Pouco uso à todos!, mas se necessitar, ai esta.
Um site, que é para ser guardado, consultado quando necessário e
DIVULGADO, pois é de UTILIDADE PÚBLICA.
Site Incrivel
Basta digitar o nome do remédio desejado no site abaixo, e você terá
também os genéricos e os similares de todas as marcas, com os
respectivos preços em todo o Território Nacional.
Como tudo que é bom não é divulgado, peço-lhes que divulguemaos seus
parentes e conhecidos.
Façam bom uso!!!
http://www.consultaremedios.com.br/
sábado, 30 de junho de 2012
Banco Itaú é condenado a pagar R$ 5 mil a deficiente visual por falha na prestação do serviço.
O juiz Flavio Citro, do 23º Juizado Especial Cível da Capital, condenou o Banco Itaú a pagar R$ 5 mil de indenização, a título de dano moral, a uma deficiente
visual por não prestar serviços adequados que possibilitem sua autonomia, conforme determinação legal.
A instituição financeira também terá que emitir para Kátia de Sousa Lima cartão bancário, extratos, faturas e comprovantes de transações, entre outros
documentos,
em linguagem em braile. Além disso, o banco terá que efetuar as adaptações necessárias nos caixas eletrônicos, ao menos na agência da autora, e disponibilizar
fones de ouvido para fornecimento de informações necessárias à prestação dos serviços.
De acordo com o magistrado, de nada adianta o acesso físico ao serviço se não é dada autonomia e segurança ao portador de necessidades especiais para que
possa utilizá-lo. “É notória a grandiosidade empresarial da parte ré no mercado financeiro, não sendo admissível que ainda não tenha disposto os meios
corretos e necessários para atender aos portadores de necessidades especiais”, destacou.
Nº do processo: 0336497-83.2010.8.19.0001
Fonte:
www.tjrj.jus.br
visual por não prestar serviços adequados que possibilitem sua autonomia, conforme determinação legal.
A instituição financeira também terá que emitir para Kátia de Sousa Lima cartão bancário, extratos, faturas e comprovantes de transações, entre outros
documentos,
em linguagem em braile. Além disso, o banco terá que efetuar as adaptações necessárias nos caixas eletrônicos, ao menos na agência da autora, e disponibilizar
fones de ouvido para fornecimento de informações necessárias à prestação dos serviços.
De acordo com o magistrado, de nada adianta o acesso físico ao serviço se não é dada autonomia e segurança ao portador de necessidades especiais para que
possa utilizá-lo. “É notória a grandiosidade empresarial da parte ré no mercado financeiro, não sendo admissível que ainda não tenha disposto os meios
corretos e necessários para atender aos portadores de necessidades especiais”, destacou.
Nº do processo: 0336497-83.2010.8.19.0001
Fonte:
www.tjrj.jus.br
sexta-feira, 29 de junho de 2012
TEATRO PARA CRIANÇA NAS FERIA!
Teatro infantil
Criançada ganha mais uma opção de lazer durante as férias, a partir deste sábado (30), quando começa o 9° Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco.
A programação segue até 28 de julho, aos sábados e domingos, sempre às 16h30, nos teatros de Santa Isabel (no bairro de Santo Antônio), Marco Camarotti
(Santo Amaro), Barreto Júnior (Pina) e Luiz Mendonça (Boa Viagem). Os ingressos serão vendidos nas bilheterias dos teatros, por R$ 24 (inteira) e R$ 12
(meia).
A grade do festival conta com 15 espetáculos, sendo um da Bahia e um de São Paulo, divididos em 28 apresentações. Além disso, a produção está organizando
oficinas e vivências, voltadas tanto para o público infantil quanto para profissionais do teatro.
Caxuxa
O espetáculo “Caxuxa”, escrito por João Falcão e dirigido por Cláudio Ferrário e Lívia Falcão, faz a abertura oficial do evento, no sábado (30), no Teatro
de Santa Isabel, na Praça da República. Encenada por atores da Duas Companhias (PE), a peça representa os sonhos de seus cinco personagens que vivem, trabalham,
brincam e sonham na rua. Toda a história se passa em uma única noite, onde as crianças preferem não dormir, para sonhar acordadas.
As Levianinhas
Outro destaque é o pocket show das clowns “As Levianinhas” (PE), que se apresentam nos dias 14 e 15 de julho, no Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, na
Avenida Boa Viagem. A brincadeira teatral é voltada para todas as idades, e as personagens Aurhelia, Baju, Mary En e Tan Tan conquistam adultos e crianças.
As clowns, interpretadas por Enne Marx, Juliana de Almeida, Nara Menezes e Tâmara Floriano cantam (algumas vezes de forma atrapalhada) músicas como “La
Vaca Lola”, “Biquini de bolinha amarelinho” ou ainda canções do repertório de filmes infantis, como “Alvin e os Esquilos”.
Nem Sempre Lila
Único da programação com audiodescrição e tradução para libras, o espetáculo “Nem sempre Lila” (PE) é dirigido pela companhia Quadro de Cena, e conta a
história de uma menina que cai em um buraco, logo após a separação de seus pais. Lá ela mergulha em um universo de contos populares e brinca com personagens
da “Moura Torta” e do “Amor entre Recife e Olinda”, entrelaçando os contos com sua própria vida. A peça será apresentada nos dias 28 e 29 de julho, no
Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro. Os recursos para deficientes auditivos e visuais estarão presentes na apresentação do dia 28.
Protocolo Lunar
O baiano “Protocolo Lunar”, que se apresenta nos dias 28 e 29 de julho, no Teatro Luiz Mendonça, fecha a programação com a história de aventuras que surgem
a partir do encontro entre uma menina e uma velha. Sedenta de conhecimento, a jovem se depara com uma senhora que traz em suas malas uma estranha biblioteca,
com livros e outros objetos. Entre eles, um pergaminho, que traz o nome do espetáculo, no qual se lê sobre a origem da Lua, e seu papel em histórias de
amor. Enquanto lê os contos, uma história se desenrola e se transforma, com situações interpretadas por objetos, bonecos e efeitos de computação gráfica.
Confira no
Portal G1
a programação completa do 9° Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
fonte blog da audio descriçao
Criançada ganha mais uma opção de lazer durante as férias, a partir deste sábado (30), quando começa o 9° Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco.
A programação segue até 28 de julho, aos sábados e domingos, sempre às 16h30, nos teatros de Santa Isabel (no bairro de Santo Antônio), Marco Camarotti
(Santo Amaro), Barreto Júnior (Pina) e Luiz Mendonça (Boa Viagem). Os ingressos serão vendidos nas bilheterias dos teatros, por R$ 24 (inteira) e R$ 12
(meia).
A grade do festival conta com 15 espetáculos, sendo um da Bahia e um de São Paulo, divididos em 28 apresentações. Além disso, a produção está organizando
oficinas e vivências, voltadas tanto para o público infantil quanto para profissionais do teatro.
Caxuxa
O espetáculo “Caxuxa”, escrito por João Falcão e dirigido por Cláudio Ferrário e Lívia Falcão, faz a abertura oficial do evento, no sábado (30), no Teatro
de Santa Isabel, na Praça da República. Encenada por atores da Duas Companhias (PE), a peça representa os sonhos de seus cinco personagens que vivem, trabalham,
brincam e sonham na rua. Toda a história se passa em uma única noite, onde as crianças preferem não dormir, para sonhar acordadas.
As Levianinhas
Outro destaque é o pocket show das clowns “As Levianinhas” (PE), que se apresentam nos dias 14 e 15 de julho, no Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, na
Avenida Boa Viagem. A brincadeira teatral é voltada para todas as idades, e as personagens Aurhelia, Baju, Mary En e Tan Tan conquistam adultos e crianças.
As clowns, interpretadas por Enne Marx, Juliana de Almeida, Nara Menezes e Tâmara Floriano cantam (algumas vezes de forma atrapalhada) músicas como “La
Vaca Lola”, “Biquini de bolinha amarelinho” ou ainda canções do repertório de filmes infantis, como “Alvin e os Esquilos”.
