Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina da USP. Trata-se de um evento em que foi demonstrada a importância de coisas simples da vida, como o som do cotidiano.
Diferentemente de eventos que reúnem pessoas sérias, concentradas e, na maioria das vezes, profissionais já formados e estudantes interessados, neste,
além desses, reuniu pacientes atendidos pelo HC, crianças e familiares envolvidos no tema “surdez e implantes cocleares”.
O implante coclear é uma prótese eletrônica colocada na estrutura coclear do ouvido (órgão responsável pela audição) que capta os sons externos e os transforma
em sinal elétrico que é interpretado pelo cérebro como estimulo sonoro.
A jovem publicitária Lak Lobato tem implante coclear e já lançou o livro “Desculpe, não ouvi”. Ela apresentou seu depoimento sobre como ficou surda e como
o implante mudou sua vida, passando de surda oralizada para ouvinte novamente. Foi um momento singular do Congresso!!
“Um certo dia, aos 10 anos de idade, acordei mergulhada em um silêncio surpreendente. Nenhum barulho, nenhum som, chamei minha mãe, não ouvi minha voz
e nem a resposta dela. Não ouvia a obra no terreno da frente da minha janela. Estranhei que não estavam trabalhando na obra naquela manhã. Fui até a janela
ver e sim, eles estavam trabalhando normalmente, mas eu não ouvia nada, havia acordado surda e, mesmo 20 anos depois, não havia um diagnóstico conclusivo
do que ocorreu: fiquei surda dos dois ouvidos por mais de 20 anos.
Eu me lembro que eu fiquei encantada quando ouvi o barulho da pipoca, aquele ploc, ploc, ploc estourando na panela, parecia que a pipoca ficou mais gostosa
por causa do barulho. O barulho da chuva, ao ouvir o barulho do mar depois de 20 anos de silêncio foi uma grande emoção, o som da abertura da latinha de
refrigerante...
Eu fiquei encantada ao descobrir que quando você passa a mão no cabelo faz barulho, quando você veste algo, faz barulho. Esfregar as mãos faz barulho e
eu fiquei encantada. Cada vez que eu ouço o barulho quando esfrego as minhas mãos, eu penso imediatamente no abraço do meu pai.
Depois de 3 anos ouvindo estou deslumbrada. Sentir o prazer de escutar, é sensacional, traz uma vida sonora para a vida da gente. Após dois implantes cocleares
(um em cada lado) consegui ouvir a voz do meu marido. Fiquei muito feliz, estava enfim ouvindo novamente. O implante coclear realmente funciona!”, destacou
Lak Lobato.
O PAPEL DA TECNOLOGIA
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, que também é médica especializada em reabilitação,
foi convidada a prestigiar o Congresso, e destacou o papel da tecnologia para que os cidadãos tomem seus lugares como protagonistas e sejam cidadãos de
direitos, com capacidade de interferir na sociedade e de mudar a história de sua comunidade. “A tecnologia equipara direitos. Nenhum país pode ser verdadeiramente
justo se ele não entender a singularidade de cada um de seus cidadãos. É preciso entender o que faz a política, mas é preciso acima de tudo exigir os nossos
direitos, políticos e sociais”, destacou a Secretária.
Dra. Linamara lembrou, ainda, que desde 1946, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece a saúde como um direito social, elencado na terceira
geração dos direitos humanos. “Como direito universal, a saúde exige cobertura universal. Cada uma das tecnologias que chegam nos permitem afirmar, com
estudos econômicos, que há uma sensível redução nos gastos com saúde, ao se multiplicar as oportunidades. Ao se multiplicarem as oportunidades de atendimento,
nós estamos levando mais crianças para a sala de aula, estamos formando uma nova geração de trabalhadores que vão devolver na forma de trabalho o que o
estado investiu na forma de saúde”.
Ela ressaltou que se trata de um ciclo de desenvolvimento sustentável. “Este é o modo das nações avançadas encontrarem o seu modelo de desenvolvimento.