Nem Sempre Lila
Único da programação com audiodescrição e tradução para libras, o espetáculo “Nem sempre Lila” (PE) é dirigido pela companhia Quadro de Cena, e conta a
história de uma menina que cai em um buraco, logo após a separação de seus pais. Lá ela mergulha em um universo de contos populares e brinca com personagens
da “Moura Torta” e do “Amor entre Recife e Olinda”, entrelaçando os contos com sua própria vida. A peça será apresentada nos dias 28 e 29 de julho, no
Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro. Os recursos para deficientes auditivos e visuais estarão presentes na apresentação do dia 28.
Protocolo Lunar
O baiano “Protocolo Lunar”, que se apresenta nos dias 28 e 29 de julho, no Teatro Luiz Mendonça, fecha a programação com a história de aventuras que surgem
a partir do encontro entre uma menina e uma velha. Sedenta de conhecimento, a jovem se depara com uma senhora que traz em suas malas uma estranha biblioteca,
com livros e outros objetos. Entre eles, um pergaminho, que traz o nome do espetáculo, no qual se lê sobre a origem da Lua, e seu papel em histórias de
amor. Enquanto lê os contos, uma história se desenrola e se transforma, com situações interpretadas por objetos, bonecos e efeitos de computação gráfica.
Confira no
Portal G1
a programação completa do 9° Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
fonte blog da audio descriçao
EMPRESA BUSCA PESSOA COM DEFICENCIA PARA TRABALHO EM CASA!
A CB Contact Center (CBCC), empresa de relacionamento com o cliente do
grupo da Casas Bahia e Pontofrio, anunciou na terça-feira que busca
pessoas com deficiência
para trabalharem a partir de suas próprias casas. Ao todo são 20 vagas
para o cargo de auxiliar de monitoria, na área de qualidade e processos.
A empresa requer ensino médio completo, boa escrita, bom conhecimento de
informática e noções de interpretação de texto. Os interessados podem se
candidatar
às vagas enviando currículo para o departamento de recrutamento e
seleção da CBCC pelo e-mail
curriculo@cbcontactcenter.com.br
.
Os aprovados serão contratados de imediato, mas antes de assumirem suas
funções passarão por treinamento na própria empresa, que tem sede no Bom
Retiro
(SP) e em São Caetano do Sul (ABC Paulista). Durante o treinamento, a
empresa apresentará as ferramentas de trabalho que serão
disponibilizadas para a
atuação na casa do colaborador.
A CBCC mantém um programa de trabalho do tipo "home office", escritório
em casa, há um ano em caráter experimental. Tres colaboradores já
trabalham nesta
modalidade e contam com acompanhamento por fisioterapeutas,
fonoaudiólogos e psicólogos, oferecido pela empresa.
Desde a aprovação da Lei 15.551/2011 - que alterou a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) para equiparar os efeitos jurídicos da
subordinação exercida
por meios telemáticos e informatizados à exercida por meios pessoais e
diretos -, a atividade de trabalho à distância teve alta de 30% a 40%,
segundo levantamento
da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt).
Apenas no setor de contact center, o número de empresas interessadas em
aderir ao teletrabalho
aumentou para 50%.
A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho por meio de
teletrabalho, no entanto, é polêmica entre as entidades que debatem os
direitos
deste grupo social. Muitos alegam que ao deixar a pessoa com deficiência
em casa, não ocorre o exercício de socialização e convivência
importantes tanto
para o empregado quanto para os demais funcionários.
fonte terra diversidade
grupo da Casas Bahia e Pontofrio, anunciou na terça-feira que busca
pessoas com deficiência
para trabalharem a partir de suas próprias casas. Ao todo são 20 vagas
para o cargo de auxiliar de monitoria, na área de qualidade e processos.
A empresa requer ensino médio completo, boa escrita, bom conhecimento de
informática e noções de interpretação de texto. Os interessados podem se
candidatar
às vagas enviando currículo para o departamento de recrutamento e
seleção da CBCC pelo e-mail
curriculo@cbcontactcenter.com.br
.
Os aprovados serão contratados de imediato, mas antes de assumirem suas
funções passarão por treinamento na própria empresa, que tem sede no Bom
Retiro
(SP) e em São Caetano do Sul (ABC Paulista). Durante o treinamento, a
empresa apresentará as ferramentas de trabalho que serão
disponibilizadas para a
atuação na casa do colaborador.
A CBCC mantém um programa de trabalho do tipo "home office", escritório
em casa, há um ano em caráter experimental. Tres colaboradores já
trabalham nesta
modalidade e contam com acompanhamento por fisioterapeutas,
fonoaudiólogos e psicólogos, oferecido pela empresa.
Desde a aprovação da Lei 15.551/2011 - que alterou a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) para equiparar os efeitos jurídicos da
subordinação exercida
por meios telemáticos e informatizados à exercida por meios pessoais e
diretos -, a atividade de trabalho à distância teve alta de 30% a 40%,
segundo levantamento
da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt).
Apenas no setor de contact center, o número de empresas interessadas em
aderir ao teletrabalho
aumentou para 50%.
A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho por meio de
teletrabalho, no entanto, é polêmica entre as entidades que debatem os
direitos
deste grupo social. Muitos alegam que ao deixar a pessoa com deficiência
em casa, não ocorre o exercício de socialização e convivência
importantes tanto
para o empregado quanto para os demais funcionários.
fonte terra diversidade
quinta-feira, 28 de junho de 2012
REASESS
Rio de Janeiro receberá feira de inclusão e acessibilidade
A cidade do Rio de Janeiro receberá de 29 de junho a 1 de julho a 4ª
Feira Nacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
(Reacess).
Além de 90 expositores, o evento contará com diversas palestras
centradas no debate dos direitos, reabilitação e esporte profissional
das pessoas com deficiência.
O evento é gratuito conta também com diversas palestras sobre
reabilitação de pessoas com deficiência e sobre o esporte profissional
ou amador e as pessoas
com deficiência.
Na feira também serão apresentados cerca de 1,5 mil itens destinados a
pessoas com deficiência, além de debates e shows musicais. A iniciativa
é da Prefeitura
Municipal do Rio de Janeiro e a entrada é franca.
Mais informações no site:
http://www.reacess.com.br
A cidade do Rio de Janeiro receberá de 29 de junho a 1 de julho a 4ª
Feira Nacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
(Reacess).
Além de 90 expositores, o evento contará com diversas palestras
centradas no debate dos direitos, reabilitação e esporte profissional
das pessoas com deficiência.
O evento é gratuito conta também com diversas palestras sobre
reabilitação de pessoas com deficiência e sobre o esporte profissional
ou amador e as pessoas
com deficiência.
Na feira também serão apresentados cerca de 1,5 mil itens destinados a
pessoas com deficiência, além de debates e shows musicais. A iniciativa
é da Prefeitura
Municipal do Rio de Janeiro e a entrada é franca.
Mais informações no site:
http://www.reacess.com.br
O Ministério das Comunicações estuda ampliar o uso do recurso da legenda OCULTA NOS PROGRAMS DA TV BRASILEIRA!
O Ministério das Comunicações estuda ampliar o uso do recurso da legenda
oculta nos programas da TV brasileira. Este foi o tema de uma reunião
entre a ministra
Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República (SDH/PR), com uma delegação do Ministério das Comunicações na
tarde desta
terça-feira (26), na sede da SDH em Brasília.
Durante o encontro, o Secretário-Executivo das Comunicações, Cezar
Alvarez, apresentou a minuta da portaria que deverá ser editada pela
pasta com as novas
regras. Atualmente, todas as emissoras de TV do país são obrigadas a
disponibilizar no mínimo oito horas diárias de programação com o recurso
da legenda
oculta. As regras em vigor já previam uma expansão dessa obrigatoriedade
para 12 horas diárias (84 horas semanais), nos períodos da manhã e da
noite, a
partir do fim do mês de junho.
A ideia do governo é ampliar ainda mais essa oferta com a alternativa de
veiculação de 112 horas semanais (média de 16 horas por dia), incluindo
o período
da tarde, com no máximo 2 horas diárias no período da madrugada. Segundo
Alvarez, a medida favorece a legendagem de programas de grande audiência
que estavam
prejudicados pelo rigor de horários das regras atuais. A opção deve
facilitar, ainda, algumas medidas voluntárias de antecipação de metas –
relacionadas
também à audiodescrição – que vêm sendo advogadas por aquele Ministério
junto às emissoras, com boa aceitação.
A medida, na avaliação da ministra Maria do Rosário é muito positiva,
pois as novas regras de expansão do tempo de legendas ocultas na TV são
fundamentais
para a inclusão de milhares de brasileiros com deficiência auditiva.
“Toda a sociedade fica mais forte com seu direito garantido como
cidadão. Nenhuma
pessoa fica prejudicada pela existência da legenda oculta, mas 10
milhões de brasileiros são muito prejudicados com a sua não existência”,
destacou Rosário,
que cobrou também estudos para a promoção da audiodescrição e das
janelas de Libras.
Ao término do encontro, que contou ainda com a participação da
Secretária Executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, e do Secretário
Nacional de Promoção dos
Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, ficou
acordado que a SDH e Ministério das Comunicações continuarão as
discussões técnicas para
a expansão das medidas de acessibilidade na TV, buscando cada vez mais a
cooperação das emissoras. Também estiveram presentes na reunião o
secretário de
Serviços de Comunicação Eletrônica, Genildo Lins, e o Diretor do
Departamento de Acompanhamento e Avaliação, Octávio Pieranti, ambos do
Ministério das
Comunicações.
Legenda Oculta - Transcrição, em língua portuguesa, dos diálogos,
efeitos sonoros, sons do ambiente e demais informações para que sejam
compreendidos por
pessoas com deficiência auditiva.
Audiodescrição - Narração, em língua portuguesa, integrada ao som
original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos
visuais e quaisquer
informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar sua melhor
compreensão. Essa iniciativa essencial às pessoas com deficiência visual
é a primeira
do gênero na América Latina e só foi possível a partir da edição da
Portaria MC n. 188/2010, do Governo Federal, que dispõe sobre o tema.
Assessoria de Comunicação Social
oculta nos programas da TV brasileira. Este foi o tema de uma reunião
entre a ministra
Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República (SDH/PR), com uma delegação do Ministério das Comunicações na
tarde desta
terça-feira (26), na sede da SDH em Brasília.
Durante o encontro, o Secretário-Executivo das Comunicações, Cezar
Alvarez, apresentou a minuta da portaria que deverá ser editada pela
pasta com as novas
regras. Atualmente, todas as emissoras de TV do país são obrigadas a
disponibilizar no mínimo oito horas diárias de programação com o recurso
da legenda
oculta. As regras em vigor já previam uma expansão dessa obrigatoriedade
para 12 horas diárias (84 horas semanais), nos períodos da manhã e da
noite, a
partir do fim do mês de junho.
A ideia do governo é ampliar ainda mais essa oferta com a alternativa de
veiculação de 112 horas semanais (média de 16 horas por dia), incluindo
o período
da tarde, com no máximo 2 horas diárias no período da madrugada. Segundo
Alvarez, a medida favorece a legendagem de programas de grande audiência
que estavam
prejudicados pelo rigor de horários das regras atuais. A opção deve
facilitar, ainda, algumas medidas voluntárias de antecipação de metas –
relacionadas
também à audiodescrição – que vêm sendo advogadas por aquele Ministério
junto às emissoras, com boa aceitação.
A medida, na avaliação da ministra Maria do Rosário é muito positiva,
pois as novas regras de expansão do tempo de legendas ocultas na TV são
fundamentais
para a inclusão de milhares de brasileiros com deficiência auditiva.
“Toda a sociedade fica mais forte com seu direito garantido como
cidadão. Nenhuma
pessoa fica prejudicada pela existência da legenda oculta, mas 10
milhões de brasileiros são muito prejudicados com a sua não existência”,
destacou Rosário,
que cobrou também estudos para a promoção da audiodescrição e das
janelas de Libras.
Ao término do encontro, que contou ainda com a participação da
Secretária Executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, e do Secretário
Nacional de Promoção dos
Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, ficou
acordado que a SDH e Ministério das Comunicações continuarão as
discussões técnicas para
a expansão das medidas de acessibilidade na TV, buscando cada vez mais a
cooperação das emissoras. Também estiveram presentes na reunião o
secretário de
Serviços de Comunicação Eletrônica, Genildo Lins, e o Diretor do
Departamento de Acompanhamento e Avaliação, Octávio Pieranti, ambos do
Ministério das
Comunicações.
Legenda Oculta - Transcrição, em língua portuguesa, dos diálogos,
efeitos sonoros, sons do ambiente e demais informações para que sejam
compreendidos por
pessoas com deficiência auditiva.
Audiodescrição - Narração, em língua portuguesa, integrada ao som
original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos
visuais e quaisquer
informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar sua melhor
compreensão. Essa iniciativa essencial às pessoas com deficiência visual
é a primeira
do gênero na América Latina e só foi possível a partir da edição da
Portaria MC n. 188/2010, do Governo Federal, que dispõe sobre o tema.
Assessoria de Comunicação Social
PALESTRAS PARA PESSOA COM DEFICENCIA VISUAAL SOBRE AVALIAÇAO OLFATIVA!
Palestras para pessoas com deficiência visual sobre Avaliação Olfativa.
Sinta a possibilidade de uma nova carreira!
Dias 2 e 5 de julho, a Fundação Dorina Nowill para Cegos realizará
palestras sobre Avaliação Olfativa destinado a pessoas cegas e com baixa
visão. O objetivo
é estimular as possibilidades de trabalho nessa área.
Jovens com deficiência visual, que já concluíram ou estão concluindo o
ensino médio e buscam uma oportunidade no mercado de trabalho, venham
descobrir as
possibilidades de trabalhar com seleção e avaliação de fragrâncias para
indústria de perfumes.
Participe das palestras e conheça o programa do curso Avaliação Olfativa
para Pessoas com Deficiência Visual.
Inscrições para palestra gratuita pelo e-mail
empregabilidade@fundacaodorina.org.brou
pelo telefone 11 5087-0959.
Vagas limitadas!
Opções de horários das palestras:
Segunda-feira às 10h30min e às 14h30min
Quinta-feira às 10h30min e às 14h30min
Local: Fundação Dorina Nowill para Cegos – Rua Doutor Diogo de Faria,
558 – Vila Clementino, São Paulo – SP
Sinta a possibilidade de uma nova carreira!
Dias 2 e 5 de julho, a Fundação Dorina Nowill para Cegos realizará
palestras sobre Avaliação Olfativa destinado a pessoas cegas e com baixa
visão. O objetivo
é estimular as possibilidades de trabalho nessa área.
Jovens com deficiência visual, que já concluíram ou estão concluindo o
ensino médio e buscam uma oportunidade no mercado de trabalho, venham
descobrir as
possibilidades de trabalhar com seleção e avaliação de fragrâncias para
indústria de perfumes.
Participe das palestras e conheça o programa do curso Avaliação Olfativa
para Pessoas com Deficiência Visual.
Inscrições para palestra gratuita pelo e-mail
empregabilidade@fundacaodorina.org.brou
pelo telefone 11 5087-0959.
Vagas limitadas!
Opções de horários das palestras:
Segunda-feira às 10h30min e às 14h30min
Quinta-feira às 10h30min e às 14h30min
Local: Fundação Dorina Nowill para Cegos – Rua Doutor Diogo de Faria,
558 – Vila Clementino, São Paulo – SP
quarta-feira, 27 de junho de 2012
A HISTÓRA DE ELEN KELLER!
HELEN KELLER
A vida do Helen Adams Keller a história de uma criança que aos dezoito meses de idade ficou cega e surda e de sua luta árdua e vitoriosa para se integrar
na sociedade, tornando-se além de celebre escritora, filosofa e conferencista, uma personagem famosa pelo trabalho incessante que desenvolveu para o bem
estar das pessoas portadoras de deficiências.
Nasceu em 27 de junho de 1880 em Tuscumbia, Alabama, descendendo de família tradicional do Sul dos Estados Unidos. Seu pai, Capitão Arthur Keller, era
homem
de influência em sua comunidade, editor do Jornal “The Tuscumbia Alabamian” e foi nomeado Prefeito do Alabama do Norte em 1685.