Todos, juntos, todo mundo dentro da sociedade, todo mundo participando, cada um do seu jeito, cada um com as suas necessidades, mas juntos conquistando
um novo modelo de desenvolvimento, onde fraternidade e solidariedade são abraçadas pela tecnologia e são financiadas por esse estado, que arrecada e que
olha para cada um dos contribuintes com respeito, com a garantia da igualdade de direitos”, enfatizou.
A Secretária acrescentou, ainda, que é o ciclo da inovação tecnológica que cria um novo mercado, que dá garantias de mais produção. “Cada um dos senhores
como consumidores, estão alimentando a cadeia produtiva, uma cadeia que emprega, que recolhe salários. Portanto, é esse o mundo que nós queremos, o mundo
onde as pessoas são atendidas com modernas tecnologias, e essas pessoas ao serem atendidas, estão gerando empregos, gerando desenvolvimento e elas mesmas
estão se apropriando de um novo modelo de um novo mundo. Este mundo que nós estamos visualizando, e cada um de nós está tangenciando e vivendo, é o mundo
do futuro. É o mundo onde a tecnologia nos aproxima, é o mundo onde a tecnologia nos faz mais eficientes. É preciso garantir que isso seja também abrangente.
Não basta que a gente tenha para alguns, é preciso que todos tenham acesso. Esse é o grande desafio, que vai ao encontro da formação de recursos humanos,
garantia de cobertura universal. Todos nós sabemos aquilo que é preciso, mas poucos conheceram e experimentaram para poderem escolher. Mas precocemente
as crianças com surdez devem ser colocadas em uma situação de avaliação, de diagnóstico que permitam a seus responsáveis escolher o melhor caminho.”
“Nós só queremos aquilo que conhecemos. As famílias precisam conhecer as opções. Enquanto nós não difundirmos de uma maneira universal todas as oportunidades
de tratamento que existem para surdez, nós não estaremos cumprindo o nosso papel. Por isso, num congresso como esse, onde participam luminárias da ciência
e aqueles que se beneficiam dos avanços tecnológicos, nós vemos o horizonte da mudança, nós sentimos a oportunidade da mudança. E o Governo do Estado
de São Paulo e o nosso governador Geraldo Alckmin sente muito orgulho de poder de alguma maneira participar, ajudar, apoiar e financiar iniciativas como
esta”, afirmou a Secretária.
PERGUNTAS EM VÍDEOS
Na parte final do evento, alguns questionamentos de pessoas surdas gravados foram apresentados no telão para que os profissionais da mesa respondessem
ou tentassem esclarecer. Um deles é uma pergunta recorrente e quem atua no segmento das pessoas com deficiência a ouve com frequência: “por que aos surdos
não são dados os mesmos direitos que são assegurados a quem tem outro tipo de deficiência e por que é necessário ser surdo bilateral (e não em apenas um
dos ouvidos) para ter direito a benefícios?” Outra questão comum: “por que o estado oferece o aparelho auditivo mas não oferece as pilhas?”
A Secretária de Estado, médica e professora da USP, Dra. Linamara Rizzo Battistella, esclareceu:
“Partindo do pressuposto do controle e avaliação, sob o olhar da gestão, é muito complexo você controlar o descarte e a utilização da pilha. Nós tínhamos
que chegar a algum formato de política pública para o segmento dos surdos. Também sabemos que muitas pessoas abandonam o aparelho por falta de pilha ou
bateria. Não existe um parâmetro único de uso dos aparelhos auditivos, nem tempo de uso igual para todas as pessoas surdas. O desgaste está relacionado
ao tempo de uso, algumas pessoas usam o dia inteiro. Outras pessoas utilizam de forma intermitente e como é que se parametriza isso? Como é que você faz
proposta de compra para garantir aos usuários a reposição? Se eu não sei quanto eu vou gastar, eu não sei como preparar o recurso. Esse é um aspecto, mas
tem outro aspecto que precisa ser claro: a saúde é uma condição de dupla mão, eu recebo o tratamento mas eu tenho que dar a minha responsabilidade individual.