Helen Keller perdeu subitamente a visão e a audição devido a uma doença que foi diagnosticada naquela época, como febre cerebral, sondo provável que tenha
sido escarlatina. Passou Os primeiros anos de sua infância sem orientação adequada que lhe permitisse desenvolver-se aprendendo sobre o mundo ao seu redor.
Alguns meses antes de Helen completar 7 anos de idade, Anne Sullivan, uma professora de vinte a um anos, foi morar em sua casa para ensina-la. A chegada
de Anne na case do Helen dou-se no dia 3 do março de 1687.
A professora Anne Sullivan havia estudado na Escola Perkins para Cegos (Perkins School for the Blind) pois, quando criança tinha sido cega, mas recuperou
a visão através de nove operações. Sua indicação para ensinar Helen foi feita por Alexander Graham Bell, que havia sido procurado pelos pais de Helen.
Desde essa época, professora e aluna, tornaram-se inseparáveis até a morte do Anne Sullivan em 1935.
Até a chegada da professora, Helen Keller ainda não falava e não compreendia o significado das coisas.
Anne Sullivan assumiu a tarefa de ensinar Helen e para isso necessitou de muita coragem a persistência. As alunas cegas da Escola Perkins fizeram-lhe uma
boneca pare levar A Helen. o vestido dessa boneca to feito por Laura Bridgman, primeira cega-surda educada na Perkins. Anne Sullivan iniciou seu trabalho
com Helen utilizando a boneca e tentando relacionar o objeto à palavra atreves da soletração da palavra “BONECA” pelo alfabeto manual. Helen logo aprendeu
a repetir as letras corretamente, mas não sabia que as palavras significavam coisas. Aprendeu através desse método, um tanto incompreensível para ela,
a soletrar, com o uso das mãos, varias palavras.
No dia 5 do abril de 1887 Helen e sua professora estavam no quintal da casa. perto de um poço, bombeando água. A professora Sullivan colocou a mão de Helen
na água fria o sobre a outra mão soletrou a palavra “água” primeiro vagarosamente, depois rapidamente. De repente, os sinais atingiram a consciência de
Helen agora com um significado. Ela aprendeu que “água” significava algo frio e fresco que escorria entre suas mãos. A seguir, tocou a terra e pediu o
nome daquilo e, a anoitecer já havia relacionado trinta palavras a seus significados.
Este foi o começo da educação de Helen Keller. Numa sucessão rápida ela aprendeu os alfabetos braille e manual, facilitando assim, sua aprendizagem da
escrita
e leitura. Em 1890 ela surpreendeu a “Professora” (como chamava à Anne Sullivan) pedindo para aprender a falar. Helen Keller aprendeu a falar aos dez anos.
“Eu tinha dez anos quando Annie *Annie é o tratamento familiar de Anne* me levou a primeira lição de linguagem falada em casa de Miss Sarah Fuller (Diretoria
da Escola de Surdos Horace Mann). Os poucos sons que eu então produzia, eram ruídos inexpressivos, quase sempre roucos, pelo esforço que empregava para
obtê-los. Pondo minha mão em seu rosto, para que eu sentisse a vibração de sua voz, Miss Fuller ia repetindo vagarosamente e muito claro, o som *ahm*,
enquanto Miss Sullivan soletrava a palavra *ahm* na minha mão. Eu ia imitando come podia, conseguindo ao fim de algum tempo, articular o som a contento
da mestra. Ao final de minha décima primeira lição, fiz uma surpresa para Annie, puxei-a pelo braço, coloquei a posição da língua e disse claramente: “EU
NÃO SOU MAIS MUDA”.
Sob a orientação de Anne Sullivan, matriculou-se no Instituto Horace Mann para Surdos de Boston e depois na Escola Wright-Humason Oral de Nova Yorque onde,
durante dois anos, recebeu lições de linguagem falada e de leitura pelos lábios.
Helen Keller além de aprender a ler, escrever e falar demonstrou, também, excepcional eficiência no estudo das disciplinas do currículo regular.
Quando pequena, Helen Keller costumava dizer: “Algum dia cursarei uma faculdade” e de fato cursou. E 1898 entrou na Escola Cambridge para Mocas; em 1900,
para a Universidade Radcliffe onde, em 1904, recebeu seu diploma de bacharel em filosofia. Durante seu período de estudante a professora Anne Sullivan
foi sua orientadora constante transmitindo todas as aulas para Helen, através do alfabeto manual, encorajando-a e estimulando-a. todos os livros de consulta
que não existiam em braille eram laboriosamente soletrados nas mãos de Helen. Além das aulas da Universidade, Anne soletrava aulas de francês, latim e
alemão.
Com a obtenção de seu grau de bacharel, acabaram-se os dias de educação formal de Helen. Todavia, através de toda sua vida, continuou a estudar e manter-se
informada sobre todos os assuntos de importância para o mundo moderno. Em reconhecimento de sua capacidade e realizações acadêmicas, Helen Keller recebeu
títulos e diplomas honorários das Universidades Temple e de Harward e das Universidades da Escócia (Glasgow)! Alemanha (Berlim), índia (Nova Delhi) e de
Witwaterstrand (Johannesburg. África do Sul).
Em 1905 a professora Anne Sullivan casou-se com John A. Macy, eminente critico literário. o casamento não interrompeu o relacionamento de aluna e professora.
Helen Keller foi morar com o casal que continuou auxiliando-a em seus estudos e outras atividades. Antes de se formar Helen Keller fez sua estréia na literatura
escrevendo sua autobiografia “A História de Minha Vida”, publicada em 1902, e em seguida no Jornalismo com uma serie de artigos no “Ladies Home Journal”.
A partir dessa data não parou mais de escrever. Em seus trabalhos literários Helen usava a máquina de datilografia braille preparando os manuscritos e
depois copiava-os numa máquina de datilografia comum.
Escreveu inúmeros artigos para revistas e alem da “História de Minha Vida”, escreveu vários livros entre os quais:
“Otimismo - um ensaio”
“A Canção do Muro de Pedra”
“O Mundo em que Vivo”
“Lutando Contra as Trevas” (Minha professora Anne Sullivan Macy).
“Minha Religião”
“Minha Vida de Mulher”
“Paz no Crepúsculo”
“Helen Keller na Escócia”
“O Diário de Helen Keller”
“Vamos ter Fé”
“Dedicação de Uma Vida”
“A Porta Aberta”
Seus livros foram transcritos em várias línguas. Em 1954, “A História de Minha Vida”, após cinqüenta anos de sua primeira publicação como livro, foi traduzido
em cinqüenta línguas.
Poucos anos antes de sua morte, Mark Twain disse: “As duas personalidades mais interessantes do Século XIX são Napoleão e Helen Keller”.
William James escreveu sobre Helen Keller: “Mas o que quer que você tenha sido ou é, você é uma benção. Sou capaz de matar a quem disser que não”.
Esses sentimentos expressos por dois amigos de sua juventude foram partilhados durante anos por homens e mulheres famosos e proeminentes de todo o mundo,
cuja amizade Helen Keller manteve.
Helen Keller recebeu numerosos prêmios de grande distinção. Em junho de 1952 foi feita Cavaleiro da Legião de Honra da França.
Em reconhecimento ao estimulo que seu exemplo e presença deram aos trabalhos para cegos nos paises que visitou, os governos do Brasil, Japão, Filipinas
e Líbano conferiram-lhe, respectivamente, as seguintes condecorações: Ordem do Cruzeiro do Sul, do Tesouro Sagrado, do Coração de Ouro e Medalha de Ouro
de Mérito.
Helen Keller recebeu também, o Prêmio Américas para a União Interamericana, o premio Medalha de Ouro do Instituto Nacional de Ciências Sociais e outros.
Tornou-se membro honorária de sociedades científicas e organizações filantrópicas dos cinco continentes.
No Qüinquagésimo aniversário de sua graduação, a Universidade Radcliffe outorgou-lhe o “Prêmio Destaque a Aluno”.
Uma grande honraria foi também concedida a Helen Keller, em 1954, quando seu local de nascimento, Ivy Green, em Tuscumbia, foi transformado em museu permanente.
A cerimônia realizou-se em 7 de malo de 1954, com a presença de diretores da American Foundation for the Blind e de outras autoridades. Juntamente com
esse acontecimento, realizou-se, também, a premier do filme biográfico de Helen Keller, “Os Inconquistados” o fume posteriormente recebeu novo titulo “Helen
Keller e sua História”. Em 1955 esse filme ganhou o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, como o melhor documentário de longa metragem
do ano.
Helen Keller e Polly Thomson (1937)
Mais compensadoras do que as inúmeras honrarias que recebeu foram as relações de amizades que Helen Keller fez com a maioria das personalidades proeminentes
de seu tempo. Eram algumas figuras famosas, de Grover Cleveland a Charlie Chaplin, de Nerhu a John F. Kennedy e outros como Katherine Corvell, Van Wyck
Brooks, Alexander Graham Bell e Jo Davidson, aos quais ela considerava amigos.
Por mais diversos que fossem seus interesses, Helen Keller nunca esqueceu as necessidades das pessoas cegas e surdo-cegas. Desde sua juventude, sempre
esteve
disposta a trabalhar pelo seu bem estar comparecendo perante governos, dando conferências, escrevendo artigos e sobretudo, pelo exemplo pessoal do que
uma pessoa severamente prejudicada pode alcançar.
Quando a American Foundation for the Blind, a instituição nacional para informação sobre cegueira, foi fundada em 1921, ela finalmente teve um efetivo
instrumento
nacional para dar vazão aos seus esforços. De 1924 até sua morte ela foi membro do “staff” da Foundation, servindo como conselheira em relações internacionais
e nacionais. Foi também em 1924 que Helen Keller começou sua campanha para levantar o “Fundo Helen Keller” para a Foundation. Até a sua aposentadoria da
vida publica, ela foi incansável em seus esforços para que esse Fundo tivesse os recursos necessários para garantir programas de educação e reabilitação
de cegos e surdo-cegos.
De todas as suas contribuições para a Foundation, Helen Keller talvez sentisse mais orgulho de sua assistência na formação de um serviço especial para
pessoas
surdo-cegas, em 1946.
Helen Keller, porém, estava tão interessada no bem estar das pessoas cegas de outros países quanto aquelas do seu próprio país; as condições nas nações
subdesenvolvidas e em guerra eram particularmente preocupantes. Sua participação ativa nessa Área de trabalho para os cegos começou em 1915, quando o Fundo
Permanente de Ajuda aos Cegos de Guerra, posteriormente chamado - Imprensa Braille Americana - bi fundado. Em foi membro de sua primeira junta de diretores.
Quando a Imprensa Braille Americana transformou-se na American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated) em 1946, Helen
Keller foi eleita conselheira em relações internacionais. Foi então que ela começou suas viagens pelo mundo, em beneficio dos cegos, fato esse que a tornou
bem conhecida em seus últimos anos de vida. Durante sete viagens entre 1946 e 1957, em visitou 35 paises em cinco continentes. Em 1953 Helen Keller esteve
no Brasil a convite oficial do governo brasileiro e da Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Realizou visitas e palestras no Rio de Janeiro e em São
Paulo e seu exemplo estimulou e deu grande impulso à educação e a reabilitação de cegos no Brasil.
De 3 a 10 de maio, Helen Keller realizou um programa vasto de palestras, visitas e entrevistas ra cidade do Rio de Janeiro.
Visitou o Colégio Bennett para alunas brasileiras e americanas onde realizou palestras e visitou também o Instituto Benjamin Constant para Cegos onde recebeu
carinhosas homenagens dos alunos e funcionários daquele Instituto. Esteve também em visita ao Palácio do Itamarati e ao Instituto Brasil Estados Unidos.
Helen Keller realizou inúmeras palestras no Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, na Escola de Filosofia
da Universidade Nacional do Brasil e no Instituto da Universidade Nacional.
Foi homenageada pele Embaixador dos Estados Unidos no Brasil e recepcionada no Legião Brasileira de Assistência, onde recebeu o titulo de Membro Honorário
dessa organização.
Helen Keller recebeu ainda homenagem de pessoas cegas do interior do Brasil que viajaram 400 milhas para vê-la e deu entrevistas a todos os órgãos da Imprensa.
Durante o período em que esteve em São Paulo, de 11 a 16 de maio de 1953, Helen Keller visitou:a Faculdade de Higiene e Saúde Pública do Universidade de
São Paulo, Instituto Santa Terezinha para Crianças Surdos, Instituto para Cegos “Padre Chico”
Federação de Cegos Laboriosos, Instituto de Educação “Caetano de Campos”, Instituto Butantã, Horto Florestal, Prédio do Banco do Estado, Orquidário do
Estado,
fez uma viagem a Santos e visitou uma fazenda de café.
Uma mesa redonda realizada com sua presença na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo deu erigem à criação, no SENAI (Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial), de um Serviço de Orientação e Colocação Profissional de Cegos que hoje já colocou nas indústrias de São Paulo grande número
de deficientes da visão.
Realizou uma palestra no Hospital dos Clinicas, para doutores e estudantes dos Departamentos de Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Nesta palestra onde
estiveram presentes cerca de 550 pessoas, alguém perguntou a Helen Keller:
-- “O que você gostaria mais de ver, se Deus lhe desse visão por cinco minutes?” Helen Keller respondeu:
-- “As flores, o pôr do sol e o rosto de uma criança”.
Helen Keller foi recepcionada pelo então Governador de São Paulo, pela União Cultural Brasil-Estados Unidos e pela Fundação para o Livro do Cego no Brasil.
A Ultima homenagem que lhe foi prestada no Brasil realizou-se no Teatro de Cultura Artística com a presença de inúmeras pessoas, entre elas o Governador
do Estado, professores de Faculdade e altas personalidades. Nessa ocasião foi criado o Comitê de assistência aos Cegos da Associação Pan-Americana de Oftalmologia
e Helen Keller, juntamente com d. Dorina do Gouvea Nowill foram empossadas nos cargos do Presidente e Co-Presidente respectivamente.
Helen Keller e Winifred Corbally visitando John Kennedy em 1961
Em 1955, quando tinha 75 anos, Helen Keller realizou mais uma de suas longas e árduas viagens, percorrendo 40.000 milhas, durante cinco meses, através
da
Ásia. Por onde viajou, sempre levou uma nova coragem para milhares de pessoas cegas e muitos dos esforços para melhorar as condições entre os cegos no
mundo podem ser atribuídos diretamente as suas visitas.
Durante sua vida, Helen Keller viveu em vários lugares diferentes: Tuscumbia, Alabama; Cambridge e Wrentham, Massachusetts; Forest Hills, Nova Yorque,
mas
talvez sua residência favorita tenha sido a última, a casa em Westport, Connecticut, chamada “Arcan Ridge”, de estrutura branca, para onde se mudou, após
a morte de Anne Sullivan. E foi “Arcan Ridge”, que ela chamou do lar pelo resto de sua vida. Apbs a morte da “Professora”, Polly Thomson, uma senhora escocesa
que já vivia em casa de Helen Keller desde 1914, assumiu a tarefa de auxilia-la em seu trabalho. Após a morte de Polly Thomson, em 1960, uma companheira
e enfermeira, a Sra Winifred Corbally, assistiu-a até seu último dia.
Helen Keller fez sus ultima aparição em publico num encontro do Lions Club de Washington, D.C. Nesse encontro ela recebeu o “Prêmio Humanitário Lions”
por
sua vida dedicada a servir a humanidade e por inspirar a adoção de programas de ajuda aos cegos e conservação da visão do Lions International. Durante
sua viagem a Washington, foi recebida pelo Presidente Kennedy. Na ocasião, um repórter perguntou quantos presidentes havia conhecido e Helen Keller respondeu
que não sabia quantos, mas que conheceu a todos desde Grover Cleveland.
Após 1961, Helen Keller viveu tranqüilamente em “Arcan Ridge”, onde recebia a família, amigos íntimos e membros da American Foundation for the Blind e
da
American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated). Passava a maior pane do seu tempo lendo. Seus livros favoritos foram
a Bíblia e volumes de poesia e filosofia.
Apesar de seu afastamento da vida pública, Helen Keller não foi esquecida. Em 1964 recebeu a “Medalha Presidencial da Liberdade”, a maior honra de seu
país.