Eu posso dar um exemplo bem simples, o indivíduo que tem uma dor nas costas e tem que tomar um remédio, mas ele precisa associar ao exercício, ele precisa
fazer o exercício independentemente de estar ou não dentro do hospital. É um compromisso dele para a vida toda. Isso não significa custo? Significa porque
ele vai precisar de um tênis e outros itens que o permitam cumprir este compromisso, mas se a gente não tiver um ajuste perfeito entre o que é um compromisso
do estado e do cidadão, inviabiliza qualquer conta, inviabiliza qualquer mecanismo de controle. Eu não estou dizendo que nós não devemos oferecer este
suporte, manutenção é necessária, estou dizendo que é muito difícil para o estado garantir um controle adequado. Aquilo que a gente não pode controlar
para fins de política pública, é melhor não oferecer”.
Sobre o benefício da equiparação de oportunidades para as pessoas com deficiência de forma igualitária, foi destacado que é preciso observar a funcionalidade
da pessoa. Se uma pessoa tem sua funcionalidade comprometida pela deficiência auditiva ela é contemplada pelos direitos assegurados pela legislação. Porém,
se a surdez unilateral não a impede de executar tarefas comuns do dia a dia, não há necessidade de condições diferenciadas para o exercício de sua cidadania.
A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é clara ao associar a definição de deficiência à condição presente na sociedade, sendo
considerada pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação
com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.
O INÍCIO
A cirurgia de implante coclear começou a ser realizada em 1.992, no HCFMUSP, com a finalidade de pesquisar a evolução de cada paciente implantado. "Observamos
um resultado altamente satisfatório e quando foi assinada a portaria MS 1287, em 1.999, pelo então Ministro da Saúde, José Serra, foi ampliado o número
de cirurgias que atualmente já passa de mil imantes já realizados.
Realizada em pacientes que nasceram surdos ou perderam a audição por meningite, traumas, utilização de ototóxicos, entre outras causas, no início muitos
pacientes infantis foram operados. Com o passar do tempo, jovens e adultos também passaram a fazer parte do quadro de implantados no Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, todos com resultados bastante positivos.
fonte:secretaria dos dirito da pessoa com deficiencia
sábado, 23 de maio de 2015
Lentes biônicas prometem deixar visão de qualquer pessoa perfeita
Uma novidade no mundo oftalmológico promete deixar a visão de qualquer pessoa perfeita e ainda mantê-la assim pelo resto de sua vida.
Desenvolvidas pelo Dr. Garth Webb, oftalmologista da British Columbia, as lentes biônicas chamadas de Ocumetic Bionic Lens, pretendem fazer com que seu
usuário não precise mais usar óculos ou lentes. Outra característica interessante das lentes especiais é que elas não necessitarão ser substituidas, como
é o caso de algumas lentes que são inseridas nos olhos mediante cirurgia, isto porque as biônicas não sofrem desgaste com o tempo.
As lentes biônicas são semelhantes as lentes de contato tradicionais. mas, com muitas vantagens, “Se normalmente se pode ver um relógio a uns três metros
de distância, com estas lentes você poderá enxergá-lo a nove metros”, afirma Webb.
O oftalmologista ainda afirma que o implante das lentes é muito seguro e leva somente oito minutos para ser feito, sem causar qualquer tipo de dor, procedimento
parecido com a cirurgia de catarata, logo após a micro-cirurgia, o paciente já nota a diferença e a melhora da visão é imediata.
Segundo o criador, as lentes são ideais para quem usa algum tipo de correção para os olhos como óculos e lentes de contato que tenham mais de 25 anos,
quando a estrutura dos olhos está totalmente formada.
Todo o trabalho de pesquisa para chegar ao resultado das lentes biônicas durou oito anos e custou US$ 3 milhões. Webb, que também é diretor da Ocumetic
Technology Corp, já apresentou sua inovação a 14 oftalmologistas importantes, que se mostraram muito animados com as novas lentes.
O produto da foi testado em animais e humanos e obteve bons resultados, agora, devido as diferentes legislações de cada país, ele está aguardo a liberação
das lentes para que elas possam chegar ao mercado em até dois anos.