Em 1965, foi uma das vinte eleitas para o Hall da Fama Feminina, na Feira Mundial de Nova Yorque. Helen Keller e Eleanor Roosevelt receberam a maioria
dos
votos entre as cem mulheres indicadas.
Helen Keller faleceu em 19 de junho de 1968, em “Arcan Ridge”, sigumas semanas antes de completar 88 anos. Suas cinzas foram depositadas no lado das de
Anne Sullivan Macy e Polly Thomson na Capela de São José, na Catedral de Washington. A cerimônia compareceram sua família e amigos, autoridades do governo,
pessoas proeminentes de todos os setores e delegações da maioria das organizações para cegos e surdos.
No seu ultimo adeus, o Senador Lister Hill, do Alabama, expressou ss sentimentos de todo o mundo quando disse a respeito de Helen Keller:
-- “Ela viverá; ela foi um dos poucos nomes, imortais, que não nasceu para morrer. Seu espírito perdurarA enquanto o homem puder ler e história puderem
ser contadas sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.
Helen Keller foi por si mesma uma grande obra de educação, pois dedicou sua vida ao trabalho para o bem estar das pessoas cegas e surdo-cegas, influenciando
na criação de legislação e serviços especializados.
E por tudo isso ela foi chamada por seus amigos americanos “A primeira mulher de coragem do mundo”.
Os escritos e pensamentos de Helen Keller traduzem espírito de coragem e força de vontade.
Estas são algumas freses extraídas de suas obras:
“Não há melhor maneira de agradecer a Deus pela visão, do que dar ajude a alguém que não a possui”.
“Se metade do dinheiro hoje gasto em curar cegueira, fosse utilizado em preveni-la, a sociedade ganharia em termos de economia sem mencionar considerações
de felicidade para a humanidade”.
“Que toda criança cega tenha oportunidade de receber educação e todo adulto cego, uma oportunidade para treinamento e trabalho útil”,
“Quando uma porta de felicidade fecha-se, uma outra se abre; mas muitas vezes, nós olhamos tão demoradamente para a porta fechada que não podemos ver aquela
que se abriu diante de nós”.
É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a alegria de viver”.
“Não há barreiras que o ser humano não possa transpor”.
“Por muitos anos, não dispusemos de criada alguma, por falta de recursos. Aprendi a fazer tudo o que podia, para ajudar minha professora. Todas as manhãs,
ela levava o marido de carro à estação, onde ele tomava o trem pata Boston, para depois se ocupar das compras. Eu tirava a mesa, lavava a louça e arrumava
os quartos. Podiam estar clamando por mim montanhas de cartas, livros e artigos para escrever, mas, a casa era a casa, alguém tinha de fazer as camas,
colher flores, catar lenha, por o moinho de vento a andar e para-lo quando a caixa estivesse cheia, enfim, ter em mente essas coisas imperceptíveis que
fazem a felicidade da família. Quem gosta de trabalhar sabe como é agradável a gente estar ajudando as pessoas a quem estimamos nas tarefas diárias de
casa”.
FONTES DE CONSULTA
AMERICAN FOUNDATION FOR THE BLIND, INC. - Helen Keller ENCICLOPÉDIA SARSA - RJ/SP. Encyclopedia Britannica Editores Ltda, 1967
FUNDAQAO PARA O LIVRO DO CEGO NO BRASIL - Arquivos ENCICLOPÉDIA GLOBO - R.S., Globo, 1969 ENCICLOPCDIA OBJETIVA UNIVERSAL. SP/RJIPR, Expel Distribuição
exclusiva, s/d
KELLER, Helen - Lutando contra as trevas. RJ, Fundo de Cultura, C. 1957.
Helen Keller 1880-1968
A vida do Helen Adams Keller a história de uma criança que aos dezoito meses de idade ficou cega e surda e de sua luta árdua e vitoriosa para se integrar
na sociedade, tornando-se além de celebre escritora, filosofa e conferencista, uma personagem famosa pelo trabalho incessante que desenvolveu para o bem
estar das pessoas portadoras de deficiências.
Nasceu em 27 de junho de 1880 em Tuscumbia, Alabama, descendendo de família tradicional do Sul dos Estados Unidos. Seu pai, Capitão Arthur Keller, era
homem
de influência em sua comunidade, editor do Jornal “The Tuscumbia Alabamian” e foi nomeado Prefeito do Alabama do Norte em 1685.
Helen Keller perdeu subitamente a visão e a audição devido a uma doença que foi diagnosticada naquela época, como febre cerebral, sondo provável que tenha
sido escarlatina. Passou Os primeiros anos de sua infância sem orientação adequada que lhe permitisse desenvolver-se aprendendo sobre o mundo ao seu redor.
Alguns meses antes de Helen completar 7 anos de idade, Anne Sullivan, uma professora de vinte a um anos, foi morar em sua casa para ensina-la. A chegada
de Anne na case do Helen dou-se no dia 3 do março de 1687.
A professora Anne Sullivan havia estudado na Escola Perkins para Cegos (Perkins School for the Blind) pois, quando criança tinha sido cega, mas recuperou
a visão através de nove operações. Sua indicação para ensinar Helen foi feita por Alexander Graham Bell, que havia sido procurado pelos pais de Helen.
Desde essa época, professora e aluna, tornaram-se inseparáveis até a morte do Anne Sullivan em 1935.
Até a chegada da professora, Helen Keller ainda não falava e não compreendia o significado das coisas.
Anne Sullivan assumiu a tarefa de ensinar Helen e para isso necessitou de muita coragem a persistência. As alunas cegas da Escola Perkins fizeram-lhe uma
boneca pare levar A Helen. o vestido dessa boneca to feito por Laura Bridgman, primeira cega-surda educada na Perkins. Anne Sullivan iniciou seu trabalho
com Helen utilizando a boneca e tentando relacionar o objeto à palavra atreves da soletração da palavra “BONECA” pelo alfabeto manual. Helen logo aprendeu
a repetir as letras corretamente, mas não sabia que as palavras significavam coisas. Aprendeu através desse método, um tanto incompreensível para ela,
a soletrar, com o uso das mãos, varias palavras.
No dia 5 do abril de 1887 Helen e sua professora estavam no quintal da casa. perto de um poço, bombeando água. A professora Sullivan colocou a mão de Helen
na água fria o sobre a outra mão soletrou a palavra “água” primeiro vagarosamente, depois rapidamente. De repente, os sinais atingiram a consciência de
Helen agora com um significado. Ela aprendeu que “água” significava algo frio e fresco que escorria entre suas mãos. A seguir, tocou a terra e pediu o
nome daquilo e, a anoitecer já havia relacionado trinta palavras a seus significados.
Este foi o começo da educação de Helen Keller. Numa sucessão rápida ela aprendeu os alfabetos braille e manual, facilitando assim, sua aprendizagem da
escrita
e leitura. Em 1890 ela surpreendeu a “Professora” (como chamava à Anne Sullivan) pedindo para aprender a falar. Helen Keller aprendeu a falar aos dez anos.
“Eu tinha dez anos quando Annie *Annie é o tratamento familiar de Anne* me levou a primeira lição de linguagem falada em casa de Miss Sarah Fuller (Diretoria
da Escola de Surdos Horace Mann). Os poucos sons que eu então produzia, eram ruídos inexpressivos, quase sempre roucos, pelo esforço que empregava para
obtê-los. Pondo minha mão em seu rosto, para que eu sentisse a vibração de sua voz, Miss Fuller ia repetindo vagarosamente e muito claro, o som *ahm*,
enquanto Miss Sullivan soletrava a palavra *ahm* na minha mão. Eu ia imitando come podia, conseguindo ao fim de algum tempo, articular o som a contento
da mestra. Ao final de minha décima primeira lição, fiz uma surpresa para Annie, puxei-a pelo braço, coloquei a posição da língua e disse claramente: “EU
NÃO SOU MAIS MUDA”.
Sob a orientação de Anne Sullivan, matriculou-se no Instituto Horace Mann para Surdos de Boston e depois na Escola Wright-Humason Oral de Nova Yorque onde,
durante dois anos, recebeu lições de linguagem falada e de leitura pelos lábios.
Helen Keller além de aprender a ler, escrever e falar demonstrou, também, excepcional eficiência no estudo das disciplinas do currículo regular.
Quando pequena, Helen Keller costumava dizer: “Algum dia cursarei uma faculdade” e de fato cursou. E 1898 entrou na Escola Cambridge para Mocas; em 1900,
para a Universidade Radcliffe onde, em 1904, recebeu seu diploma de bacharel em filosofia. Durante seu período de estudante a professora Anne Sullivan
foi sua orientadora constante transmitindo todas as aulas para Helen, através do alfabeto manual, encorajando-a e estimulando-a. todos os livros de consulta
que não existiam em braille eram laboriosamente soletrados nas mãos de Helen. Além das aulas da Universidade, Anne soletrava aulas de francês, latim e
alemão.
Com a obtenção de seu grau de bacharel, acabaram-se os dias de educação formal de Helen. Todavia, através de toda sua vida, continuou a estudar e manter-se
informada sobre todos os assuntos de importância para o mundo moderno. Em reconhecimento de sua capacidade e realizações acadêmicas, Helen Keller recebeu
títulos e diplomas honorários das Universidades Temple e de Harward e das Universidades da Escócia (Glasgow)! Alemanha (Berlim), índia (Nova Delhi) e de
Witwaterstrand (Johannesburg. África do Sul).
Em 1905 a professora Anne Sullivan casou-se com John A. Macy, eminente critico literário. o casamento não interrompeu o relacionamento de aluna e professora.
Helen Keller foi morar com o casal que continuou auxiliando-a em seus estudos e outras atividades. Antes de se formar Helen Keller fez sua estréia na literatura
escrevendo sua autobiografia “A História de Minha Vida”, publicada em 1902, e em seguida no Jornalismo com uma serie de artigos no “Ladies Home Journal”.
A partir dessa data não parou mais de escrever. Em seus trabalhos literários Helen usava a máquina de datilografia braille preparando os manuscritos e
depois copiava-os numa máquina de datilografia comum.
Escreveu inúmeros artigos para revistas e alem da “História de Minha Vida”, escreveu vários livros entre os quais:
“Otimismo - um ensaio”
“A Canção do Muro de Pedra”
“O Mundo em que Vivo”
“Lutando Contra as Trevas” (Minha professora Anne Sullivan Macy).
“Minha Religião”
“Minha Vida de Mulher”
“Paz no Crepúsculo”
“Helen Keller na Escócia”
“O Diário de Helen Keller”
“Vamos ter Fé”
“Dedicação de Uma Vida”
“A Porta Aberta”
Seus livros foram transcritos em várias línguas. Em 1954, “A História de Minha Vida”, após cinqüenta anos de sua primeira publicação como livro, foi traduzido
em cinqüenta línguas.
Poucos anos antes de sua morte, Mark Twain disse: “As duas personalidades mais interessantes do Século XIX são Napoleão e Helen Keller”.
William James escreveu sobre Helen Keller: “Mas o que quer que você tenha sido ou é, você é uma benção. Sou capaz de matar a quem disser que não”.
Esses sentimentos expressos por dois amigos de sua juventude foram partilhados durante anos por homens e mulheres famosos e proeminentes de todo o mundo,
cuja amizade Helen Keller manteve.
Helen Keller recebeu numerosos prêmios de grande distinção. Em junho de 1952 foi feita Cavaleiro da Legião de Honra da França.
Em reconhecimento ao estimulo que seu exemplo e presença deram aos trabalhos para cegos nos paises que visitou, os governos do Brasil, Japão, Filipinas
e Líbano conferiram-lhe, respectivamente, as seguintes condecorações: Ordem do Cruzeiro do Sul, do Tesouro Sagrado, do Coração de Ouro e Medalha de Ouro
de Mérito.
Helen Keller recebeu também, o Prêmio Américas para a União Interamericana, o premio Medalha de Ouro do Instituto Nacional de Ciências Sociais e outros.
Tornou-se membro honorária de sociedades científicas e organizações filantrópicas dos cinco continentes.
No Qüinquagésimo aniversário de sua graduação, a Universidade Radcliffe outorgou-lhe o “Prêmio Destaque a Aluno”.
Uma grande honraria foi também concedida a Helen Keller, em 1954, quando seu local de nascimento, Ivy Green, em Tuscumbia, foi transformado em museu permanente.
A cerimônia realizou-se em 7 de malo de 1954, com a presença de diretores da American Foundation for the Blind e de outras autoridades. Juntamente com
esse acontecimento, realizou-se, também, a premier do filme biográfico de Helen Keller, “Os Inconquistados” o fume posteriormente recebeu novo titulo “Helen
Keller e sua História”. Em 1955 esse filme ganhou o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, como o melhor documentário de longa metragem
do ano.
Helen Keller e Polly Thomson (1937)
Mais compensadoras do que as inúmeras honrarias que recebeu foram as relações de amizades que Helen Keller fez com a maioria das personalidades proeminentes
de seu tempo. Eram algumas figuras famosas, de Grover Cleveland a Charlie Chaplin, de Nerhu a John F. Kennedy e outros como Katherine Corvell, Van Wyck
Brooks, Alexander Graham Bell e Jo Davidson, aos quais ela considerava amigos.
Por mais diversos que fossem seus interesses, Helen Keller nunca esqueceu as necessidades das pessoas cegas e surdo-cegas. Desde sua juventude, sempre
esteve
disposta a trabalhar pelo seu bem estar comparecendo perante governos, dando conferências, escrevendo artigos e sobretudo, pelo exemplo pessoal do que
uma pessoa severamente prejudicada pode alcançar.
Quando a American Foundation for the Blind, a instituição nacional para informação sobre cegueira, foi fundada em 1921, ela finalmente teve um efetivo
instrumento
nacional para dar vazão aos seus esforços. De 1924 até sua morte ela foi membro do “staff” da Foundation, servindo como conselheira em relações internacionais
e nacionais. Foi também em 1924 que Helen Keller começou sua campanha para levantar o “Fundo Helen Keller” para a Foundation. Até a sua aposentadoria da
vida publica, ela foi incansável em seus esforços para que esse Fundo tivesse os recursos necessários para garantir programas de educação e reabilitação
de cegos e surdo-cegos.
De todas as suas contribuições para a Foundation, Helen Keller talvez sentisse mais orgulho de sua assistência na formação de um serviço especial para
pessoas
surdo-cegas, em 1946.
Helen Keller, porém, estava tão interessada no bem estar das pessoas cegas de outros países quanto aquelas do seu próprio país; as condições nas nações
subdesenvolvidas e em guerra eram particularmente preocupantes. Sua participação ativa nessa Área de trabalho para os cegos começou em 1915, quando o Fundo
Permanente de Ajuda aos Cegos de Guerra, posteriormente chamado - Imprensa Braille Americana - bi fundado. Em foi membro de sua primeira junta de diretores.
Quando a Imprensa Braille Americana transformou-se na American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated) em 1946, Helen
Keller foi eleita conselheira em relações internacionais. Foi então que ela começou suas viagens pelo mundo, em beneficio dos cegos, fato esse que a tornou
bem conhecida em seus últimos anos de vida. Durante sete viagens entre 1946 e 1957, em visitou 35 paises em cinco continentes. Em 1953 Helen Keller esteve
no Brasil a convite oficial do governo brasileiro e da Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Realizou visitas e palestras no Rio de Janeiro e em São
Paulo e seu exemplo estimulou e deu grande impulso à educação e a reabilitação de cegos no Brasil.
De 3 a 10 de maio, Helen Keller realizou um programa vasto de palestras, visitas e entrevistas ra cidade do Rio de Janeiro.
Visitou o Colégio Bennett para alunas brasileiras e americanas onde realizou palestras e visitou também o Instituto Benjamin Constant para Cegos onde recebeu
carinhosas homenagens dos alunos e funcionários daquele Instituto. Esteve também em visita ao Palácio do Itamarati e ao Instituto Brasil Estados Unidos.
Helen Keller realizou inúmeras palestras no Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, na Escola de Filosofia
da Universidade Nacional do Brasil e no Instituto da Universidade Nacional.