Via
CBC
Reabilitação Feira + Fórum 2015 é anunciada durante Feira Hospitalar
Na tarde desta sexta-feira, 22 de maio, aconteceu o anúncio da Reabilitação Feira + Fórum 2015, durante a Hospitalar - Feira Internacional de Produtos,
Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, maior evento do segmento em todo continente americano,
realizada em São Paulo.
O anúncio foi feito pela presidente das duas feiras, Waleska Santos e pela presidente de honra da Reabilitação Feira + Fórum, a Secretária de Estado dos
Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella. Estiveram presentes representantes da indústria de reabilitação e parceiros
do evento, além do Secretário de Estado Adjunto dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato e do Chefe de Gabinete da mesma pasta,
Dr. Cláudio Tucci Junior.
A Secretária Dra. Linamara ressaltou a importância da discussão. “Reabilitação é essencial, ela transforma a sociedade e ajuda a todos a viverem melhor”.
Ela sublinhou também a importância de estarem presentes parceiros do segmento. “É por isso que essa reunião é tão importante, porque nós vamos agregando
novos parceiros sem perder o foco. Essa é a inteligência deste grande evento”.
“Nenhuma ação na saúde é mais transdisciplinar, mais interdisciplinar do que a reabilitação. Não existe reabilitação sem essa visão de mão dupla, a gente
vai pedindo e a indústria vai desenvolvendo dispositivos, equipamentos que permitem mais mobilidade, mais funcionalidade, e portanto, uma palavra que hoje
em dia anda esquecida, mais felicidade”, finalizou.
A Feira Reabilitação acontecerá em novembro deste ano, entre os dias 07 e 09 de novembro, e tem como objetivo estimular o desenvolvimento e o aumento da
variedade de produtos e serviços oferecidos pelo setor, promovendo a produção em escala e o acesso, com preços mais acessíveis. Além disso, a feira visa
promover o debate sobre novas tecnologias, políticas e saúde para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Neste ano, vários eventos paralelos promovidos pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo acontecerão durante a feira,
como: VII Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, I Balanço Anual do Programa Estadual de Atendimento às Pessoas
com Deficiência Intelectual, IV Encontro do Estado de São Paulo de Comunicação para a Inclusão, IV Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade,
VII Concurso de Moda Inclusiva, Mesas Redondas: Estudos sobre a Deficiência, e o Fórum Estadual de Secretários e Gestores Municipais dos Direitos da Pessoa
com Deficiência de São Paulo.
SERVIÇO
Reabilitação Feira + Fórum 2015
Data: 7 a 9 de novembro de 2015
Horário: 10h às 19h
Local: Pavilhão Azul – Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo
fonte:secretaria dos dirreito da pessoa com deficiencia
Aprovada emenda que prevê regras de pensão por morte para deficientes
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou emenda à Medida Provisória 664/14 que remete a um regulamento a disciplina dos casos em que a pessoa com deficiência
intelectual, mental ou grave poderá usufruir da pensão por morte mesmo se trabalhar. A iniciativa da emenda foi dos deputados Sibá Machado (PT-AC) e Mara
Gabrilli (PSDB-SP).
Gabrilli agradeceu a sensibilidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em ajudar as pessoas com deficiência. “Agora nos ajudou a corrigir o texto,
que ia fazer com que as pessoas com deficiência intelectual saíssem do mercado de trabalho”, afirmou.
“Nós construímos uma solução, e o Plenário acatou. Deputada Mara, estejamos sempre juntas em defesa dos acordos internacionais pelas pessoas com deficiência”,
disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que ressaltou a atuação dos líderes do governo e do PT para conseguir o acordo.
Auxílio-doença
Os deputados já aprovaram o texto-base da MP, na forma do relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). A medida muda as regras de pensão por morte,
impondo carências e tempo de recebimento conforme a faixa de idade do beneficiário.
Está em análise, no momento, destaque do PPS que pretende excluir do texto a mudança no cálculo do valor do auxílio-doença, que, em vez do último salário,
passa a ser a média dos últimos 12 salários de contribuição.
Fonte: Inclusive
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