Foi homenageada pele Embaixador dos Estados Unidos no Brasil e recepcionada no Legião Brasileira de Assistência, onde recebeu o titulo de Membro Honorário
dessa organização.
Helen Keller recebeu ainda homenagem de pessoas cegas do interior do Brasil que viajaram 400 milhas para vê-la e deu entrevistas a todos os órgãos da Imprensa.
Durante o período em que esteve em São Paulo, de 11 a 16 de maio de 1953, Helen Keller visitou:a Faculdade de Higiene e Saúde Pública do Universidade de
São Paulo, Instituto Santa Terezinha para Crianças Surdos, Instituto para Cegos “Padre Chico”
Federação de Cegos Laboriosos, Instituto de Educação “Caetano de Campos”, Instituto Butantã, Horto Florestal, Prédio do Banco do Estado, Orquidário do
Estado,
fez uma viagem a Santos e visitou uma fazenda de café.
Uma mesa redonda realizada com sua presença na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo deu erigem à criação, no SENAI (Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial), de um Serviço de Orientação e Colocação Profissional de Cegos que hoje já colocou nas indústrias de São Paulo grande número
de deficientes da visão.
Realizou uma palestra no Hospital dos Clinicas, para doutores e estudantes dos Departamentos de Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Nesta palestra onde
estiveram presentes cerca de 550 pessoas, alguém perguntou a Helen Keller:
-- “O que você gostaria mais de ver, se Deus lhe desse visão por cinco minutes?” Helen Keller respondeu:
-- “As flores, o pôr do sol e o rosto de uma criança”.
Helen Keller foi recepcionada pelo então Governador de São Paulo, pela União Cultural Brasil-Estados Unidos e pela Fundação para o Livro do Cego no Brasil.
A Ultima homenagem que lhe foi prestada no Brasil realizou-se no Teatro de Cultura Artística com a presença de inúmeras pessoas, entre elas o Governador
do Estado, professores de Faculdade e altas personalidades. Nessa ocasião foi criado o Comitê de assistência aos Cegos da Associação Pan-Americana de Oftalmologia
e Helen Keller, juntamente com d. Dorina do Gouvea Nowill foram empossadas nos cargos do Presidente e Co-Presidente respectivamente.
Helen Keller e Winifred Corbally visitando John Kennedy em 1961
Em 1955, quando tinha 75 anos, Helen Keller realizou mais uma de suas longas e árduas viagens, percorrendo 40.000 milhas, durante cinco meses, através
da
Ásia. Por onde viajou, sempre levou uma nova coragem para milhares de pessoas cegas e muitos dos esforços para melhorar as condições entre os cegos no
mundo podem ser atribuídos diretamente as suas visitas.
Durante sua vida, Helen Keller viveu em vários lugares diferentes: Tuscumbia, Alabama; Cambridge e Wrentham, Massachusetts; Forest Hills, Nova Yorque,
mas
talvez sua residência favorita tenha sido a última, a casa em Westport, Connecticut, chamada “Arcan Ridge”, de estrutura branca, para onde se mudou, após
a morte de Anne Sullivan. E foi “Arcan Ridge”, que ela chamou do lar pelo resto de sua vida. Apbs a morte da “Professora”, Polly Thomson, uma senhora escocesa
que já vivia em casa de Helen Keller desde 1914, assumiu a tarefa de auxilia-la em seu trabalho. Após a morte de Polly Thomson, em 1960, uma companheira
e enfermeira, a Sra Winifred Corbally, assistiu-a até seu último dia.
Helen Keller fez sus ultima aparição em publico num encontro do Lions Club de Washington, D.C. Nesse encontro ela recebeu o “Prêmio Humanitário Lions”
por
sua vida dedicada a servir a humanidade e por inspirar a adoção de programas de ajuda aos cegos e conservação da visão do Lions International. Durante
sua viagem a Washington, foi recebida pelo Presidente Kennedy. Na ocasião, um repórter perguntou quantos presidentes havia conhecido e Helen Keller respondeu
que não sabia quantos, mas que conheceu a todos desde Grover Cleveland.
Após 1961, Helen Keller viveu tranqüilamente em “Arcan Ridge”, onde recebia a família, amigos íntimos e membros da American Foundation for the Blind e
da
American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated). Passava a maior pane do seu tempo lendo. Seus livros favoritos foram
a Bíblia e volumes de poesia e filosofia.
Apesar de seu afastamento da vida pública, Helen Keller não foi esquecida. Em 1964 recebeu a “Medalha Presidencial da Liberdade”, a maior honra de seu
país.
Em 1965, foi uma das vinte eleitas para o Hall da Fama Feminina, na Feira Mundial de Nova Yorque. Helen Keller e Eleanor Roosevelt receberam a maioria
dos
votos entre as cem mulheres indicadas.
Helen Keller faleceu em 19 de junho de 1968, em “Arcan Ridge”, sigumas semanas antes de completar 88 anos. Suas cinzas foram depositadas no lado das de
Anne Sullivan Macy e Polly Thomson na Capela de São José, na Catedral de Washington. A cerimônia compareceram sua família e amigos, autoridades do governo,
pessoas proeminentes de todos os setores e delegações da maioria das organizações para cegos e surdos.
No seu ultimo adeus, o Senador Lister Hill, do Alabama, expressou ss sentimentos de todo o mundo quando disse a respeito de Helen Keller:
-- “Ela viverá; ela foi um dos poucos nomes, imortais, que não nasceu para morrer. Seu espírito perdurarA enquanto o homem puder ler e história puderem
ser contadas sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.
Helen Keller foi por si mesma uma grande obra de educação, pois dedicou sua vida ao trabalho para o bem estar das pessoas cegas e surdo-cegas, influenciando
na criação de legislação e serviços especializados.
E por tudo isso ela foi chamada por seus amigos americanos “A primeira mulher de coragem do mundo”.
Os escritos e pensamentos de Helen Keller traduzem espírito de coragem e força de vontade.
Estas são algumas freses extraídas de suas obras:
“Não há melhor maneira de agradecer a Deus pela visão, do que dar ajude a alguém que não a possui”.
“Se metade do dinheiro hoje gasto em curar cegueira, fosse utilizado em preveni-la, a sociedade ganharia em termos de economia sem mencionar considerações
de felicidade para a humanidade”.
“Que toda criança cega tenha oportunidade de receber educação e todo adulto cego, uma oportunidade para treinamento e trabalho útil”,
“Quando uma porta de felicidade fecha-se, uma outra se abre; mas muitas vezes, nós olhamos tão demoradamente para a porta fechada que não podemos ver aquela
que se abriu diante de nós”.
É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a alegria de viver”.
“Não há barreiras que o ser humano não possa transpor”.
“Por muitos anos, não dispusemos de criada alguma, por falta de recursos. Aprendi a fazer tudo o que podia, para ajudar minha professora. Todas as manhãs,
ela levava o marido de carro à estação, onde ele tomava o trem pata Boston, para depois se ocupar das compras. Eu tirava a mesa, lavava a louça e arrumava
os quartos. Podiam estar clamando por mim montanhas de cartas, livros e artigos para escrever, mas, a casa era a casa, alguém tinha de fazer as camas,
colher flores, catar lenha, por o moinho de vento a andar e para-lo quando a caixa estivesse cheia, enfim, ter em mente essas coisas imperceptíveis que
fazem a felicidade da família. Quem gosta de trabalhar sabe como é agradável a gente estar ajudando as pessoas a quem estimamos nas tarefas diárias de
casa”.
FONTES DE CONSULTA
AMERICAN FOUNDATION FOR THE BLIND, INC. - Helen Keller ENCICLOPÉDIA SARSA - RJ/SP. Encyclopedia Britannica Editores Ltda, 1967
FUNDAQAO PARA O LIVRO DO CEGO NO BRASIL - Arquivos ENCICLOPÉDIA GLOBO - R.S., Globo, 1969 ENCICLOPCDIA OBJETIVA UNIVERSAL. SP/RJIPR, Expel Distribuição
exclusiva, s/d
KELLER, Helen - Lutando contra as trevas. RJ, Fundo de Cultura, C. 1957.
Helen Keller 1880-1968